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Explicar histofuncionalmente o néfron (especificar túbulos) 
Néfron 
O néfron é a unidade estrutural e funcional fundamental do rim. Ambos os rins humanos contêm aproximadamente 2 
milhões de néfrons. Estes são responsáveis pela produção de urina e correspondem à porção secretora de outras 
glândulas. Os ductos coletores são responsáveis pela concentração final da urina e são análogos aos ductos das 
glândulas exócrinas, que também modificam a concentração do produto secretor. Diferentemente da glândula 
exócrina típica, cujas porções secretoras e ductais se originam de um único broto epitelial, os néfrons e seus ductos 
coletores originam-se de primórdios separados e somente mais tarde se tornam conectados. 
Organização geral do néfron 
O corpúsculo renal representa o início do néfron. É formado pelo glomérulo, um tufo de capilares composto de 10 a 
20 alças capilares, circundado por um capuz epitelial de dupla camada, a cápsula renal ou de Bowman. A cápsula de 
Bowman é a porção inicial do néfron, em que o sangue que flui através dos capilares glomerulares sofre filtração, 
produzindo o ultrafiltrado glomerular. Os capilares glomerulares são supridos por uma arteríola aferente e drenados 
por uma arteríola eferente. Por sua vez, a arteríola aferente se ramifica, formando uma nova rede de capilares que 
irão suprir os túbulos renais. O local de entrada e saída das arteríolas aferente e eferente na camada parietal da 
cápsula de Bowman é denominado polo vascular. Em posição oposta ao polo vascular está o polo urinário do 
corpúsculo renal, local em que se inicia o túbulo contorcido proximal. 
Continuando a partir da cápsula de Bowman, as porções remanescentes do néfron (tubulares) são as seguintes: 
• O segmento espesso proximal, que consiste no túbulo contorcido proximal e no túbulo reto proximal 
• O segmento delgado, que constitui a parte delgada da alça de Henle 
• O segmento espesso distal, que consiste no túbulo reto distal e no túbulo contorcido distal 
O túbulo contorcido distal conecta-se com o ducto coletor cortical, frequentemente por meio de um túbulo conector, 
formando o túbulo urinífero (o néfron mais o ducto coletor). O ducto coletor cortical continua dentro da medula 
como ducto coletor medular e desemboca na papila da pirâmide renal. Na nomenclatura clínica, o ducto coletor 
cortical, o ducto coletor medular e, por vezes, o túbulo conector são coletivamente designados como túbulo coletor, 
ressaltando o fato de que esse segmento emerge da confluência de muitos néfrons. 
Túbulos do néfron 
Os segmentos tubulares do néfron são denominados de acordo com o seu percurso (contorcido ou reto), a sua 
localização (proximal ou distal) e a espessura da parede (espesso ou delgado). 
TÚBULO CONTORCIDO PROXIMAL 
- origina-se do polo urinário da cápsula de Bowman. 
- Segue um percurso muito tortuoso ou contorcido e entra no raio medular para continuar como túbulo reto proximal 
- Constitui o local inicial e principal para a absorção. 
- Recebe o ultrafiltrado do espaço urinário da cápsula de Bowman. As células cubóides do túbulo contorcido proximal 
exibem especializações elaboradas de superfície celular que caracterizam as células envolvidas na absorção e no 
transporte de líquidos. Apresentam as seguintes características: • 
• Uma borda em escova, composta de microvilosidades retas; 
• Um complexo juncional, que consiste em uma zônula de oclusão estreita, que veda o espaço intercelular do lúmen 
do túbulo, e uma zônula de adesão, que mantém a adesão entre as células vizinhas; pregas ou dobras localizadas na 
superfície lateral da célula; 
• Extensas interdigitações dos prolongamentos basais das células adjacentes e estrias basais, que consistem em 
mitocôndrias alongadas concentradas nos prolongamentos basais. 
- Em preparações histológicas bem fixadas, as estriações basais e a borda em escova apical ajudam a distinguir as 
células do túbulo contorcido proximal daquelas de outros túbulos 
- O túbulo contorcido proximal recupera a maior parte do líquido do ultrafiltrado. Dos 180 ℓ/dia de ultrafiltrado que 
entram nos néfrons, aproximadamente 120 ℓ/dia ou 65% do ultrafiltrado é reabsorvido pelo túbulo contorcido 
proximal. Duas proteínas principais são responsáveis pela reabsorção de líquido nos túbulos contorcidos proximais: 
1- Bombas de Na+/K+-ATPase : proteínas transmembrana localizadas nas pregas laterais da membrana plasmática. 
São responsáveis pela reabsorção de Na+, que constitui a principal força de impulsão para a reabsorção de água 
no túbulo contorcido proximal. O transporte ativo de Na+ é seguido pela difusão passiva de Cl– que promove a 
manutenção da neutralidade eletroquímica. O acúmulo de NaCl nos espaços intercelulares laterais cria um 
gradiente osmótico, que atrai a água do lúmen para dentro do compartimento intercelular. Esse compartimento 
se distende à medida que aumenta o volume de líquido dentro dele; concomitantemente, as pregas laterais da 
membrana se afastam, possibilitando essa distensão. 
2- Aquaporina: é uma pequena proteína (cerca de 30 kDa) transmembrana que atua como canal molecular de água 
na membrana celular dos túbulos contorcidos proximais. O movimento de água através desses canais de 
membrana não necessita da alta energia das bombas de Na+/K+-ATPase. A existência dessas proteínas pode ser 
demonstrada por métodos imunocitoquímicos. 
 
-> O túbulo contorcido proximal também reabsorve quase toda a glicose, aminoácidos e pequenos polipeptídios. 
- O túbulo contorcido proximal recupera quase 100% da glicose, utilizando cotransportadores de Na+ e glicose 
(SGLT2), que absorvem simultaneamente o Na+ e a glicose do lúmen do túbulo. 
- O túbulo contorcido proximal também recupera aproximadamente 98% dos aminoácidos filtrados. Esses 
aminoácidos são absorvidos por vários transportadores de aminoácidos que efetuam a troca de íons Na+, K+ e K+ 
(transportadores de aminoácidos ácidos) ou íons Na+ e H+ (transportadores de aminoácidos básicos e neutros). 
- Os polipeptídios pequenos são recuperados por meio de um processo semelhante ao da recuperação da glicose, 
que emprega cotransportadores de H+ e peptídios da superfície apical (PepT1 e PepT2). Uma vez dentro da célula, os 
polipeptídeos são rapidamente degradados e transportados através da membrana basolateral na forma de 
aminoácidos livres. 
TÚBULO RETO PROXIMAL 
- As células da parte reta do túbulo proximal (ramo descendente espesso da alça de Henle) não são tão especializadas 
para a absorção quanto as do túbulo contorcido proximal. 
- São mais curtas, com uma borda em escova menos desenvolvida e menor número de prolongamentos laterais e 
basolaterais que também são menos complexos. 
- As mitocôndrias são menores que as das células do segmento contorcido e estão distribuídas de modo aleatório no 
citoplasma. 
- Há menor número de invaginações apicais e vesículas endocitóticas, bem como de lisossomos. 
- Na parte reta do túbulo proximal, as células estão estruturadas para recuperar a glicose remanescente que escapou 
nos túbulos contorcidos proximais antes de entrar no segmento delgado da alça de Henle. Essas células estão 
equipadas com cotransportadores de Na+ e glicose (SGLT1) de alta afinidade, que absorvem simultaneamente o Na+ e 
a glicose a partir do lúmen do túbulo. Apresentam também transportadoresde glicose GLUT1 complementares em 
sua membrana basolateral para transportar a glicose da célula para dentro da matriz extracelular. 
RAMO DELGADO DA ALÇA DE HENLE 
- É a continuação do túbulo reto proximal na medula. Faz uma volta semelhante a um grampo de cabelo e retorna em 
direção ao córtex 
- o comprimento do ramo delgado varia de acordo com a localização do néfron no córtex. 
- Os néfrons justamedulares apresentam ramos mais longos, enquanto os néfrons corticais têm os ramos mais curtos. 
Além disso, são encontrados vários tipos de células no segmento delgado. 
- Ao microscópio óptico, é possível identificar pelo menos dois tipos de túbulos do ramo delgado, um dos quais 
contém epitélio mais pavimentoso que o outro. O exame ao microscópio eletrônico dos ramos delgados de vários 
néfrons revela a existência de quatro tipos de células epiteliais 
Desenho das células do túbulo contorcido proximal. Algumas interdigitações 
estendem-se por toda a altura da célula. Os prolongamentos são longos na 
região basal e criam um compartimento extracelular elaborado adjacente à 
lâmina basal. Na região apical, as microvilosidades constituem a borda em 
escova. Em alguns locais, as microvilosidades foram omitidas, revelando, 
assim, o aspecto contorcido da superfície apical da célula. 
• O epitélio tipo I é encontrado nos ramos descendente e ascendente delgados da alça de Henle dos néfrons de alça 
curta. Consiste em um epitélio simples e fino. As células quase não fazem interdigitações com as células vizinhas e 
apresentam poucas organelas 
• O epitélio do tipo II é encontrado no ramo descendente delgado dos néfrons de alça longa no labirinto cortical. As 
células desse epitélio são mais altas e contêm abundantes organelas e numerosas microvilosidades pequenas e 
rombas. A extensão da interdigitação lateral com as células vizinhas varia de acordo com a espécie do animal 
• O epitélio do tipo III é encontrado no ramo descendente delgado na medula interna. É um epitélio mais delgado, 
cujas células apresentam estrutura mais simples e menor quantidade de microvilosidades que as células epiteliais do 
tipo II. Não há interdigitações laterais 
• O epitélio do tipo IV é encontrado na curva dos néfrons de alça longa e por todo o ramo ascendente delgado. 
Trata-se de um epitélio baixo e plano, sem microvilosidades, cujas células apresentam poucas organelas. 
 
→ Ramo descendente delgado da alça de Henle é altamente permeável à água, devido à existência de aquaporinas 
(AQPs) que possibilitam a passagem livre de água. Embora esse ramo seja muito menos permeável ao Na+ e à ureia, 
ele viabiliza a entrada de pequenas quantidades dessas substâncias no néfron. A ureia entra nesse segmento do 
néfron por meio de transportadores de ureia A2 (UT-A2). Como o líquido intersticial na medula é hiperosmótico, a 
água sai desse segmento do néfron por osmose e, desse modo, o conteúdo luminal de Na+ e Cl– torna-se 
progressivamente mais concentrado. As células desse ramo não transportam íons ativamente; por conseguinte, 
a osmolalidade aumentada do líquido tubular que ocorre nesse segmento do néfron é causada, em grande parte, pelo 
movimento passivo de água para dentro do tecido conjuntivo peritubular 
→ Ramo ascendente delgado da alça de Henle é altamente permeável ao Na+ e ao Cl–, devido à existência de 
cotransportadores de Na+/K+/2Cl– nas membranas plasmáticas apicais. Em seguida, o Na+ é bombeado para fora das 
células pela Na+/K+-ATPase, enquanto o K+ e o Cl– sofrem difusão passiva através de seus respectivos canais para 
dentro da medula, de acordo com seus gradientes de concentração. Embora a energia do ATP seja necessária para 
abrir esses canais, o movimento de Cl– não é um exemplo de transporte ativo e não exige a atividade da ATPase 
estimulada por Cl–. Nesse caso, contraíons, como o Na+ (a maioria) e o K+, acompanham passivamente o movimento 
do Cl–, mantendo a neutralidade eletroquímica. A hiperosmolaridade do interstício está diretamente relacionada com 
a atividade de transporte das células nesse segmento do néfron. Além disso, o ramo ascendente delgado é, em 
grande parte, impermeável à água. Por conseguinte, a concentração de Na+ e Cl– aumenta no interstício, tornando-o 
hiperosmótico, enquanto o líquido no lúmen do néfron se torna hiposmótico. Por esse motivo, o ramo ascendente 
delgado é também denominado segmento diluidor do néfron. 
TÚBULO RETO DISTAL 
- também denominado ramo ascendente espesso da alça de Henle, é a continuação do ramo ascendente delgado. 
-O túbulo reto distal ascende através da medula e entra no córtex no raio medular para alcançar a vizinhança do 
corpúsculo renal que lhe deu origem. Em seguida, o túbulo reto distal deixa o raio medular e faz contato com o polo 
vascular de seu corpúsculo renal original. Nesse ponto as células epiteliais do túbulo adjacente à arteríola aferente do 
glomérulo são modificadas e formam uma estrutura denominada mácula densa. Em seguida, o túbulo distal deixa a 
região do corpúsculo e passa a constituir o túbulo contorcido distal 
- Faz parte do ramo ascendente da alça de Henle e inclui tanto porções medular quanto cortical, estando esta última 
localizada nos raios medulares. À semelhança do ramo ascendente delgado, a parte reta do túbulo distal transporta 
íons do lúmen tubular para o interstício. Nesse segmento, a membrana celular apical apresenta transportadores 
eletroneutros (simportadores), que possibilitam a entrada de Cl–, Na+ e K+ do lúmen para a célula. O Na+ é 
transportado ativamente através das extensas pregas basolaterais das membranas pelas bombas de Na+/K+-ATPase, 
enquanto o Cl– e o K+ difundem-se para os espaços extracelulares pelos canais de Cl– e K+. Alguns íons K+ retornam 
ao líquido tubular por meio dos canais de K+, fazendo com que o lúmen tubular tenha uma carga positiva em relação 
ao interstício. Esse gradiente de carga positiva fornece a força propulsora para a reabsorção de muitos outros íons, 
tais como Ca2+ e Mg2+. 
- Além disso, as células do túbulo distal apresentam um número consideravelmente menor de microvilosidades, as 
quais são bem menos desenvolvidas em comparação com as microvilosidades presentes nas células da parte reta do 
túbulo proximal. 
TÚBULO CONTORCIDO DISTAL 
- É menos tortuoso que o túbulo contorcido proximal; por conseguinte, em um corte mostrando o labirinto cortical, 
há menor quantidade de perfis de túbulos distais do que de perfis de túbulos proximais. A porção terminal do túbulo 
contorcido distal desemboca em um ducto coletor cortical, situado no raio medular por intermédio de um túbulo 
conector arqueado ou um túbulo mais curto, denominado túbulo conector. 
-> A estrutura e a função do túbulo contorcido distal dependem da liberação e da captação de Na+. 
- O túbulo contorcido distal está localizado no labirinto cortical e tem apenas cerca de um terço do comprimento (em 
torno de 5 mm) do túbulo contorcido proximal. O túbulo contorcido distal começa a uma distância variável depois da 
mácula densa e estende-se até o túbulo conector, que conecta o néfron com o ducto coletor cortical. 
- As células do túbulo contorcido distal assemelham-se àquelas da parte reta do túbulo distal (ramo ascendente 
espesso). São, no entanto, consideravelmente mais altas e carecem de uma borda em escova bem desenvolvida. 
Assim como a parte reta do túbulo distal, o epitélio no túbulo contorcido distal é também relativamente impermeável 
à água. 
- A parte inicial do túbulo contorcido distal constitui o principal local de reabsorção de Ca2+ regulada pelo 
paratormônio. As células no túbulo contorcido distal exibem a maior atividade de Na+/K+-ATPase nas membranas 
basolaterais, em comparação com qualquer outro segmento do néfron, proporcionando a força propulsora para o 
transporte de íons. Essetúbulo curto é responsável por: 
• Reabsorção de Na+ e secreção de K+ no ultrafiltrado para conservar o Na+ 
• Reabsorção de íons bicarbonato, com secreção concomitante de íons H+, resultando em maior acidificação da urina 
• Reabsorção de cloreto (Cl–), mediada por transportadores de Na+/Cl– sensíveis aos tiazídicos 
• Secreção de amônia em resposta à necessidade dos rins de excretar ácido e gerar bicarbonato. 
A alça de Henle forma toda a porção em formato de U de um néfron- O túbulo reto proximal, o ramo descendente 
delgado com a sua volta em formato de grampo de cabelo, o ramo ascendente delgado e o túbulo reto distal são, em 
conjunto, denominados alça de Henle. Em alguns néfrons, os segmentos descendente delgado e ascendente são 
extremamente curtos; a volta em formato de grampo de cabelo pode ser feita pelo túbulo reto distal 
Tipos de néfrons 
Vários tipos de néfrons são identificados com base na localização de seus corpúsculos renais no córtex: 
• Néfrons subcapsulares ou néfrons corticais têm seus corpúsculos renais localizados na porção externa do córtex. 
Apresentam alças de Henle curtas, que se estendem apenas até a medula externa. Essas alças são típicas dos néfrons 
descritos previamente, em que a volta em formato de grampo de cabelo ocorre no túbulo reto distal 
• Néfrons justamedulares constituem cerca de um oitavo do número total de néfrons. Seus corpúsculos renais 
situam-se próximo à base de uma pirâmide medular. Contêm alças de Henle longas e segmentos delgados 
ascendentes também longos, que se estendem o interior da pirâmide. Essas características estruturais são essenciais 
para o mecanismo de concentração da urina, descrito mais adiante 
• Néfrons intermediários ou néfrons mesocorticais apresentam seus corpúsculos renais na região média do córtex. 
Suas alças de Henle são de comprimento intermediário. 
Ductos coletores 
Os ductos coletores corticais começam no córtex a partir da fusão dos túbulos conectores ou túbulos conectores 
arqueados de muitos néfrons e prosseguem nos raios medulares em direção à medula. Quando os ductos coletores 
corticais alcançam a medula, são denominados ductos coletores medulares externos ou internos. Esses ductos 
seguem até o ápice da pirâmide, onde se fundem formando ductos coletores maiores, os ductos papilares (ductos de 
Bellini), que desembocam no cálice menor. A área da papila que contém as aberturas desses ductos coletores é 
denominada área cribriforme. 
Em resumo, o aspecto macroscópico do parênquima renal reflete a estrutura do néfron. O corpúsculo renal e os 
túbulos contorcidos proximal e distal estão todos localizados dentro e constituem o parênquima dos labirintos 
corticais. As porções dos túbulos distais e proximais retos e os ramos delgados descendente e ascendente da alça de 
Henle no córtex estão localizados na porção principal dos raios medulares e a constituem. Os ramos delgados 
descendente e ascendente da alça de Henle estão sempre localizados na medula. Por conseguinte, o arranjo dos 
néfrons (e dos ductos coletores corticais) é responsável pelo aspecto característico da superfície de corte do rim. 
 
Os ductos coletores corticais e medulares determinam a osmolalidade final da urina pela sua atividade na reabsorção 
de água. O ducto coletor medular externo também é o local de reabsorção da ureia por transporte facilitado, 
utilizando o transportador de ureia A1 (UT-A1). Os ductos coletores são compostos de epitélio simples. Os ductos 
coletores corticais apresentam células planas, que variam de formato pavimentoso a cuboide. Os ductos coletores 
medulares apresentam células cuboides, com transição para células colunares conforme os ductos aumentam de 
tamanho. Os ductos coletores são prontamente distinguidos dos túbulos proximais e distais em virtude da nitidez dos 
limites celulares que podem ser vistos ao microscópio óptico. 
Existem dois tipos distintos de células nos ductos coletores: 
• As células claras, também denominadas células principais ou células dos ductos coletores (DC), constituem o tipo 
celular predominante dos ductos coletores. Trata-se de células de coloração pálida com pregas basais verdadeiras, 
em lugar de interdigitações com células adjacentes. Apresentam um único cílio primário e uma quantidade 
relativamente pequena de microvilosidades curtas. Contém mitocôndrias pequenas e esféricas. Essas células 
apresentam quantidade abundante de canais de água regulados pelo hormônio antidiurético (ADH), a aquaporina-2 
(AQP-2), que são responsáveis pela permeabilidade dos ductos coletores de água. As moléculas de aquaporinas AQP-
3 e AQP-4 estão localizadas na membrana basolateral dessas células. As células principais também expressam 
quantidade abundante de receptores mineralocorticoides (MRs) citoplasmáticos; por conseguinte, constituem o 
principal alvo da ação da aldosterona 
• As células escuras, também denominadas células intercaladas (CI), são consideravelmente menos numerosas. 
Apresentam muitas mitocôndrias e o seu citoplasma é mais denso. Observam-se micropregas, pregas citoplasmáticas 
e microvilosidades em sua superfície apical. As micropregas são facilmente observadas ao MEV, mas podem ser 
confundidas com microvilosidades ao microscópio eletrônico de transmissão. Não exibem pregas basais, mas 
apresentam interdigitações com as células vizinhas localizadas na região basal do citoplasma. Numerosas vesículas 
estão presentes no citoplasma apical. As células intercaladas estão envolvidas na secreção de H+ (células intercaladas 
α) ou de bicarbonato (células intercaladas β), dependendo da necessidade do rim de excretar ácido ou álcali. A célula 
intercalada α secreta ativamente H+ dentro do lúmen do ducto coletor por meio de bombas dependentes de ATP e 
libera HCO3– por meio de trocadores de Cl–/HCO3– localizados na membrana celular basolateral. As células 
intercaladas β exibem polaridade oposta e secretam íons bicarbonato no lúmen do ducto coletor. Dependendo da 
natureza da dieta e, portanto, da necessidade de excretar ácido, o epitélio dos ductos coletores passam a conter mais 
células intercaladas α do que β. 
As células dos ductos coletores tornam-se gradualmente mais altas à medida que os ductos passam da medula 
externa para a medula interna, tornando-se colunares na região da papila renal. Conforme se aproximam da papila, o 
número de células escuras diminui gradualmente até não haver nenhuma delas nos ductos. 
A aldosterona não atua no túbulo contorcido distal, e sim nos túbulos conectores e ductos coletores. 
Com base em experimentos mais antigos de micropunção, concluiu-se que o principal alvo da aldosterona consistia 
em células do túbulo contorcido distal. No entanto, novas pesquisas com metodologias moleculares mostram que a 
aldosterona atua principalmente sobre as células principais (claras) dos ductos coletores. Conforme assinalado 
anteriormente, as células principais não são encontradas no túbulo contorcido distal, mas estão presentes de modo 
esparso nos túbulos conectores. Por conseguinte, a aldosterona – à semelhança do ADH – atua sobre os ductos 
coletores cortical e medular, que são revestidos primariamente pelas células principais. A razão dessa interpretação 
deve-se ao fato de que o líquido tubular coletado durante experimentos de micropunção frequentemente tem 
contato com células dos túbulos conectores e ductos coletores corticais, dando a impressão de que o tratamento 
experimental com aldosterona tem efeito sobre o túbulo contorcido distal. Estudos moleculares de expressão gênica 
forneceram uma evidência clara da existência do receptor de mineralocorticoides (aldosterona) nas células principais. 
A aldosterona ligada aos receptores de mineralocorticoides nas células principais atua comofator de transcrição 
para proteínas envolvidas nas trocas de Na+ por K+. 
A aldosterona é secretada pelo córtex da suprarrenal e liberada sob a estimulação da angiotensina II e por um 
aumento na concentração sanguínea de K+ (hiperpotassemia). Liga-se ao receptor de mineralocorticoides (MR) 
citoplasmático e, em seguida, é translocada para o núcleo. O complexo aldosterona-MR atua como fator de 
transcrição, suprarregulando a expressão gênica de várias proteínas que estão envolvidas na reabsorção de Na+ e na 
secreção de K+. Essas proteínas incluem proteínas do canal de sódio epitelial (ENaC), proteínas do canal de potássio 
medular externo do rim (ROMK) e Na+/K+-ATPase. A síntese de novas proteínas de canais e enzimas leva 
aproximadamente 6 h. O resultado final da ação da aldosterona consiste em aumento da reabsorção de Na+ e da 
secreção de K+ pelas células principais. Isso aumenta a concentração sérica de Na+, o que, por sua vez, aumenta o 
volume sanguíneo e a pressão arterial. 
 
 
 
Descrever o processo de formação da urina (não esquecer de 
detalhar os mecanismos de contracorrente) 
1- Bombas de Na+/K+-ATPase : proteínas transmembrana localizadas nas pregas laterais da membrana plasmática. 
São responsáveis pela reabsorção de Na+, que constitui a principal força de impulsão para a reabsorção de água 
no túbulo contorcido proximal. O transporte ativo de Na+ é seguido pela difusão passiva de Cl– que promove a 
manutenção da neutralidade eletroquímica. O acúmulo de NaCl nos espaços intercelulares laterais cria um 
gradiente osmótico, que atrai a água do lúmen para dentro do compartimento intercelular. Esse compartimento 
se distende à medida que aumenta o volume de líquido dentro dele; concomitantemente, as pregas laterais da 
membrana se afastam, possibilitando essa distensão. 
2- Aquaporina: é uma pequena proteína (cerca de 30 kDa) transmembrana que atua como canal molecular de água 
na membrana celular dos túbulos contorcidos proximais. O movimento de água através desses canais de 
membrana não necessita da alta energia das bombas de Na+/K+-ATPase. A existência dessas proteínas pode ser 
demonstrada por métodos imunocitoquímicos. 
 
A formação da urina é um processo importante que ocorre nos rins Por meio da urina, eliminamos substâncias que se 
encontram em excesso e que são tóxicas para o nosso corpo, como é o caso da ureia, formada durante o 
metabolismo dos compostos nitrogenados. 
→ Quais são as etapas do processo de formação da urina? 
O processo de formação da urina ocorre em três etapas básicas: filtração, reabsorção e secreção. 
FILTRAÇÃO 
- A filtração do plasma para dentro dos túbulos renais é o primeiro passo na formação da urina. 
- Esse processo relativamente gera um filtrado, cuja composição é igual à do plasma menos a maioria das proteínas 
plasmáticas. 
- Sob condições normais, as células sanguíneas permanecem no capilar, de modo que o filtrado é composto apenas 
de água e de solutos dissolvidos. Quando você visualiza o plasma sendo filtrado para fora dos capilares glomerulares, 
é fácil imaginar que todo o plasma do capilar se move para dentro da cápsula de Bowman. 
- Contudo, a filtração de todo o plasma deixaria para trás uma massa de células sanguíneas e proteínas que não 
podem fluir para fora do glomérulo. Em vez disso, apenas cerca de um quinto do plasma que flui ao longo dos rins é 
filtrado para dentro dos néfrons. Os quatro-quintos restantes do plasma, juntamente com a maior parte das 
proteínas plasmáticas e das células sanguíneas, passa para os capilares peritubulares. A porcentagem do volume total 
do plasma que é filtrada para dentro do túbulo é denominada fração de filtração. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A primeira etapa da formação da urina é o processo de filtração, que ocorre no interior do corpúsculo 
renal. Em razão da alta pressão do sangue no interior dos capilares do glomérulo, substâncias extravasam 
para o interior da cápsula renal. O filtrado resultante, que possui composição semelhante à do plasma 
sanguíneo, mas com menor quantidade de proteínas, segue em direção aos túbulos renais. 
Aproximadamente 1,6 mil litros de sangue são filtrados diariamente, formando 180 litros de filtrado. Desses 180 
litros, são formados apenas dois litros de urina por dia, o que demonstra uma grande reabsorção. 
 
https://mundoeducacao.uol.com.br/quimica/ureia.htm
REABSORÇÃO 
-O filtrado que flui da cápsula de Bowman para o túbulo proximal tem a mesma concentração do líquido extracelular 
- Para transportar soluto para fora do lúmen, as células tubulares precisam usar transporte ativo para criar gradientes 
de concentração ou eletroquímicos. A água segue osmoticamente os solutos, à medida que eles são reabsorvidos. 
- O transporte ativo de Na do lúmen tubular para o líquido extracelular cria um gradiente elétrico transepitelial, no 
qual o lúmen é mais negativo do que o LEC. Os ânions, então, seguem o Na positivamente carregado para fora do 
lúmen. A saída de Na e de ânions do lúmen para o LEC dilui o fluido luminal e aumenta a concentração do LEC, de 
forma que a água deixa o túbulo renal por osmose. 
- A redução do volume do lúmen tubular aumenta a concentração de solutos que permaneceram no filtrado: a 
mesma quantidade de soluto em um volume menor equivale a uma concentração mais alta de soluto. 
- Uma vez que as concentrações de soluto no lúmen são mais altas do que as concentrações de soluto no líquido 
extracelular, os solutos difundem-se para fora do lúmen se o epitélio do túbulo for permeável a eles. 
A reabsorção envolve tanto o transporte transepitelial quanto o transporte paracelular. 
• No transporte transepitelial (transporte transcelular), as substâncias atravessam as membranas apical e basolateral 
das células tubulares epiteliais para chegar ao líquido intersticial. 
• Na via paracelular, as substâncias passam através de junções celulares entre células vizinhas. O caminho seguido 
pelo soluto depende da permeabilidade das junções epiteliais e do seu gradiente eletroquímico. 
- Para solutos que movem através do transporte transepitelial, suas concentrações ou seus gradientes eletroquímicos 
determinam seus mecanismos de transporte. 
- Solutos que se movem a favor do seu gradiente de concentração usam canais de vazamento ou carreadores de 
difusão facilitada paracruzarem a membrana celular. 
- As moléculas que necessitam se deslocar contra seu gradiente de concentração são transportadas por mecanismos 
de transporte ativo primário ou indiretos. 
Transporte ativo do sódio: É a força motriz primária para a maior parte dos mecanismos de reabsorção renal. A 
composição do filtrado que entra no túbulo proximal é semelhante à composição iônica plasmática, com uma 
concentração maior de Na do que a encontrada nas células. Dessa forma, o Na presente no filtrado pode entrar nas 
células tubulares passivamente, de acordo com seu gradiente eletroquímico. No túbulo proximal, o trocador Na-H 
(NHE) desempenha um papel fundamental na reabsorção do Na, assim como o canal de Na epitelial (ENaC) na 
membrana apical. Uma vez no interior da célula tubular, o Na é ativamente transportado para seu exterior através da 
membrana basolateral em uma troca com o Kpela Na-K-ATPase. Um canal de vazamento de K impede o acúmulo de K 
no interior da célula. O resultado final é a reabsorção de Na através do epitélio tubular. 
Transporte ativo secundário: O transporte ativo secundário acoplado ao sódio é responsável pela reabsorção de 
muitas substâncias, incluindo a glicose, aminoácidos, íons e vários metabólitos orgânicos. A membrana apical contém 
o cotransportador de Na-glicose (SGLT) que leva a glicose para o citoplasma contra seu gradiente de concentração 
através do uso da energia do Na, que se move a favor de seu gradiente eletroquímico. Na superfície basolateral da 
célula, o Na é bombeado para fora pela Na-K-ATPase, ao passo que a glicose se difunde para fora através de um 
mecanismo de difusão facilitada envolvendo o uso de transportadores GLUT. O mesmo padrão básico é utilizado por 
outras moléculas que são transportadas acopladas ao Na: uma proteína de sim-porte apical e um carreador para 
difusão facilitada ou um trocador iônico na membrana basolateral. Outras moléculas que são reabsorvidas por 
mecanismos similares incluem os aminoácidos, o lactato, intermediários do ciclo do ácido cítrico, como o -
cetoglutarato (CG), e íons, como o fosfato e o sulfato. Alguns dos transportadores apicais utilizam o H no lugar do Na. 
Reabsorção passiva: ureia: A ureia não possui mecanismos de transporte ativo no túbulo proximal, mas pode se 
deslocar através das junções celulares epiteliais por difusão, se houver um gradiente de concentração da ureia. 
Inicialmente, as concentrações de ureia no filtrado e no líquido extracelular são iguais. Entretanto, o transporte ativo 
de Na e de outros solutos para fora do lúmen tubular proximal gera um gradiente de concentração através do 
processo descrito a seguir. Quando o Na e outros solutos são reabsorvidos no túbulo proximal, a transferência de 
partículas osmoticamente ativas torna o líquido extracelular mais concentrado que o filtrado que permaneceu no 
lúmen tubular. Em resposta ao gradiente osmótico, a água move-se por osmose através do epitélio. Até esse ponto, 
nenhuma molécula de ureia foi transportada para fora do lúmen, uma vez que não havia nenhum gradiente de 
concentração da ureia. Quando a água é reabsorvida, a concentração de ureia no lúmen tubular aumenta. Uma vez 
que o gradiente de concentração de ureia existe, a ureia move-se do lúmen tubular para o líquido extracelular, sendo 
transportada através das células ou pela via paracelular. 
Endocitose: proteínas plasmáticas: A filtração do plasma nos glomérulos normalmente deixa a maior parte das 
proteínas plasmáticas no sangue, mas algumas proteínas menores e peptídeos podem passar através da barreira de 
filtração. A maioria das proteínas filtradas é removida do filtrado no túbulo proximal, de forma que normalmente 
apenas traços de proteínas aparecem na urina. Mesmo sendo pequenas, as proteínas filtradas são muito grandes 
para serem reabsorvidas pelos transportadores ou por canais. A maior parte delas entra nas células do túbulo 
proximal por endocitose mediada por receptores na membrana apical. Uma vez no interior das células, as proteínas 
são digeridas nos lisossomos. Os aminoácidos resultantes são transportados através da membrana basolateral e 
absorvidos no sangue. A digestão renal de pequenas proteínas filtradas, na verdade, é um método importante pelo 
qual peptídeos sinalizadores podem ser removidos da circulação. 
As pressões nos capilares peritubulares favorecem a reabsorção- A pressão hidrostática que existe ao longo de 
toda a extensão dos capilares peritubulares é menor do que a pressão coloidosmótica, de modo que a pressão 
resultante favorece a reabsorção. Os capilares peritubulares têm uma pressão hidrostática média de 10 mmHg (em 
contraste com os capilares glomerulares, em que a pressão hidrostática média é de 55 mmHg). A pressão 
coloidosmótica, que favorece o movimento do líquido para dentro dos capilares, é de 30 mmHg. Como resultado, o 
gradiente de pressão nos capilares peritubulares é de 20 mmHg, favorecendo a absorção do líquido para dentro dos 
capilares. O líquido que é reabsorvido passa dos capilares para a circulação venosa e retorna ao coração. 
 
 
 
 
 
 
 
SECREÇÃO 
- Secreção é a transferência de moléculas do líquido extracelular para o lúmen do néfron 
- Depende principalmente de sistemas de transporte de membrana. 
- A secreção de K e H pelo néfron distal é importante na regulação da homeostasia desses íons. 
- A secreção torna o néfron capaz de aumentar a excreção de uma substância 
Nessa etapa, algumas substâncias do filtrado são reabsorvidas para o sangue. Estima-se que 65% do total 
de sódio e água presentes no filtrado sejam reabsorvidos no túbulo proximal. A glicose e os aminoácidos 
são quase que completamente reabsorvidos. Na alça néfrica, são reabsorvidos principalmente sais. Já o 
túbulo distal apresenta alta capacidade de reabsorção de íons. Estima-se que cerca de 99% do filtrado seja 
reabsorvido nessa etapa de formação da urina. 
- Se uma substância filtrada não é reabsorvida, ela é excretada com muita eficácia 
- É um processo ativo, uma vez que requer transporte de substratos contra seus gradientes de concentração. 
- A maioria dos compostos orgânicos é secretada através do epitélio do túbulo proximal para o interior do lúmen 
tubular por transporte ativo secundário. 
- Os transportadores responsáveis pela secreção de solutos orgânicos apresentam pouca especifidade. Por exemplo, a 
família do transportador de ânions orgânicos (OAT) é capaz de transportar uma grande variedade de ânions 
endógenos e exógenos. A secreção de ânions orgânicos pelo OAT é um exemplo de transporte ativo terciário, em que 
o uso da energia do ATP é removido em duas etapas do OAT. 
 
Resumindo: 
Podemos resumir a formação da urina em uma equação básica: Urina = Filtração - Reabsorção + Secreção
 
Sistema contracorrente: 
A ALÇA DE HENLE É UM MULTIPLICADOR DE CONTRACORRENTE 
- A vasopressina é o sinal para a reabsorção de água para fora do túbulo renal, porém o fator-chave para a capacidade 
de o rim produzir urina concentrada éa alta osmolalidade do interstício medular (compartimento de líquido 
intersticial do rim). Sem ela, não haveria gradiente de concentração para o movimento osmótico da água para fora do 
ducto coletor. 
 
SISTEMA DE TROCA EM CONTRACORRENTE 
- O sistema de troca em contracorrente requer vasos sanguíneos arteriais e venosos que passam muito próximos uns 
dos outros, com seus fluxos de líquido movendo-se em direções opostas (o nome contracorrente reflete o fato de que 
os dois fluxos correm em direções opostas). Esse arranjo anatômico permite a transferência passiva de calor ou 
moléculas de um vaso para o outro. 
- No rim, o sistema contracorrente forma um sistema fechado, ou seja, os solutos não são perdidos para o meio 
externo; ao invés disso, os líquidos se concentram no interstício. Esse processo é auxiliado pelo transporte ativo de 
solutos para fora do ramo ascendente da alça de Henle, o que torna a osmolaridade do LEC ainda maior. Um sistema 
de troca em contracorrente, no qual a troca é aumentada pelo transporte ativo de solutos, é chamado de 
multiplicador em contracorrente. 
 
SISTEMA MULTIPLICADOR EM CONTRACORRENTE RENAL 
- O sistema tem dois componentes: a alça de Henle, que deixa o córtex, mergulha no meio mais concentrado da 
medula, e, após, sobe para o córtex novamente, e os capilares peritubulares, denominados vasos retos. Esses 
capilares, assim como a alça de Henle, mergulham na medula e, após, retornam para o córtex, também formando 
alças em forma de grampo, que atuam como um trocador em contracorrente. 
- Funcionalmente, o sangue flui nos vasos retos na direção oposta ao fluxo do filtrado nas alças de Henle 
 
 
 
- O filtrado isosmótico do túbulo proximal flui primeiro para o ramo descendente da alça de Henle. O ramo 
descendente é permeável à água, mas não transporta íons. Conforme a alça mergulha na medula, a água move-se por 
osmose do ramo descendente para o líquido intersticial, progressivamente mais concentrado, deixando os solutos no 
lúmen tubular. 
- O filtrado torna-se progressivamente mais concentrado à medida que se move para o interior da medula. Na curvatura 
das alças de Henle mais longas, o filtrado alcança uma concentração de 1.200 mOsM. O filtrado nas alças mais curtas 
(as quais não se estendem para dentro das regiões mais concentradas da medula) não alcança essa alta concentração. 
- Quando o filtrado contorna a curvatura da alça e entra em seu ramo ascendente, as propriedades do epitélio tubular 
mudam. O epitélio tubular nesse segmento do néfron é impermeável à água, e transporta ativamente Na+, K+ e Cl- do 
lúmen tubular para o líquido intersticial. A perda de soluto do lúmen faz a osmolalidade do filtrado diminuir 
progressivamente, indo de 1.200 mOsM, na curva da alça, até 100 mOsM, no ponto onde o ramo ascendente deixa a 
medula e entra no córtex. O resultado final do multiplicador em contracorrente no rim é produzir líquido intersticial 
hiperosmótico na medula e filtrado hiposmótico saindo no final da alça de Henle. 
- Normalmente, cerca de 25% de toda a reabsorção de Na+ ocorre no ramo ascendente da alça de Henle. Alguns 
transportadores responsáveis pela reabsorção ativa de íons na porção grossa do ramo ascendente são mostrados na 
Figura. O simporte NKCC usa energia armazenada no gradiente de concentração do Na+ para transportar Na+, K+ e 2Cl- 
do lúmen tubular para as células epiteliais do ramo ascendente. A Na+-K+-ATPase remove Na+ das células pela 
superfície basolateral do epitélio ao passo que o K+ e o Cl- deixam as células juntos através de uma proteína 
cotransportadora ou de canais iônicos. 
- O transportador mediado pelo NKCC pode ser inibido por fármacos conhecidos como “diuréticos de alça”. 
- A água ou os solutos que deixam o túbulo se movem para dentro dos vasos retos se um gradiente de concentração 
ou osmótico existir entre o interstício medular e o sangue nos vasos retos. Por exemplo, assuma que, no ponto no qual 
os vasos retos entram na medula, o sangue nos vasos retos tenha 300 mOsM, sendo isosmótico com o córtex. À medida 
que o sangue flui cada vez mais para dentro da medula, ele perde água e captura os solutos que foram transportados 
para fora do ramo ascendente da alça de Henle, carregando estes solutos mais para dentro da medula. Quando o 
sangue chega no fundo da alça dos vasos retos, ele possui uma osmolalidade alta, semelhante à do líquido intersticial 
circundante (1.200 mOsM). 
- Então, conforme o sangue nos vasos retos flui de volta, em direção ao córtex, a alta osmolalidade do plasma atrai a 
água que está sendo perdida do ramo descendente. O movimento da água para dentro dos vasos retos diminui a 
osmolaridade do sangue, enquanto simultaneamente impede a água de diluir o líquido intersticial medular que está 
concentrado. 
- O resultado final desse arranjo é que o sangue fluindo ao longo dos vasos retos remove a água reabsorvida da alça de 
Henle. Sem os vasos retos, a água movendo-se para fora do ramo descendente da alça de Henle diluiria o interstício 
medular. Dessa forma, os vasos retos são parte importante na manutenção da alta concentração de solutos na 
medula. 
 
 
Relacionar os eletrólitos e diuréticos de alça com a concentração 
da urina 
- Os eletrólitos têm um papel importante na manutenção da homeostase no organismo. Nos mamíferos, os líquidos e 
eletrólitos estão distribuídos nos compartimentos intra e extracelular, cuja manutenção de volume e composição, é 
essencial para processos metabólicos fundamentais à vida. Por serem moléculas ionizadas, os eletrólitos adquirem 
cargas negativas (ânions) ou positivas (cátions) sendo responsáveis por regular a pressão osmótica. 
- O sódio, o potássio e o cloro são eletrólitos típicos encontrados no organismo. Esses são componentes essenciais de 
fluidos corporais, como sangue e urina e, ajudam a regular a distribuição de água ao longo do organismo além de 
desempenhar um papel importante no equilíbrio ácido básico. O rim é o órgão mais importante na regulação do volume 
e da composição dos fluidos corporais, mesmo que outros órgãos como o coração, o fígado, os pulmões e a glândula 
pituitária ajudem a manter o equilíbrio eletrolítico. 
- Considerando os fluídos corporais, o sódio é o principal cátion extracelular, potássio é o principal cátion intracelular 
e o cloro o principal ânion extracelular. As concentrações de Na+ e K+ são mantidas pela bomba Na-K ATPase das 
membranas plasmáticas, a qual transporta de forma ativa o Na+ para o exterior das células e K+ para o interior. 
 
Citar o pH ao longo do néfron e os fatores que o alteram 
O pH do meio interno tem grande importância na atividade enzimática e no estado das proteínas do organismo, é 
necessário que este pH se mantenha ao redor de 7,4 para o funcionamento adequado dos processos biológicos intra 
e extracelulares. 
Enquanto o pH do sangue costuma estar em torno de 7,4, o pH da urina varia entre 5,5 e 7,0, ou seja, bem mais 
ácida. Valores de pH maiores ou igual 7 podem indicar a presença de bactérias que alcalinizam a urina.

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