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CURSO: Direito
	
	CÓD/ DISCIPLINA: DIREITO Penal II
	
	PROFº.: 
	TURNO: MANHÃ
	
	TURMA: 
	SALA: 
	MAT.: 
	NOTA
	GRADUAÇÃO
	ALUNO(A): 
	
	DATA: 26/11/2020 
	AV1 ( ) – AV2 ( X ) – AV3 ( )
	
OBSERVACÕES INICIAIS :
QUESTÕES RASURADAS SERÃO DESCONSIDERADAS
TODAS AS RESPOSTAS DEVEM SER FUNDAMENTADAS NA LEI, DOUTRINA E JURISPRUDÊNCIA PARA VALEREM PONTUAÇÃO
SÓ SERÁ ADMITIDO RECURSO DE FORMA ESCRITA E FUNDAMENTADA NA DOUTRINA DOMINANTE NO PRAZO DE ATÉ UM DIA DA CORREÇÃO
CADA QUESTÃO VALE 2,5 PTS
1)EUNÁPOLIS BASTOS aos 20 anos de idade entrou para uma curta vida de crimes. Mesmo nunca tendo revólver, ele resolveu praticar um delito de roubo contra uma jovem que ia saindo do Caixa Eletrônico do Banco Itaú (saidinha de banco), utilizando-se de grave ameaça, justamente na rua principal de Belford Roxo, subtraindo R$ 10.000,00 (dez mil reais). O fato aconteceu no dia 10 de agosto de 2003, sendo registrado na Delegacia Local. Seus pais, ao tomarem conhecimento do roubo, providenciam a saída do rapaz da cidade para o interior do Estado aonde compram uma belíssima barraca de cachorro quente para que ele fosse trabalhar decentemente. Dez anos depois, o filho EUNÁPOLIS voltou para cidade natal como empresário bem sucedido no ramo quando foi reconhecido por aquela vítima que hoje é uma policial militar e patrulhava justamente a área aonde teria sido roubada. Foi então levado para a DP e os autos do inquérito policial, finalmente, concluídos pelo esclarecimento da autoria, indo ao MP que agora (Novembro de 2014) tem a oportunidade de oferecer denúncia contra EUNÁPOLIS. Como deve proceder o Juiz Criminal diante de todos esses fatos.
R: Neste caso acima o Juiz deverá analisar os artigo 109 do código penal para ver se houver uma prescrição no crime, porque o Eunápolis Bastos praticou um roubo simples realizado sem estar armado, porém foi um crime no qual foi utilizado a grave ameaça, configurando no que é citado no artigo 157 do código penal- Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave ameaça ou violência à pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à impossibilidade de resistência. Tendo uma pena de reclusão de quatro a dez anos, e multa.
2)Bernardo praticou um crime de estupro contra a vítima Amanda Santiago, tendo sido condenado a uma pena de sete anos de reclusão, em regime inicialmente fechado, sendo que o juiz não efetuou qualquer substituição de pena e nem tampouco concedeu sursis. No entanto, durante a tramitação do processo, restou constatado que ele era parcialmente incapaz de entender o caráter ilícito do fato, tendo o juiz, a par de condená-lo, diminuído a sua pena, conforme determina a lei penal. Está correta a decisão do juiz? É cabível a substituição da pena em medida de segurança? Em caso afirmativo, como se daria? Responda, de forma justificada, apresentando os fundamentos jurídicos. 
R: Sim, é cabível a substituição da pena em medida de segurança, por conta do artigo 26, parágrafo único do código penal- A pena pode ser reduzida de um a dois terços, se o agente, em virtude de perturbação de saúde mental ou por desenvolvimento mental incompleto ou retardado não era inteiramente capaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.
3)Juarez Catafesta praticou um crime de lesão corporal grave (apenado com reclusão), mas no decorrer do processo, ficou comprovada a materialidade e autoria do crime praticado pelo réu. Porém, submetido à exame de insanidade mental, verificou-se que em razão de perturbação mental, possuía, ao tempo da ação, parcialmente comprometida sua capacidade de entender o caráter ilícito do fato. Considerando os estudos acerca das medidas de segurança, como deverá ser o tratamento jurídico imposto a Juarez por ocasião da sentença?
R: Por conta da perturbação mental de Juarez Catafesta causará a sua imputabilidade parcial do crime no qual ele cometeu, cabendo ao juiz a aplicabilidade da redução da pena de um a dois terços conforme é citado no artigo 26, parágrafo único do código penal- A pena pode ser reduzida de um a dois terços se o agente em virtude de perturbação mental ou por desenvolvimento metal incompleto, não era inteiramente capaz de entender o caráter ilícito do fato. Caberá também a aplicabilidade da medida de segurança de internação em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico, conforme é citado no artigo 96, Inc. I, do código penal e o artigo 97, parágrafo único do código penal.
4)No dia 06/07/2010, Júlia, nascida em 06/04/1991, aproveitando-se de um momento de distração de Ricardo, subtraiu-lhe a carteira. Após recebimento da denúncia, em 11/08/2011, e regular processamento do feito, Júlia foi condenada a uma pena privativa de liberdade de 01 ano de reclusão, em sentença publicada em 08/10/2014. Nem o Ministério Público nem a defesa de Júlia interpuseram recurso, tendo o feito transitado em julgado em 22/10/2014. Sobre esses fatos, responda aos itens a seguir. 
A) Diante do trânsito em julgado, qual a tese defensiva a ser alegada em favor de Júlia para impedir o cumprimento da pena? 
R: Por Júlia ter apresentado que era menor de 21 anos na data do ato, entre o recebimento da denúncia e a data de publicação da sentença condenatória que foram ultrapassados mais de 3 anos tendo a pena privativa de liberdade definitiva de um ano, conforme o artigo 109, V, do código penal, que prescreve em quatro anos. A tese defensiva a ser alegada em favor de Júlia é sobre a ocorrência da prescrição da pretensão punitiva retroativa, pois como Júlia era menor de 21 anos na data dos fatos, o prazo prescricional dela deverá ser contado pela metade, conforme é citado no artigo 115 do código penal- São reduzidos de metade os prazos de prescrição quando o criminoso era, ao tempo do crime, menor de 21 anos, ou, na data da sentença, ou seja 2 anos. Com isso, o recebimento da denúncia e da sentença condenatória foi ultrapassado esse prazo condenatório de 2 ano, tendo a prescrição da pretensão punitiva retroativa.
B) Quais as consequências do acolhimento da tese defensiva?
R: A consequência do acolhimento da tese é o reconhecimento da extinção da punibilidade de Júlia, conforme é citado o artigo 107, Inc IV, do código penal- Extingue-se a punibilidade: IV- pela prescrição, decadência ou perempção. Em virtude disso, desaparecem também os demais efeitos penais e civis, tais como a reincidência, ou maus antecedents ou mesmo a possibilidade de a condenação como titulo executive no juízo cível.

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