Prévia do material em texto
CURSO: Horticultor Orgânico DISCIPLINA: Hortaliças Tuberosas PROFESSOR: Lucas Borchartt Bandeira Bananeiras, PB 2021 Introdução ➢ Batata-doce (Ipomoea batatas) ➢ Família: Convolvuláceae ➢ Origem: América do Sul ➢ Importância econômica: é cultivada na maioria das regiões Brasileiras com ampla aceitação popular Produção Brasileira de Batata Tabela 1. Produção total e produtividade de batata-doce dos dez estados maiores produtores do Brasil (2017). Estados Produção (toneladas) Produtividade (t ha-1) Rio Grande do Sul 175.041 14,6 São Paulo 140.727 16,3 Ceará 90.990 18,9 Paraná 60.184 23,3 Sergipe 51.551 13,6 Rio Grande do Norte 49.591 10,2 Pernambuco 40.499 11,1 Paraíba 38.782 7,6 Alagoas 38.013 8,8 Fonte: PAM, IBGE (2020) Características Botânicas Folhas Pecíolo Rama Raízes Secundárias Raízes Tuberosas Flores Fases de Desenvolvimento da batata doce ➢Ciclo da cultura: 12 a 35 semanas dependendo da cultivar ➢I - Estádio de estabelecimento: 1 a 4 semanas – Crescimento rápido das raízes e crescimento lento das ramas ➢II - Estádio intermediário: 5 a 8 semanas: Intenso crescimento das ramas e formação das raízes tuberosas ➢III – Estádio Final: 9 a 17 semanas: aumento do tamanho das raízes tuberosas, queda de folhos e colheita Clima e Época de Plantio Temperatura: 30 ºC / 20 ºC (diurna/noturna) Aumento da temperatura: aumenta a produção da parte aérea Temperatura muito elevadas: Reduzem a o crescimento das raízes Tabela 2. Partição de biomassa entre órgãos de batata-doce em razão da temperatura. Clima e Época de Plantio ➢Condições hídricas: 500 mm para um ciclo de 110 a 140 dia ➢Até 30 DAP: 20 mm semanal ➢30 a 90 dias: 40 mm semanal – Período Crítico: 40 a 55 dias DAP ➢90 a 120 dias: 20 mm semanal ➢Estresse hídrico: abaixo de 80% da capacidade de campo ➢Encharcamento: Afeta o número, diâmetro e tamanho das raízes Clima e Época de Plantio ➢Radiação solar: ➢Tolera sombreamento de até 25% ➢Sombreamento acima de 40%: retarda a formação das raízes, e redução da produtividade Clima e Época de Plantio Cultivares Princesa Brazlândia Roxa Brazlândia Rosada Brazlândia Branca Beauregard ➢Solos adequados: Solos de textura média e arenosa ➢Solos inadequados: textura argilosa, úmidos e frios ➢Acidez: pH 4,5 a 7,5 – faixa ideal: 5,5 a 6,5 ➢Saturação por bases: 60% Solos Adubação verde: ➢Plantio: 2 meses antes do cultivo da batata-doce ➢Aumento do teor de matéria orgânica do solo ➢Fixação biológica de nitrogênio ➢Melhoria da porosidade do solo Preparo do solo ➢Aração: 30 a 35 cm de profundidade ➢Gradagem ➢Sulcamento: 15 cm de profundidade ➢Levantamento de leirões: 25 cm de altura ➢Espaçamento: 80 cm entre sulcos Preparo do solo Preparo do solo Adubação ➢Exigência nutricional: ✓Nitrogênio – 30 kg ha-1 ✓Fósforo – 80 a 140 kg ha-1 ✓Potássio – 90 a 110 kg ha-1 Biofertilizante Composto orgânico Adubação ➢Esterco bovino ou composto orgânico: 25 t ha-1 ➢Aplicação de biofertilizantes: ✓Períodos: 15, 30 45, 60 e 75 DAT ✓Concentração: 10% ✓Dose: 65 ml por planta ✓Forma de aplicação: ao lado da planta Tabela 3. Composição química de alguns dos biofertilizantes elaborados na Embrapa Semi-Árido Implantação da Cultura ➢Produção de mudas ➢A partir das raízes: ✓ Seleção de raízes uniformes e sadias ✓ Distribuição de raízes em canteiros e cobertura com 3 cm de solo ✓ Irrigação sem encharcamento ✓ Plantio com uso de Túnel baixo ✓ Brotações com 20 cm de altura para o plantio Implantação da Cultura ➢Produção de mudas ✓ Mudas de lavouras comerciais ✓ Lavouras com 2 a 3 meses de idade ✓ Ramas sadias ✓ Região apical da planta com 6 a 8 entrenós com 30 cm Implantação da Cultura ➢Produção de mudas ✓ Mudas de lavouras comerciais ✓ Lavouras com 2 a 3 meses de idade ✓ Ramas sadias ✓ Região apical da planta com 6 a 8 entrenós com 30 cm Implantação da Cultura ➢Produção de mudas ➢Pré - enraizamento ✓ Uso de viveiros ou telados ✓ Uso de substrato com boa fertilidade ✓ Manutenção da umidade ✓ Evita o replantio Tratos culturais ➢ Controle de plantas espontâneas: primeiros 60 dias após o plantio ➢ Amontoa: uso de enxada ou cultivadores ➢ Irrigação: sistema de aspersão ou gotejamento quando plantada no período seco Anomalias fisiológicas ➢Rachaduras: ✓Cultivares que não apresentam essa anomalia ✓Evitar flutuação na umidade do solo ➢Doenças Fúngicas ➢Albugo (ipomoeae-panduratea) - lesões pulverulentas no limbo folia - Pústulas salientes de cor leitosa ➢Alternaria spp - Ataca folhas mais velhas - lesões necróticas circulares ou irregulares, de cor marrom e halos amarelados Controle Fitossanitário https://www.embrapa.br/en/hortalicas/batata-doce/doencas-causadas-por-fungos#collapse_bytj_1 ➢Doenças Fúngicas ➢Ceratocystis fimbriata ➢Necroses secas de cor cinza ou preta na raízes tuberosas deixando com gosto amargo ➢Associada ao ataque de brocas Controle Fitossanitário ➢Doenças Fúngicas ➢Elsinoë batatas (Sphaceloma batatas) ✓Sarna da batata ✓ Lesões circulares a elípticas ou alongadas de cor marrom no caule Controle Fitossanitário https://www.embrapa.br/en/hortalicas/batata-doce/doencas-causadas-por-fungos#collapse_bytj_4 ➢Doenças Fúngicas ➢Fusarium spp: ➢Causa manchas e podridões nas raízes e na base das brotações ➢ Em pós-colheita, causa frequentemente manchas e podridões ➢Infecção vascular causando amarelecimento das folhas e murcha Controle Fitossanitário ➢Doenças Fúngicas ➢Monilochaetes infuscans: ➢Manchas escuras roxas ou marrom- acinzentadas a pretas na casca das raízes armazenadas ➢Rachaduras nas raízes Controle Fitossanitário ➢Doenças Fúngicas ➢Rizoctonia solani ➢Causa necrose na base das brotações, provocando o tombamento Controle Fitossanitário ➢Doenças Fúngicas ➢Sclerotium rolfsii: ➢Causa lesões necróticas na base das brotações e nas raízes-semente, formando um micélio branco e pequenos escleródios esféricos ➢Desenvolve em reboleira Controle Fitossanitário ➢Doenças bacterianas ➢Podridão mole ou podridão bacteriana do caule e da raiz ➢Superbrotamento ou vassoura de bruxa ➢Murcha bacteriana e sarna comum Controle Fitossanitário ➢Controle de doenças ✓Rotação de culturas ✓Consorciação de culturas ✓Nutrição equilibrada ✓Manutenção de vegetação nativa ✓Aplicação de caldas e biofertilizantes Controle Fitossanitário ➢Nematoides ➢Nematoide-das-galhas - Meloidogyne spp. ➢Nematoide-reniforme - Rotylenchulus reniformis Controle Fitossanitário ➢Controle de Nematoides: ➢Rotação de culturas: crotalária, milho, brachiarias ➢Uso de cultivares resistentes: em estudo ➢Eliminação de restos culturais Controle Fitossanitário ➢Doenças viróticas ✓Transmissão por pulgões e mosca branca ✓Uso de material de propagação contaminado ✓Danos: mosaico, clorose e, em casos mais severos, encarquilhamento e necrose Controle Fitossanitário ➢Controle: ✓Controle dos insetos vetores ✓Uso de material de propagação sadio ✓Eliminação de plantas doentes Superbrotamento ➢Pragas ➢Broca-da-bata-doce (Euscepes postfasciatus) ➢Adulto: besouro escuro com pequena tromba ➢Danos: ➢Larvas e adultos realizam escavação nas ramas e raízes Controle Fitossanitário ➢Pragas ➢Broca-da-bata-doce (Euscepes postfasciatus) ➢Controle: ➢Rotação de culturas: couve, repolho, feijão, milho ➢Uso de material de propagação sadio ➢Amontoa ➢Eliminação de restos culturais ➢Uso de variedades precoces ➢Uso de variedades resistentes: CNPH 026, CNPH 295 ➢ Irrigação adequada Controle Fitossanitário ➢Pragas ➢Bicho-Alfinete (Diabrotica speciosa) ➢Danos: ✓ Causam furos nas raízes ✓ Diminuiu o valor para comercialização ✓ Facilita a entrada de patógenos causadores de doenças Controle Fitossanitário ➢Pragas ➢Bicho-Alfinete (Diabrotica speciosa) ➢Controle: ➢Uso de iscas atrativas – Porongo (Lagenaria sp) e raízes de taiuiá (Cayaponia tayuya) ➢Inimigos naturais: Celatoria bosqi, Centistes gasseni, BeauveriaBassiana, Metarhizium anisopliae, Paecilomyces lilacinus. Controle Fitossanitário Taiuiá (Cayaponia tayuya) Porongo (Lagenaria sp) Beauveria Bassiana Centistes gasseni ➢Broca-do-coleto - Megastes pusialis (Lepidoptera, Pyralidae): ➢Danos: ✓Provocam danos na região próxima a da raiz ✓Diminui o número de plantas Controle Fitossanitário ➢Broca-do-coleto - Megastes pusialis (Lepidoptera, Pyralidae): ➢Controle: ➢Inimigos naturais: braconídeos ➢Plantio de vegetação que produz flores para atrair inimigos naturais Controle Fitossanitário Colheita ➢Ponto de colheita: amarelecimento e queda das folhas (período seco) ➢Cultivares precoces: 100 a 115 dias ➢Ciclo tardio: 140 a 170 dias ➢Eliminação da parte aérea ➢Colheita manual: enxada ➢Colheita mecanizada: arado de aiveca, sulcador e colhedeira de batatinha ➢Colheita escalonada ➢Produtividade esperada: 20 a 40 t ha-1 Disciplina: Hortaliças Tuberosas Curso: Técnico em Paisagismo Prof. Dr. Lucas Borchartt Bandeira Bananeiras, PB 2021 CONTATO: lucas.borchartt@academico.ufpb.br