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UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA CAMPUS VIII 
CENTRO DE CIÊNCIAS, TECNOLOGIA E SAÚDE 
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVÍL 
DOCENTE: ALBANIZA MARIA DA SILVA LOPES 
DISCENTE: GÉVITON RAFAEL DA SILVA PIMENTA 
DISCENTE: RAILSON BERNARDO TOMAZ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANÁLISE GRANULOMÉTRICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ARARUNA - PB 
25/04/2023 
 
ENSAIO DE GRANULOMETRIA 
 
Géviton Rafael da Silva Pimenta¹: Railson Bernardo Tomaz². 
Análise Granulométrica dos solos é um estudo da distribuição das dimensões dos grãos 
de um solo.com a determinação da dimensão das partículas e suas respectivas 
porcentagens de ocorrência. O conhecimento sobre o estudo da granulometria é 
essencial para a determinação das propriedades físicas de um solo e sua classe, ele 
possibilita o conhecimento de seus atributos para propiciar as operações de construção 
dentro de parâmetros de segurança adequados. Este relatório tem como objetivo 
verificar como se dá a distribuição granulométrica do solo pelo método do peneiramento 
e sedimentação; Como também desenvolver a curva granulométrica do solo através dos 
cálculos feitos com os dados obtidos do ensaio para se estimar as percentagens (em 
relação ao peso seco total), correspondentes a cada fração granulométrica do solo. 
Determinação dos coeficientes de uniformidade e curvatura do solo. Obedecendo as 
normas NBR-7181/ABNT — Análise Granulométrica de Solos e DNER-ME 080/94 - 
Análise Granulométrica por Peneiramento. O método do peneiramento é dividido em 
duas etapas: peneiramento grosso, que compreende as peneiras de abertura de 50,8mm 
até 2,0mm; o peneiramento fino, compreende as peneiras de abertura de 0,42mm até 
0,075mm; o método de sedimentação, compreende peneiras de abertura de 0,062mm até 
0,001mm. É de extrema importância a realização da preparação da amostra do solo para 
o ensaio, o processo de preparação é dado pelo quarteamento e destorroamento, foi 
utilizado 1000g de um determinado solo para a realização do ensaio. O primeiro passo 
depois que a amostra de solo esteve pronta foi o peneiramento na peneira #10 (2,0mm), 
de forma manualmente ou com o agitador mecânico, após o processo de peneiramento, 
reservamos o material passante e o material que ficou retido na peneira #10 (2,0mm) foi 
lavado para que qualquer material pulverulento fosse retirado, logo depois de lavado foi 
levado à estufa por 24 horas a aproximadamente 105°C. Da parte passante na peneira 
#10 (2,0mm), foi retirado aproximadamente 100g para o ensaio de peneiramento fino e 
50g para determinar o teor de umidade do solo. Os 100g reservado para o peneiramento 
fino foi lavado na peneira #200 (0,075mm), após a lavagem, foi levado à estufa por 24 
horas para passar pelo processo do peneiramento fino. Depois de todo este processo, o 
material retido na peneira #10 foi submetido às peneiras que compreendem o 
peneiramento grosso. Todas as peneiras que compreendem de 3pol (76,2mm) até #10 
(2,0mm) foram empilhadas e agitadas, isso fez com que a amostra de solo passasse por 
todas as peneiras e fosse coletado a quantidade retida em cada uma. Para o 
peneiramento fino foi utilizado o material que passou na #10 (2,0mm) e lavado na #200 
(0,075mm), este peneiramento engloba as peneiras #16 (1,2mm) até #200 (0,075mm), 
esse processo é feito da mesma forma que foi realizado o peneiramento grosso, depois 
que a amostra foi passada e retirada em todas as peneiras que compreende o intervalo de 
1,2mm a 0,075mm, é pesado a quantidade retida em cada uma. Feito os dois 
procedimentos é determinado a umidade do material, os pesos retidos nas peneiras e os 
acumulados para proceder na metodologia do cálculo e na verificação das porcentagens 
passantes em cada uma das peneiras. 
Palavras chaves: Granulometria, Peneiramentos, Partículas do Solo. 
ANEXOS 
Sistemas de classificação dos solos 
Sistema 
Tamanho do grão (mm) 
Pedregulho Areia Silte Argila 
AASHTO 76,20 a 2,00 2,00 a 0,075 0,075 a 0,002 < 0,002 
DNIT > 2,00 2,00 a 0,075 0,075 a 0,005 < 0,005 
ABNT 60,00 a 2,00 2,00 a 0,06 0,06 a 0,002 < 0,002 
SUCS 76,20 a 4,75 4,75 a 0,075 < 0,075 
 
Amostra Total Seca 
Amostra Total Úmida 1000g 
Retida nº 10 (Mg) 76,28g 
Passando nº 10 Úmida (Mt-Mg) 923,72g 
Passando nº 10 Seco (Mt-Mg) . F 913,56g 
Amostra Total Seca (Ms) 990,14g 
Tabela 01 
 
Amostra total seca, cálculos. 
Ms = 
(𝑀𝑡−𝑀𝑔)
(100+ℎ)
𝑥100 + 𝑀𝑔 
Ms = 
923,72
100+1,08
𝑥100 + 76,28 = 990,13 
 
 
 Umidade Higroscópica 
 Cápsula nº 1 2 
 Peso bruto úmido (g) 31,10 30,82 
 Peso bruto seco (g) 30,99 30,72 
 Tara da cápsula (g) 21,50 20,70 
 Peso da água (g) 0,11 0,1 
 Peso do solo seco (g) 9,49 10,02 
 Umidade higroscópica (%) 1,159 0,998 
 Média da Umidade higroscópica (%) 1,08 
 Fator de correção (FC) = 100/100+h 0,989 
Tabela 02 
 
Para o peso da água teremos os seguintes cálculos 
Pa1 = PBU – PBS = 31,10 - 30,99 = 0,11 
Pa2 = PBU - PBS = 30,82 - 30,72 = 0,1 
Para o peso do solo seco 
Peso do solo seco (1) = PBS – tara da cápsula = 30,99 - 21,50 = 9,49 
Peso do solo seco (2) = PBS – tara da cápsula = 30,72 - 20,70 = 10,02. 
 
Para a umidade higroscópica 
h= 
𝑃𝑎
𝑃𝑠
𝑥100 
h=
0,11
9,49
𝑥100 = 1,159% 
h=
0,1
10,02
100 = 0,998 
• Média da umidade higroscópica hm= 
1,159+0,998
2
= 1,08% 
 
 
 PENEIRA DA AMOSTRA TOTAL 
 
Peneira 
Peneira 
(mm) 
Material Retido % que passa da 
amostra total 
(Qg) 
 Massa (g) Mi (g) 
 
 3pol 76,2 0 0 100% 
 2pol 50,8 0 0 100% 
 11/2pol 38,1 0 0 100% 
 1pol 25,4 0 0 100% 
 3/4pol 19,1 0 0 100% 
 1/2pol 12,7 0 0 100% 
 3/8pol 9,5 2,63 2,63 99,73% 
 Nº 4 4,8 14,30 16,93 98,29% 
 Nº 8 2,4 43,95 60,88 93,85% 
 Nº 10 2,0 15,40 76,28 92,29% 
 Tabela 03 
 
Porcentagem de material passado em cada peneira cálculos. 
Qg = 
𝑀𝑠−𝑀𝑖
𝑀𝑠
𝑥100 
Qg = 
990,13−2,63
990,13
𝑥100 = 99,73% 
Qg = 
990,13−16,93
990,13
𝑥100 = 98,29% 
Qg = 
990,13−60,88
990,13
𝑥100 = 93,85% 
Qg = 
990,13−76,28
990,13
𝑥100 = 92,29% 
• Gráfico da tabela 3 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tabela 4 
 
• Gráfico da tabela 4 
91
92
93
94
95
96
97
98
99
100
101
1 10 100
P
o
rc
en
ta
g
em
 P
a
ss
a
n
te
(%
)
Peneiras (mm)
Porcentagem Passante da Amostra Total (Qf)
PENEIRA DA AMOSTRA PARCIAL – Mh= 100g 
Peneira Peneira 
(mm) 
Material Retido % que Passa 
da Amostra 
Total (Q) 
Massa (g) Mi (g) 
Nº 16 1,2 7,07 7,07 85,69 
Nº 30 0,6 10,02 17,09 76,35 
Nº 40 0,42 7,11 24,2 69,71 
Nº 50 0,30 6,95 31,15 63,23 
Nº 80 0,18 11,59 42,74 52,42 
Nº 100 0,15 4,36 47,1 48,35 
Nº 200 0,075 11,60 58,7 37,53 
 
Curva de Distribuição Granulométrica 
 
Desta forma, por aproximação gráfica, é possível obter os valore de D10, D30 e D60, e a 
partir das equações, calcula-se os coeficientes de uniformidade e curvatura 
respectivamente, estes expressos abaixo. 
 
Dx= (
𝐷2−𝐷1
𝑙𝑜𝑔%2−𝑙𝑜𝑔%1
)𝑥𝑙𝑜𝑔𝑥 − 𝑙𝑜𝑔%1 + 𝐷1 
D1= 0,15 
D2= 0,075 
D1 = 48,35% 
 D2= 37,53% 
D10= (
0,075−0,15
𝑙𝑜𝑔37,53−𝑙𝑜𝑔48,35
)𝑥𝑙𝑜𝑔10 − 𝑙𝑜𝑔48,35 + 0,15 = 0,853 
D1= 0,15 
 D2= 0,075 
 D1= 48,35% 
 D2= 37,53% 
D30= (
0,075−0,15
𝑙𝑜𝑔37,53−𝑙𝑜𝑔48,35
)𝑥𝑙𝑜𝑔30 − 𝑙𝑜𝑔48,35 + 0,15 = 0,527 
D1= 0,42 
 D2= 0,30 
 D1= 69,71% 
D2= 63,23% 
0,00%
10,00%
20,00%
30,00%
40,00%
50,00%
60,00%
70,00%
80,00%
90,00%
0 0,2 0,4 0,6 0,8 1 1,2 1,4
% que Passa da Amostra Total (Qf)
D60= (
0,30−0,42
𝑙𝑜𝑔63,23−𝑙𝑜𝑔69,71
)𝑥𝑙𝑜𝑔60 − 𝑙𝑜𝑔69,71 + 0,42 = 3,61 
Cu= 
𝐷60
𝐷10
=
3,61
0,853
= 4,23 
CC= 
(𝐷30)2
𝐷10𝑥𝐷60
= 
(0,527)2
0,853𝑥3,61
= 0,277 
 
Baseado nos sistemas de classificações da tabela 4, adotados para o ensaio a amostra foi 
classificada quanto a sua granulometria em pedregulho e areia, ondeas percentagens de 
cada uma dessas frações estão expressas na tabela 5. 
 
 
 
Sistema 
Percentual de cada classe (%) 
 Pedregulho Areia 
 AASHTO 15,40% 58,7% 
 DNIT 15,40% 58,7% 
 ABNT 15,40% 58,7%

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