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ATENDIMENTO A VÍTIMAS CLÍNICAS E 
TRAUMÁTICAS
SUPORTE BÁSICO DE VIDA
• Compreende ventilação e compressão cardíaca;
• Deve ser instituído o mais precocemente possível;
• Só deve ser interrompido em 3 situações:
- Para realizar a desfibrilação;
- Para a realização de intubação orotraqueal;
- Para a infusão de medicamentos na cânula orotraqueal
PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA (PCR)
• INTERRUPÇÃO SÚBITA DA ATIVIDADE MECÂNICA, É A FALÊNCIA 
CARDIOPULMONAR AGUDA QUE TORNA INSUFICIENTE O FLUXO SANGUÍNEO 
PARA MANTER A FUNÇÃO CEREBRAL.
SINAIS CLÍNICOS SINAIS QUE PRECEDEM
Inconsciência
Ausência de movimentos respiratórios
Dor torácica
Ausência de pulso em grandes artérias Sudorese
Palpitações precordiais
Tontura
Alterações neurológicas
Parada de sangramento prévio
CAUSAS DA PCR – 5H5T
RÍTIMOS DE PARADA
CADEIA DE SOBREVIVÊNCIA ADULTOS
ELO DE SOBREVIVÊNCIA EM PEDIATRIA
C –COMPRESSÃO TORÁCICA EXTERNA
• Verifica-se o pulso por 10 segundos
• Se pulso ausente, iniciar RCP
LOCALIZAÇÃO DO PONTO DE 
COMPRESSÃO PARA REALIZAÇÃO DE RCP
POSICIONAMENTO CORRETO DO 
SOCORRISTA
Posicionar-se ao lado direito da vítima, apoiar o terço proximal da
mão esquerda sobre o ponto, sobrepor a mesma região da mão
direita sobre a esquerda, manter-se por sobre a vítima para utilizar-
se do seu peso, manter os dedos longe das costelas, evitando
fraturas ocasionais, não dobre os cotovelos
Técnica massagem cardíaca
•Crianças (1 ano até início da puberdade): 
- Linha entre os mamilos;
- Apenas uma mão;
- Outra mão deve estar segurando a cabeça da criança.
08/11/2023 Enfª Sabrina Zanelatto
Técnica de massagem cardíaca
• Lactentes (RN até um ano)
Um socorrista:
- Linha entre mamilos;
- Usar dedo indicador e médio;
- Outra mão segura a cabeça
08/11/2023 Enfª Sabrina Zanelatto
Técnica massagem cardíaca
• Lactente (RN até um ano)
Dois socorristas:
- Um segura a cabeça;
- Outro usa os dois polegares;
- Linha entre mamilos;
- Outros dedos atrás nas costa.
08/11/2023 Enfª Sabrina Zanelatto
- Fraturas de costelas;
- Afundamento de tórax;
- Pneumotórax e hemotórax;
- Tamponamento cardíaco;
- Contusão cardíaca.
08/11/2023 Enfª Sabrina Zanelatto
COMPLICAÇÕES DA COMPRESSÃO 
CARDÍACA
Adultos Crianças Lactente
Compressão x ventilação 1 
socorrista
30 X 2 30X2 30x2
Compressão x ventilação com 
2 socorristas
30X2 15X2 15x2
Ventilação com VA definitiva 1 a cada 6 seg. 1 a cada 3 seg. 1 a cada 3 seg.
Profundidade da compressão 5 a 6 cm 5 cm 4 cm
Quantidade de compressões 
/min
100 a 120/min 100 a 120/min 100 a 120/min
Pulso a ser verificado Carotídeo ou femoral Carotídeo ou femoral Braquial 
Desfibrilação 100 a 200 J bifásico
360 J monofásico
1° choque 2J/kg
2° choque 4 J/kg
Próximos > 4J/kg até 10J/kg
Não indicado 
o uso do DEA
Medicação Epinefrina: 1mg a cada 3 a 5min
Amiodarona: 300mg ataque+ 
150mg doses subsequentes
Lidocaína: 1 a 1,5mg/kg 1° dose + 
0,5 a 0,75mg/kg próx. doses
Epinefrina: 0,01mg/k a cada 
3 a 5 min
Amiodarona: 5mg/kg até 3 
doses
Lidocaína: 1mg/kg dose de 
ataque
A –ABERTURA DE VIAS AÉREAS
B –VENTILAÇÃO
• Vítimas com pulso, sem respiração realiza-se:
- Adulto: 1 insuflação a cada 6 segundos.
- Criança: 1 insuflação a cada 3 segundos.
- Lactente: 1 insuflação a cada 3 segundos.
 Durante 2 minutos mais ou menos.
• Boca a boca;
08/11/2023 Enfª Sabrina Zanelatto
B - VENTILAÇÃO
• Boca-válvula-máscara;
• Bolsa-válvula-máscara;
08/11/2023 Enfª Sabrina Zanelatto
• Intubação;
• Cricotireoidostomia.
08/11/2023 Enfª Sabrina Zanelatto
• Avalia o ritmo cardíaco;
• O mesmo será utilizando em:
- TV sem pulso
- FV
08/11/2023 Enfª Sabrina Zanelatto
DEA –Desfibrilador externo automático
• Cuidados no uso do DEA:
- Colocar o tamanho da pá adequada;
- Não tocar na vítima enquanto o choque é dado;
08/11/2023 Enfª Sabrina Zanelatto
DEA –Desfibrilador externo automático
• Enxugar a vítima S/N;
• Retirar os pêlos em vítimas que possuem muito cabelo;
• Após o choque iniciar imediatamente a massagem cardíaca;
• Em RN optar por um desfibrilador manual sem aumento de carga automático.
08/11/2023 Enfª Sabrina Zanelatto
DEA –Desfibrilador externo automático
X –CONTROLE DE HEMORRAGIA 
EXTERNA GRAVE
• Deve ser a 1° abordagem a ser
realizada;
• A hemorragia grave é a
principal causa de óbitos por
trauma
TÉCNICAS DE CONTROLE DA 
HEMORRAGIA
• TÉCNICA DE 
COMPRESSÃO DIRETA 
SOBRE O FERIMENTO
• Controle a hemorragia fazendo
uma compressão direta sobre a
ferida que sangra com sua mão
(protegida por luva
descartável), ou ainda, com a
ajuda de uma pano limpo ou
gaze esterilizada, para prevenir
a infecção.
TÉCNICAS DE CONTROLE DA
HEMORRAGIA
• TÉCNICA DA ELEVAÇÃO 
DO PONTO DE 
SANGRAMENTO
• Mantenha a região que sangra
em uma posição mais elevada
que o resto do corpo, pois este
procedimento contribuirá para
diminuir o fluxo de sangue
circulante e,
conseqüentemente, o
sangramento.
TÉCNICAS DE CONTROLE DA 
HEMORRAGIA
• TÉCNICA DA
COMPRESSÃO SOBRE
OS PONTOS ARTERIAIS
• Caso a hemorragia for
muito intensa e você não
conseguir fazer parar a
saída do sangue, tente
controlar o sangramento
pressionando diretamente
sobre as artérias principais
que nutrem de sangue o
local lesionado.
PRINCIPAIS PULSOS UTILIZADOS
NA TÉCNICA DE COMPRESSÃO
• ARTÉRIA TEMPORAL: Localizada em ambos os lados da face, imediatamente
acima e anterior à porção superior do ouvido.
• ARTÉRIA BRAQUIAL OU UMERAL: Continuação da artéria axilar, pode ser
apalpada na superfície interna do braço, quatro dedos acima do cotovelo.
• ARTÉRIA RADIAL: Artéria do antebraço, palpável na face lateral do punho, ao
nível da base do dedo polegar.
• ARTÉRIA FEMORAL: Pode ser apalpada à medida que emerge debaixo do
ligamento inguinal, na virilha.
• ARTÉRIA POPLÍTEA: Pode ser apalpada na face posterior da articulação do
joelho.
• ARTÉRIA PEDIOSA OU DORSAL DO PÉ: palpável na superfície dorsal do pé,
imediatamente lateral ao tendão do hálux.
TÉCNICA DO TORNIQUETE
• Último recurso  controlar os sangramentos provocados por ferimentos
graves nas extremidades, quando todos os outros métodos de controle
falharem.
• Adequadamente aplicado  pode salvar a vida de uma pessoa, cuja
hemorragia em uma vaso sangüíneo principal seja incontrolável por qualquer
dos outros métodos.
• Não se deve aplicar torniquetes sobre áreas de articulação.
• A localização mais segura e efetiva para a colocação do torniquete é cerca de 5 
cm acima do local da lesão. 
APLICAÇÃO TORNIQUETE
1. Uma bandagem larga deve ser dobrada até que fique com aproximadamente
10 cm de largura. Amarre esta atadura larga, duas vezes ao redor da
extremidade lesada;
2. Dê um nó firme na atadura. Coloque um bastão de madeira ou outro material
similar sobre o nó e amarre novamente com um segundo nó firme;
3. Utilize o bastão de madeira como uma manivela para rodar e apertar a
atadura;
4. Afrouxar o torniquete a cada 10 minutos.
5. Aperte o torniquete até o sangramento cessar. Uma vez controlada a
hemorragia, não rode mais o bastão e mantenha-o firme no lugar.
APLICAÇÃO TORNIQUETE
1. Nunca use arame ou
outro material cortante
para fazer um
torniquete. Use
ataduras largas;
2. Trate a vítima como
portadora de estado de
choque e transporte-a
imediatamente para
um hospital.
A - ABERTURA DE VIAS AÉREAS E 
CONTROLE DE CERVICAL
Avaliar Permeabilidade – perguntar o que aconteceu para
avaliar se a voz está normal ( via aérea pérvia), se está com
rouquidão ou não responde ( via aérea comprometida).
Diagnosticar causas de obstrução ( aspiração de secreções e
sangue, remoção de fragmentos de dentes, próteses
dentárias ou outros corpos estranhos; avaliação de feridas
na cavidade oral e fraturas faciais, mandibular e
traqueolaríngea.
Durante todas as manobras manter colar cervical
Primeira medida para otimizar a permeabilidade da via aérea
é a hiperextensão da mandíbula.
Paciente inconsciente deve ser mantido com cânula de
Guedel ( orofaríngea).
Paciente com trauma neurológico exigeo estabelecimento de
via aérea definitiva não cirúrgica ( intubação orotraqueal e
nasotraqueal) e cirúrgica ( traqueostomia e
cricotireoidostomia).
IMOBILIZAÇÃO DE CERVICAL
 Inicialmente a imobilização cervical deve ser realizada manualmente,
segurando-se a cabeça com as mãos e cuidadosamente trazendo-a para a posição
em linha neutra, exceto quando houver espasmo muscular, aumento da dor,
aparecimento ou agravamento de uma deficiência neurológica ou
comprometimento das vias aéreas/ventilação, onde fica contra-indicado o
reposicionamento em linha neutra.
 A cabeça permanecerá imobilizada manualmente em linha neutra até o término
da imobilização mecânica.
 O colar cervical é um excelente dispositivo auxiliar na imobilização,
porém não limita completamente os movimentos laterais e de flexão-
extensão, devendo, portanto ser utilizado em conjunto com o
imobilizador de cabeça e o dispositivo de fixação do tronco.
 Um colar efetivo deve estar em contato com o peito e a região dorsal
superior, na sua porção inferior e em contato com o occipício e a região
infra-mentoniana, na sua porção superior.
 O mesmo deve ter o tamanho apropriado ao paciente, minimizando ao
máximo os movimentos e ao mesmo tempo permitindo a abertura
parcial espontânea da boca pelo paciente ou pelo socorrista, em caso de
vômitos, minimizando a possibilidade de broncoaspiração.
• 1- Vítima com a cabeça em posição neutra.
• 2- Verifique com seus dedos a altura do pescoço, compreendida
entre a linha imaginária que passa pelo bordo inferior da mandíbula
e a linha que passa pelo ponto onde termina o pescoço e inicia o
ombro.
• 3- Verifique a altura do colar cervical (tamanho), calculando a
distância entre o pino preto de fixação à borda rígida do colar. Não
inclua na medida a borda macia do mesmo.
• 4- Escolha o colar que apresentar esta altura semelhante à aferida
com seus dedos (altura do pescoço)
IMOBILIZAÇÃO DA CABEÇA
 Antes da imobilização da cabeça à pancha longa ou outro
dispositivo, deve-se avaliar a necessidade da colocação de
“coxim” sob a cabeça ou tórax, para que haja um adequado
posicionamento em linha neutra :
 Em muitos adultos, por uma questão anatômica própria do
paciente, o posicionamento na prancha longa, produz uma
indesejada hiperextensão da cabeça em relação ao tronco,
fazendo-se necessário a colocação de coxim sob a sua cabeça
 Em crianças, geralmente aquelas com corpo do tamanho
aproximado de 7 anos de idade ou menos, ao posicionarmos em
prancha, ocorre uma indesejada hiperflexão da cabeça pela
desproporção entre a cabeça e o tórax (própria da idade ), fazendo-
se necessário a colocação de coxim sob o tórax para a correção
desta desproporção
ABERTURA DE VIAS AÉREAS
• Trauma cervical – elevação da
mandíbula.
• Não fazer varredura digital
B - RESPIRAÇÃO E VENTILAÇÃO SE 
NECESSÁRIO
Após garantir a permeabilidade da via aérea, deve – se
assegurar ventilação adequada considerando a participação
dos pulmões, parede torácica e diafragma.
Realizar exame de tórax ( inspeção, palpação, percussão e
ausculta).
ventilações
© L. A. Burden 2005
C
E
500 - 600mL
VENTILAÇÃO COM VIA AÉREA AVANÇADA
 Quando uma via aérea avançada estiver
instalada, o primeiro socorrista fará compressões
torácicas contínuas, e o segundo socorrista fará 1
ventilação a cada 6 segundos, em vítimas de
qualquer idade
 Não se devem pausar as compressões para
aplicar as ventilações, se houver via aérea
avançada
VENTILAÇÕES EM VÍTIMAS DE PARADA 
RESPIRATÓRIA 
• Parada respiratória: vítima não respira ou respira
de forma anormal (gasping), mas apresenta pulso
• Nesse caso, faça 1 ventilação a cada 6 segundos
para vítimas adultas
• Para crianças e lactentes, faça 1 ventilação a cada
3 a 5 segundos (12 a 20 ventilações por minuto)
C - CIRCULAÇÃO COM CONTROLE DE 
HEMORRAGIA
Verificar a presença de choque e identificar
Avaliar o estado hemodinâmico:
Nível de consciência ( agitação e sonolência)
Cor da pele ( palidez, pele fria e pegajosa 
 Pulso ( rápido e filiforme sinais de hipovolemia)
RCP - Diagnóstico
 Inconsciência;
 Apnéia ou esboço respiratório;
 Ausência de pulso nas grandes artérias;
 Em crianças ou RN quando pulso ausente ou menor que 60 
bpm.
 Aparência moribunda.
Relação compressão/ventilação
•1 socorrista:
- adulto: 30/2
- Criança e lactente: 30/2
•2 socorristas:
- adulto: 30/2
- Criança e lactente: 15/2
Checagem de pulso
• 10 segundos
DESFIBRILAÇÃO
• Desfibrilação precoce é o tratamento de escolha para vítimas em 
FV de curta duração, como vítimas que apresentaram colapso 
súbito em ambiente extra-hospitalar (principal ritmo de PCR: FV)
DESFIBRILAÇÃO
• Nos primeiros 3 a 5 minutos de uma PCR em FV, a
FV é grosseira, estando “propícia” ao choque
• Após 5 minutos, por depleção do substrato
energético miocárdico, diminui a amplitude da FV
• Logo, o tempo ideal para a aplicação do primeiro
choque é nos primeiros 3 a 5 minutos da PCR
DESFIBRILAÇÃO
• A desfibrilação é o único tratamento para uma PCR
em FV/taquicardia ventricular sem pulso
• Pode ser realizada com um equipamento manual
(somente manuseado pelo médico)
• Ou pode ser feita com um DEA, que poderá ser
usado por qualquer pessoa, assim que possível
© L. A. Burden 2005
21
3
http://www.escultopintura.com.br/Tutoriais/Tutorial_Modelagem_Corpo_Humano/Modelo_Masculino/Torax_Masc/Peit_Omb_Pesc_2_Masc/Nurms_Torax_Masc.jpg
http://www.escultopintura.com.br/Tutoriais/Tutorial_Modelagem_Corpo_Humano/Modelo_Masculino/Torax_Masc/Peit_Omb_Pesc_2_Masc/Nurms_Torax_Masc.jpg
DEA – DESFIBRILADOR EXTERNO 
AUTOMÁTICO
Equipamento portátil que 
interpreta ritmo cardíaco, 
seleciona carga e carrega 
“sozinho”
Cabe ao operador apenas 
pressionar o botão de choque, se 
indicado 
DEA
• Um socorrista: parar RCP para conectar o DEA
• >1 socorrista: enquanto o primeiro realiza RCP, o
outro manuseia o DEA; nesse caso, só parar RCP
quando o DEA emitir uma frase como:
“Analisando o ritmo cardíaco, não toque o
paciente” ou “Choque recomendado, carregando,
afaste-se da vítima”
DEA
 Passos para a utilização do DEA
 Ligue o aparelho apertando o botão ON-OFF
(alguns ligam automaticamente ao abrir a tampa)
 Conecte as pás (eletrodos) no tórax da vítima,
observando o desenho contido nas próprias pás,
que mostra o posicionamento correto das
mesmas
SB
Posicionamento das pás do DEA
DEA – SITUAÇÕES ESPECIAIS
•Portador de marca-passo (MP) ou cardioversor-
desfibrilador implantável: se estiver na região indicada para
as pás, afaste-as, pelo menos, 8cm ou opte por outro
posicionamento das pás (anteroposterior etc.), pois a
proximidade destes pode prejudicar a análise do ritmo pelo
DEA
DEA – SITUAÇÕES ESPECIAIS
• Excesso de pelos no tórax:
– Remova o excesso de pelos, da região onde serão 
posicionadas as pás, com uma lâmina que geralmente 
está no Kit DEA
– Outra alternativa é depilar a região com um 
esparadrapo ou com as pás e, depois, aplicar um 
segundo jogo de pás
DEA – SITUAÇÕES ESPECIAIS
•Tórax molhado: seque por completo o tórax da vítima; se a 
mesma estiver sobre uma poça d’água não há problema, 
mas se a poça também envolver o socorrista, remova a 
vítima para outro local
•Adesivo de medicamentos/hormonais: remova o adesivo se 
estiver no local onde será aplicada a pá
DEA – SITUAÇÕES ESPECIAIS
• Crianças (1-8 anos):
– Use pás pediátricas ou atenuador de carga
– Se houver apenas pás de adulto, use-as! (sobre o 
esterno e entre as escápulas)
– Pás infantis não devem ser usadas em adultos (choque 
aplicado será insuficiente)
DEA – SITUAÇÕES ESPECIAIS
• Lactentes (até 1 ano):
– Desfibrilador manual é preferível; se não houver, use 
DEA com pá pediátrica e atenuador de carga
– Na falta dos últimos, use pás de adulto, sobre o esterno 
e entre as escápulas; o prejuízo para o miocárdio é 
mínimo e há benefícios neurológicos 
POSIÇÃO DE RECUPERAÇÃO
HEMORRAGIA 
É a ruptura de vasos sanguíneos, com extravasamento
de sangue. Divide-seem interna e externa.
EXEMPLOS DE HEMORRAGIA
 Otorragia;
 Epistaxe;
 Estomatorragia;
 Hemoptiase;
 Hematêmese;
 Perfuração;
 Corte;
 Arranhão;
HEMORRAGIAS
• Perda aguda de sangue circulante
• Normalmente o volume de sangue correspondente a 7% do peso corporal no
adulto (Exemplo: um homem de 70 Kg tem aproximadamente 5 litros de sangue)
• Na criança o volume é 8 a 9 % do peso corporal
• Hemorragias: Externa ou Interna
HEMORRAGIA INTERNA
•Na hemorragia interna o sangue perdido não é
visível e pode ser devido a lesões traumáticas
de vísceras.
•Suspeitar quando existe:
•Acidente por desaceleração
• Ferimento por projétil de arma de fogo, faca ou 
estilete, principalmente no tórax e abdome
SINAIS QUE LEVAM A SUSPEITAR DE HEMORRAGIA 
INTERNA
1. Mecanismo de lesão – os traumas contusos são as principais causas de
hemorragia interna (acidentes de trânsito, quedas, chutes e explosões).
2. Sinais de fratura de pelve e ossos longos (braço, fêmur) – o extravasamento de
sangue nos tecidos moles ao redor da fratura pode provocar hemorragias
severas.
3. Rigidez de abdome.
4. Área extensa de contusão (equimose) na superfície do corpo.
5. Ferida penetrante em crânio, tórax ou abdome.
HEMORRAGIA INTERNA
• Diagnóstico
• Pulso rápido e fraco
• Palidez da pele e mucosas
• Sudorese profunda
• Pele fria
• Seqüência no atendimento
• Deitar a Vítima
• Se não houver contra-indicação, elevar os membros inferiores
• Verificar: vias aéreas, respiração, circulação, sistema nervoso
• Transportar a vítima ao hospital
HEMORRAGIA EXTERNA
•A hemorragia externa, visível ao exame
primário do paciente, deve ser
prontamente controlada pela pressão
direta sobre o local do sangramento em
ferimentos superficiais.
HEMORRAGIA EXTERNA
•Seqüência no atendimento
• Deitar a Vitima
• Cobrir o ferimento com gaze ou pano limpo
• Pressionar o local com firmeza
• Se o ferimento for nos membros, elevar o membro
ferido
• Caso não haja controle, pressionar diretamente as
artérias que nutrem o membro afetado (axila no MS
ou femural no MI) nos locais os quais elas se situam
logo abaixo da pele
• Caso não cesse, após as manobras precedentes,
aplicar torniquete nos braços e pernas
• Transportar a vitima para o hospital
MODALIDADES DE HEMORRAGIAS 
EXTERNAS
•RALADURA /
ARRANHÃO
• Ocorre em virtude do atrito 
entre o corpo e uma 
superfície abrasiva. Como 
procedimento emergencial 
lavar com água limpa e 
abundante removendo a 
terra e demais impurezas.
MODALIDADES DE HEMORRAGIAS 
EXTERNAS
•CORTE
• Ocorre em razão do contato do corpo com objetos de gume afiado. Como
procedimento lavar o ponto do corpo objetivando evitar infecção e iniciar controle
do processo hemorrágico.
MODALIDADES DE HEMORRAGIAS 
EXTERNAS
•PERFURAÇÃO
• Hemorragia causada por objeto
pontiagudo. No ferimento profundo é
comum a presença de lesão vascular
severa e o comprometimento de
órgãos.
MODALIDADES DE HEMORRAGIAS 
EXTERNAS
•AMPUTAÇÃO
• Hemorragia causada em razão do membro em todo ou em parte ter sido arrancado do
corpo.
• Acidente comum em operação de maquinas como serra, em explosões etc.
• Como procedimento emergencial recomenda-se o uso do torniquete e o transporte do
membro amputado ao centro cirúrgico para tentativa de reimplantação com
revascularização.
• O membro deve ser transportado com refrigeração moderada sem contato direto com
o gelo.
AMPUTAÇÃO TRAUMÁTICA
• É a retirada acidental de parte do corpo, que pode ser um dedo, um braço ou uma
perna.
• São acidentes comuns em:
- Fábricas;
- Fazendas; e
- Acidentes de automóveis
AMPUTAÇÃO TRAUMÁTICA
• Existem dois tipos de amputação:
- Total, na qual o membro é separado totalmente do paciente;
- Parcial, na qual o membro fica ligado apenas por pequenos trechos de tecidos com
pouca ou nenhuma vitalidade.
AMPUTAÇÃO TRAUMÁTICA
• Complicações:
- Choque;
- Sangramento;
- Infecções;
- Psicológicas
TRATAMENTO AMPUTAÇÃO PARCIAL
• Curativo compressivo ou garroteamento – anotando o horário do mesmo;
• Não pinçar o vaso; 
• Limpar a extremidade desvitalizada; 
• Fazer um curativo com material estéril; 
• Imobilizar
TRATAMENTO AMPUTAÇÃO TOTAL
• Os mesmos cuidados de amputação parcial;
• O membro deve ser embalado em curativo seco e limpo, colocado junto com o
paciente para que os dois cheguem juntos ao hospital;
• O membro para ser reimplantado deve estar no hospital, à temperatura ambiente,
no máximo até 6 horas, e acondicionado em saco plástico em recipiente com gelo
até 18 horas do acidente;
• Nunca colocar o membro diretamente sobre o gelo, água, gelo seco ou
congelador.
CONDUTA
• Controlar a hemorragia externa;
• Utilizar o manguito do esfigmomanômetro como garrote se necessário;
• Obter acesso venoso periférico com cateter calibroso;
• Tratar o estado de choque;
• Iniciar a reposição com 20 ml/kg de Ringer Lactato IV em bolus, repetindo se necessário;
• Manter a pressão arterial sistólica entre 90 e 100 mmHg;
• Administrar analgésico;
• Manter monitorização multiparametrica;
• Transferir o paciente para o hospital de referência.
CUIDADOS COM O SEGMENTO 
AMPUTADO
• Limpar o segmento amputado da sujeira grosseira sem imergi-lo em líquido;
• Envolver a extremidade em gaze seca ou compressa limpa;
• Colocar o membro amputado dentro de um saco plástico;
• Colocar o saco plástico contendo o segmento em recipiente com gelo ou água
gelada;
• Não permitir que a extremidade fique em contato direto com gelo;
• Levar o segmento amputado ao hospital de referência;
• Preservar sempre que possível a extremidade amputada, porém a maior
prioridade é a manutenção da vida.
TIPO DE VASO SANGÜINEO LESADO
• Hemorragia arterial
• Perda de sangue de uma artéria. O sangue é de coloração viva, vermelho claro e derramado em
jato, conforme o batimento cardíaco. Geralmente é rápida e de difícil controle.
• Hemorragia venosa
• Perda de sangue por uma veia. Sangramento de coloração vermelho- escuro, em fluxo contínuo,
sob baixa pressão. Considerada grave se a veia comprometida for de grosso calibre.
• Hemorragia capilar
• Sangramento por um leito capilar. Flui de diminutos vasos da ferida. De coloração avermelhada,
menos vivo que o arterial, é facilmente controlado.
HEMORRAGIA EXTERNA
MÉTODOS DE ESTANCAMENTO:
- Compressão local;
- Elevação da região acidentada;
- Compressão de artéria proximal;
- Torniquete;
ATUALIZAÇÃO PHTLS 9° EDIÇÃO -
TORNIQUETE
• QUANDO UTILIZAR?
- Quando a pressão direta OU o curativo compressivo não se mostrarem eficazes no
controle de lesões graves e exanguinantes, principalmente de extremidades.
• O uso do torniquete pode ser seguramente aplicada pelo período de tempo de 120
– 150 minutos ( 2 – 2,5 horas), o horário de início deve ser escrito na faixa do
torniquete ou em um esparadrapo
 Confirmado o choque: 
 Dois acessos venosos de grosso calibre 
 Reposição volêmica inicial é com Ringer lactato 
aquecido
 Tipagem sanguínea/ prova cruzada 
 Exames laboratoriais de rotina 
 Após ter iniciado reposição volêmica deve-se 
identificar a origem do sangramento. 
 Exames de imagem
D –Avaliação neurológica
Escala de coma de glasgow;
Avaliação pupilar;
D –AVALIAÇÃO NEUROLÓGICA 
© L. A. Burden 2005
E – Exposição e controle do ambiente
 Despir o paciente;
 Avaliação geral;
 Evitar hipotermia; 
 Manter imobilização cervical.

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