Prévia do material em texto
USO DA CHAVE DICOTÔMICA PARA CLASSIFICAÇÃO DAS FAMÍLIAS DOS INSETOS 1. INTRODUÇÃO A Ordem Coleoptera faz menção às asas anteriores endurecidas (do grego koleos = estojo e pteron = asas). São os insetos popularmente conhecidos como besouros e podem ser encontrados em quase todos os ambientes. A principal característica dos representantes desta Ordem é como o próprio nome indica o primeiro par de asas modificado (élitros). A maioria das espécies são fitófagas (se alimentam de praticamente todas as partes da planta – raiz, folhas, flores frutos e pólen), entretanto podem ser necrófagas (carniça), coprófagas (excrementos), predadoras, parasitas ou podem ainda infestar produtos de origem animal ou vegetal armazenados. No ambiente aquático, podem ser predadoras ou fitófagas (COSTA; IDE, 2006). A Ordem é composta por cerca de 350 mil espécies, o que representa 40% de todos os insetos e 30% dos animais, formando o maior grupo de organismos da Terra (LAWRENCE; BRITTON, 1991; 1994). No Brasil, são registradas aproximadamente 28 mil espécies pertencentes a 105 famílias (CASARI; IDE, 2012). Em função, principalmente, do grande número de representantes, é uma das ordens de maior importância econômica entre os insetos de florestas. Causam danos parciais até a destruição total de todas as partes da árvore e em todos os estágios de desenvolvimento da floresta, além de danificarem também madeira processada. As famílias mais importantes são: Cerambycidae (serra-pau), Platypodidae e Scolytidae (besouros-da-ambrósia e besouros-da-casca), Lyctidae, Bostrychidae e Anobiidae (besouros pulverizadores), Chrysomelidae (besouros desfolhadores) e Curculionidae (brocas e besouros-de-folhas). A Ordem Orthoptera faz referência às asas anteriores do tipo pergaminosas, alongadas e retas (do grego orthos = plano e pteron = asas). Pertencem a essa ordem os gafanhotos, esperanças, grilos, manés-magros e paquinhas. Os ortopteros, como a maioria dos outros insetos, apesar de estarem distribuídos em todo o mundo, são mais abundantes nas regiões tropicais. São conhecidas cerca de 15.000 espécies no mundo, encontradas na maioria dos hábitats terrestres, agrupadas em dez famílias, das quais 1.480 ocorrem no Brasil. Possuem hábitos alimentares muito diversificados, podendo inclusive ser predadores, mas a maioria é fitófaga (EADES; OTTE, 2009; SPERBER et al., 2012). Os gafanhotos são conhecidos pela sua importância econômica. Quando na fase de vida gregária, formam grandes nuvens, alimentando-se de plantas de qualquer espécie de maneira muito voraz. Os grilos podem danificar mudas novas de eucalipto no campo, as quais são inviabilizadas pelo seccionamento da parte aérea da muda. Uma das características que mais chamam atenção nos ortópteros é a sua capacidade de produzir sons, principalmente à noite. As finalidades da produção de sons são várias: aproximação dos sexos, alarme; na presença de outro macho produzem sons de advertência, de intimidação ou de luta. Podem ser apanhados com as próprias mãos ou com a rede entomológica. Em geral são conservados pelo método da alfinetagem. As ninfas devem ser conservadas a álcool 70%. A Ordem Hemiptera O nome se refere às asas anteriores, que são metade membranosas e metade do tipo coriácea (do grego hemi = metade e ptera = asa). Fazem parte desta Ordem os insetos conhecidos como percevejos, barbeiros, baratas d’água, cigarras, cigarrinhas, pulgões, cochonilhas e mosca-branca. São insetos hemimetábolos (metamorfose incompleta-ovo, ninfa e adulto), podendo ser terrestres, aquáticos ou semiaquáticos. Os aquáticos devem ser coletados com material próprio de coleta aquática. Os terrestres são facilmente apanhados com rede entomológica que deve ser passada sobre a vegetação. A maioria deve ser conservada pelo método da alfinetagem. Os muito pequenos podem ser montados em triângulos ou colados diretamente no alfinete com esmalte incolor ou com cola branca. A Ordem está subdividida em quatro subordens (Sternorrhyncha, Auchenorrhyncha, Heteroptera e Coleorrhyncha), sendo que as três primeiras ocorrem no Brasil. Pertencem à subordem Sternorrhyncha os pulgões, cochonilhas, moscas- branca e psilídeos. Entre os Auchenorryncha estão às cigarras e cigarrinhas que se alimentam da seiva das plantas. As ninfas de algumas espécies têm hábitos subterrâneos e se alimentam da seiva das raízes. Heteroptera é a subordem representada pelos percevejos, que podem ser terrestres, aquáticos e semiaquáticos. Cerca de 95.000 espécies dessa ordem são conhecidas no mundo, com estimativas de 30 mil para o Brasil (GRAZIA et al., 2012). De acordo com Gallo et al. (2002), a maneira mais correta de fazer a identificação de um inseto é encaminhá-lo a um especialista, o que, muitas vezes, não é possível. Outra forma de identifica-lo é compará-lo a exemplares já identificados em uma coleção, por meio de ilustrações e descrições ou, ainda, utilizando chaves de identificação. A chave de identificação apresenta um número variável de entradas e, em cada uma delas, estão duas alternativas contrastantes (dicotômicas). Conforme os caracteres enquadrados em uma entrada, passa-se para uma nova alternativa, até que se tenha a identificação do exemplar. De posse do nome e de categoria taxonômica, é necessária uma confirmação através da descrição da categoria taxonômica considerada. A primeira classificação dos insetos, composta por sete ordens, foi feita por Linnaeus (1735). No Brasil, era adotada a classificação de Handlirsh, que possuía 30 ordens reunidas em duas subclasses: Apterygota e Pterygota. O manejo adequado para um controle eficiente de insetos depende, fundamentalmente, da identificação dos mesmos e dos danos que causam aos ecossistemas florestais. A correta identificação da espécie e verificação de seus hábitos, processo alimentar e biologia são indispensáveis para que haja sucesso no controle. É necessário, ainda, ter conhecimento acerca da influência da ecologia nas populações e os fatores do meio que atuam sobre os insetos. Dessa forma, é fundamental abordar as principais ordens de interesse florestal, buscando enfatizar o estudo de Entomologia Florestal. 2. OBJETIVO Estudar as três ordens com o uso da chave dicotômica para a classificação das espécies. 3. MATERIAL E MÉTODOS Para fazer a classificação dos insetos foram utilizados os seguintes materiais: • Chave dicotômica; • Inseto; • Massa de modelar; • Lupa de estereoscópio; • Livro de Entomologia Florestal. Durante a aula no laboratório de Entomologia Florestal, o professor entregou as duplas (formadas por escolha), um inseto, onde com o auxilio da lupa de estereoscópio, da chave dicotômica e/ou livro de Entomologia Florestal, fez-se a classificação da espécie, encontrando sua determinada família. Na Ordem Coleoptera foram usados 06 insetos para determinar as suas famílias. Nas demais ordens, Ortoptera e Hemiptera, de cada foram usados 04 insetos para a mesma finalidade, encontrar suas famílias. 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO • ORDEM COLEOPTERA Nome popular: Joaninha, família Coccinellidae (4, 1, 7, C, 1). Nome popular: Carocha, família Carabidae (1, 7, D, 2, 3). Nome popular: Serra-pau, família Cerambycidae (1, 7, C, 2*, 4*, 5*, 6*). Nome popular: besouro amarelo, família Chrysomelidae (1*, 7, 2*, 3, 4*, 5*, 6). Nome popular: Escaravelho, família Scarabaeidae (1*, 7, D, 2*, 3). Nome popular: desconhecido, família Elateridae (1*, 7, D, 1*, 5*, 18*, 19). • ORDEM ORTOPTERA • • Nome popular: Mané mago, família Procospidae (1*, 6*, 7). Nome popular: Esperança, família Tettigoniidae (1,2,3*). Nome popular: Paquinha, família Grillotalpidae (1, 2*, 4*, 5*). Nome popular: Gafanhoto, família Acrididae (1*, 6*, 7*, 8*). • ORDEM HEMIPTERANome popular: Percevejo, família Pentatomidae (1*, 2*, 4, 5*, 7*). Nome popular: Percevejo, família Scutelleridae (1*, 2*, 4, 5, 6*). Nome popular: Barata d’água, família Belostomidae (1*, 3, 4*, 5). Nome popular: Bicho da goiaba, família Coreidae (1*, 2*, 4*, 8*, 9, 10*, 12*, 14, 15*, 16*, 17*, 18, 19).