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PESSOAL SE PUDER CURTAM MEU MATERIAL AI PRA EU CONTINUAR AJUDANDO VCS VALEU !!!! A1 Português e libras A linguagem humaniza o homem. Por meio dela, os seres humanos expressam sentimentos, constroem pensamentos, interagem com o ambiente e com outros indivíduos. Nos últimos anos, há uma crescente preocupação por parte dos profissionais e dos pesquisadores em entender a diversidade humana. A literatura tem discutido as diferentes possibilidades em relação às habilidades de comunicação entre as pessoas, principalmente quando: a) a fala não é adquirida na sua totalidade, b) a fala não é adquirida durante o desenvolvimento infantil, e c) a fala foi adquirida e desenvolvida para representar ideias, desejos, intenções nas diferentes complexidades, mas, por alguma interferência, a pessoa pode perdê-la ou tornar-se impossibilitada de utilizá-la com diferentes pessoas. Quando as pessoas se deparam com crianças, jovens e adultos que não falam, a interação pode não ocorrer e, com isso, a comunicação não se efetiva. É uma situação que pode surgir no dia a dia das pessoas, como, por exemplo, quando na sala de aula há um aluno com deficiência sem oralidade (ausência da fala). “Na verdade a língua que falamos deixa ver quem somos. De certa forma ela nos apresenta aos outros. Mostra a que grupo pertencemos. É uma espécie de atestado de nossas identidades” (ANTUNES, 2008, p. 23). A linguagem é realmente o nosso meio de interação social. A partir da contextualização responda a questão a seguir. Sinta-se e à vontade para dialogar com outros textos, trazendo citações diretas ou indiretas: Discorra sobre o conceito de linguagem, língua, fala e variedades linguísticas e como isso influencia em nossas relações em sociedade. Pontue sobre respeito, cultura, diversidade. A língua portuguesa é uma unidade composta por diversos variantes e sofre várias transformações. Contudo traz em si a ideia de época em que ela é usada, cabendo ao ser humano à consciência que a língua muda e deve ser respeitada em suas variantes. A língua que falamos é a mesma, desta forma todos fazem o uso do mesmo código linguístico (português brasileiro), no entanto a fala de cada ser humano brasileiro sofre modificações e são diversificadas, individualizadas e heterogêneas. A ideia da existência do monolinguíssimo desaparece a partir do contexto social e vivência com outras pessoas de culturas, regiões, status sociais diferentes. A existência de diversas construções lexicais, fonética, sintática morfologia é responsável por explicar a variantes linguísticas. A aquisição da linguagem é um processo contínuo de variações determinantes no reconhecimento da mesma, muitas vezes cultural, em uma abordagem teórica a aquisição da linguagem pode esta dividida em: uma dotação genética, algo passado a parte de sua estruturação específica de cada ser humano; ou com o contato com o ambiente, os diferentes pensadores que estudam o desenvolvimento da linguagem tendem escolher um ou outro conceito. Para o Behaviorismo, a linguagem e dada a partir da interação com o meio ao contrário do inatíssimo que defende que essa aquisição aconteceria a partir de algo pré-existente no individuo. Para o cognitivismo construtivista, a linguagem passa a existir a partir do desenvolvimento do individuo, que seria feita por estágios (... pré-operatório, operatório.), possibilitando assim a aquisição da linguagem. A variação social ou diastrática, por sua vez relaciona-se a um conjunto de fatores que tema ver com a identidade dos falantes também com a organização sociocultural da comunidade de fala. (MUSSOLIN & BENTES, 2006, p. 34). Há também outros fatores responsáveis pelas variações linguísticas sociais e ela pode este presente na idade do individuo. Termos linguísticos usados por jovens de 16 anos não é utilizado por um adulto de 50 anos, existe também as questões socioeconômicas, onde geralmente pessoas com estatuas econômico baixas tem uma linguagem diferente daqueles que tem um estatuas mais elevado. No contexto mais amplo o uso termos novos na linguagem conhecidos como gíria pode ser determinado como neologismo, que é uma conceituação básica em relação às inovações linguísticas que surge da necessidade comunicativa existente no ambiente. A gíria pode ser um contribuinte fundamental identificando grupos, para Cunha (2005) a gíria é considerada uma forma de comunicação que utiliza termos e vocábulos específicos a um determinado grupo, caracterizando-os e destingindo-os dos demais falantes de uma língua “(p. 49)”. As influências indígenas, africana europeia e de épocas são fatores, que resultaram na variação linguística, e cada região às vezes do significado diferentes a uma mesma expressão/palavra segundo Cereja (2006) segue alguns exemplos de dizeres como: “bater a caçuleta” usado no nordeste e “levou farelo” usado na região Norte tem o mesmo significado que é “morrer”, porem são expressões totalmente diferentes. “O autor dá um segundo exemplo que são as expressões: (pia) usada na região Sul e (brugelo) usado na região nordeste tem o mesmo significado (criança ou guri)”. As variações linguísticas é um fenômeno natural que acontece com todas as línguas, não existindo o conceito de certa ou errada, apenas de como é usada e em que momento, embora as variações façam parte da identidade de um povo, o Brasil possui normas padrões que determinam à escrita e a comunicação formal. A cultura é responsável pelo tipo/modelo de comunicação e expressão de cada individuo ou grupo social, responsável por refletir valores e possibilitar nas descobertas e novos conhecimentos. A cultura envolve movimentos artísticos, populares e comunicativos. A forma que cada ser humano usa a linguagem pode ou não determinar os seus valores sociais, a cultura envolve a todos seja de um mesmo grupo ou de uma mesma comunidade. Desta forma, ao depararmos com certas “diferenças” em sua maioria, julgamo-las como erros ou ate como falhas, isso dado a partir da cultura como homogênea. Na perspectiva do “erro”, a forma de comunicação oral e escrita elegeu uma variedade linguística como a melhor devendo ser seguida de forma incontestada. No entanto, o Brasil é formado a partir da miscigenação dessa forma o português brasileiro não tem forma estática o que torna a gramática normativa apresentar regras que geralmente não são mais utilizadas em nosso território não representa de forma efetiva a língua português-brasileira, O que é tratado como “erro de português” quando foge de determinados termos arcaicos que não fazem parte do processo de evolução da linguística.