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Prótese parcial removível

Apostila sobre Prótese Parcial Removível: sequência de procedimentos; consulta inicial (anamnese e moldagem de estudo); avaliação dos dentes pilares; moldeira e modelo de trabalho; estrutura metálica e prova; registro maxilomandibulares; seleção, montagem e prova dos dentes; instalação; nichos; grampos; selas e conectores; classificação de Kennedy e Regras de Applegate.

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Prótese Parcial 
Removível
William Santos
@odontocomwill
Licensed to Luiz Eduardo Nunes de Sá - eduardonunes39@outlook.com - 15382860688
William Santos
@odontocomwill
1
Conteúdos
Tabela sequência dos procedimentos (pág. 2)
Consulta inicial – anamnese e moldagem de estudo (pág. 3)
Estrutura metálica (pág. 11)
Registro das relações maxilomandibulares (pág. 12)
Seleção dos dentes artificiais (pág. 14)
Montagem dos dentes em cera (pág. 15)
Prova dos dentes em boca (pág. 16)
Instalação (pág. 17)
Confecção dos Nichos (pág. 18)
Tipos de grampos (pág. 20)
Selas e Conectores (pág. 25)
Referências (pág. 28)
Avaliação das condições dos dentes pilares (pág. 3
Prova da estrutura metálica (pág. 10)
Tratamento prévio (pág. 3)
Confecção da moldeira individual (pág. 11)
Molde ideal (pág. 4)
Assentamento final (pág. 11)
Desinfecção (pág. 4)
Delineamento do modelo de estudo (pág. 6)
Preparo de boca e moldagem de trabalho (pág. 6)
Restauração em resina (pág. 7)
Classificação de Kennedy (pág. 8)
Regras de Applegate (pág. 9)
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2
TABELA SEQUÊNCIA DOS PROCEDIMENTOS
Procedimentos a serem executados
1° SESSÃO
2° SESSÃO
3° SESSÃO
4° SESSÃO
5° SESSÃO
6° SESSÃO
7° SESSÃO
 Exame clínico
 Exame radiográfico
 Moldagem anatômica
 Obtenção e análise do modelo de estudo.
 Delineamento do modelo de estudo
 Planejamento na folha
 Preparo dos pilares: confecção de nichos es desgastes a partir do 
modelo, plano guia, área retentiva, adequação do equador protético
 Obtenção do modelo de trabalho.
 Planejamento da estrutura metálica e preparo de guias de transferência
 Confecção de estrutura metálica
 Prova da estrutura.
 Registro das relações maxilomandibulares, montagem no asa
 Seleção e montagem dos dentes.
 Prova de dentes em boca
 Acrilagem.
 Instalação
 Proservação
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Consulta inicial – anamnese e moldagem de estudo
William Santos
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3
Exame clínico e radiográfico:
Exame extraoral:
Avaliação das condições dos dentes pilares:
Exame radiográfico:
Dente com mobilidade:
Tratamento prévio:
 Durante a anamnese, os objetivos iniciais do cirurgião 
dentista é de conhecer o perfil do paciente, buscando avaliar a existência de qualquer 
problema de saúde sistêmicos, locais ou até mesmo algum problema físico que possa 
afetar o tratamento deste paciente. Nessa etapa de exame clínico, devem ser 
anotados todas as informações pertinentes do usuário, registrando tudo em sua ficha 
clínica (incluindo a história do paciente e sua expectativa deste com relação ao 
tratamento).
 alguns aspectos como a assimetria facial, forma do rosto, as 
condições da articulação temporomandibular devem ser observadas. Já durante o 
exame intraoral deve-se avaliar como se encontra os tecidos moles do paciente, 
palpar a musculatura deste, a altura do rebordo (se este é alto, normal ou 
reabsorvido), o tipo de mucosa (flácida, rígida ou compressível) e a distância da 
margem gengival até o assoalho bucal, de forma a planejar o tipo de conector esse 
paciente pode precisar.
 procurando como se encontra o suporte 
ósseo e periodontal desses dentes, se estes possuem mobilidade, a integridade das 
superfícies coronárias dos dentes remanescentes, o número e distribuição dos dentes 
que ainda residem na cavidade bucal e algumas alterações da oclusão (plano oclusal 
também deve ser observado e registrado). Caso o paciente já possua uma PPR ou já 
tenha usado, todas as informações de uso e condições das próteses antigas devem 
ser obtidas.
 Após esses procedimentos, ainda deve ser realizado os exames 
radiográficos (periapicais) dos dentes pilares com o intuito de determinar a proporção 
coroa/raiz dos dentes remanescentes e condição do tecido ósseo associado. Caso o 
dente pilar já tenha sofrido uma obturação, o exame radiográfico também irá indicar 
a qualidade deste canal. Além disso podemos solicitar uma radiografia panorâmica 
com o intuito de obter mais informações a respeito de alguma alteração nos ossos 
maxilares que possam ser de extrema importância para o diagnóstico e planejamento 
terapêutico do caso.
 caso o elemento dental possua alguma mobilidade, não 
necessariamente ele será contraindicado para ser utilizado como pilar, sugere apenas 
cuidados adicionais que devem ser tomados durante o planejamento e execução da 
PPR com o intuito de conseguir melhores condições de estabilização.
Fotografias pré-tratamento: Durante a essa etapa de anamnese, pode-se realizar 
fotografias do paciente, tanto frontal quanto de perfil, para futuras comparações e 
arquivamento do estado pré-tratamento.
 De posse dos achados clínicos e radiográficos pode se fazer 
necessária a realização de algum tratamento prévio, como raspagem, alisamento 
coronário, endodontia, cirurgia e restauração preparo pré-protética, para adequar a 
cavidade oral com o intuito de começar a reabilitação propriamente dita.
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Desinfecção: Idealmente, o molde de 
alginato deve ser vazado imediatamente 
após o ato de moldagem, lavagem em água 
corrente e desinfecção. Depois de ter sido 
aprovado, este ser lavado em água corrente 
para remover qualquer tipo de saliva ou 
possíveis traços de sangue. Após o processo 
de lavagem, o molde deve ser borrifado com 
hipoclorito de sódio a 1% ou glutaraldeído a 
2%, e acondicionado em algum recipiente 
ou saco plástico fechado por 10 minutos. 
Após esse tempo o desinfetante deve ser 
removido para lavagem em água corrente.
William Santos
@odontocomwill
4
OBS: caso a PPR seja para um modelo inferior (mandibular), é importante que a 
medida da distância do assoalho da boca até as margens gengivais dos dentes 
inferiores seja obtida na boca do paciente e não no modelo de gesso, uma vez que no 
modelo pode haver alterações em comparação ao da boca do paciente.
 Durante a escolha da moldeira, vale a pena ressaltar que está 
deve ser escolhida de acordo a extensão e profundidade do rebordo, iniciado as 
tentativas a partir do tamanho médio, e está deve recobrir toda a extensão do rebordo 
deixando 2 a 3 mm de espaço livre em todos os sentidos. Como material de 
moldagem, o hidrocoloide irreversível (alginato) está adequado para uso neste 
momento, e o mesmo deve ser utilizado de acordo as especificações do fabricante.
Escolha da moldeira:
Moldagem de estudo: O próximo 
procedimento a ser realizado ainda nessa 
etapa da primeira consulta clínica é a 
moldagem de estudo, por meio de 
moldeiras perfuradas pré-fabricadas. A 
moldagem preliminar ou de estudo irá visar 
obter o modelo anatômico que contenha 
informações tais quais anatomia dos dentes 
e os rebordos residuais, que servirão para a 
avaliação da oclusão, avaliação no 
delineador, ajudará na montagem em 
articulador semiajustável, confecção de 
moldeiras individuais (quando necessário) e 
planejamento da estrutura metálica da 
prótese.
Molde ideal: O molde para ser considerado ideal, deve atender a algumas demandas 
tais quais bordas arredondadas, espessura uniforme do material de moldagem, 
superfície do material distribuído uniformemente na moldeira, correta centralização e 
reprodução detalhada da anatomia do rebordo residual e dos dentes remanescentes. 
Caso o modelo possua bolhas em áreas críticas, ou extensão limitada ou até mesmo 
deslocamento do material da moldeira, é fortemente aconselhado repetir o 
procedimento de moldagem.
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Materiais a serem utilizados: Kit clínico, sonda OMS, esfigmomanômetro, 
estetoscópio, filme radiográfico (radio periapical dos dentes pilares), colgaduras para 
RX, alginato, dosador para alginato (pó/liq), moldeiras, gral de borracha,espátula 
plástica e metálica, faca para gesso III e IV, faca para gesso, articulador, cera 7, cera de 
utilidade, espátula lecron, lamparina, álcool 96, isqueiro, hipoclorito de sódio a 1% ou 
glutaraldeído a 2% (desinfecção do molde), recipiente ou saco plástico para 
acondicionamento do modelo de estudo.
William Santos
@odontocomwill
5
Vazamento do gesso: Após o paciente ser liberado, o vazamento dos moldes deve ser 
feito com gesso pedra. A manipulação do gesso deve ser feita com observância da 
proporção água e pó fornecidos pelo fabricante. O vazamento deve ser feito sob 
vibração, colocando-se pequenas porções de gesso, que por sua vez deve fluir por 
todo o molde e novas porções de gesso devem ser colocadas apenas nas áreas onde o 
gesso já penetrou, para evitar a inclusão de bolhas de ar. A parte crítica da impressão 
(dentes e rebordo) pode ser preenchida com gesso tipo III ou IV, pode adicionar o 
gesso de base (gesso pedra tipo III), tomando sempre cuidado de hidratar o modelo já 
vazado, preferencialmente em água gessada. O modelo deve ser removido do molde 
após presa final do gesso, cerca de 45 a 60 minutos após o vazamento.
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Delineador: O delineador é uma peça fundamental para se obter sucesso na 
construção da PPR, pois ele permite que um braço vertical estabeleça contato com os 
dentes e as cristas do rebordo do modelo dentário, de forma que se possam 
identificar as superfícies paralelas e os pontos de contorno máximo, denominadas 
linhas equatoriais. Os passos para a correta execução do delineamento são:
William Santos
@odontocomwill
6
Delineamento do modelo de estudo: É um procedimento de diagnostico que tem 
por característica, coletar as informações a respeito da forma e contorno dos dentes 
pilares e tecidos adjacentes. Com essas informações fica possível o planejamento dos 
preparos que terão de ser realizados nos dentes pilares da PPR. Serve também para 
estudar e avaliar o paralelismo ou sua ausência entre as superfícies dentais entre si, e 
entre os dentes e o rebordo ósseo a ser utilizado como suporte.
Delineamento do modelo de estudo
1. Definir a trajetória de inserção paralela ao plano 
oclusal;
2. Fixar a mesa e registrar a posição selecionada;
3. Posicionar o grafite na bainha e fixar o conjunto no 
mandril;
4. Movimentar a mesa e o grafite, acompanhando a 
gengiva marginal;
5. Demarcar os equadores protéticos dos dentes 
remanescentes que servirão de pilares;
6. Fazer a análise dos efeitos protéticos dos retentores e 
desenho preliminar da PPR, e calibrar os modelos.
Pontas do delineador: No conjunto de pontas do 
delineador, são encontrados calibradores de 0,225 mm, 
0,5 mm e 0,75 mm, a seleção do calibrador a ser 
utilizado dependerá do tipo de liga com a qual a 
estrutura metálica será fundida e da retenção 
desejada, quanto mais maleável for a liga, maior o 
diâmetro deverá ter o calibrador.
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Preparo de boca e moldagem de trabalho:
Restauração em resina:
Nicho lingual: 
Nicho sem dentes posteriores:
OBS:
 O preparo de boca específico para PPR, é 
guiado pelo delineamento: planos-guia, área retentiva, adequação do equador 
protético e confecção de nichos. Ele é responsável por alterações da forma e do 
contorno dos dentes pilares, para proporcionar o melhor direcionamento das forças 
advindas da mastigação e da trajetória de inserção e remoção, e tem a finalidade de 
promover retenção, estabilidade e suporte à prótese.
 É interessante buscar a confecção de nichos regulares sendo 
necessária a confecção de uma restauração com resina composta, aumentando o 
tamanho do cíngulo para em seguida, o nicho ser preparado.
devem apresentar forma de degrau com o longo eixo do dente no 
sentido mesiodistal e sentido proximal.
 devem apresentar forma triangular arredondada, com 
o vértice voltado para o centro do dente e a parte mais larga voltada para a proximal. 
No sentido vestíbulo lingual deve envolver metade da distância entre as pontas das 
cúspides vestibular e lingual. No sentido mesiodistal, deve estender-se até metade da 
raiz em dentes monorradiculares e em dentes com mais de uma raiz, abranger pelo 
menos uma delas. A profundidade deve ser de 1,5mm.
 Todo preparo deve ser realizado em esmalte por se tratar de um preparo para 
instalação de uma prótese removível. Para que seja corretamente delineado, deverá 
conter uma perfeita definição dos dentes e tecidos moles de modo a possibilitar a 
avaliação da inclinação dos dentes e da capacidade retentiva dos futuros grampos.
Modelo de trabalho: O modelo de trabalho é obtido através de um molde realizado 
após o preparo final da boca do paciente, e tem a finalidade de orientar o protético na 
construção da PPR.
William Santos
@odontocomwill
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Zona retentiva do dente: A partir da determinação do equador protético é possível 
estabelecer a zona retentiva do dente. Área esta que deverá receber a ponta retentiva 
do grampo.
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Modelo de trabalho:
Materiais a serem utilizados:
 O modelo de trabalho é obtido através de um molde realizado 
após o preparo final da boca do paciente, e tem a finalidade de orientar o protético na 
construção da PPR.
 Silicone de condensação, alginato, grau de borracha, 
espátula plástica e metálica, moldeira, modelo de trabalho vazado com gesso especial 
tipo IV, planos guia, lamparina, álcool 96, régua fox, escova de robson, caneta de baixa 
rotação, caneta de alta rotação, brocas diamantadas 2131 ou 2130, cera 7, cimento 
provisório, resina composta, espátula de inserção de resina, adesivo, ácido, microbrush 
(em casos de necessidade de aumentar o cíngulo para confecção dos nichos nos 
dentes pilares com resina composta), disco calibrador de 0,25 mm (áreas retentivas), 
moldeira individual, broca maxicut, disco carborundum ou disco diamantado e com o 
auxílio de um lápis cópia, godiva de baixa fusão, espátula Lecron, adesivo, pasta ou 
elastômero, hipoclorito de sódio a 1% ou glutaraldeído a 2% (desinfecção do molde).
William Santos
@odontocomwill
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Classificação de Kennedy
Classe I: a arcada dentária apresenta o desdentamento bilateral, ou seja, dos dois 
lados. Além disso, a área atingida é a posterior aos dentes remanescentes;
Classe II: a arcada dentária apresenta o desdentamento unilateral, ou seja, em apenas 
um lado. Assim, como na classe I, a área afetada é a posterior aos dentes 
remanescentes
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Classe III: a arcada dentária apresenta o desdentamento unilateral. No entanto, a área 
desdentada é intercalada com dentes remanescentes. Ainda, pode acontecer tanto na 
parte posterior como na anterior;
William Santos
@odontocomwill
9
Classe IV: a arcada dentária apresenta o desdentamento bilateral. Além disso, atinge 
a parte anterior aos dentes remanescentes. Percebe-se que o desdentamento cruza a 
linha média
Regras de Applegate: Uma década depois, ou seja, em 1935, um outro estudioso, 
Applegate, sugeriu algumas regras para controlar a aplicação das classificações de 
Kennedy na área da odontologia. No total, são 8 regras que estabelecem:
1. A área desdentada posterior é a responsável por determinar a classificação;
2. Quando um paciente passa por qualquer extração dentária, a classificação deve ser 
determinada depois do procedimento;
3. Nas situações em que há ausência do terceiro molar e ele não é substituído, não é 
feito a inclusão dele durante a classificação;
4. Nas situações em que há presença do terceiro molar e ele for utilizado como 
suporte, é feito a inclusão dele durante a determinação da classificação;
5. Nas situações em que há ausência do segundo molar- e ele não é substituído- não éfeito a inclusão dele durante a classificação;
6. São consideradas modificações as áreas desdentadas que são adicionais. Neste 
caso, elas são subdivididas por números;
7. As extensões dessas áreas de modificações não são consideradas durante a 
classificação;
8. A classe IV não considera as áreas de modificações.
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William Santos
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Planejamento de estrutura metálica: O 
planejamento é definido com 
procedimento de coleta de dados precisa 
e abrangentes, visando informar o estado 
de saúde bucal dos pacientes. Através de 
informações obtidas, torna-se possível 
diagnosticar os problemas e elaborar o 
plano de tratamento afim de se obter um 
melhor prognostico. Assim, no modelo de 
trabalho deverá haver uma representação 
gráfica da estrutura metálica 
mentalmente planejada, com todos os 
elementos constituintes da PPR: apoios; 
grampos; conectores maiores; selas e 
conectores menores.
Desenho: 
Prova da estrutura metálica: 
O desenho da estrutura 
metálica planejada deve ser enviado 
juntamente com o modelo de trabalho, no 
modelo de estudo e/ou na requisição do 
laboratório.
Nesse passo, 
deve-se conferir primeiro o desenho da 
estrutura metálica no modelo, procurando 
achar uma harmonia entre o modelo de 
estudo e o desenho. Após feito isso, deve-
se avaliar como foram feitos o acabamento 
e o polimento da estrutura metálica no 
modelo, estando sempre atento se há 
áreas no gesso desgastadas, pois estas 
podem indicar que estruturas rígidas 
estão em áreas retentivas.
Estrutura metálica
Ajuste na estrutura metálica: Para ajustar essa estrutura metálica da PPR, o cirurgião 
dentista deve ser capaz de identificar algumas áreas de interferência e compressão 
por meio de evidenciadores (como carbono líquido, entre outros), este deve ser 
aplicado a estrutura nas superfícies de contato com os dentes em uma fina e 
uniforme camada. Vale lembrar que a estrutura nunca deve ser forçada ao local caso 
encontre alguma resistência significativa. Durante a prova da estrutura na boca do 
paciente, deve ser observado se sua inserção e remoção coincide com a trajetória 
proposta e predeterminada pelo delineamento, tendo atenção também no 
assentamento total dos apoios sobre os nichos.
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William Santos
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Confecção da moldeira individual: Depois 
de verificada a adaptação da estrutura 
metálica, esta deve ser desinfetada e 
retornar ao modelo de trabalho para a 
confecção da moldeira individual sobre a 
grade da estrutura metálica.
Assentamento final: Um alívio com cera 7 deve ser realizado sobre o modelo 
previamente isolado, na região correspondente ao espaço protético, com prévio 
isolamento desta área do modelo. Após isso, a sela metálica deve ser aquecida e 
colocada em posição sobre o modelo até
́
 o seu assentamento final. A cera que ficará 
contida nas grades da sela deve ser removida para aumentar a retenção da resina 
acrílica autopolimerizável, a qual deve ser manipulada e acomodada sobre o modelo 2 
mm aquém da área chapeável, com a estrutura metálica em posição.
Materiais a serem utilizados: Estrutura metálica da PPR, agentes evidenciadores 
como: carbono líquido, corretivos brancos à base de água e pastas indicadoras de 
pressão, hipoclorito de sódio a 1% ou glutaraldeído a 2% (desinfecção do molde), 
isqueiro, álcool 96, lamparina, cera 7, resina acrílica autopolimerizável (pó/liq), pote 
paladon de vidro, modelo de trabalho, vaselina líquida, pincel, pote dappen, espátula 
número 36, dosador, brocas, articulador, escala de cores para dentes de acrílico, 
moldeira individual, broca maxicut, disco carborundum ou disco diamantado e com o 
auxílio de um lápis cópia, godiva de baixa fusão, espátula Lecron, adesivo, pasta ou 
elastômero, hipoclorito de sódio a 1% ou glutaraldeído a 2% (desinfecção do molde).
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12
Registro das relações maxilomandibulares
Ajuste do plano de orientação superior: Nesta sessão o ajuste do plano de 
orientação superior pode ser executado a partir da determinação da dimensão 
vertical de oclusão (DVO). Esse procedimento pode ser realizado por meio da 
combinação dos testes fonético, estético e métrico. Após isso se inicia o ajuste do 
suporte do lábio, planos oclusais anterior e posterior e ajuste do corredor bucal. A 
montagem em Articulador Semiajustável (ASA) do modelo superior pode ser feita 
com auxílio do arco facial ou com mesa oclusal que simula o posicionamento da linha 
de Camper. Após isso, as linhas de referências podem ser demarcadas: a linha média, 
a linha dos caninos e a linha alta do sorriso.
Ajuste do plano de orientação inferior e 
registro maxilomandibular: Neste 
momento o plano de orientação inferior 
deve ser confeccionado sobre a estrutura 
metálica na extremidade livre do arco 
inferior e então o ajuste do plano oclusal 
inferior pode ser executado. Após esse 
ajuste deve ser feito o registro em Relação 
Cêntrica, utilizando-se a pasta 
zincoenólica ou poliéster sobre o rodete de 
cera para o registro oclusal. A partir desse 
registro a montagem em ASA do modelo 
inferior pode ser realizada.
Determinação da Dimensão Vertical de Repouso (DVR) e de Oclusão 
(DVO);
Ajuste do plano de orientação superior;
 Suporte labial
 Altura anterior no sentido vertical do plano oclusal
 Plano oclusal
 Corredor bucal
 Linhas de orientação (linha média, linha alta do sorriso, linhas dos caninos);
Ajuste do plano de orientação inferior;
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 Conferência da DVO com os testes estéticos e fonéticos
 Registro da DVO em RC;
Seleção da cor dos dentes (consultar opinião do paciente);
Montagem em Articulador Semiajustável.
Compasso de Willis: usando o cursor, registra-se a distância do canto externo do olho 
até a comissura labial, que deve ser igual a distância vertical da base do mento à base 
do nariz com a mandíbula em repouso. Essa distância (DVR) subtrai-se em média de 3 
a 4 mm, que é referente ao EFL (espaço funcional livre), dessa forma temos: DVO = 
DVR – EFL.
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Encaminhamento: Encaminhar ao laboratório os planos de orientação e os modelos 
montados em ASA com as definições dos dentes que foram selecionados. Os modelos 
devem estar devidamente acondicionados em caixas e protegidos com plástico-
bolha.
Seleção dos dentes artificiais
William Santos
@odontocomwill
14
Seleção dos dentes: O último procedimento dessa sessão deve ser a seleção dos 
dentes artificiais. Após a seleção, os modelos devem ser encaminhados para o 
laboratório para realização da montagem dos dentes artificiais. Os pacientes devem 
ser convidados a opinar na escolha, disposição e montagem de seus dentes anteriores 
artificiais. Esses aspectos devem ser discutidos entre o profissional e o paciente, para 
que se possa obter o máximo de satisfação e qualidade nas próteses. A seleção dos 
dentes artificiais referencia-se nos dentes naturais remanescentes e em referências 
faciais. Assim, em casos como os demonstrados nesta sequência clínica os dentes 
anteriores superiores são selecionados, enquanto os anteriores e os posteriores 
inferiores são obtidos através das cartelas dos fabricantes pela equivalência com os 
anteriores superiores selecionados. Para esta seleção, quatro aspectos devem ser 
considerados
 Material utilizado
 Tamanho e forma, na carta molde, dos dentes que correspondem às medidas das 
linhas de referência e a forma da face do paciente
 Forma
 Cor dos dentes.
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Materiais a serem utilizados: Articulador semi ajustável, compasso com ponta seca, 
Plano de camper, gesso e espátula para gesso, lecron e espátula metálica reta 
aquecida.
Técnica: A técnica para montagem dos dentes na PPR é a mesma usada para prótese 
total, onde se posiciona os dentes de tal forma que eles mantenham as formas 
anteroposteriores e vestíbulo-lingual do arco com os dentes naturais
 O primeiro molar inferior é o primeiro dente a ser montado (quando ausente), pois 
é ele quem estabelece a relação de oclusão, se dente a dente ou um dente para 
dois dentes, nos casos de relação maxilo-mandibular normal ou com trespasse 
horizontal. Em seguida, o segundo molar, e os pré-molares iniciando pelo segundo 
pré-molar
 Após o registro da mordida no plano de cera, os modelos são montados em 
articulador, m instrumento mecânico, que visa, com o modelo maxilar e 
mandibular relacionados entre si, reproduzir a oclusão e os movimentos 
mandibulares
 Cada dente deve ter o maior número de contatos possíveis em fechamento com o 
arco antagonista e, além disso, a liberdade em relação aos movimentos de 
lateralidade e protrusão deve ser verificada.
Montagem dos dentes em cera
William Santos
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Ajuste:
Laboratório:
 Caso haja alguma alteração deve se ajustar novamente e remontara a parte 
inferior no articulador semiajustável para a obtenção da relação maxilomandibular 
correta. O paciente deve demonstrar aprovação no aspecto estético da montagem e 
assim a escolha da cor da gengiva artificial deve ser feita através da escala STG.
 Após isso os modelos montados em ASA podem novamente ser 
encaminhados para o laboratório para realização das etapas de processamento 
laboratorial de inclusão, prensagem, demuflagem, remontagem no Articulador 
Semiajustável e ajuste oclusal acabamento e polimento das próteses.
 A escolha da cor da gengiva artificial, pode ser utilizada a escala de cores do 
Sistema Tomaz Gomes de caracterização (STG) de resinas
 A gengiva artificial deve apresentar a cor o mais próximo possível da gengiva 
natural
 A escolha deve ser efetuada sob luz natural;
COR DA GENGIVA ARTIFICIA
Prova clínica:
Além de observar a montagem dos dentes deve se avaliar outros aspectos com
 Nessa fase que devem ser analisados todos os aspectos obtidos durante 
as fases anteriores e, caso haja algo errado, este é o momento de corrigi-lo. Na etapa 
de prova clínica dos dentes artificiais montados em cera, devem ser observados a cor, 
a forma e o tamanho dos dentes, ponderando-se o ajuste desses aspectos com a 
opinião do paciente.
 Coincidência da linha média dentária com a linha média facial
 Linha do sorriso, ou seja, se os dentes anteriores superiores estão montados 
acompanhando o sorriso do paciente
 O suporte do lábio, formando um ângulo de aproximadamente 90º entre a base do 
nariz e a superfície do lábio superior
 A posição dos caninos, na linha comissural
 Altura das bordas incisais, de acordo com a idade do paciente
 Plano de Camper
 Corredor bucal sem invasão da zona neutra
 Cor dos dentes
 Relações maxilomandi bulares: MIH, RC e DV.
Prova de dentes em boca
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 Os contornos gengivais devem parecer naturais, com arquitetura gengival e 
proeminências radiculares devidamente esculpidas para não alterar a forma dos 
dentes e comprometer a estética.
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Materiais a serem utilizados: Cera utilidade, vaselina, adesivo, poliéster, régua de Fox 
e Plano de Camper.
Instalação
Instalaçã
Materiais a serem utilizados:
Retornos periódicos:
 Analisar a prótese fora da boca, com relação à qualidade da acrilização, 
acabamento e polomento
 desinfecção
 Observar a interferência da resina principalmente em espaços protéticos 
interdentais
 Observar se a prótese se apresenta estável e confortável para o paciente
 Realizar os ajustes necessários na base
 Checar a Dimensão Vertical e Relação Cêntrica
 Realizar ajuste oclusal
 Mostrar ao paciente que ele avalie as novas próteses
 Orientações de higiene e de uso e conservação das próteses.
 Lápis cópia e carbono oclusal.
 As próximas etapas consistirão nos retornos periódicos dos 
pacientes para controle e manutenção das próteses, os quais podem ser feitos 24 
horas, 7 dias e 15 dias após a instalação das próteses. Os retornos posteriores, em 
geral, são marcados com intervalos de 3 meses ou, dependendo das condições de 
higiene do paciente, com intervalos menores ou maiores.
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Confecção dos nichos
Retentores Diretos:
Retentores Indiretos:
Apoio:
 são aqueles que se relacionam com os dentes pilares situados 
contíguos ao espaço protético
 Função primária: retenção e suporte
 Função secundária: estabilização.
 são aqueles situados em dentes distantes do espaço protétic
 Função primária: estabilização
 Função secundária: retenção e suporte.
 É o elemento responsável pela transmissão de parte ou totalidade da força 
mastigatória que incide sobre os dentes artificiais da PPR, promovendo o suporte. 
Função
 Transmissão axial das forças mastigatórias aos dentes pilares, caracterizando 
suporte
 Estabilização da prótese em relação aos dentes pilares diretos e indiretos, através 
do travamento mecânico dos apoios nos nichos
 Proteção da papila gengival dos dentes pilares diretos contra esmagamento e 
impactação de alimentos
 Retenção indireta – impedem a rotação da prótese em casos de extremidades 
livres.
Classificação:
1. Apoios oclusais
2. Apoios incisais
3. Apoios palatinos ou linguais
4. Apoios interdentais
Apoios oclusais – confecção do nich
 Início em broca tronco-cônica, 
favorecendo paredes levemente 
expulsivas para oclusal
 Parede pulpar levemente côncava, 
através de brocas esféricas
 Arredondamento do ângulo 
cavossuperficial.
Formato de “colher”; parede pulpar mais 
profunda que a proximal; sobre 
restaurações de amálgama, PF e resinas.
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Apoios Palatino ou Lingual – confecção 
do nich
 Mais indicados para caninos, podendo 
também confeccionar em incisivos
 Ocupam a área do cíngulo
 Broca cone-invertido.
Apoios Interdentais – confecção do nich
 Normalmente utilizado em molares quando com grampos geminados
 Abre-se com a broca cilíndrica, de vestibular para palatina/lingual
 Profundidade aproximada de 1,5mm – largura aproximada de 2mm
 Paredes levemente divergentes para oclusal.
Apoios Incisais – confecção do nich
 Executado em dentes superiores e 
inferiores
 Ocupam o ângulo inciso-proximal, 
estendendo-se tanto por vestibular, 
quanto por lingual, na forma de bisel, 
com broca cilíndrica.
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Tipos de grampos
GRANPO CIRCUNFERENCIAL
Grampo circunferencial de Ackers:
Grampo de ação reversa:
 Este grampo é 
constituído por um apoio oclusal, um braço de 
oposição, um braço de retenção, unidos entre si 
pelo corpo do grampo, e um conector menor. O 
braço de retenção cruza o equador protético, 
sendo que a parte terminal desse braço é flexível, 
e posiciona-se em região 
previamente estabelecida. O braço de oposição ou 
reciprocidade é rígido em toda sua extensão, 
localizando-se acima ou a nível do equador 
protético. Indicação: Molares e pré-molares em 
casos ou segmentos dento suportados, quando a 
área retentiva 0,25mm estiver oposta ao espaço 
protético e o dente suporte verticalizado no arco 
(posição normal).Este grampo é também 
determinado como grampo de Gillet, quando o 
apoio e o terminal retentivo estão do mesmo lado. 
O braço de oposição e o conector menor são 
iguais ao grampo de Ackers. Indicação: É indicado 
para dentes posteriores , quando a porção 
retentiva se localizar próximo do apoio, ou seja, o 
terminal retentivo e o apoio se localizarem do 
mesmo lado. Dentes mesializados com inclinação 
da coroa para o espaço protético.
Origina-se no nível da superfície ou terço oclusal. A partir desta posição orienta-se em 
direção cervical. O braço retentivo cruza o equador protético. O terminal do braço 
retentivo, flexível, posiciona-se numa região retentiva previamente estabelecida 
(0,25mm abaixo do equador protético). Braço de reciprocidade. O braço de oposição é 
rígido, aplicado acima do nível do equador protético.
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O braço de reciprocidade nasce a partir do 
apoio de origem, caminha por lingual e atinge 
a superfície proximal, contornando-a.
O braço de retenção é uma continuação do 
próprio braço de reciprocidade. O corpo do 
grampo junto ao apoio de origem ocorre 
apenas por lingual, uma vez que o braço de 
retenção não se origina deste apoio.
Grampo circunferencial em Anel: caracteriza-se por circunscrever o dente de suporte 
a partir do ponto de origem, lembrando a forma peculiar de um anel. De acordo com 
a composição dos elementos constituintes dos grampos em anel, pode classificá-los 
em 3 tipos
 Com um conector menor e um apoio
 Com um conector menor e dois apoios
 Com dois conectores menores e dois apoios.
Com um conector menor e dois apoios, Segue as características semelhantes às do 
braço de oposição do Grampo de Ackers, exceto na sua extremidade terminal, onde se 
une a outro apoio. O braço de retenção tem origem a partir do apoio intermediário. 
Com dois conectores menores e dois apoios. Estes elementos são unidos por 
intermédio do braço de reciprocidade.
Indicações:
· Um apoio: molares e pré-molares posteriores, ao espaço protético, dentes não 
mesializados , lingualizados (inferiores) e vestibularizados (superiores).
· Dois apoios: Pilares posteriores ao espaço protético Molares e Pré-molares, isolados 
entre dois espaços protéticos Classe III de Kennedy com retenção mésio vestibular ou 
mésio lingual.
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Grampo circunferencial Half and Half (meio a meio): Tem como característica a 
dupla retenção (vestibular e lingual). Possui dois apoios oclusais, um mesial e outro 
distal, de onde emergem seus respectivos conectores menores e braços de retenção 
(sendo um por vestibular e outro por lingual). A reciprocidade de cada terminal 
retentivo é dada pelo corpo e pela porção emergente do braço do grampo oposto. 
Este grampo não apresenta braço de reciprocidade. O corpo mais a porção 
emergente do conector menor e braço de retenção funcionam como reciprocidade 
ao braço de retenção oposto. Indicação: Molares e pré-molares isolados entre dois 
espaços protéticos dentes suportados.
Grampo circunferencial Gêmeos: Idênticos aos Ackers, unidos por um único apoio ou 
descanso interdental, sempre que houver necessidade de retenção maior. Compõem-
se de um apoio oclusal interdental, dois braços de oposição e dois braços de retenção. 
Segue características iguais ás do braço de oposição do grampo de Ackers, sendo que 
os braços emergem do apoio oclusal interdental e a seguir tomam sentido 
antagônico, ou seja, um caminho para mesial e outro para distal. Indicações: Sempre 
que houver necessidade de se unir dentes em qualquer classe de Kennedy.
Grampos por ação de ponta
Grampos idealizados por Roach, caracterizando-se por seu braço de retenção 
emergindo da sela, tendo sempre sua origem de cervical para oclusal. 
Diferentemente dos grampos circunferenciais onde o braço de retenção cruza o 
equador protético a partir do ponto de origem para chegar no terminal retentivo 
(0,25mm), os grampos por ação de ponta têm origem cervical emergindo da sela. 
Existem 5 tipos diferentes de grampos, conhecidos pela lembrança de uma fórmula 
"TULIC", pela semelhança de desenho com as letras T, U , L, I e C. Todo grampo por 
ação de ponta deve ter em sua unidade, um elemento de suporte (apoio) e um braço 
de reciprocidade ao braço de retenção.
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Grampo em T:
Grampo em 7 ou S:
Grampo em I: 
 Possui extensão mesio-
distal na parede vestibular do dente.
 Características iguais 
ao grampo em T, sendo que eliminamos a 
extensão mesial ou distal da ponta ativa 
do grampo.
Grampo muito retentivo, 
que se direciona diretamente para o ponto 
determinado pelo calibrador, possui 
grande valor estético.
Braço de Reciprocidade: Quando o grampo por ação de ponta for utilizado em pré-
molares, o braço de reciprocidade é semelhante ao braço de oposição de um grampo 
circunferencial. Quando da utilização de grampos por ação de ponta em caninos e 
incisivos, o braço de reciprocidade tem características tão especiais que a literatura 
denominou este elemento constituinte como grampo mesiodistal.
Grampo mesiodistal (M-D): para Dentes anteriores isolados. Possui um conector 
menor no centro do dente, onde se liga ao corpo do grampo, que possui apoio 
palatino em cíngulo. Do corpo do grampo originam-se dois braços que caminham 
simultaneamente para mesial e distal, que atingem as interfaces proximais por meio 
de duas placas metálicas assentadas sobre os planos guias (placas proximais). As 
placas proximais são "alojadas" nos planos guias realizados nas faces proximais dos 
dentes de suporte, tendo sua forma e dimensão determinada pelos planos guia. As 
placas proximais fornecem retenção por meio de fricção resultante do atrito da 
superfície interna da placa com o plano guia do dente suporte.
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Grampo Mesiodistal (MD): para Dentes de suporte Contíguos. Possui um conector 
menor no nível do preparo para o apoio interdental. Do corpo do grampo origina-se o 
braço lingual com direção proximal ao espaço protético. Localiza-se no terço médio 
do dente, na altura do cíngulo. Atingindo a superfície proximal, recobre o plano guia 
por meio da placa proximal.
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Selas e conectores
Sela: que é destinada a preencher o espaço protético, reconstruindo funcional e 
esteticamente os tecidos ósseos e mucosos alterados pela perda dentária e servindo 
ainda de base para a fixação dos dentes artificiais. Tem função de
 Ransmissão das forças mastigatórias
 Preenchimento de espaços
 Evita impactação alimentar
 Evita desconforto e injúria
 Favorece a fonética.
Conectores: 
Conectores maiores (barras tangenciais): 
Conectores menores:
elementos que fazem a ligação ou união dos retentores entre si, rígida e 
bilateralmente
 elemento rígido que faz a conexão de 
todos os elementos da PPR, conformando sua estrutura
 barras metálicas de ligação
Barra palatina anterior e posterio
 Casos de classe I e II, quando os dentes 
estiverem normalmente implantados e rebordos 
pouco reabsorvidos
 Presença de tórus palatino
 Casos de classe III, com espaço protético amplo
 Casos de classe IV, quando se quer rigidez para 
garantir suporte posterior.
Barra palatina em “U
 Largura aumentada para 10mm a 12mm, para 
garantir estrutura
 Casos de tórus palatino posterior.
MAXILA
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Barra palatina Únic
 União dos conectoresé feita diretamente na 
placa
 Indicados para pacientes classe III.
Conector em Plac
 Indicados em casos de extremidade livre.
Barra Lingua
 Conector mais utilizado
 Não apresenta contato direto com os dentes
 Largura de 4mm
 Distância aproximada de 3mm da gengiva 
marginal
 Borda inferior ao nível da musculatura do 
assoalho
 Secção transversal em forma de gota (meia 
pêra).
Placa Lingua
 Apresenta-se em contato com os dentes 
remanescentes anteriores
 Largura de aproximadamente 10mm
 Permite terço incisal a descoberto dos dentes 
inferiores
 Indicados para casos em que não apresenta 
espaço para a barra lingual.
MANDÍBULA
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Barra Vestibula
 Barra de uso extremo para casos com 
muita inclinação lingual dos dentes ou 
tórus
 Igual a barra lingual, porém, toda por 
vestibular.
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 CALDEIRA, H. Dicionário popular. 1 ed. Rio de Janeiro: Record; 2007. REIS J. P.; Reis L 
R. Prótese parcial removível. 1 ed. São Paulo: SENAC; 1995. SOUZA, M. M. Manual de 
prótese parcial removível. 1 ed. São Paulo; 2009
 TODESCAN R.; SILVA E. E. B, Silva O. Atlas de prótese parcial removível. 3 ed. São 
Paulo: Ed. Santos; 1998
 OLIVEIRA W. Manual de prótese parcial removível. 1 ed. São Paulo: Ed. Santos; 1999
 JORGE, J.H. et al.Preparo de dentes pilares para prótese parcial removível. Rev. 
Odont. UNESP, São Paulo, v. 35, n. 3, p. 215-22, 2006
 KLIEMANN, C.; OLIVEIRA, W. Manual de Prótese Parcial Removível. São Paulo: 
Santos, 2002
 CARREIRO, Adriana da Fonte Porto et al. Protocolo clínico para confecção de 
próteses removíveis. 2016
 HIDALGO, Beatriz Gualdiano et al. Sequência laboratorial para a confecção de 
prótese parcial removível: parte II: da fundição ao polimento final. Rev. Odontol. 
Araçatuba (Impr.), p. 50-56, 2013.
Referências
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