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Aumento de Coroa Clínica
-Indicações: 
-Quantidade inadequada de estrutura dentária para a terapia protética
-Casos em que a linha de fratura está na região subgengival
-Casos em que a lesão de cárie está na região subgengival
-Melhorar a estética de dentes anteriores 
-Contra-indicações:
-Falta de plano de tratamento adequado
-Higiene deficiente do paciente
-Dente sem valor estratégico (como dentes condenados a Exodontia)
-Dente com envolvimento de furca avançado
-Finalidade:
-Exposição de estrutura dentária sadia:
-Técnicas para o aumento de coroa clínica:
-Retalho posicionando apicalmente, incluindo ressecção óssea
-Extrusão dentária
-Objetivo: Preservar o espaço biológico + sulco gengival
-OBS: -Espaço biológico (Espaço de inserção supracristal) = estruturas realmente aderidas ao dente (EJ, IC)
-Distância biológica = é a distância que vai do epitélio juncional até a crista óssea
-OBS: Podemos reposicionar o retalho apicalmente sem recontorno ósseo (casos de hiperplasia gengival) e podemos reposicionar o retalho apicalmente com recontorno ósseo
-Exposição gengival proporcional
-Aumento de Coroa Clínica Funcional:
-ACC com objetivo de recuperar a função elemento dentário
-Extrusão dentária por fibrotomia:
-Evita-se que a crista óssea acompanhe a raiz no sentido coronal através da desinserção das fibras supracristais do tecido conjuntivo
-Utiliza-se o bisturi com intervalos de 7 a 10 dias durante a extrusão ortodôntica
-Fazemos um Aumento de Coroa Clínica quando queremos recuperar o espaço biológico. Somente podemos invadir 0,5 (sulco gengival mede 0,69 mm) em um procedimento protético (com a broca). Não podemos invadir o epitélio juncional e inserção conjuntivo. Toda vez que uma cárie ou fratura ou trepanação afeta o espaço biológico, devemos restabelece-lo através de um aumento de coroa clínico (preciso desgastar osso)
-Toda vez que desgastamos osso, perdemos estrutura de suporte do dente
-Quando fazemos ACC, devemos desgastar no mínimo 3mm. A raíz ficou comprometida pela falta de suporte, assim devemos ter cuidado com o suporte restante (quanto de raiz ainda vai ter dentro do osso?). No mínimo: Proporção 1:1. Devemos ter 10 mm de dente dentro do osso e 10 mm de dente para fora do osso. Se houver mais dente para fora do osso do que para dentro, o dente está condenado
-Classificação dos retalhos periodontais:
-Se dividem em 3 grupos:
-Com base na exposição óssea após o deslocamento do retalho
-Com base no reposicionamento do retalho após a cirurgia 
-Com base no manuseio da papila
-Com base na exposição óssea após o deslocamento do retalho:
-Se divide em:
 -Retalho de espessura total (mucoperiósteo)
-Todo o tecido mole, incluindo o periósteo, é deslocado para expor o osso
-Indicações:
 -Aumento de Coroa Clínica
 -Bolsas infra-ósseas
 -Intervenções ósseas regenerativas (enxerto ósseo, por exemplo)
 -Retalho de espessura parcial (mucoso)
-Apenas o epitélio e uma camada de tecido conjuntivo é rebatido
-Osso ainda fica recoberto por uma outra camada de conjuntivo e periósteo
-Indicações:
 -Deslocamento de retalho
 -Quando não quer se expor osso
 -Cirurgias mucogengivais (enxerto gengival, por exemplo)
Tipos de incisões para fazer um retalho periodontal:
-Bisel interno ou inverso
-É uma incisão que tem a direção de incisal para apical e possui uma inclinação de 45 graus com relação ao eixo do dente. Distante da margem gengival
-Sulcular
-É uma incisão que tem a direção de incisal para apical e possui uma inclinação mais paralela ao longo eixo do dente.
-Interdentária 
-É feita na mesma posição da bisel interno, porém inclinada 90 graus com o longo eixo do dente
-OBS: Gengivoplastia: remoção de tecido gengival em que o objetivo principal é remodelar o tecido gengival (mais estético)
 Gengivectomia: remoção de tecido gengival em que o objetivo principal é remover o excesso de tecido gengival (menos estético)
-Técnica cirúrgica – primeiro passo 
-Medir com a sonda periodontal o tamanho da bolsa internamente, transportando essa medida para a face externa, fazendo-se uma marcação com a sonda perpendicular a gengiva
-Esse procedimento ajuda na primeira incisão 
-Técnica cirúrgica – segundo passo
-Primeira incisão: bisel interno 
-Com a lâmina de bisturi 15C, inclinada em 45 graus, em relação ao eixo axial do dente, fazer uma incisão até a crista óssea alveolar, por vestibular e palatina 
-Fazemos somente nos dentes em que queremos fazer o aumento de coroa clínica 
-Técnica cirúrgica – terceiro passo
-Segunda incisão – sulcular 
-Com a lâmina colocada internamente no sulco, fazer uma incisão contornando toda a extensão do dente (vestibular, palatina e/ou lingual)
-Fazemos nos dentes em que queremos fazer o aumento de coroa clínica e um dente para posterior de cada lado 
-Técnica cirúrgica – quarto passo 
-Terceira incisão – horizontal/interdentária 
-Uma terceira incisão poderá ser necessária, com um gengivótomo (kirkland) ou lâmina de bisturi 15C, perpendicular ao processo alveolar do dente, coincidindo com a primeira incisão 
gengivótomo de kirkland 
-Técnica cirúrgica – quinto passo 
-Remover com uma cureta periodontal (Mccall) toda gengiva incisada (colarinho, tecido de granulação pertencente à bolsa periodontal) para diminuir o sangramento e permitir melhor visualização da área a ser tratada
-Técnica cirúrgica – sexto passo 
-Debridamento do tecido mole 
-Com uma cureta de molt nº 2-4, um sindesmótomo ou um destaca periósteo, debridar a gengiva vestibular palatina até ultrapassar a linha mucogengival permitindo acesso ao tecido ósseo e também a gengiva palatina 
-Técnica cirúrgica – sétimo passo 
-Remover com uma cureta periodontal todo o tecido de granulação para diminuir o sangramento e facilitar visualização da área 
-Utilizar gaze esterilizada com movimento de serra-serra para remover tecido de granulação residual 
-Técnica cirúrgica – oitavo passo 
-Descontaminação mecânica
-Remover com uma cureta periodontal todo o cálculo residual da superfície radicular 
-Realizar além de raspagem, o alisamento radicular 
-Técnica cirúrgica – nono passo
-Osteotomia (remoção de osso em altura) e Osteoplastia (remoção de osso em espessura) – recuperação das distâncias biológicas e fisiologia do rebordo alveolar 
-Para o tratamento ósseo, utilizar uma broca em alta rotação com bastante irrigação em regiões distintas da superfície dentária (vestibular, lingual ou palatina)
-Quando o osso estiver bem fino, junto ao dente, utilizar cinzéis 
-Se a estrutura óssea vertical estiver no mesmo nível da JEC, há necessidade fazer o procedimento de osteotomia. Se o paciente tiver uma maior proeminência e mais estrutura óssea na região da gengiva, precisamos fazer osteoplastia
-Devemos remover osso em uma altura de 3 mm
-Em casos que não precisamos fazer uma osteoplastia, podemos fazer uso de cinzeis para remover o osso (longo eixo do cinzel paralelo com o longo eixo do dente, movimento de apical para cervical)
-Em osteotomia, usamos brocas cilíndricas com diamantes apenas na parte de cima (ex: 2173)
-Em osteoplastia, usamos brocas esféricas, cinzel de ochsenbein (colocamos a ponta ativa perpendicular ao longo eixo do dente e giramos do ápice p/ coroa), cinzel de rhodes (oesteoplastia final, movimentos com a ponta perpendicular com o longo eixo do dente- metade pro dente e metade pro osso) 
-Técnica cirúrgica – décimo passo 
-Confecção de regularização das interfaces alveolares 
-Odontoplastia nas raízes 
-Osteotomia e Osteoplastia 
-Técnica cirúrgica – décimo primeiro passo 
-Posicionar o tecido marginal ao nível do rebordo ósseo, bem justaposto, sem provocar isquemia para não correr o risco de necrose tecidual 
-Proteger a área cirúrgica com cimento cirúrgico por 7 dias 
-Sutura em 8 ou colchoeiro vertical (posiciona mais para a apical o tecido)