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O que a mastite? - inflamação do parênquima da glan. Mamaria ✓Vacas infectadas com mastite podem deixar de produzir até três litros por dia. ✓Este número pode chegar a um déficit de impressionantes 1.095 litros ao ano por animal. Por que controlar a mastite? ✓queda na produção leiteira ✓perda na qualidade do leite ✓diminuição no rendimento industrial para fabricação de derivados ✓maior custo de produção (aumento de custo de mão-de-obra, honorários profissionais, gastos com medicamentos) ✓morte ou descarte prematuro de vacas por perda de um ou mais quartos mamários ✓Risco a saúde humana A mastite pode ser classificada de acordo com a clínica que o paciente apresenta: - Mastite Clínica : edema do teto, grumos de leite e pus, sangue no leite, dor a palpação. No diagnostico faz o teste de fundo de caneca (faz o teste todo dia), a mastite ambiental sera a principal causa - Mastite Subclínica: sintomas não aparente, diagnostico com CMT (1 ves por mês), california mastite teste E de acordo com o modo de contágio e patógenos causadores, em: MASTITE CONTAGIOSA - Alta incidência de casos subclínicos - Longa duração ou crônicos, Alta CCS - A transmissão ocorre através da ordenha, higiene (uso de panos sujos), superpopulação Linha de ordenha → primíparas sem mastite → pluripara sem mastite → mastite subclínica → mastite clinica - Principais patógenos: • Staphylococcus aureus • Streptococcus agalactiae • Corynebacterium bovis • Mycoplasma spp. Principais formas de controle • Diminuição da exposição aos agentes • Aumento da resistência imunológica • Antibioticoterapia Aumento da resistência imunológica – através da nutrição Dinâmica ✓Microorganismos oportunistas ✓Habitantes em vacas infectadas ✓Transmissão horizontal via fômites - Contato com o patógeno no momento da ordenha - Exceção das oriundas por moscas ✓Responsável pela maior parte dos casos subclínicos ✓Grande responsável pelas mastites crônicas ✓Aumento das células somáticas, são de curso longo Staphylococcus aureus ✓ Maior destruição tissular. CCS > 500.000 células/ml ✓ Encistamento no tecido ou penetração no interior citoplasmático do neutrófilo - Formação de micro abscessos - Secreção de substâncias antiquimiostáticas ✓ Baixa resposta na antibióticoterapia - Mastites recorrentes MASTITE AMBIENTAL • Alta incidência de casos clínicos • Curta duração • Manifestação aguda MASTITE BOVINA • Pré e pós parto imediatos • Transmissão: entre ordenhas • Fonte de infecção: Ambiente das vacas • Principais patógenos: Coliformes (Klebsiella spp. e E. coli), Estreptococos ambientais (S. uberis e S. dysgalactiae) Principais formas de controle - Diminuição da exposição aos agentes - Antibioticoterapia - Aumento da resistência imunológica Diminuição de exposição aos agentes → Controle das condições do ambiente: • Alojamento vacas secas e novilhas prenhes • Maternidade • Alojamento vacas em lactação • Sala de ordenha • Sistema de ordenha - Manutenção periódica dos equipamentos • Manejo de ordenha - Tetos limpos e secos, Pré-dipping Aumento da resistência da vaca → Integridade do esfíncter do teto (Barreira física à entrada de agentes) → Nutrição → Vacinação – Coliformes O que buscamos quanto à qualidade do leite produzido no Brasil? − Ausência de resíduos : Antibióticos e pesticidas − Baixa carga microbiana : Higiene = CBT − Baixa contagem de células somáticas - Saúde do úbere = CCS − Composição - Valor nutritivo e rendimento industrial Principais grupos de patógenos ambientais ✓ Streptococcus dysgalactiae ✓ Streptococcus uberis ✓ Coliformes (>90% é E. coli) ✓ Serratia sp. ✓ Klebsiella sp. • Instalações • Material fecal • Unidade de ordenha contaminada • Condições de muita umidade e sujeira Dinâmica ✓Microorganismos presentes no ambiente ✓Penetração no momento da ordenha ✓Baixa aderência dos microorganismos ✓Induzem pouco aumento na CCS devido ao curso rápido ✓Quadro clínico persiste por pouco tempo ✓Raramente o quadro se cronifica ✓Poucos casos de mastites subclínicas ✓Mastites agudas Tratamento – Antibióticoterapia sistêmica – Ordenha freqüente – Produtos antiinflamatórios – Fluidoterapia Prevenção é o ponto chave – Estratégias de manejo – Pré dipping – Secagem dos animais Como avaliar a contaminação do leite? Alta contagem bacteriana - Indicativo de: ✓ Ocorrência de mastite ✓ Deficiência no processo de limpeza ✓ Manejo de ordenha inadequado ✓ Resfriamento deficiente Instrução normativa nº 51/MAPA → Temperatura máxima de conservação do leite: 7 C no tanque e 10 C no estabelecimento processador. Na última etapa, 4 e 7 C respectivamente. Classificação da mastite • São utilizadas duas categorias gerais para descrição de problemas com mastite • Mastite Clínica – A infecção do úbere torna-se evidenciada pelas mudanças físicas na aparência do leite de o úbere → sinais: dor, calor, rubor, inchaço, grumos no leite ou sangue • Mastite subclínica – Não são observadas mudanças na aparência do leite, sendo que testes adicionais são necessários para detectar o problema Classificação das bactérias • Baseado em onde se encontra normalmente estes patógenos – Bactérias contagiosas - vivem quase que exclusivamente no úbere – Bactérias ambientais - vivem no ambiente e ocasionalmente podem infectar o úbere Resumo A mastite bovina é uma inflamação da glândula mamária das vacas, podendo ser classificada em mastite contagiosa e ambiental, além de apresentar formas clínicas (visíveis) e subclínicas (não visíveis). 1. Mastite Contagiosa: - Transmissão: É causada principalmente por bactérias transmitidas de vaca para vaca durante a ordenha ou por meio de equipamentos contaminados. - Diagnóstico: Exame clínico da glândula mamária, cultura bacteriana e análise do leite. - Prevenção: Boas práticas de ordenha, higiene adequada, manejo adequado dos equipamentos de ordenha, uso de antibióticos intramamários quando necessário e monitoramento regular da saúde das vacas. 2. Mastite Ambiental: - Transmissão: Pode ocorrer devido à exposição das glândulas mamárias a ambientes sujos ou contaminados com bactérias, geralmente durante o período seco. - Diagnóstico: Exame clínico da glândula mamária, cultura bacteriana e análise do leite. - Prevenção: Manter as instalações limpas e secas, proporcionar bom manejo nutricional, garantir uma boa imunidade nas vacas e promover práticas de ordenha higiênicas. 3. Mastite Clínica: - Transmissão: Pode ocorrer através do contato do leite contaminado com as glândulas mamárias, muitas vezes evidenciada por mudanças visíveis no leite e na glândula mamária. - Diagnóstico: Observação de sinais clínicos, como alterações no leite (cor, textura, odor), inchaço e sensibilidade da glândula mamária. - Prevenção: Boas práticas de ordenha, higiene adequada, manejo adequado dos animais, detecção precoce e tratamento imediato. 4. Mastite Subclínica: - Transmissão: Pode ser causada pela persistência de infecções subclínicas não detectáveis a olho nu. - Diagnóstico: Geralmente realizado por meio de exames laboratoriais, como contagem de células somáticas (CCS) e teste da caneca de fundo preto. - Prevenção: Monitoramento regular da saúde da glândula mamária, boas práticas de manejo, nutrição adequada e intervenção precoce.