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Marianna Lopes – Ginecologia, 4° semestre FTC P R E V E N Ç Ã O D O C Â N C E R de mama CÂNCER DE MAMA Forma mais comum de câncer nas mulheres de países industrializados, representando cerca de 18% de todos os tumores femininos e a causa mais frequente de mortes em mulheres de 35 a 55 anos • Expectativa de 60 mil casos no Brasil em 2019 Principais tipos histológicos • Carcinoma ductal in situ ou intraductal: É considerado um câncer não invasivo ou pré- invasivo e representa cerca de 20% dos novos casos de câncer de mama • Carcinoma invasivo sem especificações (antes carcinoma ductal invasivo): Tipo mais comum, que corresponde a cerca de 70% dos cânceres de mama invasivos (ou infiltrantes) • Carcinoma lobular invasivo: Corresponde a cerca de 10% dos cânceres de mama Fatores de risco • Gênero: Mulheres (proporção 100 mulheres para 1 homem) • Idade o Menos de 1% em idade inferior a 25 anos o Aproximadamente 50% em mulheres de 50 a 64 anos o 30% em mulheres acima dos 70 anos • Raça e etnia: Aumento da taxa de mortalidade para a população negra em relação à branca, com diminuição da sobrevida • Patologia mamária prévia o Lesões proliferativas sem atipia: Risco relativo de 1,5 a 2 vezes o Lesões proliferativas com atipia: Risco relativo de 4 a 5 vezes • História familiar: Cerca de 20% dos casos apresenta história familiar para a doença o O risco aumenta em 2 a 3 vezes nas mulheres que apresentam familiares de 1º grau com câncer de mama (princ. se acometer a linha materna) • Genética: Cerca de 5 a 10% dos cânceres de mama apresentam transmissão hereditária, sendo as mais comum as deleções de BRCA 1 e 2, que são genes supressores tumorais o O câncer de mama em mulheres abaixo dos 30 anos tem componente genético em 25% dos casos o Cânceres hereditários tendem a ocorrer mais cedo e a serem bilaterais, ao passo que os esporádicos costumam ocorrer em idade mais avançada • Fatores reprodutivos e hormonais (com base na exposição aos hormônios femininos) o Menarca precoce e/ou menopausa tardia aumenta o risco o Menopausa precoce artificial por ooforectomia bilateral antes dos 35 anos reduz o risco o Primeira gravidez precoce reduz o risco o Mulheres que nunca gestaram ou tiveram a primeira gestação após os 30 anos tem maior risco • Dieta: Substituição de gorduras saturadas por insaturadas pode ajudar a reduzir o risco de câncer de mama, devido aos ácidos graxos ômega 3 e 6, além de vitaminas antioxidantes A, C e E, que eliminam radicais livres e bloqueiam reações químicas de nitrosação o Recomendação: Maior consumo de óleo de oliva, frutas, vegetais, fibras e peixes • Álcool: O risco é dose-dependente, sendo que a dose inicial de risco é de 10g/dia (um a dois copos de vinho ou duas cervejas) o Consumo diário de 15g ou mais de álcool (2 a 3 doses de destilados copos de vinho) • Tabagismo: Não há uma clara relação de causalidade nos estudos realizados até hoje • Atividade física: Fator protetor por redução dos níveis de estrogênio e progesterona • Obesidade: Risco alto (princ. pós-menopausa) Marianna Lopes – Ginecologia, 4° semestre FTC • Contraceptivos orais: Não é comprovada a associação entre o uso e o câncer de mama • Terapia hormonal (TH): Risco relativo maior entre usuárias de estrogênio + progesterona se comparado ao estrogênio isolado (tempo de uso é diretamente proporcional ao risco) o A progesterona é usada para reduzir o crescimento do endométrio em pacientes com útero, aumentando o risco de câncer de endométrio, no entanto, também aumenta o risco de câncer de mama Diagnóstico clínico • Características do tumor: Geralmente é unilateral em quadrante superior esquerdo, que cresce de modo insidioso, tendo consistência de endurecida a pétrea, limites imprecisos e contornos irregulares, além de ser pouco móvel e aderido aos planos profundos • Fase avançada: Há assimetria de volume, edema linfático de pele, abaulamento ou retrações, ulcerações, linfonodos axilares endurecidos e aderidos a planos profundos, além de ter descarga papilar uniductal espontânea intermitente do tipo “água de rocha” ou sanguinolenta RASTREAMENTO DO CÂNCER DE MAMA O rastreio pelo INCA indica o rastreio em mulheres de 50 a 69 anos a cada dois anos, enquanto a FEBRASGO, a SBM e a CBR indica em mulheres de 40 a 74 anos (ou quando a expectativa de vida for menor que 7 anos) numa frequência anual • Objetivos: Detecção assintomática, diagnóstico precoce, tratamento menos invasivos e redução da mortalidade Mamografia A mamografia é o exame mais sensível para detecção do câncer de mama • Acurácia do exame reduz com o aumento da densidade mamária • Baixa sensibilidade com menos de 40 anos o Jovens podem fazer US Achados anormais na mamografia • Nódulos espiculados, limites mal definidos e distorção do parênquima adjacente • Assimetria do parênquima • Microcalcificações irregulares, pleomórficas e agrupadas • Retração de pele ou mamilo Ultrassonografia Possui papel coadjuvante, sendo um exame dinâmico, rápido e que não utiliza de radiação ionizante, sendo muito indicado em mamas densas à mamografia e muito útil para guiar biópsias Exames especiais • Tomossíntese (mamografia 3D) • Ressonância magnética • Mamografia com contraste Classificação BI-RADS (laudo) Breast Imaging Reporting and Data System Éstadiamento O aleitamento é protetor, uma vez que estudos mostram que a gestação inibe grandes alterações hormonais, que podem causar dano celular, e o tecido glandular da mama, que passa a produzir e ejetar leite, produz também hormônios como a leptina, que ajudam na renovação celular, sendo então fatores protetores no câncer de mama Marianna Lopes – Ginecologia, 4° semestre FTC Tratamento • Quadrantectomia • Mastectomia simples ou radical • Radioterapia • Quimioterapia • Hormonoterapia