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APG 5
TORTORA
★ Ciclo cardíaco
Um ciclo cardíaco consiste na sístole e na diástole dos átrios mais a sístole e a diástole dos
ventrículos.
- Alterações de pressão e volume durante o ciclo cardíaco
Em cada ciclo cardíaco, os átrios e os ventrículos contraem-se e relaxam de modo
alternado, forçando sangue das áreas de pressão mais alta para áreas de menor pressão.
Quando uma câmara do coração se contrai, a pressão sanguínea em seu interior aumenta.
A Figura 1 mostra a correlação entre os sinais elétricos (ECG) do coração e as
modificações na pressão atrial, na pressão ventricular, na pressão aórtica e no volume
ventricular durante o ciclo cardíaco.
As pressões mostradas na figura se aplicam ao lado esquerdo do coração; as pressões no
lado direito do coração são consideravelmente menores. Cada ventrículo, entretanto, expele
o mesmo volume de sangue por batimento e existe o mesmo padrão para as duas câmaras
de bombeamento. Quando a frequência cardíaca é 75 bpm (bpm), um ciclo cardíaco dura
0,8 segundo.
Cronologia e trajetória do potencial de ação de despolarização e repolarização pelo sistema de
condução do coração e pelo miocárdio. A cor verde indica despolarização e a vermelha,
repolarização.
- Sístole atrial
Durante a sístole atrial, que dura aproximadamente 0,1 segundo, os átrios contraem-se, ao
passo que os ventrículos relaxam.
1. A despolarização do nó SA causa despolarização atrial, assinalada pela onda P no
ECG.
2. A despolarização atrial causa a sístole atrial. Quando os átrios se contraem, eles
exercem pressão no sangue em seu interior, empurrando-o através das valvas AV
abertas para os ventrículos.
3. A sístole atrial contribui com 25 mℓ de sangue para o volume existente em cada
ventrículo (aproximadamente 105 mℓ). O final da sístole atrial também é o final da
diástole ventricular (relaxamento). Portanto, cada ventrículo contém cerca de 130 mℓ
ao término de seu período de relaxamento (diástole). Esse volume de sangue é
denominado volume diastólico final (VDF).
4. O complexo QRS no ECG assinala o começo da despolarização ventricular.
- Sístole ventricular
Durante a sístole ventricular, que dura aproximadamente 0,3 segundo, os ventrículos
contraem-se, ao passo que os átrios relaxam na diástole atrial.
5. A despolarização ventricular provoca a sístole ventricular. Quando a sístole
ventricular começa, a pressão eleva-se no interior dos ventrículos e força o sangue
contra as valvas AV, provocando o fechamento destas. Durante aproximadamente
0,05 segundo, tanto as valvas da aorta e do tronco pulmonar quanto as valvas AV
estão fechadas. Esse é o período de contração isovolumétrica. Durante esse
intervalo, as fibras do músculo cardíaco estão se contraindo e exercendo força,
contudo, ainda não estão se encurtando. Portanto, a contração muscular é
isométrica (ou seja, mantém o mesmo comprimento). Além disso, como todas as
quatro valvas estão fechadas, o volume ventricular permanece o mesmo
(isovolumétrica).
6. A contração continuada dos ventrículos causa elevação aguda da pressão no interior
das câmaras. Quando a pressão ventricular esquerda supera a pressão aórtica em
aproximadamente 80 mmHg e a pressão ventricular direita torna-se maior que a
pressão no tronco pulmonar (aproximadamente 20 mmHg), as duas valvas arteriais
se abrem. Nesse momento, começa a ejeção do sangue pelo coração. O período
durante o qual as valvas estão abertas é o período de ejeção ventricular e dura
aproximadamente 0,25 segundo. A pressão no ventrículo esquerdo continua a se
elevar até aproximadamente 120 mmHg, enquanto a pressão no ventrículo direito se
eleva até cerca de 25 a 30 mmHg.
7. O ventrículo esquerdo ejeta aproximadamente 70 mℓ de sangue para a aorta, e o
ventrículo direito ejeta o mesmo volume para o tronco pulmonar. O volume
remanescente em cada ventrículo ao final da sístole, aproximadamente 60 mℓ, é o
volume sistólico final (VSF). O volume sistólico, o volume ejetado de cada
ventrículo por batimento, é igual ao volume diastólico final menos o volume sistólico
final: VS = VDF – VSF. Em repouso, o volume sistólico é aproximadamente 130 mℓ −
60 mℓ = 70 mℓ.
8. A onda T no ECG assinala o início da repolarização ventricular.
- Período de relaxamento
Durante o período de relaxamento, que dura aproximadamente 0,4 segundo, os átrios e os
ventrículos estão relaxados. Quando a frequência cardíaca aumenta progressivamente, o
período de relaxamento torna-se cada vez menor, ao passo que a duração da sístole atrial e
a da sístole ventricular diminuem apenas discretamente.
9. A repolarização ventricular provoca a diástole ventricular. Quando os ventrículos
relaxam, a pressão no interior das câmaras cai e o sangue na aorta e no tronco
pulmonar começa a fluir no sentido retrógrado para as regiões de pressão mais
baixa nos ventrículos. O fluxo sanguíneo retrógrado atinge as válvulas das valvas e
fecha as valvas da aorta e do tronco pulmonar. A valva da aorta fecha-se em uma
pressão de aproximadamente 100 mmHg. O rebote de sangue nas válvulas
fechadas da valva da aorta produz a onda dicrótica na curva de pressão aórtica.
Após o fechamento das valvas arteriais, ocorre um breve intervalo durante o qual o
volume de sangue ventricular não se modifica porque todas as quatro valvas estão
fechadas. Esse é o período de relaxamento isovolumétrico.
10. Enquanto os ventrículos continuam a relaxar, a pressão cai rapidamente. Quando a
pressão ventricular cai abaixo da pressão atrial, as valvas AV se abrem, dando início
ao enchimento ventricular. A maior parte desse enchimento ocorre logo após a
abertura das valvas AV. O sangue que fluiu e se acumulou nos átrios durante a
sístole ventricular desloca-se rapidamente para os ventrículos. Ao término do
período de relaxamento, os ventrículos estão aproximadamente 75% cheios. Uma
onda P aparece no ECG, sinalizando o início de outro ciclo cardíaco.
★ Bulhas cardíacas
A ausculta, o ato de escutar atentamente os ruídos no interior do corpo, é realizada
habitualmente por meio de um estetoscópio.
Os ruídos cardíacos originam-se primariamente da turbulência do sangue causada pelo
fechamento das valvas cardíacas.
Durante cada ciclo cardíaco, existem quatro bulhas cardíacas, mas em um coração normal
apenas a primeira e a segunda bulhas (B1 e B2) são altas o suficiente para serem
auscultadas com um estetoscópio.
A primeira bulha cardíaca (B1), que pode ser descrita como “tum”, é mais forte e um pouco
mais longa que a segunda bulha cardíaca; é causada pela turbulência sanguínea associada
ao fechamento das valvas AV logo após o início da sístole ventricular.
A segunda bulha cardíaca (B2), que é mais curta e não tão forte quanto a primeira bulha,
pode ser descrita como “tá”; é causada pela turbulência sanguínea associada ao
fechamento das valvas SL no início da diástole ventricular.
Embora B1 e B2 sejam consequentes à turbulência sanguínea associada ao fechamento
das valvas, elas são mais bem auscultadas na superfície do tórax em locais (focos de
ausculta) que são um pouco diferentes das localizações das valvas (Figura 20.15). Isso
ocorre porque o som é carreado pelo fluxo sanguíneo para longe das valvas. A terceira
bulha cardíaca (B3), que normalmente não é forte o suficiente para ser auscultada, decorre
da turbulência sanguínea durante o enchimento ventricular rápido, e a quarta bulha cardíaca
(B4) é consequente à turbulência sanguínea durante a sístole atrial.
Localização das valvas (em roxo) e os focos de ausculta (em vermelho) das bulhas cardíacas.
★ Débito cardíaco
O débito cardíaco (DC) é o volume de sangue ejetado pelo ventrículo esquerdo (ou pelo
ventrículo direito) para a aorta (ou para o tronco pulmonar) a cada minuto. O débito cardíaco
é igual ao volume sistólico (VS), o volume de sangue ejetado pelo ventrículo a cada
contração, multiplicado pela frequência cardíaca (FC), o número de batimentos cardíacos
por minuto:
DC (ml/min) = VS (ml/batimentos) x FC (batimentos/min)
Em um homem adulto comum em repouso, o volume sistólico é, em média, 70
mℓ/batimento,e a frequência cardíaca é aproximadamente 75 bpm. Portanto, o débito
cardíaco médio é:
Esse volume é quase igual ao volume sanguíneo total, que é aproximadamente 5 ℓ em um
homem adulto comum. Assim, todo o volume sanguíneo de um ser humano flui pelas
circulações pulmonar e sistêmica a cada minuto
Fatores que elevam o volume sistólico ou a frequência cardíaca aumentam, normalmente, o
débito cardíaco.
Durante a prática de exercícios físicos leves, por exemplo, o volume sistólico pode
aumentar para 100 mℓ/batimento, e a frequência cardíaca aumenta para 100 bpm. O débito
cardíaco seria, então, 10 ℓ/minutos. Durante a prática de exercícios intensos (embora não
máximos), a frequência cardíaca pode acelerar até 150 bpm e o volume sistólico pode
chegar a 130 mℓ/batimento, o que acarreta um débito cardíaco de 19,5 ℓ/minuto.
A reserva cardíaca é a diferença entre o débito cardíaco máximo e o débito cardíaco em
repouso. Uma pessoa mediana tem uma reserva cardíaca que é quatro a cinco vezes
superior ao valor em repouso. Atletas de resistência têm reservas cardíacas que são sete
ou oito vezes superiores ao valor do débito cardíaco em repouso deles.
Pessoas com formas graves de cardiopatia têm pouca ou nenhuma reserva cardíaca, o que
limita sua capacidade de realizar até mesmo as simples atividades da vida diária.
MK FISIOLOGIA
DÉBITO CARDÍACO
VS = VDF - VSF
VS - Volume sistólico
VDF - Volume diastólico final
VSF - Volume sistólico final
Volume sistólico é o volume de sangue que o que o coração ejeta
para saber quanto de sangue o coração ejeta por minuto, é preciso saber a frequência
cardíaca. se a frequencia cardiaca estiver em torno de 68bpm, é só multiplicar pelo volume
sistólico
VS x FC = DC (débito cardíaco)
débito cardíaco é o volume de sangue bombeado pelo coração por minuto, é uma meidda
do bombeamento cardíaco. sabendo como o débito cardíaco é calculado, podemos saber
como o bombeamento cardíaco pode ser regulado.
Se alterar o volume sistólico, altera o débito cardíaco.
o que altera o volume diastólico e sistólico final é a pré carga, pós carga e contratilidade
cardíaca
para alterar a frequência cardíaca temos a inervação do sistema do parassimpático e
simpático. o parassimpático diminui a frequência cardíaca no repouso e o simpático
aumenta a FC quando saímos do repouso
PRÉ CARGA
Carga ou pressão aplicada sobre as fibras musculares cardíacas dos ventrículos, antes do
início da contração ventricular. Ou seja, antes do início da sístole ventricular.
é o VDF, e esse volume depende do volume que retorna ao coração pelas veias cavas.
Depende do retorno venoso. Quanto maior o retorno venoso, mais os ventrículos se
enchem de sangue durante a diástole e, portanto, maior será o VDF
PÓS CARGA
Carga ou pressão aplicada sobre as fibras musculares cardíacas dos ventrículos durante e
ao final da contração ventricular. Ou seja, durante e ao final da sístole ventricular.
pode ser comparada à pressão sistólica -> VSF
vão dependender da artéria aorta, considerando o ventrículo esquerdo, e depender da
artéria pulmonar, considerando o ventrículo direito
pode se considerado como pressão arterial sistêmica ou pulmonar
Tende a aumentar quando a pressão arterial aumenta. Essa relação se torna importante
quando essa pressão arterial permanece elevada, como em pacientes hipertensos. Nesses
casos, músculo cardíaco do ventrículo esquerdo costuma sofrer hipertrofia, pois precisa
gerar mais força durante a contração para vencer a pressão arterial sistêmica elevada e
assim ejetar o sangue
CONTRATILIDADE CARDÍACA
Capacidade de contração das fibras musculares cardíacas em uma determinada pré-carga
e pós-carga.
A contratilidade cardíaca depende da responsividade dos sarcômeros aos íons cálcio.
MECANISMO FRANK-STARLING
Lei de Frank-Starling: quanto maior for o volume diastólico final (pré carga), mais fibras
musculares cardíacas serão estiradas, e quanto maior o comprimento dessas fibras, maior
será a força de contração desenvolvidas por elas, e maior será o volume sistólico.
Pode ser explicada pela relação do comprimento dos sarcômeros e a tensão gerada
durante a contração das fibras musculares.
quanto maior for o retorno venoso maior será o comprimento dos sarcômeros e maior será a
tensão gerada durante a contração, aumentando o volume sistólico e o débito cardíaco. ->
apenas se for o comprimento ideal. em comprimentos maiores o grau de sobreposição dos
filamentos finos e grossos diminui, diminuindo a tensão, diminuindo o VS e
consequentemente o debito cardíaco
A lei de Frank-Starling faz o coração se adaptar ao volume de sangue do retorno venoso
aos ventrículos, bombeando mais ou menos dependendo do volumeó de sangue que
retorna aos ventrículos

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