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PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO NA EDUCAÇÃO BÁSICA 
 
 
 2 
 
 
 
 
 
Faculdade de Minas 
 
Sumário 
PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO NA EDUCAÇÃO BÁSICA 1 
NOSSA HISTÓRIA 3 
INTRODUÇÃO 4 
PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 5 
A IMPORTÂNCIA DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO NA ESCOLA 8 
ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO
 12 
ESTRATÉGIAS DE MOBILIZAÇÃO DA COMUNIDADE ESCOLAR PARA A 
CONSTRUÇÃO DO PPP 14 
ELABORAÇÃO DO PPP 17 
DEFINIÇÃO DE UM MARCO REFERENCIAL ORIENTADOR DO PPP 21 
ELABORANDO UM DIAGNÓSTICO OU CONHECENDO A REALIDADE DA 
ESCOLA 26 
ELABORAÇÃO DE UM PLANO DE AÇÃO 34 
CONCLUSÃO 38 
REFERENCIA 39 
 
 
 
 
 
 
file:///W:/GESTÃO/GESTÃO%20EDUCACIONAL-%20DIREÇÃO,%20COORDENAÇÃO%20E%20SUPERVISÃO/PROJETO%20POLÍTICO%20PEDAGÓGICO%20NA%20EDUCAÇÃO%20BÁSICA/PROJETO%20POLÍTICO%20PEDAGÓGICO%20NA%20EDUCAÇÃO%20BÁSICA.docx%23_Toc115159366
 3 
 
 
 
 
 
Faculdade de Minas 
 
NOSSA HISTÓRIA 
 
 
A nossa história inicia-se com a ideia visionária e da realização do sonho de 
um grupo de empresários na busca de atender à crescente demanda de cursos de 
Graduação e Pós-Graduação. E assim foi criado o Instituto, como uma entidade 
capaz de oferecer serviços educacionais em nível superior. 
O Instituto tem como objetivo formar cidadão nas diferentes áreas de 
conhecimento, aptos para a inserção em diversos setores profissionais e para a 
participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e assim, colaborar na sua 
formação continuada. Também promover a divulgação de conhecimentos 
científicos, técnicos e culturais, que constituem patrimônio da humanidade, 
transmitindo e propagando os saberes através do ensino, utilizando-se de 
publicações e/ou outras normas de comunicação. 
Tem como missão oferecer qualidade de ensino, conhecimento e cultura, de 
forma confiável e eficiente, para que o aluno tenha oportunidade de construir uma 
base profissional e ética, primando sempre pela inovação tecnológica, excelência no 
atendimento e valor do serviço oferecido. E dessa forma, conquistar o espaço de 
uma das instituições modelo no país na oferta de cursos de qualidade. 
 
 
 
 
 
 
 4 
 
 
 
 
 
Faculdade de Minas 
INTRODUÇÃO 
 
O Projeto Político-Pedagógico (PPP) é uma ferramenta primordial na 
organização e no direcionamento do ano letivo. Administrar uma instituição escolar 
requer conhecimento, tempo, colaboração e planejamento de uma série de pessoas 
envolvidas com o ambiente educacional. 
Em termos gerais, trata-se de um documento que norteia as bases de ações 
da instituição. Ele assumirá as diretrizes da instituição como compromisso de gestão 
escolar participativa. Esse documento tem uma longa história. Simultaneamente, 
tem comprovada importância para o bom desenvolvimento das diretrizes de 
educação. 
A partir da década de 1980 o Fórum Nacional em Defesa da Escola Pública 
iniciou um processo que pudesse instituir uma gestão democrática no ensino. Isto 
proporcionou uma autonomia escolar. Além de ter gerado diversas consequências 
positivas, como a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), em 1996. 
De acordo com os artigos 12 a 14 da LDB, a escola tem autonomia para 
determinar qual será o seu PPP e a estrutura que será seguida. O documento é 
encaminhado posteriormente para a secretaria de ensino e deverá ser revisado pela 
instituição de ano em ano. 
O nome se refere aos planos de ações futuros que a escola pretende 
executar quanto às situações apresentadas, seja em curto, médio ou longo prazo. 
Outro ponto são as diretrizes políticas, partindo do princípio que o ambiente forma 
cidadãos conscientes de suas responsabilidades. E por fim com a parte acadêmica, 
mostrando quais serão os recursos necessários para suprir essa demanda. 
 
 
 
 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm
 5 
 
 
 
 
 
Faculdade de Minas 
PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 
 
 
 Considerando o Projeto Político Pedagógico essencial para o bom 
funcionamento da escola, faremos uma abordagem teórica acerca do tema, que 
diante dos desafios da pós-modernidade é considerado pertinente a todos os 
envolvidos no processo educacional. 
O Projeto Político Pedagógico é antes de tudo a expressão de autonomia da 
escola no sentido de formular e executar sua proposta de trabalho. É um documento 
juridicamente reconhecido, que norteia e encaminha as atividades desenvolvidas no 
espaço escolar e tem como objetivo central identificar e solucionar problemas que 
interferem no processo ensino aprendizagem. Esse projeto está voltado diretamente 
para o que a escola tem de mais importante “o educando” e para aquilo que os 
educandos e toda a comunidade esperam da escola – uma boa aprendizagem. 
O Projeto Político Pedagógico é um caminho traçado coletivamente, o qual se 
deseja enveredar para alcançar um determinado objetivo. Deste modo, ele deve 
existir antes de tudo porque define-se como ação que é anteriormente pensada, 
idealizada. É tudo aquilo que se quer em torno de perspectiva educacional: a 
melhoria da qualidade do ensino através de reestruturação da proposta curricular da 
escola, de ações efetivas que priorize a qualificação profissional do educador, do 
compromisso em oportunizar ao educando um ensino voltado para o exercício da 
cidadania, etc. É através de sua existência que a escola registra sua história, pois é 
 6 
 
 
 
 
 
Faculdade de Minas 
conhecido como “um conjunto de diretrizes e estratégias que expressam e orientam 
a prática político-pedagógica de uma escola”. 
 É um processo inacabado, portanto contínuo, que vai se construindo ao 
longo do percurso de cada instituição de ensino. O projeto se dá de forma coletiva, 
onde todos os personagens direta ou indiretamente, pais, professores, alunos, 
funcionários, corpo técnico-administrativo são responsáveis pelo seu êxito. Assim, 
sua eficiência depende, em parte, do compromisso dos envolvidos em executá-lo. 
 
 
Veiga (2001), define o Projeto Político Pedagógico assim: Etimologicamente o 
termo projeto - projetare – significa prever, antecipar, projetar o futuro, lançar-se 
para frente. A partir desse entendimento, construímos um projeto quando temos 
uma demanda para tal, quando temos um problema. Assim, falar de projeto é 
pensar na utopia não como o lugar do impossível, mas como o possível de ser 
realizado e não apenas do imaginário e desmedido como apresenta inicialmente. O 
desejo de mudança, a possibilidade real de existir, é um instrumento de trabalho 
que mostra o que vai ser feito, quando, de que maneira, por quem para chegar a 
que resultados. Além disso, explicita uma filosofia e harmoniza as diretrizes da 
educação nacional com a realidade da escola, traduzindo sua autonomia e definindo 
seu compromisso com a clientela. É a valorização da identidade da escola e um 
 7 
 
 
 
 
 
Faculdade de Minas 
chamamento à responsabilidade dos agentes com as racionalidades interna e 
externa. Esta ideia implica a necessidade de uma relação contratual, isto é, o 
projeto deve ser aceito por todos os envolvidos, daí a importância de que seja 
elaborado participativa e democraticamente. (p.110) 5 
O projeto é político por estar introjetado num espaço de sucessivas 
discussões e decisões, pois o exercício de nossas ações está sempre permeado de 
relações que envolvem debates, sugestões, opiniões, sejam elas contra ou a favor. 
A participação de todos os envolvidos no Projeto Político Pedagógico da escola, as 
resistências, os conflitos, as divergências são atos extremamente políticos. Logo, 
concordamos com Aristóteles, quando afirma que “todo ato humano é um ato 
político”. O projetoé pedagógico por implicar em situações específicas do campo 
educacional, por tratar de questões referentes à prática docente, do ensino 
aprendizagem, da atuação e participação dos pais nesse contexto educativo, enfim, 
de todas as ações que expressam o compromisso com a melhoria da qualidade do 
ensino. 
A dimensão política, a forma social é a forma coletiva, na qual alunos, 
professores, supervisores, orientadores, funcionários e responsáveis por alunos 
discutem o Projeto Político Pedagógico. Todos nós planejamos nosso dia-a-dia, 
sistematicamente ou não. É através das discussões e das necessidades individuais, 
tornadas coletivas, que o Projeto Político Pedagógico passa a ser desenhado na 
cabeça das pessoas. Ao referir-se a essas dimensões política e pedagógica do 
Projeto, encontramos em Marques apud Silva (2000), apoio, quando expressa: O 
projeto político pedagógico tem um caráter dinâmico e não acontece porque assim 
desejam os administradores, mas porque nos preocupamos com o destino das 
nossas crianças, da escola e da sociedade e ansiamos por mudanças. 
 
 
 
 8 
 
 
 
 
 
Faculdade de Minas 
 
 
 A IMPORTÂNCIA DO PROJETO POLÍTICO 
PEDAGÓGICO NA ESCOLA 
 
 
 A construção do Projeto Político Pedagógico surge a partir da necessidade 
de organizar e planejar a vida escolar, quando o improviso, as ações espontâneas e 
casuais acabam por desperdiçar tempo e recursos, os quais já são irrisórios. Sendo 
o Projeto Político Pedagógico a marca original da escola, ele pode propor oferta de 
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Faculdade de Minas 
uma educação de qualidade, definindo ou aprimorando seu modelo de avaliação 
levando em consideração os principais problemas que interferem no bom 
desempenho dos alunos; estabelecer e aperfeiçoar o currículo voltado para o 
contexto sociocultural dos educandos; apontar metas de trabalho referentes à 
situação pedagógica, principalmente no que se refere às experiências com 
metodologias criativas e alternativas. Em função disso, é que se considera 
importante estruturar os princípios que norteiam as práticas educacionais. 
 O projeto deve ser construído tendo por base tarefas simples, passíveis de 
serem executadas no dia a dia da escola. Mas ele não dispensa o planejamento 
cuidadoso, a imaginação criadora e o espírito de equipe. 
Entretanto, o mais importante para a escola, não é apenas construir um 
Projeto Político Pedagógico, mas o fazer educativo, a sua aplicabilidade. Não se 
realiza o Projeto Político Pedagógico somente porque os órgãos superiores o 
solicitam à escola, mas porque a comunidade escolar dá um basta à mesmice, à 
organização burocrática, à condução autoritária e centralizadora das decisões. 
Mas, sabemos que não é uma tarefa fácil, o processo exige ruptura, 
continuidade, sequência, interligação, do antes, do durante e do depois, é um 7 
avançar continuado. São mudanças que muitas vezes não são bem aceitas pela 
comunidade escolar, porque dá ideia de mais trabalho, mais tempo, mais custos, daí 
o porquê da resistência de alguns. Referindo-se a essa ideia, exprime Gadotti e 
Demo (1998), comenta que o Projeto Político Pedagógico é como um farol de 
mudanças, pois define pontos importantes para a educação básica como “A 
instrumentalização pública mais efetiva da cidadania e da mudança qualitativa na 
sociedade e na economia”. Para ele, esses aspectos são primordiais no sentido de 
oportunizar a formação do sujeito competente e viabilizar uma educação centrada 
na construção da qualidade, considerando que a escola é um espaço adequado 
onde se processa a capacidade de manejar e produzir conhecimento, pois dela se 
espera construir o conhecimento, em vez de apenas reproduzir. 
 
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Faculdade de Minas 
 
O Projeto Político Pedagógico é um meio eficaz para a superação da ação 
fragmentada tanto na educação quanto na escola, motivando e reanimando o ânimo 
de toda a comunidade escolar, onde cada um tenha o sentido da pertença, 
sentindo-se corresponsáveis pelo crescimento e pela melhoria do ensino. O 
compromisso do professor é grande, podendo contribuir para que a escola seja um 
lugar de crescimento e humanização. Assim, é importante primar pela sua 
atualização constante, buscando referências e apoios didáticos que servirão de 
subsídios para inovar sua prática docente; trabalhar coletivamente, priorizar espaço 
onde possa vivenciar e fazer troca de experiências, revisando sempre sua 
formação. Ao elaborar e executar o seu PPP a escola deverá destacar: 
Os fins e objetivos do trabalho pedagógico, buscando a garantia da igualdade 
de tratamento, do respeito às diferenças, da qualidade do atendimento e da 
liberdade de expressão 
; • A concepção de criança, jovem e adulto, seu desenvolvimento e 
aprendizagem; 
• As características da população a ser atendida e da comunidade na qual se 
insere; • O regime de funcionamento; 
• A descrição do espaço físico, das instalações e dos equipamentos; 
• A relação de profissionais, especificando cargos, funções, habilitação e 
níveis de formação; 
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Faculdade de Minas 
 • Os parâmetros de organização de grupos e relação professor/ aluno; 
 • A organização do cotidiano de trabalho com as crianças, jovens e adultos; 
 • A proposta de articulação da escola com a família e a comunidade; 
• O processo de avaliação, explicitando suas práticas, instrumentos e 
registros; 
• O processo de planejamento geral. 
 • Trazer anexos como: a Matriz Curricular vigente e Projetos Especiais a serem 
desenvolvidos. 
 
 
 
O PPP e o Regimento Escolar das unidades escolares deverão estar : • 
consonantes com as leis vigentes ( Lei 9394/96;11.274/06; Estatuto da Criança e do 
Adolescente,Resoluções do CME 002/98; 03/99 e 06/99;Diretrizes Nacionais para a 
Educação Infantil , para o Ensino Fundamental de Nove Anos, a Educação de 
Jovens e Adultos - EJA,Diretrizes Municipais para a Inclusão da História e Cultura 
Afro Brasileira e Africana no Sistema Municipal de Ensino de Salvador, Lei 10639/03 
e as Diretrizes Municipais do Meio Ambiente. • disponíveis para a comunidade 
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Faculdade de Minas 
escolar , as autoridades competentes e para os pais dos alunos interessados em 
conhecer os documentos. 
 
ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PROJETO 
POLÍTICO PEDAGÓGICO 
 
 
1. Apresentação ou Introdução ( nela devem constar dados sobre o espaço 
físico, instalações e equipamentos, relação de recursos humanos, especificando 
cargos e funções; habilitações e níveis de escolaridade de cada profissional que 
presta serviço na instituição. 
2. Breve histórico da unidade escolar 
3. Eixo norteador da escola ( é o que a diferencia das demais, a sua 
identidade e função no meio social onde está inserida ). 
4. Valores e Missão da escola 
5. O que queremos? ( marco doutrinal).É a busca de um posicionamento: 
••• Político - visão ideal de sociedade e de homem 
 ••• Pedagógico – definição sobre a ação educativa e sobre as características 
que deve ter a instituição que planeja. 
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Faculdade de Minas 
Ou seja: 
- os princípios 
 - as teorias de aprendizagem 
- o sistema de avaliação 
 
 
6. O que somos? (marco situacional) O diagnóstico da realidade da escola. É 
a busca das necessidades a partir da análise da realidade e/ou juízo sobre a 
realidade da escola ,comparação com o que se deseja ser). 7. O que faremos? 
(marco operativo) Programação do que deve ser feito concretamente para suprir as 
faltas. É a proposta de ação. Que mediações (conteúdos, metodologias e recursos ) 
serão necessários para diminuir a distância entre o que vem sendoa instituição e o 
que deverá ser. Ou seja, a Proposta Curricular - organização da escola - 
organização do trabalho - processos de avaliação 
A proposta curricular deve estar diretamente relacionada aos pressupostos 
teóricos estabelecidos pela instituição, sem perder o foco nos objetivos, conteúdos e 
avaliação por segmento e área de conhecimento. 
8. Anexos 
 - matriz curricular 
 -marcos de aprendizagem 
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Faculdade de Minas 
-projetos especiais -outros 
 
ESTRATÉGIAS DE MOBILIZAÇÃO DA COMUNIDADE 
ESCOLAR PARA A CONSTRUÇÃO DO PPP 
 
 
 
Para mobilizarmos a comunidade escolar para a construção coletiva do PPP 
é necessária a utilização de um conjunto de ações articuladas entre si, o que 
significa a necessidade de uma vinculação estreita entre objetivos da mobilização e 
meios usados para tal fim. 
O coletivo de organização da mobilização para a construção do PPP na 
escola deve procurar planejar sua ação com base em algumas referências: 
 * qual a melhor maneira de mobilizarmos as famílias? Os estudantes? E os 
“pequenos” estudantes? Os funcionários? E os professores? 
 * qual a melhor forma de comunicação a ser utilizada? * qual o conteúdo 
dessa comunicação? 
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Faculdade de Minas 
 * poderemos usar a mesma estratégia para todos os segmentos da 
comunidade escolar? 
 * que recursos iremos utilizar? A escola dispõe desses recursos? 
* a campanha de mobilização durará quanto tempo? 
 * envolverá outros segmentos organizados da comunidade do entorno da 
escola? 
Mobilizar, como anteriormente já apresentamos, implica conjugar 
multiplicidades em torno de um objetivo comum. Implica também a difícil tarefa de 
negociar, buscar concordâncias, o que não significa, por sua vez, anular diferenças. 
Nesse sentido, pode facilitar o trabalho de mobilização se esse for coordenado por 
12 um coletivo – representantes dos professores, de estudantes (grêmio ou colegas 
indicados), representantes das famílias. Outra sugestão, nas escolas em que houver 
conselho escolar atuante que possa se responsabilizar ou colaborar na 
coordenação dessa tarefa, a presença dos diferentes segmentos da comunidade 
escolar pode facilitar na escolha das melhores estratégias para se chegar a cada 
um deles. 
 
➢ Algumas estratégias para a mobilização da comunidade escolar: 
 
 
 
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Faculdade de Minas 
• elaboração de um livreto ou jornal (com imagens e diálogos) sobre o 
PPP, sua importância para a escola e necessidade da participação de 
todos (pode-se, por exemplo, mobilizar estudantes para sua 
elaboração) • elaboração de carta-convite, com explicações sobre o 
PPP • “panfletagem” na escola, mobilizando para um dia de 
discussões sobre o PPP • Dia de Mobilização para a construção do 
PPP da escola • promoção de palestras, seminários de troca de 
experiências com outras unidades escolares que estejam ou já tenham 
elaborado seu PPP • utilização de meios virtuais para divulgação da 
mobilização, especialmente entre os estudantes • criação de canais 
virtuais, espaços de discussão e jornal voltados para os estudantes • 
divulgação por meio de jornais comunitários, associação de moradores 
ou outros espaços • debates em salas de aula, organização de 
atividades culturais centradas na discussão sobre a importância da 
participação da comunidade na construção do PPP. 
 
As sugestões acima são algumas possibilidades; cada escola, de acordo com 
sua “cultura local”, deve definir quais caminhos utilizará para chamar a comunidade 
escolar para participar da elaboração do seu Projeto Político-Pedagógico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Faculdade de Minas 
ELABORAÇÃO DO PPP 
 
 
Documentar as ações e os projetos da escola em que você está inserido, 
contando com o apoio de professores, coordenadores, alunos e famílias: essa é 
uma das funções do projeto político-pedagógico. O PPP escolar, como também é 
conhecido, é essencial para a elaboração e o controle das atividades escolares a 
curto, médio e longo prazo. 
Quer entender um pouco mais sobre essa ferramenta? Então, veio ao lugar 
certo. Neste texto, apresentaremos a utilidade do PPP tanto para a comunidade 
escolar quanto para os pais na hora de escolher a melhor instituição de ensino para 
os filhos. Continue a leitura e tire suas dúvidas. 
➢ O que é o projeto político-pedagógico? 
O projeto político-pedagógico escolar é a síntese de todos os objetivos que 
uma instituição de ensino deseja alcançar, incluindo princípios, diretrizes, metas 
estabelecidas pela comunidade acadêmica, visando à qualidade do ensino e à 
aprendizagem de seus alunos. O projeto pedagógico serve como guia para as 
atividades que acontecem durante todo o ano letivo. 
O ideal é que, a princípio, esse documento seja elaborado a partir da coleta 
de informações junto à comunidade externa (fornecedores, vizinhos, parceiros etc.) 
e interna à escola (alunos, pais e funcionários). Ao mesmo tempo que é formal, 
http://www.gennera.com.br/blog/como-captar-alunos-conheca-as-5-melhores-estrategias/?utm_source=blog&utm_campaign=rc_blogpost
http://www.gennera.com.br/blog/motivos-para-adotar-as-atividades-interativas-na-sua-escola/
http://www.gennera.com.br/blog/inicio-de-ano-letivo/
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Faculdade de Minas 
deve ser também de fácil acesso para os membros da comunidade em que a 
instituição está inserida. 
Como se vê, o projeto político-pedagógico envolve várias etapas do processo 
escolar: planejamento de atividades, execução do que foi previsto, avaliação e 
reavaliação mediante as mudanças. Ele estipula, de forma geral, as principais metas 
da escola e como isso será realizado. O PPP deve ser feito de forma personalizada, 
já que cada instituição de ensino tem diferentes pontos a serem desenvolvidos. 
➢ Minha escola precisa ter projeto político-pedagógico? 
Todas as instituições de ensino do país precisam elaborar um projeto político-
pedagógico. A obrigatoriedade foi criada ainda nos anos 90, por meio da Lei de 
Diretrizes e Bases da Educação Nacional. A principal intenção do projeto é tornar a 
educação cada vez mais democrática, a fim de que todos os anos sejam formados 
novos cidadãos perspicazes e envolvidos. 
➢ O PPP escolar é responsabilidade de quem? 
É interessante que o projeto pedagógico seja elaborado com sinergia. O 
importante é que cada escola encontre maneiras de envolver a comunidade durante 
a elaboração do documento. Diversas vozes podem ser ouvidas. Experimente 
formar um conselho de educação na sua comunidade. A versão final e formal do 
projeto costuma ser redigida e divulgada pelo diretor da escola. 
 
➢ Quais informações são essenciais para o projeto? 
O projeto político-pedagógico ideal traz uma visão completa da instituição de 
ensino, citando as particularidades e os diferenciais da escola. Deve ser citado, 
também, como a qualidade do ensino será desenvolvida nos próximos meses, 
juntamente com a capacitação dos alunos. O projeto político-pedagógico completo 
apresenta, entre outras informações: 
• identificação da escola; 
• missão da instituição; 
• comunidade e público-alvo; 
• plano de ação; 
http://www.gennera.com.br/blog/principais-erros-de-uma-administracao-escolar/
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/l9394.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/l9394.htm
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Faculdade de Minas 
• informações sobre o andamento dos projetos de aprendizagem; 
• diretrizes pedagógicas; 
• o relacionamento com as famílias; 
• questões financeiro-administrativas. 
 
O projeto político-pedagógico envolve órgãos do governo. A Lei de Diretrizes 
e Bases da Educação Nacionalprevê, também, o cumprimento da carga horária 
estabelecida, o acesso a meios para a recuperação de alunos com rendimento 
inferior, a articulação com famílias e comunidade e a notificação ao conselho tutelar, 
ao juiz e ao Ministério Público acerca dos alunos faltantes que excederem 50% do 
percentual permitido. 
➢ práticas imprescindíveis para um projeto político-pedagógico 
efetivo 
Definir a missão da escola 
Cada instituição de ensino tem suas particularidades e pontos que ainda precisam 
se desenvolver. Por isso, a missão da escola deve ser constantemente revista e 
atualizada. Antes de elaborar o projeto político-pedagógico, vale a pena reunir uma 
equipe empenhada em definir a missão da escola hoje. A partir disso ficará muito 
mais fácil criar um plano de ação. 
 
Envolver toda a comunidade 
Integrar os diversos personagens em torno de um objetivo comum. Esse é um dos 
principais objetivos para a construção de um projeto político-pedagógico efetivo. 
Com a participação de todos os envolvidos, é possível elaborar um projeto 
pedagógico com identidade definida, e com toda a equipe participando das tomadas 
de decisão. 
Se cada uma das partes agir como multiplicador, ao final do processo serão vários 
colaboradores, que se somarão ao documento, com sugestões e opiniões. Críticas 
também devem ser bem-vindas, já que ajudam no processo de elaboração do 
http://www.gennera.com.br/blog/avaliacao-financeira-da-instituicao-quais-os-indicadores-mais-importantes/?utm_source=blog&utm_campaign=rc_blogpost
http://www.gennera.com.br/blog/quais-as-principais-causas-da-evasao-escolar-e-como-preve-las/
http://www.gennera.com.br/blog/como-ter-um-equipe-escolar-de-sucesso/?utm_source=blog&utm_campaign=rc_blogpost
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projeto pedagógico. Quanto mais pessoas se envolverem nessa criação, mais 
completo e personalizado o projeto será. 
Conviver com seus alunos 
O PPP é direcionado principalmente aos alunos da sua escola. Portanto, conheça-
os. Busque compreender do que gostam e o que sonham. Os alunos não elaboram 
o projeto político-pedagógico, mas este deve ser de total interesse deles. Quando o 
plano é atraente, os alunos melhoram sua relação com a família e a com a 
comunidade. Assim, se desenvolvem também como pessoas. 
Estipular as diretrizes pedagógicas 
As diretrizes dão forma ao currículo escolar e contêm: a maneira de trabalho da 
instituição, os objetivos educacionais, as didáticas usadas, as metas de 
aprendizagem, entre outras informações. São fundamentais para que todos 
os docentes possam elaborar seus projetos de ensino seguindo o mesmo rumo. As 
diretrizes devem ser baseadas, principalmente, nos dados de aprendizagem da 
escola. 
Cumprir os combinados e estar aberto a cobranças 
Os coordenadores do projeto pedagógico devem oficializar os combinados, agendar 
as etapas e arcar com os compromissos. Com uma agenda clara e transparente, os 
participantes perceberão a intenção do documento e a seriedade com que está 
sendo conduzido. Cobranças sempre existirão. Porém, com um projeto político-
pedagógico organizado, aos poucos, as pessoas confiarão mais nos organizadores 
ao longo do processo. 
Permitir que o documento esteja sempre acessível a todos 
Nada de engavetar o documento como se ele fosse propriedade de um pequeno 
grupo. O documento deve estar em um local onde as pessoas podem acessá-lo 
quando lhes convier. Assim, o processo torna-se mais democrático e fácil de lidar. A 
ideia principal do projeto político-pedagógico é, justamente, envolver todos na 
http://www.gennera.com.br/blog/gamificacao-na-educacao-como-o-recurso-ajuda-na-atencao-dos-alunos/
http://www.gennera.com.br/blog/gestao-de-docentes-saiba-como-gerir-de-maneira-eficiente/
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educação. Usar linguagem simples também ajuda na democratização das 
informações. 
O PPP escolar não pode ser publicado e depois esquecido! A partir do 
momento em que está em vigência, os diretores e coordenadores da escola 
precisam monitorar atentamente seu retorno. Se for o caso, o projeto pedagógico 
pode, ainda, ser alterado durante o ano letivo. Os pontos positivos podem ser 
ampliados enquanto outros são adaptados. 
 
DEFINIÇÃO DE UM MARCO REFERENCIAL 
ORIENTADOR DO PPP 
 
 
Definir um marco referencial significa definir o conjunto de referências 
teóricas, políticas, filosóficas que balizará o trabalho da escola. Trata-se da 
explicitação das ideias, das concepções, teorias que orientarão a prática educativa 
da escola. Para que isso seja possível, é preciso compreender as relações 
existentes entre a escola e a realidade em que está inserida, realidade não apenas 
local, mas nacional e mundial. 
Significa compreender o sentido histórico da educação e da escola pública, 
compreendendo suas transformações atuais, à luz dos processos históricos que a 
determinam. Dessa relação entre o global, o nacional e o local podem-se então 
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Faculdade de Minas 
compreender a “realidade” da escola em sua singularidade, compreendida, 
entretanto, como resultante dessas relações mais amplas. 
Essa análise pode nos lançar na definição e explicitação sobre as finalidades 
sociais da educação e da escola, levando-nos a interrogar sobre o tipo de sociedade 
com o qual a escola se compromete ou deseja se comprometer, que tipo de sujeitos 
pretende formar, qual sua intencionalidade, compreendida está em suas dimensões 
política, cultural e educativa. 
De acordo com Veiga (2000, p. 23), “a escola persegue finalidades”, por isso 
é preciso ter clareza das mesmas. Ao ressaltar a importância da reflexão sobre as 
finalidades e os objetivos da escola, a autora afirma o caráter dialético desse 
movimento, ao destacar que as questões levantadas geram respostas que, por sua 
vez, levam a novas interrogações; esse esforço possibilita a identificação das 
finalidades da escola, de quais precisam ser reforçadas, quais estão sendo 
relegadas ao segundo plano. 
Esse trabalho de interrogar-se sobre suas finalidades faz com que a escola 
se volte para uma de suas principais tarefas, qual seja, aquela de refletir sobre sua 
intencionalidade educativa (VEIGA, 2000). A clareza da finalidade social da escola 
possibilita à comunidade escolar definir, também com mais pertinência, critérios e 
projetar sua ação em termos do que deseja para as dimensões pedagógica, 
administrativa e democrática. 
Gandin (1994), ao discutir o “marco referencial”, apresenta três eixos para a 
discussão: a) marco situacional; b) marco doutrinal e c) marco operativo. O marco 
situacional refere-se à reflexão sobre as relações da educação, da escola em sua 
inserção histórica, e suas relações com contextos sociais mais amplos; trata-se de 
problematizar a educação relacionando-a com outras dimensões da realidade, não 
apenas em nível local, mas também nacional e mundial. Procura-se compreender os 
nexos e as relações dos problemas locais compreendendo-os como parte desse 
contexto mais amplo. 
O ponto de partida é a realidade local da comunidade em que se insere a 
escola, os modos de vida dos sujeitos que compõem seu coletivo, as formas 
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organizativas e comunitárias, as culturas locais, a ocupação e organização dos 
espaços comunitários etc. 
 A discussão desses elementos possibilita apreender as mudanças em seu 
caráter histórico, discutir valores, conhecer as representações do grupo sobre a 
sociedade brasileira, sobre sua comunidade, identificar satisfações e insatisfações, 
expectativas. 
 
 
A discussão do marco situacional desencadeia processos de reflexão 
relacionados aos valores sociais e políticos relacionados à sociedade e à educação 
que levam aodebate e ao estabelecimento do marco doutrinal do Projeto Político 
Pedagógico, ou seja, da explicitação dos fundamentos teóricos, políticos e sociais 
que o fundamentam. Doutrinal, nesse caso, não se refere à doutrina, dogmatismo, 
mas à discussão da base teórica que sustentará o PPP da escola, que dará norte às 
suas ações. Procura-se discutir, nesse eixo, o tipo de sociedade que queremos 
construir, qual a formação social e cultural que queremos para nossas crianças e 
nossos jovens. Quais os valores que queremos desenvolver, qual a função social da 
escola nos processos de formação dos sujeitos humanos etc. Discute-se nesse eixo 
o “dever-ser” da educação, horizonte necessário para que se possa se projetar um 
futuro melhor. 
 
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Faculdade de Minas 
 
Intrinsecamente relacionado a esses dois eixos, temos então o terceiro, o 
marco operativo, relacionado às relações da escola com a sociedade; trata-se aqui 
de uma discussão vinculada ao contexto local, com aquilo que é específico da 
escola como instituição social e, de modo particular, da escola em que se trabalha, 
se estuda; o marco operativo se refere, então, à realidade local, traduz as 
necessidades, expectativas, do grupo e seus anseios por mudança. Trata-se da 
discussão da escola que queremos. 
Conforme Gandin (1994, p. 82), o marco operativo é “também uma proposta 
de utopia, no sentido que apresenta algo que se projeta para o futuro [...]”; todavia, 
como alerta o autor, para que o marco operativo não se torne um palavreado vazio, 
é preciso que este tenha um forte aporte teórico. O marco operativo não é o plano 
ou programação de ação; ele dá base e sustenta este plano de ação; refere-se à 
realidade desejada. Por isso, nos alerta Gadotti (2000), o PPP, em suas várias 
dimensões de elaboração, toma sempre como ponto de partida o já instituído, aquilo 
que já foi historicamente construído, não para perpetuar ou para afirmar fatalismos 
(“foi sempre assim, nada mudará”), mas para criar uma nova utopia, um novo 
instituinte. Baseado em Gandin, elaboramos um quadro síntese, com algumas 
questões que podem orientar os debates em cada um dos eixos do Marco 
Referencial do PPP. 
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➢ MARCO REFERENCIAL DO PPP 
 
 
Marco situacional 
• Que aspectos da situação global (social, econômica, política, cultural, 
educativa) chamam a atenção hoje no Brasil e na América Latina? 
• Discutir pontos positivos e negativos do mundo atual. Discutir essas 
mudanças resgatando seu caráter histórico. 
• Dentre as tendências/problemas da sociedade, na atualidade, quais 
chamam mais a atenção? Por que chamam a atenção? 
• Quais os valores preferenciais na sociedade de hoje? Como essas 
preferências se manifestam? 
• Qual lhes parece ser a explicação dos males da América Latina e do 
Brasil? 
 
Marco doutrinal 
• Qual o tipo de sociedade que queremos? 
• No que se fundamenta uma sociedade justa, democrática e 
participativa? 
• Que valores devem estar presentes nessa sociedade? 
• Que atitudes esperamos dos sujeitos humanos diante da sociedade? 
• O que significa ser o homem sujeito da história? 
• O que motiva o ser humano a tornar-se agente de transformação? 
• Como podemos contribuir para a construção de uma nova sociedade 
mais justa? 
 
Marco operativo 
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• Que ideal temos para nossa escola? Que significa ser o educando 
sujeito do seu próprio desenvolvimento? 
• Em que consiste o educar-se; em consequência, qual é o ideal para 
nossa prática educativa? 
• O que significa a educação voltada para a realidade? 
• Como tornar a escola um espaço de mudança, de transformação 
social? 
• O que caracteriza a escola democrática, aberta e participativa? 
• O que é qualidade de ensino? 
• Que princípios devem orientar nossa prática pedagógica? Projeto 
Vivencial 
 
ELABORANDO UM DIAGNÓSTICO OU CONHECENDO 
A REALIDADE DA ESCOLA 
 
 
O diagnóstico se constitui em um dos momentos mais importantes na 
construção do PPP, pois é nesse momento que fazemos uma profunda análise da 
situação atual da escola, observando-se todas as suas dimensões – infraestrutura 
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física, equipamentos, corpo docente, trabalho pedagógico, gestão, comunidade, 
qualidade da educação, processos de formação dos estudantes, etc. 
Gandin (1994) começa essa discussão dizendo o que um diagnóstico não é: 
a) não é uma descrição da realidade da escola e b) não é um levantamento de 
problemas. Então, o que é um diagnóstico da escola? Como se elabora esse 
diagnóstico? O termo diagnóstico, comumente associado às práticas médicas, tem 
sua origem na palavra grega diagnoses, que significa discernimento, “conhecer 
através de”. 
 O diagnóstico não é um fim em si mesmo, mas um processo que nos permite 
obter algum conhecimento sobre uma realidade dada. Ao possibilitar conhecimentos 
sobre a realidade de um determinado contexto, torna-se um importante instrumento 
no planejamento de mudanças, na medida em que pode nos ajudar a identificar 
“pontos fortes e frágeis” em cada realidade institucional e a ver as alternativas e 
possibilidades de ação, tendo como horizonte os ideais e objetivos pretendidos. Por 
isso, o diagnóstico não é apenas uma lista de problemas “daquilo que vai mal na 
escola”; supõe avaliação, comparação, juízos de valores, tudo isso tendo como 
ponto de partida o que foi definido anteriormente no Marco Referencial. 
Quando é elaborado de forma participativa, o diagnóstico da realidade da 
escola se constitui em um fecundo espaço de aprendizagem, na medida em que 
desencadeia um processo de reflexão sobre o que a escola é, aonde quer chegar, 
identificando os problemas, os efeitos e as consequências destes, mas possibilita 
também que se identifique o que a escola tem feito de bom, seus pontos fortes; é 
ponto de partida para que se elabore, de modo fundamentado e com base nas 
necessidades da escola, o Plano ou Programa de Ação. 
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Gandin (1994) argumenta que o diagnóstico é constituído por três elementos: 
a) é um juízo, portanto, implica um julgamento, uma avaliação; b) esse juízo é feito 
sobre uma prática específica (da realidade da escola) sobre a qual se planeja 
alguma mudança e c) esse juízo é realizado tomando-se como referência os 
preceitos estabelecidos no marco referencial. Ainda que incidam mais fortemente 
sobre a dimensão operativa (marco operativo), os critérios de análise referenciam-
se também nos marcos doutrinal e situacional. Um bom começo é perguntar-se: “até 
que ponto nossa prática realiza o que estabelecemos no marco operativo?” 
(GANDIN, 1994, p. 90) 
Tomando o diagnóstico como um dos momentos de construção do PPP, sua 
função reside em promover um profundo processo de avaliação sobre como a 
escola tem se organizado e realizado sua tarefa educativa, que dificuldades tem 
encontrado para o cumprimento desta, que possibilidades encontra para orientar 
sua ação na direção de uma escola pública democrática. As análises realizadas 
sobre a realidade da escola não são neutras; elas tomam como referência certo 
modo de compreender a função social da escola, como deve ser sua organização, o 
que inclui o trabalho pedagógico, a gestão, as relações com os estudantes, com a 
comunidade etc. Conforme Vasconcellos (1995), o diagnóstico “não é simplesmente 
um retrato da realidade ou um mero levantar dificuldades; antes de tudo é um 
confronto entre a situação que vivemos e a situação que desejamos viver”. 
Assim, o diagnóstico não é um instrumento técnico, neutro, que pode ser 
adaptado, aproveitado de outrasorganizações ou instituições sociais. Ele marca e 
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se fundamenta em uma intencionalidade, é sustentando em valores, aponta para 
uma direção. Por isso, o diagnóstico da escola deve ser feito também de modo 
participativo. Implica a obtenção de dados quantitativos e qualitativos que, 
organizados, sistematizados, interpretados, constituem-se em indicadores 
importantes para o planejamento das ações futuras voltadas à mudança na escola. 
Como proceder, então, para realizar um diagnóstico da realidade da escola? Como 
organizar a produção das informações que auxiliarão na elaboração posterior da 
análise da realidade da escola? Se não se trata de elaborar uma lista de itens a 
serem checados; então, como definir o que será analisado? 
 
 
Para elaborar um diagnóstico sobre a realidade educacional e obter 
informações que possam auxiliar a elaboração de um plano de ação, é fundamental 
se terem estratégias para obtenção de informações de análise que possam ajudar a 
compreender os diversos fatores que favorecem ou dificultam o trabalho educativo 
da escola. Como se aproximar, então, da realidade escolar, procurando identificar 
não apenas os problemas aparentes, mas também as dimensões “não ditas”, as 
determinações que nem sempre se dão a conhecer a um primeiro olhar? 
O primeiro passo é compor uma equipe ou grupo de trabalho com 
representantes dos segmentos da comunidade escolar, para coordenar essa etapa. 
Esse grupo de trabalho pode então elaborar um instrumento que oriente as 
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discussões e facilite os registros das informações, das avaliações, das expectativas 
da comunidade escolar; esse grupo pode também definir as estratégias que serão 
usadas para coletar esses materiais com o coletivo da escola. Posteriormente, 
esses dados deverão ser analisados e consolidados em um documento final, que 
representa a formalização das discussões realizadas durante todo o processo. 
A elaboração de um instrumento que oriente as discussões e obtenção de 
informações ou coleta de dados deve ter como ponto de partida o marco referencial; 
a partir deste, podem ser estabelecidas dimensões da organização e prática da 
escola que serão objetos de análise. É importante que cada uma das dimensões 
seja discutida e bem definida, para que se possam definir eixos de análise e suas 
perguntas, essas sim orientadoras do processo de discussão com a comunidade 
escolar. 
 
 
 
O estabelecimento de dimensões a serem analisadas tem um valor apenas 
operativo; visa facilitar a compreensão dos diferentes níveis de funcionamento da 
escola, facilitando-se a apreensão de fenômenos particulares. Não devemos, 
contudo, perder de vista que a escola é uma totalidade e que essas dimensões 
imbricam-se, condicionando-se mutuamente. Assim, deve-se, na análise, evitar a 
compreensão fragmentada da realidade, superando perspectivas teórico 
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metodológicas que tendem tanto a focalizar como a responder, de modo parcial e 
seletivo, problemas que são multidimensionais. Nessa perspectiva, um problema 
como a evasão escolar, por exemplo, não pode ser considerado apenas do ponto de 
vista dos estudantes, mas também precisa ser analisado a partir da realidade da 
escola, relacionando-a com o contexto da educação nacional. 
 
 
 
 
Definidas as dimensões constitutivas do diagnóstico, pode-se derivar dessas 
os eixos e perguntas que orientarão a análise a ser realizada. A seguir damos um 
exemplo de um “guia” para as discussões com a comunidade escolar. A essas 
dimensões e eixos podem ser acrescentados outros, relacionados com a 
particularidade de cada escola. Trata-se apenas de fornecer indicativos que podem 
auxiliar na elaboração de instrumentos específicos, de acordo com as necessidades 
de análise de cada unidade escolar. 
 
➢ Sugestões de dimensões e indicadores para análise da realidade 
escolar 
 
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Enfim, o diagnóstico implica o desafio de apreendermos analiticamente tudo 
aquilo que constitui o cotidiano da escola. Para isso, precisamos evitar a mera 
transposição de conceitos ou de instrumentos de análise. Analisar a realidade da 
escola supõe múltiplas tensões para aqueles que o fazem; impõem a necessidade, 
muitas vezes, de abandonar pontos de vistas cristalizados, de abrir mão de 
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Faculdade de Minas 
interesses pessoais em favor daqueles que representam o coletivo. Significa julgar, 
avaliar, emitir juízos, valorizar, priorizar, selecionar, mesmo sabendo que a 
autonomia de que se dispõe, muitas vezes, é limitada. 
Chamamos atenção para a necessidade de captar a escola naquilo que ela é, 
sem procurar enquadrá-la em categorias predefinidas que nos obrigam a ajustar 
informações, a falsificar consensos. Analisar a escola em suas múltiplas dimensões 
nos ajuda a compreender suas determinações para além da realidade local, 
impulsionando para que se atinja a intencionalidade política proposta em seu marco 
referencial. 
ELABORAÇÃO DE UM PLANO DE AÇÃO 
 
 
 
As etapas anteriores, estabelecimento de um marco referencial e elaboração 
do diagnóstico da realidade escolar culminam nesta que poderíamos considerar a 
última atividade da elaboração do PPP: a construção de um plano de ações, ou 
seja, de um conjunto de propostas que se desdobram em ações voltadas a provocar 
mudanças na realidade da escola. O diagnóstico pode evidenciar muitas 
necessidades da escola. Muitas vezes, essas são mais complexas e maiores do que 
a real capacidade da escola de satisfazê-las, o que pode ser fator gerador de 
tensões no coletivo. 
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Gandin (1994) sugere que se analise a necessidade da escola considerando 
dois critérios: a) o que é necessário; e b) o que é exequível. Segundo o autor, nem 
sempre o que é necessário é possível para a escolar resolver nas condições e no 
tempo de duração do plano de ação. Propõe, então, o autor que a escola estabeleça 
prioridades, considerando o que é mais necessário, oportuno e urgente fazer. 
Seguindo ainda essa classificação entre o possível e o necessário, Gandin 
sugere que o plano de ação ou a programação se organize a partir de quatro 
dimensões: das ações concretas, das orientações para a ação, das determinações 
gerais e das atividades permanentes. Ou seja, definidas as prioridades, passa-se a 
definir o tipo de ação necessária ao atendimento daquela necessidade. Ainda no 
plano de ação, temos a dimensão temporal, que implica distribuição das 
necessidades/ações de acordo com uma distribuição em curto, médio e longo prazo. 
➢ Plano de ação 
 
 
 
a) Ações concretas: são ações voltadas para um objetivo específico, com 
uma terminalidade bem definida, sustentando-se em recursos próprios; devido às 
suas características, são bem delimitadas. Contemplam ações de curo prazo. Ex.: 
promoção de uma capacitação sobre um tema delimitado, para atender a uma 
necessidade específica 
 b) Orientações para ação: não se constituem em propostas concretas, mas 
dizem respeito aos valores, às atitudes; procuram modificar os comportamentos, 
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levar à partilha de referências comuns. Exemplo: “desenvolver o espírito crítico nos 
alunos 
 c) Atividades permanentes: dizem respeito a atividades de caráter 
permanente, podendo estar vinculadas ou não à esfera administrativa; são também 
denominadas rotinasd) Determinações gerais: são orientações ou ações que atingem a todos os 
segmentos da comunidade escolar; são elaboradas também a partir do diagnóstico 
da escola. Exemplos: requisitos para atividades complementares, apresentação dos 
planos de aula pelos professores aos alunos 
O plano de ação deve traduzir, em suas prioridades, formas de 
encaminhamento e as decisões coletivas da comunidade escolar; é a esta que cabe 
dizer o que é prioridade e quais os melhores meios para se alcançarem os objetivos 
propostos. As prioridades devem ser escolhidas tomando-se como base o que foi 
estabelecido no marco referencial que estabelece o projeto de futuro da escola. 
Assim, não cabem decisões arbitrárias ou individuais. 
Podemos ainda contemplar, no plano de ação, um detalhamento das ações 
qual é a ação, o que a justifica, qual procedimento/metodologia usaremos para 
realizá-la, quais as pessoas ou instâncias responsáveis por sua execução, quais 
recursos serão necessários (recursos materiais, humanos, financeiros), de que 
forma será acompanhada (avaliação processual). Esse detalhamento facilita a 
implementação do PPP e da avaliação processual. 
 
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Na perspectiva que aqui apresentamos, o plano de ação, parte integrante do 
PPP, refuta orientações tecnicistas, pois se encontra organicamente articulado às 
necessidades da escola; e precisa ser flexível, pois a própria dinâmica das 
atividades da escola pode levar à necessidade de redirecionamentos, de ajustes ou 
correções. Assim, o planejamento é práxis, representa uma estreita articulação 
entre teoria e prática, entre o previsto e o realizado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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CONCLUSÃO 
O PPP vai contemplar todo o trabalho desenvolvido na instituição ao longo do 
ano letivo. Ele é o norte, a direção a seguir, e, por isso, deve ser elaborado de 
acordo com a realidade da escola. Posteriormente é necessário ver a realidade da 
comunidade na qual ela está inserida. O objetivo é garantir que ele seja útil e possa 
servir a seu propósito. 
É fundamental que o PPP seja anualmente atualizado para que possa ser 
mantido vivo dentro da instituição, pois é a partir dos indicadores trazidos por ele 
que a escola terá a consciência empresarial da verdadeira necessidade de 
determinar e executar um plano de ação que lhe traga reais vantagens. Entretanto, 
infelizmente, é comum vê-lo engavetado e tornando-se um instrumento meramente 
burocrático. 
Uma situação comum que merece atenção é que os indicadores precisam 
servir para identificar os problemas e trabalhar em soluções. Quer dizer, a escola 
precisa saber o que fazer com os dados que consegue obter para chegar em 
melhores resultados. 
Uma escola que pretende proporcionar uma educação eficiente e de 
qualidade deve ter a consciência da importância que o PPP tem. É um caminho 
flexível e que se adapta às necessidades que os alunos e a própria instituição 
apresentam e pode ajudar bastante na tomada de decisões estratégicas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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REFERENCIA 
 
FREIRE, M. O que é grupo? In: GROSSI, E. P.; BORDIN, J. (orgs.). Paixão de 
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VEIGA, Ilma Passos A.(org). Projeto Político Pedagógico da Escola: uma construção 
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