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Por Breno C. Vizzoni 
Método capaz de medir os volumes e capacidades 
pulmonares, assim como a velocidade do ar 
mobilizado, a partir de uma manobra de inspiração 
e expiração lenta ou forçada. 
É amplamente disponível, de fácil acesso, com 
menor custo, medindo o volume de ar expirada em 
momentos específicos – durante expiração 
completa e vigorosa após inspiração máxima. 
Variáveis importantes: CVF, VEF1 ou mista. 
É teste diagnóstico fundamental na asma e DPOC! 
Padrão ouro! 
Monitoramento de outras doenças intersticiais e 
neuromusculares. 
Classifica os distúrbios em obstrutivos e restritivos. 
Obstrutivos apresentam redução do fluxo aéreo, 
enquanto restritivos apresentam redução 
volumétrica. 
Restritivos: pulmão duro. Acúmulo de tecido 
fibroso, com pouca complascência, de elasticidade 
reduzida. Semelhante a obeso mórbido. 
Pode ser por alteração estrutural ou por alteração 
de caixa torácica, como de rigidez muscular. 
Avaliar outras causas de obstrução crônica também 
é importante. 
INDICAÇÕES E ORIENTAÇÕES 
Avaliar causas de dispneia! 
Rastreio de DPOC em tabagistas com mais de 40 
anos de idade. DPOC de fogão a lenha. 
Suspeita de asma. 
Quantificação da disfunção ventilatória em 
doenças pulmonares, identificação de 
acometimento pulmonar em doenças sistêmicas. 
Asmático e DPOC: espirometria de controle, no 
início e no fim do tratamento para avaliar evolução 
da terapia medicamentosa. 
Remodelamento na via aérea por asma? Difícil. 
Asma é hiper-reativa, com alterações no momento 
da crise ou próximos a ela. 
Pré-operatório de cirurgia de ressecção pulmonar. 
Orientações 
Infecções respiratórias nas últimas três semanas 
alteram a função pulmonar ou levam à 
hiperresponsividade brônquica. 
Interrupção de broncodilatadores! Falseiam o 
resultado. Inaladores de ação longa interromper 4h 
antes e de ação longa 12h. 
Jejum não é necessário, mas é importante evitar 
refeições copiosas 1h antes do exame. 
Café e chás devem ser evitados nas últimas 6h, já 
que têm efeitos broncodilatadores. 
Cigarro aumenta resistência ao fluxo aéreo, 
proibido por 2h antes do exame, porque tem 
estímulo irritativo que pode formar broncoespasmo 
durante o exame. 
Álcool não deve ser ingerido nas 4h anteriores e 
repouso 5 a 10min antes. 
PROCEDIMENTO 
Inserir valores corretos de idade, altura, peso e sexo 
ao nascer – valores de referência previstos. 
Oclusão nasal é opcional no procedimento, mas 
evita escape e melhora o resultado. 
Instruir o paciente a fazer inspiração profunda e, 
em seguida, colocar o bocal na boca. 
Os lábios devem selar completamente o bocal para 
que não haja escape de ar pelas rafes dos lábios. 
Após, o paciente deverá fazer uma expiração sem 
hesitação até atingir platô no volume expirado, ou 
por 15s. 10 já basta, mas 15 segundos é o ideal. 
Em geral, 3 manobras são realizadas. 
 
 
 
 
 
 
 
São erros de manobra que alteram o resultado real 
da capacidade de volume que o paciente apresenta. 
Curva A: início hesitante. 
Curva B: sem pico de fluxo satisfatório, com 
explosão subótima. 
Curva C: 
Curva D: encerrou o fluxo respiratório antes do 
tempo. 
 
Curva de fluxo-volume ideal: Pico de fluxo sem 
hesitação, sem pausa durante a expiração. 
 
 
Fibrose: doença restritiva. 
Obstrução: doença obstrutiva. 
 
Quantifica-se o pico de fluxo e capacidade 
pulmonar e o volume expirado em determinado 
tempo, respectivamente. 
INTERPRETAÇÃO 
Capacidade Vital Forçada (CVF) 
É aquela em que se visualiza a capacidade 
volumétrica pulmonar do paciente. 
Representa o volume máximo com esforço máximo 
a partir de expiração completa. 
Esforço insuficiente, distúrbios obstrutivos e 
restritivos são alterações que podem demonstrar 
CVF reduzida. 
Volume expiratório forçado no 1º segundo (VEF1) 
É a vazão de ar média no primeiro segundo do 
CVF, medindo a alteração nos fluxos de ar, sendo 
a variável mais importante para avaliação da 
gravidade e determinar o grau de obstrução. 
 
 
 
 
 
Inspiração é processo ativo, gerando energia 
cinética, diferentemente da expiração, que vem da 
força viscoelástica resultante dissipada. 
Logo, quando houver redução nessa força, haverá 
prejuízo na expiração. 
Índice de Tiffeneau – VEF1/CVF 
É a fração da CVF que pode ser exalada no 
primeiro segundo. 
Não é útil na determinação da gravidade da doença 
obstrutiva. 
Determina limitação ao fluxo aéreo, sendo o 
parâmetro mais importante para isso. 
Avalia proporcionalidade nas alterações das duas 
variáveis, com redução de fluxo proporcional ao 
volume. 
DISTÚRBIOS VENTILATÓRIOS 
Restritivos 
Fibrose, com redução de força viscoelástica, sem 
força no parênquima pulmonar e músculos da 
respiração para fazer expiração efetiva. 
Redução proporcional de VEF1 e CVF, com razão 
entre os dois normal ou aumentada. 
CVF marcadamente reduzido, com curva fluxo-
volume semelhante a chapéu de bruxa. Morfologia 
semelhante ao normal, porém, com maior 
amplitude. 
 
Obstrutivos 
Redução mais acentuada de VEF1, com CVF 
normal ou discretamente reduzido. 
Razão VEF1/CVF reduzida, com curva fluxo-
volume semelhante a cadeira de praia. 
 
 
Pós-broncodilatador 
Espiro pré e pós-BD para determinar o grau de 
reversibilidade da limitação ao fluxo aéreo. 
Resposta positiva apresenta aumento de VEF1 ou 
de CVF maior que 12% e 0,2L. 
Distúrbio misto 
Razão VEF1/CVF reduzida e CVF reduzido. 
Como diferenciar de obstrutivo? Presença de 
obstrução e doença clínica potencialmente 
restritiva, avaliação de exame complementar para 
avaliar volume pulmonar – pletismografia. 
 
 
 
MONITORAMENTO 
Controle da asma 
Avaliação inicial e após início do tratamento e 
estabilização dos sintomas e pico de fluxo. 
Avaliação durante períodos de perda progressiva 
ou prolongada do controle da asma. 
Repetir a cada 1 ou 2 anos. 
Controle de DPOC 
Avaliação inicial e repetir sempre que houver 
aumento substancial dos sintomas ou diminuição 
progressiva da tolerância ao exercício.

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