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GESTÃO EDUCACIONAL 
AULA 1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Profª Carolina Vilas Boas Alves Pedroso 
 
 
2 
CONVERSA INICIAL 
Olá, caro estudante, tudo bem com você? Aqui você terá a oportunidade 
de aprofundar seus conhecimentos sobre os temas que perpassam nossa área 
de estudos em educação. 
Inicialmente, nesta aula, iremos conversar um pouco sobre a história da 
administração em relação a suas fases, destacando suas teorias e quais foram 
as influências na administração escolar. 
Importante ressaltar que muitas pessoas não conhecem como a 
administração surgiu, qual foi o grande marco na sociedade para a evolução da 
administração e nem que a Teoria Geral da Administração consiste nas teorias 
de cada época e suas ênfases, por isso, iremos iniciar com essas questões para 
chegarmos à área da administração escolar com uma bagagem de 
conhecimento necessária. 
No decorrer desta disciplina, vamos aprender juntos que a administração, 
independentemente de ser empresarial ou escolar, é uma ciência que perpassa 
décadas e que amplia nossa visão de mundo, já que que estamos a todo 
momento administrando nossas vidas. 
Agora que já realizamos um preâmbulo da administração, convidamos 
você a conhecer os objetivos da nossa aula: 
• Conhecer a história e as teorias da administração; 
• Conhecer as fases da evolução histórica da administração; 
• Conhecer a TGA – Teoria Geral da Administração; 
• Compreender a Administração Empresarial versus Administração 
Escolar; 
• Compreender as teorias administrativas e sua relação com a gestão 
escolar. 
Bons estudos! 
TEMA 1 – HISTÓRIA E AS TEORIAS DA ADMINISTRAÇÃO 
Quando falamos em administração, o que vem à sua mente? 
Primeiramente, pode-se citar que administrar é o ato de gerir, governar e dirigir, 
mas será que se resume apenas a essas ações? 
 
 
3 
Existem indícios de que, no ano de 5000 a.C., os Sumérios apresentavam 
um sistema organizado em sua comunidade para resolver problemas e conflitos. 
Muitos anos depois, em 500 a.C., na China, também a partir da necessidade de 
ter um sistema organizado para o seu império, os chineses tiveram a iniciativa 
de definir regras e princípios de uma administração para os setores que tinham 
em seu povo o que ficou conhecida como a Constituição de Chow. 
Assim, podemos entender que a administração surgiu há décadas com a 
necessidade de resolver problemas, conflitos e conquista de organização dos 
povos e vem sendo aprimorada para o que conhecemos atualmente, por isso, é 
possível afirmar que essa área evoluiu em cada povo, região e instituições. 
Duas instituições de maior destaque em relação às suas administrações 
são a Igreja Católica Romana e as Organizações Militares, pois apresentam uma 
organização considerada por muitos de sucesso que perpassaram décadas. 
Vamos entender um pouco mais por que elas se destacam na história dessa 
ciência, que é a administração: 
• A instituição da Igreja Católica Romana, desde sua criação, influencia em 
relação à sua estrutura organizacional voltada para a hierarquia, 
autoridade, assessoria e, principalmente, uma coordenação funcional que 
se manteve e se mantém ativa até hoje. 
• Já as organizações militares sempre apresentaram uma linearidade, 
unidade e centralização de comando, além de escala hierárquica com 
descentralização da execução com princípio na direção. 
Por mais que esses dois e outros modelos administrativos tenham 
conseguido perpassar décadas como exemplos, eles, por si, não foram 
suficientes para transformar a administração na ciência que temos atualmente. 
Na verdade, o grande acontecimento do século XVIII, na Inglaterra e 
posteriormente pelo mundo, foi a chamada Revolução Industrial, ao promover o 
avanço tecnológico com as máquinas a vapor e o desenvolvimento de uma 
indústria moderna com o surgimento das fábricas, provocando, 
consequentemente, o grande big bang da administração. 
Foi a partir da Revolução Industrial que se obteve a consolidação da 
economia capitalista, o que proporcionou força para a administração e a tornou 
uma ciência com diversas teorias. 
 
 
4 
Atualmente, as teorias da administração podem ser agrupadas em seis 
ênfases, sendo elas: ênfases em tarefas, estruturas, pessoas, ambientes, 
tecnologias e competitividade. Vamos entender um pouco mais com Chiavenato 
(2003): 
A Teoria Geral da Administração começou com ênfase nas tarefas 
(atividades executadas pelos operários em uma fábrica), por meio da 
Administração Científica de Taylor. A seguir, a preocupação básica 
passou para a ênfase na estrutura com a Teoria Clássica de Fayol e 
com a Teoria da Burocracia de Weber, seguindo-se mais tarde a Teoria 
Estruturalista. A reação humanística surgiu com a ênfase nas pessoas, 
por meio da Teoria das Relações Humanas, mais tarde desenvolvida 
pela Teoria Comportamental e pela Teoria do Desenvolvimento 
Organizacional. A ênfase no ambiente surgiu com a Teoria dos 
Sistemas, sendo completada pela Teoria da Contingência. Essa, 
posteriormente, desenvolveu a ênfase na tecnologia. Mais 
recentemente, as novas abordagens trouxeram à tona a emergente 
necessidade de competitividade das organizações em um mundo 
globalizado e carregado de mudanças e transformações. Assim, cada 
uma dessas seis variáveis tarefas, estrutura, pessoas, ambiente, 
tecnologia e competitividade – provocou a seu tempo uma diferente 
teoria administrativa, marcando um gradativo passo no 
desenvolvimento da TGA. Cada teoria administrativa privilegia ou 
enfatiza mais dessas seis variáveis. (Chiavenato, 2003, p. 11) 
Assim, vejamos como ficam as teorias em cada ênfase: 
• Ênfase nas tarefas: Teoria da Administração Científica. 
• Ênfase na estrutura: Teoria Clássica, Teoria da Burocracia e Teoria 
Estruturalista. 
• Enfoque nas pessoas: Teorias das Relações Humanas, Teoria 
Comportamental, Teoria do Desenvolvimento Organizacional. 
• Enfoque no ambiente: Teoria dos Sistemas e Teoria da Contingência. 
• Enfoque na tecnologia: Teoria da Contingência. 
• Enfoque na competitividade: novas abordagens na Administração. 
Você já conhecia alguma dessas teorias? Quatro delas são as principais 
na administração, vamos aprender um pouco mais sobre cada uma: 
• Teoria da administração científica: desenvolvida por Taylor (1856 – 
1915), o foco está voltado totalmente nas operações, ou seja, as tarefas 
realizadas dentro das empresas não podem ser desperdiçadas e devem 
elevar o índice de produtividade. Por isso, elas são repetitivas, pois 
acredita-se que leva à excelência e, consequentemente, ao lucro. O 
trabalhador, nessa teoria, não é levado em consideração, nem suas 
 
 
5 
necessidades básicas, por isso, acabam ficando frutados. Já o interesse 
está no lucro e no acúmulo de capital. 
• Teoria da burocracia: criada por Max Weber (1864 – 1920), sua base é 
o pensamento racional com o objetivo de alcançar a excelência, por isso, 
o foco está na eficácia e na eficiência. A hierarquia prevalece nessa teoria, 
por isso, está acompanhada de formalidade nas informações passadas, 
existe divisão de trabalho levando em consideração a competência 
técnica e a meritocracia e, no ambiente de trabalho, estão presentes a 
rotina e os procedimentos padronizados de acordo com o cargo. 
• Teoria das relações humanas: desenvolvida por Elton Mayo (1880-
1949), foi a primeira teoria que considerou o trabalhador com um ser 
pensante na qual necessita de satisfação, assim, as empresas 
começaram a identificar que, quanto mais atenção aos valores, 
sentimentos e atitudes, mais trabalho de qualidade e obtenção de lucro 
para a empresa. Por isso, os processos acabaram se tornando menos 
repetitivos e formais. 
• Teoria da contingência: Paul Lawrence (1922-2011) e Jay Lorsch (1932-
), professores de comportamento organizacional, desenvolveram essa 
teoria que defende a necessidade de as empresas terem a relação 
funcional entre as condições do ambiente e as técnicas,pois só assim 
ocorrerá o alcance eficaz dos objetivos. Além disso, admitem que a 
tecnologia é importante para o desenvolvimento empresarial, por isso, são 
necessárias as adaptações que ela traz. 
Ao aprendermos um pouco mais sobre as teorias, conseguimos identificar 
que elas foram passando da tarefa repetitiva (teoria da administração científica) 
para a autoridade (teoria burocracia) posteriormente para a ênfase nas pessoas 
(teorias das relações humanas) que fazem parte das empresas e, por fim, para 
uma relação funcional que permite a troca (teoria da contingência) entre 
ambiente, técnica e tecnologia. 
É importante salientar que as teorias são marcadas pelos contextos nos 
quais surgiram, por isso, algumas delas ressaltam os elementos de ordem 
normativa e prescritiva do comportamento dos sujeitos no interior das empresas, 
já outras demonstram a descrição e a interpretação desse mesmo 
comportamento. 
 
 
6 
O que acabam sendo vieses diferentes, pois umas normalizam e 
prescrevem e outras descrevem e interpretam o comportamento dos sujeitos que 
estão presentes no ambiente empresarial. 
O que acontece atualmente é que as teorias identificam nas organizações 
todas as questões, ou seja, as físicas, as políticas, as tecnológicas, as culturais 
e as econômicas, pois têm o objetivo de mostrar que consideram o todo e não 
só as partes, como antigamente. 
Por que existe a necessidade de as empresas atualmente considerarem 
o todo? Porque elas precisam garantir sua própria existência, pois elas são 
formadas por indivíduos que estão em constantes conexões. Mas isso não exclui 
o fato de que o objetivo principal da empresa é o lucro e que irão sempre priorizar 
mecanismos para garanti-lo. 
É importante destacar que a administração é complexa, por isso, segundo 
Chiavenato (2014), ela é simultaneamente uma ciência, pois obtêm fundamentos 
científicos, teóricos, factuais e evidenciais que foram analisados, 
experimentados e testados durante as décadas. 
Uma tecnologia, já que utiliza de técnicas, modelos, práticas e 
ferramentas baseadas nas teorias para facilitar a vida de quem a utiliza. E uma 
arte, pois é preciso uma leitura das situações com visão abrangente, inovadora 
e criativa para o objetivo de criar, mudar, inovar, transformar e resolver os 
problemas existentes. 
Com base no que estudamos até aqui, é possível concluir que as teorias 
não são contrárias umas às outras, e sim que elas se complementam. Porém, 
para entendermos um pouco mais sobre a administração, vamos ver em nosso 
próximo tema sua evolução no decorrer das décadas. 
TEMA 2 – FASES DA EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA ADMINISTRAÇÃO 
Como já estudamos, a Revolução Industrial teve seu início na Inglaterra 
em 1776 quando James Watt (1736 – 1819) criou as máquinas a vapor e foi 
muito mais que uma evolução, pois causou rupturas em modelos de produção 
da época, ocasionando problemas administrativos existentes nas pequenas 
empresas. 
Por esse fato, autores da área da administração citam que a Revolução 
Industrial teve duas fases, sendo a primeira de 1780 a 1860 em que a matéria-
prima básica da indústria era o ferro, e a fonte de energia, o carvão. A segunda 
 
 
7 
ocorreu entre 1860 e 1914, quando a matéria-prima básica se tornou o aço, e a 
fonte de energia passou a ser a eletricidade e os derivados de petróleo. 
Mas será que com essas duas fases da Revolução Industrial as empresas 
também se desenvolveram? Segundo Andrade (2009), a partir da mudança da 
matéria-prima e da fonte de energia, houve grandes avanços na área 
empresarial e, assim, consequentemente na sua administração. 
Chiavenato (2003) dividiu a evolução das empresas em seis fases, sendo 
elas: 
• 1ª Fase – Artesanal (da antiguidade até 1780): nesse tempo, a evolução 
da humanidade se deu de forma muito lenta, pois a sociedade era 
baseada na agricultura e na fabricação de produtor de forma artesanal, 
ou seja, eram em pequenas escalas. 
• 2ª Fase – Transição do Artesanato para Industrialização (1780 – 
1860): como vimos anteriormente, nesse período, a matéria-prima básica 
ainda era o ferro e a fonte de energia ainda era o carvão. Mas foi aqui que 
ocorreu a implantação da máquina a vapor e, assim, as pequenas oficinas 
começaram a crescer, apresentando o aumento na produção das 
indústrias e a necessidade de buscar novos mercados, sem deixar de citar 
que os transportes ganharam grande importância nesse momento. 
• 3ª Fase – Desenvolvimento Industrial (1860 – 1914): conhecida como 
a Segunda Revolução Industrial, pois o ferro foi substituído pelo aço e a 
fonte de energia deixou de ser o carvão e passou a ser a eletricidade e os 
derivados do petróleo. Ocorreram também grandes invenções, como os 
motores elétricos e os motores a explosão, determinando o surgimento 
das primeiras fábricas de automóveis. Foi nessa fase que os problemas 
administrativos surgiram e, consequentemente, a primeira teoria da 
Administração provém a Teoria Científica da Administração em 1903. 
• 4ª Fase – Gigantismo Industrial (1914 – 1945): na história mundial, 
estavam ocorrendo as grandes guerras mundiais, acarretando grandes 
revoluções econômicas. Ficou em evidência o poder das grandes 
indústrias por meio da capacidade de gerar riquezas, criar empregos e 
determinar o que se devia consumir. 
• 5ª Fase – Moderna (1945 – 1980): essa foi a fase em que os países mais 
desenvolvidos se destacaram no cenário econômico mundial, deixando 
 
 
8 
em evidência a distinção entre os países de primeiro mundo e de terceiro 
mundo. A pesquisa e o desenvolvimento de novos produtos e matérias-
primas, como plástico e seus derivados, ganharam força nesse período. 
• 6ª Fase – Globalização (1980 até os dias atuais): por fim, esta é a fase 
que iniciou nos anos 1980 e continua até os dias atuais, com conceitos de 
globalização da economia que se tornaram mais presentes na vida 
cotidiana da sociedade. Além disso, as comunicações tiveram grande um 
avanço, proporcionando o acesso às informações cada vez mais rápido, 
fazendo com que as culturas, os costumes e os hábitos de consumo 
tivessem mudanças significativas por meio do multiculturalismo e das 
trocas cada vez mais intensas entre os povos. 
Ao explicarmos sobre as seis fases da administração, conseguimos 
entender que em cada uma delas ocorreram marcos importantes que 
acarretaram o surgimento das teorias. Por isso, no próximo tema, iremos 
entender um pouco mais sobre a Teoria Geral da Administração, conhecida 
como TGA. 
TEMA 3 –TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO (TGA) 
O que significa a palavra administração para você? Você já parou para 
pensar que com o decorrer das décadas o significado foi sendo modificado? 
Vejamos. 
A palavra administração vem do latim ad, que significa direção, tendência 
para, com a junção de minister, com o significado de subordinação ou 
obediência. Com isso, administração é aquele que presta um serviço a outro. 
Porém, segundo Chiavenato (2003): 
A palavra administração sofreu uma radical transformação em seu 
significado original. A tarefa da administração passou a ser a de 
interpretar os objetivos propostos pela organização e transformá-los 
em ação organizacional por meio de planejamento, organização, 
direção e controle de todos os esforços realizados em todas as áreas 
e em todos os níveis da organização, a fim de alcançar tais objetivos 
da maneira mais adequada à situação e garantir a competitividade em 
um mundo de negócios altamente concorrencial e complexo. 
(Chiavenato, 2003, p. 11) 
Dessa forma, a administração tornou-se, ao longo das décadas, um 
processo com atos de planejamento, organização, direção e controle para o uso 
de recursos, com o propósito de alcançar os objetivos das organizações. Não se 
 
 
9 
resumindo apenas à prestação de serviço para um superior, ou seja, mantendo 
a relação inicial de operário e patrão. 
Assim como aprendemos anteriormente que as teorias daadministração 
surgiram como uma resposta aos problemas empresariais relevantes de sua 
época e foram bem-sucedidas ao apresentarem soluções para as quais 
surgiram. 
Na medida em que a Administração apresentava essas soluções, outros 
novos problemas e novos desafios iam surgindo, por isso, foi necessário adaptar 
as teorias ou até mesmo modificá-las para que continuassem úteis e aplicáveis. 
Por isso, a TGA é a busca em estudar e discutir a administração em sua 
plenitude, como uma ciência, uma tecnologia e uma arte, principalmente como 
aquela nas organizações que garante a interação e a interdependência entre as 
suas seis variáveis. 
Podemos dizer então que a TGA é nada mais que o estudo de todas as 
teorias e, a partir disso, precisamos considerar que elas se acumulam, sem a 
exclusão de nenhuma contribuição, enfoque e especificação. Todas as teorias 
são válidas, cada uma tem sua abrangência complexa que permite encontrar os 
conhecimentos a respeito das organizações e do processo de administrá-las. 
Assim, no nosso próximo tema, iremos entender um pouco mais sobre a 
administração empresarial e quais as semelhanças e diferenças com a 
administração escolar. 
TEMA 4 – ADMINISTRAÇÃO EMPRESARIAL VERSUS ADMINISTRAÇÃO 
ESCOLAR 
Uma empresa é igual a uma escola? E uma escola é igual a uma 
empresa? Você acha que existem diferenças entre esses dois âmbitos? E 
semelhanças? Já vimos que a administração é um processo que requer 
planejamento, organização, direção e controle de recursos para alcançar 
objetivos. Pensando assim, você acha que a administração empresarial e a 
administração escolar são a mesma coisa? 
É importante, de início, entendermos que a administração empresarial 
ocorre a partir de ações em gerir negócios, recursos ou pessoas com objetivo de 
alcançar metas já definidas anteriormente. É uma área do conhecimento que 
está fundamentada em um conjunto de princípios, normas e funções elaboradas 
para disciplinar a produção que visa sempre o alcance do produto final, com 
 
 
10 
otimização de lucros ou a melhor prestação de serviços, dependendo do ramo 
empresarial. 
Uma empresa não consegue sucesso e lucro sem uma boa 
administração, por isso, está visando sempre na finalidade em organizar 
estratégias e planos de ações adequados para sua área de atuação. 
E você acha que é diferente na escola? A administração escolar também 
consiste no conjunto de teorias sobre o sistema escolar, objetivando na 
organização e aplicação das condições essenciais para que o trabalho seja de 
qualidade e proporcione educação em seu ambiente. 
No entanto, os objetivos de cada uma das administrações citadas, 
empresarial e escolar, são diferentes. Já que na primeira temos um produto final 
tangível, o lucro, e na escola um fim que é difícil de mensurar, que consiste na 
aprendizagem, na formação e na socialização do aluno. 
De acordo com Paro (1999), a escola tem um caráter abstrato, pois presta 
serviços e lida diretamente com o humano, pois o aluno não é apenas 
beneficiário dos serviços, mas também participantes de sua elaboração. Assim, 
na escola, a “matéria-prima” precisa receber tratamento especial, diferente dos 
materiais que participam do processo de produção nas empresas. 
Na administração escolar, devemos considerar a democratização do 
ambiente, pois este deve ser igualitário, proporcionando a participação de todos, 
diferente do que ocorre em uma administração empresarial, por exemplo. 
Salientamos que a administração escolar democrática deve proporcionar 
momentos de reuniões que garantam esforços coletivos entre todos os 
envolvidos para que ocorra a compreensão e a aceitação de que a educação é 
um processo de emancipação humana. 
Assim, explicamos que a administração empresarial e a administração 
escolar apresentam semelhanças e diferenças e que cada uma delas tem suas 
particularidades, precisando ser consideradas como únicas, pois a escola não é 
local de visar lucro, mas sim de formação humana. 
TEMA 5 – TEORIAS ADMINISTRATIVAS E SUA RELAÇÃO COM A GESTÃO 
EDUCACIONAL 
Entendemos que a escola é uma instituição que proporciona o ensino-
aprendizagem e a formação humana, assim, consequentemente, não é uma 
empresa que visa o lucro do produto final. 
 
 
11 
No entanto, podemos citar que existem semelhanças entre um âmbito e 
outro, por exemplo, as habilidades desenvolvidas nesses dois lugares: a 
liderança eficaz, a autonomia, o planejamento, entre outros que decorrem da 
administração e que foram influenciadas por suas teorias. 
Segundo Hora (1994), a gestão educacional tem seus fundamentos na 
Teoria Geral da Administração, já que se desenvolveu historicamente com base 
em três escolas: a primeira foi a clássica, que teve sua consolidação na 
Revolução Industrial; a segunda, a psicossocial, que foi baseada no movimento 
das relações humanas; e a terceira, a contemporânea, que ocorreu entre as 
décadas de 1970 e 1980, ao surgir questionamentos sobre novas perspectivas 
teóricas no âmbito da administração e consequentemente da educação. 
A escola, por muitos anos, principalmente por influência da Revolução 
Industrial, se manteve na teoria clássica, pois o modelo econômico exigia da 
sociedade uma preparação de mão de obra técnica e qualificada e, assim, foi 
preciso que a escola tivesse o papel de treinar e instrumentalizar apenas para o 
mercado de trabalho. 
Por isso, podemos dizer que a administração educacional herdou como 
referencial as teorias em relação à estrutura, o funcionamento do sistema e nos 
modelos organizacionais, por isso, encontramos semelhanças entre elas. 
Para Libâneo (2007, p. 316) o que norteia a prática escolar é “dispor de 
forma ordenada, dar uma estrutura ao planejamento e, principalmente, a ação 
de prover as condições necessárias para realizá-la”. Assim, as escolas existem 
para desenvolver aprendizado e saberes por meio do ensino. 
Por isso, autores da área da educação sempre reforçaram que a 
administração escolar precisa que seus princípios sejam com viés no 
conhecimento e não empresarial, pois deve sempre prevalecer a intenção de 
formação do indivíduo em sua plenitude e não de lucrar com esse processo. 
NA PRÁTICA 
Chegamos ao momento prático da nossa aula! Vamos colocar a mão na 
massa? Agora que você já conhece um pouco sobre a história da administração 
e a influência na administração escolar, vamos refletir sobre as teorias da 
administração. 
Faça uma breve pesquisa na internet sobre cada teoria da administração 
e preencha o quadro a seguir. Tendo como base o que você aprendeu em 
 
 
12 
nossos estudos, em sua pesquisa e com suas experiências pessoais e 
profissionais, justifique por que é importante conhecermos sobre as teorias da 
administração e quais foram as contribuições para a educação. 
TEORIA UM POUCO MAIS SOBRE... 
Teoria da Administração Científica 
Teoria Clássica 
Teoria da Burocracia 
Teoria Estruturalista 
Teoria das Relações Humanas 
Teoria Comportamental 
Teoria do Desenvolvimento 
Organizacional 
 
Teoria dos Sistemas 
Teoria da Contingência 
Novas abordagens da Administração 
JUSTIFICATIVA: 
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________ 
FINALIZANDO 
Nesta aula, demos o primeiro passo rumo a essa área tão encantadora e, 
ao mesmo tempo, desconhecida por muitos. 
Por isso, iniciamos aprendendo que administração, independentemente 
do seu âmbito, é uma ciência,uma tecnologia e uma arte. E que foi a partir da 
Revolução Industrial que foi consolidada como uma área com teorias. 
Compreendemos, também, que a Revolução Industrial foi um marco na 
história da humanidade e, por isso, sua influência não ocorreu apenas na área 
da administração, mas também em toda a sociedade, acarretando uma 
 
 
13 
economia capitalista voltada para a mão de obra e proporcionando, com o 
decorrer dos anos, a evolução da tecnologia. 
Aprendemos, também, que na história da administração surgiram teorias 
conforme as necessidades da sociedade e que atualmente estas podem ser 
agrupadas em seis ênfases. Por isso, concluímos que elas não são contrárias 
umas às outras, e sim complementares, cada uma com sua abrangência, 
permitindo encontrar os conhecimentos necessários em como administrar as 
organizações. 
Percebemos, então, que a teoria geral da administração, conhecida como 
TGA, é a busca constante em estudar, discutir e refletir as teorias da 
administração com o objetivo de garantir a interação e a interdependência entre 
elas. 
Além disso, conseguimos, ainda, compreender que a gestão educacional 
tem seus fundamentos na TGA e que, por muitos anos, se manteve na teoria 
clássica, pois o modelo econômico exigia uma preparação de mão de obra 
técnica e qualificada, e a escola precisava treinar e instrumentalizar para o 
mercado de trabalho. 
Já a escola atual preza pelo processo de ensino-aprendizagem e tem 
como objetivo principal a formação do aluno em sua plenitude, considerando este 
como um sujeito que deve ser reconhecido no mundo e para o mundo. 
Por isso, podemos dizer que a administração escolar tem relações com 
as teorias administrativas e, principalmente, com as influências da administração 
empresarial, porém, elas são diferentes, já que seus objetivos são opostos, uma 
precisa visar o lucro, e a outra, a formação humana. 
É importante salientar que a empresa também deve prezar pela formação 
humana, mas o seu objetivo final não é esta, e sim o lucro. Assim, como as 
escolas, principalmente as particulares, o objetivo principal é a garantia da 
formação humana, mas também visam o lucro. 
Nas próximas aulas, iremos entender um pouco mais sobre o ambiente 
empresarial e escolar. Seguimos juntos. 
Bons estudos! 
 
 
 
14 
REFERÊNCIAS 
ANDRADE, R. Teoria geral da administração. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009. 
CHIAVENATO, I. Introdução à teoria geral da administração: uma visão 
abrangente da moderna administração das organizações. 7. ed. São Paulo: 
Elsevier, 2003. 
_____. Introdução à teoria geral da administração. 9. ed. São Paulo: Manole, 
2014. 
HORA, D. Gestão democrática na escola: artes e ofícios da participação 
coletiva. Campinas: Papirus, 1994. 
LIBÂNEO, J. C; OLIVEIRA, J; TOSCHI, M. Educação escolar: politicas, 
estrutura e organização. São Paulo: Cortez, 2007. 
PARO, V. Administração escolar: introdução crítica. 8. ed. São Paulo: Cortez, 
1999.

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