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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CENTRO DE CIÊNCIAS RURAIS CURSO DE AGRONOMIA Nicoly Melissa de Vargas POTENCIAL DE ISOLADOS DE Trichoderma NO BIOCONTROLE DE Sclerotinia sclerotiorum Curitibanos 2022 Nicoly Melissa de Vargas POTENCIAL DE ISOLADOS DE Trichoderma NO BIOCONTROLE DE Sclerotinia sclerotiorum Trabalho de Conclusão do Curso de Graduação em Agronomia do Centro de Ciências Rurais da Universidade Federal de Santa Catarina como requisito para a obtenção do título de Bacharel em Agronomia. Orientadora: Profa. Adriana Terumi Itako, Dra. Coorientador: Prof. João B. Tolentino Júnior, Dr. Curitibanos 2022 SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA Coordenação do Curso de Graduação em Agronomia Rodovia Ulysses Gaboardi km3 CP: 101 CEP: 89520-000 - Curitibanos - SC TELEFONE (048) 3721-4174 E-mail: agronomia.cbs@contato.ufsc.br. NICOLY MELISSA DE VARGAS Potencial de isolados de Trichoderma no biocontrole de Sclerotinia sclerotiorum Este Trabalho de Conclusão de Curso foi julgado adequado para obtenção do Título de Engenheiro Agrônomo, e aprovado em sua forma final pelo Curso de Graduação em Agronomia. Curitibanos, 08 de novembro de 2022. ___________________________________ Prof. Dr. Douglas Adams Weiler Coordenador do Curso Banca Examinadora: ____________________________ Prof. Dra. Adriana Terumi Itako Orientadora Universidade Federal de Santa Catarina ____________________________ Ma. Beatriz Ribeiro Gomes Membro da banca examinadora Universidade do Estado de Santa Catarina ___________________________ Ma. Danielle Cristina Ortiz Membro da banca examinadora Universidade do Estado de Santa Catarina Ao meu avô Silvestre Soares (in memoriam) e a minha avó Zenita A. B. Soares, dedico. AGRADECIMENTOS Primeiramente agradeço aos meus pais, Sirlei de F. Soares e Marcio A. de Vargas, por todo apoio e compressão durante todos esses anos, sem a ajuda de vocês não estaria aqui hoje. Em especial a minha mãe, por todos os ensinamento e puxões de orelha, que foram necessários para o meu desenvolvimento pessoal e profissional. A minha avó Zenita Soares, por se fazer sempre presente na minha vida me incentivando a conquistar meus sonhos. A toda minha família, por todo apoio recebido e compreensão da minha ausência em determinados períodos. Ao meu namorado Denner R. F. de Marafigo, por todo companheirismo nessa caminhada, sempre ao meu lado me apoiando em cada obstáculo enfrentado, e aos seus pais, Sebastião T. de Marafigo e Onice M. Furtado, por todo incentivo a buscar o conhecimento e a ajuda nesse período. A minha querida orientadora, Profª. Drª. Adriana Terumi Itako, e ao meu excelente coorientador Prof. Dr. João B. Tolentino Júnior. Agradeço por todos os momentos de risada, de apoio, de ensinamentos e oportunidades. Sou grata por tudo. A os integrantes do grupo de estudos em fitopatologia e análise de imagens (GEFAI), que me auxiliaram no desenvolvimento deste trabalho. Por fim, agradeço a todas as pessoas que participaram dessa etapa da minha vida, em especial aos meus amigos e colegas que estiveram comigo durante a graduação e fizeram essa trajetória mais leve e alegre. Nunca me esquecerei de vocês! Obrigada! “Já não há meio ambiente..., mas preservemos o terço de ambiente que nos resta” (Veríssimo Andrade). https://www.pensador.com/autor/verissimo_andrade/ RESUMO O mofo-branco, causado por Sclerotinia sclerotiorum, é uma doença com grande potencial de reduzir a produtividade de diversas culturas de interesse econômico como a soja, algodão e feijão. O uso de fungicidas no controle da doença, além de causar grandes impactos negativos ao meio ambiente e à saúde das pessoas, também não é totalmente eficiente no controle das estruturas de resistência do fitopatógeno, os escleródios. Diante disso, o controle biólogo pode ser visto como uma ferramenta no controle da doença, permitindo a redução do inóculo do fitopatógeno com maior eficiência e especificidade e reduzindo os riscos de contaminação ambiental. Atualmente, poucas espécies do gênero Trichoderma são comercializadas, portanto, é importante o isolamento e a seleção de novos bioagentes para o desenvolvimento e disponibilidade de novos produtos e formulações no mercado, permitindo o aumento da oferta e estimulo da geração de demanda. Dessa forma, o objetivo do trabalho foi avaliar in vitro o potencial de isolados de Trichoderma spp., na inibição micelial e na redução da viabilidade de escleródios de Sclerotinia sclerotiorum. Foram analisados 8 isolados coletados de solos do município de Brunópolis/SC (1A; 36A; 98A; 99A; 111B; 112B; 36B; 102) e um isolado do produto comercial Thichodermil. Foi realizado o teste de pareamento em placas de Petri em duas metodologias, na primeira metodologia (a), foi inoculado um disco de micélio do fitopatógeno, centralizado no meio da placa de Petri contendo BDA (Batata-Dextrose-Ágar), e dois discos de micélio do antagonista, um em cada extremidade da placa. Na metodologia (b), um disco de micélio do fitopatógeno foi inoculado em uma das extremidades do meio de cultura e um disco de micélio do antagonista foi inoculado na outra extremidade. Com os dados, foram calculados a porcentagem de inibição e porcentagem de redução da velocidade do crescimento do fitopatógeno. Para a avaliação da redução da viabilidade de escleródios do fitopatógeno, seis escleródios produzidos em BDA com 25 dias de idade foram transferidos para placas contendo colônias de Trichoderma e mantidas incubadas por 15 e 40 dias. A viabilidade dos escleródios foi avaliada pelo teste de Trifenil Cloreto de Tetrazólio (0,5%), em que foi considerado viável os escleródios de coloração rosada e não viável os escleródios de coloração amarelada. Para ambos os testes foi utilizado o delineamento inteiramente casualizado, com 10 tratamentos e cinco repetições. Os dados coletados foram submetidos à análise de variância no software R e comparadas pelo teste de Scott Knott, ao nível de significância de 5%. Os resultados demonstraram que todos os isolados de Trichoderma mostram potencial antagônico sobre S. sclerotiorum, todavia, os isolados com maior eficiência do controle micelial são o 1A, 112B, 36B e 99A. Quanto a redução da viabilidade dos escleródios, com 15 dias nenhum isolado demonstrou capacidade de controle da estrutura, todavia, com 40 dias de incubação, os isolados 1A, 102B e TCOM demonstraram serem capazes de reduzir a viabilidade dos escleródios. Notou-se o grande potencial desses isolados nativos da região de Santa Catarina no controle do mofo-branco. Palavras-chave: Manejo de doenças em plantas. Fungos antagonistas. Fungos fitopatogênicos de solo. . ABSTRACT White mold, caused by Sclerotinia sclerotiorum, is a disease with great potential to reduce the productivity of several crops of economic interest such as soybeans, cotton and beans. The use of fungicides to control the disease, in addition to causing great negative impacts to the environment and people's health, is also not fully efficient in controlling the resistance structures of the phytopathogen, the sclerotia. Therefore, biological control can be seen as a tool in the control of the disease, allowing the reductionof the phytopathogen inoculum with greater efficiency and specificity, reducing the risks of environmental contamination. Currently, few species of the Trichoderma genus are commercialized, therefore, it is important the isolation and selection of new bioagents for the development and availability of new products and formulations on the market, allowing an increase in supply and stimulation of demand generation. Thus, the objective of this work was to evaluate in vitro the potential of Trichoderma spp. isolates in mycelial inhibition and in reducing the viability of Sclerotinia sclerotiorum sclerotia. Eight isolates collected from soils in the municipality of Brunópolis (1A; 36A; 98A; 99A; 111B; 112B; 36B; 102) and 1 isolate from the commercial product Thichodermil were analyzed. The pairing test in Petri dishes was carried out in two methodologies, in the first methodology (a), a disc of phytopathogen mycelium was inoculated, centered in the middle of the Petri dish containing PDA (Potato-Dextrose-Agar), and two discs of antagonist mycelium, one at each end of the plate. In methodology (b), a mycelium disc of the phytopathogen was inoculated at one end of the culture medium and an antagonist mycelium disc was inoculated at the other end. With the data, the percentage of inhibition and percentage of reduction in the growth velocity of the phytopathogen were calculated. For the evaluation of the reduction of the sclerotia viability of the phytopathogen, 6 sclerotia produced in PDA with 25 days of age were transferred to plates containing colonies of Trichoderma and kept incubated for 15 and 40 days. The sclerotia viability was evaluated by the Triphenyl Tetrazolium Chloride (0.5%) test, in which the pink colored sclerotia were considered viable and the yellowish colored sclerotia were not viable. For both tests, a completely randomized design was used, with 10 treatments and five replications. The collected data were submitted to analysis of variance in the R software and compared by the Scott Knott test, at a significance level of 5%. The results showed that all Trichoderma isolates show antagonistic potential against S. sclerotiorum, however, the isolates with the highest efficiency of mycelial control are 1A, 112B, 36B and 99A. Regarding the reduction of sclerotia viability, at 15 days no isolate showed the ability to control the structure, however, at 40 days of incubation, isolates 1A, 102B and TCOM were able to reduce sclerotia viability. It was noted the great potential of these isolates native to the region in the control of white mold. Keywords: Management of plant diseases. Antagonistic fungi. Soil phytopathogenic fungi. LISTA DE FIGURAS Figura 1- A. Trichoderma azevedoi em meio Batata-Dextrose-Ágar; B. Hifas; C: Hifas e conidióforos liberando conídios; D: Conídios com formato globosos e ovoides. .................... 24 Figura 2 – Trichoderma stromaticum. A. Estromas em vista frontal (0,8 mm); B. Estroma com corte longitudinal mostrando os peritécios (5 µm); C. Ascósporos unisseriados (120 µm) .... 24 Figura 3– Sintomas de encharcamento e presença de micélio de Sclerotinia sclerotiorum em folha de batata. .......................................................................................................................... 17 Figura 4– Escleródios de Sclerotinia sclerotiorum na cultura da soja ..................................... 17 Figura 5 – Presença de micélio e escleródios de S. sclerotiorum em plantas de algodão. ....... 18 Figura 6– Sclerotinia sclerotiorum; A) micélio no caule do feijoeiro. B) micélio em vagens de feijão. C) micélio e escleródios no caule de soja. D) vagens de soja com micélio e escleródios. .................................................................................................................................................. 18 Figura 7– Apotécios de Sclerotinia sclerotiorum (A); liberação dos ascósporos (B). ............. 19 Figura 8- Escleródios de Sclerotinia sclerotiorum coletados em lavoura de soja, Brunópolis- SC. ............................................................................................................................................ 27 Figura 9 - Disposição dos discos de micélio em meio de cultura BDA - método de pareamento (a) .............................................................................................................................................. 29 Figura 10 - Disposição dos discos de micélio no meio de cultura - método de pareamento (b) .................................................................................................................................................. 30 Figura 11 – Repicagem de Sclerotinia sclerotiorum ................................................................ 32 Figura 12 – Exemplos de Colônias de Trichoderma com cinco dias de crescimento. ............. 32 Figura 13- Disposição dos escleródios de Sclerotinia sclerotiorum sobre as colônias de Trichoderma. ............................................................................................................................ 33 Figura 14 - Teste de Trifenil Cloreto de Tetrazólio em escleródios de Sclerotinia sclerotiorum. .................................................................................................................................................. 34 Figura 15 - Escleródio viável (coloração interna rosada) e escleródio não viável (Coloração amarelada) ................................................................................................................................ 34 Figura 16 -- Teste de pareamento (a): Sclerotinia sclerotiorum x Isolados de Trichoderma .. 37 Figura 17 - Teste de pareamento (b): Sclerotinia sclerotiorum x Isolados de Trichoderma ... 39 Figura 18– Escleródios Sclerotinia sclerotiorum sobre Trichoderma após 40 dias de incubação .................................................................................................................................................. 41 LISTA DE TABELAS Tabela 1 - Pareamento (a): Porcentagem de inibição do crescimento micelial e redução da velocidade de crescimento (%) do fungo Sclerotinia sclerotiorum ......................................... 36 Tabela 2 - Pareamento (b): Porcentagem de inibição do crescimento micelial e redução da velocidade de crescimento (%) do fungo Sclerotinia sclerotiorum. ........................................ 38 Tabela 3– Porcentagem de inibição da viabilidade de escleródios de Sclerotinia sclerotiorum tratados com isolados de Trichoderma ..................................................................................... 40 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS BDA Batata-Dextrose-Ágar BOD Incubadora Demanda Bioquímica de Oxigênio AACCM Área Abaixo da Curva de Crescimento Micelial IVCM Índice de Velocidade de Crescimento Micelial TCT Teste de Trifenil Cloreto de Tetrazólio SC Santa Catarina SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ........................................................................................................ 14 1.1 OBJETIVOS ..........................................................................................................................15 1.1.1 Objetivo Geral ......................................................................................................................15 1.1.2 Objetivos Específicos............................................................................................................15 2 REFERENCIAL TEÓRICO .................................................................................. 16 2.1 MOFO-BRANCO (Sclerotinia sclerotiorum)........................................................................16 2.1.1 Taxonomia, hospedeiros e ocorrência ................................................................................16 2.1.2 Sintomatologia ......................................................................................................................16 2.1.3 Epidemiologia .......................................................................................................................19 2.1.4 Manejo integrado do mofo-branco .....................................................................................20 2.2 CONTROLE BIOLOGICO ....................................................................................................21 2.3 O GÊNERO Trichoderma ......................................................................................................22 2.3.1 Características do gênero Trichoderma ..............................................................................22 2.3.2 Morfologia .............................................................................................................................23 2.3.3 Importância na agricultura .................................................................................................25 3 MATERIAL E MÉTODOS .................................................................................... 27 3.1 OBTENÇÃO DOS FUNGOS ................................................................................................27 3.1.1 Procedência ...........................................................................................................................27 3.1.2 Reativação .............................................................................................................................28 3.2 PAREAMENTO DE CULTURAS EM PLACAS DE PETRI...............................................28 3.2.1 Teste de Pareamento (a): Fitopatógeno no centro da placa .............................................29 3.2.2 Teste de Pareamento (b): Fitopatógeno em uma das extremidades da placa .................29 3.2.3 Delineamento experimental .................................................................................................30 3.2.4 Análise de dados: Trichoderma x fitopatógeno ..................................................................30 3.3 TESTE DE INIBIÇÃO DA GERMINAÇÃO MICELIOGÊNICA DE ESCLERÓDIOS .....31 3.3.1 Produção dos escleródios .....................................................................................................31 3.3.2 Produção de Trichoderma ....................................................................................................32 3.3.3 Montagem do ensaio: inibição da germinação miceliogênica de escleródios ..................33 3.3.4 Teste de Trifenil Cloreto de Tetrazólio (TCT) ..................................................................33 3.3.5 Delineamento experimental .................................................................................................35 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO ............................................................................. 36 4.1 TESTES DE PAREAMENTO ...............................................................................................36 4.2 TESTE DE INIBIÇÃO DA VIABILIDADE DE ESCLERÓDIOS .......................................40 5 CONCLUSÃO .......................................................................................................... 42 REFERÊNCIAS ..................................................................................................................... 43 14 1 INTRODUÇÃO O mofo branco, causado por Sclerotinia sclerotiorum, é uma doença com grande potencial de dano econômico para culturas como o feijão, algodão, amendoim, girassol, soja, etc. No Brasil o fungo se encontra disseminado nas regiões sul, sudeste, centro oeste e nordeste do país. O uso de fungicidas sintéticos no controle da doença causa grandes impactos ao meio ambiente, à saúde das pessoas e também não é totalmente eficiente no controle das estruturas de resistência do fitopatógeno (JULIATTI; JULIATTI, 2010; YOUNG et al., 2004). O uso intensivo de fungicidas provoca a contaminação do solo, da água, dos alimentos e dos animais; o desequilíbrio biológico; alterações na ciclagem da matéria orgânica e de nutrientes; redução dos organismos benéficos e da biodiversidade; resistência de patógenos a princípios ativos, entre outros. Além disso, pode provocar graves impactos na saúde humana, como a exemplo, a depressão, ansiedade, doenças neurológicas, doenças respiratórias, diabetes, danos nas vias auditivas, câncer e etc. (BETTIOL; CHINI, 2001; LOPES; ALBUQUERQUE, 2018; MORANDI et al., 2009;). Com a sociedade cada vez mais preocupada com os impactos ambientais e a contaminação da cadeia alimentar com agroquímicos, nota-se a maior procura por alimentos livres desses produtos. Uma das alternativas para a redução do uso de agrotóxicos é o controle biológico. Os fungos e as bactérias são os principais microrganismos estudados no controle biológico de doenças de plantas. A maioria dos representantes fúngicos utilizados no controle biológico pertencem ao gênero Trichoderma spp. (MEDEIROS; SILVA; PASCHOLATI, 2018; MORANDI; BETTIOL, 2009). Um exemplo do uso do gênero Trichoderma, é no manejo integrado do mofo branco. Estudos relatam que o uso contínuo de Trichoderma promove a redução do inóculo do patógeno, permitindo a redução do número de aplicações de fungicidas (MEDEIROS; SILVA; PASCHOLATI, 2018). Mesmo que existam, atualmente, cerca de 30 produtos à base de Trichoderma registrados no MAPA para o controle de S. sclerotiorum (AGROFIT, 2022), é importante realizar uma análise sobre os possíveis fungos antagonistas em escala local. Esse trabalho terá como finalidade selecionar bioagentes eficientes no controle de S. sclerotiorum e adaptados às características bióticas e abióticas do município de Brunópolis, localizado na Microrregião do Planalto Sul de Santa Catarina. 15 1.1 OBJETIVOS 1.1.1 Objetivo Geral Avaliar o potencial de isolados de Trichoderma spp. no controle de Sclerotinia sclerotiorum, ambos coletados no município de Brunópolis, Microrregião Planalto Sul Catarinense. 1.1.2 Objetivos Específicos Avaliar in vitro o potencial de isolados de Trichoderma spp., na inibição do fungo de solo Sclerotinia sclerotiorum, através de duas metodologias de pareamento em placas de Petri; Avaliar a viabilidade de escleródios de Sclerotinia sclerotiorum tratados com isolados de Trichoderma. 16 2 REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 MOFO-BRANCO (Sclerotinia sclerotiorum) 2.1.1 Taxonomia, hospedeiros e ocorrência O agente etiológico do mofo-branco é o fungo Sclerotinia sclerotiorum (Lib.) de Bary, pertencente ao filo Ascomycota, classe Leotiomycetes, ordem Helotiales e família Sclerotinaceae (MYCOBANK, 2022). A doença acomete mais de 400 espécies de plantas, entre as quais, diversas culturas de interesse econômico, a exemplo da soja, feijão, girassol, cenoura, tomate, batata e diversas plantas daninhas, exceto gramíneas (ALMEIDA et al., 2005; BOLAND; HALL, 1994; DERBYSHIRE et al., 2017; JACCOUD FILHO et al., 2017). No Brasil, o fungo se encontra disseminado nas regiões sul, sudeste, centro oeste e nordeste do país. O estado de Santa Catarina apresenta aproximadamente 500 mil hectares contaminados com S. sclerotiorum, sendo considerado um dos estados mais afetados pela doença (JULIATTI; JULIATTI, 2010; MEYER et al., 2018). 2.1.2 Sintomatologia Os primeiros sintomas da doença são presença de manchas com aspecto de encharcamento (Figura 3), que evoluem para manchas castanhas clara, formando abundante e densa massa miceliogênica branca, que após alguns dias originam os escleródiosenegrecidos (ALMEIDA et al., 2005). 17 Figura 1– Sintomas de encharcamento e presença de micélio de Sclerotinia sclerotiorum em folha de batata. Fonte: Jesus G. Töfoli (s.d). Os escleródios são densos emaranhados de hifas de coloração escura (Figura 6), constituem a fonte primária de inóculo e podem variar de 2 a 10 mm de diâmetro. Estudos relatam que escleródios de S. sclerotiorum podem permanecer viáveis no solo por até 8 anos (AGRIOS, 2005; BIANCHINI; MARINGONI; CARNEIRO, 2005; MEYER et al., 2010). Figura 2– Escleródios de Sclerotinia sclerotiorum na cultura da soja Fonte: Josefa Neiane Goulart Batista (s.d). Em plantas de algodoeiro, Charchar et al. (1999), observaram sintomas de murcha, necrose e podridão da haste, do pecíolo da folha e da maçã. Foram encontrados micélios e escleródios de S. sclerotiorum em 95% dos capulhos analisados (Figura 5). 18 Figura 3 – Presença de micélio e escleródios de Sclerotinia sclerotiorum em plantas de algodão. Fonte: Juliano Uebel; Revista Cultivar (s.d). A intensidade dos danos causados pelo fungo é variável dependendo do clima, da região, do nível de susceptibilidade da cultura e da agressividade do fungo (CUNHA, 2010). Existem relatos de perdas de 50% da produtividade de cenoura no Reino Unido. Já na cultura do feijão em condições favoráveis, as perdas podem chegar até 100% da produção. Para soja, trabalhos relatam que a doença pode causar até 70% de perda de produtividade (MEYER et al., 2014; SCHWARTZ; SINHG, 2013; YOUNG et al., 2004). Figura 4– Sclerotinia sclerotiorum; A) micélio no caule do feijoeiro. B) micélio em vagens de feijão. C) micélio e escleródios no caule de soja. D) vagens de soja com micélio e escleródios. Fonte: Embrapa; Maurício Meyer; Sidney Hideo Fujivara; Rehagro (s.d). 19 2.1.3 Epidemiologia O mofo branco é uma doença de clima úmido e ameno. As condições ideais para desencadear epidemias são temperaturas entre 10 e 20 °C e alta umidade do solo. Condições de alta umidade favorecem a germinação dos escleródios, que pode ser na forma miceliogênica, quando os escleródios produzem micélio; ou carponogênica, quando os escleródios dão origem aos apotécios (AGRIOS, 2005; MEYER et al., 2010). A germinação carpogênica ocorre quando os escleródios recebem radiação solar suficiente para a emissão dos estipes e formação dos apotécios. Já em condições em que a luminosidade é um fator limitante, só ocorre a germinação miceliogênica, onde os micélios produzidos são capazes de penetrar nos tecidos das plantas hospedeiras gerando a infecção (MEYER et al., 2010). Em condições favoráveis, os apotécios produzem grandes quantidades de ascósporos, os quais são ejetados e transportados pelo vento, podendo infectar plantas susceptíveis em um raio de 50 a 100 metros (MEYER et al., 2010). Os apotécios são carnosos, pedicelados, de coloração rosa a pardo-claro, com formato de taça e podem alcançar até 10 mm de diâmetro (Figura 7). Em cada asco são produzidos 8 ascósporos que são disseminados pelo vento (KUROZAWA; PAVAN, 2005). Figura 5– Apotécios de Sclerotinia sclerotiorum (A); liberação dos ascósporos em estruturas denominadas de apotécios (B). Fonte: Cobb; Dillard (2004). 20 2.1.4 Manejo integrado do mofo-branco O manejo da doença requer a adoção conjunta do controle cultural, controle químico e o controle biológico, para prevenir e reduzir a quantidade de inoculo do fungo (MEYER et al., 2016). Em áreas livres do patógeno, é importante aplicar medidas preventivas para evitar a entrada do fungo na área. É indicado higienizar ferramentas, maquinários e implementos agrícola quando esses são utilizados em outras lavouras. Além disso, deve-se utilizar sementes certificadas e livres do inóculo do fungo (BIANCHINI et al., 1997; FERRAZ, 1999; VENTUROSO et al., 2013). Em áreas infectadas, a redução da população e da germinação carpogênica dos escleródios é um fator fundamental para o controle da doença (FERGUSON; SHEW, 2001). Segundo Ferraz et al. (1999), uma das alternativas para reduzir o número de apotécios no solo é através da palhada, a qual promove uma barreira física impedindo o crescimento do corpo de frutificação do fungo. No trabalho de Gorgen et al. (2008), foi observado que o uso de palhada de Brachiaria spp. controlou a incidência de apotécios. Estudos revelam que palhadas provenientes de gramíneas são uma ótima opção de cobertura do solo, pois além de proporcionarem uma barreira física, também produzem substâncias durante a decomposição que inibem o desenvolvimento do fungo (VENTUROSO et al., 2013). O controle químico ainda é o método mais utilizado para o controle de S. sclerotiorum. Atualmente são registradas poucas moléculas para controlar a doença. Produtos à base de fluazinam e procimidone mostram eficiência no controle do fungo em campo. Existem relatos de cepas do patógeno resistentes a fungicidas pertencentes ao grupo benzimidazóis, isso se deve em parte ao uso errôneo e excessivo desses produtos (BERGER NETO, 2015; LI; ZHOU, 2004; MEYER et al., 2017). 21 2.2 CONTROLE BIOLOGICO O controle biológico é uma técnica que visa o uso de um ou mais agentes biológicos para reduzir ou eliminar a densidade de pragas e agentes causadores de doenças. O início do controle biológico começou com o controle de pragas, datado desde o século III, onde os chineses utilizavam formigas para o controle de pragas de Citrus (GONÇALVES, 1996). O controle biológico de doenças de plantas, consiste em controlar um microrganismo patogênico, utilizando um ou mais microrganismos não patogênicos ou antagonistas (BETTIOL; SILVA; CASTRO, 2019). O controle biológico pode ser dividido em controle natural, onde requer um ambiente equilibrado para que os organismos que fazem parte do ambiente de forma natural, controlem os patógenos, sem que haja a necessidade de aplicar organismos exógenos; controle clássico, onde existe a aplicação do inimigo natural de maneira pontual para o controle de patógenos, sendo um processo de longo prazo; controle artificial, também existe a interferência do homem, porém, o controle de pragas ou doenças é mais rápido; e o controle aplicado, feito de forma pontual, sendo um controle mais imediato, de ação rápida e realizado em áreas específicas de pragas (IFOPE, 2022). O uso do controle biológico é fundamental para reduzir as aplicações de agrotóxicos no cultivo de alimentos, proporciona diversas vantagens, como a maior eficiência de controle, especificidade, redução da contaminação ambiental, menores riscos de intoxicação e menores interferências no equilíbrio ecológico (GONÇALVES, 1996). Os biodefensivos são produtos agrícolas desenvolvidos a partir de organismos vivos ou de produtos derivados desses organismos (AMORIM et al., 2018; MACHADO et al., 2012). Um ponto importante no desenvolvimento de novos produtos biológicos é a seleção de cepas com mais eficiência e mais adaptadas às condições bióticas e abióticas sob as quais esses produtos são aplicados, sendo assim, é fundamental manter um fluxo contínuo de caracterização e seleção de bioagentes (CARVALHO et al., 2019). O mercado de produtos biológicos vem aumentando nos últimos anos, isso se deve ao fato dos agricultores estarem buscando alternativas para o controle fitossanitário que permitam reduzir os impactos ambientais e atender a demanda dos consumidores por alimentos livres de agroquímicos (MEYER; MAZARO; SILVA, 2019). 22 O grande impulso no uso de recursos biológicos na agropecuária ocorreu após o lançamento do Programa Nacional de Bioinsumos, desenvolvido pelo MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). O programa tem como objetivo aproveitar o potencial da biodiversidade do Brasil para o desenvolvimento de novas soluções tecnológicassustentáveis, favorecendo a redução gradativa da dependência de insumos importados que são utilizados na produção agrícola do país (MAPA, 2020). A indústria brasileira de controle biológico vem registrando o aumento de vendas. Dentre os biodefensivos, os biofungicidas apresentaram um incremento no mercado brasileiro de 148% em 2018, quando comparado com 2017, o que demonstra a crescente tendência dos agricultores em utilizar a tecnologia (BETTIOL; SILVA; CASTRO, 2019). Os agentes de biocontrole mais estudados contra problemas fitossanitários são os fungos e as bactérias, sendo os principais representantes fúngicos pertencentes ao gênero Trichoderma (AMORIM et al., 2018). No Brasil, os biofungicidas com registro no Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento são à base de Trichoderma harzianum, T. asperellum, T. stromaticum, T. koningiopsis, Bacillus amyloliquefaciens, Bacillus subtilis, Bacillus methylotrophicus e Bacillus licheniformis (AGROFIT, 2022). 2.3 O GÊNERO Trichoderma 2.3.1 Características do gênero Trichoderma O gênero Trichoderma engloba várias espécies de fungos filamentosos. Esses microrganismos pertencem ao filo Ascomycota, classe Sordariomycetes, ordem Hypocreales e família Hypocreaceae (MYCOBANK, 2022). A plasticidade genética desses fungos permite sua sobrevivência em diferentes locais e condições ambientais (SAMUELS, 2006). A maior parte das espécies de Trichoderma vivem em solos ácidos e clima temperado. Algumas espécies são capazes de sobreviver a condições adversas devido a produzirem estruturas de resistência conhecidas como clamidósporos e microescleródios (MONTE; BETTIOL; HERMOSA, 2019). Atualmente, mais de 250 espécies de Trichoderma são conhecidas e a maioria das espécies possuem distribuição restrita e são parasitas de fungos macroscópios e apodrecedores 23 de madeira. Apenas poucas dezenas de espécies são oportunistas ambientais e colonizam diversos solos no planeta, sendo facilmente encontrados associados à fração orgânica e à rizosfera das plantas (DRUZHININA et al., 2011; MONTE et al, 2019). Para uma espécie ser considerada oportunista ambiental ela deve apresentar caraterísticas como: ampla distribuição geográfica, rápido crescimento, colonização agressiva (solo/rizosfera), grande potencial de parasitar ou predar fungos, indução de resistência a doenças e estresses abióticos e capacidade de estabelecer interações benéficas com plantas (HARMAN et al., 2004). Os autores Kubicek et al. (2011) sugerem que a capacidade dos fungos Trichoderma em parasitar e se nutrir da biomassa morta de outros fungos representa uma característica ancestral do gênero, sendo compartilhada pela maioria das espécies. Segundo Druzhinina et al. (2018), a capacidade de degradar matéria orgânica vegetal vista em espécies de Trichoderma se deve a uma transferência horizontal de genes de hifas de fungos decompositores de madeira para espécies de Trichoderma. A partir do sequenciamento e a comparação entre os genomas de diferentes espécies de Trichoderma foi possível constatar que o amplo oportunismo ambiental se deve em parte ao elevado número de genes que codificam enzimas hidrolíticas, proteínas chaperonas e transportadores de ABC (proteínas encontradas na membrana celular que atuam como facilitadoras da entrada de nutrientes e precursores biossintéticos, secretam metabólitos primários e secundários e também são capazes de eliminar substâncias tóxicas e agroquímicos (MONTE; BETTIOL; HERMOSA, 2019). 2.3.2 Morfologia As espécies de Trichoderma em meio de cultura se desenvolvem rápido, apresentam uma superfície translúcida incialmente e depois se tornam compactadas com tufos. Apresentam micélio branco inicialmente, e após a formação dos conídios as colônias se tornam esverdeadas, podendo variar conforme o meio de cultura (BETTIOL; MORANDI, 2005). Na fase assexuada, os conidióforos são formados a partir do micélio vegetativo, apresentam eixo central e ramificações laterais, as quais terminam em espirais divergentes de células conidiogênicas (fiálide), apresentando forma alongada ou de garrafa (JAKLITSCH, 2009; JAKLITSCH, 2011). 24 Os conídios unicelulares (alongados, ovais ou esféricos) são produzidos na ponta das fiálides (Figura 1) e apresentam na maioria das espécies coloração verde. Geralmente os conidióforos são agregados em pústulas e espalhados pela colônia (JAKLITSCH, 2009; JAKLITSCH, 2011). Figura 6- A. Trichoderma azevedoi em meio BDA (Batata-Dextrose-Ágar); B. Hifas; C: Hifas e conidióforos liberando conídios; D: Conídios com formato globosos e ovoides. Fonte: Silva; Zacaroni; Pereira et al. (2022) Ainda não é conhecido a fase sexuada de todos os representantes do gênero, mas entre aqueles, em que, a fase sexuada é conhecida, existe a formação de corpos de frutificação (peritécios), os quais são formados em estroma de coloração creme, amarelada, verde ou marrom (Figura 2). Nos peritécios são produzidos ascos cilíndricos que contém 8 ascósporos bicelulares, oblongos a elipsóides, os quais se dividem em 16 esporos de coloração amarelada, castanho-claro, verde ou amarelo-esverdeado (JAKLITSCH, 2009). Figura 7 – Trichoderma stromaticum. A. Estromas em vista frontal (0,8 mm); B. Estroma com corte longitudinal mostrando os peritécios (5 µm); C. Ascósporos unisseriados (120 µm) Fonte: Bezerra; Costa; Basto et al. (2003). 25 2.3.3 Importância na agricultura O gênero Trichoderma engloba importantes espécies de interesse econômico. Essas espécies são utilizadas como biofungicidas, biofertilizantes, fitoestimulantes e como fonte de enzimas celulolíticas (MUKHERJEE et al., 2013). Algumas espécies de Trichoderma produzem compostos bioativos e elicitores que interagem com a rizosfera das plantas promovendo o crescimento, resistência sistêmica a doenças e a tolerância a estresses abióticos, como a salinidade e o estresse hídrico (ABREU; PFENNING, 2019). Existem também espécies como T. reesei, que são fungos decompositores de madeira e são utilizados para produção de enzimas celulolíticas, aplicadas nas indústrias de alimento, vestuário e bioenergia (ABREU; PFENNING, 2019). As espécies como T. asperellum, T. atroviride, T. harzianum, T. virens são utilizadas em tratamento de sementes ou aplicadas em áreas de cultivo para o controle biológico de doenças de plantas e para a promoção do crescimento vegetal. São fungos que apresentam ampla distribuição no solo e são capazes de estabelecer interações benéficas com as raízes (ABREU; PFENNING, 2019). Os efeitos antagônicos e as habilidades hiperparasitas de espécies de Trichoderma são capazes de induzir genes associados a defesa e proteger as plantas contra fungos e bactérias fitopatogênicas. As principais espécies estudadas são: T. longibrachiatum, T. viride, T. glaucum, T. pseudokoningii, T harzianum, T. aureoviride, T. hamatum e T. polvsporum (WOO et al., 2014). Há| muito tempo já se vem analisando a capacidade de espécies de Trichoderma em parasitar fungos fitopatogênicos. No experimento conduzido por Weindling (1932), foi possível conhecer a eficiência de Trichoderma virens em penetrar e destruir o conteúdo citoplasmático de Rhizoctonia solani. Em 1934 o mesmo autor relatou a capacidade de T. virens em inibir o crescimento de R. solani e Monilinia fructicola por meio de metabólitos produzidos pelo antagonista (WEINDLING, 1934). No Brasil, são registradas as espécies T. asperellum, T. harzianum e T. stromaticum como biofungicidas e T. koningiopsis como nematicida. Os produtos à base Trichoderma são utilizados em diversas culturas de interesse econômico como soja, milho, algodão, feijão, citros, morango, cana-de-açúcar, hortaliças, café, tabaco, ornamentais, frutíferas e espécies florestais (AGROFIT, 2022). 26 Atualmente poucas espécies do gênero Trichoderma são comercializadas,portanto é importante que seja realizado o isolamento e a seleção de novos bioagentes para o desenvolvimento e a disponibilidade de novos produtos e formulações no mercado, permitindo o aumento da oferta e estimulo da geração de demanda (BETTIOL; SILVA; CASTRO, 2019). 27 3 MATERIAL E MÉTODOS 3.1 OBTENÇÃO DOS FUNGOS Os experimentos foram desenvolvidos no laboratório de Fitopatologia da Universidade Federal de Santa Catarina, Campus de Curitibanos, durante o período de 2021 até 2022. Os fungos utilizados no experimento estavam armazenados na micoteca do laboratório, onde encontram-se preservados pelo método de Castellani. O método de Castellani é utilizado para armazenar isolados fúngicos em água. Esse método consiste em cultivar o fungo em meio agarizado, até ser possível a retirada de pequenos discos de cultura, os quais são transferidos para frascos de vidro contendo água autoclavada, fechados hermeticamente com tampas de borracha e armazenados em temperatura ambiente (GONÇALVES et al., 2007). 3.1.1 Procedência O isolamento inicial de S. sclerotiorum foi realizado por Graf Junior (2018), a partir de escleródios coletados em cultivo de soja (Glycine max), no município de Brunópolis/SC, safra 2017/2018. Os escleródios coletados podem ser observados na Figura 8. Figura 8- Escleródios de Sclerotinia sclerotiorum coletados em lavoura de soja, Brunópolis- SC. Fonte: Graf Junior (2018). 28 Os isolados de Trichoderma foram coletados de solos sob plantio de soja, pastagem e mata nativa de Brunópolis, por Medrado (2019), e foram obtidos pelo método de diluição seriada (ALFENAS; MAFIA, 2007). O município de Brunópolis está a 845 metros acima do nível do mar, é classificado por Koppen como Cfb, temperado constantemente úmido, com temperatura média anual de 15°C à 18°C, com temperaturas negativas e geadas frequentes. Apresenta um inverno rigoroso e precipitação média anual de 1600 a 2400 mm (CIRAM; EPAGRI, 2022). Dentre os isolados de Trichoderma obtidos por Medrado (2019), foram selecionados oito isolados (1A; 36A; 36B; 98A; 99A; 102B; 111B; 112B;) e um isolado do produto comercial Trichodermil da espécie Thichoderma harzianum (TCOM), da empresa Koppert. 3.1.2 Reativação Para a reativação dos fungos, foram transferidos discos de micélio com 5 mm de diâmetro da micoteca, para o centro de placas de Petri contendo de 15 a 20 mL de meio de cultura BDA (batata-dextrose-ágar) acrescido de antibiótico penicilina (1 µL de antibiótico para cada 1 mL de meio). As placas foram vedadas com filme plástico e incubadas em câmara de crescimento (B.O.D), com fotoperíodo de 12 horas e em temperatura de 25°C. Após 5 dias de incubação, as colônias foram utilizadas como doadoras de discos de micélio para o teste de pareamento de culturas (GRAF JUNIOR, 2021). 3.2 PAREAMENTO DE CULTURAS EM PLACAS DE PETRI Após a reativação dos fungos, foram conduzidos os testes de controle biológico para analisar a ação antagônica de isolados de Trichoderma spp. sobre o fungo de solo S. sclerotiorum. Para evitar a contaminação dos meios de cultura, a montagem dos ensaios foi conduzida em câmara de fluxo laminar. Todas as vidrarias, utensílios e meios de cultura utilizados no experimento foram autoclavados (DRINGRA; SINCLAIR, 1995). 29 3.2.1 Teste de Pareamento (a): Fitopatógeno no centro da placa O método consistiu em inocular um disco de micélio do fitopatógeno (5mm de diâmetro), centralizado no meio da placa de Petri contendo BDA + antibiótico, e dois discos de micélio do antagonista (5mm), um em cada extremidade da placa (Figura 9). As placas foram vedadas e armazenadas em BOD com fotoperíodo de 12 horas em temperatura de 25°C (MEDRADO, 2019). Figura 9 - Disposição dos discos de micélio em meio de cultura BDA - método de pareamento (a) Fonte: Autora (2022). Utilizando uma régua de 30 cm, foram medidas duas retas perpendiculares intersectadas no centro do disco de cultura do fungo fitopatogênico. A primeira avaliação foi efetuada 12 horas após a instalação do experimento. As demais medições aconteceram a cada 12 horas durante 7 dias. Neste método, foi realizada a medição do crescimento micelial apenas do fitopatógeno. 3.2.2 Teste de Pareamento (b): Fitopatógeno em uma das extremidades da placa Neste método, foi inoculado um disco de micélio do patógeno (5 mm de diâmetro) em uma das extremidades da placa de Petri, e um disco de micélio do antagonista (5 mm) na outra extremidade da placa, como é representando na Figura 10. As placas foram vedadas e armazenadas em BOD com fotoperíodo de 12 horas em temperatura de 25°C. 30 Figura 10 - Disposição dos discos de micélio no meio de cultura - método de pareamento (b) Fonte: Autora, 2022 Neste método foram realizadas medições de crescimento micelial do fitopatógeno e do antagonista. As medições iniciaram 12 horas após a instalação do experimento e foram realizadas diariamente a cada 12 horas durante 7 dias. O crescimento micelial do fitopatógeno e do antagonista foram medidos com uma régua de 30 cm, a partir de uma reta iniciando do centro de cada disco de cultura em direção ao meio da placa. 3.2.3 Delineamento experimental O delineamento experimental para ambos os métodos de pareamento foi inteiramente casualizado, com 10 tratamentos (9 isolados de Trichoderma + testemunha) e 5 repetições. A unidade experimental foi uma placa de Petri de 9 cm diâmetro, totalizando 50 unidades experimentais para cada metodologia. 3.2.4 Análise de dados: Trichoderma x fitopatógeno Através dos dados de crescimento micelial foram calculados o Índice de Velocidade do Crescimento Micelial (IVCM) e a Área Abaixo da Curva de Crescimento Micelial (AACCM). 31 O cálculo de IVCM foi realizado pela fórmula de Maguire (1962) adaptada por Oliveira (1992): 𝑰𝑽𝑪𝑴 A avaliação da AACCM foi realizada por meio da equação abaixo (CAMPBELL; MADDEN, 1990 apud GRAF JUNIOR, 2018). 𝑨𝑨𝑪𝑪𝑴 Em que: 𝑦𝑖 e 𝑦𝑖+1: representam os valores médios do diâmetro da colônia observados em duas avaliações consecutivas. 𝑡𝑖 e 𝑡𝑖+1: indicam os períodos das avaliações 𝑛: número de avaliações Os valores de IVCM e AACM das colônias foram convertidos em porcentagem de inibição e redução da velocidade de crescimento do fitopatógeno, e foram submetidos à análise de variância no software R e comparadas pelo teste Scott Knott ao nível de 5% de significância. 3.3 TESTE DE INIBIÇÃO DA GERMINAÇÃO MICELIOGÊNICA DE ESCLERÓDIOS 3.3.1 Produção dos escleródios Para a produção de escleródios, foram repicados discos de micélio das colônias de S. sclerotiorum para 20 placas de Petri com BDA (Figura 11). As placas foram vedadas com filme plástico e incubadas em câmara de crescimento (BOD), em fotoperíodo de 12 horas, com temperatura de 25°C por 25 dias. 32 Figura 11 – Repicagem de Sclerotinia Sclerotiorum Fonte: Autora (2022) 3.3.2 Produção de Trichoderma Foi realizada a repicagem de discos de micélio de Trichoderma em 5 placas de Petri (BDA) para cada isolado avaliado. Foram utilizados 9 isolados, totalizando 45 placas de Petri. As placas foram vedadas e incubadas em BOD em fotoperíodo de 12 horas, a 25°C por 5 dias (Figura 12). Figura 12 – Exemplos de Colônias de Trichoderma com cinco dias de crescimento. Fonte: Autora (2022) 33 3.3.3 Montagem do ensaio: inibição da germinação miceliogênica de escleródios Cinco dias após a incubação das colônias de Trichoderma, foram transferidos sobre as colônias 6 escleródios em cada placa (Figura 13). No tratamento testemunhas, os escleródios foram depositados em placas contento apenas meio BDA. As placasforam novamente vedadas e incubadas por 15 e 40 dias em câmara de crescimento, a 25°C e em fotoperíodo de 12 horas. Durante esse período, foi observado a presença ou não de micélio de Sclerotinia sclerotiorum sobre as colônias de Trichoderma. Figura 13- Disposição dos escleródios de Sclerotinia sclerotiorum sobre as colônias de Trichoderma. Fonte: Autora (2022) 3.3.4 Teste de Trifenil Cloreto de Tetrazólio (TCT) Após 15 e 40 dias de incubação, os escleródios foram retirados das colônias de Trichoderma e submetidos ao teste de Trifenil Cloreto de Tetrazólio (TCT). A metodologia utilizada foi adaptada de Brasil (1992). Foram transferidos os 6 escleródios de cada repetição para frascos de penicilina com 1 mL de água por frasco, mantidos em estufa, no escuro por 24 horas. Após esse período, foi 34 adicionado 1 mL de água mais o sal TCT dissolvido. Foi utilizado uma solução de 0,5% do sal de TCT, e os escleródios foram mantidos submersos por mais 24 horas nessa solução (Figura 14). Figura 14 - Teste de Trifenil Cloreto de Tetrazólio em escleródios de Sclerotinia sclerotiorum. Fonte: Autora (2022). Após 48 horas os escleródios foram lavados em água, secos em papel filtro, cortados ao meio e avaliados em relação a presença da coloração característica. Foram considerados viáveis os escleródios de coloração rosada, e não viáveis os escleródios de coloração amarelada, como observado na figura 15. Figura 15 - Escleródio viável (coloração interna rosada à esquerda) e escleródio não viável (coloração amarelada à direita) Fonte: Autora (2022). 35 3.3.5 Delineamento experimental O delineamento foi inteiramente casualizado com 10 tratamentos e 5 repetições, com 6 escleródios em cada placa. A comparação entre os diferentes isolados de Trichoderma e sua viabilidade (presença ou não da coloração), foi realizada através do teste Z a 5% de probabilidade. 36 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO 4.1 TESTES DE PAREAMENTO Todos os isolados de Trichoderma avaliados nas duas metodologias de pareamento foram capazes de inibir e reduzir a velocidade de crescimento do fungo S. sclerotiorum (Tabela 1 e Tabela 2). Em estudos ecofisiológicos realizados por Druzhinina et al., (2018), foi demonstrado que todas as espécies de Trichoderma são capazes de parasitar fungos fitopatogênicos e oomicetos, em maior ou menor escala. Conforme ilustrado na Tabela 1, no pareamento (a) os isolados mais eficientes no controle do fungo fitopatogênico foram o 1A, 112B, 36B, 99A, apresentando porcentagem de inibição do crescimento micelial de 43%, 39%, 36% e 35% respectivamente. Tabela 1 - Pareamento (a): Porcentagem de inibição do crescimento micelial e redução da velocidade de crescimento (%) do fungo Sclerotinia sclerotiorum Tratamentos Inibição do crescimento (%) Redução da velocidade (%) 1A 43 a 43 a 112B 39 a 42 a 36B 36 a 42 a 99A 35 a 36 b 36A 31 b 35 b 102B 28 b 30 c TCOM 28 b 32 b 98A 26 b 30 c 111B 25 b 27 c TEST 0 c 0 d CV (%) 16% 11% Médias seguidas por letras iguais não diferem entre si pelo teste de Scott Knott (p<0,05).CV – Coeficiente de variação. Fonte: Autora (2022). 37 Resultados semelhantes são observados no trabalho de Grimes (2019), onde foi realizado o pareamento de Trichoderma e Alternaria spp. Os isolados de Trichoderma utilizados foram coletados dos solos da região de Brunópolis, Rio do Sul, São Paulo e Curitibanos; e o isolado comercial T. harzianum. Os resultados obtidos de porcentagem de inibição do crescimento do patógeno foram de 66%, 70%, 73%, 78% e 74% respectivamente. Após 7 dias de incubação, foi realizado o registro fotográfico de uma repetição de cada tratamento, os quais podem ser visualizados na Figura 16. Figura 16 - Teste de pareamento (a): Sclerotinia sclerotiorum x Isolados de Trichoderma Fonte: Autora (2022). Os mecanismos de ação para o controle de fungos fitopatogênicos conhecidos em espécies de Trichoderma são o micoparasitismo, antibiose e competição. De modo geral, quanto mais mecanismos distintos o isolado apresenta, melhor seu potencial de controlar o fitopatógeno (MONTE; BETTIOL; HERMOSA, 2019). Na Figura 16, nota-se visualmente que os isolados 98A e 102B apresentam mecanismos de ação do tipo antibiose devido a produção de halos inibitórios. 38 No pareamento (b), os isolados 1A, 99A e 36B também apresentaram as maiores porcentagens de inibição do crescimento micelial e de redução da velocidade de crescimento do fungo S. sclerotiorum, quando comparados com a testemunha e com os demais tratamentos, inclusive ao isolado do produto comercial Trichodermil (Tabela 2). Todavia, entre os tratamentos analisados, o isolado 1A demonstrou ser superior aos demais, ao nível de significância de 5%. Tabela 2 - Pareamento (b): Porcentagem de inibição do crescimento micelial e redução da velocidade de crescimento (%) do fungo Sclerotinia sclerotiorum. Tratamentos Inibição do crescimento (%) Redução da velocidade (%) 1A 48 a 72 a 99A 35 b 54 b 36B 35 b 53 b 112B 30 c 50 b 36A 29 c 47 c TCOM 28 c 41 c 111B 26 d 43 c 98A 22 d 37 d 102B 17 e 31 e TEST 0 f 0 f CV (%) 11% 9% Médias seguidas por letras iguais não diferem entre si pelo teste de Scott Knott (p<0,05). CV – Coeficiente de variação. Fonte: Autora (2022). Segundo Kubicek et al. (2011), a habilidade das espécies de Trichoderma em controlar fungos fitopatogênicos vem da grande quantidade e qualidade de genes que codificam enzimas hidrolíticas que degradam a parede celular (proteases, glucanases e quinases) e do grande número de metabólitos secundários produzidos por esses fungos. O alto desempenho dos isolados analisados demonstram suas capacidades em competir por espaço e nutriente, colonizar as estruturas do patógeno e produzir metabólitos secundários (BOSAH et al., 2010). Na Figura 17, é possível visualizar os dez tratamentos do teste de pareamento (b) sete dias após a instalação do experimento. Pode-se notar visualmente o mecanismo de ação competidor dos isolados 1A, 112B, TCOM e 99A. 39 Figura 17 - Teste de pareamento (b): Sclerotinia sclerotiorum x Isolados de Trichoderma Fonte: Autora (2022). O pesquisador Braúna (2011), avaliou o efeito antagonista de isolados de Trichoderma sobre S. sclerotiorum por meio do confronto direto de culturas utilizando o método de pareamento em placas de Petri (b). No ensaio foram testados 20 isolados de Trichoderma coletados das regiões de Goiantis/GO, Itacajas/GO e Rio Preto/DF. Os resultados demonstraram que 4 isolados apresentaram grau máximo de antagonismo, sendo possível visualizar ao microscópio eletrônico de varredura indícios de parasitismo, caracterizado por penetração e enrolamento de hifas. Na literatura, são descritas as alterações das estruturas fúngicas em consequência do parasitismo de Trichoderma. No trabalho desenvolvido por Papavizas (1985), observou-se a capacidade de Trichoderma spp. em parasitar hifas de fitopatógenos e induzir diversas mudanças fisiológicas como enrolamento e penetração da hifa no hospedeiro, formação de haustórios e desorganização do conteúdo celular. Essas alterações também foram observadas em testes de confronto entre isolados de Trichoderma e C. gloeosporioides realizados por Rocha e Oliveira (1998). 40 4.2 TESTE DE INIBIÇÃO DA VIABILIDADE DE ESCLERÓDIOS Os resultados demonstraram que apenas 15 dias de contato entre os isolados de Trichoderma e escleródios de S. sclerotiorum não foram suficientes para afetar a viabilidade dos escleródios, em todos os tratamentos avaliados. Todavia, com 40 dias de incubação, três isolados mostraram potencial de reduzir a viabilidade de escleródios do S. sclerotiorum. Os isolados102B e 1A inibiram 90% e 77% da viabilidade, respectivamente. Em seguida, o isolado do produto comercial (TCOM), inibiu 30% da viabilidade (Tabela 3). Tabela 3– Porcentagem de inibição da viabilidade de escleródios de S. sclerotiorum tratados com isolados de Trichoderma Tratamentos Inibição da viabilidade (15 dias) Inibição da viabilidade (%) (40 dias) 102B 0 90 a 1A 0 77 b TCOM 0 30 c 36A 0 0 d 36B 0 0 d 98A 0 0 d 99A 0 0 d 111B 0 0 d 112B 0 0 d TEST 0 0 d Fonte: Autora (2022). Os resultados sugerem que o tempo de exposição dos escleródios sob as colônias de Trichoderma interferem na redução da viabilidade dos escleródios, já que os isolados 102B, 1A e TCOM apresentaram potencial de redução da viabilidade com 40 dias (Figura 18), mas não foram eficientes em apenas 15 dias. Isso demonstra que os diferentes mecanismos de ação presentes nos antagonistas levam mais que 15 dias para afetarem a viabilidade dos escleródios. 41 Figura 18– Escleródios Sclerotinia sclerotiorum sobre Trichoderma após 40 dias de incubação Fonte: Autora, (2022). No trabalho de Morandi et al. (2006), foram analisados o potencial de 20 isolados de Trichoderma em inibir a germinação e parasitar os escleródios de S. sclerotiorum. Nesse estudo, os escleródios foram enterrados no solo e aplicados os isolados de Trichoderma spp. na concentração de 107 conídios/mL. Os resultados demonstraram que 6 isolados foram eficientes tanto na inibição da germinação, quanto no parasitismo dos escleródios. Também havia isolados eficientes na inibição da germinação, porém, sem efeito em parasitar as estruturas de resistência do fungo, sugerindo a ocorrência de antibiose como principal mecanismo de ação desses isolados. Os fungos do gênero Trichoderma conseguem evitar o sistema de defesa dos fitopatógenos alvos por meio das diversas enzimas degradadoras de parede celular com estruturas e propriedades cinéticas diferentes (MONTE; BETTIOL; HERMOSA,2019). As enzimas degradadoras da parede celular encontradas em espécies de Trichoderma vem demonstrando eficiência na inibição da germinação de esporos, no crescimento de hifas e no desenvolvimento de estrutura de resistência como escleródios e clamidósporos de diversos fitopatógenos como Botrytis, Fusarium, Monilinia, Phytophthora, Venturia, Verticillium, Rhizoctonia, Rhizopus, Sclerotium, Sclerotinia, etc (MONTE; BETTIOL; HERMOSA,2019). 42 5 CONCLUSÃO Todos os isolados de Trichoderma mostraram potencial antagônico sobre o fungo fitopatogênico Sclerotinia sclerotiorum, agente etiológico da doença mofo-branco. Os isolados 1A, 112B, 36B, 99A foram os mais eficientes na redução e inibição do crescimento do fungo Sclerotinia sclerotiorum no pareamento (a). Já no pareamento (b), o isolado 1A diferiu significativamente dos demais tratamentos, apresentando a melhor porcentagem de controle do fitopatógeno. Quanto a redução da viabilidade de escleródios de S. sclerotiorum, em 15 dias nenhum isolado demonstrou potencial em reduzir a viabilidade. Todavia, com 40 dias de incubação, os isolados 102B, 1A e TCOM demonstraram eficiência no controle dos escleródios do fitopatógeno. Notou-se o grande potencial do isolado 1A tanto na inibição do crescimento micelial, quanto na inviabilização das estruturas de resistência de Sclerotinia sclerotiorum. O isolado 1A foi mais eficiente que o produto comercial TCOM, demonstrando a importância da pesquisa e seleção de isolados locais. É fundamental ressaltar que a eficiência do controle de espécies de Trichoderma sobre os fitopatógenos é extremamente dependente das condições bióticas e abióticas do local. Desta forma, é importante que além de testes laboratoriais, sejam feitas avaliações desses isolados à campo, para verificar sua eficiência no controle da doença mofo-branco em plantas. 43 REFERÊNCIAS AGRIOS, G. N. Plant pathology. 2.ed. 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