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OSCE II - HAM IV

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1 
 
 
Júlia Morbeck – @med.morbeck 
 
Incontinência Urinária 
• INCONTINÊNCIA URINÁRIA: perda involuntária de urina 
(uretral ou extrauretral – fístula vesivaginal). 
• INCONTINÊNCIA URINÁRIA AOS ESFORÇOS (IUE): perda 
involuntária de urina associada a qualquer esforço 
físico, sendo os mais comuns o riso e a tosse. 
• INCONTINÊNCIA URINÁRIA DE URGÊNCIA (IUU): perda 
involuntária de urina acompanhada ou precedida 
imediatamente por uma sensação de necessidade 
iminente de urinar. 
• INCONTINÊNCIA URINÁRIA MISTA (IUM): perda urinária 
em que tanto o componente de esforço quanto o 
de urgência estão associados. 
• BEXIGA HIPERATIVA: é um quadro associado a 
sintomas de urgência urinária, podendo haver, ou 
não, um quadro de incontinência associado; as 
principais manifestações são o aumento de 
frequência urinária e a noctúria (aumento de micções 
durante à noite). 
• HIPERATIVIDADE DO DETRUSOR: quando a incontinência 
urinária de urgência é demonstrada em um teste 
urodinâmico pela presença de contrações 
involuntárias do detrusor. Sinônimo mais antigo: 
instabilidade do detrusor. 
• INCONTINÊNCIA URINÁRIA FUNCIONAL: refere-se aos 
casos em que a paciente não consegue chegar ao 
banheiro por limitações físicas, psicológicas ou 
mentais. 
• BEXIGA NEUROGÊNICA: em pacientes com lesões 
nervosas, há uma perda da capacidade de 
reconhecer o enchimento vesical e, 
consequentemente, de realizar o esvaziamento. 
Nesses casos, pode haver incontinência urinária por 
transbordamento, quando a capacidade volumétrica 
da bexiga chega ao seu máximo. 
 
 Parto vaginal: estiramento do assoalho pélvico. 
QUADRO CLÍNICO 
SINTOMA IUU IUE 
Urgência Sim Não 
Aumento de 
frequência 
Sim Não 
Perda com 
esforços 
Não Sim 
Volume de perda 
urinária em cada 
episódio 
Grande Pequeno 
Consegue chegar 
ao banheiro quando 
apresenta urgência 
Frequentemente 
não 
Sim 
Acorda à noite 
para urinar 
Sim Não 
 
DIAGNÓSTICO 
Anamnese 
• Número de micções; 
• Absorventes usados por dia; 
• Perda urinária aos esforços; 
• Consegue chegar até o banheiro; 
• Quantidade de líquido que ingere; 
• Uso de diuréticos e medicações; 
• Patologias descompensadas (DM2, ICC); 
• Consumo excessivo de café e álcool; 
• Radioterapia – pode causar fibrose dos tecidos e 
ligamentos; 
• Lesões em assoalho pélvico; 
• Tabagismo; 
• Tosse crônica; 
• Ritmo intestinal. 
TERMOS TÉCNICOS ASSOCIADOS 
• Noctúria: É a vontade e necessidade de urinar que obriga uma 
pessoa a se levantar após ter se deitado para dormir. 
• Nictúria: É a inversão do hábito urinário normal, onde uma pessoa 
urina mais e em maior quantidade durante a noite que durante o 
dia. 
• Enurese: perda involuntária da urina. 
• Polaciúria: aumento da frequência (>8) 
• Poliúria: aumento do volume. 
• Sensação de esvaziamento incompleto: sensação de que ainda 
restou urina. 
• Urgência miccional: desejo repentino que pode ou não provocar 
perda urinária. 
• Hesitação: dificuldade em iniciar a micção mesmo com vontade. 
• Disúria: dor ou desconforto ao urinar. 
• Hematúria: presença de sangue na urina. 
• Retenção Urinária: impossibilidade em urinar mesmo após esforço 
miccional. 
DIÁRIO MICCIONAL: A paciente deve fazer um registro, por ao menos três dias, 
sobre o volume de líquido ingerido, número de micções diárias e número de 
perdas involuntárias com os horários específicos. 
EXAME FÍSICO 
• Exame ginecológico; 
• Avaliar perda objetiva de urina – Manobra de Valsalva; 
• Atrofia vaginal; 
2 
 
 
Júlia Morbeck – @med.morbeck 
 
• Prolapsos; 
• Reflexo bulbocavernoso – cotonete estimula o lábio 
externo – avalia lesão nervosa. 
• Reflexo anocutâneo - avalia lesão nervosa. 
ESTUDO URODINÂMICO 
↠ Estudo do armazenamento e esvaziamento vesical. 
INDICAÇÕES 
• Suspeita de obstrução infravesical; 
• Recidiva pós tratamento cirúrgico; 
• Doença neurológica associada (bexiga neurogênica); 
• Sintomas de hiperatividade sem melhora com tratamento 
clínico; 
• Sintomas atípicos de incontinência urinária; 
Urofluxometria 
↠ Paciente com a bexiga cheia faz xixi em um recipiente 
que fica em cima da balança. 
↠ Avalia o fluxo urinário da paciente. 
• Fluxo máximo: 15ml/s – 40 ml/s. 
• Volume urinado: 150ml – 500ml. 
• Resíduo pós miccional até 20% do urinado. 
• Morfologia da curva (sinusoide). 
 
 
 
Cistometria 
↠ Bexiga vazia, a paciente deita na maca e vai ser 
introduzido duas sondas, uma vesical e outra retal ou 
vaginal (pressão abdominal). 
 
 A sonda vesical possui duas vias, uma via você consegue infundir 
soro. 
↠ A paciente pode ficar em uma cadeira ou em pé, 
nesse momento irá fazer a infusão de solução salina 
(avalia a fase de enchimento vesical), pedindo para a 
paciente fazer manobra de valsava e vendo se a paciente 
tem alguma perda urinária. 
 No enchimento vesical pode-se avaliar: hiperatividade 
detrusora e incontinência urinária ao esforço. 
 
 
• Capacidade cistométrica máxima: 350 - 550ml. 
 Quando há perda urinária com a manobra de Valsalva, deve-se 
avaliar a chamada pressão de perda, pressão intravesical que leva à 
perda de urina. Se a pressão for inferior à 60 cm H2O, caracteriza-se 
um defeito esfincteriano intrínseco; já se a pressão de perda for 
superior à 90 cm H2O, sugere hipermobilidade do colo vesical. 
 Em alguns casos, pode haver diagnóstico de perda urinária aos 
esforços apenas no estudo urodinâmico, configurando uma 
incontinência urinária aos esforços urodinâmica. 
3 
 
 
Júlia Morbeck – @med.morbeck 
 
 
 
 
 
Estudo miccional 
↠ A paciente senta no vaso e faz xixi. Avalia possíveis 
alterações vesicais de esvaziamento. 
 
 
 
 
 
Detrusor estável – Incontinência urinária de esforço. 
Incontinência urinária mista 
Fluxo máximo diminuído (11ml/s). Alteração do esvaziamento vesical. Baixa pressão no músculo detrusor. 
HIPOCONTRATILIDADE DO DETRUSOR. 
Fluxo máximo diminuído (5ml/s). Músculo detrusor se eleva bastante. OBSTRUÇÃO INFRAVESICAL. 
Exame normal 
4 
 
 
Júlia Morbeck – @med.morbeck 
 
EXAMES COMPLEMENTARES 
• Sumário de urina e urocultura – afastar quadros 
infecciosos; 
• USG de rins e vias urinárias. 
 
TRATAMENTO 
Bexiga hiperativa 
 
• Perda de peso, cessar tabagismo; 
• Tratar constipação; 
• Redução da ingesta hídrica, principalmente, 2h antes 
de deitar; 
• Treinamento vesical (meta: intervalo miccional de 4 
horas); 
• Fisioterapia pélvica: melhorar o trofismo da 
musculatura; 
• FARMCOLÓGICO: estrogênios tópicos, anticolinérgicos 
(oxibutinina, darifenacina), toxina botulínica – 
cistoscópico. 
INCONTINÊNCIA URINÁRIA DE ESFORÇO 
• Retirar os fatores de risco modificáveis; 
• Pressário e cones vaginais; 
• Os exercícios terapêuticos para o assoalho pélvico, 
também chamados de exercícios de Kegel, 
promovem o fortalecimento da musculatura pélvica 
com séries de poucas repetições e aumento 
progressivo de força. 
• FARMACOLÓGICO: estrogênios tópicos. 
 Atualmente, a recomendação é para aquelas mulheres que 
iniciaram quadro de incontinência após a menopausa, com sintomas 
leves a moderados e sem prolapsos genitais importantes. O estrogênio 
parece melhorar o trofismo local, aumentando o turgor e a 
vascularização uretral. Além disso, o uso de estrogênio aumenta a 
população de lactobacilos vaginais, diminuindo o risco de infecções de 
trato urinário, que podem levar à incontinência. 
 
 
Doenças da próstata 
 fibroelástica, 20-30g, atravessada pela uretra. 
↠ Dividida em 3 regiões: 
• Zona central ou periuretral; 
• Zona de transição; 
• Zona periférica. 
 
HIPERPLASIA BENIGNA DA PRÓSTATA 
↠ Prevalência aumenta com a idade; 
ETIOLOGIA: envelhecimento, síndrome metabólica, genética. 
Quadro clínico 
SINTOMAS OBSTRUTIVOS SINTOMAS IRRITATIVOS: relacionados 
a bexiga (está menor e mais 
rígida) 
Sintomas de esvaziamento Urgência 
Hesitância 
Jato fraco ou afilado 
IntermitênciaGotejamento terminal 
Polaciúria 
Noctúria 
Incontinência de urgência 
 
5 
 
 
Júlia Morbeck – @med.morbeck 
 
SINTOMAS PÓS-MICCIONAIS 
Esvaziamento incompleto 
Gotejamento pós-miccional 
 
 
 
ESCORE INTERNACIONAL DE SINTOMAS PROSTÁTICOS (IPSS) 
↠ 7 perguntas básicas relacionadas a frequência q os 
pacientes sentem alguns sintomas. A resposta varia da 
pontuação 0-5 pontos. 
• Leves: IPSS de 0 a 7 
• Moderados: IPSS de 8 a 19 
• Graves: IPSS de 20 a 35 
 
COMPLICAÇÕES: retenção urinária aguda, infecção urinária e 
prostatite, litíase vesical, falência do detrusor, insuficiência renal 
aguda pós-renal ou crônica (hidronefrose bilateral), hematúria. 
Anamnese e Toque retal 
Toque retal: características da próstata (fibroelástica, 
sulco interlobular), nódulos endurecidos (característico do 
CA de próstata). 
 PSA (> 60 anos: normal é menor que 4ng/ml). 
 PSA > 40 anos, US prostática, biópsia prostática. 
 Se interfere na qualidade de vida, porém não tem sinal 
de gravidade → medicamento para dilatar a uretra. 
 Se interfere na qualidade de vida e tem sinais de 
gravidade → Ressecção Transuretral da Próstata (RTU da próstata) – 
sangramento (suspender AAS e SVF+irrigação). 
 
 
CÂNCER DA PRÓSTATA 
↠ Tumor sólido e maligno mais frequente nos homens. 
O rastreamento inicia-se em >40 anos com fator de risco 
ou >45 anos sem fator de risco. 
↠ A maior parte dos pacientes é assintomático, por isso, 
a maioria descobre durante o rastreio. 
↠ Nos casos sintomáticos as principais manifestações 
clínicas incluem: 
• Disúria 
• Hematúria 
• Retenção urinária 
• Incontinência urinária 
• Hematospermia 
• Disfunção erétil 
• Perda de peso 
• Fraqueza 
↠ Nos casos em que há lesão metastática, fazem parte 
dos sintomas: 
• Dor óssea 
• Fraturas patológicas 
• Perda de peso e anemia 
• Paresia e/ou parestesia de membros inferiores 
(secundárias à compressão medular por metástases 
ósseas da coluna vertebral) 
 Ciatalgia bilateral em homens com mais de 60 anos de 
idade é altamente sugestiva de câncer de próstata. 
 Os principais sinais relacionados ao câncer de próstata 
são: as alterações da glândula ao toque retal e o aumento dos níveis 
de PSA. 
Toque retal 
↠ Cerca de 65 a 75% dos tumores de próstata podem 
ser detectados através desse método. 
6 
 
 
Júlia Morbeck – @med.morbeck 
 
↠ As principais manifestações do tumor maligno de 
próstata ao toque retal incluem: 
• Nódulos endurados 
• Irregularidades da superfície prostática 
• Assimetria prostática 
↠ Os tumores que geralmente não podem ser 
detectados ao toque incluem: 
• Lesões muito pequenas 
• Lesões profundas, fora da zona periférica da próstata 
 
 
 
As posições do paciente para este exame são as seguintes: 
• Posição de Sims ou lateral esquerda, mantendo- se o 
membro inferior em semi-extensão e o superior flexionado. 
 
• Posição genupeitoral é a mais adequada, preferida pela 
maioria dos examinadores. 
 
• Posição de decúbito supino, na qual o paciente fica 
semissentado com as pernas flexionadas. O examinador 
passa o antebraço por baixo da coxa do paciente; esta 
posição é indicada em especial nos enfermos em 
condições gerais precárias. 
 Deve-se usar luva descartável e gel lubrificante. 
As características semiológicas a analisar são o tamanho, a consistência, 
a superfície, os contornos, o sulco mediano e a mobilidade da próstata. 
A próstata normal é palpável na parede anterior do reto como uma 
estrutura em formato de coração (pirâmide invertida, maçã, pera), 
com a base voltada para cima e o vértice para baixo. 
Em condições normais, a próstata tem o tamanho de uma noz grande, 
é regular, simétrica, depressível, apresenta superfície lisa, consistência 
elástica, lembrando borracha, contornos precisos e é discretamente 
móvel. 
Antígeno Prostático Específico (PSA) 
↠ A dosagem de PSA sérico é o principal recurso 
laboratorial utilizado para o diagnóstico de câncer de 
próstata. 
 O PSA é um marcador específico para afecções 
prostáticas. No entanto, ele não é um marcador específico para câncer. 
Afinal, condições benignas como HPB, prostatites e até mesmo a 
ejaculação, também podem aumentar os níveis de PSA. 
↠ Quanto maiores os níveis de PSA, maior a chance de 
ser um tumor maligno da próstata. 
 
 
Biópsia transretal 
↠ A confirmação diagnóstica do câncer de próstata é 
realizada através da biópsia transretal guiada por ultrassom 
ou ressonância magnética. 
7 
 
 
Júlia Morbeck – @med.morbeck 
 
↠ A biópsia está indicada sempre que existirem 
alterações no toque retal ou quando os níveis de PSA 
forem maiores ou iguais a 4ng/ml. 
A BIÓPSIA PROSTÁTICA DEVE SER CONSIDERADA NAS SEGUINTES 
SITUAÇÕES: 
• Toque retal alterado 
• PSA = 4ng/ml 
• Densidade de PSA > 0,15ng/ml/cm3 de próstata 
• Relação PSA livre/PSA total < 10-15% 
• Velocidade de PSA > 0,75ng/mL/ano 
ITU na infância 
↠ É uma doença que acomete principalmente o sexo 
feminino podendo chegar a 20:1 casos, embora, do 
período neonatal até os seis meses de idade pode haver 
predominância no sexo masculino. 
↠ A urina e o trato urinário são normalmente estéreis. O 
períneo e a zona uretral de neonatos e lactentes estão 
colonizados por: Escherichia coli, Enterobacteriaceae e 
Enterococus sp além de que o prepúcio de meninos não 
circuncidados é um reservatório para várias espécies de 
Proteus. 
QUADRO CLÍNICO 
• Recém-nascidos e lactentes: febre sem foco 
aparente, vômitos, diarreia, icterícia persistente, 
recusa alimentar, irritabilidade, quadro de septicemia. 
• Pré-escolares: urina fétida, dor abdominal, disúria, 
polaciúria, incontinência, urgência miccional, febre. 
• Escolares: sintomas miccionais descritos acima, 
enurese secundária, além de dor lombar e febre nos 
casos de pielonefrite 
• Adolescentes: disúria, polaciúria, urgência miccional. 
Nos casos de pielonefrite dor lombar e febre. 
 A incidência de pielonefrite é maior em crianças menores de um 
ano e diminui gradativamente quando se aproxima da idade escolar 
podendo, porém, ocorrer em qualquer idade (BRESOLIN et al., 2016). 
ANAMNESE 
• Sintomas urinários: disúria, polaciúria, alteração na 
aparência e no odor da urina. 
• Sintomas gerais: febre, vômitos, dor abdominal, 
diarreia, inapetência. 
• Surtos prévios de ITU. 
• Alterações em USG pré-natal. 
• Malformações. 
• Distúrbios neurológicos. 
• Hábitos intestinais. 
 tem o controle do esfíncter, porém apresenta incontinência 
urinária. 
EXAME FÍSICO 
• O crescimento ponderoestatural e o 
desenvolvimento neuropsicomotor. 
• A percussão lombar (punho-percussão) pode 
evidenciar forte reação dolorosa (Giordano positivo). 
• A palpação abdominal das lojas renais pode 
demonstrar aumento do volume renal (hidronefrose). 
• A persistência de bexiga palpável após a micção 
sugere processo obstrutivo ou disfunção do trato 
urinário inferior. 
• É importante a observação do jato urinário para 
avaliar a continuidade, o volume e a força de 
expulsão. 
• O exame da genitália externa avalia a aparência e a 
localização do meato da uretra, o hímen e a sinéquia 
de pequenos lábios nas meninas, e estreitamentos do 
prepúcio que dificultam ou impedem a exposição do 
meato uretral nos meninos. 
EXAMES laboratoriais 
 A coleta adequada de urina é de extrema importância 
para um correto diagnóstico e abordagem clínica. Deve ser realizada 
por cateterismo vesical ou punção suprapúbica (PSP) nas crianças sem 
controle esfincteriano. Outro método possível é o “clean catch”. 
 Após 25 minutos de ingestão de líquidos (25ml/kg) o 
lactente é seguro pelas axilas e recebe estímulos na região sacral e 
suprapúbica para estimular a micção e coletar o jato intermediário. 
↠ A coleta por saco coletor só deve ser utilizada para descartar 
diagnóstico (se negativa) se o quadro clínico for leve e a 
demora no diagnósticonão piorar a evolução do paciente (se 
positivo, o exame precisa ser repetido por método invasivo). 
Nas crianças com controle esfincteriano podemos utilizar jato 
intermediário. 
↠ A urocultura segue sendo o padrão ouro para 
diagnóstico de ITU. 
• Sedimento urinário sugestivo de ITU: acima de 5-10 
leucócitos por campo de grande aumento, nitrito 
positivo, esterase leucocitária positiva, presença de 
bactérias. 
• Urocultura: na amostra obtida por PSP qualquer 
contagem de colônias; por cateterismo vesical acima 
de 1000UFC/ml, jato intermediário acima de 50 a 100 
mil UFC/ml. 
INDICAÇÕES DE HOSPITALIZAÇÃO: idade inferior a dois meses, pacientes 
criticamente doentes ou com risco de não adesão ao tratamento. 
 O objetivo da profilaxia é reduzir os episódios 
recorrentes de pielonefrite e a formação ou piora de cicatrizes renais. 
8 
 
 
Júlia Morbeck – @med.morbeck 
 
PROFILAXIA ESTÁ INDICADA NAS SEGUINTES SITUAÇÕES: crianças com 
alterações na US (antenatal ou atual); ITU febril com PCR positiva; RVU 
graus 4 ou 5; uropatias obstrutivas. 
EXAMES DE IMAGEM 
↠ O foco da investigação complementar tem como base 
descartar malformações do trato urinário que possam implicar 
em piores desfechos no futuro. Os principais exames incluem 
ultrassonografia dos rins e bexiga (US), uretrocistografia 
miccional (UCM) e cintilografia renal com ácido 
dimercaptosuccínico-tecnécio-99 (DMSA). 
 A maioria das diretrizes concorda na indicação da US como 
avaliação inicial nos menores de dois anos apresentando pielonefrite. 
Os demais exames serão solicitados em situações específica. 
 
CINTILOGRAFIA RENAL COM DMSA: deverá ser realizado após quatro a 
seis meses do episódio inicial de ITU. Exame padrão ouro na detecção 
da cicatriz renal e deve ser realizado em todos os lactentes com ITU 
febril, crianças que apresentaram quadro clínico de pielonefrite. 
 anormalidade estrutural da junção uretero-
vesical. 
 
Síndrome nefrítica 
↠ A síndrome nefrítica (SNi) é uma condição clínica 
caracterizada pela associação de edema, hipertensão 
arterial (HA) e hematúria. Frequentemente, observa-se 
associação de proteinúria e, em algumas situações, 
ocorre perda da função renal. 
GLOMERULONEFRITE DIFUSA AGUDA PÓS-ESTREPTOCÓCICA 
• Processo inflamatório de origem imunológica; 
• Em geral, a doença manifesta-se após infecção por 
EBHGA. 
• 1 a 2 semanas após a infecção estreptocócica de vias 
aéreas superiores (faringoamigdalite). 
• 3 a 6 semanas após a infecção estreptocócica de 
pele (impetigo). 
 
HIPERTENSÃO ARTERIAL NA INFÂNCIA 
Considera-se Hipertensão Arterial na Infância e Adolescência, valores 
de pressão arterial sistólica e/ou diastólica iguais ou superiores ao 
Percentil 95 para sexo, idade e percentil da altura em três ou mais 
ocasiões diferentes. 
 
EXAMES LABORATORIAIS 
• Urina I: dismorfismo eritrocitário, hematúria (pode 
persistir por 1 ou 2 anos), cilindro hemático, 
proteinúria. 
• Hemograma; 
• Creatinina sérica; 
• Eletrólitos séricos; 
• Complemento total e frações; 
• ASLO, anti-DNase 
 
Fluxograma de manejo inicial da ITU febril em menores de 2 anos. 
9 
 
 
Júlia Morbeck – @med.morbeck 
 
Nos exames laboratoriais séricos, habitualmente encontra-se uma 
anemia normocítica e normocrômica por hemodiluição, piora das 
escórias nitrogenadas e CONSUMO DAS FRAÇÕES C3 E CH50 DO 
COMPLEMENTO. 
O exame de urina revela hematúria de padrão glomerular – com 
PRESENÇA DE DISMORFISMO ERITROCITÁRIO E CILINDROS 
HEMÁTICOS – associada, frequentemente, à proteinúria subnefrótica 
(< 3,5g/dia) e leucocitúria. 
Durante o curso natural da doença, a normalização do débito urinário 
ocorre na primeira semana, a hipertensão resolve-se nas duas 
primeiras semanas e a função renal normaliza-se ao longo de um mês. 
Os níveis de complemento voltam aos valores normais em até oito 
semanas, e a hematúria microscópica pode persistir nos exames de 
urina por até seis meses a um ano. 
 Prurigo estrófulo: depois de picada de inseto. 
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL 
• Neoplasia; ITU; Nefrolitíase; Trauma; Lúpus. 
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL EDEMA PERI-ORBITAL: trauma, chagoma, 
celulite, hipotireoidismo, ofidismo. 
INDICAÇÕES DE BIÓPSIA RENAL 
• Oligúria/anúria >72 horas; 
• Hematúria macroscópica > 4 semanas; 
• Função renal alterada > 4 semanas; 
• Hipertensão arterial prolongada > 4 semanas; 
• Complemento baixo > 8 semanas; 
• Proteinúria nefrótica > 4 semanas. 
CONDUTA 
• Restrição hídrica e salina (dieta hipossódica); 
• ATB para erradicar – prevenir recorrências (Penicilina 
Benzatina, dose única, IM). 
• Diurético de alça – furosemida. 
• Repouso relativo. 
• Nifedipino/anlodipino/hidralazina – SN. 
Sistema urinário 
INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO 
 em relação a idade. Sintomas associados, aspectos 
da urina, hematúria, recorrente, comorbidades, medicamentos 
em uso, parceiros, sexo anal. 
SINTOMATOLOGIAS DA DOENÇA DO TRATO URINÁRIO 
• Cistite x Pielonefrite 
• Nefrolitíase e Ureterolitíase – cólica nefrética 
• Prostatite: dor ao toque retal, dor em base de pênis 
 
 
EXAME FÍSICO: dor suprapúbica (cistite), Giordano positivo 
(pielonefrite – mal estado geral, calafrio, febre e dor lombar). 
EXAMES LABORATORIAIS 
• ITU: urina tipo I, urocultura. 
• Pielonefrite: hemograma (leucócito com desvio à 
esquerda), bastões, urina tipo I, urocultura. 
• IRA e DRC: creatinina, ureia. 
EXAMES DE IMAGEM 
ITU 
• USG: anormalidades estruturais do trato urinário. 
• Ureterocistografia: padrão-ouro para RVU. 
• Cintilografia renal: avalia complicações – 4 a 6 meses 
após (avalia função, anatomia, presença de cicatriz). 
Litíase renal e ureteral 
• TC sem contraste: avalia o tipo e o local do cálculo 
(padrão-ouro). 
• Raio-x: consegue visualizar cálculos radiopacos (cálcio, 
estruvita). 
• US de vias urinárias e renais: visualiza presença e 
localização do cálculo. 
• Urografia excretora: com contraste de bário. 
Presença e localização de cálculos radiotransparentes. 
Pielonefrite 
• TC com contraste: avalia morfologia, fluxo e 
obstruções. 
• Cintilografia renal (crianças). 
Injúria Renal Aguda 
• US de vias urinárias e renais: avalia morfologia e 
obstrução (pode estar normal ou aumentado – 
hidronefrose). 
Insuficiência Renal Crônica 
• US de vias urinárias e renais: avalia morfologia dos rins 
e vias urinárias (rim diminuído e não consegue 
diferenciar córtex e medula). 
Puberdade 
• Transição da infância para a vida adulta; 
• Ativação Hipófise-Hipotálamo-Gônada: caracteres 
sexuais secundários, aceleração da VC, alterações a 
composição corporal, maturação sexual. 
10 
 
 
Júlia Morbeck – @med.morbeck 
 
• Estágios de Tanner. 
MENINAS 
• Entre 8 e 13 anos. 
• Primeiro sinal de puberdade: broto mamário (telarca). 
• Entre II e III (IO 11 anos): estirão (8-10cm/ano). 
• Menarca: estágio IV. 
• Tempo telarca-menarca ~ 2 anos. 
 
MENINOS 
• Entre 9 e 14 anos. 
• Primeiro sinal de puberdade: aumento do volume 
testicular (4ml). 
• A partir do estágio III (IO 13 anos): estirão (10-12cm/ano). 
• Final da puberdade: mudança de voz, barba e 1ª 
ejaculação. 
 
 
 
 
 
CÁLCULO ALTURA-ALVO 
 
HIPOSPÁDIA 
• Anomalia congênita comum no sexo masculino. 
• Localização anormal do meato uretral na região 
ventral do pênis, curvatura peniana ventral (chordee) 
e má distribuição do prepúcio (capuchão). 
• Classificação: distal, peniana, proximal. 
• Tratamento cirúrgico, a partir de 6 meses. 
 
CRIPTOQUIRDIA 
• Não localização do testículo na bolsa testicular. 
• Anomalia genitourinária mais comum nos meninos. 
• Classificação: testículos retráteis, deslizantes, 
ascendentes e ectópicos. 
 
FIMOSE 
• Dificuldade de expor a glande (prepúcio não pode ser 
retraído). 
 
 
 
 
11 
 
 
Júlia Morbeck – @med.morbeck 
 
Classificação KAYABA 
 
 
 Fimose fisiológica (96%) – protege a glande e a uretra contra o 
contato com fezes. 
COMPLICAÇÕES:balanopostite (inflamação da glande e do 
prepúcio); parafimose (prepúcio não consegue voltar – anel de 
constricção); balonamento (urina acumula dentro do prepúcio); 
ITU de repetição. 
• Não fazer exercício no pênis. 
• Após 1 ano de idade pode precisar de tratamento – 
clínico: corticoide tópico; cirúrgico (após 3 anos): 
postectomia – reduz a infecção. 
Assistência pré-natal 
↠ Objetivo de redução da mortalidade materna e perinatal. 
DIAGNÓSTICO CLÍNICO 
Sinais de presunção 
• Atraso menstrual até 14 dias; 
• Náuseas e vômitos; 
• Aumento da sensibilidade álgica mamária; 
• Polaciúria; 
• Cloasma gravídico: manchas provocadas pelo 
aumento da produção de melanina circundando parte 
da testa, ao redor do nariz, bochecha e lábio superior. 
• Linha nigra: pigmentação da linha alba. 
• Tubérculo de Montgomery: hipertrofia das glândulas 
sebáceas nas aréolas. 
• Sinal de Hunter: hiperpigmentação da aréola primária 
e aparecimento da aréola secundária com limites 
imprecisos. 
• Rede de Haller: aumento da vascularização venosa na 
mama. 
Sinais de probabilidade 
• Atraso menstrual de mais de 14 dias; 
• Sinal de Goodel: amolecimento do tecido uterino – 
na gravidez os tecidos ficam mais congestos, mais 
umedecidos. 
• Sinal de Hegar: amolecimento do istmo uterino 
(durante o toque bimanual, a sensação é semelhante 
à separação do corpo da cérvice). 
• Sinal de Kluge: coloração violácea da vagina, entre 8 
e 12 semanas. 
• Sinal de Jacquemier (Chadwick): coloração violácea 
do meato urinário e da vulva, entre 8 e 12 semanas. 
• Sinal de Piskacek: assimetria uterina a palpação (no 
local onde implantou o zigoto). 
• Sinal de Nobile-Budin: quando o útero aumenta de 
tamanho ele ocupa o fundo de saco –percepção 
pelo toque do preenchimento do fundo de saco pelo 
útero gravídico (útero se torna globoso). 
• Sinal de Osiander: percepção do pulso da artéria 
vaginal ao toque vaginal. 
• Aumento do volume uterino: o útero aumenta de 
tamanho em cerca de 1 cm por semana após quatro 
semanas de gestação. 
Sinais de certeza 
• Ausculta dos batimentos cardiofetais com o 
estetoscópio de Pinard (a partir de 20 semanas) ou o 
sonar (a partir de 10 a 12 semanas); 
• Sinal de puzos: (rechaço fetal intrauterino): durante o 
exame bimanual, um discreto impulso no útero, por 
meio do fundo de saco anterior, deslocará o feto no 
líquido amniótico para longe do dedo do examinador. 
A tendência do retorno do feto faz com que ele seja 
novamente palpável. 
• Percepção de partes e movimentos fetais pelo 
examinador: por meio da palpação abdominal, é 
possível perceber movimentos do feto a partir de 18 
a 20 semanas. 
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL 
• Hormônio Gonadotrofina Coriônica Humana; 
• Acima de 25 mUI/ml considera reagente; 
• Valores duplicam a cada 48 horas (até 30 dias). 
• Nível de hCG se estabiliza em torno da 8ª e 10ª 
semana de gestação. 
 
12 
 
 
Júlia Morbeck – @med.morbeck 
 
PRIMEIRA CONSULTA 
Anamnese 
• Informações demográficas e sociais; 
• Antecedentes pessoais e familiares; 
• Antecedentes obstétricos e ginecológicos; 
HISTÓRIA GINECOLÓGICA 
✓ Idade da paciente na menarca. 
✓ Regularidade ou não do ciclo menstrual e a quantidade e 
frequência do fluxo são de grande valia tanto no que diz 
respeito à confiabilidade da data da última menstruação 
(DUM) como para o cálculo da data provável do parto (DPP). 
✓ Cirurgias ginecológicas pregressas. 
✓ Início da atividade sexual, sua frequência e o número de 
parceiros. 
✓ Doenças sexualmente transmissíveis (DST). 
✓ Aceitação ou não da gravidez, tanto por parte da mulher 
como de seu parceiro e da família, principalmente se a 
gestante for adolescente. 
✓ É imprescindível o reconhecimento daquelas mulheres que 
contam com fraca rede de suporte social. 
HISTÓRIA OBSTÉTRICA 
✓ Evolução dos partos anteriores. 
✓ Evolução das gestações anteriores, até certo ponto, 
poderá repetir-se na gestação atual. 
✓ Gestação anterior ectópica, com natimorto, mal-formado 
ou gestação após tratamento de infertilidade, é 
supervalorizada. 
✓ Abortamentos, é imprescindível obter as seguintes 
informações: espontâneos ou induzidos, em quais idades 
gestacionais ocorreram, se foram seguidos ou não de 
curetagem e se apresentaram algum tipo de complicação. 
As perdas gestacionais de repetição devem ser 
exaustivamente investigadas, preferencialmente fora do 
período de gravidez, para que seja instituída a terapêutica 
adequada. 
✓ O tempo decorrido entre o último parto e a gestação atual 
se constitui no intervalo interpartal – quando de 10 anos ou 
mais, a atividade do organismo feminino equivale a uma 
estreia funcional. 
✓ Gestações pregressas, deve-se perguntar sobre a idade 
gestacional à interrupção e a respeito do tipo de parto. 
 
• História obstétrica atual – datar a menstruação, 
sangramento. 
 
 
Exame físico 
EXAME FÍSICO GERAL 
Mucosa: muitas vezes indicam a presença de anemia. 
Varizes: justificam a orientação para o uso de meias elásticas com 
finalidade compressiva e de repouso. 
Peso: a gestante deve ser estimulada a ganhar 10 a 12kg durante a 
gravidez. 
Glândula tireoide: apresenta aumento fisiológico. Nos casos 
duvidosos devem ser solicitados exames complementares. 
Mamas: à inspeção, a aréola se encontra mais escura do que fora 
da gestação, apresentando ao redor a aréola secundária menos 
pigmentada, de limites imprecisos, o que constitui o sinal de Hunter. 
A palpação está dificultada na gestação, porém os nódulos 
encontrados devem ser investigados.. 
EXAME OBSTÉTRICO 
Mensuração da altura uterina: medida pela fita métrica. O útero 
cresce em média 4cm por mês. Nessas condições, na 40ª semana 
de gestação terá uma altura média de 34cm.. É importante que a 
bexiga esteja vazia para não ocorrer distorção de sua medida, a 
qual pode aumentar em 3cm quando a bexiga está cheia. 
 
Palpação uterina: a palpação obstétrica é recurso de extremo valor 
e tempo obrigatório no exame da grávida. A palpação uterina tem 
por finalidade reconhecer o feto, sua apresentação, situação e 
posição. A técnica de palpação segue as manobras de Leopold 
(em especial, a partir da 28ª semana): 
✓ PRIMEIRA MANOBRA: palpar o fundo do útero, que é a 
parte mais superior, e avaliar qual parte fetal ocupa 
aquele espaço. Se for a cabeça palparemos algo mais 
dura e arredondada), se for o polo pélvico, a sensação 
é de uma massa nodular, diagnosticamos a situação fetal 
(SANAR) 
✓ SEGUNDA MANOBRA: as mãos do examinador vão 
para as laterais do abdome materno, e exercem 
pressão de cada lado. A pressão é suave, mas profunda. 
De um lado, deveremos sentir algo firme e resistente, 
esse será o dorso (e é provável que seja lá o melhor 
foco de ausculta dos batimentos cardíacos fetais), do 
outro lado deveremos palpar várias partes pequenas, 
irregulares e móveis, são os membros fetais. Assim, 
13 
 
 
Júlia Morbeck – @med.morbeck 
 
daremos o diagnóstico de orientação fetal (dorso à 
direita, esquerda, anterior ou posterior) (SANAR) 
✓ TERCEIRA MANOBRA: utiliza-se o polegar e os dedos 
de uma das mãos a parte inferior do abdome materno 
exatamente acima da sínfise pubiana. O objetivo é 
procurar o polo fetal que se insinua em direção a pelve. 
Serve para o diagnóstico da apresentação fetal SANAR) 
✓ QUARTA MANOBRA: o examinador coloca-se de 
frente para os pés da mãe e, com as extremidades de 
seus três primeiros dedos de cada mão, exerce 
pressão profunda na direção do eixo da entrada da 
pelve. A quarta manobra, então, procura determinar o 
grau de penetração da apresentação na pelve e seu 
grau de flexão (SANAR) 
 
 
 
Ausculta fetal: os batimentos cardiofetais (BCF) podem ser 
percebidos pelo estetoscópio de Pinard por volta de 18 a 22 
semanas de gestação, pelo sonar entre 10 e 12 semanas e pele US 
entre 6 e 7 semanas. Os BCF oscilam entre 120 e 160 batimentos 
por minuto e, em média, 140 batimentos por minuto. 
EXAME GINECOLÓGICOAparelho genital externo, exame especular, toque. 
Sinais vitais (pulso, pressão arterial, temperatura, frequência 
respiratória). 
Antropometria. 
 
CLASSIFICAÇÃO DE RISCO 
↠ A gestação é considerada de risco se houver 
condições clínicas ou obstétricas que possam 
comprometer a saúde ou colocar em risco a vida da mãe, 
do feto ou de ambos. 
• Doenças crônicas; 
• Abortamento habitual; 
• Gemelaridade; 
SINAIS DE ALARME – ENCAMINHAR PAR A EMERGÊNCIA 
OBSTÉTRICA 
• Síndromes hemorrágicas; 
• Suspeita de pré-eclâmpsia; 
• Trabalho de parto prematuro; 
• Abdome agudo; 
• Oligodrâmnio; 
• Anemia grave; 
• Vômitos refratários. 
FRQUÊNCIA DAS CONSULTAS 
 
 Mínimo 6 consultas de pré-natal. A OMS não recomenda 
nenhuma US. 
SUPLEMENTAÇÃO 
• Suplementação do ferro, como profilaxia – 
40mg de ferro elementar, a partir da 20ª 
semana (prevenir anemia). Pode causar 
intolerância gástrica. 
• Folato – 0,4 mg desde o período da pré-
concepção até a 12ª semana. Existem estudos q 
relatam os benefícios do uso do folato até o final da 
gestação. 
VACINAÇÃO 
• RECOMENDADAS: dTpa – 20º semana, hepatite B, 
influenza, SARS-Cov2. 
• SITUAÇÕES ESPECIAIS: hepatite A, meningocócica, 
pneumocócica, febre amarela. 
• CONTRAINDICADAS: tríplice viral, varicela, HPV. 
 Não pode usar vacinas com vírus vivo ou atenuado. 
ULTRASSONOGRAFIA 
 Exame não obrigatório pelo MS para risco habitual, caso faça 
uma é preconizado que seja feito o morfológico do 2º trimestre. 
• Obstétrico transvaginal; 
• Morfológico do I trimestre – 11ª semana até 13 
semanas e 6 dias; 
• Morfológico do II trimestre – 20 e 24 semanas, avalia 
a espessura do colo uterino; 
• Obstétrico do III trimestre. 
14 
 
 
Júlia Morbeck – @med.morbeck 
 
 
EXAMES 
 
Colpocitologia oncótica 
• Indicado para vagina, sexualmente ativas (25-64 
anos). 
• Rastrear CA de colo uterino. 
• Anual e, após 2 coletas normais, trienal. 
• Classificação histológica brasileira: alterações 
benignas, atopias de significado indeterminado, 
AIS, carcinoma invasor (alterações celulares- 
precisa BIÓPSIA. 
 Cada alteração e o tipo de paciente (idade) tem uma 
conduta diferente. 
 Em qualquer idade gestacional pode coletar. 
Pode realizar biópsia. 
• Epitélio escamoso estratificado – ectocérvice. 
• Epitélio glandular – endocérvice. 
 HPV, geralmente infecta a junção – JEG. 
DURANTE A COLETA 
• Não pode ter relação sexual, nem usar creme vaginal 
nas últimas 48 horas. 
• Não pode estar no período fértil. 
• Introduz em 45º e vira (horizontaliza). 
• Ectocérvice: espátula de Ayre. 
• Endocérvice (180º): escova endocervical. 
• Colocar a lâmina dentro do álcool. 
 
 
 
Corrimento vaginal e úlcera vaginal 
Sinusorragia: sangramento após a relação sexual. 
Abordagem da pessoa com vida sexual ativa: 
• Questionar sobre práticas sexuais; 
15 
 
 
Júlia Morbeck – @med.morbeck 
 
• Utilização de preservativos, número de parceiros. 
• Identificar fatores de risco para IST’s; 
• Educação em saúde/ Medidas de prevenção/ 
Aconselhamento; 
• Escuta ativa, ambiente acolhedor, diálogo. 
Os 5P’s 
• Partners (parcerias e orientação sexual); 
• Practives (formas de contato sexual); 
• Protection from STIs (uso de preservativo, imunização); 
• Past history of STIs (testagem prévia para ISTs, ISTs 
tratadas, histórico da parceria); 
• Pregnancy intention (avaliar uso de métodos 
contraceptivos). 
Notificação compulsória das ISTs no Brasil 
• Aids; 
• Sífilis congênita; 
• Hepatite B e C; 
• HIV em gestante e criança exposta; 
• Hepatites virais (inclusão das hepatites A, D e E). 
• Sífilis em gestantes; 
• Sífilis adquirida; 
 
EXAME GINECOLÓGICO 
↠ À inspeção, em repouso, examinam-se a vulva, o 
períneo e o ânus (PORTO & PORTO, 8ª ed.). 
• Inspeção estática: monte de Vênus, introito vaginal, 
pilificação (compatível com a idade), lesão, simetria 
dos lábios, cicatriz. 
 
• Inspeção dinâmica: Manobra de Valsalva ou tossir – 
aumenta a pressão intra-abdominal para avaliar 
prolapsos, perda urinária, secreção. 
• Exame especular: introdução do espéculo a 45º para 
fugir da uretra. Esse exame avalia paredes vaginais, 
mucosas, secreção (cor, odor, homogênea, fluida), 
colo do útero (lesões, coloração, orifício com 
secreção ou não). Paciente com indicação coleta-se 
o preventivo. Avalia o colo do útero, fundo de saco e 
paredes.
 Paciente que esteja apresentando alguma infecção, o ideal é que 
se faça o tratamento e, posteriormente coleta-se a citologia. 
• Toque vaginal: Após a retirada do espéculo realiza-se 
uma exploração vaginal e pélvica introduzindo-se o 
dedo indicador e médio de uma das mãos na vagina 
e, com a outra mão palpando-se profundamente a 
região inferior do abdome. É o chamado “toque 
bimanual” ou vaginal combinado. O procedimento 
deve ser realizado com as mãos enluvadas, com os 
dedos que serão introduzidos na vagina lubrificados e 
com técnica correta.
 O toque vaginal avalia a consistência, mobilidade do cólon, dor. 
 Toque retal não é feito de rotina. 
 Exame especular e toque vaginal somente é feito após 
penetração vaginal. 
 
VULVOVAGINITES 
As infecções do trato reprodutivo são divididas em: 
• Infecção endógena: candidíase vulvovaginal e vaginose 
bacteriana. 
• Infecções iatrogênicas: infecções pós-aborto, pós-parto. 
• IST: tricomoníase, infecção por C. trachomatis e N. 
gonorrhoeae. 
• Causas não infecciosas: fisiológico, vaginose citolítica, 
vaginite atrófica, presença de corpo estranho. 
A infecção vaginal pode ser caracterizada por corrimento e/ou prurido 
e/ou alteração de odor. Daí a necessidade de indagar sobre: 
• Consistência, cor e alterações no odor do corrimento; 
• Presença de prurido; e/ou 
16 
 
 
Júlia Morbeck – @med.morbeck 
 
• Irritação local. 
A investigação da história clínica deve ser minuciosa, abrangendo 
informações sobre: 
• Comportamentos e práticas sexuais; 
• Data da última menstruação; 
• Práticas de higiene vaginal e uso de medicamentos tópicos 
ou sistêmicos; 
• Outros possíveis agentes irritantes locais. 
CANDIDÍASE 
• Agente etiológico: Candida albicans. 
• Inflamação vulvaginal + presença de espécies de 
Candida. 
• A identificação de Candida vulvovaginal sozinha não 
é indicativo de doença, logo, paciente sem quadro 
clínico NÃO TRATA. 
• Não é considerada IST, nem doença oportunista. 
• Prevalência mais alta no menacme – elevado nível de 
estrogênio. 
• Hiperemia intensa na vulva e no colo uterino, 
corrimento aderido no cólon do útero, prurido vaginal, 
ressecamento. 
 Ressecamento na região intercrural. 
↠ Clinicamente, a paciente pode referir os seguintes sinais e 
sintomas diante de uma CVV clássica: prurido, ardência, 
corrimento geralmente grumoso, sem odor, dispareunia de 
introito vaginal e disúria externa. Os sinais característicos são 
eritema e fissura vulvares, corrimento grumoso, com placas de 
cor branca aderidas à parede vaginal, edema vulvar, escoriações 
e lesões satélites, por vezes pustulosas pelo ato de coçar. 
 
VAGINOSE BACTERIANA 
• É a mais frequente patologia do trato genital inferior 
feminino. 
• Aumenta risco de aquisição de IST (incluindo HIV) 
devido a um desequilíbrio da microbiota vaginal. 
• Corrimento típico, acinzentado, com bolhas. 
 
• Odor desagradável com piora após o coito e no 
período menstrual. 
Recomenda-se que sempre que possível utilize exames para fechar o 
diagnóstico. Apresentado pelos critérios de Amsel (contemplar 3 dos 
4 critérios). Precisa ter fita de pH e microscópio a disposição. 
✓ Corrimento vaginal homogêneo; 
✓ pH> 4,5; 
✓ Presença de clue cells 
✓ Teste de Whiff positivo (odor fétido das aminas com adição 
de hidróxido de potássio a 10%). 
 
• Não tem inflamação importante, corrimento em 
grande abundância com odor característico, mais 
fluido. 
• Patógeno mais associado é a Gardinerela, no entanto 
outros patógenos podemestar envolvidos. 
TRICOMONÍASE 
• É a vulvovaginite menos frequente nos dias atuais. 
• Causada por um protozoário flagelado unicelular, o 
Trichomonas vaginalis. 
• Corrimento vaginal intenso, amarelo-esverdeado, 
muito bolhoso e espumoso, odor fétido (na maioria 
dos casos, lembrando peixe), inflamação. 
• Também podem ocorrer edema vulvar e sintomas 
urinários, como disúria. 
• Colo uterino de aspecto tigroide. 
↠ No exame especular, percebem-se microulcerações que 
dão ao colo uterino um aspecto de morango ou framboesa 
(teste de Schiller “onçoide” ou “tigroide”). 
VULVOVAGINITE AGENTE 
ETIOLÓGICO 
CORRIMENTO ODOR pH AMINAS MICROSCOPIA 
Candidíase C. 
albicans 
Branco 
grumoso 
Não 
característico 
Menor 
que 4 
Negativo Hifas e 
esporos 
Tricomoníase T. 
vaginalis 
Abundante, 
amarelo 
esverdeado 
Fétido Maior 
que 
4,5 
Positivo Protozoários 
flagelados 
móveis 
Vaginose 
bacteriana 
G. 
vaginalis 
Acinzentado, 
homogêneo, 
cremoso ou 
fluído 
Fétido Maior 
que 
4,5 
Positivo Clue cells, 
ausência de 
lactobacilos 
 
ÚLCERAS GENITAIS 
↠ As úlceras genitais representam síndrome clínica, sendo 
muitas vezes causadas por IST, e se manifestam como lesões 
17 
 
 
Júlia Morbeck – @med.morbeck 
 
ulcerativas erosivas, precedidas ou não por pústulas e/ou 
vesículas, acompanhadas ou não de dor, ardor, prurido, 
drenagem de material mucopurulento, sangramento e 
linfadenopatia regional (BRASIL, 2022). 
✓ Infecções: sífilis, herpes perioral e genital, cancroide, 
linfogranuloma venereo e donovanose. 
✓ Outras patologias: dermatoses bolhosas, lesões traumáticas, 
lesões malignas. 
HERPES GENITAL 
• Herpes vírus simplex. 
• Os HSV tipos 1 e 2 pertencem à família Herpesviridae 
Embora os HSV-1 e HSV-2 possam provocar lesões em 
qualquer parte do corpo, há predomínio do tipo 2 nas lesões genitais 
e do tipo 1 nas lesões periorais (BRASIL, 2022). 
• Vesículas sobre base eritematosa, dolorosas. 
• Período de incubação médio de 6 dias. 
↠ O quadro local na primoinfecção costuma ser bastante 
sintomático e, na maioria das vezes, é acompanhado de 
manifestações gerais, podendo cursar com febre, mal-estar, 
mialgia e disúria, com ou sem retenção urinária. Em especial, 
nas mulheres, pode simular quadro de infeção urinária baixa. A 
linfadenomegalia inguinal dolorosa bilateral está presente em 
50% dos casos. 
↠ O quadro clínico das recorrências é menos intenso que o 
observado na primo-infecção e pode ser precedido de 
sintomas prodrômicos característicos, como prurido leve ou 
sensação de “queimação”, mialgias e “fisgadas” nas pernas, 
quadris e região anogenital. 
SÍFILIS 
• Treponema Pallidum. 
↠ A sífilis primária, também conhecida como “cancro duro”, 
ocorre após o contato sexual com o indivíduo infectado. O 
período de incubação é de dez a 90 dias (média de três 
semanas). 
↠ A primeira manifestação é caracterizada por úlcera, 
geralmente única, que ocorre no local de entrada da bactéria 
(pênis, vulva, vagina, colo uterino, ânus, boca ou outros locais 
do tegumento), indolor, com base endurecida e fundo limpo, 
rica em treponemas. 
• Duração entre duas e seis semanas. 
• Resolução espontânea. 
• Pode ter sintomas sistêmicos: alopecia, sifilides 
papulosas, condiloma plano. 
 
 Lesões sem dor – LSD: linfogranuloma venereo, sífilis e 
donovanose. 
CRANCOIDE 
• Haemophilus ducreyi. 
↠ Denomina-se também cancro mole, cancro venéreo 
ou cancro de Ducrey. O período de incubação é 
geralmente de três a cinco dias, podendo se estender 
por até duas semanas. O risco de infecção em uma 
relação sexual é de 80%, mais frequente em homens. 
 
• Lesões dolorosas, múltiplas, borda irregular, 
apresentando contornos eritemato-edematosos, e 
fundo heterogêneo. 
• Linfadenopatia inguinal que fistuliza por orifício único. 
• Período de incubação é geralmente de 3-14 dias. 
• A cicatrização pode ser desfigurante. 
LINFOGRANULOMA VENEREO 
• Clamydia trachomatis. 
• Pápula, pústula ou exulceração indolor. 
• Linfadenopatia inguinal e/ou femoral com fistulização 
por orifícios múltiplos 1 a 6 semanas após inoculação. 
• A obstrução linfática crônica leva à elefantíase genital. 
18 
 
 
Júlia Morbeck – @med.morbeck 
 
 
DONOVANOSE 
• Klebsiella granulomatis. 
↠ O quadro clínico inicia-se com ulceração de borda plana ou 
hipertrófica, bem delimitada, com fundo granuloso, de aspecto 
vermelho vivo e de sangramento fácil. A ulceração evolui lenta 
e progressivamente, podendo tornar-se vegetante ou úlcero-
vegetante. As lesões costumam ser múltiplas, sendo frequente 
a configuração em “espelho” nas bordas cutâneas e/ou 
mucosas. 
 
↠ Há predileção pelas regiões de dobras e região perianal. Não 
ocorre adenite, embora raramente possam se formar 
pseudobubões (granulações subcutâneas) na região inguinal, 
quase sempre unilaterais (BRASIL, 2022). 
• Não ocorre adenite. 
Diagnóstico de úlceras genitais 
A etiologia das úlceras genitais é determinada pela associação de sinais 
e sintomas clínicos, histórico de exposição ao risco e resultados de 
testes diagnósticos. 
A microscopia é única opção de teste laboratorial existente no SUS 
para auxiliar no diagnóstico etiológico das úlceras genitais e está 
disponível para detecção de Haemophilus ducreyi e Treponema 
pallidum. 
A pesquisa direta do Treponema pallidum por microscopia pode ser 
feita de três formas: imunofluorescência direta, técnica com material 
corado e campo escuro, sendo este último o mais comumente 
utilizado no SUS. 
 Para os demais patógenos, isto é, HSV-1 e HSV-2, Chlamydia 
trachomatis, sorovariantes (L1, L2, L2a, L2b e L3) e Klebsiella 
granulomatis, o diagnóstico se dará pela exclusão de caso de sífilis 
(Treponema pallidum) e cancroide (Haemophilus ducreyi), associado ao 
histórico de exposição ao risco, sinais e sintomas clínicos (BRASIL, 
2022). 
NAAT ou cultura para herpes genital HSV-1 e HSV-2, sorologia para 
HSV-1 e HSV-2: repetir sorologia após 12 semanas. 
Nódulo mamário 
 Drenagem para linfonodos axilares. 
COMPLICAÇÃO DA MASTECTOMIA: escápula alada. 
HISTÓRIA CLÍNICA 
• Nódulos mamários: localização, tamanho, dor, 
consistência, tempo de evolução, sinais flogísticos 
associados; 
• Dor: caracterizar a dor, fator de melhora ou piora, 
toma medicação; 
• Derrame papilar: secreção da mama, de uma mama 
só ou das duas mamas, características da secreção, 
sai somente quando faz a expressão? (aumento da 
prolactina?) 
 Algumas medicações podem aumentar a prolactina, por 
exemplo: domperidona em uso crônico, anticoncepcionais orais. 
• Antecedentes ginecológicos e obstétricos (se já teve 
filho, tempo da amamentação, complicação durante 
a amamentação; Fator protetor do CA de mama – 
amamentação de no mínimo 12 meses. 
 A puberdade aparece com “TPM” (mnemônico) – telarca, 
pubarca, menarca. 
• Antecedentes familiares: focando no 1º grau (mutação 
do gene e idade do diagnóstico menor que 50 anos); 
• Hábitos de vida. 
EXAME FÍSICO 
• Inspeção estática: volume, forma, simetria, pele, 
papilas (classificação de Tanner – adolescentes). 
• Inspeção dinâmica: posição sentada, contração da 
musculatura e manobras – entrelaçar as mãos e 
puxar, apoiar as mãos na cintura e fazer movimento 
para frente e para trás. 
19 
 
 
Júlia Morbeck – @med.morbeck 
 
• Palpação das axilas e fossas claviculares: posição 
sentada, mão contralateral (supraclaviculares, 
infraclaviculares e axilares). 
• Palpação do tecido mamário: decúbito dorsal, técnica 
de Velpeau (mão espalmada), técnica de Bloodgood 
(dedilhados). 
PALPAÇÃO DO TECIDO MAMÁRIO: pode colocar as descrições pelos 
quadrantes ou em horas (em geral, quando possui mais de um nódulo). 
Localização, forma, superfície, diâmetro, consistência, aderência e dor. 
• Expressão papilar. 
EVOLUÇÃO NORMAL: Mamas simétricas, de médio volume, 
pendentes, sem lesões de pele, papilas evertidas, sem 
alterações à inspeção dinâmica. Sem linfonodomegaliasou 
nodulações à palpação. Descarga papilar negativa bilateralmente. 
 Nódulos no QSE são mais comuns, bem como possuem 
uma maior tendência a disseminar para a cadeia linfática axilar. 
EXAMES COMPLEMENTARES 
Ultrassonografia 
• Indicação: gravidez/puerpério, traumas, inflamações, 
complementação, acompanhamento, diferenciação, 
monitoramento, mastalgia, descarga papilar, etc. 
• Limitações: microcalcificações, lesões nodulares 
menores que 5 mm ou profundas, avaliação de 
mamas lipossubstituídas, operador-dependente. 
 USG não é utilizado como exame de rastreio. 
Mamografia 
BENIGNIDADE MALIGNIDADE 
Diâmetro laterolateral > 
craniocaudal 
Diâmetro craniocaldal > 
laterolateral 
Ecogenicidade homogênea Hipoecogenicidade e textura 
heterogênea 
Bordas bem delimitadas Margens irregulares 
Pseudocápsula ecogênica fina Presença de sombra acústica 
posterior 
Sombras laterais à lesão/ 
Reforço acústico 
Contornos microlobulares 
 
MAMOGRAFIA: detecção precoce do câncer de mama; 
recomendações de rastreio, incidências craniocaudal e mediolateral 
oblíqua. 
MS: 50 a 69 anos fazer a mamografia de forma bienal (a cada 2 anos). 
Sociedade Brasileira de Mastologia: a partir dos 40 anos anualmente. 
↠ Sinais radiológicos de malignidade: 
• Diretos: nódulos, microcalcificações e densidades 
assimétricas focais ou difusas. 
• Indiretos: distorções parenquimatosas, dilatação ductal 
isolada, espessamento cutâneo, retração da pele 
e/ou complexo aréolo-papilar e linfonodopatia axilar. 
NÓDULO MUITO DENSO E DE CONTORNO ESPICULADO TEM GRANDE 
POSSIBILIDADE DE REPRESENTAR UM CÂNCER. 
 a mamografia não fecha diagnóstico. 
 autoexame (atualmente só é utilizado para mulher 
conhecer o seu corpo e poder reconhecer alguma alteração, no 
entanto não é indicado para rastreio do CA de mama, visto que o 
autoexame só detecta nódulos maiores, já indicando certa 
malignidade), exame clínico das mamas e mamografia. 
BIRADS 
↠ Brest Imaging Report Data Sistem; 
• Forma de universalizar a linguagem, no entanto não 
leva em consideração fatores pessoais da paciente. 
• BIRADS 0: mamografia inconclusiva, precisa 
complementar com algum outro exame – ex. a 
mulher não conseguiu terminar o exame por causa 
da dor. 
• BIRADS 1: normal, manter o seguimento anual ou 
bienal, conforme a literatura. 
• BIRADS 2: achado normal, alguma calcificação 
benigna, manter o seguimento como recomendado. 
• BIRADS 3: achados provavelmente benignos, com 
chance de 2% de malignização, fazer o 
acompanhamento semestral. NÃO PRECISA 
BIOPSIAR, somente acompanhamento mais próximo. 
• BIRADS 4: necessita de avaliação histológica. Os 
achados são divididos em A, B e C, sendo 
respectivamente, baixa, intermediária e moderada 
suspeita. 
• BIRADS 5: altamente suspeito, avaliação histológica. 
• BIRADS 6: malignidade comprovada. 
BIÓPSIA: punção aspirativa por agulha fina guiada por ultrassom 
(PAF); biópsia por agulha grossa – nódulo denso (core biopsy); 
mamotomia. 
Extrofia de bexiga 
 O complexo extrofia-epispádia (CEE) é um espectro de 
malformação congênita rara que pode afetar os sistemas gênito-
urinário, gastro-intestinal e músculo-esquelético comprometendo 
desde a parede abdominal anterior até a musculatura do assoalho 
pélvico e os ossos da pelve. 
↠ As três apresentações mais comuns do CEE são a 
extrofia clássica de bexiga (ECB), epispádia e a extrofia 
em cloaca (EC). 
• A epispádia é a forma menos severa deste espectro 
de mal-formação. Trata-se de uma abertura dorsal da 
uretra, com algum grau de diástase dos ramos 
púbicos. 
• A extrofia clássica de bexiga é a forma mais comum 
de CEE, ocorrendo em torno de 1:10.000 e 1: 50.000 
20 
 
 
Júlia Morbeck – @med.morbeck 
 
nascidos vivos, afetando o sexo masculino duas vezes 
mais. A extrofia clássica caracteriza-se por uma 
diástase dos ramos púbicos, defeito da formação da 
parede abdominal anterior, na região infra-umbilical e 
exposição da bexiga aberta e a uretra igualmente 
aberta ou epispádica. 
 
• A extrofia em cloaca é a forma mais grave de CEE, 
com o cecum (indgut) apresentando-se aberto entre 
duas hemi-bexigas, além da possibilidade de outras 
mal-formações associadas como sistema nervoso 
central e outras mal-formações ósseas e espinhais. 
Esta apresentação é igualmente muito rara, 
ocorrendo aproximadamente 1:200.000 nascidos vivos. 
 
 A cloaca é uma estrutura sacular, situada caudalmente 
no embrião e representa o final comum ao tubo digestivo e trato 
gênito-urinário. É coberta anteriormente pela membrana cloacal que 
se inicia desde o cordão umbilical superiormente. A partir da 4ª semana 
embrionária esta cloaca é dividida em bexiga anterior e reto 
posteriormente a partir do crescimento do septo uro-retal. Desde o 
início desta divisão da cloaca, a membrana cloacal começa a involuir e 
o tecido mesenquimal adjacente inicia um processo de migração sobre 
esta membrana. Esta migração mesenquimal promove a formação da 
parede abdominal anterior infra-umbilical, com todas as estruturas 
musculares e esqueléticas que migram para a linha média, cobrindo as 
estruturas pélvicas. 
↠ Postularam que a falta de migração do mesênquima sobre 
a membrana cloacal impede o desenvolvimento da parede 
abdominal inferior, explicando o defeito muscular e ósseo 
característico do CEE além da exposição da bexiga. No entanto, 
a membrana cloacal é uma estrutura frágil e rompe-se com o 
desenvolvimento do feto, ocasionando a extrofia da bexiga. 
Dependendo da fase embrionária que ocorre esta falta de 
migração do mesênquima teremos os diferentes tipos de 
apresentação do CEE. 
↠ Se esta ruptura da membrana cloacal ocorrer anterior à 
divisão da cloaca teremos então a extrofia em cloaca. Se a 
ruptura da membrana cloacal acontecer mais tardiamente, após 
a separação completa de reto e bexiga, o feto terá extrofia de 
bexiga e epispádia 
DIAGNÓSTICO 
ANTENATAL: A Extrofia vesical pode ser diagnosticada através 
de ultrassonografia antenatal entre a 15ª e 32ª segunda semana 
de gestação. Achados na US: 
• bexiga permanentemente vazia; 
• posicionamento muito baixo do cordão umbilical; 
• ramos púbicos muito largos; 
• massa abdominal inferior que aumenta em tamanho 
ao longo da gestação; 
• genitália muito pequena. 
PÓS-NATAL: O diagnóstico clínico é direto, feito ao nascimento 
através da inspeção do recém-nascido. 
 
Varicocele 
↠ A varicocele é definida como a dilatação das veias de 
drenagem dos testículos e está associada a alterações de 
função testicular. 
↠ Cerca de 85 a 90% dos casos de varicocele são 
unilaterais acometendo o testículo esquerdo, sendo 
extremamente raro a varicocele direita de forma isolada. 
 A predominância do lado esquerdo é explicada pela anatomia do 
sistema de drenagem venosa testicular. A veia testicular a esquerda é 
longa e drena para a veia renal esquerda, enquanto a veia testicular a 
direita drena diretamente para a veia cava. Esta anatomia venosa 
contribui para uma alta pressão hidrostática sobre a drenagem 
testicular esquerda. 
 A varicocele pode afetar a espermatogênese e as 
funções das células de Leyding pelo aumento da temperatura 
testicular, pressão venosa aumentada, hipóxia, estresse oxidativo, 
21 
 
 
Júlia Morbeck – @med.morbeck 
 
descontrole hormonal, e o refluxo de metabolitos tóxicos provenientes 
da adrenal ou mesmo da veia renal. 
APRESENTAÇÃO CLÍNICA 
↠ A presença de varicocele em crianças e adolescentes é 
observada como um aumento do volume escrotal, indolor, 
notado ao exame físico de rotina, pelos pais ou pelo próprio 
paciente. É menos frequente na fase pré-puberal. 
↠ A base do diagnóstico da varicocele permanece sendo o 
exame físico adequado. Este deve ser feito com o paciente em 
posição ortostática, uma vez que o decúbito pode mascarar a 
dilatação venosa. 
 
↠ No adolescente, o diagnóstico de varicocele é habitualmente 
feito duranteexame físico de rotina, uma vez que, dificilmente 
nessa faixa etária, o paciente terá como queixa a infertilidade. 
Geralmente o aumento de volume da bolsa escrotal reduz ou 
desaparece em posição supina, caso permaneça evidente 
nesta posição, devemos nos atentar para uma compressão 
venosa extrínseca sugerindo uma investigação mais cuidadosa. 
↠ A varicocele é classificada através do exame físico, e foi 
descrita inicialmente por Dubin e Amelar 18 e mais tarde 
atualizada pela Organização Mundial da Saúde. 
 
AVALIAÇÃO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE COM VARICOCELE 
↠ Geralmente, a correção da varicocele em adolescentes é 
indicada em situações de assimetria testicular, e menos 
frequentemente por desconforto local. A avaliação da fertilidade 
nesta faixa etária é difícil e controversa. 
 Embora a correção da varicocele resulte em possibilidade de 
alcançar uma melhora no crescimento testicular a melhora na 
contagem de espermatozoides, o impacto final na fertilidade destes 
jovens ainda não é bem conhecido. 
INDICAÇÕES AO TRATAMENTO CIRÚRGICO 
↠ A Sociedade Americana de Urologia e a Sociedade 
Americana de Medicina Reprodutiva demonstram em suas 
diretrizes as indicações de tratamento de varicocele em 
indivíduos adultos, entretanto essas indicações não contemplam 
a varicocele na infância e adolescência. Não sendo indicado 
tratamento de pacientes com parâmetros seminais normais ou 
mesmo varicocele subclínica. 
IMPORTANTE 
• O diagnóstico da varicocele na criança e adolescente 
é eminentemente clínico baseado no exame físico; 
• Recomenda-se seguimento anual nos casos de 
varicocele com volume testicular normal 
• A decisão de tratar a criança/adolescente com 
varicocele é controversa, e a maioria dos autores leva 
em consideração nesta decisão a presença de 
assimetria testicular. Tratar cirurgicamente todos os 
casos é inapropriado. 
• O acompanhamento conjunto entre pediatra e 
urologista deve ser encorajado após o diagnóstico da 
varicocele. 
Violência sexual contra crianças e adolescentes 
↠ Define-se abuso ou violência sexual na infância e 
adolescência como a situação em que a criança, ou o 
adolescente, é usada para satisfação sexual de um adulto ou 
adolescente mais velho, (responsável por ela ou que possua 
algum vínculo familiar ou de relacionamento, atual ou anterior), 
incluindo desde a prática de carícias, manipulação de genitália, 
mama ou ânus, exploração sexual, voyeurismo, pornografia, 
exibicionismo, até o ato sexual, com ou sem penetração, sendo 
a violência sempre presumida em menores de 14 anos. 
CLASSIFICAÇÃO 
• Violência sexual intrafamiliar ou incestuosa (crônica): 
qualquer relação de caráter sexual entre um adulto 
e uma criança ou um adolescente, ou entre um 
adolescente e uma criança, quando existe um laço 
familiar ou relação de responsabilidade. 
• Violência sexual extrafamiliar (aguda): o abusador é, 
na maioria das vezes, alguém que as crianças e/ou 
adolescente conhece e em quem confia. 
Eventualmente, o autor da agressão pode ser uma 
pessoa totalmente desconhecida. 
 
• Violência sexual sem contato físico: assédio sexual; 
pornografia ou pela internet. 
• Violência sexual com contato físico: carícias nos 
órgãos sexuais, tentativa de relações sexuais, 
masturbação, sexo oral. 
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Júlia Morbeck – @med.morbeck 
 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
Transtornos em pele, mucosas e tegumento 
• Contusões e abrasões, principalmente em face, 
lábios, nádegas, braços e dorso. 
• Lesões que reproduzam a forma do objeto agressor 
(fivelas, cintos, dedos, mordedura). 
• Equimoses e hematomas no tronco, dorso e 
nádegas, indicando datas diferentes da agressão. 
• Queimaduras em dorso e genitais, com marcas do 
objeto (cigarro, p. ex.). 
• Síndrome da “orelha de lata”: equimose unilateral, 
edema cerebral ipsolateral e hemorragia retiniana. 
• Fácies de boxeador, por traumatismo facial. 
Transtornos musculoesqueléticos 
• Fraturas múltiplas: ossos longos em diferentes 
estágios de consolidação, secundárias à torção com 
sacudidelas violentas, com rápida aceleração-
desaceleração. 
• Faturas de costelas em menores de 2 anos. 
• Fraturas de crânio ou traumatismo craniano por 
choque direto ou sacudidas vigorosas concomitantes 
com edema cerebral, hematoma subdural e 
hemorragia retiniana, podendo também se manifestar 
por convulsões, vômitos, cianose, apneia e alterações 
de déficit motor. 
• Hematoma subperiosteal de diferentes estágios 
(síndrome da criança espancada). 
Transtornos geniturinários 
• Lesões na área genital e no períneo: observar 
presença de dor, sangramento, infecções, 
corrimento, hematomas, cicatrizes, irritações, 
erosões, assaduras, fissuras anais, hemorroidas, 
pregas anais rotas ou afrouxamento do esfíncter anal, 
diminuição do tecido ou ausência himenal, enurese, 
infecções urinárias de repetição sem etiologia 
definida. 
Transtornos psicológicos 
• Aversão ao contato físico, apatia ou avidez afetiva. 
• Retardo psicomotor sem etiologia definida, com 
melhora quando a criança se separa da família 
(hospitalização). 
• Transtorno do sono ou da alimentação. 
• Episódios de medo e pânico. 
• Isolamento e depressão. 
• Conduta agressiva e irritabilidade. 
• Choro fácil sem motivo aparente. 
• Comportamento regressivo. 
• Comportamento autodestrutivo. 
• Comportamento submisso. 
• Desenho ou brincadeiras que sugerem violência. 
• Baixo nível de desempenho escolar. 
• Fugas, mentiras, furto. 
• Tentativa de suicídio. 
ATENDIMENTO 
 O acolhimento e a escuta qualificada são elementos 
importantes para uma atenção humanizada às pessoas em 
situação de violência sexual. 
Anamnese 
• Sintomas associados? 
• Rotina da criança – com quem mora? 
• Chorosa? 
• Escola, tempo de tela, lazer. 
• Com quem fica durante o dia? 
• Como é a relação com os familiares? 
Exame físico 
 Nos casos de violência, todos os dados obtidos a respeito da 
vítima devem ser cuidadosamente registrados no prontuário, uma vez 
que a justiça pode solicitar cópia da documentação da unidade de 
saúde. O profissional deve realizar a anamnese e o exame físico de 
forma cuidadosa. No caso de crianças, o exame deverá ser realizado, 
se possível, na presença do responsável. Os(as) adolescentes e as 
crianças maiores devem ser orientados previamente sobre todos os 
procedimentos que serão realizados. 
• Medidas antropométricas. 
• Estágios de Tanner (puberdade). 
• Verificar presença de queimaduras, hematomas, 
arranhões, mordidas, avaliar cavidade oral. 
• Exame do abdômen. 
• Exame da genitália – lesão, fissura, sangramento, 
secreções, hímen, características da verruga. 
 Lesão de fundo de saco pode sangrar e causar peritonite. 
 Sempre utilizar luvas. 
 Caso necessário, sedar a criança para a avalição – se ela se 
sente constrangida e não deixa o médico vê. 
Exames complementares 
• Sumário de urina (hematúria). 
• Hemograma. 
• Sorologias –depois de 6 meses repetir. 
 coletar pelos, coletar ectocérvice (em caso de 
penetração), beta-Hcg, cultura da orofaringe e anal, US de 
abdome – pode ser utilizado em caso de lacerações e hímem 
perfurado. 
 não se aplica em todos os casos. Tem que avaliar 
o tempo do abuso, menor que 3 dias faz a profilaxia e a 
anticoncepção de emergência. 
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Júlia Morbeck – @med.morbeck 
 
Notificação 
• Ficha de notificação compulsória (SINAN). 
• Orientar a importância da denúncia. 
• Acompanhamento psicológico e serviço social. 
 Importância do prontuário médico: descrever 
como o paciente relatou, características das lesões. 
 A notificação deve ser feita em caso de SUSPEITAS. 
Possui necessidade de afastar a criança por conta da recidiva? 
PODE FAZER A INTERNAÇÃO. 
• Notifica. 
• Faz a denúncia ao Ministério Público. 
• Aciona o Conselho Tutelar. 
Técnicas de amamentação e pega correta 
ALEITAMENTO MATERNO 
↠ Os primeiros 1000 dias (período da gestação + 2 anos da 
criança). 
 
• Janelade oportunidades. 
• Programação metabólica. 
• Crecimento e desenvolvimento. 
• Prevenção de doenças. 
↠ Leite materno: o primeiro alimento, mas não é “só” alimento. 
• Nutrientes equilibrados. 
• Compostos imunologicamente ativos. 
• Desenvolvimento cognitivo. 
• Benefícios maternos. 
• Criação de vínculo afetivo. 
• Econômico. 
↠ Recomendado pelo menos até os 2 anos de idade, exclusivo 
até os 6 meses, com livre demanda. 
• Fatores de insucesso para o aleitamento materno: 
• Oferecer complementos. 
• Iniciar sólidos antes dos 6 meses. 
• Mamadeira/chupeta. 
• Fumar; bebida alcoólica; drogas. 
• Medicações. 
• Palpites. 
 RN ganha peso bem (pode perder 7 a 10% do peso na 
primeira semana), a termo, urinando bem – NÃO PRECISA 
ACORDAR PARA MAMAR. 
 Deve-se acordar o RN nos seguintes casos: 
hipoglicemia, prematuro e baixo ganho de peso. Deve acordar 
entre 3-4 horas para amamentar. 
 Não é obrigatório administrar água junto com a fórmula 
– avaliar ressecamento das fezes e diminuição do volume 
urinário. 
Em casos de fissuras, o que fazer? 
• Avaliar a amamentação. 
• Pode usar o próprio leite. 
• Laser em caso de muitas fissuras. 
• Pode mamar no peito, só é contraindicado no caso 
de presença de pus. 
• Ordenha. 
• Em caso de sangue deve continuar amamentando. O 
sangue é irritativo para o TGI do bebê, logo, se ele 
apresentar quadro de vômito deve-se suspender a 
amamentação na mama acometida. 
Contraindica o aleitamento 
• HIV; 
• HTLV. 
• Medicamentos que contraindicam. 
• Galactosemia. 
Técnica da amamentação 
POSICIONAMENTO DA MÃE 
• Posição confortável para a mãe. 
• Pés apoiados. 
• Costas encostadas. 
POSICIONAMENTO DA CRIANÇA 
• Barriga com barriga; cabeça e coluna do bebê 
alinhadas. 
PEGA 
• Segurar a mama em C. 
• Passar o bico na lateral da boca do bebê – REFLEXO 
DE BUSCA. 
• Abriu a boca introduz o peito. 
• Queixo encostado. 
• Nariz livre. 
• Bochecha cheia. 
• Lábios para fora. 
 
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Júlia Morbeck – @med.morbeck 
 
 
Forma inadequada 
• Pega só o bico. 
• Faz barulho. 
• Bochecha para dentro. 
• Dor na amamentação. 
• Mamilos com estrias vermelhas ou áreas 
esbranquiçadas ou achatadas quando o bebê solta a 
mama. 
Mãe que está perto de voltar ao trabalho 
• Orientar a começar a ordenha 15 dias antes de voltar 
a trabalhar. 
• Ordenhar por 20 a 30 minutos cada mama. 
• Guardar no congelador (dura de 30 dias até 3 meses 
– varia de literatura). 
• Descongelar na geladeira ou na temperatura 
ambiente (por último banho maria com fogo 
desligado). 
• Leite não pode ficar na porta do freezer ou geladeira. 
• Na geladeira o leite dura 12 horas. 
• No freezer/congelador dura 15 dias (até 3 meses). 
Como fazer a coleta? 
• Saco coletor estéril ou vaso de vidro esterelizado. 
• Mãos higienizadas. 
• Cabelos presos. 
• Massagear da base para a aréola. 
• Corpo inclinado para frente. 
• Movimento de pertar e soltar acima da aréola. 
• Desprezar o primeiro jato. 
 
Como oferecer o leite? 
• Na colher dosadora. 
• Na seringa. 
• No copinho. 
 Se a paciente está amamentando e descobre que está 
grávida? ELA PODE AMAMENTAR, NORMALMENTE. 
• Até final da gestação: lactogestação. 
• Amamentar 2 ao mesmo tempo: tandem. 
• O leite tem mais sódio e menos carboidrato, isso 
pode fazer com que o bebê para de mamar. 
Candidíase no peito 
• A paciente pode sentir fisgada, pele lisa e brilhante. 
• O antifúngico tópico passa na mama e no bebê por 
14 dias. 
• Se não resolver, indica o antifúngico oral. 
Posições para amamentar 
• Tradicional/normal. 
 
 
 
 
 
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Júlia Morbeck – @med.morbeck 
 
• Cavalinho ou sentada. 
 
• Tradicional invertida 
 
• Jogador americado. 
 
• Deitada. 
 
O leite pode mudar de cor? 
↠ Sim. Pode ser devido a alimentação, medicação ou lesão. 
Dor de cabeça e amamentação. Qual remédio usar? 
• Uso compatível com amamentação. 
• Uso criterioso na amamentação. 
• Uso contra indicado durante a amamentação. 
• SITE: e-lactancia.org. 
Amamentação e álcool 
↠ Pode beber, porém precisa ver o peso da mãe, respeitar o 
número de horas após a bebida para o álcool ter tempo de ser 
eliminado do corpo e a quantidade de bebida ingerida. Existe 
uma tabela para avaliar esses parêmtros. 
↠ O ideal é não beber. 
Quando não é possível amamentar. O que fazer? 
• Deve usar fórmulas infantis: de partida, de 
seguimento; de primeira infância. 
 A partir de 1 ano de idade pode dar leite de vaca integral.