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Esterilização 
Processo de destruição e/ou remoção de todas as formas de 
vida de um objeto ou material, inclui os endósporos que são as 
formas mais resistentes de vida. É um processo absoluto, não 
havendo graus de esterilização. Os métodos de 
esterilização podem ser divididos em: 
 Físicos: (calor, filtração e radiação). 
 
 Químicos: (compostos fenólicos, clorexidina, 
halogênios, álcoois, peróxidos, óxido de etileno, 
formaldeído, glutaraldeído e ácido peracético). 
 
Pré-requisitos 
- Instrumental efetivamente limpo; 
- Abertura dos instrumentais com articulações; 
- Tesouras semiabertas e protegidas com gazes; 
- Escolha do invólucro. 
 
Aspectos que interferem na esterilização 
- Quantidade de matéria orgânica presente; 
- Material com estrutura diferente do original; 
- Artigos diferentes em tamanho e material na mesma carga; 
- Ranhuras e dobradiças no material; 
- Local de difícil acesso e pontos frios. 
 
ESTUFA – Calor Seco 
 
- Usada para produtos que são danificados pela umidade da 
autoclave. 
- Atua nos microrganismos através da oxidação. 
- Não é possível esterilizar materiais plásticos ou outros materiais 
termosensíveis, assim como não é recomendável esterilizar 
roupas, papel, nem instrumentos metálicos cortantes. 
 
Temperatura: Entre 160° e 170° por 2 horas. 
 
 
 
Sugestão de armazenamento para materiais esterilizados 
 
- Manuseio o mínimo possível os pacotes esterilizados; 
- Guarde-o em gavetas, prateleiras fechadas ou caixas 
plásticas; 
- Não sobrecarregue os compartimentos para um pacote não 
danificar o outro; 
- Proteja as pontas dos instrumentos; 
- Estabeleça critérios para guarda colocando sempre o 
material esterilizado mais novo em uma posição mais remota, 
para facilitar que o material esterilizado mais antigo seja 
utilizado em primeiro lugar. 
- Lembre-se de colocar a data da esterilização e o prazo de 
validade; 
- Separe os pacotes com embalagem secundária com maior 
prazo de validade; 
- Coloque na posição de aceso mais fácil os kits que são 
utilizados com maior frequência. 
 
AUTOCLAVE – Calor Úmido 
 
• É um dispositivo selado que elimina microrganismos 
usando vapor saturado sob pressão. 
• O uso de calor úmido facilita a eliminação de todos 
os microrganismos, incluindo endósporos resistentes 
ao calor, que é obtido aquecendo os materiais dentro 
do dispositivo a temperaturas acima do ponto de 
ebulição da água. 
• O nível de reservatório de água deve ser controlado 
duas vezes ao dia e deve ser utilizada 70% da sua 
capacidade. 
• É um método que reúne mais vantagens, maior 
segurança, menor dano aos materiais e menor tempo 
dispendido. 
• A desvantagem é a impossibilidade de esterilização 
de materiais termosensíveis ou não resistentes ao 
calor, como materiais plásticos delicados, por 
exemplo. 
• Ciclos: 15 min. a 134° / 30 min. a 121° 
 
• Todos os materiais devem ser esterilizados dentro de 
pacotes pequenos. Os pacotes devem ser colocados 
dentro da autoclave deixando espaços entre eles, 
permitindo a circulação do vapor. 
• As embalagens de papel cirúrgico e papel crepado 
são descartáveis. 
• Os campos de pano devem ser lavados após cada 
utilização, permitindo abertura das fibras do tecido. 
• A esterilização deve ser repetida se o pacote estiver 
danificado (rasgado, furado, aberto), se apresentar 
umidade ou gotículas aparentes de água, ou se o 
marcador físico não estiver com a cor alterada. 
• A água utilizada no reservatório deve ser filtrada ou 
destilada. A qualidade de água e do vapor interferem 
na conservação e durabilidade dos instrumentais, 
podendo ocasionar manchas e corrosão. 
 
 
Obs. O calor úmido é muito mais eficiente que o calor 
seco para destruir os microrganismos. Ele causa a 
desnaturação de proteínas vitais como as enzimas. Já 
o calor seco causa a oxidação dos constituintes 
orgânicos da célula. 
 
 
 
 
Vidrarias 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Lavagem de Materiais 
 
A primeira etapa para uma limpeza correta dos 
materiais de laboratório é identificar quais as substâncias 
que foram usadas nos instrumentos. Este cuidado é 
essencial, visto que existem métodos, produtos e tipos de 
limpezas específicos para soluções químicas comuns ou 
orgânicas. 
 
Soluções químicas comuns 
A forma de limpar os materiais irá depender do tipo de 
substância, para soluções solúveis é indicado realizar a 
limpeza com água deionizada de três a quatro vezes e 
logo após deixar o vidro secando antes de guardá-lo ou 
reutilizá-lo. 
Para soluções insolúveis o procedimento é semelhante, 
porém se necessário é adequado que se utilize 
solventes; vidrarias utilizadas para análises de ácidos e 
bases fortes, é apropriado que a limpeza seja realizada 
de três a quatro vezes sob um exaustor e em água 
corrente abundante; em casos de bases e ácidos 
fracos, a limpeza precisa ser feita com água deionizada. 
 
Vidrarias especiais 
Nos casos que a vidraria foi utilizada com substâncias 
químicas orgânicas, estas devem ser lavadas com o 
solvente adequado, além de que a higienização deve 
ser feita com água deionizada (para solúveis em água) 
e etanol (solúveis em etanol). Na hipótese de haver 
necessidade de esfregar a vidraria deve ser 
utilizada escovas adequadas para limpeza com água 
quente e sabão. 
Dependendo do produto químico utilizado em balões 
volumétricos e pipetas laboratoriais é recomendado 
deixar estas de molho de um dia para outro e após esse 
período esfregá-las com escovas adequadas como as 
da Weinberger, com formato ideal para vidrarias. 
Em qualquer hipótese evite secar as vidrarias de 
laboratório com pano, toalha ou secador de ar. Este tipo 
de ação pode deixar impurezas e pequenas fibras 
grudadas nos materiais e influenciar nas medições e 
resultados. Caso precise utilizar a vidraria com urgência, 
lave ela com acetona, este produto químico acelera a 
secagem natural. 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://www.weinberger.com.br/segmento/escovas-para-laboratorios/
http://www.weinberger.com.br/

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