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Micologia
LCB 2018. maio –junho de 2023
Profa Chieno Suemitsu
Basidiomycota
Cogumelos, cancros, ferrugens, fuligens, plumas e carvões.
Basidiomycota
Fungos em sua maioria miceliais e alguns unicelulares leveduriformes. 
Micelios com hifas septadas. Septo com poros simples em Puccinias e Ustilagos, e 
dolíporicos em Agaricos. 
Tem como sinapomorfia a formação de basidiósporos na reprodução sexuada. 
Basidiosporos são exósporos que se forma em basidias e lançadas pelo esterigma.
A fase vegetativa é perene e longeva podendo ter séculos crescendo em épocas 
favoráveis em subsolo, superfície do solo, liteira de florestas, troncos e madeiras 
mortas. Nestes os micélios se alastram e fundem formando rizomorfas (micélios 
compactados) muito resistentes de aplicabilidade na biotecnologia de materiais. 
A fase reprodutiva sexuada forma estruturas teleomorficas de pouca duração, 
conhecidas como cogumelos. 
A fase anamórfica é reduzida, incospicua ou desconhecida.
Basidiomycota
Cogumelos e orelhas de pau são estruturas telomorficas macroscópicas 
denominadas tecnicamente de esporomas macroscópicos. Sendo visíveis a 
olho humano e abundante em determinadas épocas do ano nas florestas, 
São conhecidos desde a antiguidade. 
A história da própria micologia é um roteiro traçado pela história dos 
cogumelos comestíveis e alguns fatais e alucinógenas, aos quais se atribuíam 
poderes mágicos associados a bruxarias na idade média entre os povos 
europeus e a valores sagrados entre os povos micofilos como os mexicanos e 
orientais. 
Acredita-se que estejam entre os fungos mais antigos e ancestrais mas que 
não deixaram fósseis. Um fragmento de hifa basidiogenica (uma fíbula) foi 
encontrada no carbonífero inferior (missipiano: 350 mya). Fosseis mais 
completos são mais recentes, pertencem ao cenozoico
Morfologia. Estrutura vegetativa
Hifas septadas com poro simples ou com 
dolíporo (poro com perfuração) 
circundado por parentossomos. Pelo 
dolíporo não passam núcleos apenas 
pequenas organelas como mitocôndrias
parentossomo
Micélios dos Basidiomycota
Os fungos Basidiomycota formam até 3 tipos de micélios somáticos
Micélio primário:
• Forma-se logo após a germinação do esporo podendo no início passar por uma breve fase cenobial
multinucleada. A formação dos septos isolam um núcleo de cada célula formando hifas septadas 
monocarióticas (uninucleada haploide). Nesta fase o crescimento é rápido.
Micélio secundário: 
• Hifas monocarióticas colaterais emparelham e se fundem (fusão dos plasmas) formando hifas septada e 
dicariótica. Esta fase é vegetativa e duradoura e a principal em basidiomycota. Os septos variam de 
apendices nos grupos.
Micélio terciário: 
• Chegado o momento propício, a reprodução sexuada inicia com a formação de fíbulas ou grampos de 
conexão nas hifas secundarias dicarióticas. Pela fíbula núcleos duplicados migram por rearranjo forma a hifa 
basidiogênica
• A hifa basidiogênica forma basídio, no interior da qual, ocorre a fusão dos núcleos (cariogamia) Após breve 
fase diploide no interior do basídio. O zigoto sofre meiose e é conduzido pelo esterigma dos basídios que 
liberam ou basidiósporos haploides para a dispersão. Portanto basidiósporos são exósporos que não estão 
inseridos em uma capsula. Esta fase é relativamente breve. Em alguns grupos não forma esterigma e 
basidias podem ser septadas e chamadas Fragmobasidias ou septobasidias.
Morfologia estrutura anamórfica
Em Agaricomycotina a fase 
somática é duradoura e capaz 
de reprodução vegetativa por 
fragmento de micélio. A fase 
anamórfica; conidial é pouco 
conhecida e percebida. Foram 
confundidas com espécie 
distinta
Reprodução assexuada
Em Basidiomycota- Pucciniomycotina estruturas únicas; formam 
fases aesciais e teliais
Em Basidiomycota- Ustilagnomycotina formam uredias e telias
Morfologia estrutura teleomórfica (basídios)
A estrutura reprodutiva sexuada ou teleomórfica caracterizam os fungos Basidiomycota. E apresenta grandes 
variações de formas e estruturas especiais 
Inicia com a formação de fíbulas de conjugação (também chamado ansas ou grampos de conexão) ou em hifas 
dicarióticas de micélio secundário. Nesta os núcleos haploides duplicam e há a migração e pareamento dos 
respectivos novos nucelos. Ocorre em seguida a formação de septo na fíbula que segrega os núcleos e dá inicio 
a formação de basídia vesicular. No basídio ocorre a cariogamia e uma breve fase diploide que logo sofre 
meiose e inicia aformação de esterigma e basidióporos
Formação de basidias: a formação de ansa, b. migração de núcleo, c. duplicação dos 
núcleos, d. formação do septo e inicio da hifa basdiogenica. e, basidia inidial, f. 
cariogamia curta fase diploide, g. meiose e formação de 4 meiosporos, h. formação 
de esterigmas, i. formação de basidiósporos (geralmente fusoides)
Fíbulas de conjugação ou Ansas a b c d
e f g h
i
Após formação do zigoto no basídio, a divisão 
meiótica que forma 4 núcleos haploides é 
imediata. O basídio desenvolve esterigma e 
muitas vezes forma vesículas capaz de 
expulsar os basidiósporos 
(balistobasidiosporos) 
Porém há diferentes tipos de basídios
Os holobasídios são inteiros
Os setobasidios são septados
Septobasídios ou fragmobasídio
Septos transversais ou longitudinais
Holobasídios
4 núcleos 
haploides
meiose
Migração para 
esterigma
basidiopsoros
Estrutura de um Basidiomycota
formadoras de basidiomas
a. Esporos
b. Germinação dos esporos
c. Micelios primário
d. Plasmogamia
e. Micélo secundário
f. Formação de fíbulas de 
conjugação
g. Formação de basídia
h. Liberação de esporos (os 
basidiósporos são exospóricos)
Ciclo de vida 
simplificado de 
um 
Basidiomycota
formadora de 
basidioma do 
tipo Cogumelo 
pileado
Basdioma-= cogumelo
basidia
Picnidio correspondem a 
espermatogonia (estruturas 
gametangiais)
No interior das estruturas 
produz gametas masculinos 
ou picniosporos. 
Externamente produz hifas 
receptivas femininas ou 
Picnias. A forma, cor, tamanho 
e agreação variam entre 
espécies e seus hospedeiros
Picnídios são estruturas teleomorficas de Puccioniomycotina
Classificação Basidiomycota
Cerca de 30 mil espécies registradas (um terço dos fungos efetivamente 
registradas para a ciência)
Três subfilos distintos e dois clados de posição incerta 
Pucciniomycotina (ferrugens): Fitopatógenos. Não forma basidioma, 
na reprodução assexuada pode formar até 5 estruturas diferentes 
formadoras de uredinosporos (=conidiosporos) na reprodução assexuada
Ustilaginomycotina (carvões e cáries): Fitopatógenos. Não forma 
basidiomas. Na reprodução assexuada forma teliósporos e basidiósporos 
primários e secundários na reprodução sexuada
Agaricomycotina (Cogumelos e orelhas de pau). Formam basidiomas
variados. Apresentam micélios primeiros, secundários e terciários 
basidiogenicas formadora de basidiósporos.
Insertae sedis; Entorrhizomycetes e Wallemiomycetes (cáries de 
cereais)
?
leveduriformes
Basidiomycota-teliospóricos
Cancros, ferrugens, fuligens e carvões 
São fungos Basidiomycota; biotroficos simbiontes parasitários das 
plantas. fitopatógenos
Pucciniomycotina
Uredinosporicos Cancros e fuligens
Pucciniomycotina (ferrugens )
Biotróficos complexos autoécia (um hospedeiro especifico) ou heteroécia (dois ou mais hospedeiros 
para completar o ciclo). Fitopatógenos, zonas de interações parasita-hospedeiro localizadas 
chamadas SORO
Ciclo de vida com fase reprodutiva complexa assexuada por urediósporos e teliosporos e sexuada 
por basidiósporos. 
Basidiomas ausentes basídias septadas e livres (também chamado exobasídias)
Na reprodução sexuada podem formar até 5 tipos de estruturas reprodutivas sucessivamente.
Fase 0 - Espermogônios (Pícnios) ou soros espermogoniais/picniais (reprodução sexuada)
Fase I - Écios ou soros aeciais / Fase II - Uredínios ou soros urediniais /Fase III - Télios ou soros teliais
Fase IV - Basídios ou promicélios
Classe Pucciniomycete - Pucciniales
Causadores de ferrugens
Aprox. 7800 espécies,166 gêneros (todos parasitas de plantas).
Algumas espécies cultiváveis em meio de cultura.
Amplo espectro de hospedeiros: Atacam mais de 200 famílias botânicas 
de gimnospermas e angiospermas
Talo somático micelial, intrusão intercelular com haustórios e hifas sem 
grampos de conexão
Haustorio e
Soros com uredosporos
Na infecção formam haustori após 
germinação do esporo
Classificação quanto ao número de 
hospedeiros
Ferrugem autoécia ou autóica: todas as fases num só 
hospedeiro
Ferrugem heteroécia ou heteróica: necessitam de dois 
hospedeiros para completar o ciclo (geralmente taxa bastante 
distinto)
Hospedeiro primário ou principal: onde ocorre as fases 
uredinial (II) e telial (III)
Hospedeiro secundário ou alternativo: fases espermogonial (0) 
e ecial(I)
Obs: Fase basidial (IV) não requer hospedeiro
Gramínea trigo
Berberis
Ciclo heteroécia de Puccinia graminis
aesciosporos
uredias
Urediniosporos
germinando
télias
teliosporos
Teliosporos diploides
Basidium
Sobre 
teliosporos
basidiosporos
aecias
Raven
Puccinas e ferrugens de plantas, cancro, soros e teliosporos
Cumminsiella mirabilissima
Soros teliais Puccinia gramminis
Telium, teliosporos
Soros peridium
Helicobasidium sp
Uromyces viciae fabae
Cronartium ribicolaPuccinia kueinii ferrrugen da 
cana de açucar
Ustilagonomycotina
Ustomycetes, cáries e carvões
Ustilaginomycotina: 
cáries e carvões 1200sp/50gn
Endofitopatogenos de tecido 
vascular de angiospermas. 
Zonas de interação parasita-
hospedeiro expandidas (cancro 
ou micomorfoses). 
A fuligem corresponde a massas 
de teliósporos
No Ciclo de vida a fase haploide 
é saprofítica e parasita é 
biotrófica cujo hopedeira é 
especifico e único (homoécio). 
Infectam mais de 4000 espécies de plantas 
como o milho, trigo, centeio, etc.
Morfologia dos carvões
Micelio com hifas septadas, poro simples
Algumas espécies com grampo de conexão
Não formam haustórios
Micélio monocariótico (primário) não patogênico, 
Podem ser cultivadas em meios de cultura
A fase leveduriforme formam esporídios
Micélio dicariótico patogênico na qual formam talos produtivos 
sexuados
Não formam basidiomas
Promicélios e esporídios
Teliósporos formados por fragmentação das hifas tem como função, a 
sobrevivência em ambiente externos e produção de basídios e 
basidiósporos. (Exobasidiales!)
Basidiósporos são ornamentados 
Basídias também chamados Promicélio, nunca formam esterigma. 
Produz número variável de basidiósporos
-Basidiósporos (ou esporídios) primários com liberação passiva 
-Basidiósporos (ou esporídios) secundários das cáries com liberação 
ativa (projetados ou expulsos por prsesão:balitósporos) 
Exobasidiales e Telletiales
Esporidio
primário
Conjugação de 
esporidios primários
Esporídio
secundário Teliosporos
ornamentados . 
Mecanismo de 
dispersão por 
animais
Ustilaginomycotina (Exobasidiamycetes)
Carvões. Ustilaginales 850spp
Cáries de cereais. Exobasidiomycete-Telletiales 190spp
Não formam basidiomas
Todos são parasitas biotróficos de plantas. 
Homoécias exclusivo das angiospermas, muitas vezes específicos de 
espécie. Possuem somente um hospedeiro no ciclo de vida. 
Colonização inter e intracelular
Infecção do meristema (sistêmica, ex. cana de açucar) ou do ovário 
(localizada, ex. milho)
Ustilago maidis carvão de milho 
desenvolvem cancro ovariana
Ustilaginomycotina
Ustilaginomycete
Mycosarcoma maydis em flores masculinas
Carvões para culinária e fármaco (México)
Ustilago tritici carvão de trigo
Sporisorium scitamineum carvão de cana de açúcar
Urocystis anemone sobre folhas
Ustilaginomycete-Telletiales(exobasidiomycete) 
caries de cereais
Carie de cereais
Tilletia caries. Cárie de trigo
Fragmobasídio (promicélio) de Tilletia indica 
Basdiomycota Insertae sedis
Entorrhizomycetes e Wallemiomycetes
Entorrizomycete. Entorrhiza caspariana
Wallemia sebi
Wallenia ichthiophaga
Wallemia melicola tolerância a salinidade (cloretos de sódio e sal magnesio
The simple-septate basidiomycetes: a synopsis
R. Bauer, D. Begerow, +2 authors F. Oberwinkler
Published 2006
Biology
Mycological Progress
The simple-septate basidiomycetes comprise more than 
8,000 species that show a high morphological and 
ecological heterogeneity. To gain insight in the 
phylogenetic relationships within this group, we 
compared several ultrastructural features such as septal 
pore apparatus, form, and behavior of the spindle pole 
bodies, types of host–parasite interaction, presence or 
absence of colacosomes, symplechosomes, atractosomes, 
and cystosomes as well as nuclear rDNA sequences 
coding for small- and large… Expand
View on Springer
www4.rz.rub.de:8230
Mais sobre basdiomycota
septobasidiados
Próximo e ultimo tema 
cogumelos orelhas de pau etc. Basidomycota-Agaricamycotina
	Slide 1: Micologia
	Slide 2: Basidiomycota
	Slide 3: Basidiomycota
	Slide 4: Basidiomycota
	Slide 5: Morfologia. Estrutura vegetativa
	Slide 6: Micélios dos Basidiomycota 
	Slide 7: Morfologia estrutura anamórfica
	Slide 8: Morfologia estrutura teleomórfica (basídios)
	Slide 9
	Slide 10
	Slide 11
	Slide 12: Classificação Basidiomycota 
	Slide 13
	Slide 14: Basidiomycota-teliospóricos
	Slide 15
	Slide 16: Pucciniomycotina
	Slide 17: Pucciniomycotina (ferrugens )
	Slide 18: Classe Pucciniomycete - Pucciniales 
	Slide 19
	Slide 20: Classificação quanto ao número de hospedeiros
	Slide 21
	Slide 22
	Slide 23
	Slide 24
	Slide 25: Ustilagonomycotina
	Slide 26
	Slide 27: Morfologia dos carvões
	Slide 28: Promicélios e esporídios
	Slide 29: Exobasidiales e Telletiales
	Slide 30: Ustilaginomycotina (Exobasidiamycetes)
	Slide 31
	Slide 32
	Slide 33
	Slide 34
	Slide 35
	Slide 36: Ustilaginomycete-Telletiales(exobasidiomycete) caries de cereais
	Slide 37: Carie de cereais
	Slide 38: Basdiomycota Insertae sedis
	Slide 39: Entorrizomycete. Entorrhiza caspariana
	Slide 40: Wallemia sebi 
	Slide 41
	Slide 42

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