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OBS: POR FAVOR NÃO COPIEM AS RESPOSTAS DAS QUESTÕES DISCURSIVAS. OS TUTORES ESTÃO TIRANDO PONTOS E EXPONDO OS NOMES DE QUEM COLOCOU RESPOSTAS "MUITO PARECIDAS" Língua Portuguesa: Análise da Produção Textual 1. (FUVEST - 1995) Talvez o esporte haja nascido de uma sublimação da guerra. Tanto melhor para os homens de boa vontade. A guerra só se faz com morte. E o esporte exige o máximo de vida. Guerra só traz euforia nacional ou tragédia. Esporte traz riqueza de emoções. Se bem que ele já não seja mais tão santo, dada a violência, como também não seja mais puro, dado o poder do dinheiro. Isso explica por que, em condições normais, nenhuma seleção de basquete vença a seleção americana. Os americanos têm sob o basquete um império feito para funcionar. Mas no futebol não adiantam os impérios. Hungria, Holanda e Camarões não tinham grande tradição, e assombraram o mundo. Nada impede que um time da África venha a ser o furor da copa. A vocação futebolística é a que menos depende de estruturas e investimentos. Ela nasce casualmente. O dinheiro compra o craque, mas não faz o craque. O que faz o craque é o azar, o destino. É raro vermos uma encestada casual no basquete. No futebol, metade dos gols é acidente. Essa poética do acaso no futebol é que faz a chance dos pobres. Em qualquer subúrbio pode nascer um Dêner. M. Rodrigues, O Estado de S. Paulo, 14 maio 1994, 0-2. Entre o 1º e o 2º parágrafos a locução se bem que estabelece uma relação de: b) concessão. 2. ENADE 2008 - Letras Shirley Paes Leme tem no desenho a alma de sua obra. Os galhos retorcidos e enegrecidos pela fumaça são seus traços a lápis, que ela articula ora em feixes escultóricos, ora em instalações. Produz também delicados desenhos com a sinuosidade da fumaça. Para fazer a peça em homenagem à companhia de dança goiana Quasar, Shirley conta ter se inspirado na grande concentração de energia no espaço necessária para que um espetáculo de dança se realize. “A idéia da coreografia só consegue ser concretizada com movimento porque todos ficam antenados para um trabalho conjunto”, diz. A obra de Shirley tem linhas- galhos que se movem em tem pos diferentes, impulsionadas por motores ocultos. Território Expandido. Catálogo da Exposição em homenagem aos indicados ao Prêmio Estadão, 1999, p.12-3 (com adaptações). A partir da interpretação do texto acima, assinale a opção correta a respeito dos processos de aquisição de língua materna. d) Tanto o domínio da língua materna quanto o de códigos visuais decorrem da inserção do sujeito da linguagem em mundos simbólicos, em uma interação em que a fala do outro imprime significados à própria fala. Comentário: A resposta correta é a D: “(...) o domínio da língua materna (...) decorre da inserção do sujeito na linguagem... em uma interação em qu e a fala do outro imprime significados à própria fala.” Dentre as teorias de aquisição da linguagem reconhecidas atualmente tem os a abordagem sociointeracionista – ou simplesmente interacionista (nome mais conhecido no Brasil: Cláudia de Lemos). Nessa visão, a linguagem emerge no ambiente. A criança insere-se na linguagem pela interação social; as regras gramaticais podem se desenvolver a partir de associações, de ‘especularidade’ dentro do contexto social. A fala dirigida à criança pelos adultos – mãe, pai, cuidadores - é importante, visa facilitar o desenvolvimento da linguagem; talvez seja até mesmo necessária, exigida, para esse desenvolvimento. O ambiente linguístico é restringido por fatores que favorecem a aquisição da linguagem, para fornecer às crianças as experiências linguísticas necessárias. É enfatizado o papel do ambiente na produção da estrutura da linguagem. 3. Oito Anos “Por que você é Flamengo E meu pai Botafogo O que significa "Impávido colosso"? Por que os ossos doem enquanto a gente dorme Por que os dentes caem Por onde os filhos saem Por que os dedos murcham quando estou no banho Por que as ruas enchem quando está chovendo Quanto é mil trilhões vezes infinito Quem é Jesus Cristo Onde estão meus primos Well, well, well Gabriel (...)”. (Paula Toller/Dunga. CD Partimpim, de Adriana Calcanhoto, São Paulo, 2004) Julgue as seguintes proposições: I. Pode-se dizer que se trata de um conjunto de frases interrogativas sem ligação entre si, configurando então um texto desprovido de coerência. II. Embora o texto apresente uma série de interrogações aparentemente sem ligação entre si, existem nele elementos linguísticos que nos permitem construir a coerência textual. III. A letra da canção é constituída por uma “lista” das perguntas que um filho faz para a mãe, e a sequenciação de perguntas aparentemente desconexas, na verdade, explicita o grande número de questionamentos que povoam o imaginário infantil. IV. A ausência de elementos sintáticos, como conectivos, prejudica a construção de sentidos do texto. b) Apenas II e III estão corretas. 4. ENEM 2013 Gripado, penso entre espirros em como a palavra gripe nos chegou após uma série de contágios entre línguas. Partiu da Itália em 1743 a epidemia de gripe que disseminou pela Europa, além do vírus propriamente dito, dois vocábulos virais: o italiano influenza e o francês grippe. O primeiro era um termo derivado do latim medieval influentia, que significava “influência dos astros sobre os homens”. O segundo era apenas a forma nominal do verbo gripper, isto é, “agarrar”. Supõe-se que fizesse referência ao modo violento como o vírus se apossa do organismo infectado. RODRIGUES. S. Sobre palavras. Veja, São Paulo, 30 nov. 2011. Para se entender o trecho como uma unidade de sentido, é preciso que o leitor reconheça a ligação entre seus elementos. Nesse texto, a coesão é construída predominantemente pela retomada de um termo por outro e pelo uso da elipse. O fragmento do texto em que há coesão por elipse do sujeito é: e) “Supõe-se que fizesse referência ao modo violento como o vírus se apossa do organismo infectado.” resolução É o fragmento da opção E que exemplifica a coesão textual pela elipse do sujeito. A forma verbal “fizesse” tem seu sujeito oculto, fazendo referência ao vocábulo viral grippe, que significa agarrar. Caso o fragmento fosse reescrito com o sujeito explícito, teríamos: “Supõe-se que o vocábulo gripe fizesse referência ao modo violento como o vírus se apossa do organismo infectado.” 5. Sobre as linguagens verbal e não verbal, é INCORRETO afirmar que: a) A linguagem verbal utiliza qualquer código para se expressar, enquanto a linguagem não verbal faz uso apenas das imagens e símbolos. 6. UERJ 2016/2 O FUTURO ERA LINDO [1] A informação seria livre. Todo o saber do mundo seria compartilhado, bem como a música, o cinema, a literatura e a ciência. O custo seria zero. O espaço seria infinito. A velocidade, estonteante. A solidariedade e a colaboração seriam os valores supremos. A criatividade, o único poder verdadeiro. O bem triunfaria sobre os males do capitalismo. O sistema de representação [5] se tornaria obsoleto. Todos os seres humanos teriam oportunidades iguais em qualquer lugar do planeta. Todos seriam empreendedores e inventivos. Todos poderiam se expressar livremente. Censura, nunca mais. As fronteiras deixariam de existir. As distâncias se tornariam irrelevantes. O inimaginável seria possível. O sonho, qualquer sonho, poderia se tornar realidade. Livre, grátis, inovador, coletivo, palavras-chave do novo mundo que a internet inaugurou. Por [10] anos esquecemos que a internet foi uma invenção militar, criada para manter o poder de quem já o tinha. Por anos fingimos que transformar produtos físicos em produtos virtuais era algo ecologicamente correto, esquecendo que a fabricação de computadores e celulares, com a obsolescência embutida em seu DNA, demanda o consumo de quantidades vexatórias de combustíveis fósseis, de produtos químicos e de água, sem falar no volume assombroso de lixo [15] não reciclado em que resultam, incluindo lixo tóxico. Ninguém imaginou que o poder e o dinheiro se tornariam tão concentrados em megahipercorporações norte-americanas comoo Google, que iriam destruir para sempre tantas indústrias e atividades em tão pouco tempo. Ninguém previu que os mesmos Estados Unidos, graças às maravilhas da internet sempre tão aberta e juvenil, se consolidariam como [20] os maiores espiões do mundo, humilhando potências como a Alemanha e também o Brasil, impondo os métodos de sua inteligência militar sobre a população mundial, e guiando ao arrepio da justiça os bebês engenheiros nota dez em matemática mas ignorantes completos em matéria de ética, política e em boas maneiras. Ninguém previu a febre das notícias inventadas, a civilização de perfis falsos, as enxurradas de [25] vírus, os arrastões de números de cartão de crédito, a empulhação dos resultados numéricos falseados por robôs ou gerados por trabalhadores mal pagos em países do terceiro mundo, o fim da privacidade, o terrorismo eletrônico, inclusive de Estado. Marion Strecker Adaptado de Folha de São Paulo, 29/07/2014. Ninguém imaginou (l. 16) Ninguém previu (l. 18-24) A repetição do vocábulo ninguém, nos dois últimos parágrafos do texto, reforça o seguinte sentido: c) dimensão do otimismo ingênuo 7. ENEM 2017 PROPAGANDA O exame dos textos e mensagens de Propaganda revela que ela apresenta posições parciais, que refletem apenas o pensamento de uma minoria, como se exprimissem, em vez disso, a convicção de uma população; trata-se, no fundo, de convencer o ouvinte ou o leitor de que, em termos de opinião, está fora do caminho certo, e de induzi-lo a aderir às teses que lhes são apresentadas, por um mecanismo bem conhecido da psicologia social, o do conformismo induzido por pressões do grupo sobre o indivíduo isolado. BOBBIO, N.; MATTEUCCI, N.; PASQUINO, G. Dicionário de política, Brasília: UnB, 1998 (adaptado). De acordo com o texto, as estratégias argumentativas e o uso da linguagem na produção da propaganda favorecem a: c) imposição das ideias e posições de grupos específicos. Solução Para resolver essa questão precisamos entender o efeito manada. Este é um fenômeno biológico em que os indivíduos de uma espécie tendem a seguir o comportamento dos outros. É o famoso “maria vai com as outras”. O trecho nos mostra que a propaganda tenta se utilizar do efeito manada. O objetivo da propaganda é fazer com que todo mundo se sinta obrigado a seguir o grupo e comprar o produto. Porém o objetivo da propaganda não é simplesmente fazer com que as pessoas sigam a manada (isso vai acontecer de qualquer jeito, porque é um fenômeno biológico), o objetivo é fazer com que a opinião de uma minoria passe a ser a opinião da maioria, ou induzir as pessoas a aderir às teses da propaganda, e assim fazer toda a manada a aderir à tese. Veja os trechos sobre a propaganda: - apresenta posições parciais, que refletem apenas o pensamento de uma minoria - induzi-lo (ouvinte ou leitor) a aderir às teses que lhes são apresentadas Assim, fica claro que a propaganda busca impor uma ideia e uma posição sobre os leitores ou ouvintes. O efeito manada existe de maneira independente e só vai ajudar a espalhar a mensagem da propaganda. DISCURSIVAS 1. ENADE 2011 - LETRAS Nas expressões plásticas, todas as partes estão presentes constantemente, ao passo que, no poema, temos que recorrer a formações ou imagens retidas pela memória. Todavia, não nos podemos valer das diferenças reais, cujas distâncias têm sido bastante atenuadas pelas duas artes ao longo da história, para desgurar procedimentos sutis, mas verdadeiros, existentes numa e noutra arte.GONÇALVES, A. J. Laokoon revisitado: relações homológicas entre texto e imagem. São Paulo: EDUSP, 1984, p. 80 (com adaptações). Considerando esse excerto, redija um texto dissertativo estabelecendo pontos de aproximação e distanciamento entre duas obras reproduzidas abaixo. Em seu texto, aborde aspectos temáticos e da tipologia textual que caracterizem o movimento artístico a que pertencem essas obras. Revelação do Subúrbio Quando vou para Minas, gosto de car de pé contra a vidraça do carro, vendo o subúrbio passar. O subúrbio todo se condensa para ser visto depressa, com medo de não repararmos sucientemente em suas luzes que mal têm tempo de brilhar. A noite logo come o subúrbio e logo o devolve, ele reage, luta, se esforça, até que vem o campo onde pela manhã repontam laranjais e à noite só existe a tristeza do Brasil. ANDRADE, C. D. Reunião: 10 livros de poesia de Carlos Drummond de Andrade. 7.ed. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1976, p. 56-7. Pueblito (Morro Da Favela II) AMARAL, T. Pueblito (Morro da Favela II), 1945. Disponível em: https://virusdaarte.net/tarsila-do-amaral-morro-da-favela/ Acesso em: 19 ABR. 2021 RESPOSTA: Em relação aos aspectos temáticos destaco a inserção de pessoas comuns; a inserção do cotidiano das pessoas comuns; a passagem do tempo como característica fundamental da arte moderna; “a tristeza do Brasil”, de Drummond, por oposição ao “céu https://virusdaarte.net/tarsila-do-amaral-morro-da-favela/ solar do Brasil”, de Tarsila, que também está nas roupas das pessoas do Pueblito a leitura do Brasil, sua gente, seus hábitos; o desenho da formação irregular de nossas cidades; um desenho da cidade ainda muito próximo de um imaginário rural, do campo. Já em relação a tipologia textual destaco a linguagem verbal e não-verbal; a liberdade e simplicidade formal; verso livre e irregular; traços e formas pictóricas simples, sem detalhes e rebuscamentos; vocabulário cotidiano, coloquial. O que caracteriza ambas as obras como pertencentes ao Modernismo. O Morro da Favela, obra da pintora brasileira Tarsila do Amaral, faz parte de sua Fase Pau-Brasil, quando a artista mostra uma grande exuberância de cores em seu trabalho. Tarsila pinta uma favela (o nome correto hoje é aglomerado) com suas casinhas coloridas em meio a coqueiros, cactos e outros tipos de vegetação. Vejamos as personagens vistas na pintura: uma mulher negra com sua saia azul e blusa branca; um homem negro também usando as mesmas cores em sua vestimenta; uma mulher de vestido cor de rosa na porta de uma casinha pintada de azul em frente a um varal de roupas; uma garota subindo o morro; duas crianças paradas no chão de terra batida; dois animais fazem parte da cena: um cachorro farejando o chão e uma ave parecida com um pato. À época a população pobre foi obrigada a ceder seu lugar na cidade para a revitalização dos centros. Essas pessoas foram empurradas para os morros, vivendo ali como marginais, sem direito as benesses do progresso presente nas partes ricas da cidade. Apesar de sua denúncia, o quadro da artista mostra beleza, tranquilidade e harmonia. A magia das cores presentes na tela transforma a favela num lugar idílico, como tudo que Tarsila retratava com seus pincéis. 2. ENADE 2011 - LETRAS A Educação a Distância (EaD) é a modalidade de ensino que permite que a comunicação e a construção do conhecimento entre os usuários envolvidos possam acontecer em locais e tempos distintos. São necessárias tecnologias cada vez mais sofisticadas para essa modalidade de ensino não presencial, com vistas à crescente necessidade de uma pedagogia que se desenvolva por meio de novas relações de ensino-aprendizagem. O Censo da Educação Superior de 2009, realizado pelo MEC/INEP, aponta para o aumento expressivo do número de matrículas nessa modalidade. Entre 2004 e 2009, a participação da EaD na Educação Superior passou de 1,4% para 14,1%, totalizando 838 mil matrículas, das quais 50% em cursos de licenciatura. Levantamentos apontam ainda que 37% dos estudantes de EaD estão na pós-graduação e que 42% estão fora do seu estado de origem. Considerando as informações acima, enumere três vantagens de um curso a distância, justificando brevemente cada uma delas. Padrão de resposta O estudante deve ser capaz de apontar algumas vantagens dentre as seguintes, quanto à modalidade EaD: (i) flexibilidade de horário e de local, pois o aluno estabelece o seu ritmo de estudo; (ii) valor do curso, em geral, é mais baixoque do ensino presencial; (iii) capilaridade ou possibilidade de acesso em locais não atendidos pelo ensino presencial; (iv) democratização de acesso à educação, pois atende a um público maior e mais variado que os cursos presenciais; além de contribuir para o desenvolvimento local e regional; (v) troca de experiência e conhecimento entre os participantes, sobretudo quando dificilmente de forma presencial isso seria possível (exemplo, de pontos geográficos longínquos); (vi) incentivo à educação permanente em virtude da significativa diversidade de cursos e de níveis de ensino; (vii) inclusão digital,permitindo a familiarização com as mais diversas tecnologias; (viii) aperfeiçoamento/formação pessoal e profissional de pessoas que, por distintos motivos, não poderiam frequentar as escolas regulares; (ix) formação/qualificação/habilitação de professores, suprindo demandas em vastas áreas do país; (x) inclusão de pessoas com comprometimento motor reduzindo os deslocamentos diários.