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1 Neuro-Psiquiatria Maria José Barcelos SEMINÁRIO 4 – EXAME NEUROLÓGICO - MOTRICIDADE Fazer o exame sistematizado sempre no sentido crânio-caudal, da direita para a esquerda. INSPEÇÃO: Análise do TROFISMO: procurar por atrofias localizadas. TÔNUS MUSCULAR: realizar movimentação passiva dos quatro membros e observar a resistência que os membros fazem a movimentação Normal Hipotonia ou Flacidez: tônus diminuído (redução da resistência aos movimentos) Hipertonia: tônus aumentado. (hispasticidade: forma crônica de hipertônia; assim como rigidez em roda dentada do Parkinson). EXAME DA FORÇA MUSCULAR: sempre da região proximal pra distal e crânio-caudal MMSS: Deltoide: pede pra levantar os braços e vc tenta abaixar segurando próximo aos ombros Perna direita atrofiada quando comparada com a esquerda. Pé cavo – deformidad; doença neurológica da infância com a trofia da musculatura, pé cresce com deformidade. Atrofia da musculatura interóssea Atrofia localizada na região deltoide 2 Neuro-Psiquiatria Maria José Barcelos Bíceps: levanta os braços numa posição de punho (fletido) e você faz uma força contrária Tríceps Flexão e extensão de punhos Flexores dos dedos: oferece dois dedos e pede p pcte apertar bem MMII: Ileopsoas Quadríceps: musculo mais forte do corpo Tibial anterior: faz flexão dorsal do pé Tibial posterior: faz flexão plantar do pé FORÇA –INTENSIDADE 0 Ausência de contração muscular paralisia 1 Evidência de contração muscular, porém não consegue gerar movimento. 2 Há movimento, porém não vence a gravidade (faz só movimentos laterais) 3 Vence a gravidade mas não gera resistência ao examinador 4 Consegue fazer resistência parcial ao examinador – paciente tem paresia/fraqueza 5 Resistência completa ao examinador - NORMAL TERMOS GERAIS Plegia: paralisia, perda total da força – grau 0 Paresia: fraqueza, redução da força (graus 1 a 4) Hemiparesia ou hemiplegia Paraparesia ou Paraplegia Tetraparesia ou tetraplegia 3 Neuro-Psiquiatria Maria José Barcelos REFLEXOS PROFUNDOS OU ÓSTEO-TENDÍNEOS OU MIOTÁTICOS Obs: paciente deve estar sempre relaxado e como os reflexos são difíceis de ser visualizados, deve-se segurar na musculatura do paciente para sentí-lo. TRICIPITAL - Posição: antebraço fletido em 90 graus em relação ao braço. - Resposta: contração do tríceps, o que acarreta a extensão do antebraço. BICIPITAL - Posição: antebraço em semiflexão e apoiado, com a mão em supinação. Percute-se o tendão do bíceps na dobra do cotovelo, com interposição do polegar do examinador. - Resposta: contração do bíceps, o que acarreta a flexão e supinação do antebraço BRAQUIORRADIAL - Posição: antebraço em semiflexão e apoiado, com a mão em supinação. Percute-se o tendão do braquiorradial, no punho. - Resposta: leve supinação e flexão dos dedos. PATELAR - Posição: com o paciente sentado com as pernas pendentes, ou com as pernas cruzadas. Percute-se o tendão do patelar. - Resposta: contração do quadríceps com extensão da perna. 4 Neuro-Psiquiatria Maria José Barcelos AQUILEU - Posição: com o paciente sentado com as pernas pendentes, o tendão do tríceps sural é levemente distendido pelo examinador, fazendo uma dorsoflexão discreta do pé. - Resposta: contração do tríceps sural com flexão plantar do pé. ESCALA DE REFLEXOS OSTEOTENDINOSOS 0- AUSENTE 1 – HIPORREFLEXIA 2 – NORMAL 3- HIPERRREFLEXIA LEVE 4 – CLÔNUS ESGOTÁVEL (3-4 REPETIÇÕES) 5 – CLÔNUS INESGOTÁVEL ATENÇÃO: O dois é o normal. Tudo que for hiporreflexia é sinal de neurônio motor inferior. REFLEXO CUTÂNEOPLANTAR (RCP) - Paciente deve estar descalço na hora do exame. - Método: Obtém-se estimulando a planta do pé na sua borda. - Resposta normal: flexão dos artelhos (RCP flexor) ATENÇÃO: resposta anormal consiste na extensão do hálux e abdução em leque dos demais artelhos. É o sinal de Babinski (RCP extensor). Constitui um dos sinais mais precoce de lesão piramidal/lesão do trato cortico-espinhal. OBS: não pode ser um estímulo muito leve, então tem que avisar o paciente que vai fazer um pouco de força. SENSIBILIDADE Olhos sempre fechados. Exame dos quatro membros, da direita pra esquerda, comparando os lados. Devemos fazer estímulos proximais e distais. SUPERFICIAL: sempre testar região proximal e distal dos membros - Tátil – é a que faz de rotina - Dolorosa (agulha fina – suficiente p gerar dor sem estressar paciente) - Térmica (água quente e fria em tubo de ensaio) PROFUNDA: não faz de rotina, apenas em suspeita específica - Vibratória (por o diapasão em uma proeminência óssea e perguntar se o paciente sente ou não). 5 Neuro-Psiquiatria Maria José Barcelos - Propriocepção (pega o hálux, pede pra fechar os olhos e faz movimentos pra cima e pra baixo, para o movimento em alguma posição e o paciente deve saber se está pra cima ou pra baixo) PROVAS CEREBELARES PROVA ÍNDEX-NARIZ Função: avaliar a dismetria (dificuldade de dosar a quantidade de movimento, determinado movimentos sem habilidade e “decompostos”) - Método: o paciente toca a ponta do seu próprio nariz com o seu dedo indicador e depois toca a ponta do dedo do examinador. Inicialmente o examinador mantém o dedo parado, e depois, faz mudanças de posição do dedo para ver se o paciente é capaz de atingir o alvo. Resultado anormal: dismetria. PROVA CALCANHAR JOELHO Função: para avaliação de dismetria de MMII - Método: Paciente sentado ou deitado. Pede-se para que encoste o calcanhar direito no joelho esquerdo, bata 3 vezes, e deslize até a ponta do pé esquerdo. Resultado anormal: dismetria. PROVA DOS MOVIMENTOS ALTERNADOS Função: para avaliação de disdiadococinesia (é a impossibilidade de executar movimentos rápidos alternados) - Método: Paciente sentado, pede-se que coloque as mãos sobre as coxas e faça movimentos tocando a região palmar e dorsal da mão alternadamente (pronação e supinação), o mais rápido que conseguir. MANOBRA DO RECHAÇO (Stewart-Holmes) - Rechaço: é a dificuldade de o paciente frear um determinado movimento. - Não é muito usado na prática. - Método: Paciente em pé ou sentado, faz flexão do antebraço contra a resistência do examinador. Subitamente o examinador libera o antebraço do paciente que, em condições normais, não deixará que o antebraço bata em seu próprio tórax ou rosto. EXAME DA MARCHA - Pede paciente p/ se levantar; tem que estar descalço para ver o pé encostando no chão. - Marcha habitual: anda normalmente com braços soltos até o fim da sala 6 Neuro-Psiquiatria Maria José Barcelos - Marcha sobre os Calcanhares: na volta, faz ele andar sobre os calcanhares - Marcha na Ponta dos Pés: anda mais uma vez na ponta dos pés - Marcha Pé ante Pé ou Tandem: paciente vai se equilibrando com um pé na frente do outro; pode ser feito lentamente. EQUILÍBRIO Teste de Romberg Função: verificar o equilíbrio. - Método: Paciente em pé, pés unidos, olhos fechados, braços estendidos ou não. Se há alguma anormalidade o paciente se desequilibra logo ao fechar os olhos. Ficar sempre por perto para evitar acidentes caso paciente se desequilibre. - Indica: lesões de corno posterior da medula e lesões cerebelares. EXAME NEUROLÓGICO ESSENCIAL – COMO DESCREVER Paciente alerta, orientado no tempo e espaço, eufásico (que consegue compreender a linguagem) Pares cranianos: II – pupilas 2+/2+ II, IV e VI: movimentação ocular extrínseca preservada V – sensibilidade facial preservada VII – mímica simétrica IX, X, XI – palato móvel, úvula central. Língua eutrófica, sem desvios. Força Deltoide: 5/5 Bíceps: 5/5 Tríceps: 5/5 Flexor dos dedos: 5/5 Ileopsoas: 5/5 Quadríceps: 5/5 Flexor dorsal dos pés: 5/5 Flexor palntar pés: 5/57 Neuro-Psiquiatria Maria José Barcelos ROT Tríceps: 2/2 Bíceps: 2/2 Bráquio-radial: 2/2 Patelar: 2/2 Aquileu: 2/2 RCP flexor/flexor