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Clínica Neuro MIOPATIAS • Miopatia → Músculo (mudanças morfológicas e bioquímicas) → Não relacionadas ao SNC ou SNP. • Doença na qual o músculo sofre mudanças morfológicas e/ou bioquímicas, que não são secundárias a alterações do SNC e dos nervos periféricos • História o Queixa relacionada a motricidade • Exame Neurológico o Hipotonia o Hiporreflexia o Fraqueza muscular o Sensibilidade e coordenação normais → Músculo Miopático: • Proliferação de tecido conjuntivo gorduroso. • Fibras musculares normais, outras com volume aumentado ou diminuído. • Edema que precede a atrofia. • Fibras afetadas: contornos arredondados e necrose segmentar. • Fusos musculares: alterações degenerativas, atrofia, desaparecimento de fibras musculares intrafusais. → Doenças neuromusculares: • Miopatia congênita – nasce com a condição • Hereditárias – Instalação crônica o Distrofias musculares o Distrofias miotônicas • Adquiridas – instalação aguda o Miopatias inflamatórias (sistêmicas) → Quadro clínico: • Atrofia • Dificuldades nas AVD´s • Diminuição da ADM • Deformidades • Acometimento respiratório • Inabilidade Progressiva • Encurtamento muscular • Contraturas • Dificuldades em realizar transferências • Alterações posturais • Fraqueza muscular • Alterações na marcha • Dor • Diminuição do equilíbrio → Miopatia Congênita: • Condição hereditária rara • Manifesta no neonato • Sintomas de hipotonia, hiporreflexia e fraqueza muscular generalizada • Esse tipo de miopatia não tem caráter degenerativo. → Miopatia X Distrofia: • Miopatia: Patologia é confinada ao músculo sem nenhuma anormalidade no nervo periférico, neuropatia ou desordem neurogênica. • Distrofias musculares: constituem um grupo de miopatias caracterizado por serem: o Geneticamente determinadas o Progressivas o Degenerativas o Fraqueza o Musc. Voluntários o Sem outras anormalidades musculares • Distribuição simétrica da fraqueza e atrofia muscular, as sensações intactas e a conservação dos reflexos – maioria → Distrofias musculares ligadas ao X: • Mutações no gene da proteína distrofina em Xp21 = Distrofinopatias. • Distrofina = proteína do citoesqueleto ligada a membrana plasmática → Atua mantendo a integridade da fibra muscular → Degeneração da fibra muscular → Fraqueza muscular progressiva Distrofia Muscular de Duchenne (DMD): Distrofias musculares ligadas ao X • Ausência da distrofina. • Evolução progressiva e rápida. • Frequente na infância > Evidências da anomalia: 3 e 6 anos. • Perda da deambulação: 7 - 13 anos • Óbito: 20 e 30 anos. • 13 a 33 por 100.000 nascidos vivos/ano. • Predominante em homens. • Retardo Mental: 1/3. • Pseudo-hipertrofia: tecido muscular > tecido conjuntivo- gorduroso. • Fraqueza muscular acentuada • Pode levar a morte por insuficiência respiratórias. • Elevação da creatina quinase (CK). • Marcha anserina/ marcha de ganso: fraqueza bilateral do glúteo médio. • Postura lordótica e o abdome protuberante no bipedalismo > Fraqueza dos mm abdominais e Paravertebrais. • Alteração no equilíbrio e atividades gerais > Fraqueza dos extensores de quadril. • Apresentam hiperlordose, incapacidade de andar,aparentam ser menos ativos e suscetíveis à quedas, dificuldade para subir escadas. • Pés bem separados > aumentar a base de apoio; • Sinal de Gowers: Uso das mãos para "escalar" seu próprio corpo a partir de uma posição agachada devido à falta de força muscular no quadril e coxas. Distrofia muscular de Becker: Distrofias musculares ligadas ao X • Forma menos grave. • Distrofina alterada. • 2 a 6 por 100.000 - sexo masculino. • Reconhecida entre 5 e 12 anos. • Marcha: Anda satisfatoriamente até a vida adulta. • Funções psíquicas e condição cardíaca costumam ser normais. • Óbito: raro antes dos 21 anos, normalmente próx 40 anos Duchenne X Becker: • Gene anormal no cromossomo X e no seu produto do gene da distrofina. • Distrofina é ausente em pacientes com Duchenne • Distrofina em estrutura anormal no tipo de Becker. Becker: - Distrofina é anormal; - 5 a 11 anos; - Progressão lenta. Duchenne: - Distrofina ausente; - 3 a 6 anos; - Progressão rápida. • Fraqueza > m. iliopsoas, quadríceps e glúteos > pretibial (pé caindo e andando nas pontas) > músculos da cintura escapular e os mmss > serratil, peitorais, dorsais (menos comum) > cintura pélvica, a coluna lombossacra e os ombros enfraquecem. • Diferença entre DMD e Becker: início e progressão. Distrofia muscular de Emery-Dreifuss: Distrofias musculares ligadas ao X • O defeito em Xq28 e o defeito é dado pela proteína Emerina (regulação da expressão genética). • Progressão lenta com início na infância e parte final da adolescência. • Fraqueza: braço e ombro > cintura pélvica > mmii (distais) • Mm faciais podem ser afetados. • Estado mental intacto. • Cardiomiopatia grave: defeitos de condução sinoatrial e atrioventricular. • Evolução é benigna • Fraqueza e contraturas -cotovelo, mmss e tendão de Aquiles são severas > morte súbita. Distrofia muscular Facioscapulohumeral (FSH): • Lenta e muitas vezes assintomática. • Herança (geralmente) autossômico dominante, cromoss. 4q35. • 5: 100.000 nascidos vivos/ano. • A idade de início: entre 6 e 20 anos. • Primeiras manifestações: dificuldade em elevar os braços acima da cabeça e levantar as escápulas. • Fraqueza bifacial: mm orbicular dos olhos, zigomático e orbicular da bocal, masséteres, os músculos temporais, extra-oculares, são afetados. • Características: o Fraqueza Facial/MMII - tibiais e fibulares (marcha pato). o Fraqueza proximal para distal. o Escápula Alada: "asa de anjo" e as clavículas são proeminentes. o Atrofia dos m. Afetados o Trapézio e peitorais são afetados. Característica ocasional: ausência m. peitoral, supinador ou bíceps. o Os m. da cintura pélvica são afetados mais tarde > hiperlordose. o Minoria: limitação a cadeira de rodas. • Função mental é normal. • Início precoce, evolução rápido, acompanhado por diplegia facial, surdez e descolamento de retina. Distrofia Miotônica: • No locus do cromossomo 19q. • Forma mais comum no adulto. • Multissistêmica. • Atrofia muscular e miotonia > alterações: cristalino, testículo e outras glândulas endócrinas, pele, esôfago, coração e cérebro. • Elevadores de pálpebras, facial, masseter, esternocleidomastóideo e os de antebraço, mão e pretibiais. Distrofia miotônica congênita • Características: o Hipotonia profunda o Diplegia facial ao nascimento; o Queda das pálpebras, o lábio superior protuberante "Boca de Carpa" e a mandíbula caída o Dificuldades na sucção e na deglutição o Insuficiência Respiratória o Atraso no desenvolvimento motor e da fala, atraso doença mental e artrogripose (mal formação na articulação). • De Fukuyama: o Autossômica recessiva o Sintomas neuromusculares graves ao nascimento, micro ou macrocefalia, convulsões e retardo mental e morte aos 10 anos. • Síndrome de Walker-Warburg o Miopatia e anormalidades cerebrais semelhantes o Malformações oculares o Displasia renal Miopatias Inflamatórias: Polimiosite (PM) e Dermatomiosite (DM) • Auto-Imunes e sistêmicas • Adquiridas ao longo da vida • Dor muscular e hipersensibilidade • Acometimento de órgãos/ anormalidades cardíacas desde insignificantes até letais (morte súbita e inesperada) • Sinais sistêmicos: mal estar, febre, perda de peso • Início: Fraqueza indolor na extremidade proximal. → Polimiosite: • Fraqueza idiopática simétrica; • Fraqueza e atrofia muscular : Início insidioso e progressivo - semanas ou meses; • Sem fisioterapia, contratura fibrosa se desenvolve mais rápido nos músculos. • Pode desenvolver em qualquer idade e em ambos os sexos; • A maioria dos indivíduos: 30 a 60 anos • Mulheres predominam em todas as faixas etárias• Febre ou infecção pode preceder a fraqueza muscular → Dermatomiosite na infância: • Fraqueza, rigidez e dor podem ser concomitantes com manifestações cutâneas ou, em casos raros, precedê-los. • fraqueza generalizada, mais severa nos m. dos ombros, quadris e porções proximais. • Uma anomalia usual: marcha nas pontas do pés • Evolução: a fraqueza pode avançar rapidamente e afetar todos os músculos (até mastigação, deglutição, fala e respiração - incapacidade total). Em outros casos pode haver um progresso lento e raramente pode apresentar remissão da fraqueza. Miopatias Não-Inflamatórias: Miopatias causadas por drogas e toxinas → Miopatia alcoólica tóxica: • Fraqueza muscular atribuídas ao alcoolismo. • Vômitos e diarréia, que geralmente precedem o início de fraqueza muscular. • O A força recupera gradualmente em 7 a 14 dias e as concentrações da enzima são normalizadas concomitantemente. • Miopatia alcoólica aguda: Ocorre agudamente em uma embriaguez prolongada: manifestada por dor intensa, sensibilidade, edema, cãibras mm e fraqueza dos membros e tronco (casos graves - danos nos rins). • A restauração da força motora é acompanhada de regeneração, mas pode ocorrer complicações. • Alcoólatras: fraqueza subaguda ou crônica indolor e atrofia dos m. extremidades proximais, especialmente as pernas. • Miopatia alcoólica crónica: efeito tóxico direto do álcool no músculo*. Algunscasos mostram necrose de fibras musculares individuais e outros, sinais de polimiosite; Atuação da fisioterapia: • Manutenção da atividade muscular: o FM: exercícios com resistência manual o Atividade Muscular: Reproduzir a função muscular. o Alívio da dor/desconforto: massoterapia, recursos térmicos, hidroterapia, turbilhão, Terapias alternativas. o Acompanhar a evolução. o Adaptações para funcionalidade. Particularidades: o Duchenne e Becker: postura e progressão o Miotônica: contrações constantes (mãos, fibulares e tibiais) o Cinturas: postura e marcha o Facio-escapulo-umeral: dor torácica, marcha (braquiradial) o Dermatomiosite e poliomiosite: dor, sensibilidade e marcha