Prévia do material em texto
Aumento de coroa clínica Aula IV- 1ª Unidade, (Karina Sarno) Toda vez que há uma invasão do espaço biológico, será necessário fazer um aumento de coroa clínica para reaver esse espaço que foi perdido. Indicações o Dentes com cáries além da margem gengival (cáries subgengivais/profundas); o Realização de coroas com função estética; o Dentes fraturados com adequado remanescente periodontal; o Dentes com inadequados espaços interoclusais, para que consiga adequado procedimento restaurador; o Melhorar a estética dos dentes anteriores com coroas clínicas curtas e linha de sorriso alta. Contra-indicações o Fraturas dentais estendidas até o terço médio da raiz, ou além dela; o Prognóstico ruim; o Inadequada proporção coroa/raiz (após cirurgia). Procedimentos utilizados para aumento de coroa clínica Cirúrgicos: Gengivectomia com ou sem osteotomia; Retalho reposicionado apicalmente com osteotomia. Obs.: A gengivoplastia não serve para aumento de coroa clínica, ela é uma modificação na morfologia do tecido gengival, é apenas um recontorno gengival, bem superficial. Movimentos ortodônticos: devem sempre ser realizados após terapia básica e para tratamento isolado. Esse tratamento só pode ser utilizado em casos pontuais, geralmente é indicado para um dente específico que está impossibilitado de receber restaurações, dentes que tem defeitos subalveolares, mas que sejam localizados e possuem superfície radicular suficiente para permitir a retenção do elemento dentário. (Menos invasivo) Obs.: - Quando irá fazer o procedimento cirúrgico, seja por retalho ou gengivectomia, e tiver uma quantidade de gengiva inserida adequada com mais de 3mm de tecido coronal à crista óssea, irá precisar apenas remover tecido gengival/ tecido mole; -Quando a gengiva inserida tiver inadequada menos de 3mm de tecido coronal à crista óssea, será feita uma cirurgia à retalho+ recontorno ósseo; - Nos casos de cáries ou fraturas dentárias, a cirurgia deve fornecer em torno de 4mm de extensão apical até a crista óssea. Precisa de pelo menos 1mm de estrutura primária para a colocação de margem e retenção. Gengivectomia Indicação: remoção de bolsas periodontais supra-ósseas, ou seja, não é indicada apenas para aumento de coroa clínica, mas também para diminuir patologias periapicais; Contra- indicação: bolsas periodontais infra-ósseas ou crateras ósseas. Técnica (sem osteotomia): 1. Marcação das bolsas para delinear seu curso; 2. Incisões: Na vestibular e lingual/palatina com gengivótomo de Kirkuland; Entre os dentes com gengivótomo de Orban, se necessário, bisturis de Bard- Parker com lâmina 15C e tesouras utilizados como instrumentos auxiliares. As incisões devem ser em bisel a aproximadamente 45º com a superfície do dente e recriar o padrão festonado da gengiva. 3. Remoção da parede excisada da bolsa; 4. Curetagem do tecido de granulação; 5. Cimento cirúrgico. Retalho reposicionado apicalmente para aumento de coroa Indicações: sítios onde as bolsas periodontais são muito grandes, se estendem além da Junção mucogengival (JMG). Técnica: 1. Incisão em bisel interno; 2. Incisão sulcular; 3. Descolamento do retalho; 4. Incisões interdentais; 5. Remoção da porção do tecido que contém a parede da bolsa; 6. Incisões verticais além da JMG; 7. Remoção do tecido de granulação, RAR e osteotomia, caso necessário; 8. Reposição apical do retalho; 9. Sutura. Não é feito na Graduação. Movimentação Ortodôntica (não cirúrgico) Indicações: Erupção forçada com ressecção óssea mínima utilizada para tratamento de dentes anteriormente “sem esperança”. Contra-indicações: razão coroa-raiz inadequada. Uma força ortodôntica muito lenta pra estabelecer a coroa novamente. Retalhos para acesso restaurador Cunha Interproximal o Quando as papilas vestibulares e linguais estão separadas formando uma cratera; o Casos de hiperplasias comum em cáries profundas. Cunha Distal o Região dos últimos molares inferiores ou superiores; o Remoção de tecido na região distal, para reabilitar o elemento dentário. Intervalo de tempo entre cirurgias periodontais e restaurações: De 8 a 10 semanas, para assegurar o tempo de cicatrização e maturação do tecido conjuntivo, inserção epitelial e sulco gengival. Enquanto isso, o dente fica com restauração provisória, ex.: selante, ionômero. Considerações Estéticas Altura da papila: estabelecida por nível do osso, espaço biológico e forma da ameia gengival. O que é Ameia gengival? Espaço em que a papila fica acomodada, ou seja, a parte do tecido que contorna o dente. Espaço interproximal ideal, em que a papila fica acomodada de forma passiva sem interferência, deve ser estendido até o topo da papila para não reter alimentos. A ponta da papila deve estar entre 4,5 a 5mm acima do osso interproximal. Margens das restaurações: devem estar subgengivalmente; o perfil de emergência da restauração não deve favorecer o acúmulo de biofilme e nem da compressão exagerada do tecido gengival; nas restaurações indiretas, os tecidos gengivais podem se adaptar por 4-6 semanas com restauração provisória de ser feita a prótese definitiva. Considerações oclusais Harmonia oclusal: restaurações que não estão em conformidade com a oclusão correta podem causar desajuste oclusal e prejudica os tecidos periodontais, trazendo um trauma oclusal, como por exemplo: mobilidade dentária ou recessão gengival. Situações clínicas possíveis de trauma oclusal: -Trauma primário: periodonto sadio de altura normal; -Trauma secundário: periodonto sadio de altura reduzida, ex.: paciente que atualmente não tem doença periodontal, mas já teve, então ele tem um periodonto reduzido, caso sofra um trauma em cima de um periodonto reduzido. -Periodonto doente, perda óssea angular (radiograficamente visível) e aumento da mobilidade dentária, profundidade de sondagem. SINAIS SINTOMAS Hipertonicidade muscular; Dor muscular; Mobilidade dentária aumentada; Dor periodontal; Migração dentária. Dor pulpar; Abcessos periodontais. Sensação de apertamento dentário. Sinais radiográficos: alteração da lâmina dura; alteração do espaço periodontal; rarefação óssea alveolar; reabsorção óssea alveolar; reabsorção radicular e calcificações pulpares.