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APGAR, CAPURRO, PRIMEIROS CUIDADOS AO RN
Preparo para a assistência: 
O preparo para atender o RN na sala de parto inclui necessariamente: 
· Realização de anamnese materna
· Disponibilidade do material para atendimento 
· Presença de equipe treinada em reanimação neonatal 
Sala de parto: 
Avaliação da vitalidade ao nascer: 
Imediatamente após o nascimento, a necessidade de reanimação depende da avaliação rápida de quatro situações referentes à vitalidade do concepto, sendo feitas as seguintes perguntas: 
· Gestação a termo? 
· Respirando ou chorando? 
· Tônus muscular bom? 
· Se a responta é SIM, a todas as perguntas, considera-se que o RN está com boa vitalidade e não necessita de manobras de reanimação.
· Se o bebê apresenta boa vitalidade ao nascer clampeamento tanto tardio (1 a 3 min) do cordão umbilical contato pele a pele com a mãe e:
· Evitar hipotermia
· Favorecer a relação mãe-filho
· Estimular a contração uterina
· Incentivar o aleitamento materno precoce 
A determinação da necessidade de reanimação e a avaliação de sua eficácia dependem da avaliação simultânea de dois sinais: 
· Respiração 
· Frequência cardíaca 
Boletim APGAR
Mensurar a vitalidade do RN, por meio do boletim de APGAR, aplicado no 1° e no 5° minuto de vida. Se o escore é inferior a sete no quinto minuto, recomenda-se sua aplicação a cada 5 minutos, até 20 minutos de vida, avaliando: FC / respiração (choro) / tônus muscular / cor de pele / resposta reflexa 
· 7 – 10: satisfatório 
· 4 – 6: dificuldade moderada
· 0 – 3: dificuldade marcada
 
APGAR de 7 ou mais nos primeiros minutos, assegura uma adaptação neonatal adequada, com estabelecimento e manutenção da respiração e a estabilização da temperatura 
Exame físico sumário: 
Deve ser objetivo e rápido, no intuito de evitar a perda de calor, buscando: 
· Identificar: malformações congênitas, traumatismo obstétrico (hematomas, fraturas de clavícula), desconforto respiratório, sopro cardíaco, massa abdominal, fenda palatina, atresia de coanas, atresia de esôfago e anomalia anorretal 
· Descatar: artéria umbilical única, defeitos de fechamento do tubo neural, defeito dos membros
· Hipertemia sinal importante de risco de exposição fetal materna. No curso de algumas patologias – como sepse, meningite. Pneumonia, entre outras. 
· Fatores de risco para desenvolvimento de hipotermia – idade gestacional, peso ao nascer, asfixia, sepse e outras doenças, influência ambiental – baixa temperatura na sala de parto, transporte neonatal, controle inadequado do ambiente térmico 
Pele: temperatura e características 
hiponatremia grave: < 32° c
hiponatremia moderada: 32° - 35,9°c 
hiponatremia leve: 36° - 36,4°c 
faixa de temperatura normal: 36,5° – 37°c 
hipertemia:<37,5°c 
ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS DO RN:
Vérnix caseoso:
 Células epidérmicas de descamação e secreção sebáceas
 Propriedades antibacterianas e antifúngicas
Descamação fisiológica:
Escamas finas, não aderentes primeiros dias ou semanas 
Cisto de Mília: 
Micro pápulas esbranquiçadas
Nariz, fronte e regiões malares
Consistem de cistos de inclusão epidérmica
Hiperplasia sebácea 
Consiste de múltiplas lesões papulares amareladas com 1 mm de diâmetro, localizadas no dorso nasal e na região malar. Visto que tem como causa a estimulação das glândulas sebáceas por hormônios maternos androgênicos. As lesões desaparecem espontaneamente dentro do 1o mês de vida 
Miliária: 
A miliária é causada pela sudorese associada à obstrução das glândulas sudoríparas que ainda não estão totalmente desenvolvidas
Benigna/retenção do suor
Estações quentes/fototerapia 
 
O controle envolve evitar o calor, uso de roupas em excesso, banhos refrescantes e adicionar compressas de camomila. 
Lanugo
Pelo fino, sem medula e abundante, que recobre a pele do recém-nascido, principalmente nas costas, ombros e face. Desaparece nas primeiras semanas de vida
Bolhas por sucção
Provavelmente por sucção oral intrauterina
Como existe perda da solução de continuidade com dano à barreira, deve-se evitar impetiginização secundária, além do uso de cicatrizantes
Mancha salmão:
Máculas de róseo a avermelhadas
Tende a regressão
Mancha mongólica: 
Coloração azulada ou acinzentada
Região sacro-glútea
RN a termo e pré-termo 
 Apesar de ser mais fina (Figura 3), pela falta do leque de ondulações da junção dermoepidérmica.
Lesões vasculares: 
Eritema tóxico neonatal
A etiologia é desconhecida e são sugeridos fatores ambientais, irritação mecânica e química. Como o desaparecimento é espontâneo, é necessário apenas assegurar a mãe quanto à benignidade
Mancha salmão
é uma lesão plana de coloração rósea clara com limites imprecisos que desaparece à vitropressão
Hemangioma:
 é o tumor vascular benigno mais comum na infância
INFECÇÕES BACTERIANAS:
Impetigo neonatal 
são pústulas e bolhas flácidas que aparecem principalmente ao redor do umbigo
tratamento é à base de medidas gerais, como limpeza diária
 
Onfalite neonatal
• A cicatriz umbilical é porta de entrada para infecções sistêmicas; 
• O tecido desvitalizado deste é meio excelente para o crescimento bacteriano
Erisipela
inflamação da derme e panículo adiposo da pele, com envolvimento dos vasos linfáticos. 
 
Impetigo -infecção bacteriana superficial da pele.
Celulite- Consiste na infecção por bactéria nas camadas mais profundas da pele causando vermelhidão e inchaço na pele
Furúnculo- Inflamação da unidade pilossebáce 
Causada por bactéria
INFECÇÕES VIRAIS: 
Molusco contagioso –infecção viral (poxvírus)
Contagiosa relativamente comum em crianças
 
Herpes simples- causada pelo vírus HSV 1 e 2
Causando lesões em bolhas na pele ou genitália
Verruga vulgar- tumorações benignas causada pelo HPV 
Herpes Zoster-reativação do vírus da varicela no organismo, causando uma erupção dolorosa
Segue os dermatomos do corpo 
INFECÇÕES PARASITÁRIAS:
· Escabiose- Parasitose humana causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei.
· Larva migrans cutânea- Parasita da espécie Ancylostoma, proveniente das fezes do cão e gato.
 
INFECÇÕES FUNGICAS:
· Tínea corporis- Dermatofitose, doença causada por fungo que se alimentam da queratina da pele 
 
· Pitiríase versicolor- Micose superficial da pele causada por fungo (levedura)
Peso ao nascer:
 
· Alto peso ou macrossômico: > 4.001g
· Baixo peso ou microssômico: <2.500g 
Obs: comprimento médio do RN: 5º cm 
Perímetro cefálico:
· Medido com fita métrica, passando pela região mais proeminente do occipital até as bordas supraorbitárias 
· Média: 34 a 36cm 
Perímetro toráxico:
· Medido com a mesma fita métrica, passando pela linha intermamilar. 
· Deve ser, em média, 2 centímetros menor do que o perímetro cefálico.
Perímetro abdominal: 
· Medido com fita métrica, logo acima do coto umbilical. 
· Cerca de 2 cm menor do que o perímetro torácico 
CAPURRO
O escore de Capurro avalia as características somáticas e neurológicas do RN para identificar a idade gestacional
DUM desconhecida ou não fez a USG gestacional no 1° trimestre 
Ele é aplicado para RN de 29 semanas ou mais 
O método de Capurro somático utiliza 5 características somáticas, enquanto o Capurro somático neurológico utiliza 4 parâmetros somáticos e 2 neurológicos: 
· Capurro somático: 
· Forma da orelha: observa a curvatura do pavilhão da orelha
· Tamanho da glândula mamária: utiliza uma fita métrica, palpar e medir o tecido mamário 
· Formação da aureolo: com uma fita métrica medir o diâmetro de aréola mamária 
· Textura da pele: examina a pele e verifica a presença de descamação 
· Pregas plantares: observa pregas e sulcos nas plantas dos pés 
· Capurro neurológico
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Cuidados com RN
· O primeiro exame físico completo deve ser realizado nas primeiras 24horas de vida do RN, de preferência, após 6 horas do nascimento, período em que ocorre a transcrição para a vida extrauterina 
· O exame físico é flexível: aproveita os momentos de tranquilidade para avaliar aspectos que podem ser comprometidos pelo choro do bebe. Logo, a sequência cefalo-podélica pode ter sua ordem alterada
Aspectos gerais: 
Avaliar a atitude do RN: simetria e flexão dos membros com lateralidade da cabeça 
Estado de hidratação: Pode ser avaliado pela umidade da mucosa oral, temperatura e adquada diurese. Importante lembrar que o Edema de pálpebras é fisiológico nessa faixa etária
Presença de alterações: importante avaliar a presença de sinais de desconforto respiratório, como:
· Batimento da asa nasal 
· Retração de fúrcula esternal 
· Movimentação dos músculos intercostais 
· Cirrose central 
· Alterações da FR
· Presença de gemidos durante a respiração 
· Choro fraco 
Fáceis: pode ser típica ou atípica
· Típica significa que há alguma alterações sindrômicas (ex: síndrome de Down) 
Pele e anexos: 
Textura e umidade, depende da idade gestacional. 
· O bebê pré-termo, com pele fina e gelatinosa;
· A termo: Pele fina, lisa, úmida e brilhante
· Pós termo: tem pele seca e enrugada, muitas vezes com descamação
Cor: Normalmente o RN apresenta cor rosácea 
· Eritodemia fisiológica: ocorre pela existência de maior número de hemácias no RN. 
· Palidez acentuada: pode sugerir anemia e deve ser investigada 
Fenômeno de arlequim: uando há uma linha delimitando o hemicorpo direito e o esquerdo, sendo um deles com presença de eritroderma e o outro tem coloração normal 
· É um achado normalmente benígno
Cianos: Bem comum no RN quando presente nas extremidades e melhora com aquecimento
· Quando central é preocupante, estando associadas as doenças cardiorrespiratórias 
Icterícia: 
Gânglios: toda as cadeias ganglionares devem ser palpadas, principalmente cervicais, axilares e inguinais
Mucosa: observe a cor, umidade e presença de lesões: 
Cabeça e pescoço: 
· Procura assimetria do crânio que, com frequência, são transitórias e variam de acordo com a apresentação fetal na hora do parto 
· Palpa suturas. 
Calvagamentos, que são as sobreposições das bordas, são comuns, principalmente no parto normal e desaparecem em poucos dias. 
· Palpa fontanelas: E avalia: tensão, tamanho, abaulamento ou depressão, pulsações.
Olhos: Avaliar distância entres os olhos, simetria entre as pupilas e reatividade pupilar. 
É importante saber que em RN, principalmente pré-termo, estrabismo e nistagmo horizontal transitórios podem ser encontrados. Realiza teste do olhinho 
· Teste do olhinho: Sala ecura / 50cm de distância / Qualquer alteração, mandar para o oftalmologista pediátrica. 
 
Ouvido: verifica a forma, consistência e a altura de implantação do pavilhão auricular. Notar se há presença de condutos auditíveis extremos (exemplo: fistulas retroauriculares e apendiculares pré-auriculares)
· Fazer teste da orelhinha:
Nariz: Espirros são frequentes. Nota se há batimento de asas nasais ou obstrução nasal.
Boca: A inspeção é facilitada durante o choro. Deve-se observar a mucosa, avaliar a forma do palato (normal ou em agiva) e sua integridade (descartar fenda palatina). Nota se há presença de dentes suprenumáricos (devem ser extraídos pelo risco de aspiração). 
· Teste da linguinha: 
Pescoço: é curto no RN. Palpar o músculo esternocleidomastoide a fim de verificar se há presença de torcicolo congênito. 
Tórax:
O aparelho respiratório é importante avaliar com o RN calmo. 
Respiração costoabdominal ou abdominal (podendo haver pausa de 5 segundos)
Apneia é a parada respiratória por mais de 20 segundos ou quando associada a cianose ou bradicardia 
FR média de 40 a 60 irpm 
Ausculta: Presença de murmúrios vesiculares, podem ser encontrados estertores finos e crepitantes, assim como roncos o que é comum logo após o nascimento. 
ACR: também é auxiliado com o RN calmo 
Ausculta: Sopro e arritmias, podem está presente no nascimento e ter caráter transitório, principalmente nas primeiras 24h de vida. 
Importante palpar pulsos periféricos (braquiais, femorais e radiais). Em caos de femorais débeis, ou ausente, esto pode ser indicativo de coartação da aorta 
· Teste do coraçãozinho: pode colocar o oxímetro no pé do RN
 
Abdome: é semigloboso 
· Abdome distendido: sugere obstrução 
· Abdome escavado: sugere hérnia diafragmática 
· É importante avaliar coto umbilical (geralmente apresente 1 veia e 2 artérias) 
· A eliminação do mecônio, normalmente ocorre nas primeiras 24 a 36h, após o nascimento) depois disso começa a eliminar as fezes de transição (que tem caráter esverdeado e liquefeita) só libera o RN após a eliminação do mecônio. 
· Ausculta presença de RHA (se aumentado, sugere obstrução) 
· Percussão: som timpânico 
· Palpa: rim, baço e fígado 
Genitália e região anal: primeiro: inspeção, depois palpação 
· Genitália feminina pode ter secreção e até mesmo sangrar, por conta dos hormônios maternos 
Dorso: deve ser avaliado a linha média de todo RN, na busca de malformações da coluna vertebral, bem como a presença de escoliose. Ainda no dorso, é possível a visualização de importantes alterações de fechamento do tubo neural (exemplo: espinha bífita) qualquer alteração já encaminha para o neurocirurgião pediatra 
Osteoarticular: 
Observe a simetria e movimentação dos membros (descartar possíveis fraturas no parto) 
Fratura de clavícula: Nesse caso sente-se uma crepitação no local e também irá se observar dor no RN. Costuma ter evolução benigna com uso de tipoia 
· Avliação coxo-femoral: Analisa com as manobras de Barlow-ortolani (1° faz ortolani (coloca o osso no lugar), 2° Barlow (se ortolani negativo, caso ortolani positivo, não precisa fazer)
· Pés: atentar para os pés tortos 9podem ser pela posição no útero – benigno ou congênito 
Sistema nervoso: 
· Deve ser feito 12 horas após o parto, para evitar influenciar no estresse pós-parto 
· Fazer os reflexos primitivos (que estão desde o nascimento e ficam até mais ou menos 6 meses)
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HEMORRAGIA PÓS-PARTO (HPP)
DEFINIÇÃO FUNCIONAL: 
Qualquer perda sanguínea depois do nascimento que tenha o potencial de produzir instabilidade hemodinâmica 
OPAS 2018 ZERO MORTE MATERNA: Acima de 500ml em parto ou acima de 1000ml após cesariana nas primeiras 24h 
Sangramento nas primeiras 24h (por qualquer via) superior a 2000ml ou que necessita de transfusão mínima de 1200ml (4 unidades) de CH ou que resulte em queda de HB > 4g/ coagulação (OPAS 2018)
Sangramento ativo maior que 1000ml pós parto que persiste a despeito das medidas iniciais com uterotônicos e massagem uterina (Consenso internacional, 2014)
CAUSAS (4T): TECIDO, TÔNUS, TROMBO, TRANSIÇÃO, ATONIA UTERINA (INCAPACIDADE DE CONTRAÇÃO PELO ÚTERO, APÓS PARTO)
Quadro clínico: não espere as manifestações clínicas do choque hipovolêmico, já trate logo 
· Se acha que o sangramento está aumentado, então está muito aumentado 
· Usar o índice de choque (IC) como rotina no manejo no terceiro e quarto período 
Diagnóstico e ação rápida: 
· THE GOLDEN HOUR: Primeira hora depois do diagnóstico de hemorragia.
· Quando maior o tempo entre o início do choque e o início da ressuscitação menor a sobrevida do paciente 
Índice de choque: Cálculo = FC/PA sistólica 
Pode ser alterada antes das manifestações hemorrágicas (diagnóstico precoce) 
Esperado na população obstétrica = 0,7 – 0,9 
· Índice de choque > 0,9 estado de choque que requer intervenção de alto complexidade ou transferência, ou transfusão. 
· Índice de choque >1,7 estado de choque com alto risco de mau desfecho materno requerendo transfusão maciça. 
Manejo: 
Multiprofissional: avisar equipe (obstetrícia, enfermagem, anestesiologista, banco de sangue, laboratório) 
Todas as gestantes fazem uso de IM 
TODA GESTANTE: OCITOCINA PROFILÁTICA (2 AMPOLAS IM DE 5UI CADA) + MASSAGEM UTERINA: 
TEVE RESPOSTA:COLO PALPÁVEL (MASSAGEM), POIS TEVE A HIPERTONIA UTERINA
NÃO TEVE RESPOSTA: COLO NÃO PALPÁVEL (MASSAGEM), AINDA ESTÁ COM HIPOTONIA UTERINA
FAZER: OCITOCINA (2 AMPOLAS DE 5UI: 1 EV + 1IM) + (4 AMPOLAS EM 500ML DE SF (500ML EM 10MIN, A SEGUIR 250ML/H) + ELEVAR MMII (POSIÇÃO DE TRENDELEMBURG) + 2 ACESSOS PERIFÉRICOS 16 + 02 POR MASCARA DE VENTURE (10 A 15L) + RINGER LACTATO (MÁX: 1.500) + VER GRAU DE SANGRAMENTO 
FAZER: METIL ERGOMETRINA (1 AMPOLA DE 0,1MG, IM OU EV LENTO)
NÃO RESOLVEU (EM 5MIN)? 
FAZER: MISOPROSTOL (2 A 4 COMPRIMIDOS, VIA RETAL) CYTOTEC
NÃO RESOLVEU (EM 5MIN)? 
FAZER: METIL ERGOMETRINA COM 15 MIN, DEPOIS 1 AMPOLA A CADA 4 HORAS (MÁXIMO 5 DOSE = 1G)
MASSAGEM UTERINA:
A: ANALISAR A VIA ÁEREA E SE PRECISAR IOT OU CÂNULA DE GUEDEL
B: OBSERVAR A RESPIRAÇÃO, COR DA PELE E OXIGENAÇÃO: SUPLEMENTAR O2
C: CLASSIFICAÇÃO SANGÍNEA E PROVA CRUZADA + CORRER RINGER LACTATO (SE PRECISAR: FAZ TRANSFUSÃO MACIÇA)
· SE CLASSE III E IV: 1CONCENTRADO DE HEMÁCIAS + 1 PLAQUETA + PLASMA 
D: DESCOBRIR A CAUSA: AVALIE O FUNDO UTERINO, ESPECIONE O TRAGETO DO TRATO URINÁRIO, HEMOGRAMA, PLAQUETAS, COAGULOGRAMA (TP, TTPA, INR FIBRINOGÊNIO). GASOMETRIA, UREIA E CREATININA 
SE FALHA NO TRATAMENTO CLÍNICO? 
FAZER: COMPRESSÃO BIMANUAL (FICA PELO TEMPO QUE PRECISAR) OU TAMPONAMENTO COM BALÃO (ENCHE COM LÍQUIDO MORNO, E DEIXA POR NO MÁXIMO 24H, APLICAR CEFAZOLINA 1G IV, DE 8/8H) 
 
 
OBS: MISOPROSTOL (CYTOTEC): SERVE PARA INDUZIR O PARTO QUANDO COM 25 MCG, VIA VAGINAL. 
FAZER: ÁCIDO TRANEXÂNICO (TRANSOMIN): 4 AMPOLAS DE 5ML (50MG/ML = 250MG = 1G) IV, EM ATÉ 3H APÓS O PARTO
 
 
SIMULAÇÕES
- Gravidez ectópica 
Implantação dos blastocistos fora da cavidade endometrial 
Fatores de Risco: cirurgia tubária prévia, DIU, Gestação ectópica prévia, doença inflamatória pélvica, endometriose, tabagismo
Gestação tubária: 
· 95 a 98% das gestações ectópicas
· Quadro clínico: subagudo dor abdominal, amenorreia e sangramento vaginal (geralmente tem os 3, mas não é obrigatório, podendo ser até assintomática). 70% dos casos, região ampular, sem instabilidade hemodinâmica 
· Quadro clínico: Aguda: 30% dos casos, região ístmica, sinal de: laffon, cullen, blunberg, proust, e instabilidade hemodinâmica 
· Diagnóstico: B-HCG (faz primeiro) + USH transvaginal (limite discriminatório: capacidade do Ultrassom de achar o saco gestacional. Em casos baixo de B-HCG, repete até aumentar, para facilitar a USG (ver geralmente o anel tubário))
 
Pseudossaco gestacional 
 
Dopplerfluxometria 
· Tratamento: 
instabilidade hemodinâmica (laparotomia com salpingectomia) 
estabilidade hemodinâmica: 
A) Cirúrgico: laparoscopia / laparotomia 
 
B) Medicamentoso: metotrexate 
Antagonista do ácido fólico 
Condições associadas a melhores resultados: saco gestacional <3,5cm ou embrião sem atividades cardíacas ou B-HCG < 5.000 mUI/ml 
C) Expectantes: se estiver resolvendo sozinho, posso mandar para casa, percebo isso com o B-HCG reduzindo o valor 
Exceção
Níveis baixos e decrescente de B_HCG (<100 mUI/ml) 
Estáveis hemodinamicamente 
- Pré-eclâmpsia
PRÉ-ECLÂMPSIA: ELEVAÇÃO DA PA APÓS 20 SEMANAS EM GESTANTES PREVIAMENTE NORMOTENSA + PROTEINÚRIA OU SEM PROTEINÚRIA (SINAL DE GRAVIDADE: DISFUNÇÃO ORGÂNICA / COMPROMETIMENTO FETAL / EMINÊNCIA DE ECLÂMPIA (CEFALEIA, ALTERAÇÃO VISUAL OU DOR EM HD)
PRÉ-ACLÂMPSIA COM OU SEM SINAL DE GRAVIDADE (DETERIORIZAÇÃO CLÍNICA OU LABORATORIAL)
FATORES DE RISCO ASSOCIADOS À PRÉ-ECLÂMPSIA
PREVENÇÃO DA PRÉ-ECLÂMPSIA (PACIENTE DE ALTO RISCO OU COM PELO MENOS 2 FATORES DE RISCO MODERADO)
· CÁLCIO 1 A 2G/DIA – ANTES DA 20 SEMANA 
· AAS 100 MG/DIA – DA 12 SEMANA ATÉ 36 SEMANA
EXAMES COMPLEMENTARES: 
· HEMOGRAMA
· CREATINA PROTEINÚRIA DE 24 HORAS
· USG OBSTÉTRICA 
· DOPPLER
TRATAMENTO
· SE PA MENOR QUE 110 A 140 X 85: AFERIR A PRESSÃO DIARIAMENTE + MUDANÇAS NO ESTILO DE VIDA (ALIMENTAÇÃO E EVITAR ESTRESSE) + AVALIAÇÃO SEMANAL + AVALIAR GANHO DE PESO (RUIM) 
· SE PA MAIOR QUE 110 A 140 X 85: ANTI-HIPERTENSIVO (EX: METILDOPA)
COMPLICAÇÕES DA PRÉ-ECLÂMPSIA – RISCO DE MORTE
A) ECLÂMPSIA (CRISE CONVULSIVA OU COMA QUE OCORRE AO LONGO DA GESTAÇÃO OU PARTO)
SINTOMAS: CEFALEIA, OBNUBILAÇÃO, TORPOR, ALTERAÇÃO COMPORTAMENTO, ESCOTOMAS, FOTOFOBIA, PERDA DA VISÃO, DOR HIPOCÔNDRIO DIREITO, NÁUSEAS E VÔMITOS
TRATAMENTO: SULFATO DE MAGNÉSIO + PROTEÇÃO DA LINGUA (GUEDEL) + OXIGÊNIOTERAPIA POR MASCARA + DEIXA PACIENTE EM DECÚBITO LATERAL ESQUERDO (DESCOPRIME OS VASOS ABDOMINAIS) + ACESSO VENO (APLICAR SORO GLICOSADO E RETIRAR SANGUE) + INTERROMPER PARTO (INDUZIR PARTO – VAGINAL OU CESÁRIA) 
· SULFATO DE MAGNÉSIO 
- ATAQUE: 4G/H DE ATAQUE IV (EM 5 A 10 MIN) + 10G IM (5 GRAMAS EM CADA NÁDEGA)
- MANUTENÇÃO: 5G IM A CADA 4 HORAS 
· SE AINDA NÃO MELHORAR: 
- FAZ DIAZEPAM E FENIL-HIDRANTOÍNA 
· SE ESTIVER EM USO DE SULFATO DE MAGNÉSIO 
- SE NÃO MELHORAR ATAQUE 2G/H + MANUTENÇÃO COM 2G
B) SINDRIME HELLP: PRESENÇA DE: HEMÓLISE, AUMENTO DE ENZIMAS HEPÁTICAS E PLAQUETOPENIA COMPROMETIMENTO HEMATOPATOLÓGICA
TRATAMENTO: SULFATAÇÃO (PREVENÇÃO DA ECLÂMPSIA) – MANTER ATÉ 24H PÓS-PARTO + CONTROLAR PA (PAS <150 3 PAD < 100 mmHg) 
C) CRISE HIPERTENSIVA: HIPERTENSÃO ARTERIAL AGUDA MAIOR OU IGUAL A 160X110 MMHG
TRATAMENTO: ANTI-HIPERTENSIVO 
· NIFEDIPINO 10MG VO A CADA 30 MIN ATÉ 30MG
· HIDRALAZINA 5MG EV A CADA 20MIN ATÉ 30MG 
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- Parto 
PRÉ-TERMO: <37 SEMANAS INIBIR
· Fatores de risco: prematuro anterior; anemia; desnutrição; polidramnia; infecção; drogas; tabagismo; Bacteriúria assintomática 
· Predição: USG (20 a 24 sem) colo curto se <20mm (fator de risco) progesterona intravaginal colo curto / prematuro anterior.
Dúvida se interna = dosar fibronectina 
 
Obs: pode usar a dexametasona IM: 6mg de 12/12h totalizando 4 doses (24 semanas) 
Atosiban: é o melhor, mas é muito caro
Neuroproteção: Sulfato de magnésio nos partos < 32 semanas 
AMNIORREXE PREMATURA BOLSA ROMPE ANTES DO TEMPO:
RUPTURA PREMATURA DE MEMBRANA OVULAR RPMO 
 
PÓS-TERMO > 42 SEMANAS INDUZIR 
 
PADRÃO “A” É O COLO (PARA FACILITAR ENTEDER A TABELA) É BOM O PADÃO A
APAGADO
AMOLECIDO 
ANTERIOR 
ABERTO
ALTURA >0
TERMO: 37 A 48 SEMANAS ASSISTIR
PIOR É DEFLETIDA DE 2°, POIS PARTO NORMAL, NÃO ROLA. E MELHOR É FLETIDA (APRESENTA MENOR DIÂMETRO)
· Triangulo: Dilatação (Sobe) 
· Círculo com Y: graus DeLee – de -3 a +4 (Desce e muda o formato do Y - de Y deitado, até Y em pé) 
Variedade de posição: é a relação da cabeça fetal em relação à pelve materna. Existem 6 variedades:
OEA = occipito esquerda anterior
ODA = occipito direita anterior
OET = occipito esquerda transversa
ODT = occipito direita transversa
OEP = occipito esquerda posterior
ODP = occipito direita posterior
 
MECANISMO DO PARTO
DILATAÇÃO (1°)
DEFINIÇÃO: INICIA COM TRABALHO DE PARTO: 
· COLO ÚTERO ¾ CM COM DILATAÇÃO PROGRESSIVA 
· CONTRAÇÕES 2/3 PARA 10 MIN, RÍTMICAS E REGULARES 
CONDUTA: 
· DIETA LEVE: LÍQUIDO CLAROS (ÁGUA, CHÁS, GELATINA) 
· DECÚBITO: EVITAR DECÚBITO DORSAL (MELHOR DEIXAR DEITAR EM DECÚBITO LATERAL ESQUERDO) 
· DEAMBULAÇÃO LIVRE...
· TRICOTOMIA: NÃO É DE ROTINA 
· AMNIOTOMIA: NÃO É PARA TODOS (ROMPER A BOLSA AMINIÓTICA, SEM INDICAÇÃO)
· N° DE TOQUES: A CADA 1/2H (NÃO TOQUE MUITO, POIS PODE LEVAR A INFECÇÃO)
· AUSCULTA BCF: ANTES / DURANTE/ APÓS CONTRAÇÕES 
EXPULSIVO (2°)
DEFINIÇÃO: INICIA COM DILATAÇÃO TOTAL 
CONDUTA: 
· QUAL POSIÇÃO IDEAL DO PARTO (A POSIÇÃO SENTADA AJUDA MELHOR, POR CONTA DA GRAVIDADE). MAS DEPENDE DO QUE A PACIENTE DESEJA. 
· AUSCULTA BCF: NO BAIXO RISCO: 15/15 MIN 
· EPISIOTOMIA: AVALIAR (FETO GRANDE, PARTO FÓRCIPE) 
TIPOS: MEDIANA (DA FÚCULA VAGINAL EM DIREÇÃO AO ANUS, CAUSA MENOS DOR, SANGRAMENTO E LESÃO MUSCULAR) PORÉM CAUSA MAIOR RISCO DE LESÃO DE RETO. OU MÉDIO-LATERAL (MAIOR DOR, SANGRAMENTO, LESÃO MUSCULAR), PORTEM LESA MENOS O RETO.
SECUNDAMENTO (3°)
DEFINIÇÃO: SAIDA DA PLACENTA (<30 MIN): POR MEIO DE LEVE TRAÇÃO(MANOBRA DE FABRE) CONTROLADA DE CORDÃO. 
· 10 UI DE CITOCINAS IM
· MASSAGEM UTERINA 
4° PERÍODO 
DEFINIÇÃO: 1H APÓS SECUNDAMENTO 
HEMOSTASIA: MIOTAMPONAGEM E TROMBOTAMPONAGEM (ALTERAÇÕES CAUSAS HEMORRAGIA UTERINA) 
 
HEMORRAGIA PÓS-PARTO (HPP)
DEFINIÇÃO FUNCIONAL: 
Qualquer perda sanguínea depois do nascimento que tenha o potencial de produzir instabilidade hemodinâmica 
OPAS 2018 ZERO MORTE MATERNA: Acima de 500ml em parto ou acima de 1000ml após cesariana nas primeiras 24h 
Sangramento nas primeiras 24h (por qualquer via) superior a 2000ml ou que necessita de transfusão mínima de 1200ml (4 unidades) de CH ou que resulte em queda de HB > 4g/ coagulação (OPAS 2018)
Sangramento ativo maior que 1000ml pós parto que persiste a despeito das medidas iniciais com uterotônicos e massagem uterina (Consenso internacional, 2014)
CAUSAS (4T): TECIDO, TÔNUS, TROMBO, TRANSIÇÃO, ATONIA UTERINA (INCAPACIDADE DE CONTRAÇÃO PELO ÚTERO, APÓS PARTO)
Quadro clínico: não espere as manifestações clínicas do choque hipovolêmico, já trate logo 
· Se acha que o sangramento está aumentado, então está muito aumentado 
· Usar o índice de choque (IC) como rotina no manejo no terceiro e quarto período 
Diagnóstico e ação rápida: 
· THE GOLDEN HOUR: Primeira hora depois do diagnóstico de hemorragia.
· Quando maior o tempo entre o início do choque e o início da ressuscitação menor a sobrevida do paciente 
Índice de choque: Cálculo = FC/PA sistólica 
Pode ser alterada antes das manifestações hemorrágicas (diagnóstico precoce) 
Esperado na população obstétrica = 0,7 – 0,9 
· Índice de choque > 0,9 estado de choque que requer intervenção de alto complexidade ou transferência, ou transfusão. 
· Índice de choque >1,7 estado de choque com alto risco de mau desfecho materno requerendo transfusão maciça. 
Manejo: 
Multiprofissional: avisar equipe (obstetrícia, enfermagem, anestesiologista, banco de sangue, laboratório) 
Todas as gestantes fazem uso de IM 
TODA GESTANTE: OCITOCINA PROFILÁTICA (2 AMPOLAS IM DE 5UI CADA) + MASSAGEM UTERINA: 
TEVE RESPOSTA: COLO PALPÁVEL (MASSAGEM), POIS TEVE A HIPERTONIA UTERINA
NÃO TEVE RESPOSTA: COLO NÃO PALPÁVEL (MASSAGEM), AINDA ESTÁ COM HIPOTONIA UTERINA
FAZER: OCITOCINA (2 AMPOLAS DE 5UI: 1 EV + 1IM) + (4 AMPOLAS EM 500ML DE SF (500ML EM 10MIN, A SEGUIR 250ML/H) + ELEVAR MMII (POSIÇÃO DE TRENDELEMBURG) + 2 ACESSOS PERIFÉRICOS 16 + 02 POR MASCARA DE VENTURE (10 A 15L) + RINGER LACTATO (MÁX: 1.500) + VER GRAU DE SANGRAMENTO 
FAZER: METIL ERGOMETRINA (1 AMPOLA DE 0,1MG, IM OU EV LENTO)
NÃO RESOLVEU (EM 5MIN)? 
FAZER: MISOPROSTOL (2 A 4 COMPRIMIDOS, VIA RETAL) CYTOTEC
NÃO RESOLVEU (EM 5MIN)? 
FAZER: METIL ERGOMETRINA COM 15 MIN, DEPOIS 1 AMPOLA A CADA 4 HORAS (MÁXIMO 5 DOSE = 1G)
MASSAGEM UTERINA:
A: ANALISAR A VIA ÁEREA E SE PRECISAR IOT OU CÂNULA DE GUEDEL
B: OBSERVAR A RESPIRAÇÃO, COR DA PELE E OXIGENAÇÃO: SUPLEMENTAR O2
C: CLASSIFICAÇÃO SANGÍNEA E PROVA CRUZADA + CORRER RINGER LACTATO (SE PRECISAR: FAZ TRANSFUSÃO MACIÇA)
· SE CLASSE III E IV: 1CONCENTRADO DE HEMÁCIAS + 1 PLAQUETA + PLASMA 
D: DESCOBRIR A CAUSA: AVALIE O FUNDO UTERINO, ESPECIONE O TRAGETO DO TRATO URINÁRIO, HEMOGRAMA, PLAQUETAS, COAGULOGRAMA (TP, TTPA, INR FIBRINOGÊNIO). GASOMETRIA, UREIA E CREATININA 
SE FALHA NO TRATAMENTO CLÍNICO? 
FAZER: COMPRESSÃO BIMANUAL (FICA PELO TEMPO QUE PRECISAR) OU TAMPONAMENTO COM BALÃO (ENCHE COM LÍQUIDO MORNO, E DEIXA POR NO MÁXIMO 24H, APLICAR CEFAZOLINA 1G IV, DE 8/8H) 
 
 
FALTA DE DILATAÇÃO: MISOPROSTOL (CYTOTEC): 25 MCG, VIA VAGINAL. 
FALTA DE CONTRAÇÃO:DILUIR 5UI DE OCITOCINA EM 500ML SG5% (10 MUI/ML), EM VELOCIDADE DE INFUSÃO: 2 MUI/MIN (12 ML/H
FAZER: ÁCIDO TRANEXÂNICO (TRANSOMIN): 4 AMPOLAS DE 5ML (50MG/ML = 250MG = 1G) IV, EM ATÉ 3H APÓS O PARTO
 
 
- Assistência ao RN na sala de parto 
Boletim APGAR
Mensurar a vitalidade do RN, por meio do boletim de APGAR, aplicado no 1° e no 5° minuto de vida. Se o escore é inferior a sete no quinto minuto, recomenda-se sua aplicação a cada 5 minutos, até 20 minutos de vida, avaliando: FC / respiração (choro) / tônus muscular / cor de pele / resposta reflexa 
· 7 – 10: satisfatório 
· 4 – 6: dificuldade moderada
· 0 – 3: dificuldade marcada
 
APGAR de 7 ou mais nos primeiros minutos, assegura uma adaptação neonatal adequada, com estabelecimento e manutenção da respiração e a estabilização da temperatura 
Exame físico sumário: 
Deve ser objetivo e rápido, no intuito de evitar a perda de calor, buscando: 
· Identificar: malformações congênitas, traumatismo obstétrico (hematomas, fraturas de clavícula), desconforto respiratório, sopro cardíaco, massa abdominal, fenda palatina, atresia de coanas, atresia de esôfago e anomalia anorretal 
· Descatar: artéria umbilical única, defeitos de fechamento do tubo neural, defeito dos membros
· Hipertemia sinal importante de risco de exposição fetal materna. No curso de algumas patologias – como sepse, meningite. Pneumonia, entre outras. 
· Fatores de risco para desenvolvimento de hipotermia – idade gestacional, peso ao nascer, asfixia, sepse e outras doenças, influência ambiental – baixa temperatura na sala de parto, transporte neonatal, controle inadequado do ambiente térmico 
Pele: temperatura e características 
hiponatremia grave: < 32° c
hiponatremia moderada: 32° - 35,9°c 
hiponatremia leve: 36° - 36,4°c 
faixa de temperatura normal: 36,5° – 37°c 
hipertemia:<37,5°c 
Peso ao nascer:
 
· Alto peso ou macrossômico: > 4.001g
· Baixo peso ou microssômico: <2.500g 
Obs: comprimento médio do RN: 5º cm 
Perímetro cefálico:
· Medido com fita métrica, passando pela região mais proeminente do occipital até as bordas supraorbitárias 
· Média: 34 a 36cm 
Perímetro toráxico:
· Medido com a mesma fita métrica, passando pela linha intermamilar. 
· Deve ser, em média, 2 centímetros menor do que o perímetro cefálico.
Perímetro abdominal: 
· Medido com fita métrica, logo acima do coto umbilical. 
· Cerca de 2 cm menor do que o perímetro torácico 
CAPURRO
O escore de Capurro avalia as características somáticas e neurológicas do RN para identificar a idade gestacional
DUM desconhecida ou não fez a USG gestacional no 1° trimestre 
Ele é aplicado para RN de 29 semanas ou mais 
O método de Capurro somático utiliza 5 características somáticas, enquanto o Capurro somático neurológico utiliza 4 parâmetros somáticos e 2 neurológicos: 
· Capurro somático: 
· Forma da orelha: observa a curvatura do pavilhão da orelha
· Tamanho da glândula mamária: utiliza uma fita métrica, palpar e medir o tecido mamário 
· Formação da aureolo: com uma fita métrica medir o diâmetro de aréola mamária 
· Textura da pele: examina a pele e verifica a presença de descamação 
· Pregas plantares: observa pregas e sulcos nas plantas dos pés 
· Capurro neurológico
CASO 3:
Solange, 25 anos, 1 gestação, dor no pé da barriga. Chega na unidade de madrugada, nega DM e HAS, nega etilismo e tabagismo, fez o prenatal corretamente, mas esqueceu a caderneta em casa, o marido foi pegar. Fazer a Data provável do parto (07/11/2023, pois a DUM foi dia 31/01/23).
Está em trabalho de parto, atermo. Chega a caderneta dela, e está tudo normal (o+ e b+). 
Fazer os cuidados e o parto e entregar a criança para a mãe 
CASO 4
Paciente moradora de rua, que não fez o pré-natal, chega em trabalho de parto. Usuária de cigarro e maconha, e faz consumo de álcool. Alega que descobriu a gestação há 6 meses, e teve 4G2P1A solicita os sorológicos e pede a USG abdominal faz a altura uterina para saber a possível idade gestacional. Parece ter 36 semanas. Fazer os cuidados com o RN com APEGAR de 5 e 8, oferta de O2, pois estava com dificuldade respiratória. Faz todos os cuidados possíveis. 
APGAR, CAPURRO, PRIMEIROS CUIDADOS AO RN
 
Preparo para a assistência:
 
 
O preparo para atender o RN na sala de parto inclui necessariamente: 
 
·
 
Realização de anamnese materna
 
·
 
Disponibilidade do material para atendimento 
 
·
 
Presença de equipe treinada em reanimação neonatalSala de parto:
 
 
Avaliação da vitalidade ao nascer: 
 
Imediatamente após o nascimento, a necessidade de reanimação depende da avaliação rápida de quatro situa
ções 
referentes à vitalidade do concepto, sendo feitas as seguintes perguntas: 
 
·
 
Gestação a termo? 
 
·
 
Respirando ou chorando? 
 
·
 
Tônus muscular bom? 
 
 
è
 
Se a responta é 
SIM
, a todas as perguntas, considera
-
se que o RN está com boa vitalidade e não necessita de 
ma
nobras de reanimação.
 
è
 
Se o bebê apresenta boa vitalidade ao nascer 
à
 
clampeamento tanto tardio (1 a 3 min) do cordão umbilical 
à
 
contato pele a pele com a mãe 
e:
 
·
 
Evitar hipotermia
 
·
 
Favorecer a relação mãe
-
filho
 
·
 
Estimular a contração uterina
 
·
 
Incentivar o ale
itamento materno precoce 
 
A determinação da necessidade de reanimação e a avaliação de sua eficácia dependem da avaliação simultânea 
de dois sinais: 
 
APGAR, CAPURRO, PRIMEIROS CUIDADOS AO RN 
Preparo para a assistência: 
O preparo para atender o RN na sala de parto inclui necessariamente: 
 Realização de anamnese materna 
 Disponibilidade do material para atendimento 
 Presença de equipe treinada em reanimação neonatal 
 
Sala de parto: 
Avaliação da vitalidade ao nascer: 
Imediatamente após o nascimento, a necessidade de reanimação depende da avaliação rápida de quatro situações 
referentes à vitalidade do concepto, sendo feitas as seguintes perguntas: 
 Gestação a termo? 
 Respirando ou chorando? 
 Tônus muscular bom? 
 
 Se a responta é SIM, a todas as perguntas, considera-se que o RN está com boa vitalidade e não necessita de 
manobras de reanimação. 
 Se o bebê apresenta boa vitalidade ao nascer  clampeamento tanto tardio (1 a 3 min) do cordão umbilical  
contato pele a pele com a mãe e: 
 Evitar hipotermia 
 Favorecer a relação mãe-filho 
 Estimular a contração uterina 
 Incentivar o aleitamento materno precoce 
A determinação da necessidade de reanimação e a avaliação de sua eficácia dependem da avaliação simultânea 
de dois sinais:

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