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06/06/2023, 21:54 E-book https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=Vy2%2fcE7AniIAG5G%2f0PbZZg%3d%3d&l=aiiOnJgFhz%2fgOyJ6%2bcXVhA%3d%3d&cd… 1/42 CONVERSÃOCONVERSÃO ELETROMECÂNICA DEELETROMECÂNICA DE ENERGIAENERGIA TRANSFORMADORESTRANSFORMADORES PARTE IIPARTE II Au to r ( a ) : M a . S o f i a M a r i a Am o r i m Fa l c o R o d r i g u e s R ev i s o r : B r u n o Pa g i o l a Tempo de leitura do conteúdo estimado em 1 hora. 06/06/2023, 21:54 E-book https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=Vy2%2fcE7AniIAG5G%2f0PbZZg%3d%3d&l=aiiOnJgFhz%2fgOyJ6%2bcXVhA%3d%3d&cd… 2/42 Introdução Olá, estudante! Aqui, veremos mais detalhes acerca de dois dos ensaios mais importantes realizados com transformadores elétricos de potência: de curto- circuito e de circuito aberto. Em seguida, serão estudados os principais aspectos sobre os autotransformadores, outro tipo importante de transformador elétrico, utilizado em aplicações nas quais é necessário adaptar diferentes níveis de tensão de saída. Mais adiante, complementarmente, entramos em um dos tópicos principais da disciplina: o estudo de transformadores trifásicos. Dessa forma, nos dois últimos tópicos deste material, você verá como funcionam os transformadores trifásicos e como estes são utilizados na prática. Vamos lá? Ensaio de Curto- circuito e de Circuito Aberto 06/06/2023, 21:54 E-book https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=Vy2%2fcE7AniIAG5G%2f0PbZZg%3d%3d&l=aiiOnJgFhz%2fgOyJ6%2bcXVhA%3d%3d&cd… 3/42 A este ponto, você já consegue entender que o ensaio de curto-circuito e o ensaio de circuito aberto são processos importantes, parte da análise de um transformador elétrico de potência, independentemente da aplicação. Existem algumas premissas básicas para a realização de um ensaio de circuito aberto (ou ensaio a vazio, como também o conhecemos), que nos permitem de�nir um passo a passo em comum, dado qualquer tipo de transformador. Vale lembrar que esses dois ensaios também podem ser realizados para equipamentos trifásicos. Veja, no elemento a seguir, quais são esses passos (UMANS, 2014). 1. Desconecta-se um dos enrolamentos do transformador (geralmente, o lado de baixa tensão). 2. Alimenta-se o outro lado com a fonte de tensão ajustada na tensão nominal do equipamento. 3. Mede-se, no contexto corrente, tensão e potência ativa. Para a realização de ensaios de curto-circuito, há alguns passos similares, como a observação dos valores de tensão, de corrente elétrica e de potência ativa. Um passo a passo para a realização desse ensaio está descrito a seguir. 1. Conectam-se os terminais de baixa tensão em curto. Desconecta-se um dos enrolamentos do transformador (geralmente, o lado de baixa tensão). 06/06/2023, 21:54 E-book https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=Vy2%2fcE7AniIAG5G%2f0PbZZg%3d%3d&l=aiiOnJgFhz%2fgOyJ6%2bcXVhA%3d%3d&cd… 4/42 2. Alimenta-se o lado de alta tensão com uma fonte de tensão variável. 3. Aumenta-se a tensão até que seja obtida a corrente nominal, no lado em curto. 4. Faz-se a medição de tensão, de corrente e de potência ativa no contexto. Dito isso, relembre ainda que, com esses dois ensaios, podemos estabelecer o modelo de circuito elétrico do transformador, sendo que a impedância vista no ramo de excitação do modelo (veja a Figura 3.1, mais adiante) pode ser dada a partir da admitância de excitação ( ), visto que esta é o inverso da impedância, com: (1) O pre�xo vz representa o ensaio a vazio. A fase é dada pela relação trigonométrica arcosseno, do fator de potência, que é calculado, de maneira similar, com a tensão, a corrente e a potência também do ensaio a vazio, como mostra a Equação 2, a seguir: (2) A impedância, que representa os enrolamentos (primário e secundário do equipamento), é denominada impedância série ( ) e é calculada a partir do ensaio de curto-circuito: (3) Ou ainda: (4) Em que o ângulo, separadamente, será: (5) Ye = Ye Ivz Vvz FP = cos θ = Pvz VvzIvz Zse | | = Zse Vcc Icc = ( + a ) + j ( + a )Zse Rp 2Rs Xp 2Xs FP = cos θ = Pcc VccIcc 06/06/2023, 21:54 E-book https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=Vy2%2fcE7AniIAG5G%2f0PbZZg%3d%3d&l=aiiOnJgFhz%2fgOyJ6%2bcXVhA%3d%3d&cd… 5/42 Com todas essas premissas, considere como exemplo prático que um transformador tem 15 kVA e a relação de transformação de 10, com 2.300/230 V, e que se deseja levantar o modelo de circuito equivalente para ele. Os resultados do ensaio a vazio foram , e ; e de curto-circuito, , e . A admitância de excitação é, no contexto, em módulo: E o ângulo: Ou seja: . Com isso, percebe-se que os elementos do ramo de excitação serão e . A impedância em série, em módulo, é: O ângulo é: O que nos dá , que é equivalente a e . Caso fôssemos representar ainda, na forma de circuito equivalente, referindo os parâmetros, teríamos, como a = 10, e . O modelo de circuito equivalente para o transformador do exemplo dado, considerando da conversão necessária dos parâmetros do ramo de = 230 VVvz = 2, 1 AIvz = 50 WPvz = 47 VVcc = 6 AIcc = 160 WPcc | | = = = 0, 00193 SYe Ivz Vvz 2, 1 230 arccos (FP ) = arccos( ) = arccos( ) = 84Pvz VvzIvz 50 230.2,1 ∘ = 0, 00193/_84 = 0, 000954 − j0, 00908 SYe ∘ = 1/0, 000954 = 1050 ohmsRc = 1/0, 00908 = 110 ohmsXm | | = = = 7, 833 SZse Vcc Icc 47 6 arccos (FP ) = arccos( ) = arccos( ) = 55, 4Pcc VccIcc 160 47.6 ∘ = 7, 833/_55, 4 = 4, 45 + j6, 45 ohmsZse ∘ = 4, 45 ohmsReqp = 6, 45 ohmsXeqp = a = 10 .1050 = 105.10 ohmsRc,p 2Rc,s 2 3 = a = 10 .110 = 11.10 ohmsXm,p 2Xm,s 2 3 06/06/2023, 21:54 E-book https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=Vy2%2fcE7AniIAG5G%2f0PbZZg%3d%3d&l=aiiOnJgFhz%2fgOyJ6%2bcXVhA%3d%3d&cd… 6/42 excitação, em termos do lado primário do equipamento, permite que o circuito elétrico a seguir represente o transformador. Figura 3.1 - Circuito equivalente do transformador de exemplo Fonte: Elaborada pela autora. #PraCegoVer: circuito com a série do ramo paralelo do resistor Rc e o indutor jXm, com o resistor Reqp e o indutor jXeqp. A tensão de entrada é Vp, e a corrente de entrada, que vai ao ramo e ao restante do circuito, é Ip. O ramo ainda se subdivide em Ih+p e Im. Na série, a corrente é Is/a, e a tensão de saída é aVs. Além disso, vê-se que Rc é 105 quilo-ohms, jXm é 11 quilo-ohms, Reqp é 4,45 ohms; ainda há j6,45 ohms. O circuito equivalente também pode estar com os parâmetros dos componentes utilizados re�etidos no lado secundário do transformador. O posicionamento dos componentes não mudará, e sim os valores deles, por conta da diferença com a relação de transformação. Veja a proposta de atividade prática e aplique o conhecimento que adquiriu até aqui. 06/06/2023, 21:54 E-book https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=Vy2%2fcE7AniIAG5G%2f0PbZZg%3d%3d&l=aiiOnJgFhz%2fgOyJ6%2bcXVhA%3d%3d&cd… 7/42 praticar Vamos Praticar Considere que o transformador do exemplo apresentado no texto está sendo utilizado no dimensionamento de um sistema elétrico de potência. Para isso, alguns parâmetros precisam ser calculados, como a corrente nominal e a relação de regulação de tensão. Como estimar esses dois parâmetros na prática e matematicamente? Partindo do pressuposto de que, em certas situações, desejam-se fazer pequenas alterações nos níveis de tensão (para adequações ou outras aplicações no equipamento), como de 110 V para 120 V ou 13,2 kV para 13,8 Autotransformador 06/06/2023, 21:54 E-book https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=Vy2%2fcE7AniIAG5G%2f0PbZZg%3d%3d&l=aiiOnJgFhz%2fgOyJ6%2bcXVhA%3d%3d&cd… 8/42 kV, surge um tipo de equipamento elétrico importante, capaz de realizar a conversão de tensão, utilizando somente dois enrolamentos:o autotransformador. O autotransformador com um enrolamento em comum recebe esse nome devido porque a tensão surge nos dois lados do equipamento e há, ainda, um enrolamento menor, dito “incompleto”, que recebe o nome de enrolamento em série, visto que a conexão elétrica é feita em série com o enrolamento em comum. Na imagem a seguir, é possível ver um transformador com enrolamentos normais e a conexão destes em um autotransformador, para a obtenção desse tipo de equipamento. A �gura mostra a conexão elétrica mencionada anteriormente, para que você possa compreender melhor isso. 06/06/2023, 21:54 E-book https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=Vy2%2fcE7AniIAG5G%2f0PbZZg%3d%3d&l=aiiOnJgFhz%2fgOyJ6%2bcXVhA%3d%3d&cd… 9/42 Figura 3.2 - Transformador elétrico e enrolamentos conectados na forma de um autotransformador Fonte: Chapman (2013. p. 125). #PraCegoVer: do lado esquerdo, tem-se o diagrama elétrico de um transformador convencional monofásico, com o primário com a tensão Vp e a corrente Ip, além do enrolamento com Np espiras, igual a Nc. Do outro lado, no secundário, tem-se a corrente Is, Ns espiras (igual a Nse) e a tensão Vs. Do lado direito, tem-se o diagrama elétrico de um autotransformador, obtido da conexão dos enrolamentos do equipamento do lado esquerdo. Neste caso, tem-se, do lado esquerdo, baixa tensão, com a tensão Vb e a corrente Ib; esse lado corresponde ao enrolamento de Nc espiras em série com o de Nse espiras. O lado de alta tensão pega ambos os enrolamentos, a tensão é Va, e a corrente é Ia. Além disso, no enrolamento de Nc espiras, estão a tensão Vc e a corrente Ic; e, no de Nse espiras, a tensão Vse e a corrente Ise. Um autotransformador abaixador, por sua vez, resultará em um equipamento semelhante ao visto no circuito elétrico a seguir, acompanhado, ainda, da imagem real de um equipamento desse tipo. 06/06/2023, 21:54 E-book https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=Vy2%2fcE7AniIAG5G%2f0PbZZg%3d%3d&l=aiiOnJgFhz%2fgOyJ6%2bcXVhA%3d%3d&c… 10/42 Figura 3.3 - Exemplo de autotransformador Fonte: Adaptada de Chapman (2013); Raimond Spekking / Wikimedia Commons. #PraCegoVer: do lado esquerdo, é possível ver o diagrama elétrico de um autotransformador abaixador; nele, o lado de alta tensão está à esquerda, com a tensão Va e a corrente Ia, com os terminais com os enrolamentos Nse e Nc, que estão em série; sobre cada um deles, são estabelecidas as correntes Ise e Ic, respectivamente. O secundário é de baixa tensão, com Vb e Ib, e a partir do enrolamento de Nc espiras. Do lado direito, é possível ver um exemplo de equipamento real, aberto, com um mecanismo de ajuste da quantidade de espiras na parte superior; o enrolamento é de cobre, e os terminais estão no canto à esquerda. A variável representa a quantidade de espiras do enrolamento em série; , do em comum; é a tensão do lado de alta tensão; , a corrente; e , a tensão e a corrente do lado de baixa tensão, respectivamente; tem-se, ainda, as correntes especí�cas dos enrolamentos. Matematicamente, pode- se escrever que: (6.1) Nse Nc Va Ia Vb Ib = IA Ise 06/06/2023, 21:54 E-book https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=Vy2%2fcE7AniIAG5G%2f0PbZZg%3d%3d&l=aiiOnJgFhz%2fgOyJ6%2bcXVhA%3d%3d&c… 11/42 (6.2) Além disso, nesse caso, a relação de transformação, as tensões nos enrolamentos e as relações das correntes elétricas serão dadas de forma semelhante ao que de�nimos para os transformadores elétricos de potência em geral. As tensões dos lados de alta e baixa tensão também são de�nidas de forma similar, complementarmente às Equações 6.1 e 6.2. Veja: (7.1) (7.2) (7.3) (7.4) As tensões do lado de alta e do lado de baixa tensão também podem ser relacionadas, em termos das quantidades de espiras de cada enrolamento, de forma que obtemos a Equação 8: (8) De forma similar, para a corrente elétrica do lado de alta tensão e para a de baixa tensão: (9) Acerca da potência aparente nominal, precisamos observar, a esse ponto, que nem toda a potência que se desloca do primário para o lado do secundário passa pelos enrolamentos. Com isso, é possível observar que e , com sendo a potência aparente de entrada e saída do autotransformador. A potência referente aos enrolamentos é de�nida como: (10) = +IB Ise IC =Vc Vse Nc Nse =NcIc NseIse = +VA Vc Vse =VB Vc =VB VA Nc +Nse Nc =IB IA +Nse Nc Nc = =Sentrada Ssa daí SES = =SENR VcIc VSEISE SES = = ( − ) =SENR VcIc VB IB IA SES Nse +Nse Nc 06/06/2023, 21:54 E-book https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=Vy2%2fcE7AniIAG5G%2f0PbZZg%3d%3d&l=aiiOnJgFhz%2fgOyJ6%2bcXVhA%3d%3d&c… 12/42 A vantagem da potência aparente nominal do autotransformador pode, então, ser de�nida como: (11) Por outro lado, comparando-os com transformadores elétricos de potência em geral, uma desvantagem dos autotransformadores a ser destacada é a ligação física direta estabelecida entre os circuitos do lado primário e o do lado secundário, di�cultando que a isolação elétrica seja realizada. Todavia, caso a aplicação não demande isolamento, o autotransformador se con�gura como uma solução viável e de baixo custo para a obtenção de tensões ligeiramente diferentes, em conexões elétricas (CHAPMAN, 2013). Fonte: mipan / 123RF. =SES SENR Nse +Nse Nc 06/06/2023, 21:54 E-book https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=Vy2%2fcE7AniIAG5G%2f0PbZZg%3d%3d&l=aiiOnJgFhz%2fgOyJ6%2bcXVhA%3d%3d&c… 13/42 Isso pode facilitar a passagem de correntes de curto-circuito. Portanto, ao utilizar autotransformadores em aplicações práticas nas quais esses tipos de correntes possam surgir, essa questão deve ser considerada. Assim como transformadores elétricos de potência em geral, os autotransformadores têm um modelo tipicamente utilizado, de circuito elétrico equivalente, cujos parâmetros são obtidos por meio dos ensaios a vazio e de curto-circuito, de forma também muito similar ao que ocorre com transformadores de potência. Veja o modelo a seguir. Figura 3.4 - Modelo de circuito equivalente de um autotransformador Fonte: Oliveira, Cogo e Abreu (2018. p. 137). #PraCegoVer: circuito com a impedância z12 em série com as bobinas N1 e N2, sendo que esta última está em paralelo com o ramo paralelo com o resistor Rm e a bobina jXm. Sob este ramo e na saída do circuito tem-se a tensão V2, a entrada é V1 e sabe-se que as bobinas são ideais. 06/06/2023, 21:54 E-book https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=Vy2%2fcE7AniIAG5G%2f0PbZZg%3d%3d&l=aiiOnJgFhz%2fgOyJ6%2bcXVhA%3d%3d&c… 14/42 Ademais, vemos ainda que os autotransformadores também podem ser equipamentos trifásicos, com um enrolamento terciário, em alguns casos, que terá 35% da potência total e estará, inclusive, inoperante em condições de equilíbrio do sistema. Agora que conheceu um pouco mais sobre esses tipos de circuitos, que tal �xar esse conhecimento na atividade a seguir? Conhecimento Teste seus Conhecimentos (Atividade não pontuada) Considere que um transformador elétrico de potência, de relação de 2.400/240 V e potência nominal de 50 kVA, é conectado na forma de um autotransformador. O índice ab representa o enrolamento de 240 V, e bc, o enrolamento de 2.400 V, de alta tensão. Assinale a alternativa correta para os valores das tensões dos lados de baixa e de alta tensão do autotransformador obtido. a) . b) . c) . d) . e) . = 2.640 V e = 264 VVA VB = 240 V e = 240 VVA VB = 2.400 V e = 240 VVA VB = 2.640 V e = 2.400 VVA VB = 240 V e = 2.400 VVA VB 06/06/2023, 21:54 E-book https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=Vy2%2fcE7AniIAG5G%2f0PbZZg%3d%3d&l=aiiOnJgFhz%2fgOyJ6%2bcXVhA%3d%3d&c…15/42 A esse ponto, é fundamental entendermos que praticamente todos os sistemas de geração, transmissão e distribuição da energia elétrica são sistemas trifásicos e operam em Corrente Alternada (CA). Dessa forma, arranjos trifásicos de transformadores monofásicos (também denominados como banco trifásico) ou equipamentos já desenvolvidos como transformadores trifásicos, por exemplo, são indispensáveis para que o fornecimento de energia elétrica seja con�ável e e�ciente. Visualize melhor como se dá esse sistema, na �gura a seguir, que traz esses dois exemplos básicos, com a representação dos núcleos. Transformadores Trifásicos 06/06/2023, 21:54 E-book https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=Vy2%2fcE7AniIAG5G%2f0PbZZg%3d%3d&l=aiiOnJgFhz%2fgOyJ6%2bcXVhA%3d%3d&c… 16/42 Figura 3.5 - Exemplos de diagrama elétrico de transformador trifásico e banco trifásico Fonte: Adaptada de Chapman (2013). #PraCegoVer: do lado esquerdo, há três transformadores monofásicos, representados pelos núcleos e enrolamentos primário e secundário, com os índices P1 a P3 para o primário e S1 a S3 para o secundário. Do lado direito, está um equipamento trifásico com um núcleo de três “pernas” e dois enrolamentos em cada perna, completando, em cada uma, o primário e o secundário, com os índices P1 a P3 para o primário e S1 a S3 para o secundário. O interior de um equipamento trifásico se difere pela forma como as ligações estão dispostas através das �ações utilizadas e, é claro, pela quantidade de enrolamentos. Na �gura a seguir, você pode visualizar o interior de um transformador trifásico. 06/06/2023, 21:54 E-book https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=Vy2%2fcE7AniIAG5G%2f0PbZZg%3d%3d&l=aiiOnJgFhz%2fgOyJ6%2bcXVhA%3d%3d&c… 17/42 Figura 3.6 - Vista interna de um transformador trifásico Fonte: Umans (2014, p. 109). #PraCegoVer: imagem em preto e branco de um transformador trifásico, na qual é possível ver três enrolamentos conectados, à frente, e os �os correspondentes. Na prática, optamos por transformadores trifásicos, normalmente, por conta do custo mais baixo, por se tratar de um equipamento mais leve (comparado ao banco) e também pelas dimensões menores. Entretanto o banco trifásico pode ser uma opção viável, considerando a substituição unitária de equipamentos, em caso de possíveis manutenções e falhas. Além disso, em sistemas trifásicos, há, basicamente, algumas ligações que podem ser implementadas. No caso de um transformador trifásico, propriamente dito, você pode ver um resumo dessas ligações na Figura 3.7. 06/06/2023, 21:54 E-book https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=Vy2%2fcE7AniIAG5G%2f0PbZZg%3d%3d&l=aiiOnJgFhz%2fgOyJ6%2bcXVhA%3d%3d&c… 18/42 Figura 3.7 - Ligações de transformadores trifásicos Fonte: Umans (2014, p. 108). #PraCegoVer: a primeira ligação, “(a) conexão estrela-triângulo”, mostra o lado primário conectado em estrela com os enrolamentos com um ponto central em comum e os outros terminais restantes de cada uma das fases, sendo que a tensão de linha é V, a de fase é , e a corrente é a mesma, I. No lado secundário, está a ligação em delta, cujos enrolamentos estão todos interconectados, e, entre essas ligações, puxam-se os terminais de fase. A tensão de linha, nesse caso, é igual à de fase e vale , a corrente de fase é aI, e a de linha é . A segunda ligação, “(b) conexão triângulo-estrela”, mostra o lado primário conectado em delta, e o secundário, em estrela, de forma similar às ligações (a). A corrente de linha no lado primário é I, e a de fase é ; no lado secundário, a tensão de fase é V/a, a de linha é , e a corrente é a mesma de fase e de linha, igual a . A terceira ligação, “(c) conexão delta-delta” tem corrente de linha igual a I e de fase igual a e tensão de fase e de linha igual a V, no lado primário, sendo que a tensão de fase e de linha são iguais e valem V/a; a corrente de linha é aIc e a de fase é , no lado secundário. Por �m, tem-se a ligação “(d) conexão estrela-estrela”, com o lado primário com correntes de linha e de fase iguais a I, tensão de fase igual a e de linha V / 3–√ V / a3–√ aI3–√ I/ 3 –√ V /a3–√ aI/ 3–√ I/ 3–√ aI/ 3–√ V / 3 –√ 06/06/2023, 21:54 E-book https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=Vy2%2fcE7AniIAG5G%2f0PbZZg%3d%3d&l=aiiOnJgFhz%2fgOyJ6%2bcXVhA%3d%3d&c… 19/42 igual a V; no lado primário e no lado secundário, a corrente de fase e a de linha são aI, a tensão de fase é , e a de linha é V/a. As tensões e correntes na �gura anterior mostram as diferenças nos valores de linha e de fase. Vale lembrar que os enrolamentos são representados, no contexto, pelas linhas cheias, e V e I representam os valores nominais. Para os bancos, o que ocorre é a confecção dessas ligações através dos enrolamentos de cada um dos transformadores monofásicos envolvidos e dos lados primário e secundário. É possível estabelecer a ligação estrela-estrela (Y-Y), que, todavia, tem alguns problemas, como tensões de terceiras harmônicas mais altas e em fase entre si, em certos casos, e se associa a cargas desequilibradas nos equipamentos; as tensões entregues pelo equipamento também poderão se tornar desequilibradas. A relação de transformação (a), nesse contexto, é: (12) É possível minimizar os problemas de desequilíbrio e da terceira harmônica, que pode ocorrer, com duas estratégias. Veja quais são elas, no elemento a seguir. 1. Estratégia 1 – Aterrar os neutros dos transformadores, ainda que, pelo menos, o enrolamento primário. 2. Estratégia 2 – Adicionar um terceiro enrolamento, ligado em delta ($\Delta $), que é chamado de enrolamento terciário. Fazendo a conexão dos neutros, permite-se que as componentes aditivas da terceira harmônica escoem, em vez de contribuírem para elevar as tensões no equipamento, além do fato de que esses neutros adicionados proporcionam um possível caminho de retorno para possíveis desequilíbrios de corrente na carga. No caso do terceiro enrolamento conectado em delta, possibilita-se que as componentes de terceira harmônica se somem, causando um �uxo de V / a3–√ = a Vlinha−p Vlinha−s 06/06/2023, 21:54 E-book https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=Vy2%2fcE7AniIAG5G%2f0PbZZg%3d%3d&l=aiiOnJgFhz%2fgOyJ6%2bcXVhA%3d%3d&c… 20/42 corrente que circulará no enrolamento, de forma que seja possível suprimir as componentes na tensão, algo até similar com o que ocorre com os neutros (CHAPMAN, 2013). A ligação estrela-triângulo fornece a seguinte relação de transformação: (13) Esse tipo de ligação é mais estável no caso de cargas desequilibradas estarem associadas ao transformador, pois o lado conectado em delta é capaz de redistribuir, dado o arranjo elétrico, possíveis correntes de desequilíbrio. Como desvantagem, entretanto, observa-se o deslocamento de fase da tensão secundária em relação à primária, em 30°. Isso deve ser considerado, na prática, para que efeitos indesejados não sejam gerados no sistema elétrico de potência. A ligação triângulo-estrela fornece a seguinte relação de transformação tem como vantagens as mesmas da ligação anterior, embora haja, neste caso, o mesmo deslocamento de fase. Por �m, na ligação delta-delta, também com a seguinte relação de transformação e sem deslocamento de fase, assim como nas duas últimas. Aqui há também um tipo de ligação mais adequado para cargas desequilibradas e possíveis gerações de harmônicas: (14) Em termos do sistema por unidade (pu), também visualizado e largamente utilizado no caso dos transformadores monofásicos, é possível observar que, de forma semelhante, de�nimos os parâmetros de base, a potência de referência ( ) e a tensão de base, em termos de fase ( ). Além disso, caso seja utilizado um banco trifásico, faz-se: (15) A corrente elétrica de referência, por sua vez, é: (16) = a Vlinha−p Vlinha−s3–√ = a Vlinha−p Vlinha−s Sbase Vbase =S1φ, base Sbase 3 =Iφ, base Sbase 3Vφ, base 06/06/2023, 21:54 E-book https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=Vy2%2fcE7AniIAG5G%2f0PbZZg%3d%3d&l=aiiOnJgFhz%2fgOyJ6%2bcXVhA%3d%3d&c… 21/42 E a impedância de base: (17) Em termos da modelagem do equipamento em um circuito elétrico equivalente, podemos usar os modelos monofásicos, visto que, além de utilizarmos, em certos casos, transformadores monofásicos, eles são equipamentos similares aos trifásicos, sujeitos a perdas elétricas semelhantes. Além disso, para o cálculo da regulação de tensão, por exemplo, podemos utilizar como referência os valores em pu e, com isso, estimar também ajustes necessários, mediante variações de carga, assim como é feito para os transformadores monofásicos. Também podem ser utilizados os valores dos parâmetros na forma real, com as unidades. Veja a re�exão, a seguir, e pense sobre o desenvolvimento de equipamentos e sobre as respectivas conexões. =Zbase 3( )Vφ, base 2 Sbase 06/06/2023, 21:54 E-book https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=Vy2%2fcE7AniIAG5G%2f0PbZZg%3d%3d&l=aiiOnJgFhz%2fgOyJ6%2bcXVhA%3d%3d&c… 22/42 Utilizando dois equipamentos monofásicos, o que será a realidade em alguns casos práticos, considerando, inclusive, o tempo entre possíveis substituições de equipamentos, por exemplo, é possível destacar algumas formas típicas de conexões: a ligação delta em aberto (também conhecida como V-V); a ligação Y aberta e delta aberto; T de Scott e T trifásica. A ligação delta-delta, feita para um banco trifásico, pode estar sujeita a possíveis falhas, e, caso um dos transformadores seja removido, o resultado é exatamente a ligação V-V, que faz surgir uma “fase fantasma”, devido à forma como os equipamentos estão conectados, e que se permite a entrega de energia na saída do banco. Ao analisarmos a ligação, é possível ver que corrente nominal permanece, e a potência disponibilizada, no �m das contas, será de 57,7% do valor nominal original desse banco. É possível con�rmar esse resultado substituindo a razão entre a potência atual e a potência trifásica por ele na razão entre a potência atual e a potência trifásica, considerando a variação da tensão. Observa-se ainda que, em um dos transformadores, é produzida potência reativa, que é consumida pelo outro transformador da ligação. Nesse caso, uma maneira de se utilizar uma quantidade maior de potência, a partir dessa ligação, é utilizar ambos os terminais de saída. A ligação V-V pode, ainda, fazer parte de decisões estratégicas para o fornecimento de uma quantidade pequena de potência trifásica e maior quantidade de potência monofásica, como no diagrama elétrico que você vê na �gura a seguir; nele, sabe-se também que o transformador T1 é muito menor que o transformador T2. 06/06/2023, 21:54 E-book https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=Vy2%2fcE7AniIAG5G%2f0PbZZg%3d%3d&l=aiiOnJgFhz%2fgOyJ6%2bcXVhA%3d%3d&c… 23/42 Figura 3.8 - Exemplo de ligação V-VF onte: Chapman (2013. p. 144). #PraCegoVer: do lado esquerdo, estão as fases c, a e b, sendo que a fase a corresponde a um dos terminais do transformador 1, representado pelo enrolamento T1, e o outro terminal está conectado ao segundo (T2). Os outros terminais vêm de T2, e, do lado direito da imagem, essa mesma ligação é feita com outros dois enrolamentos dos transformadores. A potência em T2, na saída, é monofásica, e em ambos os terminais é trifásica. Já a ligação estrela aberta e delta aberto difere da ligação estrela-delta, já vista, devido à ausência de um dos transformadores monofásicos e à presença do neutro. Esse tipo de estratégia pode ser conveniente caso seja necessário atender pequenos consumidores comerciais, que precisem de atendimento trifásico em áreas rurais, caso todas as fases não estejam disponíveis pela rede elétrica. Nesse caso, a ligação permitiria atender de forma trifásica, provisoriamente, embora seja necessário considerar desvantagens práticas, como o surgimento de uma corrente de retorno signi�cativa, em muitos casos, no neutro do circuito primário (CHAPMAN, 2013). Você pode visualizar a ligação típica, nesse caso, na �gura a seguir. 06/06/2023, 21:54 E-book https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=Vy2%2fcE7AniIAG5G%2f0PbZZg%3d%3d&l=aiiOnJgFhz%2fgOyJ6%2bcXVhA%3d%3d&c… 24/42 Figura 3.9 - Ligação estrela aberta e delta aberto Fonte: Adaptada de Chapman (2013). #PraCegoVer: três pares de enrolamentos, sendo que os dois superiores são Np1 e Ns1 e Np2 e Ns2, com as entradas nas fases a, b, c e n, que está aterrado. A fase ausente é a fase c, e a saída é a’, b’ e c’. Um dos terminais de Ns1 está conectado a b’, ao outro terminal de Np2 e ao neutro. Existe, ainda, uma possível conexão entre o último enrolamento, da fase ausente, com a’ e de Ns2 com c’. A ligação T de Scott permite, por sua vez, obter duas fases com uma defasagem de 90° entre si, utilizando uma fonte de potência trifásica, e é um tipo de ligação que foi desenvolvida pensando-se no surgimento dos sistemas de fornecimento de energia elétrica, ainda nos primórdios, quando, em muitos casos, eram utilizados sistemas bifásicos para a interconexão de sistemas bifásicos e trifásicos (JORDÃO, 2017). Nesse caso, são usados dois transformadores monofásicos de especi�cações iguais, de forma que será permitida também a conversão da potência bifásica em trifásica. Ademais, no caso da ligação T trifásica, tem-se o uso de dois transformadores para o contrário: converter potência trifásica em bifásica, sendo esta uma ligação resultante, basicamente, da modi�cação da ligação T de Scott, resultando em tensões secundárias que se recombinam para produzir a saída trifásica do banco. Uma das vantagens é que o neutro pode ser conectado tanto do lado 06/06/2023, 21:54 E-book https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=Vy2%2fcE7AniIAG5G%2f0PbZZg%3d%3d&l=aiiOnJgFhz%2fgOyJ6%2bcXVhA%3d%3d&c… 25/42 primário quanto do secundário, e, por motivos como esse, utilizamos essa ligação em transformadores trifásicos do tipo autocontidos, destinados geralmente aos sistemas trifásicos de distribuição de energia elétrica, considerando outras vantagens em relação ao banco trifásico (com três transformadores monofásicos), como o custo mais baixo de construção. Mais detalhes acerca da utilização prática de todas as ligações vistas, além de outros exemplos práticos de transformadores trifásicos, serão vistos no próximo tópico. Agora, que tal �xarmos esse conhecimento na atividade proposta? Vamos lá! praticar Vamos Praticar Durante um dia normal, na engenharia de manutenção, a engenheira responsável percorre a rede de distribuição primária da empresa onde trabalha e percebe que houve um dano em um dos transformadores elétricos de potência, utilizado para a conversão da tensão de 13,8 kV para 220 V, na entrada do escritório central. Além disso, analisando a ligação feita, ela observa que o banco está conectado à rede e à carga pela ligação delta-delta. Quais podem ser os passos a serem tomados pela responsável, para que se garanta o fornecimento de energia elétrica? 06/06/2023, 21:54 E-book https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=Vy2%2fcE7AniIAG5G%2f0PbZZg%3d%3d&l=aiiOnJgFhz%2fgOyJ6%2bcXVhA%3d%3d&c… 26/42 Por �m, veremos como os transformadores trifásicos são, de fato, utilizados, além de algumas das ligações tratadas no tópico anterior; então, entenderemos as estratégias do fornecimento de energia elétrica. Partindo da especi�cação de transformadores, válida também para os transformadores trifásicos, algumas considerações importantes devem ser feitas. Para conhecê-las, con�ra o infográ�co a seguir. ESPECIFICAÇÕES NOMINAIS DE TRANSFORMADORES TRIFÁSICOS Transformadores Trifásicos em Sistemas Elétricos Fonte: sspopov / 123 RF. 06/06/2023, 21:54 E-book https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=Vy2%2fcE7AniIAG5G%2f0PbZZg%3d%3d&l=aiiOnJgFhz%2fgOyJ6%2bcXVhA%3d%3d&c… 27/42#PraCegoVer: o infográ�co é do tipo interativo e possui a fotogra�a colorida de uma rede elétrica trifásica do transformador de tensão como imagem de fundo. Na parte superior, há o título: “Especi�cações nominais de transformadores trifásicos”. Há três botões retangulares azuis, na vertical, no lado esquerdo, e três no lado direito. Cada botão possui, no interior, um título em cor branca. Ao clicar, aparece um breve texto abaixo do botão. Assim, ao clicar no primeiro botão do lado esquerdo, com o título “Potência aparente”, aparece o seguinte texto: “medida em kVA ou MVA em equipamentos de maior porte. Informa sobre a carga que poderá estar associada a esse equipamento, por exemplo”. Ao clicar no segundo botão do lado esquerdo, com o título “Tensão primária”, aparece o seguinte texto: “lado de alta tensão, caso seja um transformador abaixador, ou lado de baixa tensão, caso seja um transformador elevador. Orienta a interface de entrada acerca da tensão do sistema elétrico de potência ao qual o equipamento estará conectado”. Ao clicar no terceiro botão do lado esquerdo, com o título “Tensão secundária”, aparece o seguinte texto: “também pode representar tanto o lado de baixa tensão, caso seja um transformador abaixador, ou o lado de alta tensão, caso seja um transformador elevador. Orienta sobre as possíveis tensões de cargas que podem ser associadas ao equipamento”. Na sequência, ao clicar no primeiro botão do lado direito, com o título “Frequência”, aparece o seguinte texto: “deve ser condizente com toda a energia do sistema elétrico de potência para o funcionamento efetivo de todos os equipamentos e dispositivos”. Ao clicar no segundo botão do lado direito, com o título “Resistência em série por unidade”, aparece o seguinte texto: “parte da estrutura construtiva do equipamento e do parâmetro que será modelado em circuito elétrico para a contabilização de perdas por efeito Joule, por exemplo”. Por �m, ao clicar no terceiro botão do lado direito, com o título “Reatância em série por unidade”, há o seguinte texto: “parte da estrutura construtiva do equipamento e do parâmetro que pode ser modelado no circuito elétrico do transformador. Reúne perdas por magnetização.” 06/06/2023, 21:54 E-book https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=Vy2%2fcE7AniIAG5G%2f0PbZZg%3d%3d&l=aiiOnJgFhz%2fgOyJ6%2bcXVhA%3d%3d&c… 28/42 O �uxo de magnetização estabelecido no equipamento, por exemplo, pode ser dado considerando o valor da máxima tensão ( ), a frequência (na forma angular, ) e a quantidade de espiras do enrolamento primário ( ). Veja: (18) A relação do �uxo magnético no tempo, em um transformador, a força estabelecida ( ) e a corrente de magnetização (dada por ) também podem explicar questões importantes, como a especi�cação de frequência do equipamento, por exemplo. Assim, se um transformador de 60 Hz operar em 50 Hz, a tensão aplicada também deverá ser reduzida em um sexto ou o �uxo de pico no núcleo será demasiadamente elevado. Essa diminuição na tensão aplicada com a frequência é denominada redução de tensão nominal. De modo similar, um transformador de 50 Hz poderá operar com uma tensão 20% mais elevada em 60 Hz se esse procedimento não causar problemas de isolação (CHAPMAN, 2013, p. 150). Já a potência aparente nominal deve ser especi�cada juntamente com a tensão nominal, de forma a limitar o �uxo de corrente nos enrolamentos do equipamento, visto que esse �uxo tem relação direta com questões ligadas à e�ciência do equipamento, como as perdas em termos de aquecimento (também denominadas como perdas I²R). Perceba, ainda, que a potência nominal especi�cada é a potência aparente, e não as potências ativa e reativa. Pensando ainda em questões como o comportamento transitório do equipamento, no início da energização, é possível haver orientações práticas para utilização do equipamento no sistema elétrico de potência estabelecendo o �uxo máximo, por exemplo (relembre a Equação 18). Todas essas informações de interesse principal e que orientam as principais estratégias de dimensionamento do sistema elétrico de potência, de certa forma, por permitirem a correta especi�cação dos transformadores, podem VM ω Np φ (t) = − cos (ωt)VM ωNp I im 06/06/2023, 21:54 E-book https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=Vy2%2fcE7AniIAG5G%2f0PbZZg%3d%3d&l=aiiOnJgFhz%2fgOyJ6%2bcXVhA%3d%3d&c… 29/42 ser visualizadas na placa do equipamento. Por isso, muitas vezes, nos referimos a elas como dados de placa. Sistemas elétricos exigem cuidados. Para saber mais sobre isolamento, clique no link a seguir. SAIBA MAIS Sabe-se que o aquecimento ao qual os enrolamentos do transformador estão sujeitos, pode ser um importante exemplo de porque, em muitos casos, as falhas na isolação do equipamento são um problema grave. Além disso, para compreender mais detalhes sobre a isolação de transformadores elétricos em geral, podemos estudar as normas técnicas que estabelecem classes de isolação; elas fornecem as especi�cações técnicas ideais, de acordo com as quais os transformadores são fabricados. Para saber mais, acesse o link e veja possíveis estratégias práticas acerca da isolação, pensando, ainda, no caso dos enrolamentos: Fonte: Elaborado pela autora. A S S I S T I R 06/06/2023, 21:54 E-book https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=Vy2%2fcE7AniIAG5G%2f0PbZZg%3d%3d&l=aiiOnJgFhz%2fgOyJ6%2bcXVhA%3d%3d&c… 30/42 Mas como desenvolver a ligação T de Scott na prática, dadas as possíveis vantagens de conversão de potência, para utilizá-la nos sistemas elétricos de potência? A seguir, apresento como fazer a conexão com o uso da derivação central. Para auxiliá-lo a compreender, veja o esquema representado na �gura a seguir. Figura 3.10 - Exemplo de ligação T de Scott Fonte: Adaptada de Chapman (2013). #PraCegoVer: do lado esquerdo, tem-se a ligação dos enrolamentos primários dos dois transformadores, mediante a derivação de 86,6% e da central, sendo que há as tensões Vp2 e Vp1, respectivamente, nesses pontos. O terminal restante do transformador 2 é a fase a, o comum com a derivação central a b, e o outro terminal do transformador 1 é a fase c. Entre a e b, está a tensão Vab; entre b e c, a tensão Vbc; e entre a e c, a tensão Vca. Do lado do secundário, à direita, estão os terminais do transformador 2, sendo utilizados para obtenção da tensão Vs1, e os do transformador 1, a tensão Vs2. Outro ponto importante ainda é que ambos os transformadores têm as mesmas quantidades de espiras: Np nos primários e Ns nos secundários. A derivação de 86,6% do segundo transformador está, então, conectada à central do primeiro. Considerando que as tensões resultantes desse arranjo, 06/06/2023, 21:54 E-book https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=Vy2%2fcE7AniIAG5G%2f0PbZZg%3d%3d&l=aiiOnJgFhz%2fgOyJ6%2bcXVhA%3d%3d&c… 31/42 aplicadas aos primários de T1 e T2, estão defasadas entre si em 90°, é possível obter uma saída em duas fases. Tem-se, assim, a justi�cativa de porque essa ligação permite a conversão da potência bifásica em trifásica, algo útil para geradores bifásicos, embora estes raramente sejam utilizados no fornecimento de energia elétrica. Agora veja, a seguir, a imagem da ligação T trifásica. Ela pode ser obtida de forma muito similar à ligação T de Scott, como já mencionado, entretanto existem algumas diferenças cruciais que ressaltam como a potência é convertida neste caso: 06/06/2023, 21:54 E-book https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=Vy2%2fcE7AniIAG5G%2f0PbZZg%3d%3d&l=aiiOnJgFhz%2fgOyJ6%2bcXVhA%3d%3d&c… 32/42 Figura 3.11 - Exemplo da ligação T trifásica Fonte: Adaptada de Chapman (2013). #PraCegoVer: do lado esquerdo, está a ligação dos enrolamentos primários dos dois transformadores, por meio da derivação de 86,6% e da central; as tensões são Vp2 e Vp1, respectivamente, nesses pontos. O terminal restante do transformador 2 é a fase a, o comum com a derivação central a b, e o outro terminal do transformador1 é a fase c. Entre a e b tem-se a tensão Vab; entre b e c, a tensão Vbc; e entre a e c, a tensão Vca. Já no lado secundário, à direita, observa-se uma conexão entre os secundários dos dois transformadores, por meio da derivação de 57,7% de T2 e a derivação de 86,6% de T1; agora, há três terminais disponíveis. A tensão Vs2 está sobre o enrolamento secundário de T2, da mesma forma que há a tensão Vs1 no secundário de T1. O enrolamento não conectado à T1, de T2, é a fase A; o terminal comum é a B e o outro, de T2, a C. Entre A e B, tem-se a tensão VAB; entre B e C, VBC; e entre A e C, a tensão VAC. Há, ainda, da derivação de 57,7%, o neutro. Esse é o diagrama de �ação. Perceba as semelhanças com a ligação T de Scott e que os enrolamentos primário e secundário do segundo transformador proporcionam derivações (de 86,6%), que são conectadas às derivações centrais de T1, de forma que esses transformadores recebem, também, alguns nomes especiais para o entendimento dentro da ligação. 06/06/2023, 21:54 E-book https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=Vy2%2fcE7AniIAG5G%2f0PbZZg%3d%3d&l=aiiOnJgFhz%2fgOyJ6%2bcXVhA%3d%3d&c… 33/42 Nesse caso, porém, o transformador 1 é o transformador principal, e T2 é o de equilíbrio, embora eles sejam iguais, como pode ser visto nas especi�cações dos enrolamentos. Para que você retenha as informações que colheu aqui, vamos fazer uma atividade para testar seus conhecimentos. Vamos lá?! Conhecimento Teste seus Conhecimentos (Atividade não pontuada) A correlação entre tensões de linha e de fase e as correntes de linha e de fase são fundamentais para entender, matematicamente e na prática, por que, em certos arranjos, é possível obter uma tensão maior ou menor na saída do banco trifásico ou no transformador trifásico. Acerca dessas ligações trifásicas, assinale a alternativa correta. a) Na ligação estrela e delta, a tensão de linha no secundário é igual à de fase no primário. b) Na ligação estrela e estrela, a tensão de linha no primário é igual à de fase no primário. c) Na ligação , obtém-se a relação de transformação a, com as tensões de linha. d) Na ligação estrela e triângulo, a tensão de linha no primário é menor que a de fase nele. Y − Δ 06/06/2023, 21:54 E-book https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=Vy2%2fcE7AniIAG5G%2f0PbZZg%3d%3d&l=aiiOnJgFhz%2fgOyJ6%2bcXVhA%3d%3d&c… 34/42 e) Na ligação estrela e estrela, as tensões e correntes no primário e secundário são iguais. 06/06/2023, 21:54 E-book https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=Vy2%2fcE7AniIAG5G%2f0PbZZg%3d%3d&l=aiiOnJgFhz%2fgOyJ6%2bcXVhA%3d%3d&c… 35/42 Material Complementar W E B Conheça como funciona o passo a passo da produção de transformadores de energia Canal: Amazon Sat Comentário: que os transformadores elétricos de potência são fundamentais no fornecimento de energia elétrica, isso já foi largamente discutido. Entretanto você já teve a oportunidade de visualizar como esses equipamentos são fabricados? Para saber mais detalhes, acesse: ACESSAR https://www.youtube.com/watch?v=ZqdUb6iphwY 06/06/2023, 21:54 E-book https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=Vy2%2fcE7AniIAG5G%2f0PbZZg%3d%3d&l=aiiOnJgFhz%2fgOyJ6%2bcXVhA%3d%3d&c… 36/42 L I V R O Transformadores: teoria e ensaios Editora: Blucher Autores: José Carlos de Oliveira, João Roberto Cogo e José Policarpo G. de Abreu ISBN: 978-85-212-1345-1 Comentário: os autotransformadores têm similaridades e diferenças com os transformadores de potência, e sabe-se que os transformadores podem ser, também, equipamentos trifásicos, como mencionado neste estudo. Para saber mais detalhes sobre os autotransformadores, sugere-se a leitura do Capítulo 12. L I V R O Transformadores Editora: Blucher Autores: Rubens Guedes Jordão ISBN: 978-85-212-0316-2 Comentário: os transformadores elétricos de potência, em modelos destinados aos sistemas trifásicos, são extremamente comuns em uma série de sistemas elétricos de potência, como no caso dos sistemas destinados ao fornecimento de energia. Dessa forma, é sempre interessante que você, enquanto pro�ssional de engenharia, saiba como, de fato, esses equipamentos funcionam e conheça aspectos especí�cos da conexão dos sistemas. Para saber mais detalhes sobre o uso dos 06/06/2023, 21:54 E-book https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=Vy2%2fcE7AniIAG5G%2f0PbZZg%3d%3d&l=aiiOnJgFhz%2fgOyJ6%2bcXVhA%3d%3d&c… 37/42 transformadores trifásicos, sugere-se a leitura do Capítulo 8 do livro. 06/06/2023, 21:54 E-book https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=Vy2%2fcE7AniIAG5G%2f0PbZZg%3d%3d&l=aiiOnJgFhz%2fgOyJ6%2bcXVhA%3d%3d&c… 38/42 06/06/2023, 21:54 E-book https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=Vy2%2fcE7AniIAG5G%2f0PbZZg%3d%3d&l=aiiOnJgFhz%2fgOyJ6%2bcXVhA%3d%3d&c… 39/42 Conclusão Chegamos ao �nal deste estudo. A este ponto, espera-se que você tenha compreendido como os ensaios de curto-circuito e de circuito aberto, importantes estratégias de análise de transformadores elétricos, são realizados, como são, construtivamente, e a quais aplicações se destinam, bem como as diferenças e semelhanças entre transformadores elétricos de potência convencionais e autotransformadores. Por �m, perceba que parte do entendimento de como os transformadores trifásicos funcionam depende dos conhecimentos acerca dos transformadores monofásicos e de noções gerais de circuitos trifásicos. Até mais! Referências CHAPMAN, S. J. Fundamentos de máquinas elétricas. 5. ed. Porto Alegre: AMGH, 2013. CONHEÇA como funciona o passo a passo da produção de transformadores de energia. [S.l.: s.n.], 2004. 1 vídeo (9 min.). Publicado pelo canal Amazon Sat. Disponível em: https://www.youtube.com/watch? v=ZqdUb6iphwY. Acesso em: 13 out. 2021. https://www.youtube.com/watch?v=ZqdUb6iphwY 06/06/2023, 21:54 E-book https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=Vy2%2fcE7AniIAG5G%2f0PbZZg%3d%3d&l=aiiOnJgFhz%2fgOyJ6%2bcXVhA%3d%3d&c… 40/42 DIAGNOSTICANDO o isolamento do enrolamento do transformador. [S.l.: s.n.], 2014. 1 vídeo (4 min.). Publicado pelo canal OMICRONEnergy. Disponível em: youtube.com/watch?v=VDgH14zte28. Acesso em: 13 out. 2021. JORDÃO, R. G. Transformadores. São Paulo: Blucher, 2017. (Biblioteca Virtual da Laureate). OLIVEIRA, J. C.; COGO, J. R.; ABREU, J. P. G de. Transformadores: teoria e ensaios. 2. ed. São Paulo: Blucher, 2018. (Biblioteca Virtual da Laureate). UMANS, S. D. Máquinas elétricas – de Fitzgerald e Kingsley. 7. ed. Porto Alegre: AMGH, 2014. http://youtube.com/watch?v=VDgH14zte28 06/06/2023, 21:54 E-book https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=Vy2%2fcE7AniIAG5G%2f0PbZZg%3d%3d&l=aiiOnJgFhz%2fgOyJ6%2bcXVhA%3d%3d&c… 41/42 06/06/2023, 21:54 E-book https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=Vy2%2fcE7AniIAG5G%2f0PbZZg%3d%3d&l=aiiOnJgFhz%2fgOyJ6%2bcXVhA%3d%3d&c… 42/42