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Câncer de mama
Resulta da proliferação incontrolável de células anormais que surgem em função de alterações genéticas, sejam elas hereditárias ou adquiridas por exposição a fatores ambientais ou fisiológicos.
 O diagnóstico precoce está associado a boa resposta ao tratamento
 Doença multifatorial, destaca-se ao avançar da idade.
OBS: homens podem ter câncer de mama (1% dos casos)
Glândula mamária
A glândula repousa sobre a parede do tórax, sua papila (mamilo) emerge da auréola. Possui sistema ductal: transporte do leite e sistema lobular: formação do leite. É comum a presença de tecido gorduroso. O músculo peitoral maior, menor e serrátil anterior se relacionam com a face profunda da mama.
 Sua forma e tamanho varia de mulher para mulher e depende de fatores como idade, lactação, gestação, obesidade, ciclo menstrual...
Fatores de risco
Fatores ambientais e comportamentais
 Obesidade e sobrepeso
 Consumo de bebida alcoólica
 Inatividade física
 Exposição frequente a radiação ionizante (radiografia, tomografia, raio-x, mamografia)
 Tabagismo – tem limitada evidência sobre sua relação com o câncer de mama.
Fatores da história reprodutiva e hormonal
 História de menarca precoce (antes dos 12 anos)
 Nuliparidade
 Reposição hormonal pós-menopausa (aumenta se o período é maior que 5 anos)
 Uso de contraceptivos hormonais (estrogênio e progesterona)
 Menopausa tardia (após 55 anos)
 Primeira gravidez após os 30 anos
Fatores genéticos ou hereditários (5%a 10% os casos)
 História familiar de câncer de ovário
 Casos de câncer de mama na família (mulheres antes dos 50 anos)
 História familiar de câncer de mama nos homens 
 Alteração genética nos genes BRCA1 E BRCA2.
Prevenção
A estratégia está focada em controlar os fatores de risco modificáveis e promover fatores de proteção.
Autoexame das mamas
 Não deve ser recomendado para o reconhecimento de lesões.
Sinais e sintomas mais comuns
 Caroço (nódulo): endurecido, fixo e geralmente indolor
 Alterações no mamilo
 Pequenos nódulos na região embaixo dos braços ou no pescoço
 Saída espontânea de liquido de um dos mamilos
 Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja
Detecção precoce
 Diagnóstico precoce: mulheres sintomáticas
Nódulos mamários em mulheres com mais de 50 anos
Nódulo 30 anos que persistem por mais de um ciclo menstrual
Nódulo que aumenta em qualquer idade
Secreção mamilar
Lesão eczematosa da pele que não responde a tratamentos tópicos
Linfadenopatia axilar
Aumento do tamanho da mama, com edema
Retração da pele da mama
Mudança no formato do mamilo
 Rastreamento: assintomáticas, investigar sinais indicativos de câncer
Em mulheres com 50 a 69 anos, 1 vez a cada 2 anos, recomenda-se a mamografia.
Mamografia: radiografia das mamas que é capaz de identificar alterações suspeitas.
Classificação
BI-RADS é um sistema de relatório de dados sobre imagem da mama, estima a chance que a imagem pode representar um câncer.
BI-RADS 0: inconclusivo. 
BI-RADS 1: negativo. 
BI-RADS 2: achados benignos.
BI-RADS 3: achados provavelmente benignos.
BI-RADS 4: achados suspeitos para cancer.
BI-RADS 5: achados altamente suspeitos para câncer.
BI-RADS 6: Exame com achados cuja malignidade já está comprovada.
A sugestão de conduta é decidida após o exame. 
Diagnóstico
Exame clinico das mamas (ECM) + exame de imagem + analise histopatológica (biopsia, biopsia a vácuo, etc.)
Tratamento
É sempre individualizado: estagio, características do câncer, características da paciente, prognostico...
Tratamento local: cirurgia e radioterapia
Tratamento sistêmico: quimioterapia, hormônio terapia e terapia biológica.

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