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Materiais naturais – Pedras em geral,
madeira, terra e materiais alternativos
Apresentação
Materiais naturais são cada vez mais utilizados em construção e até em decoração de ambientes.
Madeira, argila, bambu, palha, terra, pedras, podem e são utilizados de diferentes maneiras para
obtenção de obras mais sustentáveis ou ecológicas, sem agredir o meio ambiente e garantindo a
comodidade e a segurança dos moradores. De acordo com a Sociedade de Pesquisa sobre Materiais
Industriais Renováveis, são construídas mais de 1 milhão de casas com estruturas convencionais,
aço e concreto, o que faz com o que o aquecimento do planeta causado pelas construções aumente
consideravelmente. Já as construções feitas com materiais naturais colaboram com a diminuição
desse aquecimento. Os desafios para o setor da construção são diversos, porém, em síntese,
consistem na redução e na otimização do consumo de materiais e de energia, na redução dos
resíduos gerados, napreservação do ambiente natural e na melhoria da qualidade do ambiente
construído. O uso de materiais naturais contribui com todos os quesitos citados e é sobre estes
materiais que você vai conhecer mais nesta unidade de aprendizagem.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Relacionar todos os materiais naturais, alternativos ou não, usados atualmente pela indústria
da construção civil.
•
Identificar as origens e as formas de extração/obtenção dos materiais de construção naturais.•
Expressar as principais propriedades físicas (características e especificações) dos materiais de
construção naturais.
•
Desafio
Condições adequadas de temperatura são essenciais para o conforto dos moradores de uma
edificação. Você foi viajar para uma excursão ao deserto do Saara, cuja temperatura durante o dia é
de até 55ºC e a noite despenca para até -5ºC, uma variação de 50ºC portanto.
Durante o dia, dentro do hotel, você reparou que os condicionadores de ar são pouco usados e, a
noite, dentro do hotel, não é necessário calefação ou lareiras, nada deste tipo, para dormir basta um
cobertor. Intrigado você perguntou na portaria qual o segredo do hotel e, um nativo respondeu-lhe:
nossa edificação é toda construída em pedra.
Infográfico
Materiais naturais como madeira e pedra, por exemplo, são os mais antigos utilizados pela indústria
da construção civil. Estes materiais por muitos séculos, desde o início da civilização, formaram as
estruturas ("esqueletos") das mais variadas obras civis. Nos dias de hoje continuam cumprindo com
a sua função estrutural histórica, mas constituem-se também em materiais nobres de acabamento.
Veja no infográfico a seguir como se dá o processo para que estes materiais cheguem até as obras.
Conteúdo do livro
No contexto do desenvolvimento sustentável, o conceito de obra ecológica transcende a
sustentabilidade ambiental, para abraçar a sustentabilidade econômica e social, que enfatiza a
adição de valor à qualidade de vida dos indivíduos e das comunidades. Neste sentido, você deve
prezar sempre pela utilização de materiais disponíveis no local, pouco processados, não tóxicos,
potencialmente recicláveis, culturalmente aceitos, propícios para a autoconstrução e para a
construção em regime de mutirões, com conteúdo reciclado.
Além disso, deve-se evitar, sempre que possível, o uso de materiais químicos prejudiciais à saúde
humana ou ao meio ambiente, como amianto, CFC, HCFC, formaldeído, policloreto de vinila (PVC),
tratamento de madeira com CCA, entre outros.
Para aprofundar ainda mais seu conhecimento, acompanhe o capítulo Materiais Naturais – Pedras
em geral, Madeira, Terra e Materiais alternativos do livro Materiais de Construção que norteia as
discussões presentes nesta Unidade.
Boa leitura!
MATERIAIS DE
CONSTRUÇÃO
André Luis Abitante
Ederval de Souza Lisboa
Catalogação na publicação: Poliana Sanchez de Araujo – CRB 10/2094
A148m Abitante, André Luís.
Materiais de construção [recurso eletrônico] /
André Luís Abitante, Ederval de Souza Lisboa. –
Porto Alegre : SAGAH, 2017.
Editado como livro impresso em 2017.
ISBN 978-85-9502-009-2
1. Materiais de construção. I. Lisboa, Ederval de Souza.
CDU 691
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Materiais naturais: pedras
em geral, madeira, terra
e materiais alternativos
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Relacionar todos os materiais naturais, alternativos ou não, usados
atualmente pela indústria da construção civil.
Identifi car as origens e as formas de extração/obtenção dos materiais
de construção naturais.
Expressar as principais propriedades físicas (características e especi-
fi cações) dos materiais de construção naturais.
Introdução
Materiais naturais são cada vez mais utilizados em construção e até mesmo
para decoração de ambientes. Madeira, argila, bambu, palha, couro,
pedras, podem e são utilizados de diferentes maneiras para obtenção
de obras mais sustentáveis ou ecológicas, sem agredir o meio ambiente
e garantindo a comodidade e a segurança dos moradores.
Neste capítulo, você vai ver que os desafios para o setor da construção
são diversos, porém consistem, basicamente, na redução e na otimização
do consumo de materiais e de energia, na redução dos resíduos gera-
dos, na preservação do ambiente natural e na melhoria da qualidade
do ambiente construído e que, no entanto, o uso de materiais naturais
contribui com todos esses quesitos.
Materiais naturais
O setor da construção civil tem papel fundamental para a realização dos
objetivos globais do desenvolvimento sustentável. O Conselho Internacional
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da Construção (CIB) aponta a indústria da construção como o setor de ativi-
dades humanas que mais consome recursos naturais e utiliza energia de forma
intensiva, gerando consideráveis impactos ambientais. Além dos impactos
relacionados ao consumo de matéria e de energia, há aqueles associados à
geração de resíduos sólidos, líquidos e gasosos. Tais aspectos ambientais, so-
mados à qualidade de vida que o ambiente construído proporciona, sintetizam
as relações entre construção e meio ambiente.
No contexto do desenvolvimento sustentável, o conceito de obra ecoló-
gica transcende a sustentabilidade ambiental para abraçar a sustentabilidade
econômica e social, que enfatiza a adição de valor à qualidade de vida dos
indivíduos e das comunidades. Para tanto, recomenda-se:
Mudança dos conceitos da arquitetura convencional na direção de
projetos flexíveis com possibilidade de readequação para futuras
mudanças de uso e atendimento de novas necessidades, reduzindo
as demolições.
Busca de soluções que potencializem o uso racional de energia ou de
energias renováveis.
Gestão ecológica da água.
Redução do uso de materiais com alto impacto ambiental (artificiais).
Redução dos resíduos da construção com modulação de componentes
para diminuir perdas e especificações que permitam a reutilização de
materiais.
As tendências atuais em relação ao tema da construção sustentável ca-
minham em duas direções. De um lado, centros de pesquisa em tecnologias
alternativas buscam o resgate de materiais e tecnologias vernáculas com o uso
da terra crua, da palha, da pedra, do bambu, entre outros materiais naturais
e pouco processados a serem organizados em ecovilas e em comunidades
alternativas. Do outro lado, empresários apostam em “empreendimentos
verdes”, com as certificações, tanto no âmbito da edificação quanto no âmbito
do urbano. No entanto, muitos edifícios rotulados como verdes refletem apenas
esforços para reduzir a energia incorporada e são, em muitos outros aspectos,
convencionais, tanto na aparência quanto no processo construtivo.
No âmbito da edificação, entende-secomo essenciais: adequação do pro-
jeto ao clima do local, minimizando o consumo de energia e otimizando as
condições de ventilação, iluminação e aquecimento naturais; previsão de
requisitos de acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida ou, no
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mínimo, possibilidade de adaptação posterior; atenção para a orientação
solar adequada, evitando-se a repetição do mesmo projeto em orientações
diferentes; utilização de coberturas verdes; e a suspensão da construção do
solo (a depender do clima).
Na hora de escolher os materiais que irá utilizar você deve levar em con-
sideração algumas condições técnicas, econômicas e estéticas: sempre dar
preferência à utilização de materiais disponíveis no local, pouco processados,
não tóxicos, potencialmente recicláveis, culturalmente aceitos, propícios para
a autoconstrução e para a construção em regime de mutirões, com conteúdo
reciclado. Além disso, deve-se evitar, sempre que possível, o uso de materiais
químicos prejudiciais à saúde humana ou ao meio ambiente, como amianto,
CFC, HCFC, formaldeído, policloreto de vinila (PVC), tratamento de madeira
com CCA, entre outros.
Propriedades dos materiais naturais
São as qualidades exteriores já defi nidas e apresentadas por Bauer (2008):
extensão, massa, peso, volume, massa específi ca, peso específi co, densidade,
porosidade, dureza, tenacidade, maleabilidade ou plasticidade, ductibilidade,
durabilidade, desgaste, elasticidade.
Materiais naturais básicos e alternativos
Materiais naturais são matérias-primas de origem natural que não passaram
por um processo de industrialização ou passaram por um benefi ciamento de
modo artesanal ou semi-industrial.
Madeira
A madeira é um dos mais antigos materiais de construção utilizados pelo ho-
mem. É um material visualmente bonito e de larga utilização nas construções.
No entanto, é muitas vezes mal-empregado, de forma intuitiva, trazendo uma
série de problemas. Suas características devem ser bem estudadas, a fi m de
que não sejam nem superestimadas e nem subestimadas, com intuito de seu
uso ser mais econômico e com qualidade. Atualmente, com a industrialização,
surgiram novos produtos de madeira, ampliando o seu uso na construção civil
e em outras indústrias.
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Vantagens da madeira como material de construção:
Pode ser obtida por preços competitivos, em grande quantidade, com
reservas renováveis.
Apresenta boa resistência mecânica, com a vantagem de peso próprio
reduzido.
Pode ser trabalhada com ferramentas simples, tendo peças que po-
dem ser desdobradas em outras conforme a necessidade, permitindo
a reutilização.
Permite o uso em dimensões reduzidas.
Tem boas condições naturais de isolamento térmico e absorção acústica.
Não sofre ataques de gases e de produtos químicos.
Em seu estado natural, apresenta uma infinidade de padrões estéticos
e decorativos.
Desvantagens da madeira como material de construção:
Combustibilidade.
Material heterogêneo e com anisotropia.
Sensibilidade às variações de temperatura.
Facilidade de deterioração por agentes biológicos.
Deformabilidade.
Formas alongadas e de seção transversal reduzida.
Modernas técnicas - utilizadas como secagem artificial, tratamentos de preservação,
madeiras transformadas - estão atenuando algumas dessas desvantagens da madeira,
como você verá mais adiante.
Procedência das madeiras: é um produto natural proveniente do lenho
dos vegetais superiores (árvores e arbustos lenhosos). As características de
heterogeneidade e anisotropia guardam estreita relação com a origem do
ser vivo.
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Classificação das madeiras:
Madeiras duras ou de lei: empregadas na construção com função estru-
tural, com grande porcentagem de cerne podendo ser citados: jacarandá,
perobas, ipê, sucupira, canela, imbuia, amoreira, cedro, candeia, braúna
e eucalipto entre tantas outras. Para uso em construção deve predominar
o cerne em relação ao alburne.
Madeiras moles ou brancas: utilizadas em construções temporárias ou
protegidas, como por exemplo o pinho-do-paraná.
Estrutura e crescimento das árvores: As madeiras de construção crescem
pela adição de camadas externas, sob a casca. A seção transversal de um tronco
revela as seguintes camadas: casca, câmbio, lenho (formado pelo alburno e
pelo cerne), medula e raios medulares.
Identificação: As madeiras podem ser identificadas pela sua denominação
vulgar e pela identificação botânica.
Identificação vulgar: configuração do tronco e da copa, textura da casca,
aspectos de flores e de frutos; varia de região para região.
Identificação botânica: classificação através do exame de frutos, de
folhas e de sementes por um botânico que determine família, gênero e
espécie. Exemplos: pinho-do-paraná (araucária angustifólia), peroba
(aspidosperma polyneuron).
Tipos de madeira de construção: as categorias atuais
Madeiras maciças: madeira bruta ou roliça, madeira falquejada e ma-
deira serrada.
Madeiras industrializadas ou transformadas: madeira laminada e colada,
madeira compensada, madeira aglomerada e madeira reconstituída, que
serão vistas em unidade de materiais artificiais.
Madeira bruta ou roliça: usadas em forma de tronco, servindo como
estacas, escoramento, postes e colunas.
Madeira falquejada: faces laterais aparadas a machado, formando seções
maciças quadradas ou retangulares, usadas em estacas, pontes, etc.
Madeira serrada: é o produto mais comum, podendo ser utilizado em
todas as fases da construção.
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Produção das madeiras serradas: a produção das madeiras se inicia com
o corte ou a derrubada das árvores e prossegue com a toragem, o falquejo, o
desdobro e o aparelhamento das peças.
Corte: de preferência no inverno (maior durabilidade).
Toragem: a árvore é desgalhada e cortada em toras de 5 a 6 metros para
facilitar o transporte; nesta etapa a tora também é descascada.
Falquejo: a tora é deixada grosseiramente quadrada.
Desdobro: operação final de obtenção de peças de madeira bruta. Podem
ser: desdobro normal (tangencial ou pranchas paralelas), radial ou misto.
Aparelhagem: operação para se obter as peças nas bitolas comerciais
por serragem e resserragem.
Nome Dimensões (cm)
Soalho 2 x 10
Forro 1 x 10
Batentes 4,5 x 14,5
Rodapé 1,5 x 15
1,5 x 10
Tacos 2 x 2,1
Quadro 1. Dimensões usuais das peças de madeira serrada.
Tolera-se a variação de mais ou menos 1% nas medidas apresentadas. Os comprimentos
variam a partir de 2,5 m sendo, no entanto, o custo mais elevado por metro, quando
forem iguais ou superiores a 5,00 m.
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Figura 1. Cortes comerciais de madeira.
Fonte: welcomia / Shutterstock.com.
Propriedades físicas das madeiras: Alguns fatores alteram as propriedades
físicas, entre eles estão a espécie botânica, a massa específica do material, a
localização da peça no lenho, a presença de defeitos e a umidade.
a) Teor de umidade (h): é expressa em porcentagem do peso seco, sendo:
h = [(Ph – Po) / Po] x 100
Onde:
Ph = peso úmido;
Po = peso seco em estufa
A umidade apresenta-se de três formas: água de constituição, água de adesão
(impregnação), ou água de capilaridade (água livre). Oponto de saturação ao
ar é quando as células estão saturadas de água de impregnação. A água de
capilaridade não provoca alteração de volume.
Teores de umidade médios em madeiras:
No abate: cerca de 52% nas folhosas e 57% nas resinosas;
Madeira verde: cerca de 30% no ponto de saturação;
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Madeira semisseca: abaixo do ponto de saturação, mas com umidade
superior a 23%;
Madeira comercialmente seca: entre 18 e 23%;
Madeira seca ao ar: de 13 a 18%;
Madeira dessecada: de 0 a 13%;
Madeira completamente seca: 0%.
A madeira tende a apresentar um teor de umidade em equilíbrio com o
estado higrotérmico ambiente.
a) Retratibilidade: é a propriedade da madeira de alterar suas dimensões
e o volume. Quanto ao teor de umidade varia do estado completamente
seco ao estado de saturação. A retratibilidade deve ser reduzida ao
máximo, a fim de melhorar a qualidade final do produto.
b) Densidade: representada nas madeiras em termos de massa específica
aparente, a um determinado teor de umidade:
dh = Ph / Vh (g/cm3)
Como os fatores são relacionados entre si em uma determinada umidade,
é indispensável a determinação do teor de umidade. Os valores de massa
específica são corrigidos para o valor da umidade h = 15%, para efeito de
comparação.
a) Demais propriedades físicas da madeira: outras propriedades menos
importantes são condutibilidade elétrica, condutibilidade térmica,
condutibilidade sonora e resistência ao fogo.
Propriedades mecânicas das madeiras: a madeira, de um modo geral,
resiste a todos os tipos de solicitações mecânicas, compressão, tração, fle-
xão e cisalhamento. As propriedades mecânicas estão relacionadas a fatores
como: anisotropia, à heterogeneidade e à capacidade de absorção de água
das madeiras.
As tensões admissíveis, a serem usadas nos projetos de estruturas de
madeira, são deduzidas das propriedades determinadas em ensaios. Este
assunto é melhor apresentado em outras disciplinas que abordam os assuntos:
resistência dos materiais e dimensionamento de estruturas”.
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Defeitos das madeiras:
a) Defeitos de crescimento
■ Nós: são seções de massa lenhosa que constituía a porção da base
de um ramo inserido no tronco de uma árvore; podem ser firmes
ou soltos.
■ Desvios de veio e fibras torcidas.
b) Defeitos de secagem
■ Rachaduras: abertura de grandes dimensões.
■ Fendas: aberturas de pequenas dimensões.
■ Abaulamento, arqueamento e/ou empenamento.
c) Defeitos de produção
■ Defeitos de desdobro como fraturas, fendas e machucaduras no abate.
■ Defeitos de serragem como cantos quebrados, fibras cortadas.
d) Defeitos de alteração
■ Apodrecimento, bolor, furos de insetos, etc.
Beneficiamento das madeiras: Como você já viu, as madeiras apresentam
algumas características negativas no seu uso como material de construção, entre
elas: deterioração ou alteração de sua durabilidade em ambientes que favoreçam
a proliferação de fungos, de bactérias e de insetos; marcante heterogeneidade
e anisotropia; limitações de dimensões das peças; alteração de propriedades
com a variação de umidade. Esses problemas podem ser contornados e as
características destas podem ser melhoradas por processos simplificados de
beneficiamento tais como secagem, tratamento ou processos de preservação
e/ou de transformação.
a) Secagem: as madeiras utilizadas na construção devem ter um grau de
umidade compatível com o ambiente onde será construído (equilíbrio
higroscópico). Há várias vantagens de se construir com madeiras “se-
cas”, dentre elas:
■ Diminuição do peso do material;
■ Menor variação das dimensões no tempo (menor retração);
■ Aumento da resistência com a eliminação da água de impregnação;
■ Maior resistência aos agentes de deterioração;
■ Adequação desta para aplicação de produtos para preservação.
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Os processos de secagem podem ser feitos por meio da secagem natural ou
realizada em estufas. Normalmente é lento e variável devido a diversos fatores:
época do ano, temperatura, umidade relativa do ar, circulação do vento nas
pilhas de madeira, etc. Como exemplo, em secagem ao tempo e sob a forma de
tábuas, a maioria das espécies perde a metade de sua umidade (água livre) em
20 a 30 dias e o restante até atingir o equilíbrio com o ambiente, num tempo
3 a 5 vezes maior. Na secagem artificial todo o processo pode ser concluído
em 2 ou em 3 semanas.
a) Preservação das madeiras: A durabilidade das madeiras depende de
fatores decorrentes da própria natureza do material, mas também de
fatores ambientais: umidade, temperatura e arejamento. A durabili-
dade pode ser melhorada com o emprego de processos adequados de
tratamento e de preservação, como a aplicação de produtos especiais
(pintura, imersão ou impregnação).
b) Madeiras transformadas: veja com mais aprofundamento em materiais
de construção artificiais.
Recomendações para armazenagem de madeiras:
1. As pilhas devem ficar bem espaçadas, a uma distância mínima entre
elas igual à metade de suas larguras.
2. A largura das pilhas deve ser inferior a 2,40 m e a altura não deve ser
superior a 6 m.
3. Para que não ocorra o tombamento da pilha sob a ação de ventos, a
altura não deve ser superior a duas vezes e meia a largura.
4. As pilhas devem ficar a uma altura mínima de 30 cm do solo, sobre
suportes que não devem ficar muito espaçados uns dos outros, para se
evitar “embarrigamento” da madeira.
5. As peças de madeira devem ser empilhadas de forma a permitir uma
boa ventilação entre elas.
6. As pilhas devem ser feitas com a utilização de tabiques, no sentido do
fluxo do vento para que ele circule por dentro da pilha.
7. Os tabiques devem ser tratados com inseticidas e fungicidas para que
eles não se tornem uma fonte contaminadora de agentes biológicos que
atacam a madeira.
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8. Os tabiques devem ser colocados um sobre o outro, de maneira a for-
mar uma coluna de suportes da base ao topo da pilha (para evitar o
empenamento das peças).
9. A madeira empilhada deve ficar protegida das águas das chuvas, sob
lajes já executadas (em obras), abrigos provisórios ou cobertas com
lonas, para evitar que a água penetre no interior da pilha, dificultando
e retardando a secagem da madeira.
Pedras
Direcionando nosso estudo para as rochas brutas como parte da engenharia,
podemos destacar as seguintes fi nalidades delas: fundações de obras, material
de base para túneis e galerias, blocos de vedação, componentes de misturas
cerâmicas, pedras para revestimento e acabamento, matérias-primas da cal
e do cimento.
Independente da área de aplicação, cada rocha tem características próprias
que influenciam no seu comportamento. Entre as principais podemos citar:
a) Composição mineralógica: refere-se aos minerais que compõem cada
rocha.
b) Textura: é o modo como os minerais estão distribuídos.
c) Estrutura: refere-se à homogeneidade ou à heterogeneidade dos cristais
constituintes.
É claro que é muito mais fácil construir com tijolos ou blocos de concreto
perfeitamente moldados, mas também é possível construir lindas e sólidas obras
com pedras. Paredes de pedra, por exemplo, apresentam excelentes massas
térmicas, o que significa que absorvem a temperatura externa, conservam-na
no lado de dentro e a irradiam-na pela casa. As estruturas de pedra são extre-
mamente duráveis, mas muito trabalhosas.Durante um dia quente, as paredes
com massa térmica absorvem e armazenam o calor do sol, enquanto o interior
da casa permanece fresco. À noite, quando as temperaturas externas caem, o
calor do dia, armazenado nas paredes, irradia para dentro aquecendo a casa.
A massa térmica pode tornar a energia eficiente uma vez que a casa esquenta
e esfria sozinha, e não precisa de aquecedores e de sistemas de calefação nem
de condicionadores de ar.
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Figura 2. Pedras mais utilizadas pela indústria da construção civil.
Fardos de palha
Fardos de palha formam um bloco de construção extremamente forte para
casas. Podem servir como o próprio bloco estrutural da construção, bem
como enchimento para isolamento em uma estrutura de colunas e de vigas
tradicional, em que a estrutura sustenta a casa. Depois que os fardos são em-
pilhados, as paredes podem até mesmo serem rebocadas. As paredes grossas
também fornecem excelente isolamento e tornam a energia mais efi ciente em
aproximadamente 75% comparadas às casas convencionais. Ao contrário do
que se possa pensar, as casas feitas de fardos de palha não apresentam risco
de incêndio. Mais especifi camente, são cerca de três vezes mais resistentes ao
fogo do que casas convencionais. Como os fardos formam blocos compactos,
não há oxigênio nem possibilidade de combustão.
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Figura 3. Casa vedada com fardos de palha, rebocada com argamassa convencional.
Fonte: ushi / Shutterstock.com.
Bambu
Há muito tempo o bambu decorativo é considerado moderno pela arquitetura
e, atualmente, os pisos em bambu estão começando a se tornar populares nos
Estados Unidos e na Europa. Na Ásia e na América do Sul, há um grande
número de casas de bambu, uma madeira extremamente forte, tanto que está
sendo usado na construção de estradas e de pontes na Ásia.
Essa madeira forte é um recurso renovável, pois é uma planta que cresce
com bastante rapidez, possui um ciclo de crescimento mais curto do que a
madeira e sua colheita não afeta as raízes da planta. O bambu pode ser tratado
com algumas substâncias químicas para garantir impermeabilidade e resistência
a insetos, e exige alguns métodos diferentes de construção, particularmente,
na junção com peças diferentes do bambu. Entretanto, ele é um material de
construção bastante flexível, dobrável e muito durável.
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Figura 4. Edificação com estrutura toda em bambu.
Fonte: VictorN / Shutterstock.com.
Terra
Material altamente utilizado em barragens e em aterros. Em muitos luga-
res constroem-se edifi cações de terra socada, uma mistura de terras – de
argilas e de siltes – colocada em uma forma temporária da parede que dá o
seu formato. A forma geralmente é de madeira e deve ser forte o sufi ciente
para suportar a compressão dos golpes. Esses golpes podem ser feitos com
a mão ou com uma máquina e, no fi m do trabalho, as formas podem ser
removidas, deixando uma parede de terra com aproximadamente 46 cm a
61 cm de espessura.
As paredes de terra socadas requerem uma mistura de solos, mas a
argila em excesso causará rachaduras. Essas paredes podem ser rebocadas
com estuque ou deixadas sem revestimento. Se expostas, as paredes ge-
ralmente ficam estáveis internamente com uma pequena porcentagem de
cimento.
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Quando construídas corretamente, as paredes de terra socada são extremamente
duráveis, resistindo ao mau tempo, como pode ser visto em partes da grande Muralha
da China, que confirma a técnica. Elas também proporcionam economia de energia
em virtude de sua massa térmica.
Talvez você já tenha visto fotos de barreiras de contenção de enchentes e
trincheiras militares formadas com sacos de areia empilhados. Eles são capazes
de conter a água e proteger os soldados, pois os sacos de areia são bastante
resistentes. As casas de sacos de terra, feitas de sacos de polipropileno ou de
estopa cheios de terra e empilhados como tijolos, também são resistentes.
As casas cobertas com terra, altamente utilizadas na Islândia, têm energia eficiente,
são à prova de som e resistentes ao fogo. Também podem ser construídas acima do
solo, com as laterais da casa ou do telhado cobertos com terra. As casas cobertas com
terra não são totalmente escuras porque janelas e aberturas permitem a entrada de
calor e de luz natural, conforme uma construção convencional.
Ensaios com solos – os ensaios em laboratório para solo dividem-se em
dois grandes grupos: ensaios de classificação/caracterização e ensaios de
Compactação. Estes ensaios são semelhantes ou análogos aos realizados com
agregados miúdos, sendo os principais:
Identificação táctil e visual dos solos.
Determinação dos índices físicos do solo: umidade (estufa/infraver-
melho), peso específico natural do solo, peso específico dos sólidos.
Análise granulométrica conjunta: por peneiramento e por sedimentação.
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Limites de consistência: limite de liquidez, limite de plasticidade.
Ensaio de permeabilidade: carga constante e carga variável.
Ensaio de compactação (proctor).
Ensaio c.b.r.
Controle de compactação: método do funil e areia e método do cilindro
de cravação.
Ensaio de adensamento (adensamento).
Ensaio de cisalhamento direto (cisalhamento).
Ensaio de compressão triaxial (triaxial).
Ensaio de compressão simples (simples).
Desafios da construção com materiais naturais
Um dos principais desafi os da construção de uma casa com materiais naturais é
garantir que a construção seja realizada adequadamente. Os materiais naturais
raramente são mencionados nos códigos de obras e muitos profi ssionais talvez
nem conheçam esses métodos de construção.
Os bancos hesitam em financiar métodos alternativos e, além disso, pode
ser difícil comprovar as normas de segurança às seguradoras. Embora muitos
materiais naturais sirvam para a construção do tipo “faça você mesmo”,
talvez seja difícil encontrar algum empreiteiro caso você precise de ajuda ou
de orientação.
Se você decidir adotar a construção com materiais naturais alternativos, é importante
apresentar pesquisas consistentes às autoridades responsáveis, mostrando suas vanta-
gens. Saiba onde esses materiais funcionam melhor e encontre dados sobre segurança
estrutural. Deixe que consultores e especialistas avaliem seus projetos. Embora seja
difícil um método construtivo alternativo ser aceito, ele abrirá caminho para maiores
construções naturais no futuro.
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1. Considerando a importância
de atender a aspectos de
sustentabilidade na execução de
obras que utilizem madeira entre
seus componentes construtivos, o
correto é o emprego de:
a) madeira de lei.
b) madeira nativa.
c) madeira de floresta plantada
ou madeira certificada.
d) madeira de florestas nacionais
ou nacionalizadas.
e) peroba-rosa e pinus.
2. São parâmetros das propriedades
mecânicas da madeira:
a) Colapso, torcimento
e arqueamento.
b) Dureza, flexão estática
e cisalhamento.
c) Densidade aparente, compressão
e resistência a fungos.
d) Tenacidade, módulo de
elasticidadee resistência à fadiga.
e) Resistência à corrosão,
resistência à oxidação e
resistência à abrasão.
3. Não é uma atribuição do calceteiro,
profissional responsável pela
pavimentação de ruas:
a) Quebrar pedras para
pavimentação.
b) Preparar o terreno para
pavimentação.
c) Escolher as pedras adequadas
p ara pavimentação.
d) Comprar materiais para
pavimentação.
e) Todas as alternativas são
atribuições do calceteiro.
4. Ao se executar uma terraplenagem,
faz-se uso de rocha ou de solo.
Aquele tipo de solo que apresenta
características marcantes de
plasticidade, ou seja, quando
suficientemente úmido molda-se
facilmente, denomina-se:
a) argila.
b) areia.
c) silte.
d) turfa (matéria orgânica).
e) Nenhuma das alternativas.
5. Um peso de papel, feito de
madeira maciça, tem a forma
d e um cubo cuja aresta mede
0,8 dm. Considerando que a
densidade da madeira é 0,93 g/
cm3, quantos gramas de madeira
foram usados na confecção
desse peso de papel?
a) 494,18
b) 476,16
c) 458,18
d) 49,418
e) 47,616
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BAUER, L. A. F. Materiais de construção. 5. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2008.
Leituras recomendadas
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 7190: projeto de estruturas
de madeira. Rio de Janeiro: ABNT, 1997.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 7217: determinação da
composição granulométrica. Rio de Janeiro: ABNT, 1987.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 7225: materiais de pedra
e agregados naturais. Rio de Janeiro: ABNT, 1993.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 13441: rochas e solos.
Rio de Janeiro: ABNT, 1995.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 15575: desempenho de
edifícios habitacionais de até cinco pavimentos. Rio de Janeiro: ABNT, 2008.
BORGES, A. C. Prática das pequenas construções. 9. ed. São Paulo: Edgard Blucher,
2009. v. 1.
FREIRE, W.; BERALDO, A. L. Tecnologias e materiais alternativos de construção. Campinas:
UNICAMP, 2003.
HIDALGO-LÓPEZ, O. Bamboo: the gift of the god. Bogotá: Oscar Hidalgo-López, 2003.
LIMA, N. T. et al. (Org.). Saúde e democracia: histórias e perspectivas do SUS. Rio de
Janeiro: Fiocruz, 2005.
PAIM, J. S. Desafios para a saúde coletiva no século XXI. Salvador: EDUFBA, 2006.
PETRUCCI, E. G. R. Concreto de cimento Portland. 9. ed. Rio de Janeiro: Globo, 1982.
PETRUCCI, E. G. R. Materiais de Construção. Porto Alegre: Globo, 1973.
PETRUCCI, E. G. R. Pedras naturais. In: PETRUCCI, E. G. R. Materiais de construção. Porto
Alegre: Globo, 1975. p. 262-304.
REVISTA EQUIPE DE OBRA. São Paulo: Pini, [2016]. Disponível em: <http://www.equi-
pedeobra.com.br>. Acesso em: 24 nov. 2011.
SILVA, M. R. Materiais de construção. São Paulo: Pini, 1991.
VERCOSA, E. J. Materiais de construção. Porto Alegre: Sagra Luzzatto, 1984.
YAZIGI, W. A técnica de edificar. 10. ed. São Paulo: Pini, 2009.
Referência
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Dica do professor
Materiais naturais são utilizados a milhares de anos pelas civilizações, sendo as pedras e a madeira
as primeiras estruturas de obras que temos conhecimento. Foram estes materiais que
proporcionaram o desenvolvimento da sociedade. Veja, no vídeo a seguir, um detalhamento de
caraterísticas e de funções destes tipos de materiais.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/e2d019120f63fd134bd24c1dc462f5aa
Exercícios
1) Considerando a importância de atender aspectos de sustentabilidade na execução de obras
que utilizem madeira entre seus componentes construtivos, o correto é o emprego de:
A) Madeira de lei.
B) Madeira nativa.
C) Madeira de floresta plantada ou madeira certificada.
D) Madeira de florestas nacionais ou nacionalizadas.
E) Peroba-rosa e pinus.
2) São parâmetros das propriedades mecânicas da madeira:
A) Colapso, torcimento e arqueamento.
B) Dureza, flexão estática e cisalhamento.
C) Densidade aparente, compressão e resistência a fungos.
D) Tenacidade, módulo de elasticidade e resistência à fadiga.
E) Resistência à corrosão, resistência à oxidação e resistência à abrasão.
3) NÃO é uma atribuição do calceteiro, profissional responsável pela pavimentação de ruas:
A) Quebrar pedras para pavimentação.
B) Preparar o terreno para pavimentação.
C) Escolher as pedras adequadas para pavimentação.
D) Comprar materiais para pavimentação.
E) Todas as alternativas são atribuições do calceteiro.
4) Ao se executar uma terraplenagem, faz-se uso de rocha ou de solo. Aquele tipo de solo que
apresenta características marcantes de plasticidade, ou seja, quando suficientemente úmido
molda-se facilmente, denomina-se:
A) Argila.
B) Areia.
C) Silte.
D) Turfa (matéria orgânica).
E) Nenhuma das alternativas.
5) Um peso de papel, feito de madeira maciça, tem a forma de um cubo cuja aresta mede 0,8
dm. Considerando que a densidade da madeira é 0,93 g/cm3, quantos gramas de madeira
foram usados na confecção desse peso de papel?
A) 494,18
B) 476,16
C) 458,18
D) 49,418
E) 47,616
Na prática
A madeira é um excelente isolante térmico, ou seja, é o material ideal para construção de
residências em regiões frias, pois contribui muito para um ambiente aconchegante e para economia
de energia ao longo da vida útil da obra, podendo dispensar, por exemplo, a necessidade de
implantação de sistemas de calefação ou de condicionamento de ar. Este é o motivo que a torna o
principal material de construção residencial em países como Canadá e Estados Unidos.
No (sul do) Brasil a cultura construtiva vem mudando, e a casa de madeira deixando de ser
sinônimo de "casa de pobre". A comercialização de residências pré-fabricadas vem crescendo e
junto um sistema construtivo importado, constituído de estrutura de perfis leves de madeira maciça
de pinus, contraventados com chapas estruturais de madeira transformada tipo OSB (Oriented
Strand Board), denominado sistema construtivo wood frame.
Os projetos e os empreendimentos devem ser pautados pela NBR15575 (Desempenho de Edifícios
Habitacionais de até Cinco Pavimentos), preocupando-se com as questões de desempenho térmico,
em função da zona bioclimática a ser construída a edificação, e as condições de agressividade
ambiental do meio, pois a atual Norma Brasileira NBR 7190/97 (Projeto de Estruturas de Madeira)
não apresenta critérios apropriados para o dimensionamento dessas estruturas leves (técnica wood
frame), considera em suas especificações apenas dimensões mínimas para elementos estruturais em
função da segurança de estruturas isostáticas e de treliças.
Este tipo de obra pré-fabricada tem custo menor (comparado a sistemas convencionais), prazos de
execução mais curtos e desperdício de material praticamente nulo.
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Produção de madeira a partir do reflorestamento chegou a R$ 18
bilhões em 2011
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
A madeira tratada de pinus na construção civil
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Aterro Beira Mar
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://www.youtube.com/embed/zvaNNIsYNpg
https://www.youtube.com/embed/XEorYAkZbD8
https://www.youtube.com/embed/yYdBoxRZp8U