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Psicologia Perinatal

Material sobre psicologia perinatal: estresse, ansiedade e depressão na gestação/pós‑parto (antes da pandemia ≈65%, na pandemia ≈80%). Apresenta prevalências, consequências para mãe e bebê, fatores de risco (biológicos, sociodemográficos, contextuais, história de vida), estatísticas de gestações e instrumentos de triagem (TPAG, IRSAG).

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PSICOLOGIA PERINATAL 
Estresse, ansiedade e depressão no período de gestação e pós-parto. Antes da pandemia aproximadamente 65% apresentaram alterações emocionais e na pandemia aumentou para quase 80%. 
Objetivo: ajudar a diminuir a alta taxas de alterações maternas até o ano de 2030.
Perinatal: em torno do nascimento (planejamento familiar; gestação; parto; pós-parto – aproximadamente 2 anos)
A psicologia perinatal é uma área de atuação, não é uma teoria e nem um campo
Romantização da maternidade: ideia de que toda mulher nasceu para ser mãe; que toda mãe que está grávida ou recebe a notícia está feliz – senso comum – parabenizar 
Pesquisas afirmam que existe 3 momentos da vida da mulher que são potenciais de risco (período que a mulher pode experimentar estresse, ansiedade, depressão ou qualquer transtorno mental): adolescência; climatério (próximo a menopausa); período perinatal. O que tem maior prevalência de maior chance de risco é o período perinatal. 
No período perinatal: 65% apresentam estresse, das quais 20% se apresentam na fase de quase exaustão a exaustão – afeta no desenvolvimento do feto; 35% apresentam alta ansiedade; 25% apresentam sintomas de depressão – com prevalência na gestação.
No pós-parto: estresse 60%; alta ansiedade 30%; sintomas de depressão 20%. As alterações emocionais diminuem no pós-parto. 
As alterações emocionais trazem uma série de complicações tanto para a mãe como para o bebê, o bebê corre o risco de nascer prematura e de baixo peso, a mãe perde a energia de amamentar, de cuidar, de estimular o bebê e entre outros, utilizando de práticas educativas maternas negativas, que influencia no apego, provavelmente se instala o apego inseguro, também no desenvolvimento infantil, podendo apresentar atraso e problemas mentais ao longo de seu desenvolvimento. 
Precisamos trabalhar com PREVENÇÃO.
Das gestações:
15% terminam em aborto, entre eles morte fetal, abordo espontâneo ou provocado – mulheres enlutadas pelos seus filhos que morreram
11% nascimento prematuro – os bebês ficam internados por um tempo e os pais que idealizavam ir para a casa com o bebê agora tem que ficar no hospital
2% são diagnosticados com má formação ou anomalias – choque do filho idealizado perfeito
+ 50% das gestações não são planejadas – um dos fatores de risco para as alterações emocionais significativas 
INVESTIGAÇÃO:
BIOLÓGICA 
- Idade
Mães adolescentes (menos de 20 anos) tem maiores chances de risco de apresentar alterações emocionais significativas do que mães adultas 
Mulheres adultas, acima de 35 anos também é considerada uma gestação de risco de apresentar alterações emocionais 
- Hereditariedade
SOCIODEMOGRÁFICA 
- Escolaridade 
Quanto menor o nível de escolaridade maior as chances de subemprego, de sofrer violência etc.
- Condições socioeconômicas
Fator determinante se vai ter uma boa saúde ou não; um conjunto de fatores
- Estado civil 
Mulheres que vivem com os parceiros tem um fator de proteção, ao contrário, um fator de risco
CONTEXTO 
- Paridade 
Se está grávida pela primeira (primigesta) vez ou não (multigesta). As mulheres já mães tem maior índice de ansiedade do que mães de primeira viagem, e quanto mais filhos, mais as chances de apresentar alguma alteração emocional significativa
- Histórico de aborto 
- Atividade ocupacional 
Influenciam nas emoções 
HISTÓRIA DE VIDA
- Relação com as figuras parentais 
Figura de apoio, cuidado e apego
- Desejava ser mãe
O maior público é de quem não desejava a parentalidade
- Relação conjugal 
Aconteceu em um momento de sintonia ou separação
- Sonhos realizados e não realizados
Gestação que impede de realizar um sonho próximo, prolongando a realização do sonho 
- Sexualidade
Vergonha, tabus e abusos
- Representação social de maternidade
Romantização ou não maternidade; relações/memórias positivas ou negativas
- História de parto e nascimento 
Se sofreu violência obstétrica ou não; crenças que se cria sobre o parto 
- Relação familiar e Rede de apoio 
A qualidade de ajuda se é um fator de proteção ou fator de risco 
- Relação com atividade ocupacional
Se é prazerosa ou não. Se não a mulher tem dificuldades para voltar ao trabalho, e se sim, sentimento de culpa por querer voltar a trabalhar
- Relação com imagem corporal 
Mudanças do corpo no período da gestação influenciam nas alterações emocionais
- Triagem Psicológica para Aplicação em Gestantes – TPAG
Triagem/anamnese – perguntas prontas 
Psicoterapia e orientação (ex. pré-natal psicológico)
Identifica o que mais aparece. 
Desenvolvido para aplicar trimestralmente. 1º trimestre: ansiedade e medo, 2º trimestre: menos ansioso, 3º trimestre medo do parto.
Quais são as questões que dão indicativos de alertas para alterações emocionais significativas
Não dá diagnostico, auxilia na anamnese.
- Instrumento de rastreio para sintomas de ansiedade gestacional – IRSAG
Alta confiabilidade 
Auxilia o profissional a identificar o nível de ansiedade da gestante 
20 - 30 não apresenta ansiedade 
31 baixa ansiedade
32 – 40 ansiedade moderada (esperado)
41 – 80 alta ansiedade 
- Triagem Psicológica Pós-parto de Schiavo
Na primeira parte, investigar os fatores de risco
Na segunda parte, identificar se a pessoa apresenta ou não alterações emocionais significativas no pós-parto 
Até 19 pontos não tem alterações emocionais significativas 
De 20 – 30 pontos apresenta alterações emocionais significativas 
De 30 – 40 recomenda-se atendimento psiquiátrico

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