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Polyana Túrmina Torres LABORATÓRIO DE PATOLOGIA – SEMANA 11 ESTAÇÃO 1 – CASOS CLÍNICOS. CASO CLÍNICO 1 Objetivo: compreender os critérios laboratoriais utilizados para o diagnóstico e o acompanhamento de pacientes com DM 2. CASO: Mulher de 49 anos se apresenta para seu exame anual. Ela tem hipertensão arterial estágio 1 e obesidade grau 1. Histórico familiar de diabetes e hipertensão arterial. Não realiza atividades físicas e nem faz dieta regularmente. Sua pressão arterial é de 145/95 mmHg e seu IMC = 32 Kg/m². No exame físico, verifica-se acantose nigricans no pescoço e discreto edema em MMIIs. Traz consigo resultado de exame de glicemia de jejum, cujo resultado foi de 140 mg/dL. 1. QUAL É A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA? Diabetes Mellitus tipo 2 (DM 2. 2. VERIFICAR NA DIRETRIZ DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES QUAL É O FLUXO DE INVESTIGAÇÃO MAIS ADEQUADO PARA CONFIRMAR A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA. Faz a glicemia plasmática de jejum (tem que estar maior ou igual 126 mg/dL), glicemia 2 horas (TOTG) após sobrecarga de 75g de glicose (igual ou superior a 200 mg/dL) ou a hemoglobina glicada – HbA1c (maior ou igual a 6,5%). É necessário que 2 exames estejam alterados. Se somente um exame estiver alterado, deverá ser repetido para confirmação. Glicemia de jejum; TOTG; HbA1c. 3. CASO A HIPÓTESE FOSSE CONFIRMADA, QUAIS EXAMES LABORATORIAIS DEVERIAM SER UTILIZADOS PARA REALIZAR O ACOMPANHAMENTO DA PACIENTE? HbA1c, glicemia capilar (furar o dedo). CASO CLÍNICO 2 Objetivo: compreender os critérios laboratoriais utilizados para o diagnóstico e o acompanhamento de pacientes com DM gestacional. CASO: B.B.S, 34 anos, primigesta, 26 semanas de gestação, se apresenta para consulta pré-natal em posto de saúde. Portadora de obesidade classe I (IMC = 30 Kg/m²), sem história prévia de DM, mas com história familiar para a doença (mãe). Relatou como queixa principal sensação de cansaço e sede excessiva e vontade constante de urinar nos últimos 2 meses. Possui uma alimentação com alta taxa de gordura e carboidratos. Nega tabagismo, consumo de álcool e drogas ilícitas e uso de medicações durante a gestação. Dosagens laboratoriais anteriores com níveis normais de glicose em jejum. No exame físico: bom estado geral, nutrida, hidratada, alerta, lúcida e orientada, PA = 120/70 mmHg. 1. QUAL É A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA? DM gestacional. Polyana Túrmina Torres 2. QUAL RECOMENDAÇÃO DE RASTREIO PARA DIABETES GESTACIONAL DEVE SER REALIZADA NA PACIENTE? Glicemia plasmática de jejum e TOTG, e o primeiro der alterado não precisa fazer o segundo. Como a paciente do caso estava com 26 semanas, não precisa fazer o TOTG. 3. DISCUTIR NO GRUPO A DIFERENÇA ENTRE DIABETES MELLITUS PRÉ GESTACIONAL, DIABETES MELLITUS DIAGNOSTICADO NA GESTAÇÃO E DIABETES MELLITUS GESTACIONAL. DM PRÉ GESTACIONAL (1) Diagnostico antes da gravidez; Pode ser DM 1 ou DM 2; Pode aumentar risco de complicações na gestação. DM DIAGNOSTICADO NA GESTAÇÃO (2) Diagnóstico durante a gravidez, geralmente entre a 24ª e a 28ª semana de gestação; Pode ser DM2 não diagnosticada anteriormente ou temporária. DM GESTACIONAL (3) Forma de DM diagnosticada na gestação; Ocorre por alterações hormonais na gestação que afetam a ação da insulina; Pode ser temporária e desaparecer após o parto, mas aumenta o risco de desenvolver DM2. *2 e 3 são mais ou menos a mesma coisa, o que muda são os valores de referência evidenciados na tabela. 4. NA PRIMEIRA CONSULTA PRÉ-NATAL DE GESTANTES SEM CONHECIMENTO DO DIAGNÓSTICO PRÉVIO DE DM, É RECOMENDADO SOLICITAR UMA GLICEMIA PLASMÁTICA DE JEJUM. QUAL É O OBJETIVO DESSA RECOMENDAÇÃO? Detectar se possui DM ou detectar DM precoce na gestação. CASO CLÍNICO 3 Objetivo: compreender os critérios laboratoriais utilizados para o diagnóstico e o acompanhamento de pacientes com DM 1. CASO: R.B.C., 6 anos, masculino, vai a uma consulta ao pediatra acompanhado de sua mãe. A mãe do paciente relatou que este vem apresentando perda de peso nas últimas semanas, assim como aumento da sede e maior volume urinário. Também há relato de “mau hálito” da criança nos últimos tempos. A glicemia capilar realizada no próprio consultório mostrou 429 mg/dL, sendo que o paciente não estava em jejum. O pediatra solicitou exames complementares, e recomendou que fossem realizados logo após a consulta, mesmo sem estar em jejum. Os resultados dos exames solicitados seguem abaixo: Polyana Túrmina Torres 1. QUAL É A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA? DM 1. 2. DISCUTIR O MOTIVO PARA A SOLICITAÇÃO DA PESQUISA DE AUTO-ANTICORPOS E DOS EXAMES DE UREIA, CREATININA E PARCIAL DE URINA? AUTO-ANTICORPOS: porque é o mecanismo da DM1, destruir as células do próprio corpo. UREIA E CRATININA: para avaliar a função renal – filtração, visto que a DM pode causar doença renal crônica. 3. EXISTE COERÊNCIA ENTRE OS RESULTADOS DE GLICEMIA, HEMOGLOBINA GLICADA E FRUTOSAMINA? Não. Hemoglobina glicada está diminuída pois a hemácia possui um tempo de meia vida maior, que não detecta uma evolução mais aguda da DM1. ESTAÇÃO 2 – DIABETES MELLITUS. Objetivo: conhecer os processos degenerativos do pâncreas associados ao diabetes. DIABETES MELLITUS TIPO 1 – PATOGÊNESE Doença autoimune; Fruto da interação entre suscetibilidade genética (polimorfismos nos genes HLA e da insulina) e fatores ambientais; Resulta da destruição das ilhotas pancreáticas por células do sistema imune que reagem contra antígenos endógenos das células ; MC da DM1 surgem de forma abrupta, porém o processo autoimune se inicia anos antes; Hiperglicemia e cetose ocorrem depois que mais de 90% das células são destruídas; Lesões: Diminuição do numero e/ou do tamanho das ilhotas; Degranulação das células ; Vacuolização das células por acumulo de glicogênio; Infiltrado inflamatório de distribuição irregular (insulite) constituído por linfócito T CD8+. DIABETES MELLITUS TIPO 2 – PATOGÊNESE Resulta da interação de fatores comportamentais (ambientais e genéticos); Caracterizada pela resistência à insulina, acompanhada de hiperplasia compensadora das células , hiperinsulinemia de jejum e disfunção das células ; Lesões/alterações: Identifica-se discreta diminuição no número de células nas ilhotas; Polyana Túrmina Torres Apoptose de células ; Deposição de substancia amiloide nas ilhotas; Em estágios mais avançados, as ilhotas convertem-se em massas hialinas paucicelulares. O amiloide é derivado do polipeptídio amiloide das ilhotas. ATIVIDADES 1. IDENTIFICAR QUAL DAS IMAGENS APRESENTA AS ALTERAÇÕES DE DM1 E DM2. INSULITE – DM1. AMILOIDOSE – DM2.