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Partindo da questão de “como elaborar e gerenciar projetos de forma eficaz?” De forma objetiva, característica está científica afirmo que é necessário ter metodologia. Sabemos que no decorrer de nossa histórica, o método foi algo originado da ciência moderna, especificamente com o filósofo René Descartes, que em sua obra “O Discurso do Método” expõe um caminho para chegarmos a uma verdade indubitável, ou seja, tão segura e tão clara que seríamos incapazes de duvidar, e isto só seria possível aplicando um método que o pensador propõe, como por exemplo, iniciarmos o processo do conhecimento de algo primeiro com as ideias simples até as mais complexas. Agir de forma eficaz no gerenciamento de um projeto exige esforço, dedicação, mas acima de tudo, um percurso que deva ser traçado para atingirmos determinado objetivo. Como afirma o filósofo: A partir do momento em que desejava dedicar- me exclusivamente à pesquisa da verdade, pensei que deveria rejeitar como absolutamente falso tudo aquilo em que pudesse supor a menor dúvida, com a intenção d e verificar se, depois disso, não restaria algo em minha educação que fosse inteiramente indubitável. Quando colocamos o método em evidência, logo nos deparamos com características muito presentes em nosso contemporâneo, como o trabalho em rede, ou seja, as relações de trabalho que cada vez mais exige um conhecimento profundo d a tecnologia e do uso da informação e da horizontalidade das relações. Um líder, um gestor que irá executar, direcionar, elaborar um projeto precisa partir de um Pensamento Crítico, ou seja, pensar as possibilidades, as questões, aquilo que é exequível ou não em determinado contexto o u instituição, como a escola por se tratar de algo presente universalmente em nossa sociedade. Além do Pensamento Crítico, temos como segundo passo a Criatividade e Experimentação, que seria a habilidade de criar algo novo e que agregue valor para as pessoas, aquelas que fazem parte do projeto, afinal, conhecimento só tem valor que agrega da vida dos indivíduo s de forma significativa, como algo capaz de transformar. Por fim, em um terceiro passo temos a Conexão, pessoas e tecnologia cada vez mais interligadas para atuar no mundo e transformá-lo. A partir da pesquisa do Danilo Gandin, pensando um modelo de escola que se utiliza do projeto e do planejamento nesta perspectiva, ele propõe o Planejamento Participativo, que nesta interpretação o planejamento seria o método utilizado: A principal característica do que hoje se chama Planejamento Participativo não é o fato de nele se estimular a participação das pessoas. Isto existe em quase todos os processos de planejamento: não há condições de fazer algo na realidade atual sem, pelo menos, pedir às pessoas que tragam sugestões. Usa - se esta “participação ” até para iludir e/ou cooptar. O Planejamento Participativo é, de fato, uma tendência (uma escola) dentro d o campo de propostas de ferramentas para intervir n a realidade. Ele se alinha ao lado de outras correntes, como o Planejamento Estratégico , o Gerenciamento da Qualidade Total ... Com o tal, ele tem uma filosofia própria e desenvolveu conceitos, modelos, técnicas e instrumentos também específicos. (GANDIN, 2001, P. 81) Contudo, visando concretizar, concluir um projeto desenvolvendo os objetivos propostos não podemos deixar de considerar que a inovação, a capacidade de criar algo novo e agregar valor também possui um método, um caminho possível para desenvolve- lo que ser a capacidade de Observar como as coisas interagem, como funcionam no mundo à nossa volta criando cada vez mais ideias, repertório e competências. Patrocinar sua própria ideia, encontrando as ferramentas necessárias para fazê-la. Criar uma Formatação, um protótipo do que se quer realizar. Perceber a Relevância d o seu projeto e o aprofundamento, ou seja, fincar raízes profundas daquilo que se almeja atingir. Afinal, como afirma Danilo Gandin “para existência de qualquer resultado, não basta uma ideia: junto com ela é necessário um processo lúcido para torná-lo realidade.” Referências: GANDIN, Danilo. A Posição do Planejamento Participativo entre as Ferramentas de Intervenção na Realidade. Currículo sem Fronteiras, v.1, n.1, pp.81-95, Jan/Jun 2001 Rene Descartes, Discurso do Método: https://educacao.uol.com.br/disciplinas/filosofia/rene- descartes-1-o-metodo-cartesiano-e-a-revolucao-na-historia-da-filosofia.html