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Anatomia 
INTESTINO DELGADO 
É o principal local de absorção de 
nutrientes dos alimentos ingeridos. É 
formado pelo duodeno, jejuno e íleo. 
 
O intestino delgado se estende do piloro 
até a junção ileocecal (onde o ílio se 
junta ao ceco). A parte pilórica do 
estômago esvazia-se no duodeno, 
sendo a admissão duodenal controlada 
pelo piloro (esfíncter). 
Duodeno 
Tem como função neutralizar o ácido 
gástrico (produz secreções alcalinas), 
movimentos peristálticos, recebe a bile 
e enzimas pancreáticas, absorção de 
água, eletrólitos e nutrientes, e álcool 
(65%) 
É a primeira e mais curta parte do 
intestino delgado (25 cm), também é a 
mais larga e mais fixa. Segue em 
formato de C ao redor da cabeça do 
pâncreas. 
 
Começa no piloro (lado direito) e 
termina na junção duodenojejunal (lado 
esquerdo) . Essa junção ocor re 
aproximadamente no nível da vértebra 
LII a esquerda da linha mediana. 
A junção assume a forma de um ângulo 
agudo, a flexura duodenojejunal. 
 
A maior parte esta fixada pelo peritônio 
e estruturas na parede posterior do 
abdome e é considerada parcialmente 
retroperitoneal. 
Os primeiros 2cm da parte superior do 
duodeno, imediatamente distais ao 
piloro, têm o mesentério e são móveis. 
Essa parte livre é chamada de ampola 
(bulbo duodenal) 
A ampola e flexura duodenojejunal é 
intraperitoneal 
 
Os outros 3cm distais da parte superior 
e as outras três divisões não tem 
mesentério e são imóveis, pois são 
retroperitoneais. 
Anatomia 
INTESTINOS 
Talia Cristine 
O duodeno é dividido em quatro partes: 
Parte superior, parte descendente, parte 
inferior (horizontal), parte ascendente 
 
Parte superior: curta (5cm), situada 
anterolateralmente ao corpo da vértebra 
LI . Ascende a par t i r do p i loro, 
superposta pelo fígado e vesícula biliar. 
O peritônio cobre sua face anterior, mas 
não há peritônio posterior, exceto na 
ampola. A parte proximal tem o 
ligamento hepatoduodenal (parte do 
omento menor) fixado superiormente e 
o omento maior fixado inferiormente. 
 
Bolsa omental 
É um grande recesso peritoneal 
localizado no abdome, formada por uma 
prega com dupla camada de peritônio 
visceral. Ela está situada posteriormente 
ao estômago e ao omento menor, 
inferiormente ao fígado e anteriormente 
ao pâncreas. Essas duas cavidades são 
conectadas pelo forame omental. 
É f o r m a d o p e l o l i g a m e n t o 
h e p a t o g á s t r i c o e l i g a m e n t o 
hepatoduodenal. 
 
Parte descendente: mais longa (7 a 10 
cm), desce ao longo das faces direitas 
das vér tebras LI a LI I I . Segue 
inferiormente curvando-se ao redor da 
cabeça do pâncreas. Paralelamente a 
direita da veia cava inferior. 
 Os ductos colédoco e pancreático 
principal entram em sua parede 
posteromedial, eles se unem para 
formar a ampola hepatopancreática ou 
ampola de Vater (se abre em uma 
eminência chamada papila maior do 
duodeno). Essa parte é totalmente 
retroperitoneal. A face anterior de seus 
terços proximal e distal é coberto por 
peritônio; o peritônio é refletido do seu 
terço médio para formar o mesentério 
duplo do colo transverso (mesocolo 
transverso) 
 
Parte inferior (horizontal): 6 a 8 cm, 
segue t ransversa lmente para a 
esquerda, passando sobre a veia cava 
inferior, a aorta e a vertebra LIII. 
C r u z a d o p e l a a r t é r i a e v e i a s 
mesentéricas superiores e pela raiz do 
m e s e n t é r i o d o j e j u n o e í l e o . 
Superiormente está a cabeça do 
pâncreas e seu processo uniciado. 
Posteriormente é separada da coluna 
vertebral pelo músculo psoas maior 
direito, VCI, aorta e vasos testiculares 
ou ováricos direitos. 
Parte ascendente: curta (5cm) começa 
a esquerda da vertebra LIII e segue 
superiormente até a margem superior 
da vértebra LII. Segue superiormente e 
ao longo do lado esquerdo da aorta 
para alcançar a margem inferior do 
corpo do pâncreas, ai ela se curva 
anteriormente para se unir ao jejuno na 
flexura duodenojejunal, sustentada pela 
inserção do músculo suspensor do 
duodeno (ligamento de Treitz) 
Papila menor do duodeno: abertura do 
ducto pancreático acessório. 
 
Musculatura do duodeno 
Camada muscular longitudinal externa e 
circular interna 
Vascularização do duodeno 
Originam do tronco celíaco e da artéria 
mesentérica superior. 
Supre a parte superior, ampola e 
metade da parte descendente: tronco 
c e l í a c o p o r i n t e r m é d i o d a a . 
gas t roduodena l e seu ramo a . 
pancreaticoduodenal superior 
Supre a metade da parte descendente, 
parte artéria pancreáticaduodenal 
inferior ramo da artéria mesentérica 
superior. 
As veias do duodeno acompanham as 
artérias e drenam para a veia porta, 
algumas diretamente ou indiretamente, 
pelas veias mesentéricas superior e 
esplênica. 
Os nervos do duodeno derivam do 
nervo vago e dos nervos esplâncnicos 
maior e menor por meio dos plexos 
celíaco e mesentérico superior. 
JEJUNO E ÍLEO 
A segunda parte do intestino delgado, o 
j e j u n o c o m e ç a n a f l e x u r a 
duodenojejunal, onde o sistema volta a 
ser intraperitoneal. A terceira parte é o 
íleo, termina na junção ileocecal (junção 
dessa parte com o ceco). O jejuno e o 
íleo têm de 6 a 7 m de comprimento 
(jejuno cerca de 2/5 e o íleo cerca de 
3/5 da parte intraperitoneal do intestino 
delgado) 
 
A maior parte do jejuno está no 
quadrante superior esquerdo 
A maior parte do íleo esta no quadrante 
inferior direito. A parte terminal 
geralmente está na pelve, de onde 
ascende, terminando na face medial do 
ceco. 
 
O mesentério é uma prega de peritônio 
em forma de leque que fixa o jejuno e o 
íleo á parede posterior do abdome. 
 
Características que diferenciam o jejuno 
e o íleo 
Jejuno: cor é vermelho-vivo, calibre de 2 
a 4 cm, a parede é espessa e pesada, 
vascularidade é maior, os vasos retos 
são mais longos, arcos com algumas 
alças grandes, menos gordura no 
mesentério, pregas circulares grandes, 
altas e bem próximas, e poucos nódulos 
linfoides. 
Íleo: cor é rosa-claro, calibre de 2 a 3 
c m , a p a r e d e é f i n a e l e v e , 
vascularidade é menor, os vasos retos 
são mais curtos, arcos com muitas 
a l ças cu r tas , ma is go rdu ra no 
mesentério, pregas circulares baixas e 
esparsas e ausentes na parte distal, 
muitos nódulos linfoides. 
Vascularização 
A artéria mesentérica superior irriga o 
jejuno e o íleo via artérias jejunais e 
ileais. 
A artéria mesentérica superior origina-
se da parte abdominal da aorta ao nível 
da vertebra LI, cerca de 1 cm inferior ao 
tronco celíaco, e segue entre as 
camadas do mesentério, enviando 15 a 
18 ramos para o jejuno e íleo. 
As artérias se unem para formar alças 
ou arcos, chamados arcos arteriais, que 
d ã o o r i g e m a s a r t é r i a s r e t a s , 
denominadas vasos retos. 
A veia mesentérica superior drena o 
jejuno e o íleo. Situa-se anteriormente e 
a direita da MAS na raiz do mesentério. 
A veia mesentérica superior termina 
posteriormente ao colo do pâncreas, 
onde se une a veia esplênica para 
formar a veia porta. 
 
INTESTINO GROSSO 
É o local de absorção da água dos 
resíduos indigeríveis do quimo líquido, 
convertendo em fezes semissólidas, 
que são temporariamente armazenadas 
e acumuladas até que haja defecção. 
 
O intestino grosso é formado pelo ceco, 
apêndice vermiforme, partes 
ascendentes, transversa, descendente 
e sigmoide do colo, reto e canal anal. 
Ele pode ser distinguido do intestino 
delgado por: 
Apêndices omentais do colo: projeções 
pequenas, adiposas, semelhantes ao 
omento. 
Tênias do colo: três faixas longitudinais 
distintas (tênia mesocólica, a qual se 
fixam os mesocolos transverso e 
sigmoide) (tênia omental, se fixam os 
apêndices omentais) (tênia livre, não 
estão fixados no mesocolos nem no 
apêndices omentais). São faixas 
espessas de musculo liso, como a sua 
contração tônica encurta a parte da 
parede associada, o colo adquire uma 
aparência sacular ou de “bolsas” entre 
as pregas semilunares, formando as 
saculações.Saculações: dilatações da parede do 
colo entre as pregas semilunares. 
Calibre maior 
 
Ceco e apêndice vermiforme 
É a primeira parte do intestino grosso, é 
contínuo com o colo ascendente. Bolsa 
intestinal cega. Situa-se no quadrante 
inferior direito do abdome, inferiormente 
a sua junção com a parte terminal do 
íleo. 
Ele está ligado a parede lateral do 
abdome por uma ou mais pregas cecais 
de peritônio. A parte terminal do íleo 
entra no ceco obliquamente e invagina-
se em parte para o seu interior 
 
O óstio ileal projeta-se no ceco entre os 
lábios ileocólico e ileocecal, pregas que 
se encontram lateralmente e formam a 
crista denominada frênulo do óstio ileal. 
O óstio é fechado por contração tônica, 
apresentando-se como papila ileal. Ela 
atua como uma válvula unidirecional 
que impede o refluxo do ceco para o 
íleo quando houver contrações. 
 
 
O apêndice vermiforme é um divertículo 
intestinal cego, que contém massa de 
tecido linfoide. Origina-se na face 
posteromedial do ceco, inferiormente a 
junção ileocecal, a posição é retrocecal. 
O apêndice tem um mesentér io 
triangular curto, o mesoapêndice, 
o r ig inado da face pos ter io r do 
mesentério da parte terminal do íleo. 
 
A irrigação arterial do ceco é realizada 
pela artéria ileocólica, ramo terminal da 
artéria mesentérica superior. A artéria 
apendicular é ramo da artéria ileocólica 
que irriga o apêndice vermiforme. 
A drenagem venosa do ceco e do 
apêndice vermiforme segue por uma 
tributária da veia mesentérica superior, 
a veia ileocólica. 
 
Colo 
O colo é dividido em quatro partes: 
ascendente, transversa, descendente e 
sigmoide (que sucedem formando um 
arco) 
O colo circunda o intestino delgado, o 
colo ascendente a direita do intestino 
delgado, o colo transverso superior e 
anteriormente a ele, o colo descendente 
a esquerda e por fim o colo sigmoide 
inferior a ele. 
 
Colo ascendente 
É a segunda parte do intestino grosso. 
Segue para cima na margem direita da 
cavidade abdominal, do ceco até o lobo 
hepático direito, onde vira para a 
esquerda na flexura hepática (flexura 
direita do colo). Essa flexura situa-se 
profundamente as costelas IX e X. 
É mais estreito do que o ceco, 
retroperitoneal. É coberto por peritônio 
anteriormente e nas suas laterais. É 
separado da parede anterolateral do 
abdome pelo omento maior. Um sulco 
vertical profundo revestido por peritônio 
parietal, o sulco paracólico direito, situa-
se entre a face lateral do colo 
ascendente e a parede adjacente lateral 
 
A irrigação arterial do colo ascendente e 
a flexura hepática provém dos ramos da 
AMS, as a. ileocólica e cólica direita. 
Essas artérias anastomosam entre si e 
com o ramo da a. cólica média, para 
formar o arco justacólico. 
A drenagem venosa do colo ascendente 
segue por meio das tributarias da VMS, 
as veias cólicas direita e ileocólica. 
Colo transverso 
É a terceira parte do intestino grosso, 
mais longa e flexível. Atravessa o 
abdome da flexura hepática até a 
flexura esplênica, onde se curva para 
dar origem ao colo descendente. 
A flexura esplênica (flexura esquerda do 
colo) é superior, mais aguda e menos 
móvel que a flexura hepática. Situa-se 
anteriormente a parte inferior do rim 
esquerdo e fixa-se ao diafragma através 
do ligamento frenocólico. 
 
O colo transverso e seu mesentério, o 
mesocolo transverso, frequentemente 
descem até o nível das cristas ilíacas. O 
mesentério adere a parede posterior da 
bolsa omental ou se funde com ela. A 
raiz do mesocolo transverso situa-se ao 
longo da margem inferior do pâncreas e 
é continua com o peritônio parietal 
posteriormente. 
A irrigação do colo transverso é 
proveniente da artéria cólica média, 
ramo da AMS. O colo transverso 
também pode receber sangue das 
artérias cólicas direita e esquerda por 
meio de anastomoses, do arco 
justacólico. 
A drenagem venosa do colo transverso 
é feita pela VMS 
Colo descendente 
É retroperitoneal, vai da flexura 
esplênica até a fossa ilíaca esquerda, 
onde é continua com o colo sigmoide. 
Assim, o peritônio cobre o colo anterior 
e lateralmente e o liga a parede 
p o s t e r i o r d o a b d o m e . O c o l o 
descendente também tem um sulco 
paracólico. 
Colo sigmoide 
É caracterizado por sua alça em S com 
comprimento variável, une o colo 
descendente ao reto. Estende-se da 
fossa ilíaca até a terceira vertebra 
sacral, onde se une ao reto. 
O f i m d a s t ê n i a s d o c o l o , a 
aproximadamente 15 cm do ânus indica 
a junção retossigmoide. 
O colo sigmoide tem um mesentério 
longo (mesocolo sigmoide), por isso tem 
grande liberdade de movimento. A raiz 
do mesocolo sigmoide tem inserção em 
formato de V invertido. 
 
Os apêndices omentais do colo 
sigmoide são longos, eles desaparecem 
quando o mesocolo sigmoide termina. 
A irrigação arterial do colo descendente 
e colo sigmoide provém das a. cólica 
esquerda e sigmóideas, ramos da a. 
mesentérica inferior. 
A drenagem venosa do descendente e 
do colo sigmoide é feita pela veia 
mesentérica inferior, geralmente fluindo 
para a veia esplênica, e depois para a 
veia porta em seu trajeto até o fígado. 
Reto e canal anal 
É a parte terminal fixa do intestino 
grosso. Contínuo com o colo sigmoide 
no nível da vertebra SIII. 
S e i n i c i a n a j u n ç ã o a n o r r e t a l 
distalmente a flexura sacral dor reto e 
termina no ânus. 
Irrigação do reto e canal anal 
Acima da linha denteada 
O sangue arterial é suprido pela 
artéria retal superior (ramo da artéria 
mesentérica inferior). O sangue 
v e n o s o f l u i a t r a v é s d o p l e x o 
hemorroidário interno para a veia retal 
superior (sistema porta-hepático). 
OBS: quando tem metástase nessa 
região é encontrada no fígado 
Abaixo da linha denteada 
O suprimento sanguíneo chega pelas 
artérias retais média (ramo da artéria 
ilíaca interna) e inferior (ramo da 
artéria pudenda interna da artéria 
ilíaca interna). O sangue venoso drena 
através do plexo hemorroidário 
externo para as veias retais 
média e inferior (circulação 
corporal) 
OBS: quando tem metástase 
nessa região é encontrada no 
pulmão

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