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PACOTE 100 QUESTÕES
CONCURSOS MUNICIPAIS
PORTUGUÊS
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Texto para questões 01 e 02.
O dia em que a Suécia acordou com o trânsito ‘virado do avesso’
“Emocionante” é a palavra mais usada por Jan Ramqvist, de 77 anos, para descrever
a sensação de participar da missão que mudou a rotina de motoristas e ciclistas
suecos em todo o país: começar a dirigir, pela primeira vez, no lado direito da pista.
Ramqvist era um engenheiro de tráfego recém-formado, de 26 anos, na
cidade de Malmö, quando a polêmica mudança de mão foi implementada, em 3 de
setembro de 1967. A data é oficialmente conhecida como Högertrafikomläggningen
(desvio do tráfego para a direita, em tradução livre) ou simplesmente Dagen H (Dia-H).
A missão de Ramqvist e seus colegas era ajudar a colocar a Suécia na mesma “direção”
que seus vizinhos europeus – a maioria havia seguido a tendência mundial de dirigir
carros à direita.
Além de melhorar a reputação internacional do país, o governo sueco estava
cada vez mais preocupado com a segurança. O número de veículos registrados nas
estradas havia disparado de 862.992 na década anterior para 1.976.248 na época do
Dagen H, segundo a Statistics Sweden. A população do país era de cerca de 7,8
milhões.
Apesar de seguirem a mão inglesa, muitos suecos já possuíam carros com o
volante no lado esquerdo, próprios para a direção pela direita – fossem comprados no
exterior ou mesmo dos principais fabricantes de carros suecos, como a Volvo, que
escolheram seguir a tendência.
Mas acreditava-se que essa fosse uma das causas do aumento no número de
acidentes de trânsito fatais – de 595 em 1950 para 1.313 em 1966 –, juntamente à
ocorrência frequente de colisões nas fronteiras da Suécia com a Dinamarca, Noruega e
Finlândia.
“O mercado de carros na Suécia não era tão grande e costumávamos comprar
carros com volante à esquerda”, explica Lars Magnusson, professor de história
econômica da Universidade de Uppsala, na Suécia. “Mas isso significava que você
estaria sentado do lado oposto do que fazia sentido.”
No período que antecedeu o Dagen H, cada município teve de lidar com
diversas questões – desde repintar as marcações nas estradas até realocar sinais de
trânsito e pontos de ônibus. [...]
Cerca de 360 mil placas de trânsito tiveram de ser trocadas em todo o país, o
que foi feito em um único dia antes da inversão da mão. Funcionários municipais e
militares trabalharam juntos até tarde da noite para garantir que a tarefa fosse cumprida
antes do Dagen H, um domingo. Para isso, todo o tráfego, exceto o essencial, foi
interditado nas estradas.
Mas, quando o Dagen H finalmente chegou, o trabalho árduo parecia ter valido
a pena. Os suecos começaram a dirigir com cautela do lado direito das estradas de todo
o país, precisamente às 5h da manhã de 3 de setembro de 1967, após uma contagem
regressiva no rádio.
Olof Palme, o ministro sueco da Comunicação (que mais tarde se tornou
primeiro-ministro), entrou no ar para dizer que o movimento representava “uma
mudança muito grande em nossa existência diária, em nossa vida cotidiana”. “Eu ouso
dizer que nunca antes um país investiu tanto trabalho pessoal e dinheiro para alcançar
uniformidade com as regras de tráfego internacional”, anunciou.
No total, o projeto custou o equivalente a cerca de 2,6 bilhões de coroas
suecas (US$ 316 milhões) em valores atuais. Mas o historiador econômico Lars
Magnusson argumenta que esse valor é relativamente baixo, dada a escala do plano –
o maior projeto de infraestrutura que a Suécia já viu. Para efeito de comparação, basta
olhar o orçamento total de 2017 concedido à Administração Sueca de Transportes
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(agência do governo responsável pelo planejamento de transportes) para estradas e
ferrovias – cerca de 25 bilhões de coroas suecas (US$ 2,97 bilhões).
Em termos de segurança, o projeto foi declarado um sucesso quase
imediatamente. À medida que os suecos iniciavam sua semana de trabalho, no dia
seguinte ao Dagen H, 157 acidentes de trânsito de pequeno porte foram registrados em
todo o país, um pouco abaixo da média de uma segunda-feira típica. Ninguém morreu
nos acidentes.
No total, 1.077 pessoas morreram em acidentes e 21.001 ficaram feridas em
1967, ano do Dagen H, menos que em 1965, quando foram registrados 1.313 mortos e
23.618 feridos. Isso se deve em grande parte à cautela extra adotada pelos suecos após
a transição e à campanha nacional promovida pelo Estado. Levou mais três anos até
que as taxas de acidentes e mortes retornassem aos seus níveis originais, período em
que o número de carros continuou a aumentar rapidamente em todo o país.
O investimento em planejamento e logística necessários para preparar as
estradas ajudou claramente a evitar a confusão entre os motoristas. Mas grande parte
do orçamento do governo para o Dagen H também foi gasto em iniciativas de
comunicação destinadas a educar os suecos sobre a mudança. Na teoria, não parecia
fácil: em um referendo realizado em 1955, 83% da população tinha sido contra a
alteração.
A campanha educativa contemplava anúncios de televisão, rádio e jornais,
além de palestras nas escolas. O Dagen H tinha seu próprio logotipo, estampado
em outdoors, ônibus e caixas de leite. Houve até um concurso para selecionar uma trilha
sonora para a mudança – a música Håll dig till höger Svensson (título do livro de Peter
Kronborg) foi selecionada em uma votação nacional, chegando ao top cinco da parada
de sucessos sueca.
Enquanto isso, a televisão estatal contratou celebridades globais para
aparecer em seus programas mais populares, projetados para atrair grandes
audiências, que seriam informadas sobre o Dagen H. “Os políticos perceberam que não
era suficiente ter um programa educativo, precisavam de uma campanha publicitária”, ri
Kronborg. “A ambição não era atingir 99%, mas 100%.”
Ao mesmo tempo, Lars Magnusson acrescenta que a “cultura do
conformismo” e a confiança nas autoridades da época prevaleceram, ajudando a
possibilitar a mudança da opinião pública. “Naquela época, a imprensa era menos crítica
e estava relatando o que diziam os especialistas. Se os especialistas afirmassem que
não seria muito caro e que beneficiaria a todos, suponho que a mídia aceitaria e que o
público aceitaria também.”
(SAVAGE, Maddy. O dia em que a Suécia acordou com o trânsito “virado do avesso”. BBC CAPITAL, 28
set. 2018. Tradução disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/vert-cap-45592900.)
01. Consultoria e Planejamento em Administração Pública LTDA - Consulplan
- AMT /Ji-Paraná /RO - Agente Administrativo - 2020 - A presença ou
ausência de vírgula entre termos de uma oração ou entre duas ou mais orações
de um período composto depende, em geral, da relação sintático-semântica que
esses termos e orações estabelecem entre si. Reorganiza-se os termos e as
orações deste período “quando o Dagen H finalmente chegou, o trabalho árduo
parecia ter valido a pena”, eliminando a obrigatoriedade da vírgula em:
a) Quando o Dagen H finalmente chegou parecia ter valido a pena o trabalho
árduo.
b) Parecia ter valido a pena quando o Dagen H finalmente chegou o trabalho árduo.
c) Quando o Dagen H finalmente chegou o trabalho árduo parecia ter valido a
pena.
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d) O trabalho árduo parecia ter valido a pena quando o Dagen H finalmente
chegou.
02. Consultoria e Planejamento em Administração Pública LTDA - Consulplan -
AMT /Ji-Paraná /RO - Agente Administrativo - 2020 - De acordo com o texto, o
empreendimentodo governo sueco, nos anos finais da década de 60, de alterar a
direção do fluxo do tráfego para a mão direita:
a) Correspondeu às expectativas de diminuir o número de acidentes de trânsito, já
que o número de mortos e feridos em acidentes não voltou a subir no país.
b) Diminuiu o número de acidentes de trânsito, principalmente, porque todos os
municípios suecos investiram bastante nas novas sinalizações que passaram a
indicar a mudança de mão.
c) Só foi possível de ser implementado, porque a população sueca é conformista
e não dispõe do discernimento necessário para avaliar os prejuízos e benefícios
de qualquer proposta do governo.
d) Apresentou dificuldades para ser implementado, mas trouxe benefícios, sendo
considerado promissor, porque os protagonistas dessa mudança souberam
planejar e convencer a população da importância dela para uma melhora do
tráfego no país.
Texto para responder as questões de 03 a 07.
A cidade e a segurança pública
O debate sobre criminalidade e segurança pública no Brasil tem sido pautado pela
polarização entre defensores de medidas duras contra o crime, que vão desde o
endurecimento das penas e dos trâmites processuais até o salvo conduto da excludente
de ilicitude para a violência policial, e críticos do sistema de segurança pública e justiça
penal, pelos abusos praticados e a ineficácia do encarceramento para a contenção da
criminalidade.
Para além desta dicotomia muitas vezes contraproducente para o enfrentamento
de um problema que vitimiza grande parte da população brasileira, que tem sua
integridade física e/ou patrimonial ameaçada cotidianamente, a questão da prevenção
ao delito tem sido pouco discutida e menos ainda priorizada. Há experiências exitosas
neste âmbito, e todas elas passam pelo maior protagonismo do poder local/municipal
na implementação de iniciativas e programas e na articulação da ação das polícias com
outros atores sociais.
No campo dos estudos criminológicos, a relevância do município na gestão da
segurança pública é algo já constatado desde os primeiros estudos da Escola de
Chicago, nas primeiras décadas do século XX. A identificação das zonas criminógenas
e a implementação dos Chicago Area Projects, buscando identificar e atuar sobre os
“gateways”* da criminalidade, significaram um avanço importante no debate sobre a
prevenção ao delito. Desde então, tanto no contexto norte-americano como em outros
países, o envolvimento de gestores municipais na coordenação de programas de
prevenção, com participação comunitária, tem sido muitas vezes o caminho mais exitoso
para a redução de homicídios, lesões corporais, furtos, roubos e delitos sexuais.
Via de regra, este foi um problema considerado de responsabilidade dos governos
estaduais. Contudo, a partir do final dos anos 90 a segurança pública passou a receber
um tratamento especial na agenda das discussões dos compromissos da União com os
municípios, deixando de se constituir como problema da segurança estritamente dos
estados e de suas polícias.
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Desde então, muitas experiências importantes de políticas públicas de segurança
passaram a ocorrer na esfera municipal. Vários são os municípios que, nestes últimos
20 anos, criaram secretarias municipais de segurança urbana, assumindo
responsabilidades na área, produzindo diagnósticos, desenvolvendo planos municipais,
formando e reestruturando suas Guardas, implementando projetos sociais com foco na
prevenção das violências e da criminalidade. Tais experiências são muito diversas e se
orientam por princípios e expectativas também muito variadas, sendo, no geral, pouco
estudadas e conhecidas.
No âmbito das políticas municipais de segurança, a pauta deixa de ser
exclusivamente a repressão, priorizando a prevenção e a promoção de novas formas
de convivência social e cidadã, focadas na garantia, no respeito e na promoção de
direitos. A intenção passa a ser a implementação de políticas de segurança cidadã,
balizadas por duas perspectivas, distintas e complementares: a repressão qualificada
da criminalidade, com a contenção de grupos armados que dominam territórios e
controlam mercados ilegais, como facções do tráfico ou milícias urbanas, e a prevenção
social das violências, com a identificação de gateways e a incidência preventiva sobre
os mesmos.
As políticas municipais de segurança cidadã expressam, pois, a expectativa de que
as políticas de segurança devam se adequar às realidades locais e aos anseios das
populações, em uma perspectiva de integração interinstitucional, intersetorial e
interagencial, através de mecanismos democráticos de controle, monitoramento e
avaliação das políticas públicas.
(Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo. Em 07 de agosto de 2021. Disponível em:
https://www.archdaily.com.br/br/965400/a-cidade-e-a-seguranca-publica.)
“gateways”* = “entradas” da criminalidade.
03. Instituto Consulplan - Prefeitura de Vila Velha - Guarda Municipal - 2023 -
No texto, o emprego do termo “dicotomia” – considerando o contexto – no 2º§
sugere que:
a) É possível reconhecer a existência de questões que se contrapõem
mediante argumentação acerca da criminalidade e segurança pública no
Brasil.
b) A segurança pública é um tema de relevância social não havendo distinção
entre classes sociais quando se trata da vulnerabilidade a que toda a
população encontra-se exposta.
c) As ideias acerca da criminalidade e segurança pública no Brasil perpassam
por um amplo debate que necessita de ser intensificado de modo que ações
práticas façam parte da realidade.
d) Não há limites para o debate sobre questões de segurança pública visto que
a criminalidade vem aumentando com o passar dos anos; a necessidade de
um debate constante sobre o assunto deve acompanhar tal demanda.
04. Instituto Consulplan - Prefeitura de Vila Velha - Guarda Municipal - 2023 -
Em “devam se adequar às realidades locais” (7º§), assinale a afirmativa correta.
a) O emprego da preposição é facultativo de acordo com o termo regente.
b) A preposição “a” poderia ser substituída por “em” sem qualquer prejuízo.
c) O termo regente exige que o complemento verbal seja antecedido por uma
preposição.
d) A exigência da preposição antecedendo “realidades locais” ocorre por se
tratar de uma expressão feminina plural.
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05. Instituto Consulplan - Prefeitura de Vila Velha - Guarda Municipal - 2023 -
Considerando o tipo textual apresentado e suas características, assinale a
afirmativa correta.
a) Em relação à ideia central estabelecida, os subtemas possuem maior
relevância, de acordo com o contexto.
b) Exemplos citados relacionados ao tema apresentado são essenciais para
que opiniões contrárias, inseridas no texto, sejam combatidas.
c) O autor do texto pode ser denominado articulista conforme o
desenvolvimento das ideias apresentadas e recursos expressivos
empregados.
d) A expressão da interação explícita do discurso com o leitor por meio de sua
inclusão no texto no emprego da expressão “populações”, grupo do qual faz
parte, é de fundamental importância para que o objetivo do texto seja
alcançado.
Responder
06. Instituto Consulplan - Prefeitura de Vila Velha - Guarda Municipal - 2023 -
Considerando o segmento “As políticas municipais de segurançacidadã
expressam, pois, a expectativa de que as políticas de segurança devam se
adequar às realidades locais e aos anseios das populações, [...]” (7º§) assinale
a afirmativa correta.
a) O período destacado poderia iniciar o parágrafo anterior (6º§) já que é feita
uma referência à informação já apresentada.
b) O termo “pois” pode ser substituído por “assim”, “todavia” ou “sobremodo”
de acordo com a adequação quanto à coesão e coerência textual.
c) A exclusão do termo “pois” provocaria alteração em da informação
apresentada, não sendo possível identificar o assunto do parágrafo em
análise adequadamente.
d) O termo “pois” é empregado não só como conectivo no período em que está
expresso como também estabelece conexão com ideias e informações do
parágrafo anterior, contribuindo para a coesão intraparágrafo e
interparágrafos no texto.
07. Instituto Consulplan - Prefeitura de Vila Velha - Guarda Municipal - 2023 -
Em relação à linguagem empregada no texto, é possível identificar:
a) Predomínio de linguagem formal considerando as estruturas linguísticas
utilizadas assim como o léxico selecionado.
b) Emprego de linguagem totalmente objetiva, cooperando tal característica na
promoção da credibilidade das informações apresentadas.
c) Utilização adequada e predominante de variedade linguística institucional e
técnica considerando o público a que se destina o texto apresentado.
d) Emprego predominante de linguagem informal cujo objetivo é aproximar o
enunciador do interlocutor, sendo considerada um dos recursos de
persuasão empregados.
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Texto para as questões 08 a 11.
Ele quem mesmo?
Depois de um bom tempo dizendo que eu era a mulher da vida dele, um belo dia
eu recebo um e-mail dizendo: “olha, não dá mais”. Tá certo que a gente tava quase se
matando e que o namoro já tinha acabado mesmo, mas não se termina nenhuma
história de amor (e eu ainda o amava muito) com um e-mail, não é mesmo? Liguei pra
tentar conversar e terminar tudo decentemente e ele respondeu: “mas agora eu tô
comendo um lanche com amigos”. Enfim, fiquei pra morrer algumas semanas até que
decidi que precisava ser uma mulher melhor para ele. Quem sabe eu ficando mais
bonita, mais equilibrada ou mais inteligente, ele não volta pra mim?
Foi assim que me matriculei simultaneamente numa academia de ginástica, num
centro budista e em um curso de cinema. Nos meses que se seguiram eu me tornei dos
seres mais malhados, calmos, espiritualizados e cinéfilos do planeta. E sabe o que
aconteceu? Nada, absolutamente nada, ele continuou não lembrando que eu existia. Aí
achei que isso não podia ficar assim, de jeito nenhum, eu precisava ser ainda melhor
pra ele. Sim, ele tinha que voltar pra mim de qualquer jeito!
Pra isso, larguei de vez a propaganda, que eu não suportava mais, e resolvi me
empenhar na carreira de escritora. Participei de vários livros, terminei meu próprio livro,
ganhei novas colunas em revistas, quintupliquei o número de leitores do meu site e nada
aconteceu. Mas eu sou taurina com ascendente em Áries, lua em Gêmeos, filha única!
Eu não desisto fácil assim de um amor, e então resolvi que tinha que ser uma super
ultra mulher para ele, só assim ele voltaria pra mim.
Foi então que passei 35 dias na Europa, exclusivamente em minha companhia,
conhecendo lugares geniais, controlando meu pânico em estar sozinha e longe de casa,
me tornando mais culta e vivida. Voltei de viagem e tchân, tchân, tchân, tchân: nem sinal
de vida.
Comecei um documentário com um grande amigo, aprendi a fazer strip, cortei
meu cabelo 145 vezes, aumentei a terapia, li mais uns 30 livros, ajudei os pobres, rezei
pra Santo Antônio umas 1.000 vezes, torrei no sol, fiz milhares de cursos de roteiro,
astrologia e história, aprendi a nadar, me apaixonei por praia, comprei todas as roupas
mais lindas de Paris. Como última cartada para ser a melhor mulher do planeta, eu
resolvi ir morar sozinha. Aluguei um apartamento charmoso, decorei tudo
brilhantemente, chamei amigos para a inauguração, servi bom vinho e comidinhas
feitas, claro, por mim, que também finalmente aprendi a cozinhar. Resultado disso tudo:
silêncio absoluto.
O tempo passou, eu continuei acordando e indo dormir todos os dias querendo
ser mais feliz para ele, mais bonita para ele, mais mulher para ele.
Até que algo sensacional aconteceu…
Um belo dia eu acordei tão bonita, tão feliz, tão realizada, tão mulher, que eu
acabei me tornando mulher DEMAIS para ele.
Ele quem mesmo?
(MEDEIROS, Martha. Ele quem mesmo? Disponível em:
https://www.pensarcontemporaneo.com/ele-quem-mesmo-cronica-de-martha-medeiros/.
Acesso em: 05/12/2019.)
08. Instituto Consulplan - Prefeitura de Formiga - Fiscal de Meio Ambiente -
2020 - A palavra destacada em “Liguei pra tentar conversar e terminar
tudo decentemente” (1º§) é classificada como:]
a) Adjetivo formado por um sufixo.
b) Advérbio formado por um sufixo.
c) Adjetivo formado por um prefixo.
d) Advérbio formado por um prefixo.
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09. Instituto Consulplan - Prefeitura de Formiga - Fiscal de Meio Ambiente -
2020 - A oração “Comecei um documentário com um grande amigo (...)” (5º§)
apresenta um objeto direto como termo integrante. Assinale a oração em que tal
fato também ocorre.
a) Maria acordou muito cedo hoje.
b) Maria está muito feliz com o carro novo.
c) Maria não obedece aos seus professores.
d) Ontem, Maria fez toda a lição de casa rapidamente.
10. Instituto Consulplan - Prefeitura de Formiga - Técnico em Enfermagem -
2020 - A oração destacada em “(...) decidi que precisava ser uma mulher melhor
para ele.” (1º§) é classificada como oração subordinada:
a) Adjetiva restritiva.
b) Adjetiva explicativa.
c) Substantiva subjetiva.
d) Substantiva objetiva direta.
11. Instituto Consulplan - Prefeitura de Formiga - Fiscal de Meio Ambiente -
2020 - O prefixo “super” (3º§) deve ser hifenizado quando vier acompanhado de
qual destas palavras?
a) Amigo.
b) Mulher.
c) Homem.
d) Exigente.
Os idiotas da objetividade
Sou da imprensa anterior ao copy desk. Tinha treze anos quando me iniciei no
jornal, como repórter de polícia. Na redação não havia nada da aridez atual e pelo
contrário: — era uma cova de delícias. O sujeito ganhava mal ou simplesmente não
ganhava. Para comer, dependia de um vale utópico de cinco ou dez mil-réis. Mas tinha
a compensação da glória. Quem redigia um atropelamento julgava-se um estilista. E a
própria vaidade o remunerava. Cada qual era um pavão enfático. Escrevia na véspera
e no dia seguinte via-se impresso, sem o retoque de uma vírgula. Havia uma volúpia
autoral inenarrável. E nenhum estilo era profanado por uma emenda, jamais.
Durante várias gerações foi assim e sempre assim. De repente, explodiu o copy
desk. Houve um impacto medonho. Qualquer um na redação, seja repórter de setor ou
editorialista, tem uma sagrada vaidade estilística. E o copy desk não respeitava
ninguém. Se lá aparecesse um Proust, seria reescrito do mesmo jeito. Sim, o copy
desk instalou-se como a figura demoníaca da redação.
Falei no demônio e pode parecer que foi o Príncipe das Trevas que criou a nova
moda. Não, o abominávelPai da Mentira não é o autor do copy desk. Quem o lançou e
promoveu foi Pompeu de Sousa. Era ainda o Diário Carioca, do Senador, do Danton.
Não quero ser injusto, mesmo porque o Pompeu é meu amigo. Ele teve um pretexto,
digamos assim, histórico, para tentar a inovação.
Havia na imprensa uma massa de analfabetos. Saíam as coisas mais incríveis.
Lembro-me de que alguém, num crime passional, terminou assim a matéria: — “E nem
um goivinho ornava a cova dela”. Dirão vocês que esse fecho de ouro é puramente
folclórico. Não sei e talvez. Mas saía coisa parecida. E o Pompeu trouxe para cá o que
se fazia nos Estados Unidos — o copy desk.
Começava a nova imprensa. Primeiro, foi só o Diário Carioca; pouco depois, os
outros, por imitação, o acompanharam.
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Rapidamente, os nossos jornais foram atacados de uma doença grave: — a
objetividade. Daí para o “idiota da objetividade” seria um passo. Certa vez, encontrei-
me com o Moacir Werneck de Castro. Gosto muito dele e o saudei com a mais larga e
cálida efusão. E o Moacir, com seu perfil de lord Byron, disse para mim, risonhamente:
— “Eu sou um idiota da objetividade”.
Também Roberto Campos, mais tarde, em discurso, diria: — “Eu sou um idiota
da objetividade”. Na verdade, tanto Roberto como Moacir são dois líricos. Eis o que eu
queria dizer: — o idiota da objetividade inunda as mesas de redação e seu autor foi,
mais uma vez, Pompeu de Sousa. Aliás, devo dizer que o copy desk e o idiota da
objetividade são gêmeos e um explica o outro.
E toda a imprensa passou a usar a palavra “objetividade” como um simples
brinquedo auditivo. A crônica esportiva via times e jogadores “objetivos”. Equipes e
jogadores eram condenados por falta de objetividade. Um exemplo da nova linguagem
foi o atentado de Toneleros. Toda a nação tremeu. Era óbvio que o crime trazia, em seu
ventre, uma tragédia nacional. Podia ser até a guerra civil. Em menos de 24 horas o
Brasil se preparou para matar ou para morrer. E como noticiou o Diário Carioca o
acontecimento? Era uma catástrofe. O jornal deu-lhe esse tom de catástrofe? Não e
nunca. O Diário Carioca nada concedeu à emoção nem ao espanto. Podia ter posto na
manchete, e ao menos na manchete, um ponto de exclamação. Foi de uma casta,
exemplar objetividade. Tom estrita e secamente informativo. Tratou o drama histórico
como se fosse o atropelamento do Zezinho, ali da esquina.
Era, repito, a implacável objetividade. E, depois, Getúlio deu um tiro no peito. Ali
estava o Brasil, novamente, cara a cara com a guerra civil. E que fez o Diário Carioca?
A aragem da tragédia soprou nas suas páginas? Jamais. No princípio do século,
mataram o rei e o príncipe herdeiro de Portugal (segundo me diz o luso Álvaro
Nascimento, o rei tinha o olho perdidamente azul). Aqui, o nosso Correio da Manhã abria
cinco manchetes. Os tipos enormes eram um soco visual. E rezava a quinta manchete:
“HORRÍVEL EMOÇÃO!”. Vejam vocês: — “HORRÍVEL EMOÇÃO!”.
O Diário Carioca não pingou uma lágrima sobre o corpo de Getúlio. Era a
monstruosa e alienada objetividade. As duas coisas pareciam não ter nenhuma
conexão: — o fato e a sua cobertura.
Estava um povo inteiro a se desgrenhar, a chorar lágrimas de pedra. E a
reportagem, sem entranhas, ignorava a pavorosa emoção popular. Outro exemplo seria
ainda o assassinato de Kennedy.
Na velha imprensa as manchetes choravam com o leitor. A partir do copy desk,
sumiu a emoção dos títulos e subtítulos. E que pobre cadáver foi Kennedy na primeira
página, por exemplo, do Jornal do Brasil. A manchete humilhava a catástrofe. O mesmo
e impessoal tom informativo. Estava lá o cadáver ainda quente. Uma bala arrancara o
seu queixo forte, plástico, vital. Nenhum espanto da manchete. Havia um abismo entre
o Jornal do Brasil e a tragédia, entre o Jornal do Brasil e a cara mutilada. Pode-se falar
na desumanização da manchete.
O Jornal do Brasil, sob o reinado do copy desk, lembra-me aquela página célebre
de ficção. Era uma lavadeira que se viu, de repente, no meio de uma baderna horrorosa.
Tiro e bordoada em quantidade. A lavadeira veio espiar a briga. Lá adiante, numa colina,
viu um baixinho olhando por um binóculo. Ali estava Napoleão e ali estava Waterloo.
Mas a santa mulher ignorou um e outro; e veio para dentro ensaboar a sua roupa suja.
Eis o que eu queria dizer: — a primeira página do Jornal do Brasil tem a mesma
alienação da lavadeira diante dos napoleões e das batalhas.
E o pior é que, pouco a pouco, o copy desk vem fazendo do leitor um outro idiota
da objetividade. A aridez de um se transmite ao outro. Eu me pergunto se, um dia, não
seremos nós 80 milhões de copy desks? Oitenta milhões de impotentes do sentimento.
Ontem, falava eu do pânico de um médico famoso. Segundo o clínico, a juventude está
desinteressada do amor ou por outra: — esquece antes de amar, sente tédio antes do
desejo. Juventude copy desk, talvez.
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Dirá alguém que o jovem é capaz de um sentimento forte. Tem vida ideológica,
ódio político. Não sei se contei que vi, um dia, um rapaz dizer que dava um tiro no
Roberto Campos. Mas o ódio político não é um sentimento, uma paixão, nem mesmo
ódio. É uma pura, vil, obtusa palavra de ordem.
(RODRIGUES, Nelson. Os idiotas da objetividade. In: __________. A cabra vadia: novas
confissões. 3. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2017. p. 30-33.)
12. Instituto Consulplan - Prefeitura de Orlândia - Psicólogo - 2023 - Assinale a
afirmativa na qual o “o” pertence à mesma classe morfológica e exerce a mesma
função sintática que em “E a própria vaidade o remunerava.” (1º§)
a) “Eis o que eu queria dizer: [...]” (13º§)
b) “Dirá alguém que o jovem é capaz de um sentimento forte.” (15º§)
c) “Gosto muito dele e o saudei com a mais larga e cálida efusão.” (6º§)
d) "Não quero ser injusto, mesmo porque o Pompeu é meu amigo.” (3º§)
Texto para responder às questões de 13 a 15.
A bike pelo mundo
Se em várias partes do Brasil a bicicleta só mais recentemente começou a ser vista
como opção de transporte, lá fora esse conceito já existe faz tempo. Segundo The
Copenhagenize Index (2015), no ranking das melhores cidades do mundo para andar
de bicicleta, Copenhague (Dinamarca) aparece em primeiro lugar, seguida de Amsterdã
e Utrecht (Holanda), Estrasburgo (França) e Eindhoven (Holanda).
Este último país é considerado por muitos (especialmente pelos próprios
moradores) o melhor país do mundo para se andar de bicicleta. Já na década de 1950,
20% da população holandesa se locomoviam sobre duas rodas. Mas, na década
seguinte, a prosperidade econômica aumentou e um dos resultados disso foi o
crescimento no número de automóveis. Com o passar dos anos, os ciclistas foram
perdendo espaço e o número de acidentes se elevou drasticamente. O trânsito se tornou
um ambiente hostil, de disputas de violência. Diante da crise, os holandeses não
perderam tempo, e organizaram um grande movimento para reduzir os acidentes. A
campanha “Abaixo o assassinato de crianças” recebeu o apoio da população e do
governo. A Holanda voltou a prestigiar o ciclismoe o número de acidentes caiu.
A mobilidade por bicicleta não parou mais de crescer. O ciclismo foi totalmente
integrado à malha de transportes holandesa, com sinalização adequada e
estacionamentos de bicicletas compatíveis com a demanda crescente.
Na Holanda, bicicletas dobráveis viajam de graça em outros meios de transporte
público e as tradicionais podem ser transportadas fora dos horários de pico por uma
pequena taxa. A companhia ferroviária e prefeituras oferecem estacionamento perto das
estações. Desde 2003, o serviço de aluguel de bicicletas torna ainda mais acessível
essa opção de transporte.
(TRIGUEIRO, André. Cidades e Soluções: como construir uma sociedade sustentável – Rio de
Janeiro: LeYa, 2017.)
13. Instituto Consulplan - Prefeitura de Vila Velha - Guarda Municipal - 2023 -
Pode-se inferir, considerando as informações contidas nos 3º§ e 4º§ que:
a) As intervenções efetivas estão diretamente relacionadas às necessidades
motivadoras para a sua concretização.
b) Questões relacionadas à mobilidade urbana são extintas quando
alternativas como a prática do ciclismo são implementadas com
responsabilidade
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c) Em decorrência do cumprimento de demandas de forma crescente em
relação à mobilidade urbana, o ciclismo mostrou-se extremamente
importante e fundamental nas mais variadas comunidades e grupos sociais.
d) Apesar de haver apoio de órgãos governamentais no que diz respeito à
implantação do ciclismo como prática de mobilidade urbana, ainda há
entraves de relevância econômica como as taxas cobradas e devidas que
causam impedimento à prática citada.
14. Instituto Consulplan - Prefeitura de Vila Velha - Guarda Municipal - 2023 -
Em “Se em várias partes do Brasil a bicicleta só mais recentemente começou a
ser vista como opção de transporte, lá fora esse conceito já existe faz tempo.”
(1º§), de acordo com a ortografia vigente, o segmento destacado seria
corretamente substituído por (preservando-se também a correção semântica
assim como evitando vícios de linguagem como a redundância):
a) “já existe a tempo”.
b) “já existe há tempo atrás”.
c) “já existe há muito tempo”.
d) “já existe a muito tempo atrás”.
15. Instituto Consulplan - Prefeitura de Vila Velha - Guarda Municipal - 2023 -
Considerando as expressões empregadas no texto, de acordo com o autor,
assinale a afirmativa correta.
a) O crescimento econômico das grandes cidades está, e sempre esteve,
atrelado ao desenvolvimento de conceitos relacionados ao desenvolvimento
sustentável assim como dependente dele.
b) Não há motivos para comemorar; o comportamento do ser humano no
trânsito, seja no Brasil ou em outros países do mundo, necessita de
mudanças drásticas para que grandes tragédias possam ser evitadas.
c) Diante de uma situação de consequências negativas, a Holanda é um
exemplo de mobilização efetiva contrária a resultados não desejados,
demonstrando interação entre agentes diferentes em prol da ação
empreendida.
d) As demandas surgidas a partir da prosperidade econômica são incapazes
de gerar soluções imediatas, de médio e longo prazo; à medida que tal
crescimento exige determinados comportamentos e ações para que seus
objetivos sejam alcançados.
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Crônicas de Artur Xexéo
___Não vivi a crise dos 30. Nem a dos 40. Nem mesmo a dos 50. As datas de aniversário
chegaram e foram embora sem causar maiores comoções. Mas vivi momentos em que
a idade pesou. Momentos em que me dei conta de que não era tão jovem quanto
pensava. O mais recente aconteceu na semana passada, quando me preparava para
entrar numa sessão de cinema, em Nova York, para assistir a “Super 8”, o melhor filme
de Steven Spielberg que não foi dirigido por Steven Spielberg. Mas comecemos do
começo.
___A primeira vez em que me dei conta de que a juventude estava acabando foi no
Tivoli. Para quem não está ligando o nome à pessoa, o Tivoli era um mafuá que ficava
em plena Lagoa Rodrigo de Freitas muito antes de o local ter atrações como pizzarias,
academias de ginástica, pistas de skate, cinemas multiplex. Nas sextas-feiras à noite,
depois da última aula na faculdade, minha turma costumava ir para lá. Todos já com
mais de 20 anos, talvez perto dos 25, teimávamos em não abandonar a infância jogando
argolas para ganhar bichinhos de pelúcia ou disputando corrida nos carrinhos de bate-
bate (meu Deus, será que alguém ainda sabe o que é isso?). Pois eu estava lá,
aguardando a minha vez de entrar no Chapéu Mexicano, quando uma menina se
aproximou. Faz tanto tempo que eu ainda tinha coragem de andar no Chapéu Mexicano.
A menina era uma adolescente e, sem perceber o mal que me causava, perguntou com
educação:
___— O senhor está na fila?
___Foi quando me dei conta de que já existiam pessoas dez anos mais moças do que
eu saindo de casa sozinhas para mafuás na beira da Lagoa. E assim entrei na
maturidade. Numa noite de sexta-feira no Tivoli. Foi traumático, mas passou. Enfrentei
com galhardia os 30, os 35, os 40, os 45... até me encontrar com a revista “Caras”. É
sempre um momento constrangedor, nas entrevistas, quando o repórter quer saber a
idade do entrevistado. Hoje não existe mais esse problema. É só ir na Wikipedia. Mas
meu encontro com a “Caras” aconteceu antes da internet. Faz tempo. Todas as
reportagens da revista tinham a idade do entrevistado entre vírgulas logo após o nome
dele. Conheço gente que só lia a “Caras” para saber a idade dos artistas. E um dia a
reportagem era comigo. Eu nunca fiz nada para sair na “Caras”. Nunca fui a Angra dos
Reis, nunca chorei mágoas em castelo na França, nunca fui flagrado saindo de uma
farmácia no Leblon. Mas lancei um livro, uma minibiografia de Janete Clair. Não foi
assunto suficientemente importante para merecer uma reportagem de “Caras”. Mas
valeu uma foto pequenininha numa página com mais 328 fotos de gente que estava
dançando numa boate ou participando da festa de aniversário do filho de um cantor
sertanejo. Na foto, eu dava um autógrafo no livro comprado por Sonia Braga (isso
mesmo, eu e Sonia Braga nos meus tempos de superstar). E a legenda entregava: “No
lançamento da biografia de Janete Clair, Artur Xexéo, 50...” Mas eu não tinha 50 anos.
Ainda faltava um bom tempo para eu chegar lá. O triste foi constatar que eu aparentava
50, nunca mais li “Caras”. Nem sei se eles ainda publicam a idade de todos os
entrevistados.
___Mas passou. Fiz 50 anos e nem me dei conta. Até a semana passada, quando,
enfim, cheguei ao tal cinema em Nova York. Era na Rua 42, um multiplex com mais de
20 salas todas passando praticamente o mesmo filme. “Thor”, “X-Men”, “Super 8”... Para
que tantas salas se são tão poucos os filmes? Me decidi pelo “Super 8”. Escolhi uma
das sete salas em que o filme estava sendo exibido, separei o dinheiro do ingresso
certinho e fui à bilheteria. A bilheteira me deu troco. Fiquei confuso. Afinal, eu tinha
contado o dinheiro certo. O ingresso custava US$ 24. Por que tinham me cobrado só
US$ 19.20? A bilheteira me deu desconto de sênior! Simplesmente olhou para mim e
concluiu: Sênior. Mais tarde soube que, em Nova York, quem tem mais de 65 anos é
considerado sênior e tem direito a descontos no cinema e em museus. Peraí, 65 anos?
A bilheteira do multiplex na Rua 42 estragou minha semana de folga me dando debandeja a crise da terceira idade com uns bons anos de antecedência.
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(Disponível em: https: //www.facebook.com. Adaptado.)
16. Instituto Consulplan - Prefeitura de Capanema - Fiscal de Tributos - 2020 -
Em relação ao uso de “triste” no segmento: “O triste foi constatar que eu
aparentava 50, (...)” (4º§), pode-se afirmar que trata-se de:
a) Adjetivo.
b) Predicado.
c) Conjunção.
d) Predicativo.
e) Substantivo.
Texto para as questões 17 a 24.
Caravelas-portuguesas são flagradas em praias do litoral de SP e
assustam banhistas
Animais foram flagrados nas praias de Praia Grande e Guarujá neste sábado
(28)
01 _____ A aparição de caravelas-portuguesas (Physalia physalis) em praias da
02 Baixada Santista, no litoral de São Paulo, assustou moradores e turistas na
03 manhã deste sábado (28). Ao G1, uma banhista relatou o encontro com os
04 animais na orla de Praia Grande. Já uma moradora de Guarujá também flagrou
05 as aparições em praias do município.
06 _____ Turista de São Paulo, a cirurgiã-dentista Bárbara Lombardo dos Santos,
07 de 34 anos, conta que passeava pela faixa de areia de Praia Grande com os
08 pais quando flagrou uma das caravelas-portuguesas. "Já li a respeito delas e
09 sei que são perigosas, então decidimos chamar os guarda-vidas".
10 "Achamos uma e, poucos metros depois, avistamos outra. O problema é
11 que parece que não há u m preparo para essa situação, parece que nem os
12 guarda-vidas sabem bem o que fazer. Eles orientam que não pode mexer, mas
13 tem muitas crianças na praia. Como elas são bonitas, as crianças mexem e
14 podem se machucar", afirma.
15 _____ Bárbara conta, também, que após o alerta, os guarda-vidas retiraram o
16 animal até uma das bases para evitar acidentes. "É uma pena. Ao mesmo
17 tempo que acaba sendo um perigo para os banhistas, o animal, que não tem
18 culpa, acaba morrendo".
19_____ Já em Guarujá, uma moradora flagrou a aparição das caravelas-
20 portuguesas, ou barco-de-guerra-português, como também são conhecidas, em
21 praias do município na manhã deste sábado (28). Imagens obtidas
22 pelo G1 mostram os animais na faixa de areia dos bairros Astúrias e
23 Pitangueiras.
24
25 Cuidados
26 _____ De acordo com o biólogo Éric Comin, o surgimento desse animal nessa
27 época do ano é comum e ocorre por conta da correnteza marítima, um
28 fenômeno de massa de água chamado Água Central do Atlântico Sul (ACAS).
29 _____ Comin explica que as caravelas-portuguesas oferecem grande risco aos
30 turistas, pois seus tentáculos liberam substâncias extremamente urticantes que
31 podem causar queimaduras de terceiro grau.
32 _____ Caso o banhista seja queimado por esses animais, não deve tocar no
33 local afetado pois a toxina se espalha para onde a pessoa levar a mão.
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34 Também é possível aplicar vinagre na região e evitar jogar água ou esfregar a
35 mão com areia, além de procurar um centro médico para tratar os ferimentos.
17. FADESP - Prefeitura de Curuá - Assistente Administrativo - 2020 - Para Éric
Comin, o surgimento dos animais se deve
a) ao desequilíbrio ecológico.
b) a um fenômeno natural.
c) à ação humana.
d) ao despreparo dos guarda-vidas.
18. FADESP - Prefeitura de Curuá - Assistente Administrativo - 2020 - No texto, as
aspas indicam
a) ênfase.
b) sentido conotativo.
c) citação.
d) discurso direto.
19. FADESP - Prefeitura de Curuá - Assistente Administrativo - 2020 - De acordo
com o texto, as caravelas-portuguesas
a) chamam a atenção das crianças.
b) produzem calor intenso.
c) são típicas do litoral paulista.
d) podem ser mortas com vinagre.
20. FADESP - Prefeitura de Curuá - Assistente Administrativo - 2020 - Foi formada
por derivação prefixal a palavra
a) relatou (linha 3).
b) preparo (linha 11).
c) retiraram (linha 15).
d) substâncias (linha 30).
21. FADESP - Prefeitura de Curuá - Assistente Administrativo - 2020 - O
trecho Caso o banhista seja queimado por esses animais, não deve tocar no local
afetado pois a toxina se espalha para onde a pessoa levar a mão. Também é
possível aplicar vinagre na região e evitar jogar água ou esfregar a mão com areia,
além de procurar um centro médico para tratar os ferimentos (linhas 32 a 35) é do
tipo
a) narrativo.
b) descritivo.
c) argumentativo.
d) injuntivo.
22. FADESP - Prefeitura de Curuá - Assistente Administrativo - 2020 - Segundo
uma informante, a tendência do aparecimento das caravelas pode vitimar
a) pessoas idosas.
b) turistas portugueses.
c) os próprios animais.
d) os guarda-vidas.
23. FADESP - Prefeitura de Curuá - Assistente Administrativo - 2020 - Uma vírgula
deveria ter sido empregada em
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a) Ao G1, uma banhista relatou o encontro com os animais na orla de Praia
Grande (linhas 3 e 4).
b) "Já li a respeito delas e sei que são perigosas, então decidimos chamar os
guarda-vidas" (linhas 8 e 9).
c) Eles orientam que não pode mexer, mas tem muitas crianças na praia (linhas
12 e 13).
d) Bárbara conta, também, que após o alerta, os guarda-vidas retiraram o animal
até uma das bases para evitar acidentes (linhas 15 e 16).
24. FADESP - Prefeitura de Curuá - Assistente Administrativo - 2020 - A palavra
indicada poderia substituir a que está grifada em
a) Já uma moradora de Guarujá também flagrou as aparições em praias do
município (linhas 4 e 5) - imediatamente.
b) Eles orientam que não pode mexer, mas tem muitas crianças na praia (linhas
12 e 13) - há.
c) Já em Guarujá, uma moradora flagrou a aparição das caravelas-portuguesas,
ou barco-de-guerra-português, como também são conhecidas, em praias do
município na manhã deste sábado (linhas 19 a 21) - surpreendeu.
d) Caso o banhista seja queimado por esses animais, não deve tocar no local
afetado pois a toxina se espalha para onde a pessoa levar a mão (linhas 32 e
33) - se.
Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 25 e 26
Dados sobre o saneamento ambiental
01 De acordo com pesquisas realizadas pelo Instituto Trata Brasil,
02 somente 45% do esgoto gerado no país passa por tratamento e o
restante
03 é despejado diretamente na natureza, causando problemas sanitários e
04 ambientais.
05 Em 2011, 82,4% da população era abastecida com água potável, e
06 a taxa de atendimento subiu apenas para 83,3% em 2016. Já o relatório
07 “Ranking do Saneamento” mostra que 53% da população brasileira têm
08 acesso à coleta e tratamento de esgoto, o que representa 100 milhões
de
09 brasileirossem acesso a esse serviço, ou seja, quase metade dos
10 habitantes do país.
11 Entre as 100 maiores cidades, 36 municípios têm menos de 60%
12 dos cidadãos com serviços de coleta de esgoto. Um dos motivos para
13 esses números é o aumento da população urbana. Com isso, as cidades
14 não conseguem estruturar investimentos proporcionalmente ao ritmo de
15 crescimento populacional pelos custos de implementação da
16 infraestrutura e da operacionalização dos serviços de esgoto, que são
17 custosos.
18 Os principais investimentos em saneamento foram feitos nos
19 estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e Paraná.
20 Esses valores corresponderam a 63,3% do total investido no país. Em
21 compensação, os investimentos no Acre, Alagoas, Amapá, Rondônia e
22 Amazonas, no mesmo período, totalizaram apenas 1,7%.
23 As obras do Programa de Aceleração do Crescimento
24 (PAC) elevaram os níveis de atendimento dos serviços básicos, mas
25 ainda assim não foram suficientes. Atualmente, a estimativa é que a
26 universalização do saneamento exigiria um investimento de R$ 500
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27 bilhões até 2040.
Disponível em https://blog.bkrambiental.com.br/saneamento-ambiental-no-brasil Acessado em
7/12/2022
25. FADESP - Prefeitura de Rondon do Pará - Assistente de Administração -
2023 - Em Atualmente, a estimativa é que a universalização do saneamento
exigiria um investimento de R$ 500 bilhões até 2040 (linhas 25 a 27), foi
omitida/omitido
a) vírgula.
b) artigo.
c) conjunção.
d) preposição.
26. FADESP - Prefeitura de Rondon do Pará - Assistente de Administração - 2023
- Em Com isso, as cidades não conseguem estruturar investimentos
proporcionalmente ao ritmo de crescimento populacional pelos custos de
implementação da infraestrutura e da operacionalização dos serviços de esgoto,
que são custosos (linhas 13 a 17), ocorre
a) metáfora.
b) pleonasmo.
c) eufemismo.
d) hipérbole.
Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 27 e 28.
Você sabe o que são microplásticos?
01 Microplásticos, como o próprio nome já diz, são pequenos
02 fragmentos de plástico, com menos de cinco milímetros de comprimento.
03 O que muita gente não sabe é que essas partículas – a princípio
04 inofensivas – são os principais poluentes dos oceanos.
05 É fato que o plástico está presente em nossas vidas todos os dias
06 – nas embalagens de remédios, nos potes plásticos, nos aparelhos
07 eletrônicos e eletrodomésticos e por aí vai... – e fomos levados a crer que
08 esse material é indispensável em nossas vidas. Acontece que o plástico,
09 quando descartados de maneira incorreta, sofre a chamada quebra
10 mecânica pelas chuvas, ventos e ondas do mar, o que fragmenta esse
11 material em pequenas partículas. Essa ação repetitiva os transforma em
12 microplásticos.
13 Além do descarte incorreto de resíduos, os microplásticos vão parar
14 no ambiente através de outras formas, como na lavagem de roupas de
15 poliéster; no atrito dos membros de pessoas que usam roupas de
16 poliamida; no atrito dos pneus (que são feitos de um tipo de plástico
17 chamado estireno butadieno) com o asfalto; no desprendimento (pelas
18 chuvas e vento) de tintas de látex e acrílicas das paredes das casas; na
19 utilização de cremes, sabonetes, pastas, géis e esfoliantes que são feitos
20 de microplásticos de polietileno; e também na perda acidental
21 de nurdles (pequenas bolinhas plásticas utilizadas na manufatura de itens
22 plásticos) quando transportadas por navios ou caminhões.
23 Tudo isso faz com que os microplásticos cheguem indevidamente
24 não só aos oceanos, mas à água que tomamos, às comidas que ingerimos
25 e ao ar que respiramos.
Disponível em https://routebrasil.org/2020/08/01/voce-sabe-o-que-sao-microplasticos/
Acessado em 20/01/2023
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27. FADESP - Prefeitura de Oriximiná - Guarda Municipal - 2023 - No
trecho Acontece que o plástico, quando descartados de maneira incorreta, sofre a
chamada quebra mecânica pelas chuvas, ventos e ondas do mar, o que fragmenta
esse material em pequenas partículas (linhas 8 a 11), o autor do texto deixou de
observar a
a) pontuação.
b) regência.
c) acentuação.
d) concordância.
28. FADESP - Prefeitura de Oriximiná - Guarda Municipal - 2023 - A
palavra microplásticos foi formada por
a) derivação parassintética.
b) composição por justaposição.
c) derivação prefixal.
d) composição por aglutinação.
Abandonar e maltratar animais é crime
Por Dani Scaffo
1. É crime praticar maus-tratos contra animais domésticos, silvestres,
2. nativos ou exóticos, de acordo com a Lei 9.605/98, artigo 32. Existem várias
3. condutas que podem caracterizar os crimes, tais como o abandono, ferir, mutilar,
4. envenenar, manter em locais pequenos sem possibilidade de circulação e sem
5. higiene, não abrigar do sol, chuva ou frio, não alimentar, não dar água, negar
6. assistência veterinária se preciso, dentre outros.
7. Atualmente, a legislação prevê pena de três meses a um ano de detenção
8. para quem pratica os atos contra animais. A pena é aumentada de um sexto a
9. um terço se o crime causa a morte do animal.
10. Recentemente, um crime de maus-tratos chocou os moradores do Rio de
11. Janeiro. Um cavalo foi arrastado por cerca de dois quilômetros em Duque de
12. Caxias, na Baixada Fluminense, por um motorista de caminhão.
13. O caso aconteceu na madrugada da última sexta-feira (30). O animal foi
14. encontrado debilitado, inclusive com fraturas expostas, mas ainda vivo, no bairro
15. Parada Angélica.
16. O motorista do caminhão foi preso pela Polícia Civil em casa e foi autuado
17. por maus tratos aos animais com aumento de pena pela morte do cavalo, que
18. precisou ser sacrificado.
19. Segundo as testemunhas, o motorista tentou roubar o cavalo amarrando-
20. o no caminhão, mas o animal não acompanhou o ritmo do veículo e caiu.
21. A presidente da Comissão de Ética e Bem Estar Animal do CRMV-RJ,
22. Vivian Lage de Oliveira (CRMV-RJ 10858), contou que tomou conhecimento
23. sobre o caso pela manhã e ficou consternada pela forma pela qual o animal se
24. encontrava, não restando outra alternativa a não ser a própria eutanásia após
25. muitas horas de sofrimento.
26. “Segundo resolução 1236/2018 do CFMV, o crime se encaixa no Artigo
27. 5°: III – agredir fisicamente ou agir para causar dor, sofrimento ou dano ao
28. animal; E além de maus tratos houve também crueldade e abuso, segundo o
29. artigo 2° da mesma resolução. Vale lembrar a recente lei municipal 6884, criada
30. pelo prefeito do Rio Eduardo Paes, que torna obrigatória a prestação de socorro
31. aos animais atropelados pelo atropelador. A Comissão de Ética e Bem Estar
32. Animal do CRMV-RJ acredita que as leis precisam ter punições mais rígidas pois
33. os animais são seres sencientes e merecem respeito de toda sociedade”,
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https://questoes.grancursosonline.com.br/prova/prefeitura-de-oriximina-pa-2023-fadesp-guarda-municipal
34. explicou.
Disponível em https://www.crmvrj.org.br/2021/05/abandono-e-maus-tratos-aos-animais-e-crime/
Acessado em 26/08/2021Texto adaptado
29. FADESP - Prefeitura de Abaetetuba - Agente Comunitário de Saúde - 2021 - O
título do texto, Abandonar e maltratar animais é crime, contém um problema
referente à
a) concordância nominal.
b) concordância verbal.
c) regência nominal.
d) regência verbal.
Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 30 e 31.
Vamos falar sobre credibilidade e confiança?
Mari Rodrigues
1. Conversando com um amigo, fiquei pensando sobre algumas coisas que
2. parecem básicas mas não são tanto assim. Quando expressamos nossos
3. sentimentos, nosso lado mais profundo, fica a impressão de que o outro lado
4. precisa se interessar em ouvir o que temos a dizer. É a credibilidade que
botamos
5. na pessoa que vai nos ouvir que define o quanto vamos nos abrir na conversa.
6. O que é credibilidade? É a qualidade de ser confiável. E aí entramos no
7. ponto alto da discussão que quero abrir: só falamos abertamente com quem
8. temos confiança. Isso nos ajuda a filtrar melhor o que estamos falando e para
9. quem, e nos freia de falar qualquer coisa a qualquer pessoa,
10. indiscriminadamente.
11. Como se constrói uma confiança? Há pessoas que só de olhar parecem
12. confiáveis? O que determina a credibilidade dessa pessoa? São perguntas que
13. só conseguimos responder dentro dos nossos corações. Cada pessoa tem seu
14. referencial de confiança e cada pessoa sabe o que espera do outro.
15. Os usos que as pessoas fazem de seu nível de confiança geralmente são
16. bons. Elas viram grandes amigas e confidentes: o outro sabe que algum
segredo
17. estará bem guardado. Mas há pessoas que manipulam essa confiança e a usam
18. em proveito próprio, em detrimento da pessoa que confiou nela. Golpistas
sabem
19. muito bem como abusar da confiança dos outros e espero que paguem por isso.
20. E o que a diversidade tem a ver com todo esse papo, Mari? Explico:
21. desenvolver confiança no meio é bastante difícil. Saímos de um ambiente de
22. aparente fraternidade para um ambiente tóxico de medo e de desconfiança. E
se
23. não criamos a confiança nas pessoas que são nossas aliadas, é difícil criar uma
24. rede de apoio consistente para nos fortalecer nesse ambiente.
25. Na semana passada, falei sobre amizade, e amizade também pressupõe
26. confiança, pois é essa credibilidade que vai fazer com que as pessoas sejam
27. nossas amigas ou não, e assim, todos ficam mais fortes para enfrentar a
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28. hostilidade dentro e fora do nosso lugar.
Disponível em https: //marirodrigues.blogosfera.uol.com.br/2020/02/29/vamos-falar-sobre-credibilidade-e-
confianca/
Acessado em 1/03/2020
Texto adaptado
30. FADESP - Câmara de Marabá - Agente Administrativo - 2021 - De acordo com
o texto, nós
a) devemos confiar em todas as pessoas com as quais convivemos.
b) nos abrimos apenas com as pessoas nas quais confiamos.
c) só expressamos nossos sentimentos a quem tem interesse neles.
d) conversamos mais abertamente com quem nos parece previsível.
e) jamais nos enganamos ao julgar alguém confiável ou não.
31. FADESP - Câmara de Marabá - Agente Administrativo - 2021 - Termos foram
empregados em sentido conotativo em
a) Conversando com um amigo, fiquei pensando sobre algumas coisas que
parecem básicas mas não são tanto assim (linhas 1 e 2).
b) É a credibilidade que botamos na pessoa que vai nos ouvir que define o quanto
vamos nos abrir na conversa (linhas 4 e 5).
c) Isso nos ajuda a filtrar melhor o que estamos falando e para quem, e nos freia
de falar qualquer coisa a qualquer pessoa, indiscriminadamente (linhas 8 a 10).
d) Cada pessoa tem seu referencial de confiança e cada pessoa sabe o que espera
do outro (linhas 13 e 14).
e) Golpistas sabem muito bem como abusar da confiança dos outros e espero que
paguem por isso (linhas 18 e 19).
Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 32 a 34.
Morte de indígenas na América teria causado pequena era do gelo
A colonização europeia por aqui fez com que 56 milhões de hectares voltassem a virar
vegetação, diminuindo o CO2 na atmosfera e deixando a Terra mais gelada
Por Rafael Battaglia
01 ___Alterações climáticas acontecem, em geral, por conta de grandes
02 fenômenos naturais, como erupções vulcânicas ou o movimento de massas de ar.
03 Mas a ciência descobriu que uma das maiores mudanças da história aconteceu,
04 em parte, por conta da ação humana – e não estamos falando do aquecimento
05 global.
06 ___Um estudo da University College London, no Reino Unido, relaciona a
07 ação dos colonizadores europeus na América durante o século 16 com um
08 período conhecido como “Pequena Era do Gelo”. De acordo com os
09 pesquisadores, o extermínio de indígenas afetou o clima da Terra, diminuindo a
10 temperatura média do planeta no século seguinte.
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11 ___A pesquisa, publicada na revista Quaternary Science Reviews, mostra que
12 as mortes fizeram com que uma vasta área ficasse inativa e, naturalmente, fosse
13 reflorestada. O crescimento de vegetação em lugares antes usados pelos nativos
14 para moradia e agricultura elevaram os níveis de dióxido de carbono na
15 atmosfera, causando uma queda de 0,15o C nos termômetros da Terra.
16
17 Como o estudo foi feito?
18 ___Para chegar a uma estimativa da área ocupada pelos indígenas, os
19 pesquisadores foram atrás de dados populacionais da época. De acordo com
20 eles, havia na América em torno de 60,5 milhões de habitantes até 1492, quando
21 o explorador Cristóvão Colombo chegou por aqui.
22 ___Depois, os experts britânicos foram atrás do número de nativos mortos
23 daquele ano em diante e calcularam que, entre assassinatos e epidemias de
24 doenças (trazidas pelos europeus), a colonização eliminou 90% da população
25 indígena – 54,5 milhões de pessoas. O número não é consenso: há autores que
26 defendem que os europeus mataram 15 milhões. Um valor mais modesto, mas
27 não menos significativo.
28 ___Seja como for, o estudo estimou que a área desprotegida de tratamento foi
29 de 56 milhões de hectares, que é aproximadamente o território da França. Todo
30 esse espaço, sem a manutenção dos indígenas, foi “invadida” pela vegetação
31 natural. Essa renovação do solo, de acordo com os pesquisadores, absorveu
uma
32 boa quantidade de CO2 (necessário para a fotossíntese), causando uma queda
33 na sua concentração na atmosfera.
34 ___A taxa de diminuição foi de 7-10 ppm (ou seja, de 7 a 10 partículas de
35 dióxido de carbono para cada um milhão de moléculas no ar). Para se ter uma
36 ideia, atualmente se produz 3 ppm por ano na queima de combustíveis fósseis.
Disponível em https://super.abril.com.br/ciencia/morte-de-indigenas-na-america-teria-
causado-uma-pequena-era-do-gelo/ Acessado em 9/02/2019
32. FADESP - Prefeitura de Marabá - Almoxarife - 2019 - Sem alterar o sentido
do enunciado, a palavra grifada poderia ser suprimida em
a) Alterações climáticas acontecem, em geral, por conta de grandes
fenômenos naturais, como erupções vulcânicas ou o movimento de massas
de ar (linhas 1 e 2).
b) O crescimento de vegetação em lugares antes usados pelos nativos para
moradia e agricultura elevaram os níveis de dióxido de carbono na
atmosfera, causando uma queda de 0,15oC nos termômetros da
Terra (linhas 13 a 15).
c) Essa renovação do solo, de acordo com os pesquisadores, absorveu
uma boa quantidade de CO2 (necessário para a fotossíntese), causando
uma queda na suaconcentração na atmosfera (linhas 31 a 33).
d) A taxa de diminuição foi de 7-10 ppm (ou seja, de 7 a 10 partículas de dióxido
de carbono para cada um milhão de moléculas no ar) (linhas 34 e 35).
33. FADESP - Prefeitura de Marabá - Almoxarife - 2019 - A concordância não foi
observada em
a) Alterações climáticas acontecem, em geral, por conta de grandes
fenômenos naturais, como erupções vulcânicas ou o movimento de massas
de ar (linhas 1 e 2).
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b) Para chegar a uma estimativa da área ocupada pelos indígenas, os
pesquisadores foram atrás de dados populacionais da época (linhas 18 e
19).
c) O número não é consenso: há autores que defendem que os europeus
mataram 15 milhões (linhas 25 e 26).
d) Todo esse espaço, sem a manutenção dos indígenas, foi “invadida” pela
vegetação natural (linhas 29 a 31).
34. FADESP - Prefeitura de Marabá - Técnico Previdenciário - 2019 - O trecho
em que uma expressão foi empregada em sentido conotativo é
a) De acordo com os pesquisadores, o extermínio de indígenas afetou o clima
da Terra, diminuindo a temperatura média do planeta no século
seguinte (linhas 8 a 10).
b) Para chegar a uma estimativa da área ocupada pelos indígenas, os
pesquisadores foram atrás de dados populacionais da época (linhas 18 e
19).
c) Um valor mais modesto, mas não menos significativo (linhas 26 e 27).
d) A taxa de diminuição foi de 7-10 ppm (ou seja, de 7 a 10 partículas de dióxido
de carbono para cada um milhão de moléculas no ar) (linhas 34 e 35).
Responder
35. FADESP - Câmara de Capanema - Auxiliar Administrativo - 2017 - A
expressão gramaticalmente correta é
a) Existe muitas esperanças de que nosso deputado se reeleja.
b) Nós, munícipes, não somos cidadões de segunda classe.
c) Houve muitos acidentes naquela rodovia recém asfaltada pelo prefeito.
d) Aquela lei foi aprovada na última seção da Câmara Municipal.
Texto associado
Se eu pudesse, hoje, varria, isto mesmo, varria as pessoas todas com vassouras,
como se fossem cisco. Limpava o chão, passava pano molhado para refrescar, ia chorar
e dormir. Meu coração agora faz diferença nenhuma de coração de galinha ou barata
que galinha come. Não tem amor nele, nem de mãe, nem de esposa, nem de nada. Tá
seco, raivoso e antipático, quer é sossego, quer é lembrar o morto horas a fio, espernear
em cima de vida tão sem graça e cinzenta. Gosto de ir até no fundo da cisterna e revirar
o lodo, tirar ele com a mão, me emporcalhar bastante, só pra depois ver água minando
clarinha de novo. Gosto da cesta sobre a mesa com mamões e bananas, gosto de lavar
o filtro todo o sábado, encher as talhas com água nova, gosto. Gosto, mas exaspero-
me esquecida dos dons, e parto, como hoje, o pão sem reparti-lo.
(PRADO, Adélia. Solte os cachorros. Rio de Janeiro/São
Paulo. Editora Record, 2006. p.71)
36. IBFC - SEAP PR - Agente de Execução - Técnico de Enfermagem - 2021 -
Para tornar mais expressiva a noção de falta, na passagem “Não tem amor nele,
nem de mãe, nem de esposa, nem de nada.”, reitera-se a conjunção “nem” que
tem valor semântico:
a) concessivo.
b) aditivo.
c) adversativo.
d) alternativo.
e) consecutivo.
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https://questoes.grancursosonline.com.br/prova/camara-de-capanema-pr-2017-fadesp-auxiliar-administrativo
https://questoes.grancursosonline.com.br/prova/seap-pr-pr-2021-ibfc-agente-de-execucao-tecnico-de-enfermagem-2
Leia o texto abaixo para responder às questões 37 a 41.
Texto I
Naquele tempo o mundo era ruim. Mas depois se consertara, para bem dizer as coisas
ruins não tinham existido. No jirau da cozinha arrumavam-se mantas de carne-seca e
pedaços de toicinho. A sede não atormentava as pessoas, e à tarde, aberta a porteira,
o gado miúdo corria para o bebedouro. Ossos e seixos transformavam-se às vezes nos
entes que povoavam as moitas, o morro, a serra distante e os bancos de macambira.
Como não sabia falar direito, o menino balbuciava expressões complicadas, repetia
as sílabas, imitava os berros dos animais, o barulho do vento, o som dos galhos que
rangiam na catinga, roçando-se. Agora tinha tido a ideia de aprender uma palavra, com
certeza importante porque figurava na conversa de sinha Terta. Ia decorá-la e transmiti-
la ao irmão e à cachorra. Baleia permaneceria indiferente, mas o irmão se admiraria,
invejoso.
- Inferno, inferno.
Não acreditava que um nome tão bonito servisse para designar coisa ruim. E
resolvera discutir com sinha Vitória. Se ela houvesse dito que tinha ido ao inferno, bem.
Sinha Vitória impunha-se, autoridade visível e poderosa. Se houvesse feito menção de
qualquer autoridade invisível e mais poderosa, muito bem. Mas tentara convencê-lo
dando-lhe um cocorote, e isto lhe parecia absurdo. Achava as pancadas naturais
quando as pessoas grandes se zangavam, pensava até que a zanga delas era a causa
única dos cascudos e puxavantes de orelhas. Esta convicção tornava-o desconfiado,
fazia-o observar os pais antes de se dirigir a eles. Animara-se a interrogar sinha Vitória
porque ela estava bem-disposta. Explicou isto à cachorrinha com abundância de gritos
e gestos.
(RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. Rio de Janeiro/São Paulo: Record, 2009, p. 59-
60)
37. IBFC - Prefeitura de Vinhedo - Guarda Municipal - 2020 - Considere a
estrutura do seguinte fragmento retirado do texto: “Se ela houvesse dito que
tinha ido ao inferno, bem.” (4º§). Em seguida, assinale a alternativa que traz
a análise correta:
a) Trata-se de um período composto por duas orações.
b) Trata-se de um período composto por três orações.
c) Trata-se de um período composto por quatro orações.
d) Trata-se de um período simples.
38. IBFC - Prefeitura de Vinhedo - Guarda Municipal - 2020 - A partir de um
entendimento global do texto, nota-se que a relação entre pais e filhos era
marcada por:
a) admiração recíproca.
b) violência revidada.
c) agressões naturalizadas.
d) afetos silenciados.
39. IBFC - Prefeitura de Vinhedo - Guarda Municipal - 2020 - Em “No jirau da
cozinha arrumavam-se mantas de carne-seca e pedaços de toicinho.” (1º§),
ao analisar sintaticamente a oração, deve-se classificar seu sujeito como:
a) simples.
b) indeterminado.
c) oculto/ desinencial.
d) composto.
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40. IBFC - Prefeitura de Vinhedo - Guarda Municipal - 2020 - Quanto à
tipologia, é correto afirmar que o texto é narrativo em função de todas as
características típicas dessa categoria listadas, exceto:
a) presença de personagens que agem ao longo do texto.
b) defesa de um ponto de vista construída por argumentos.
c) encadeamento de ações que conferem dinamismo ao texto.
d) sequência temporal constituída por expressões adverbiais e verbos.
41. IBFC - Prefeitura de Vinhedo - Guarda Municipal - 2020 - De acordo com a
gramática tradicional, a vírgula, no interior de uma oração, deve ser usada,
dentre outros casos, para isolar o adjunto adverbial antecipado. Dentre os
fragmentos abaixo, retirados do texto, assinale aquele em que a vírgula deveria
ser empregada por essa razão.
a) “Ossos e seixos transformavam-se às vezes nos entes que povoavamas
moitas,” (1º§).
b) “Ia decorá-la e transmiti-la ao irmão e à cachorra.” (2º§).
c) “Não acreditava que um nome tão bonito servisse para designar coisa ruim.”
(4º§).
d) “Achava as pancadas naturais quando as pessoas grandes se zangavam,”
(4º§).
Texto I
A gripe espanhola: uma doença com muitos nomes (fragmento)
Há quem diga que se pode avaliar a importância de uma doença pela quantidade
de nomes que ela recebe. É o caso da gripe espanhola, que impingiu um verdadeiro
flagelo mundial, de 1918 até o início de 1920. A moléstia foi chamada também de
“bailarina” – porque dançava e se disseminava em larga escala, e porque o vírus
deslizava com facilidade para o interior das células do hospedeiro e se alterava ao longo
do tempo e nos vários lugares em que incidia -, de “gripe pneumônica”, “peste
pneumônica”, “grande influenza”, ou, simplesmente, de “espanhola”. Foi ainda
alcunhada, mais popularmente, de “praga”, numa referência bíblica ao episódio em que
Moisés teria conjurado uma série de maldições contra os egípcios. E não faltou quem a
denominasse apenas de “peste”, o nome que se dava desde a Antiguidade às doenças
epidêmicas de origem desconhecida no momento de sua eclosão e que, nesses
contextos dramáticos, viraram, de pronto, sinal de “fim de mundo”, uma resposta divina
aos descaminhos da humanidade.
(SCHWARCZ, Lilia Moritz. A bailarina da morte: a gripe
espanhola no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2020, p.25-6)
42. IBFC - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - Guarda Municipal -
2021 - Considere a passagem abaixo para responder às questões 5 e 6
seguintes. “nesses contextos dramáticos, viraram, de pronto, sinal de “fim de
mundo”, uma resposta divina aos descaminhos da humanidade.” O termo
preposicionado “aos descaminhos da humanidade” supre a exigência de
regência do seguinte termo:
a) “contextos”.
b) “resposta”.
c) “viraram”.
d) “fim”.
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43. IBFC - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - Guarda Municipal -
2021 - “nesses contextos dramáticos, viraram, de pronto, sinal de “fim de
mundo”, uma resposta divina aos descaminhos da humanidade.” A expressão
destacada no trecho encontra-se entre vírgulas e possui caráter:
a) adjetivo.
b) adverbial.
c) substantivo.
d) verbal.
44. IBFC - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - Guarda Municipal -
2021 - Na relação de nomes encontrados no texto para a doença, nota-se
uma certa regularidade na posição das classes gramaticais que os
constituem. Assinale a alternativa cuja estrutura dos nomes diferencia-se da
dos demais.
a) “peste pneumônica”.
b) “gripe pneumônica”.
c) “grande influenza”.
d) “gripe espanhola”.
Texto II
“Morrer... Eu não tinha medo de morrer. Por minha juventude, talvez, ou algo
assim... Estávamos rodeados pela morte, a morte estava sempre por perto, porém eu
não pensava nela. Não falávamos a respeito. Ela nos rodeava e cercava bem de perto,
mas eu sempre passava batido. Uma noite, uma companhia inteira veio fazer
reconhecimento de combate na área do nosso regimento. Quando estava
amanhecendo, ela se retirou, e começamos a escutar gemidos vindos da faixa neutra.
Um ferido tinha ficado ali. ‘Não vá, vão matar você’, os soldados não me deixavam ir,
‘não vê que já está clareando?”
Não dei ouvidos e rastejei para lá. Achei o ferido e arrastei-o por oito horas, usando
um cinto que amarrei na mão. Trouxe-o com vida. O comandante ficou sabendo e, de
cabeça quente, me deu cinco dias de prisão pela ausência sem autorização. Mas o
comandante substituto do regimento reagiu de outra forma: ‘Merece uma medalha’.
Aos dezenove anos recebi a Medalha por Bravura. Aos dezenove anos meus
cabelos ficaram brancos. Aos dezenove anos, na última batalha, um tiro pegou meus
dois pulmões, a segunda bala passou no meio de duas vértebras. Minhas pernas
ficaram paralisadas... E fui dada como morta...
Aos dezenove anos... Minha neta tem essa idade agora. Olho para ela e não
acredito. É uma criança!
Cheguei do front em casa, minha irmã me mostrou a notificação de óbito... Tinham
me enterrado...”
(Nadiéjda Vassílievna Aníssimova, enfermeira-instrutora do batalhão de
metralhadoras, no livro A guerra não tem rosto de mulher, de Svetlana Aleksiévitch,
2016, p. 77-78)
45. Prova: IBFC - SESACRE - Técnico em Radiologia - 2022 - As reações
contrastantes dos comandantes apresentados no segundo parágrafo são
relacionadas, no texto, por meio de um conectivo:
a) aditivo.
b) concessivo.
c) adversativo.
d) explicativo.
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Texto - Amor, estranho amor
Saí atrasado do apartamento e, como na maioria das vezes¸ o elevador estava
preso no 5º andar. Ainda dava para ouvir a ______ (I-discussão-discursão) entre Sr.
João e D. Marta:
D. Marta- “Vai embora, já vai tarde!!!”
Sr. João- “Vou, e vou levar a televisão!”
Desta vez a briga era por causa da televisão, ‘novela x futebol’; ontem foi por causa
do freezer, ‘comida x cerveja’; e o casamento se arrastando por décadas.
Por fim, o elevador chegou. Sr. João estava irritado e nem me (II- ______
cumprimentou/comprimentou)!
Fiquei calado. O elevador foi tomado por um silêncio oprimindo os espelhos... e o
térreo que não chegava!!!
Por fim, descemos, entrei no carro e fui trabalhar.
Mais à noite, parei no saguão para tomar um café, esquentar aquele frio de agosto.
Já no elevador, encontrei com o Sr. João, voltando, sorridente e meio sem graça. Não
compreendi nada, eis que vi, em uma das redes sociais, a foto do casal. Era a marca
congelada a ______ (III-selar/celar) aquele amor invisível, amor estranho que se esvai
na memória do tempo.
O casal completava bodas de ouro naquele dia.
..
(Texto produzido especificamente para este concurso)
46. IBFC - Prefeitura de Contagem - Técnico de Segurança do Trabalho -
2022 - Sobre o texto 1, encontre a estrutura oracional que condiz com a
regência verbal indicada pela norma culta da Língua Portuguesa:
I. Depois do que ocorreu, todos os dias eu assistia outras brigas a longa
distância, no alto da escada.
II. Devo confessar: sempre aspirei à mudança dos vizinhos.
III. Todas as noites, quando chego ao prédio, já espero por escândalos.
Estão corretas as afirmativas:
a) I apenas.
b) II apenas.
c) III apenas.
d) II e III apenas.
47. IBFC - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - Técnico em Enfermagem
- 2021 - Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as
lacunas.
A história do texto 01 poderia mostrar o Sr. João como um homem ______ (01),
pois veio ______ (02), bateu no meu ombro e nem ______ (03) me disse ‘olá’!
a) (01) malcriado / (02) de encontro a mim / (03) sequer.
b) (01) mal-criado / (02) de encontro a mim / (03) sequer.
c) (01) mau criado / (02) ao meu encontro / (03) se quer.
d) (01) mal criado / (02) ao meu encontro / (03)se quer
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Rita
No meio da noite despertei sonhando com minha filha Rita. E a via nitidamente,
na graça de seus cinco anos.
Seus cabelos castanhos – a fita azul – o nariz reto, correto, os olhos de água, o
riso fino, engraçado, brusco...
Depois de um instante de seriedade; minha filha Rita encarando a vida sem medo,
mas séria, com dignidade.
Rita ouvindo música; vendo campos, mares, montanhas; ouvindo de seu pai o
pouco, o nada que ele sabe das coisas, mas pegando dele seu jeito de amar
– sério, quieto, devagar.
Eu lhe traria cajus amarelos e vermelhos, seus olhos brilhariam de prazer. Eu lhe
ensinaria a palavra cica, e também a amar os bichos tristes, a anta e a pequena cutia;
e o córrego; e a nuvem tangida pela viração.
Minha filha Rita em meu sonho me sorria – com pena deste seu pai, que nunca a
teve.
(BRAGA, Rubem. O verão e as mulheres. São Paulo: Editora
Record, 2008, p.108)
48. IBFC - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - Guarda Municipal -
2021 - Considere o terceiro parágrafo, transcrito abaixo, para responder às
questões 13 e 14 seguintes.“Depois de um instante de seriedade; minha filha
Rita encarando a vida sem medo, mas séria, com dignidade.” As duas
expressões destacadas caracterizam certo paralelismo na estrutura da frase,
exercendo a função sintática de:
a) adjunto adverbial.
b) complemento nominal.
c) adjunto adnominal.
d) predicativo do sujeito.
49. IBFC - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - Guarda Municipal -
2021 - Considere a próclise na passagem “que nunca a teve” (6º§). Assinale
a alternativa em que o pronome, de acordo com a Norma Padrão, não deveria
estar proclítico.
a) Sempre fico feliz quando o vejo.
b) Os alunos se ajudaram durante a aula.
c) Deus o abençoe sempre!
d) Tudo se fez como você solicitou.
50. IBFC - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - Guarda Municipal - 2021 -
No último parágrafo, em “Minha filha Rita em meu sonho me sorria”, o
pronome destacado revela:
a) o destinatário da ação.
b) uma noção de posse.
c) o realizador do sonho.
d) uma ação reflexiva.
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Segurança
O ponto de venda mais forte do condomínio era a sua segurança. Havia as mais
belas casas, os jardins, os playgrounds, as piscinas, mas havia, acima de tudo,
segurança. Toda a área era cercada por um muro alto. Havia um portão principal com
muitos guardas que controlavam tudo por um circuito fechado de TV. Só entravam no
condomínio os proprietários e visitantes devidamente identificados e crachados. Mas os
assaltos começaram assim mesmo. Os ladrões pulavam os muros. Os condôminos
decidiram colocar torres com guardas ao longo do muro alto. Nos quatro lados. [...]
Agora não só os visitantes eram obrigados a usar crachá. Os proprietários e seus
familiares também. Não passava ninguém pelo portão sem se identificar para a guarda.
Nem as babás. Nem os bebês. Mas os assaltos continuaram. Decidiram eletrificar os
muros. Houve protestos, mas no fim todos concordaram. O mais importante era a
segurança. Quem tocasse no fio de alta tensão em cima do muro morreria eletrocutado.
Se não morresse, atrairia para o local um batalhão de guardas com ordens de atirar
para matar. Mas os assaltos continuaram.
Grades nas janelas de todas as casas. Era o jeito. Mesmo se os ladrões
ultrapassassem os altos muros, [...] não conseguiriam entrar nas casas. Todas as
janelas foram engradadas. Mas os assaltos continuaram. Foi feito um apelo para que
as pessoas saíssem de casa o mínimo possível. Dois assaltantes tinham entrado no
condomínio no banco de trás do carro de um proprietário, com um revólver apontado
para a sua nuca. Assaltaram a casa, depois saíram no carro roubado, com crachás
roubados. [...]
Foi reforçada a guarda. Construíram uma terceira cerca. As famílias de mais
posses, com mais coisas para serem roubadas, mudaram-se para uma chamada área
de segurança máxima. E foi tomada uma medida extrema. Ninguém pode entrar no
condomínio. Ninguém. Visitas, só num local predeterminado pela guarda, sob sua
severa vigilância e por curtos períodos. E ninguém pode sair. Agora, a segurança é
completa. Não tem havido mais assaltos. Ninguém precisa temer pelo seu patrimônio.
Os ladrões que passam pela calçada só conseguem espiar através do grande portão de
ferro e talvez avistar um ou outro condômino agarrado às grades da sua casa, olhando
melancolicamente para a rua. [...]
Luis Fernando Veríssimo
51. IBFC - SAEB - Soldado da Polícia Militar - 2020 - Observe o enunciado
extraído do texto: “Nem as babás. Nem os bebês”. Assinale a alternativa que
apresenta a correta classificação da conjunção em destaque.
a) coordenativa negativa.
b) coordenativa explicativa.
c) coordenativa conclusiva.
d) coordenativa aditiva.
e) coordenativa causal.
52. IBFC - SAEB - Soldado da Polícia Militar - 2020 - Analise as afirmativas
abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) O texto possui narrador onisciente em 1ª pessoa.
( ) “Toda a área era cercada por um muro alto.” O enunciado anterior está escrito
na voz passiva.
( ) O título do texto sugere proteção e isto é refutado ao longo da obra.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
a) F, F, V.
b) V, F, F.
c) F, V, F.
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d) V, V, F.
e) F, V, V.
53. IBFC - PM BA - Soldado da Polícia Militar - 2020 - A tipologia textual se
relaciona com a estrutura e aspectos linguísticos de como um texto se
apresenta; já os gêneros textuais são formações advindas de contextos
culturais e históricos e possuem função social específica. Quanto ao gênero
do texto “Segurança”, assinale a alternativa correta.
1) Narração.
2) Crônica.
3) Anedota.
4) Relato.
5) Fábula.
54. IBFC - SAEB - Soldado da Polícia Militar - 2020 - Analise as afirmativas
abaixo e assinale a alternativa correta.
I. O vocábulo “condomínio” recebe acento agudo porque é uma oxítona
terminada em ditongo.
II. Já o vocábulo “condômino” recebe acento circunflexo porque todas as
proparoxítonas devem receber este acento.
III. O vocábulo “possível” recebe acento agudo porque é uma paroxítona
terminada em “l”.
a) Apenas a afirmativa III está correta.
b) Apenas as afirmativas I e III estão corretas.
c) Apenas a afirmativa I está correta.
d) Apenas as afirmativas II e III estão corretas.
e) Apenas a afirmativa II está correta.
Texto para responder as questões 55 e 56.
Texto associado
Se eu pudesse, hoje, varria, isto mesmo, varria as pessoas todas com vassouras, como
se fossem cisco. Limpavao chão, passava pano molhado para refrescar, ia chorar e
dormir. Meu coração agora faz diferença nenhuma de coração de galinha ou barata que
galinha come. Não tem amor nele, nem de mãe, nem de esposa, nem de nada. Tá seco,
raivoso e antipático, quer é sossego, quer é lembrar o morto horas a fio, espernear em
cima de vida tão sem graça e cinzenta. Gosto de ir até no fundo da cisterna e revirar o
lodo, tirar ele com a mão, me emporcalhar bastante, só pra depois ver água minando
clarinha de novo. Gosto da cesta sobre a mesa com mamões e bananas, gosto de lavar
o filtro todo o sábado, encher as talhas com água nova, gosto. Gosto, mas exaspero-
me esquecida dos dons, e parto, como hoje, o pão sem reparti-lo.
(PRADO, Adélia. Solte os cachorros. Rio de Janeiro/São
Paulo. Editora Record, 2006. p.71)
55. Além da conjunção de valor condicional, na oração “Se eu pudesse”, a ideia de
impossibilidade está também marcada pelo verbo flexionado no:
a) pretérito mais-que-perfeito do indicativo.
b) pretérito imperfeito do indicativo.
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c) pretérito imperfeito do subjuntivo.
d) futuro do pretérito do subjuntivo.
e) futuro do subjuntivo.
56. As locuções adverbiais cumprem papel acessório no texto modificando,
geralmente, um verbo. Assinale a opção cujo termo destacado é um exemplo
desse tipo de expressão.
a. “varria as pessoas todas com vassouras”.
b. “passava pano molhado para refrescar”.
c. “ver água minando clarinha de novo”.
d. “Gosto da cesta sobre a mesa com mamões e bananas”.
e. “mas exaspero-me esquecida dos dons”.onder
57. IBFC - SEAP PR - Agente de Execução - Técnico de Enfermagem - 2021 -
A primeira frase do texto, estruturada em linguagem simbólica, revela, por parte
do enunciador, um desejo de:
a. tentar ser compreendida pelas pessoas.
b. se arrepender de coisas ruins que fizera.
c. afastar as pessoas de si, buscando estar só.
d. se distrair com as tarefas de casa para não sofrer.
e. encontrar ânimo para se divertir na vida.
58. IBFC - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - Agente Administrativo -
2021 - Analise os enunciados abaixo e assinale a alternativa incorreta quanto
ao uso da vírgula.
a. “Ao longo dos anos, Juninho participou de inúmeras feiras de adoção,
mas sem sucesso. A boa notícia só veio no começo de 2020 quando uma
família entrou em contato ao ver a foto do pequeno, no site da ONG”.
b. “A jovem de 25 anos, da Florida, Estados Unidos, deu à luz aos gêmeos
Kaylen e Kayleb em 27 de dezembro de 2019, aproximadamente 10
meses depois que os outros filhos, Malakhi e Mark, vieram ao mundo, em
13 de março”.
c. “Passear por um mercado municipal não custa nada, além de ser
delicioso! Por lá você, pode degustar frutas, provar iguarias e fazer um
lanche investindo pouco”.
d. “Para ela, que também é mãe de uma menina de 2 anos, não foi surpresa
alguma quando os batimentos cardíacos dos filhos surgiram no
ultrassom”.
59. IBFC - MGS - Monitor Educacional - 2022 - Analise atentamente a seguinte
estrutura: “Todos se esforçaram para passar no concurso”. Considerando-se os
conceitos de regência, assinale a alternativa incorreta.
a. A regência verbal é caracterizada pela relação de subordinação entre um
verbo e um outro termo.
b. No exemplo acima, o verbo é regido por uma preposição, a qual o liga ao
complemento.
c. O verbo “se esforçaram” é intransitivo.
d. Pode-se afirmar que: “esforçaram” é o verbo, “para” é a preposição e
“passar no concurso” é o complemento.
60. IBFC - MGS - Cargos de Nível Médio - 2021 - Assinale a alternativa em que a
crase foi empregada de maneira INCORRETA:
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a. Ele foi embora às pressas.
b. Viramos repentinamente à esquerda.
c. Cheguei àquele município.
d. Sempre comprou à prazo.
61. IBFC - PM BA - Soldado da Polícia Militar - 2020 - Analise as afirmativas
abaixo e assinale a alternativa correta.
I. O vocábulo “condomínio” recebe acento agudo porque é uma oxítona
terminada em ditongo.
II. Já o vocábulo “condômino” recebe acento circunflexo porque todas as
proparoxítonas devem receber este acento.
III. O vocábulo “possível” recebe acento agudo porque é uma paroxítona
terminada em “l”.
a. Apenas a afirmativa III está correta.
b. Apenas as afirmativas I e III estão corretas.
c. Apenas a afirmativa I está correta.
d. Apenas as afirmativas II e III estão corretas.
e. Apenas a afirmativa II está correta.
62. IBFC - PM BA - Soldado da Polícia Militar - 2020 - Observe o enunciado
extraído do texto: “Nem as babás. Nem os bebês”. Assinale a alternativa que
apresenta a correta classificação da conjunção em destaque.
a. coordenativa negativa.
b. coordenativa explicativa.
c. coordenativa conclusiva.
d. coordenativa aditiva.
e. coordenativa causal.
63. IBFC - MGS - Auxiliar de Apoio à Educação - 2022 - No texto “Já pensou em
conhecer a biodiversidade da Amazônia? Parece inusitado, não é? Mas o
estado é riquíssimo em todos os sentidos”. Em referência às classes de
palavras, assinale a alternativa incorreta.
a. riquíssimo – adjetivo.
b. pensou – verbo.
c. da – preposição “de” com artigo “a”.
d. inusitado – advérbio.
64. FCC - CBM BA - Soldado do Corpo de Bombeiros - 2023- Está
gramaticalmente correta a redação da seguinte frase:
a. Minha irmã, sempre muito animada queria eu que tivesse essa nova
experiência.
b. Foi assim que percebi: o chicle a que mascava perdia o gosto pouco-a-
pouco.
c. Todo mundo gostavam de chicles, mesmo ele sendo mais caro.
d. Vários amigos, cujos irmãos deixaram de comprar balas, passaram a
mascar chicles.
e. Eu queria experimentar os chicles, mesmo que o medo me domina-se.
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65. IDIB - Prefeitura de Trindade - Fiscal de Vigilância Sanitária - 2023 - Na
oração “Alguns dependentes químicos que vivem na Cracolândia, em São
Paulo, desejam largar o vício, mas reclamam que ninguém __________ a
realizar o tratamento médico necessário para que eles consigam se reerguer. O
espaço vazio no trecho acima é completado com correta colocação pronominal
e regência verbal em
I. lhe ajudam
II. os ajuda
III. lhes ajuda
IV. o ajuda
a. I e IV apenas
b. II apenas
c. I e II apenas
d. III e IV apenas
e. II e III apenas
66. Quadrix - Prefeitura de Alto Paraíso de Goiás - Fiscal Ambiental - 2023 -
Assinale a alternativa em que os pronomes pessoais foram empregados
corretamente.
a. Houve uma discussão entre eu e ele, mas posteriormente resolvemos
tudo.
b. Frequentemente ele pede para mim convocar todos os que precisam
comparecer à reunião.
c. Você já os contou a verdade?
d. Meu colega apresentouum projeto interessante, mas nossa
coordenadora não o aprovou.
e. Soube que você me enviou o relatório, mas ainda não li ele.
67. Quadrix - Prefeitura de Alto Paraíso de Goiás - Fiscal Ambiental - 2023 -
Assinale a alternativa que apresenta uma frase na qual o uso das preposições
está correto e as conjunções correspondem ao sentido indicado entre
parênteses.
a. Por mais que (concessão) eu não esteja convencido da perspectiva de
que você defendeu, acredito que tivemos uma boa discussão.
b. Os documentos que você mostrou são suficientes, por isso (finalidade)
podemos seguir adiante.
c. Caso (condição) haja algum item do qual você discorde, estou disposto
a discutir.
d. A obra que mais gosto é uma ótima referência para (finalidade)
aprofundar este assunto.
e. Os autores a cujos trabalhos nos referimos são sempre elogiados, já que
(adversidade) fizeram contribuições relevantes para a cultura.
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68. IDIB - Prefeitura de Trindade - Fiscal de Tributos - 2023 - Trata-se de uma
fina membrana localizada pouco abaixo dos ossos do crânio que parece
contribuir para a defesa do cérebro. (linhas 2 a 3). No período acima, o SE
classifica-se como
a. partícula apassivadora.
b. pronome oblíquo reflexivo.
c. índice de indeterminação do sujeito.
d. pronome oblíquo recíproco.
69. FCC - PM BA - Soldado da Polícia Militar - 2023 - É invariável quanto a gênero
e a número o termo sublinhado em:
a. É muita responsabilidade.
b. Na hora da batalha, formamos uma frente única.
c. Mas prometeram que meu papel ficaria pronto hoje sem falta.
d. Que negócio é esse?
e. Eu aliás não forço opinião de ninguém.
70. FCC - Copergás - Técnico Operacional - Área: Mecânico - 2023 - Poucos
segundos depois, sai de dentro do hospital uma mulher, que julgo ser sua irmã.
O mesmo tipo de figura de linguagem presente no trecho destacado ocorre em:
a. Preferia os caminhos difíceis aos fáceis.
b. Ele era o principal protagonista da história.
c. Aquela atriz não sei de quem você está falando.
d. A gente ficou chocado com o que aconteceu ontem.
e. Muito valorizadas são as manifestações culturais brasileiras no exterior.
71. FCC - PM BA - Soldado da Polícia Militar - 2023 - Observa-se o emprego de
voz passiva em:
a. Se vieram trabalhar, por que não trabalham? (10o parágrafo)
b. O senhor acha bem o 4-2-4 ou prefere o 4-3-3? (14o parágrafo)
c. Ninguém me atende? (1o parágrafo)
d. E os senhores por acaso foram escalados para jogar? (3o parágrafo)
e. É meio-dia, e já estão torcendo? (8o parágrafo).
72. Quadrix - Prefeitura de Alto Paraíso de Goiás - Técnico de Segurança do
Trabalho - 2023 - Assinale a alternativa na qual a concordância verbal e
nominal está correta.
a. Alugam-se roupas e sapatos novos.
b. Interessam-nos o argumento defendido por eles.
c. Não cabia mais utensílios naquele armário, pois estava lotado.
d. Não havia bastante razões para que acreditássemos no que ele disse.
e. Fazem vários anos que nós nos conhecemos.
73. FCC - 2023 -Um vocábulo também pode ser formado quando passa de uma
classe gramatical a outra, sem a modificação de sua forma. É o que se denomina
derivação imprópria. Constitui exemplo de derivação imprópria o termo
sublinhado em:
a. “andorinha que se dispersava num farfalhar calado de gestos”.
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b. “a ponto de lhe fazerem esquecer o pedido de Natividade”.
c. “Considerou que não perdia muito em estudar os rapazes”.
d. “Chegou a apanhar uma hipótese”.
e. “A alma do velho entrou a ramalhar não sei que desejos retrospectivos”.
74. FCC - Copergás - Técnico Operacional - Área: Mecânico - 2023 - O termo
“que” está empregado como “conjunção” em:
a. Mas o que me chamou a atenção foi um homem.
b. lamentando as apostas que fizeram pela internet.
c. Fazia tempo que não via um homem chorar.
d. para ver o que estava acontecendo.
e. sai de dentro do hospital uma mulher, que julgo ser sua irmã.
75. FCC - Copergás - Técnico Operacional - Área: Mecânico - 2023 -
Substituindo-se o segmento grifado pelo que se encontra entre parênteses, o
verbo que deverá passar para o plural está em:
a. Ainda estamos resolvendo isso, respondeu o gerente (os gerentes).
b. Compras feitas, botei a mão no bolso, o cartão ficou em casa (as mãos
no bolso).
c. Imediatamente reduzi o passo, andei uns três metros e parei (os passos).
d. para ir a um supermercado mais distante, mas só havia uma
bicicleta (duas bicicletas).
e. Fui tomado por uma emoção profunda, também comecei a chorar
(emoções profundas).
76. Quadrix - Prefeitura de Alto Paraíso de Goiás - Técnico de Segurança do
Trabalho - 2023 - Assinale a alternativa em que todos os vocábulos estão
corretamente grafados.
a. chícara, xerife, xará
b. enxaqueca, enchente, mexer
c. enxofre, deboche, mecherico
d. encharcar, enxurrada, chará
e. puxar, mochila, xuxu
77. Quadrix - Prefeitura de Alto Paraíso de Goiás - Técnico de Segurança do
Trabalho - 2023 - Acreditamos que algumas pessoas tenham sido omissas com
seu trabalho. Costuma-se dizer que elas procrastinam com frequência.
Considerando as orações acima, é correto afirmar que os sinônimos de
“omissas” e “procrastinam” são, respectivamente:
a. meticulosas e acautelam-se.
b. relapsas e esquecem-se.
c. improvidentes e antecipam-se.
d. negligentes e postergam.
e. zelosas e protelam.
78. IDIB - Prefeitura de Trindade - Fiscal de Vigilância Sanitária - 2023 - Na
oração “O ________ de drogas e diversas outras graves ___________ às leis
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brasileiras são ___________ na Cracolândia, a qualquer hora do dia ou da noite”
as formas que completam adequadamente os espaços em branco são:
a. Tráfico, inflações, flagrantes
b. Tráfico, infrações, flagrantes
c. Tráfego, inflações, fragrantes
d. Tráfico, infrações, fragrantes
e. Tráfego, inflações, flagrantes
79. FCC - CBM BA - Soldado do Corpo de Bombeiros - 2023 - Considere os
pronomes grifados e o que se afirma sobre eles.
I. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo
prazer. (6o parágrafo). O pronome que recupera a expressão a pequena
pastilha cor-de-rosa, evitando sua repetição.
II. A menos que você perca, eu já perdi vários. (9o parágrafo). O
pronome vários substitui a palavra chicles, que está subentendida.
III. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola. (11o parágrafo). O
pronome nos retoma os colegas, que está subentendido.
É correto o que se afirma APENAS em:
a. I e III.
b. I.
c. II.
d. II e III.
e. I e II.
80. IDIB - Prefeitura de Trindade - Fiscal de Vigilância Sanitária - 2023 - Na
oração “O problema da Cracolândia em São Paulo é _____________ difícil de
resolver. Há ____________ medidas difíceis de serem tomadas, porém é
____________ que todas sejam implementadas o quanto antes.” Os espaços
vazios são completadoscom correta concordância nominal apenas em
a. bastante, bastantes, necessário
b. bastante, bastante, necessário
c. bastante, bastantes, necessárias
d. bastantes, bastantes, necessário
e. bastantes, bastante, necessárias
81. IDIB - Prefeitura de Trindade - Fiscal de Tributos - 2023 - O primeiro autor,
Kjeld Møllgård, professor de neuroanatomia na Universidade de Copenhague,
levantou a seguinte questão: o sistema nervoso central possui mesotélio
(camada que reveste internamente o tórax, abdômen e o espaço em torno do
coração, protegendo os órgãos)? (linhas 7 a 10) O segmento sublinhado no
período acima, em relação ao segmento anterior, desempenha papel de
a. especificação.
b. explicação.
c. explicitação.
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d. enumeração.
e. exemplificação.
82. IDIB - Prefeitura de Trindade - Fiscal de Vigilância Sanitária - 2023 - Sobre
o emprego das classes de palavras no trecho “o usuário concorda em ir para
uma instituição com a finalidade de ser tratado e largar definitivamente o uso
nocivo e abusivo.” (linha 12 e 13) é correto afirmar que
I. O termo “finalidade” é um substantivo feminino.
II. Os termos “nocivo” e “abusivo” são adjetivos e modificam o substantivo “uso”.
III. O termo “usuário” está empregado como adjetivo.
Está correto o que se afirma:
a. em I, II e III
b. em I apenas
c. em I e II apenas
d. em I e III apenas
e. em II e III apenas
83. IDIB - Prefeitura de Trindade - Fiscal de Vigilância Sanitária - 2023 - Na
oração “Alguns dependentes químicos que vivem na Cracolândia, em São
Paulo, desejam largar o vício, mas reclamam que ninguém __________ a
realizar o tratamento médico necessário para que eles consigam se reerguer. O
espaço vazio no trecho acima é completado com correta colocação pronominal
e regência verbal em
I. lhe ajudam
II. os ajuda
III. lhes ajuda
IV. o ajuda
a. I e IV apenas
b. II apenas
c. I e II apenas
d. III e IV apenas
e. II e III apenas
84. IDIB - Prefeitura de Trindade - Fiscal de Tributos - 2023 - Trata-se de uma
fina membrana localizada pouco abaixo dos ossos do crânio que parece
contribuir para a defesa do cérebro. (linhas 2 a 3). No período acima, o SE
classifica-se como
a. partícula apassivadora.
b. pronome oblíquo reflexivo.
c. índice de indeterminação do sujeito.
d. pronome oblíquo recíproco.
e. parte integrante do verbo.
85. IDIB - Prefeitura de Trindade - Fiscal de Vigilância Sanitária - 2023 - Na
oração “O ________ de drogas e diversas outras graves ___________ às leis
brasileiras são ___________ na Cracolândia, a qualquer hora do dia ou da noite”
as formas que completam adequadamente os espaços em branco são:
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a. Tráfico, inflações, flagrantes
b. Tráfico, infrações, flagrantes
c. Tráfego, inflações, fragrantes
d. Tráfico, infrações, fragrantes
e. Tráfego, inflações, flagrantes
86. IDIB - Câmara de Planaltina - Técnico Legislativo - Área: Técnico
Administrativo - 2021 -Em “Larga de ser mentiroso muleque!”, o ponto de
exclamação expressa um sentimento de
a. compaixão.
b. repreensão.
c. advertência.
d. desconfiança.
87. IDIB - Câmara de Planaltina - Técnico Legislativo - Área: Informática - 2021 -
No período “Embora eu não soubesse exatamente qual o trajeto a seguir, sabia
que aquele caminho que ele fazia era estupidamente mais longo e complexo”, a
conjunção destacada está ligando duas orações, estabelecendo entre elas o
sentido de
a. consequência.
b. concessão.
c. proporção.
d. condição.
88. IDIB - Prefeitura de Mari - Digitador - 2022 - As palavras jogo (substantivo) e
jogo (verbo); senso (juízo) e censo (recenseamento); livre (adjetivo) e livre
(verbo) são classificadas, respectivamente, como
a. Homônimas Homógrafas; Homônimas Homógrafas e Homônimas
Perfeitas.
b. Homônimas Perfeitas; Homônimas Homógrafas e Homônimas
Homófonas.
c. Homônimas Perfeitas; Homônimas Homógrafas e Homônimas Perfeitas.
d. Homônimas Homógrafas; Homônimas Homófonas; e Homônimas
Perfeitas.
89. IADES - BRB - Escriturário - 2022 - No trecho “Não deixe seu dinheiro
parado, coloque seu FGTS em movimento!”, as palavras sublinhadas
correspondem ao modo
a. indicativo.
b. imperativo.
c. subjuntivo.
d. optativo.
e. infinitivo.
90. IDIB - Prefeitura de Mari - Digitador - 2022 - No TEXTO I encontramos as
seguintes construções: “- Me chame de você” e “- Me enganei, ou eram cascas
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de camarão?”. Em relação ao uso correto da colocação pronominal, podemos
afirmar que o pronome ME corresponde
a. corresponde à próclise, pois o pronome surge anterior ao verbo.
b. corresponde à mesóclise, o pronome surge no meio do verbo.
c. corresponde à ênclise, o pronome surge posterior ao verbo.
d. não corresponde a nenhuma das questões anteriores, pois pronomes
pessoais oblíquos átonos não iniciam orações.
91. IDIB - Prefeitura de Mari - Digitador - 2022 - Assinale a alternativa cujas grafias
das palavras estão corretas.
a. gesto – gelo – ajitar – viajar
b. maciez – ocioso – açoite – Iguaçu
c. analizar – catequizar – pesquisa – certeza
d. assoite – missanga – ricaço – imersão
92. IDIB - Prefeitura de Mari - Digitador - 2022 - Assinale a alternativa que
apresenta uma correta regência nominal.
a. Agradeço os convidados.
b. Ele é perito com armas.
c. Ela tem horror a cobras.
d. Tenho grande admiração em você.
93. IDIB - Prefeitura de Verdejante - Agente Administrativo - 2021 - Sobre o
trecho “E todos vivem essas bem-aventuranças circundados de amigos
maravilhosos...”, assinale a alternativa que apresenta termo em destaque com
o mesmo processo de formação de palavras.
a. Há muito tempo presenciamos o amanhecer diariamente.
b. Levava horas a maldizer seus infortúnios.
c. Verifiquei atentamente o prefácio deste livro.
d. Vamos providenciar a compra de um novo notebook.
94. IDIB - Prefeitura de Verdejante - Agente Administrativo - 2021 - O verbo
destacado no trecho “Houve um tempo em que a minha janela dava para um
canal.” está conjugado no pretérito imperfeito, no modo indicativo. Assinale a
alternativa em que o verbo destacado está conjugado nesse mesmo tempo
verbal, no modo indicativo.
a. “Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor”.
b. “...diante de quem brilhariam, na sua breve existência?”
c. “Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino”.
d. “Era uma época de estiagem, de terra esfarelada”.
95. IDIB - Prefeitura de Verdejante - Agente Administrativo - 2021 - Em “Depois
de um dia de trabalho”, a expressão destacada tem a função de
a. especificaro ser.
b. apresentar uma ação.
c. nomear o ser.
d. relacionar termos.
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https://questoes.grancursosonline.com.br/prova/prefeitura-de-verdejante-pe-2021-idib-agente-administrativo-gabarito-preliminar-e-definitivo-inserido
https://questoes.grancursosonline.com.br/prova/prefeitura-de-verdejante-pe-2021-idib-agente-administrativo-gabarito-preliminar-e-definitivo-inserido
96. IDIB - Prefeitura de Verdejante - Agente Administrativo - 2021 - “Uma amiga
inventou um jeito de curtir a fossa”. O uso do artigo indefinido em destaque tem
a função de
a. exprimir um tom de familiaridade e precisão.
b. determina o substantivo “amiga”, enfatizando seu valor
c. indicar que o termo “amiga” foi citado anteriormente.
d. introduz um termo ainda não conhecido do leitor.
97. IDIB - Câmara de Planaltina - Técnico Legislativo - Área: Técnico
Administrativo - 2021 - As preposições ligam termos em uma oração e podem
apresentar sentidos diferentes no texto. No trecho “A maior parte desse
desperdício, segundo o relatório, tem origem em residências – 11% do total de
alimentos disponíveis para consumo são descartados nos lares”, a preposição
“para” está indicando
a. Origem.
b. assunto.
c. finalidade.
d. instrumento.
98. IDIB - Prefeitura de Verdejante - Agente Administrativo - 2021 - Em “Por isso,
os sinais aparentes de felicidade podem ser mais relevantes do que a íntima
sensação de bem-estar;”, o vocábulo em destaque atende à regra do uso do
hífen, segundo o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Assinale a
alternativa em que o uso do hífen, nas palavras destacadas, também atende a
essa norma.
a. Os médicos receitaram um bom anti-séptico.
b. Algumas pessoas são classificadas como auto-didatas.
c. Alguns acreditam que essa bactéria é super-resistente.
d. Os pacientes tiveram que marcar o ultra-som em outra clínica.
99. IDIB - Prefeitura de Ipojuca - Agente de Combate a Endemias - 2021 - Em
“O que podemos fazer, nos dias de hoje, é responder à globalização
desumanizante...”, ocorreu o fenômeno da crase porque
a. o verbo responder exige a preposição A e o substantivo “globalização”
aceita o artigo feminino A.
b. o verbo responder exige a preposição A e o substantivo “desumanizante”
aceita o artigo feminino A.
c. o nome “globalização” pede a preposição A e o adjetivo “desumanizante”
aceita o artigo A.
d. é uma locução adverbial feminina que sempre vem acompanhada de
crase.
100. IDIB - Câmara de Planaltina - Técnico Legislativo - Área: Técnico
Administrativo - 2021 - A fala da mãe – “Larga de ser mentiroso muleque!”, em
relação à realidade apresentada na charge, pode ser classificada como
a. utópica.
b. positivista.
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c. paradoxal.
d. descontraída.
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1. D
2. D
3. A
4. A
5. C
6. D
7. A
8. B
9. D
10. D
11. C
12. C
13. A
14. C
15. C
16. E
17. B
18. D
19. A
20. D
21. D
22. C
23. D
24. B
25. D
26. B
27. D
28. C
29. B
30. B
31. C
32. D
33. D
34. D
35. C
36. B
37. A
38. C
39. D
40. B
41. A
42. B
43. B
44. C
45. C
46. D
47. A
48. A
49. B
50. A
51. D
52. E
53. B
54. A
55. C
56. A
57. C
58. D
59. C
60. A
61. A
62. D
63. D
64. D
65. E
66. D
67. C
68. C
69. E
70. B
71. D
72. A
73. A
74. C
75. A
76. B
77. D
78. B
79. E
80. A
81. A
82. C
83. E
84. C
85. B
86. B
87. B
88. D
89. B
90. D
91. B
92. C
93. B
94. D
95. A
96. D
97. C
98. C
99. A
100. C
GABARITO
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QUESTÕES COMENTADAS
Texto para questões 01 e 02
O dia em que a Suécia acordou com o trânsito ‘virado do avesso’
“Emocionante” é a palavra mais usada por Jan Ramqvist, de 77 anos, para descrever
a sensação de participar da missão que mudou a rotina de motoristas e ciclistas
suecos em todo o país: começar a dirigir, pela primeira vez, no lado direito da pista.
Ramqvist era um engenheiro de tráfego recém-formado, de 26 anos, na
cidade de Malmö, quando a polêmica mudança de mão foi implementada, em 3 de
setembro de 1967. A data é oficialmente conhecida como Högertrafikomläggningen
(desvio do tráfego para a direita, em tradução livre) ou simplesmente Dagen H (Dia-H).
A missão de Ramqvist e seus colegas era ajudar a colocar a Suécia na mesma “direção”
que seus vizinhos europeus – a maioria havia seguido a tendência mundial de dirigir
carros à direita.
Além de melhorar a reputação internacional do país, o governo sueco estava
cada vez mais preocupado com a segurança. O número de veículos registrados nas
estradas havia disparado de 862.992 na década anterior para 1.976.248 na época do
Dagen H, segundo a Statistics Sweden. A população do país era de cerca de 7,8
milhões.
Apesar de seguirem a mão inglesa, muitos suecos já possuíam carros com o
volante no lado esquerdo, próprios para a direção pela direita – fossem comprados no
exterior ou mesmo dos principais fabricantes de carros suecos, como a Volvo, que
escolheram seguir a tendência.
Mas acreditava-se que essa fosse uma das causas do aumento no número de
acidentes de trânsito fatais – de 595 em 1950 para 1.313 em 1966 –, juntamente à
ocorrência frequente de colisões nas fronteiras da Suécia com a Dinamarca, Noruega e
Finlândia.
“O mercado de carros na Suécia não era tão grande e costumávamos comprar
carros com volante à esquerda”, explica Lars Magnusson, professor de história
econômica da Universidade de Uppsala, na Suécia. “Mas isso significava que você
estaria sentado do lado oposto do que fazia sentido.”
No período que antecedeu o Dagen H, cada município teve de lidar com
diversas questões – desde repintar as marcações nas estradas até realocar sinais de
trânsito e pontos de ônibus. [...]
Cerca de 360 mil placas de trânsito tiveram de ser trocadas em todo o país, o
que foi feito em um único dia antes da inversão da mão. Funcionários municipais e
militares trabalharam juntos até tarde da noite para garantir que a tarefa fosse cumprida
antes do Dagen H, um domingo. Para isso, todo o tráfego, exceto o essencial, foi
interditado nas estradas.
Mas, quando o Dagen H finalmentechegou, o trabalho árduo parecia ter valido
a pena. Os suecos começaram a dirigir com cautela do lado direito das estradas de todo
o país, precisamente às 5h da manhã de 3 de setembro de 1967, após uma contagem
regressiva no rádio.
Olof Palme, o ministro sueco da Comunicação (que mais tarde se tornou
primeiro-ministro), entrou no ar para dizer que o movimento representava “uma
mudança muito grande em nossa existência diária, em nossa vida cotidiana”. “Eu ouso
dizer que nunca antes um país investiu tanto trabalho pessoal e dinheiro para alcançar
uniformidade com as regras de tráfego internacional”, anunciou.
No total, o projeto custou o equivalente a cerca de 2,6 bilhões de coroas
suecas (US$ 316 milhões) em valores atuais. Mas o historiador econômico Lars
Magnusson argumenta que esse valor é relativamente baixo, dada a escala do plano –
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o maior projeto de infraestrutura que a Suécia já viu. Para efeito de comparação, basta
olhar o orçamento total de 2017 concedido à Administração Sueca de Transportes
(agência do governo responsável pelo planejamento de transportes) para estradas e
ferrovias – cerca de 25 bilhões de coroas suecas (US$ 2,97 bilhões).
Em termos de segurança, o projeto foi declarado um sucesso quase
imediatamente. À medida que os suecos iniciavam sua semana de trabalho, no dia
seguinte ao Dagen H, 157 acidentes de trânsito de pequeno porte foram registrados em
todo o país, um pouco abaixo da média de uma segunda-feira típica. Ninguém morreu
nos acidentes.
No total, 1.077 pessoas morreram em acidentes e 21.001 ficaram feridas em
1967, ano do Dagen H, menos que em 1965, quando foram registrados 1.313 mortos e
23.618 feridos. Isso se deve em grande parte à cautela extra adotada pelos suecos após
a transição e à campanha nacional promovida pelo Estado. Levou mais três anos até
que as taxas de acidentes e mortes retornassem aos seus níveis originais, período em
que o número de carros continuou a aumentar rapidamente em todo o país.
O investimento em planejamento e logística necessários para preparar as
estradas ajudou claramente a evitar a confusão entre os motoristas. Mas grande parte
do orçamento do governo para o Dagen H também foi gasto em iniciativas de
comunicação destinadas a educar os suecos sobre a mudança. Na teoria, não parecia
fácil: em um referendo realizado em 1955, 83% da população tinha sido contra a
alteração.
A campanha educativa contemplava anúncios de televisão, rádio e jornais,
além de palestras nas escolas. O Dagen H tinha seu próprio logotipo, estampado
em outdoors, ônibus e caixas de leite. Houve até um concurso para selecionar uma trilha
sonora para a mudança – a música Håll dig till höger Svensson (título do livro de Peter
Kronborg) foi selecionada em uma votação nacional, chegando ao top cinco da parada
de sucessos sueca.
Enquanto isso, a televisão estatal contratou celebridades globais para
aparecer em seus programas mais populares, projetados para atrair grandes
audiências, que seriam informadas sobre o Dagen H. “Os políticos perceberam que não
era suficiente ter um programa educativo, precisavam de uma campanha publicitária”, ri
Kronborg. “A ambição não era atingir 99%, mas 100%.”
Ao mesmo tempo, Lars Magnusson acrescenta que a “cultura do
conformismo” e a confiança nas autoridades da época prevaleceram, ajudando a
possibilitar a mudança da opinião pública. “Naquela época, a imprensa era menos crítica
e estava relatando o que diziam os especialistas. Se os especialistas afirmassem que
não seria muito caro e que beneficiaria a todos, suponho que a mídia aceitaria e que o
público aceitaria também.”
(SAVAGE, Maddy. O dia em que a Suécia acordou com o trânsito “virado do avesso”. BBC CAPITAL, 28
set. 2018. Tradução disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/vert-cap-45592900.)
01. Consultoria e Planejamento em Administração Pública LTDA - Consulplan - AMT
/Ji-Paraná /RO - Agente Administrativo - 2020 - A presença ou ausência de
vírgula entre termos de uma oração ou entre duas ou mais orações de um período
composto depende, em geral, da relação sintático-semântica que esses termos e
orações estabelecem entre si. Reorganiza-se os termos e as orações deste
período “quando o Dagen H finalmente chegou, o trabalho árduo parecia ter
valido a pena”, eliminando a obrigatoriedade da vírgula em:
a. Quando o Dagen H finalmente chegou parecia ter valido a pena o trabalho
árduo.
b. Parecia ter valido a pena quando o Dagen H finalmente chegou o trabalho
árduo.
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https://questoes.grancursosonline.com.br/prova/amt-ji-parana-ro-ro-2020-consulplan-agente-administrativo
https://questoes.grancursosonline.com.br/prova/amt-ji-parana-ro-ro-2020-consulplan-agente-administrativo
c. Quando o Dagen H finalmente chegou o trabalho árduo parecia ter valido
a pena.
d. O trabalho árduo parecia ter valido a pena quando o Dagen H finalmente
chegou.
GABARITO LETRA D - O trecho em destaque no enunciado possui duas orações: a primeira
é a oração subordinada e a segunda, a principal. A vírgula foi usada para separar a oração
subordinada que está deslocada (ou topicalizada).
Para eliminar a vírgula, basta colocar a oração na ordem direta; ou seja, primeiro a oração
principal e depois a subordinada, conforme sugere a alternativa D.
02. Consultoria e Planejamento em Administração Pública LTDA - Consulplan - AMT /Ji-
Paraná /RO - Agente Administrativo - 2020 - De acordo com o texto, o
empreendimento do governo sueco, nos anos finais da década de 60, de alterar a
direção do fluxo do tráfego para a mão direita:
a. Correspondeu às expectativas de diminuir o número de acidentes de trânsito,
já que o número de mortos e feridos em acidentes não voltou a subir no país.
b. Diminuiu o número de acidentes de trânsito, principalmente, porque todos os
municípios suecos investiram bastante nas novas sinalizações que passaram
a indicar a mudança de mão.
c. Só foi possível de ser implementado, porque a população sueca é conformista
e não dispõe do discernimento necessário para avaliar os prejuízos e
benefícios de qualquer proposta do governo.
d. Apresentou dificuldades para ser implementado, mas trouxe benefícios,
sendo considerado promissor, porque os protagonistas dessa mudança
souberam planejar e convencer a população da importância dela para uma
melhora do tráfego no país.
GABARITO LETRA D - Apresentou dificuldades para ser implementado, mas trouxe
benefícios, sendo considerado promissor, porque os protagonistas dessa mudança
souberam planejar e convencer a população da importância dela para uma melhora do
tráfego no país.
O empreendimento do governo sueco, nos anos finais da década de 60, de alterar a direção
do fluxo do tráfego para a mão direita apresentou dificuldades para ser implementado, mas
trouxe benefícios, conforme destacado abaixo:
"Mas, quando o Dagen H finalmente chegou, o trabalho árduo parecia ter valido a pena.
Os suecos começaram a dirigir com cautela do lado direito das estradas de todo o país,
precisamente às 5h da manhã de 3 de setembro de 1967, após uma contagem regressiva
no rádio.
...
O investimento em planejamento e logística necessários para preparar as estradas
ajudou claramente a evitar a confusão entre os motoristas. Mas grande parte do
orçamento do governo para o Dagen H também foi gasto em iniciativas de comunicação
destinadas a educar os suecos sobre a mudança. Na teoria, não parecia fácil: em um
referendo realizado em 1955, 83% da população tinha sido contra a alteração.
A campanha educativa contemplava anúncios de televisão, rádio e jornais, além de
palestras nas escolas. O Dagen H tinha seu próprio logotipo, estampado em outdoors,
ônibuse caixas de leite."
Texto para responder às questões de 03 a 07.
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A cidade e a segurança pública
O debate sobre criminalidade e segurança pública no Brasil tem sido pautado pela
polarização entre defensores de medidas duras contra o crime, que vão desde o
endurecimento das penas e dos trâmites processuais até o salvo conduto da excludente
de ilicitude para a violência policial, e críticos do sistema de segurança pública e justiça
penal, pelos abusos praticados e a ineficácia do encarceramento para a contenção da
criminalidade.
Para além desta dicotomia muitas vezes contraproducente para o enfrentamento
de um problema que vitimiza grande parte da população brasileira, que tem sua
integridade física e/ou patrimonial ameaçada cotidianamente, a questão da prevenção
ao delito tem sido pouco discutida e menos ainda priorizada. Há experiências exitosas
neste âmbito, e todas elas passam pelo maior protagonismo do poder local/municipal
na implementação de iniciativas e programas e na articulação da ação das polícias com
outros atores sociais.
No campo dos estudos criminológicos, a relevância do município na gestão da
segurança pública é algo já constatado desde os primeiros estudos da Escola de
Chicago, nas primeiras décadas do século XX. A identificação das zonas criminógenas
e a implementação dos Chicago Area Projects, buscando identificar e atuar sobre os
“gateways”* da criminalidade, significaram um avanço importante no debate sobre a
prevenção ao delito. Desde então, tanto no contexto norte-americano como em outros
países, o envolvimento de gestores municipais na coordenação de programas de
prevenção, com participação comunitária, tem sido muitas vezes o caminho mais exitoso
para a redução de homicídios, lesões corporais, furtos, roubos e delitos sexuais.
Via de regra, este foi um problema considerado de responsabilidade dos governos
estaduais. Contudo, a partir do final dos anos 90 a segurança pública passou a receber
um tratamento especial na agenda das discussões dos compromissos da União com os
municípios, deixando de se constituir como problema da segurança estritamente dos
estados e de suas polícias.
Desde então, muitas experiências importantes de políticas públicas de segurança
passaram a ocorrer na esfera municipal. Vários são os municípios que, nestes últimos
20 anos, criaram secretarias municipais de segurança urbana, assumindo
responsabilidades na área, produzindo diagnósticos, desenvolvendo planos municipais,
formando e reestruturando suas Guardas, implementando projetos sociais com foco na
prevenção das violências e da criminalidade. Tais experiências são muito diversas e se
orientam por princípios e expectativas também muito variadas, sendo, no geral, pouco
estudadas e conhecidas.
No âmbito das políticas municipais de segurança, a pauta deixa de ser
exclusivamente a repressão, priorizando a prevenção e a promoção de novas formas
de convivência social e cidadã, focadas na garantia, no respeito e na promoção de
direitos. A intenção passa a ser a implementação de políticas de segurança cidadã,
balizadas por duas perspectivas, distintas e complementares: a repressão qualificada
da criminalidade, com a contenção de grupos armados que dominam territórios e
controlam mercados ilegais, como facções do tráfico ou milícias urbanas, e a prevenção
social das violências, com a identificação de gateways e a incidência preventiva sobre
os mesmos.
As políticas municipais de segurança cidadã expressam, pois, a expectativa de que
as políticas de segurança devam se adequar às realidades locais e aos anseios das
populações, em uma perspectiva de integração interinstitucional, intersetorial e
interagencial, através de mecanismos democráticos de controle, monitoramento e
avaliação das políticas públicas.
(Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo. Em 07 de agosto de 2021. Disponível em:
https://www.archdaily.com.br/br/965400/a-cidade-e-a-seguranca-publica.)
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“gateways”* = “entradas” da criminalidade.
03. Instituto Consulplan - Prefeitura de Vila Velha - Guarda Municipal - 2023 - No
texto, o emprego do termo “dicotomia” – considerando o contexto – no 2º§ sugere
que:
a. É possível reconhecer a existência de questões que se contrapõem
mediante argumentação acerca da criminalidade e segurança pública no
Brasil.
b. A segurança pública é um tema de relevância social não havendo
distinção entre classes sociais quando se trata da vulnerabilidade a que
toda a população encontra-se exposta.
c. As ideias acerca da criminalidade e segurança pública no Brasil
perpassam por um amplo debate que necessita de ser intensificado de
modo que ações práticas façam parte da realidade.
d. Não há limites para o debate sobre questões de segurança pública visto
que a criminalidade vem aumentando com o passar dos anos; a
necessidade de um debate constante sobre o assunto deve acompanhar
tal demanda.
GABARITO LETRA A - A palavra "dicotomia" significa, entre outras acepções, a divisão de
um conceito ou ideia em dois componentes. No texto, esse termo foi usado (no segundo
parágrafo) para se referir duas formas diferentes e opostas de pensar sobre a criminalidade
e a segurança pública no Brasil: a defesa de medidas duras contra o crime (como o
endurecimento das penas) e a crítica ao sistema de segurança pública (com o apontamento,
por exemplo, da forma como o sistema penal é falho). Esses dois posicionamentos foram
apresentados no primeiro parágrafo do texto. Trata-se, portanto, de pontos de vista que se
contrapõem.
As demais opções estão incorretas porque não reconhecem a presença de questões e
posicionamentos que se contrapõem, ou seja, que são contrários, opostos.
04. Instituto Consulplan - Prefeitura de Vila Velha - Guarda Municipal - 2023 - Em
“devam se adequar às realidades locais” (7º§), assinale a afirmativa correta.
a. O emprego da preposição é facultativo de acordo com o termo regente.
b. A preposição “a” poderia ser substituída por “em” sem qualquer prejuízo.
c. O termo regente exige que o complemento verbal seja antecedido por
uma preposição.
d. A exigência da preposição antecedendo “realidades locais” ocorre por se
tratar de uma expressão feminina plural.
GABARITO LETRA A - Essa não é a nossa alternativa correta. Em “devam se adequar às
realidades locais” (7º§) o emprego da preposição não é facultativo de acordo com o termo
regente, ele é obrigatório.
Alternativa (b). Essa não é a nossa alternativa correta. Em “devam se adequar às realidades
locais” (7º§) a preposição “a” não poderia ser substituída por “em” pois a regência da forma
verbal (adequar) solicita especificamente a preposição (a).
Alternativa (c). Essa é a nossa alternativa correta. Em “devam se adequar às realidades
locais” (7º§) vemos que um termo regente exige que o complemento verbal seja antecedido
por uma preposição, esse termo regente é a forma verbal "se adequar", pois que se adequa,
adequa-se (a) algo, vemos que foi solicitada a preposição (a), preposição que se fundiu com
o artigo definido (as) e gerou a crase. Sobre a regência, Cegalla nos ensina quem "Regência
é o modo pelo qual um termo rege outro que o complementa".
Alternativa (d). Essa não é a nossa alternativa correta. Em “devam se adequar às realidades
locais” (7º§) a exigência da preposição (a) na forma (às) antecedendo “realidades locais”
não ocorre por se tratar de uma expressão feminina plural, mas sim por questões de
regência.
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05. Instituto Consulplan - Prefeitura de Vila Velha - Guarda Municipal - 2023 -
Considerando o tipo textual apresentado e suas características, assinale a
afirmativa correta.
a. Em relação à ideia central estabelecida, os subtemas possuem maior
relevância, de acordo com o contexto.
b. Exemplos citados relacionados ao tema apresentado são essenciais para
que opiniões contrárias, inseridas no texto, sejam combatidas.
c. O autor do texto pode ser denominado articulista conforme o
desenvolvimento das ideias apresentadas e recursos expressivos
empregados.
d. A expressão da interação explícita do discurso com o leitor por meio de
sua inclusão no texto no emprego da expressão “populações”, grupo do
qual faz parte, é de fundamental importância para que o objetivo do texto
seja alcançado.
Responder
GABARITO LETRA C - Em primeira análise, verifica-se que o texto é argumentativo,
expressa uma opinião, como pode ser verificado no fragmento abaixo:
"No âmbito das políticas municipais de segurança, a pauta deixa de ser exclusivamente a
repressão, priorizando a prevenção e a promoção de novas formas de convivência social e
cidadã, focadas na garantia, no respeito e na promoção de direitos."
Essas são características inerentes ao gênero textual artigo de opinião. Por isso, a
alternativa correta é a letra C: o autor do texto pode ser denominado articulista conforme o
desenvolvimento das ideias apresentadas e recursos expressivos empregados.
06. Instituto Consulplan - Prefeitura de Vila Velha - Guarda Municipal - 2023 -
Considerando o segmento “As políticas municipais de segurança cidadã
expressam, pois, a expectativa de que as políticas de segurança devam se
adequar às realidades locais e aos anseios das populações, [...]” (7º§) assinale a
afirmativa correta.
a. O período destacado poderia iniciar o parágrafo anterior (6º§) já que é
feita uma referência à informação já apresentada.
b. O termo “pois” pode ser substituído por “assim”, “todavia” ou “sobremodo”
de acordo com a adequação quanto à coesão e coerência textual.
c. A exclusão do termo “pois” provocaria alteração em da informação
apresentada, não sendo possível identificar o assunto do parágrafo em
análise adequadamente.
d. O termo “pois” é empregado não só como conectivo no período em que
está expresso como também estabelece conexão com ideias e
informações do parágrafo anterior, contribuindo para a coesão
intraparágrafo e interparágrafos no texto.
GABARITO LETRA D - Alternativa (a). Essa não é a nossa alternativa correta. Não podemos
afirmar que o período destacado poderia iniciar o parágrafo anterior (6º§) pois no parágrafo
7º há referências a informações do parágrafo 6º.
Alternativa (b). Essa não é a nossa alternativa correta. Não podemos afirmar que o termo
“pois” pode ser substituído por “assim”, “todavia” ou “sobremodo” de acordo com a
adequação quanto à coesão e coerência textual, as palavras (assim) e (sobremodo),
funcionam, na maioria das vezes, como advérbios, não como conjunção conclusiva, já a
palavra (todavia) é uma conjunção coordenativa adversativa, indica oposição, adversidade,
não conclusão.
Alternativa (c). Essa não é a nossa alternativa correta, a exclusão do termo “pois” não
provocaria alteração na informação apresentada, não impediria a identificação do assunto
do parágrafo em análise.
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Alternativa (d). Essa é a nossa alternativa correta. Considerando o segmento “As políticas
municipais de segurança cidadã expressam, pois, a expectativa de que as políticas de segurança
devam se adequar às realidades locais e aos anseios das populações, [...]” vemos que o termo “pois”
é empregado não só como conectivo no período, em que está expresso, funcionando como
uma conjunção coordenativa conclusiva, como também estabelece conexão com ideias e
informações do parágrafo anterior, contribuindo para a coesão intraparágrafo e
interparágrafos no texto. Cegalla nos ensina que as conjunções conclusivas "Iniciam uma
conclusão: logo, portanto, por conseguinte, pois (posposto ao verbo), por isso".
07. Instituto Consulplan - Prefeitura de Vila Velha - Guarda Municipal - 2023 - Em
relação à linguagem empregada no texto, é possível identificar:
a. Predomínio de linguagem formal considerando as estruturas linguísticas
utilizadas assim como o léxico selecionado.
b. Emprego de linguagem totalmente objetiva, cooperando tal característica
na promoção da credibilidade das informações apresentadas.
c. Utilização adequada e predominante de variedade linguística institucional
e técnica considerando o público a que se destina o texto apresentado.
d. Emprego predominante de linguagem informal cujo objetivo é aproximar
o enunciador do interlocutor, sendo considerada um dos recursos de
persuasão empregados.
GABARITO LETRA A - Para Marcuschi (2002), um linguista brasileiro, o que define a
tipologia textual "é o gênero de texto, o qual se apresente a partir de sequências tipológicas",
sendo que tais sequências podem ser narrativas, descritivas, injuntivas, expositivas,
argumentativas, injuntivas etc a depender do propósito comunicativo.
O texto é essencialmente argumentativo, pois traz um assunto em que o autor defende um
ponto de vista, a partir de argumentos objetivos, com predomínio da linguagem formal. Ao
citar os estudos da Escola de Chicago para defender seu ponto de vista, o autor se vale da
citação; ou seja, ele recorre a um discurso de autoridade para confirmar seu posicionamento
diante do tema discutido.
Texto para as questões 08 a 11.
Ele quem mesmo?
Depois de um bom tempo dizendo que eu era a mulher da vida dele, um belo dia
eu recebo um e-mail dizendo: “olha, não dá mais”. Tá certo que a gente tava quase se
matando e que o namoro já tinha acabado mesmo, mas não se termina nenhuma
história de amor (e eu ainda o amava muito) com um e-mail, não é mesmo? Liguei pra
tentar conversar e terminar tudo decentemente e ele respondeu: “mas agora eu tô
comendo um lanche com amigos”. Enfim, fiquei pra morrer algumas semanas até que
decidi que precisava ser uma mulher melhor para ele. Quem sabe eu ficando mais
bonita, mais equilibrada ou mais inteligente, ele não volta pra mim?
Foi assim que me matriculei simultaneamente numa academia de ginástica, num
centro budista e em um curso de cinema. Nos meses que se seguiram eu me tornei dos
seres mais malhados, calmos, espiritualizados e cinéfilos do planeta. E sabe o que
aconteceu? Nada, absolutamente nada, ele continuou não lembrando que eu existia. Aí
achei que isso não podia ficar assim, de jeito nenhum, eu precisava ser ainda melhor
pra ele. Sim, ele tinha que voltar pra mim de qualquer jeito!
Pra isso, larguei de vez a propaganda, que eu não suportava mais, e resolvi me
empenhar na carreira de escritora. Participei de vários livros, terminei meu próprio livro,
ganhei novas colunas em revistas, quintupliquei o número de leitores do meu site e nada
aconteceu. Mas eu sou taurina com ascendente em Áries, lua em Gêmeos, filha única!
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Eu não desisto fácil assim de um amor, e então resolvi que tinha que ser uma super
ultra mulher paraele, só assim ele voltaria pra mim.
Foi então que passei 35 dias na Europa, exclusivamente em minha companhia,
conhecendo lugares geniais, controlando meu pânico em estar sozinha e longe de casa,
me tornando mais culta e vivida. Voltei de viagem e tchân, tchân, tchân, tchân: nem sinal
de vida.
Comecei um documentário com um grande amigo, aprendi a fazer strip, cortei
meu cabelo 145 vezes, aumentei a terapia, li mais uns 30 livros, ajudei os pobres, rezei
pra Santo Antônio umas 1.000 vezes, torrei no sol, fiz milhares de cursos de roteiro,
astrologia e história, aprendi a nadar, me apaixonei por praia, comprei todas as roupas
mais lindas de Paris. Como última cartada para ser a melhor mulher do planeta, eu
resolvi ir morar sozinha. Aluguei um apartamento charmoso, decorei tudo
brilhantemente, chamei amigos para a inauguração, servi bom vinho e comidinhas
feitas, claro, por mim, que também finalmente aprendi a cozinhar. Resultado disso tudo:
silêncio absoluto.
O tempo passou, eu continuei acordando e indo dormir todos os dias querendo
ser mais feliz para ele, mais bonita para ele, mais mulher para ele.
Até que algo sensacional aconteceu…
Um belo dia eu acordei tão bonita, tão feliz, tão realizada, tão mulher, que eu
acabei me tornando mulher DEMAIS para ele.
Ele quem mesmo?
(MEDEIROS, Martha. Ele quem mesmo? Disponível em:
https://www.pensarcontemporaneo.com/ele-quem-mesmo-cronica-de-martha-medeiros/.
Acesso em: 05/12/2019.)
08. Instituto Consulplan - Prefeitura de Formiga - Fiscal de Meio Ambiente - 2020 - A
palavra destacada em “Liguei pra tentar conversar e terminar tudo decentemente”
(1º§) é classificada como:
a. Adjetivo formado por um sufixo.
b. Advérbio formado por um sufixo.
c. Adjetivo formado por um prefixo.
d. Advérbio formado por um prefixo.
GABARITO LETRA B - Quando se fala em advérbios terminados em “-mente”, logo
pensamos nos advérbios de modo. A maioria desses advérbios é terminada em “-mente”.
decentemente
Decente+ mente= decentemente ( adverbio + sufixo mente).
Deste modo, gabarito letra D - Advérbio formado por um sufixo.
09. Instituto Consulplan - Prefeitura de Formiga - Fiscal de Meio Ambiente - 2020 - A
oração “Comecei um documentário com um grande amigo (...)” (5º§) apresenta
um objeto direto como termo integrante. Assinale a oração em que tal fato
também ocorre.
a. Maria acordou muito cedo hoje.
b. Maria está muito feliz com o carro novo.
c. Maria não obedece aos seus professores.
d. Ontem, Maria fez toda a lição de casa rapidamente.
GABARITO LETRA D - A questão exige conhecimento de regência e transitividade verbal.
“Comecei um documentário com um grande amigo (...)
Comecei: verbo transitivo direto
um documentário: objeto direto.
a) Incorreta
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Acordou: o verbo acordar no sentido de despertar é transitivo direto, por exemplo "acordar
alguém". Contudo, nesse caso não está exigindo complemento, pois tem sentido completo.
b) Incorreta
Estar é verbo de ligação..
c) Incorreta
Obedecer é um verbo transitivo indireto: Obedecer a alguém.
d) Correta
Ontem, Maria fez toda a lição de casa rapidamente.
Fazer é verbo transitivo direto e seu objeto é "a lição".
10. Instituto Consulplan - Prefeitura de Formiga - Técnico em Enfermagem - 2020 -
A oração destacada em “(...) decidi que precisava ser uma mulher melhor para
ele.” (1º§) é classificada como oração subordinada:
a. Adjetiva restritiva.
b. Adjetiva explicativa.
c. Substantiva subjetiva.
d. Substantiva objetiva direta.
GABARITO LETRA D - Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta.
Funciona como objeto direto do verbo da oração principal.
• Ex.: Entendi que deveria ficar quieto. (= Entendi isso.)
Eu decidi ISSO
Decidi o quê? “que precisava ser uma mulher melhor para ele.”
11. Instituto Consulplan - Prefeitura de Formiga - Fiscal de Meio Ambiente - 2020 -
O prefixo “super” (3º§) deve ser hifenizado quando vier acompanhado de qual
destas palavras?
a. Amigo.
b. Mulher.
c. Homem.
d. Exigente.
GABARITO LETRA C- O prefixo “super” (3º§) deve ser hifenizado quando vier acompanhado
de qual destas palavras?
Usa-se hífen nos prefixos INTER, SUPER, HIPER quando a segunda palavra iniciar com H
ou R.
Os idiotas da objetividade
Sou da imprensa anterior ao copy desk. Tinha treze anos quando me iniciei no
jornal, como repórter de polícia. Na redação não havia nada da aridez atual e pelo
contrário: — era uma cova de delícias. O sujeito ganhava mal ou simplesmente não
ganhava. Para comer, dependia de um vale utópico de cinco ou dez mil-réis. Mas tinha
a compensação da glória. Quem redigia um atropelamento julgava-se um estilista. E a
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própria vaidade o remunerava. Cada qual era um pavão enfático. Escrevia na véspera
e no dia seguinte via-se impresso, sem o retoque de uma vírgula. Havia uma volúpia
autoral inenarrável. E nenhum estilo era profanado por uma emenda, jamais.
Durante várias gerações foi assim e sempre assim. De repente, explodiu o copy
desk. Houve um impacto medonho. Qualquer um na redação, seja repórter de setor ou
editorialista, tem uma sagrada vaidade estilística. E o copy desk não respeitava
ninguém. Se lá aparecesse um Proust, seria reescrito do mesmo jeito. Sim, o copy
desk instalou-se como a figura demoníaca da redação.
Falei no demônio e pode parecer que foi o Príncipe das Trevas que criou a nova
moda. Não, o abominável Pai da Mentira não é o autor do copy desk. Quem o lançou e
promoveu foi Pompeu de Sousa. Era ainda o Diário Carioca, do Senador, do Danton.
Não quero ser injusto, mesmo porque o Pompeu é meu amigo. Ele teve um pretexto,
digamos assim, histórico, para tentar a inovação.
Havia na imprensa uma massa de analfabetos. Saíam as coisas mais incríveis.
Lembro-me de que alguém, num crime passional, terminou assim a matéria: — “E nem
um goivinho ornava a cova dela”. Dirão vocês que esse fecho de ouro é puramente
folclórico. Não sei e talvez. Mas saía coisa parecida. E o Pompeu trouxe para cá o que
se fazia nos Estados Unidos — o copy desk.
Começava a nova imprensa. Primeiro, foi só o Diário Carioca; pouco depois, os
outros, por imitação, o acompanharam.
Rapidamente, os nossos jornais foram atacados de uma doença grave: — a
objetividade. Daí para o “idiota da objetividade” seria um passo. Certa vez, encontrei-
me com o Moacir Werneck de Castro. Gosto muito dele e o saudei com a mais larga e
cálida efusão. E o Moacir, com seu perfil de lord Byron, disse para mim, risonhamente:
— “Eu sou um idiota da objetividade”.
Também Roberto Campos, mais tarde, em discurso, diria: — “Eu sou um idiota
da objetividade”. Na verdade, tanto Roberto como Moacir são dois líricos. Eis o que eu
queria dizer: — o idiota da objetividade inunda as mesas de redação e seu autor foi,
mais uma vez, Pompeu de Sousa. Aliás, devo dizer que o copy desk e o idiota da
objetividade são gêmeos e um explica o outro.
E toda a imprensa passou a usar a palavra “objetividade” como um simples
brinquedo auditivo. A crônica esportiva via times e jogadores “objetivos”. Equipes e
jogadores eram condenados por falta de objetividade. Um exemplo da nova linguagem
foi o atentado de Toneleros. Toda a nação tremeu. Era óbvio que o crime trazia, em seu
ventre, uma tragédia nacional. Podia ser até aguerra civil. Em menos de 24 horas o
Brasil se preparou para matar ou para morrer. E como noticiou o Diário Carioca o
acontecimento? Era uma catástrofe. O jornal deu-lhe esse tom de catástrofe? Não e
nunca. O Diário Carioca nada concedeu à emoção nem ao espanto. Podia ter posto na
manchete, e ao menos na manchete, um ponto de exclamação. Foi de uma casta,
exemplar objetividade. Tom estrita e secamente informativo. Tratou o drama histórico
como se fosse o atropelamento do Zezinho, ali da esquina.
Era, repito, a implacável objetividade. E, depois, Getúlio deu um tiro no peito. Ali
estava o Brasil, novamente, cara a cara com a guerra civil. E que fez o Diário Carioca?
A aragem da tragédia soprou nas suas páginas? Jamais. No princípio do século,
mataram o rei e o príncipe herdeiro de Portugal (segundo me diz o luso Álvaro
Nascimento, o rei tinha o olho perdidamente azul). Aqui, o nosso Correio da Manhã abria
cinco manchetes. Os tipos enormes eram um soco visual. E rezava a quinta manchete:
“HORRÍVEL EMOÇÃO!”. Vejam vocês: — “HORRÍVEL EMOÇÃO!”.
O Diário Carioca não pingou uma lágrima sobre o corpo de Getúlio. Era a
monstruosa e alienada objetividade. As duas coisas pareciam não ter nenhuma
conexão: — o fato e a sua cobertura.
Estava um povo inteiro a se desgrenhar, a chorar lágrimas de pedra. E a
reportagem, sem entranhas, ignorava a pavorosa emoção popular. Outro exemplo seria
ainda o assassinato de Kennedy.
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Na velha imprensa as manchetes choravam com o leitor. A partir do copy desk,
sumiu a emoção dos títulos e subtítulos. E que pobre cadáver foi Kennedy na primeira
página, por exemplo, do Jornal do Brasil. A manchete humilhava a catástrofe. O mesmo
e impessoal tom informativo. Estava lá o cadáver ainda quente. Uma bala arrancara o
seu queixo forte, plástico, vital. Nenhum espanto da manchete. Havia um abismo entre
o Jornal do Brasil e a tragédia, entre o Jornal do Brasil e a cara mutilada. Pode-se falar
na desumanização da manchete.
O Jornal do Brasil, sob o reinado do copy desk, lembra-me aquela página célebre
de ficção. Era uma lavadeira que se viu, de repente, no meio de uma baderna horrorosa.
Tiro e bordoada em quantidade. A lavadeira veio espiar a briga. Lá adiante, numa colina,
viu um baixinho olhando por um binóculo. Ali estava Napoleão e ali estava Waterloo.
Mas a santa mulher ignorou um e outro; e veio para dentro ensaboar a sua roupa suja.
Eis o que eu queria dizer: — a primeira página do Jornal do Brasil tem a mesma
alienação da lavadeira diante dos napoleões e das batalhas.
E o pior é que, pouco a pouco, o copy desk vem fazendo do leitor um outro idiota
da objetividade. A aridez de um se transmite ao outro. Eu me pergunto se, um dia, não
seremos nós 80 milhões de copy desks? Oitenta milhões de impotentes do sentimento.
Ontem, falava eu do pânico de um médico famoso. Segundo o clínico, a juventude está
desinteressada do amor ou por outra: — esquece antes de amar, sente tédio antes do
desejo. Juventude copy desk, talvez.
Dirá alguém que o jovem é capaz de um sentimento forte. Tem vida ideológica,
ódio político. Não sei se contei que vi, um dia, um rapaz dizer que dava um tiro no
Roberto Campos. Mas o ódio político não é um sentimento, uma paixão, nem mesmo
ódio. É uma pura, vil, obtusa palavra de ordem.
(RODRIGUES, Nelson. Os idiotas da objetividade. In: __________. A cabra vadia: novas
confissões. 3. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2017. p. 30-33.)
12. Instituto Consulplan - Prefeitura de Orlândia - Psicólogo - 2023 - Assinale a
afirmativa na qual o “o” pertence à mesma classe morfológica e exerce a mesma
função sintática que em “E a própria vaidade o remunerava.” (1º§)
a)“Eis o que eu queria dizer: [...]” (13º§)
b)“Dirá alguém que o jovem é capaz de um sentimento forte.” (15º§)
c)“Gosto muito dele e o saudei com a mais larga e cálida efusão.” (6º§)
d)"Não quero ser injusto, mesmo porque o Pompeu é meu amigo.” (3º§)
GABARITO LETRA C - Nota-se que a palavra ''a'' presente no trecho “E a própria
vaidade o remunerava” é um pronome oblíquo, pois exerce a função de complemento direto
do verbo transitivo direto ''remunerar''.
A. Incorreta. De acordo com o posicionamento desta professora, o termo ''o'' é um pronome
demonstrativo, pois equivale a ''aquilo''.
B. Incorreta. De acordo com o posicionamento desta professora, o termo ''o'' é um artigo
definido, pois determina o substantivo ''jovem''.
C. Correta. De acordo com o posicionamento desta professora, o termo ''o'' é um pronome
oblíquo, pois exerce a função de complemento direto do verbo transitivo direto ''saudar''.
D. Incorreta. De acordo com o posicionamento desta professora, o termo ''o'' é um artigo
definido, pois determina o substantivo próprio ''Pompeu''.
Texto para responder às questões de 13 a 15.
A bike pelo mundo
Se em várias partes do Brasil a bicicleta só mais recentemente começou a ser vista
como opção de transporte, lá fora esse conceito já existe faz tempo. Segundo The
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Copenhagenize Index (2015), no ranking das melhores cidades do mundo para andar
de bicicleta, Copenhague (Dinamarca) aparece em primeiro lugar, seguida de Amsterdã
e Utrecht (Holanda), Estrasburgo (França) e Eindhoven (Holanda).
Este último país é considerado por muitos (especialmente pelos próprios
moradores) o melhor país do mundo para se andar de bicicleta. Já na década de 1950,
20% da população holandesa se locomoviam sobre duas rodas. Mas, na década
seguinte, a prosperidade econômica aumentou e um dos resultados disso foi o
crescimento no número de automóveis. Com o passar dos anos, os ciclistas foram
perdendo espaço e o número de acidentes se elevou drasticamente. O trânsito se tornou
um ambiente hostil, de disputas de violência. Diante da crise, os holandeses não
perderam tempo, e organizaram um grande movimento para reduzir os acidentes. A
campanha “Abaixo o assassinato de crianças” recebeu o apoio da população e do
governo. A Holanda voltou a prestigiar o ciclismo e o número de acidentes caiu.
A mobilidade por bicicleta não parou mais de crescer. O ciclismo foi totalmente
integrado à malha de transportes holandesa, com sinalização adequada e
estacionamentos de bicicletas compatíveis com a demanda crescente.
Na Holanda, bicicletas dobráveis viajam de graça em outros meios de transporte
público e as tradicionais podem ser transportadas fora dos horários de pico por uma
pequena taxa. A companhia ferroviária e prefeituras oferecem estacionamento perto das
estações. Desde 2003, o serviço de aluguel de bicicletas torna ainda mais acessível
essa opção de transporte.
(TRIGUEIRO, André. Cidades e Soluções: como construir uma sociedade sustentável – Rio de
Janeiro: LeYa, 2017.)
13. Instituto Consulplan - Prefeitura de Vila Velha - Guarda Municipal - 2023 - Pode-
se inferir, considerando as informações contidas nos 3º§ e 4º§ que:
a)As intervenções efetivas estão diretamente relacionadas às necessidades
motivadoras para a sua concretização.
b)Questões relacionadas à mobilidade urbana são extintas quando alternativas
como a prática do ciclismo são implementadas com responsabilidade
c)Em decorrência do cumprimento de demandas de forma crescente em relação
à mobilidade urbana, o ciclismo mostrou-se extremamente importante e
fundamental nas mais variadas comunidades e grupos sociais.
d)Apesar de haver apoio de órgãos governamentais no que diz respeito à
implantação do ciclismo como prática de mobilidade urbana, ainda há entraves
de relevância econômica como as taxas cobradas e devidas que causam
impedimento à prática citada.
GABARITO LETRA A
De acordo com o parágrafo 3, que vai dizer que depois de estabelecidoa mobilidade de
bicicleta e totalmente integrado a forma de locomoção, muitas mudanças e intervenções na
forma com que o país ajuda a fomentar essa escolha foram criadas, como as regras de
transporte de bicicleta em trens, estacionamento específico e serviço de aluguel de
bicicletas, soluções apresentadas no parágrafo 4.
B) Incorreto. Para que a prática do ciclismo fosse realmente integrada ao dia a dia, foi
necessário que existissem intervenções relativas à mobilidade urbana.
C) Incorreto. O texto não apresenta nenhum dado sobre questões socioeconomicas ou o
impacto em diversas comunidades.
D) Incorreto. De acordo com o texto, o governo criou medidas que fizeram com que as taxas
de embarque e aluguel das bicicletas seja viável para a manutenção do uso desse tipo de
transporte no país.
14. Instituto Consulplan - Prefeitura de Vila Velha - Guarda Municipal - 2023 - Em “Se
em várias partes do Brasil a bicicleta só mais recentemente começou a ser vista
como opção de transporte, lá fora esse conceito já existe faz tempo.” (1º§), de
acordo com a ortografia vigente, o segmento destacado seria corretamente
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substituído por (preservando-se também a correção semântica assim como
evitando vícios de linguagem como a redundância):
a)“já existe a tempo”.
b)“já existe há tempo atrás”.
c)“já existe há muito tempo”.
d)“já existe a muito tempo atrás”.
GABARITO LETRA C - O verbo "haver" pode ser usado para indicar tempo transcorrido,
tempo passado. Ao ser usado com esse sentido, ele se torna impessoal, ou seja, não tem
sujeito, ficando sempre na terceira pessoa do singular.
As opções A e D estão incorretas porque a preposição "a" não expressa ideia de tempo
passado. Ela é usada, por exemplo, em expressões que indicam ideia de futuro,
como daqui a pouco.
A opção B está incorreta porque a forma verbal "há" já indica que o tempo é passado,
portanto o termo "atrás" é redundante, ou seja, repete desnecessariamente uma ideia,
devendo ser removido.
15. Instituto Consulplan - Prefeitura de Vila Velha - Guarda Municipal - 2023 -
Considerando as expressões empregadas no texto, de acordo com o autor,
assinale a afirmativa correta.
a)O crescimento econômico das grandes cidades está, e sempre esteve,
atrelado ao desenvolvimento de conceitos relacionados ao desenvolvimento
sustentável assim como dependente dele.
b)Não há motivos para comemorar; o comportamento do ser humano no trânsito,
seja no Brasil ou em outros países do mundo, necessita de mudanças drásticas
para que grandes tragédias possam ser evitadas.
c)Diante de uma situação de consequências negativas, a Holanda é um exemplo
de mobilização efetiva contrária a resultados não desejados, demonstrando
interação entre agentes diferentes em prol da ação empreendida.
d)As demandas surgidas a partir da prosperidade econômica são incapazes de
gerar soluções imediatas, de médio e longo prazo; à medida que tal crescimento
exige determinados comportamentos e ações para que seus objetivos sejam
alcançados.
GABARITO LETRA C - Apenas a alternativa C apresenta uma informação que condiz com
o texto. Vejamos o seguinte trecho:
-> Diante da crise, os holandeses não perderam tempo, e organizaram um grande
movimento para reduzir os acidentes. A campanha “Abaixo o assassinato de crianças”
recebeu o apoio da população e do governo. A Holanda voltou a prestigiar o ciclismo e o
número de acidentes caiu.
Veja que, diante de uma situação negativa (violência no trânsito), a Holanda se mobilizou
(com a campanha "Abaixo o assassinato de crianças") contra os resultados não desejados
e demonstrou interação entre agentes diferentes (população, governo) em prol da ação
empreendida (voltou a prestigiar o ciclismo e o número de acidentes caiu).
Crônicas de Artur Xexéo
___Não vivi a crise dos 30. Nem a dos 40. Nem mesmo a dos 50. As datas de aniversário
chegaram e foram embora sem causar maiores comoções. Mas vivi momentos em que
a idade pesou. Momentos em que me dei conta de que não era tão jovem quanto
pensava. O mais recente aconteceu na semana passada, quando me preparava para
entrar numa sessão de cinema, em Nova York, para assistir a “Super 8”, o melhor filme
http://www.youtube.com/channel/UCiiDEku7cZts6C5f0ZYvdug
https://www.instagram.com/professor.alvim/
https://questoes.grancursosonline.com.br/prova/prefeitura-de-vila-velha-es-2023-instituto-consulplan-guarda-municipal-2
de Steven Spielberg que não foi dirigido por Steven Spielberg. Mas comecemos do
começo.
___A primeira vez em que me dei conta de que a juventude estava acabando foi no
Tivoli. Para quem não está ligando o nome à pessoa, o Tivoli era um mafuá que ficava
em plena Lagoa Rodrigo de Freitas muito antes de o local ter atrações como pizzarias,
academias de ginástica, pistas de skate, cinemas multiplex. Nas sextas-feiras à noite,
depois da última aula na faculdade, minha turma costumava ir para lá. Todos já com
mais de 20 anos, talvez perto dos 25, teimávamos em não abandonar a infância jogando
argolas para ganhar bichinhos de pelúcia ou disputando corrida nos carrinhos de bate-
bate (meu Deus, será que alguém ainda sabe o que é isso?). Pois eu estava lá,
aguardando a minha vez de entrar no Chapéu Mexicano, quando uma menina se
aproximou. Faz tanto tempo que eu ainda tinha coragem de andar no Chapéu Mexicano.
A menina era uma adolescente e, sem perceber o mal que me causava, perguntou com
educação:
___— O senhor está na fila?
___Foi quando me dei conta de que já existiam pessoas dez anos mais moças do que
eu saindo de casa sozinhas para mafuás na beira da Lagoa. E assim entrei na
maturidade. Numa noite de sexta-feira no Tivoli. Foi traumático, mas passou. Enfrentei
com galhardia os 30, os 35, os 40, os 45... até me encontrar com a revista “Caras”. É
sempre um momento constrangedor, nas entrevistas, quando o repórter quer saber a
idade do entrevistado. Hoje não existe mais esse problema. É só ir na Wikipedia. Mas
meu encontro com a “Caras” aconteceu antes da internet. Faz tempo. Todas as
reportagens da revista tinham a idade do entrevistado entre vírgulas logo após o nome
dele. Conheço gente que só lia a “Caras” para saber a idade dos artistas. E um dia a
reportagem era comigo. Eu nunca fiz nada para sair na “Caras”. Nunca fui a Angra dos
Reis, nunca chorei mágoas em castelo na França, nunca fui flagrado saindo de uma
farmácia no Leblon. Mas lancei um livro, uma minibiografia de Janete Clair. Não foi
assunto suficientemente importante para merecer uma reportagem de “Caras”. Mas
valeu uma foto pequenininha numa página com mais 328 fotos de gente que estava
dançando numa boate ou participando da festa de aniversário do filho de um cantor
sertanejo. Na foto, eu dava um autógrafo no livro comprado por Sonia Braga (isso
mesmo, eu e Sonia Braga nos meus tempos de superstar). E a legenda entregava: “No
lançamento da biografia de Janete Clair, Artur Xexéo, 50...” Mas eu não tinha 50 anos.
Ainda faltava um bom tempo para eu chegar lá. O triste foi constatar que eu aparentava
50, nunca mais li “Caras”. Nem sei se eles ainda publicam a idade de todos os
entrevistados.
___Mas passou. Fiz 50 anos e nem me dei conta. Até a semana passada, quando,
enfim, cheguei ao tal cinema em Nova York. Era na Rua 42, um multiplex com mais de
20 salas todas passando praticamente o mesmo filme. “Thor”, “X-Men”, “Super 8”... Para
que tantas salas se são tão poucos os filmes? Me decidi pelo “Super 8”. Escolhi uma
das sete salas em que o filme estava sendo exibido, separei o dinheiro do ingresso
certinho e fui à bilheteria. A bilheteira me deu troco. Fiquei confuso. Afinal, eu tinha
contadoo dinheiro certo. O ingresso custava US$ 24. Por que tinham me cobrado só
US$ 19.20? A bilheteira me deu desconto de sênior! Simplesmente olhou para mim e
concluiu: Sênior. Mais tarde soube que, em Nova York, quem tem mais de 65 anos é
considerado sênior e tem direito a descontos no cinema e em museus. Peraí, 65 anos?
A bilheteira do multiplex na Rua 42 estragou minha semana de folga me dando de
bandeja a crise da terceira idade com uns bons anos de antecedência.
(Disponível em: https: //www.facebook.com. Adaptado.)
16. Instituto Consulplan - Prefeitura de Capanema - Fiscal de Tributos - 2020 - Em
relação ao uso de “triste” no segmento: “O triste foi constatar que eu aparentava
50, (...)” (4º§), pode-se afirmar que trata-se de:
f) Adjetivo.
g) Predicado.
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h) Conjunção.
i) Predicativo.
j) Substantivo.
GABARITO LETRA E, visto que nomeia o que foi constatado. Isto é, o triste foi constatar
que...
Para ser adjetivo, o termo deveria aparecer na seguinte ordem: Constatar que eu aparentava
50 foi triste.
Texto para as questões 17 a 24.
Caravelas-portuguesas são flagradas em praias do litoral de SP e
assustam banhistas
Animais foram flagrados nas praias de Praia Grande e Guarujá neste sábado
(28)
01 _____ A aparição de caravelas-portuguesas (Physalia physalis) em praias
da
02 Baixada Santista, no litoral de São Paulo, assustou moradores e turistas
na
03 manhã deste sábado (28). Ao G1, uma banhista relatou o encontro com os
04 animais na orla de Praia Grande. Já uma moradora de Guarujá também
flagrou
05 as aparições em praias do município.
06 _____ Turista de São Paulo, a cirurgiã-dentista Bárbara Lombardo dos
Santos,
07 de 34 anos, conta que passeava pela faixa de areia de Praia Grande com os
08 pais quando flagrou uma das caravelas-portuguesas. "Já li a respeito delas e
09 sei que são perigosas, então decidimos chamar os guarda-vidas".
10 "Achamos uma e, poucos metros depois, avistamos outra. O problema é
11 que parece que não há um preparo para essa situação, parece que nem os
12 guarda-vidas sabem bem o que fazer. Eles orientam que não pode mexer,
mas
13 tem muitas crianças na praia. Como elas são bonitas, as crianças mexem e
14 podem se machucar", afirma.
15 _____ Bárbara conta, também, que após o alerta, os guarda-vidas retiraram
o
16 animal até uma das bases para evitar acidentes. "É uma pena. Ao mesmo
17 tempo que acaba sendo um perigo para os banhistas, o animal, que não tem
18 culpa, acaba morrendo".
19_____ Já em Guarujá, uma moradora flagrou a aparição das caravelas-
20 portuguesas, ou barco-de-guerra-português, como também são conhecidas,
em
21 praias do município na manhã deste sábado (28). Imagens obtidas
22 pelo G1 mostram os animais na faixa de areia dos bairros Astúrias e
23 Pitangueiras.
24
25 Cuidados
26 _____ De acordo com o biólogo Éric Comin, o surgimento desse animal nessa
27 época do ano é comum e ocorre por conta da correnteza marítima, um
28 fenômeno de massa de água chamado Água Central do Atlântico Sul (ACAS).
http://www.youtube.com/channel/UCiiDEku7cZts6C5f0ZYvdug
https://www.instagram.com/professor.alvim/
29 _____ Comin explica que as caravelas-portuguesas oferecem grande risco
aos
30 turistas, pois seus tentáculos liberam substâncias extremamente urticantes
que
31 podem causar queimaduras de terceiro grau.
32 _____ Caso o banhista seja queimado por esses animais, não deve tocar no
33 local afetado pois a toxina se espalha para onde a pessoa levar a mão.
34 Também é possível aplicar vinagre na região e evitar jogar água ou esfregar
a
36 ão com areia, além de procurar um centro médico para tratar os
ferimentos.
17. FADESP - Prefeitura de Curuá - Assistente Administrativo - 2020 - Para Éric Comin,
o surgimento dos animais se deve
a)ao desequilíbrio ecológico.
b)a um fenômeno natural.
c)à ação humana.
d)ao despreparo dos guarda-vidas.
GABARITO LETRA B - De acordo com Éric Comin, o surgimento das caravelas-portuguesas
ocorre devido a um fenômeno natural, um tipo de correnteza marítima, conforme indica este
trecho: "De acordo com o biólogo Éric Comin, o surgimento desse animal nessa época do
ano é comum e ocorre por conta da correnteza marítima, um fenômeno de massa de água
chamado Água Central do Atlântico Sul (ACAS)".
As demais opções estão incorretas porque não correspondem às explicações dadas por
esse biólogo para o aparecimento das caravelas-portugueses nas praias.
18. FADESP - Prefeitura de Curuá - Assistente Administrativo - 2020 - No texto, as
aspas indicam
a)ênfase.
b)sentido conotativo.
c)citação.
d)discurso direto.
GABARITO LETRA D
Alternativa (a). Essa não é a nossa alternativa correta, a ênfase pode ser definida como um
destaque a uma palavra ou a uma expressão, mas não é função das aspas marcarem esse
tipo de destaque nesse texto.
Alternativa (b). Essa não é a nossa alternativa correta, pois as aspas não estão marcando o
sentido conotativo, esse sentido é o sentido figurado, sentido em que as palavras ou
expressões não estão em seu sentido original.
Alternativa (c). Essa não é a nossa alternativa correta, as aspas não estão marcando uma
citação no texto, a citação é um trecho de outro texto, de outro autor, usado no texto para
sustentar uma hipótese, para justificar essa hipótese.
Alternativa (d). Esse é a nossa alternativa correta, o discurso direto é aquele utilizado pelo
narrador para reproduzir a voz de outra pessoa, essa voz é demarcada no texto pelas aspas.
19. FADESP - Prefeitura de Curuá - Assistente Administrativo - 2020 - De acordo com
o texto, as caravelas-portuguesas
a)chamam a atenção das crianças.
b)produzem calor intenso.
c)são típicas do litoral paulista.
d)podem ser mortas com vinagre.
GABARITO LETRA A
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https://questoes.grancursosonline.com.br/prova/prefeitura-de-curua-pa-2020-fadesp-assistente-administrativo
https://questoes.grancursosonline.com.br/prova/prefeitura-de-curua-pa-2020-fadesp-assistente-administrativo
https://questoes.grancursosonline.com.br/prova/prefeitura-de-curua-pa-2020-fadesp-assistente-administrativo
De acordo com o texto, as caravelas-portuguesas chamam a atenção das crianças porque
são bonitas, conforme indica este trecho: "Eles orientam que não pode mexer, mas tem
muitas crianças na praia. Como elas são bonitas, as crianças mexem e podem se
machucar [...]".
As demais opções estão incorretas porque, de acordo com o texto, esses animais não
produzem calor, mas, sim, liberam toxinas que podem causar queimaduras; não são típicos
do litoral paulista; e não podem ser mortas com vinagre. Esta última substância foi
recomendada para ser aplicada sobre a queimadura, e não sobre o animal que a causou.
20. FADESP - Prefeitura de Curuá - Assistente Administrativo - 2020 - Foi formada por
derivação prefixal a palavra
a)relatou (linha 3).
b)preparo (linha 11).
c)retiraram (linha 15).
d)substâncias (linha 30).
GABARITO LETRA D
na letra A temos o verbo "relatou" que derivado do verbo "relatar", que é palavra primitiva,
por isso a letra está INCORRETA;
Já na letra B, temos o substantivo "preparo" que vem do verbo "preparar", que é palavra
primitiva, por isso a letra está INCORRETA;
Na letra C, o verbo "tiraram" recebeu o prefixo "re", ficando assim "retiraram", por isso está
CORRETA;
Já na letra D, "substância" é um substantivo primitivo.
21. FADESP - Prefeitura de Curuá - Assistente Administrativo - 2020 - O trecho Caso o
banhista seja queimado por esses animais, não deve tocar no local afetado pois a
toxina se espalha para onde a pessoa levar a mão. Também é possível aplicar
vinagre na regiãoe evitar jogar água ou esfregar a mão com areia, além de procurar
um centro médico para tratar os ferimentos (linhas 32 a 35) é do tipo
a)narrativo.
b)descritivo.
c)argumentativo.
d)injuntivo.
GABARITO LETRA D
Trata-se de um texto injuntivo, visto que apresenta orientações que devem ser seguidas.
Conforme destacado no trecho:
"Caso o banhista seja queimado por esses animais, não deve tocar no local afetado pois a toxina se
espalha para onde a pessoa levar a mão. Também é possível aplicar vinagre na região e evitar jogar
água ou esfregar a mão com areia, além de procurar um centro médico para tratar os
ferimentos (linhas 32 a 35)"
O texto injuntivo é aquele que ensina, orienta, instrui o leitor a fazer algo. Sua
principal característica é apresentar verbos no imperativo ou no infinitivo impessoal.
Exemplo de texto injuntivos: regulamentos, manuais de instrução, receitas culinárias, etc.
22. FADESP - Prefeitura de Curuá - Assistente Administrativo - 2020 - Segundo uma
informante, a tendência do aparecimento das caravelas pode vitimar
a)pessoas idosas.
b)turistas portugueses.
c)os próprios animais.
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d)os guarda-vidas.
GABARITO LETRA C
De acordo com a informante Bárbara, esse surgimento das caravelas pode prejudicar as
próprias caravelas, que podem morrer, conforme indica este trecho do quarto parágrafo: "É
uma pena. Ao mesmo tempo que acaba sendo um perigo para os banhistas, o animal, que
não tem culpa, acaba morrendo".
As demais opções estão incorretas porque apresentam seres que, segundo o texto, não
podem morrer devido ao aparecimento das caravelas.
23. FADESP - Prefeitura de Curuá - Assistente Administrativo - 2020 - Uma vírgula
deveria ter sido empregada em
a)Ao G1, uma banhista relatou o encontro com os animais na orla de Praia
Grande (linhas 3 e 4).
b)"Já li a respeito delas e sei que são perigosas, então decidimos chamar os
guarda-vidas" (linhas 8 e 9).
c)Eles orientam que não pode mexer, mas tem muitas crianças na praia (linhas 12
e 13).
d)Bárbara conta, também, que após o alerta, os guarda-vidas retiraram o animal
até uma das bases para evitar acidentes (linhas 15 e 16).
GABARITO LETRA D - Bárbara conta, também, que, após o alerta, os guarda-vidas retiraram o
animal até uma das bases para evitar acidentes (linhas 15 e 16).
24. FADESP - Prefeitura de Curuá - Assistente Administrativo - 2020 - A palavra
indicada poderia substituir a que está grifada em
a)Já uma moradora de Guarujá também flagrou as aparições em praias do
município (linhas 4 e 5) - imediatamente.
b)Eles orientam que não pode mexer, mas tem muitas crianças na praia (linhas 12 e
13) - há.
c)Já em Guarujá, uma moradora flagrou a aparição das caravelas-portuguesas, ou
barco-de-guerra-português, como também são conhecidas, em praias do município
na manhã deste sábado (linhas 19 a 21) - surpreendeu.
d)Caso o banhista seja queimado por esses animais, não deve tocar no local afetado
pois a toxina se espalha para onde a pessoa levar a mão (linhas 32 e 33) - se.
GABARITO LETRA B
Em A, não é adequada a proposta de substituição, visto que o termo "já" tem sentido temporal, ao
passo que "imediatamente" apresenta sentido de modo.
Em B, está adequada a reescrita de "tem" por "há", que é a forma verbal adequada para o sentido de
"existir ou para o de ocorrer" na norma culta. Por isso, está correta essa resposta.
Em C, no caso não é possível a substituição de "flagrou" por "surpreendeu', porque não há alguém
para ser surpreendido, uma vez que se trata de alguém para ser surpreendido, mas das caravelas
avistadas.
Em D, embora o "se" também apresente sentido condicional como "caso", não poderia ser empregado
no contexto sem alteração da estrutura sintática.
Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 25 e 26
Dados sobre o saneamento ambiental
01 De acordo com pesquisas realizadas pelo Instituto Trata Brasil,
http://www.youtube.com/channel/UCiiDEku7cZts6C5f0ZYvdug
https://www.instagram.com/professor.alvim/
https://questoes.grancursosonline.com.br/prova/prefeitura-de-curua-pa-2020-fadesp-assistente-administrativo
https://questoes.grancursosonline.com.br/prova/prefeitura-de-curua-pa-2020-fadesp-assistente-administrativo
02 somente 45% do esgoto gerado no país passa por tratamento e o restante
03 é despejado diretamente na natureza, causando problemas sanitários e
04 ambientais.
05 Em 2011, 82,4% da população era abastecida com água potável, e
06 a taxa de atendimento subiu apenas para 83,3% em 2016. Já o relatório
07 “Ranking do Saneamento” mostra que 53% da população brasileira têm
08 acesso à coleta e tratamento de esgoto, o que representa 100 milhões de
09 brasileiros sem acesso a esse serviço, ou seja, quase metade dos
10 habitantes do país.
11 Entre as 100 maiores cidades, 36 municípios têm menos de 60%
12 dos cidadãos com serviços de coleta de esgoto. Um dos motivos para
13 esses números é o aumento da população urbana. Com isso, as cidades
14 não conseguem estruturar investimentos proporcionalmente ao ritmo de
15 crescimento populacional pelos custos de implementação da
16 infraestrutura e da operacionalização dos serviços de esgoto, que são
17 custosos.
18 Os principais investimentos em saneamento foram feitos nos
19 estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e Paraná.
20 Esses valores corresponderam a 63,3% do total investido no país. Em
21 compensação, os investimentos no Acre, Alagoas, Amapá, Rondônia e
22 Amazonas, no mesmo período, totalizaram apenas 1,7%.
23 As obras do Programa de Aceleração do Crescimento
24 (PAC) elevaram os níveis de atendimento dos serviços básicos, mas
25 ainda assim não foram suficientes. Atualmente, a estimativa é que a
26 universalização do saneamento exigiria um investimento de R$ 500
27 bilhões até 2040.
Disponível em https://blog.bkrambiental.com.br/saneamento-ambiental-no-brasil Acessado
em 7/12/2022
25. FADESP - Prefeitura de Rondon do Pará - Assistente de Administração - 2023 -
Em Atualmente, a estimativa é que a universalização do saneamento exigiria um
investimento de R$ 500 bilhões até 2040 (linhas 25 a 27), foi omitida/omitido
a)vírgula.
b)artigo.
c)conjunção.
d)preposição.
GABARITO LETRA D
O termo "estimativa" exige a preposição "de". No caso, a expressão "é que" tem a função de partícula
expletiva (ou de realce). Nesse caso, a frase poderia ser assim reescrita:
-> Atualmente, a estimativa da universalização do saneamento exigiria um investimento
de R% 500 bilhões até 2040.
Portanto, foi omitida a preposição "de".
26. FADESP - Prefeitura de Rondon do Pará - Assistente de Administração - 2023 -
Em Com isso, as cidades não conseguem estruturar investimentos
proporcionalmente ao ritmo de crescimento populacional pelos custos de
implementação da infraestrutura e da operacionalização dos serviços de esgoto, que
são custosos (linhas 13 a 17), ocorre
a)metáfora.
b)pleonasmo.
d)eufemismo.
e)hipérbole.
GABARITO LETRA B.
http://www.youtube.com/channel/UCiiDEku7cZts6C5f0ZYvdug
https://www.instagram.com/professor.alvim/
https://questoes.grancursosonline.com.br/prova/prefeitura-de-rondon-do-para-pa-2023-fadesp-assistente-de-administracao
https://questoes.grancursosonline.com.br/prova/prefeitura-de-rondon-do-para-pa-2023-fadesp-assistente-de-administracao
No trecho analisado é possível observar presença de pleonasmo, que é uma figura de linguagem
que consiste na repetição de um termo da oração ou do significadode uma expressão, isto é, alguma
informação que é repetida desnecessariamente.
Falar que não se conseguem estruturar os investimentos pelos "custos" e depois dizer que são
"custosos" é uma redundância, que vai gerar uma repetição de uma mesma informação, de forma
desnecessária.
A) Incorreto. A metáfora é uma figura de linguagem que produz sentidos figurados por meio de
comparações.
C) Incorreto. O eufemismo é uma figura de linguagem que emprega termos mais agradáveis para
suavizar uma expressão.
D) Incorreto. A hipérbole é uma figura de linguagem que "consiste na ênfase resultante do exagero
deliberado, que no sentido negativo, que no positivo", ou seja, trata-se de uma figura empregada em
textos literários e na linguagem corrente para expressar algo de maneira exagerada ou intensificada.
Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 27 e 28.
Você sabe o que são microplásticos?
01 Microplásticos, como o próprio nome já diz, são pequenos
02 fragmentos de plástico, com menos de cinco milímetros de comprimento.
03 O que muita gente não sabe é que essas partículas – a princípio
04 inofensivas – são os principais poluentes dos oceanos.
05 É fato que o plástico está presente em nossas vidas todos os dias
06 – nas embalagens de remédios, nos potes plásticos, nos aparelhos
07 eletrônicos e eletrodomésticos e por aí vai... – e fomos levados a crer que
08 esse material é indispensável em nossas vidas. Acontece que o plástico,
09 quando descartados de maneira incorreta, sofre a chamada quebra
10 mecânica pelas chuvas, ventos e ondas do mar, o que fragmenta esse
11 material em pequenas partículas. Essa ação repetitiva os transforma em
12 microplásticos.
13 Além do descarte incorreto de resíduos, os microplásticos vão parar
14 no ambiente através de outras formas, como na lavagem de roupas de
15 poliéster; no atrito dos membros de pessoas que usam roupas de
16 poliamida; no atrito dos pneus (que são feitos de um tipo de plástico
17 chamado estireno butadieno) com o asfalto; no desprendimento (pelas
18 chuvas e vento) de tintas de látex e acrílicas das paredes das casas; na
19 utilização de cremes, sabonetes, pastas, géis e esfoliantes que são feitos
20 de microplásticos de polietileno; e também na perda acidental
21 de nurdles (pequenas bolinhas plásticas utilizadas na manufatura de itens
22 plásticos) quando transportadas por navios ou caminhões.
23 Tudo isso faz com que os microplásticos cheguem indevidamente
24 não só aos oceanos, mas à água que tomamos, às comidas que ingerimos
25 e ao ar que respiramos.
Disponível em https://routebrasil.org/2020/08/01/voce-sabe-o-que-sao-microplasticos/
Acessado em 20/01/2023
27. FADESP - Prefeitura de Oriximiná - Guarda Municipal - 2023 - No trecho Acontece
que o plástico, quando descartados de maneira incorreta, sofre a chamada quebra
mecânica pelas chuvas, ventos e ondas do mar, o que fragmenta esse material em
pequenas partículas (linhas 8 a 11), o autor do texto deixou de observar a
a)pontuação.
b)regência.
c)acentuação.
d)concordância.
GABARITO LETRA D
http://www.youtube.com/channel/UCiiDEku7cZts6C5f0ZYvdug
https://www.instagram.com/professor.alvim/
https://questoes.grancursosonline.com.br/prova/prefeitura-de-oriximina-pa-2023-fadesp-guarda-municipal
Veja que o termo "descartados" foi usado incorretamente no plural. Esse termo se refere ao
substantivo "plástico". Portanto, a concordância se dá no singular. O certo é: Acontece que
o plástico, quando descartado de maneira incorreta (...).
28. FADESP - Prefeitura de Oriximiná - Guarda Municipal - 2023 - A
palavra microplásticos foi formada por
a)derivação parassintética.
b)composição por justaposição.
c)derivação prefixal.
d)composição por aglutinação.
GABARITO LETRA C
A palavra "microplásticos" é formada por derivação prefixal, com o radical "plásticos" recebendo o
prefixo "micro-". O prefixo é um afixo que aparece antes do radical.
As demais opções estão incorretas porque não apresentam o processo de formação da palavra em
questão. A derivação parassintética ocorre quando um radical recebe, ao mesmo tempo, prefixo e
sufixo, sendo que, se um deles for eliminado, forma-se uma palavra inexistente na norma-padrão do
português. A composição por justaposição ocorre quando duas ou mais palavras se juntam para
formar uma nova, e não há perda de letras. A composição por aglutinação ocorre quando duas ou
mais palavras se juntam para formar uma nova, e há perda de letras entre elas.
Abandonar e maltratar animais é crime
Por Dani Scaffo
35. É crime praticar maus-tratos contra animais domésticos, silvestres,
36. nativos ou exóticos, de acordo com a Lei 9.605/98, artigo 32. Existem várias
37. condutas que podem caracterizar os crimes, tais como o abandono, ferir, mutilar,
38. envenenar, manter em locais pequenos sem possibilidade de circulação e sem
39. higiene, não abrigar do sol, chuva ou frio, não alimentar, não dar água, negar
40. assistência veterinária se preciso, dentre outros.
41. Atualmente, a legislação prevê pena de três meses a um ano de detenção
42. para quem pratica os atos contra animais. A pena é aumentada de um sexto a
43. um terço se o crime causa a morte do animal.
44. Recentemente, um crime de maus-tratos chocou os moradores do Rio de
45. Janeiro. Um cavalo foi arrastado por cerca de dois quilômetros em Duque de
46. Caxias, na Baixada Fluminense, por um motorista de caminhão.
47. O caso aconteceu na madrugada da última sexta-feira (30). O animal foi
48. encontrado debilitado, inclusive com fraturas expostas, mas ainda vivo, no bairro
49. Parada Angélica.
50. O motorista do caminhão foi preso pela Polícia Civil em casa e foi autuado
51. por maus tratos aos animais com aumento de pena pela morte do cavalo, que
52. precisou ser sacrificado.
53. Segundo as testemunhas, o motorista tentou roubar o cavalo amarrando-
54. o no caminhão, mas o animal não acompanhou o ritmo do veículo e caiu.
55. A presidente da Comissão de Ética e Bem Estar Animal do CRMV-RJ,
56. Vivian Lage de Oliveira (CRMV-RJ 10858), contou que tomou conhecimento
57. sobre o caso pela manhã e ficou consternada pela forma pela qual o animal se
58. encontrava, não restando outra alternativa a não ser a própria eutanásia após
59. muitas horas de sofrimento.
60. “Segundo resolução 1236/2018 do CFMV, o crime se encaixa no Artigo
61. 5°: III – agredir fisicamente ou agir para causar dor, sofrimento ou dano ao
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62. animal; E além de maus tratos houve também crueldade e abuso, segundo o
63. artigo 2° da mesma resolução. Vale lembrar a recente lei municipal 6884, criada
64. pelo prefeito do Rio Eduardo Paes, que torna obrigatória a prestação de socorro
65. aos animais atropelados pelo atropelador. A Comissão de Ética e Bem Estar
66. Animal do CRMV-RJ acredita que as leis precisam ter punições mais rígidas pois
67. os animais são seres sencientes e merecem respeito de toda sociedade”,
68. explicou.
Disponível em https://www.crmvrj.org.br/2021/05/abandono-e-maus-tratos-aos-animais-e-crime/
Acessado em 26/08/2021
Texto adaptado
29. FADESP - Prefeitura de Abaetetuba - Agente Comunitário de Saúde - 2021 - O título
do texto, Abandonar e maltratar animais é crime, contém um problema referente
à
a)concordância nominal.
b)concordância verbal.
c)regência nominal.
d)regência verbal.
GABARITO LETRA B
A rigor, a forma verbal "é" deve ser conjugada no plural, "são", concordando com os dois núcleos do
sujeito, "abandonar" e "maltratar". Há, entretanto, gramáticos, como Celso Cunha e Lindley Cintra,
que indicam que, quando o sujeito da oração é formado por vários verbos no infinitivo, só haverá
flexão do verbo do predicado caso esses infinitivos expressem ideiasopostas ou se é desejável marcar
a diferença entre eles, como em Amar e odiar são comportamentos inerentes ao ser humano.
Caso contrário, o verbo do predicado pode ficar no singular
As demais opções estão incorretas porque não indicam desvios presentes na frase em questão. Os
verbos "maltratar" e "abandonar" são transitivos diretos e receberam complemento do tipo objeto
direto, "animais", mostrando uso correto da regência verbal. Não houve casos de concordância
nominal nem de regência nominal.
Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 30 e 31.
Vamos falar sobre credibilidade e confiança?
Mari Rodrigues
1. Conversando com um amigo, fiquei pensando sobre algumas coisas que
2. parecem básicas mas não são tanto assim. Quando expressamos nossos
3. sentimentos, nosso lado mais profundo, fica a impressão de que o outro lado
4. precisa se interessar em ouvir o que temos a dizer. É a credibilidade que botamos
5. na pessoa que vai nos ouvir que define o quanto vamos nos abrir na conversa.
6. O que é credibilidade? É a qualidade de ser confiável. E aí entramos no
7. ponto alto da discussão que quero abrir: só falamos abertamente com quem
8. temos confiança. Isso nos ajuda a filtrar melhor o que estamos falando e para
9. quem, e nos freia de falar qualquer coisa a qualquer pessoa,
10. indiscriminadamente.
11. Como se constrói uma confiança? Há pessoas que só de olhar parecem
12. confiáveis? O que determina a credibilidade dessa pessoa? São perguntas que
13. só conseguimos responder dentro dos nossos corações. Cada pessoa tem seu
14. referencial de confiança e cada pessoa sabe o que espera do outro.
15. Os usos que as pessoas fazem de seu nível de confiança geralmente são
16. bons. Elas viram grandes amigas e confidentes: o outro sabe que algum segredo
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17. estará bem guardado. Mas há pessoas que manipulam essa confiança e a usam
18. em proveito próprio, em detrimento da pessoa que confiou nela. Golpistas sabem
19. muito bem como abusar da confiança dos outros e espero que paguem por isso.
20. E o que a diversidade tem a ver com todo esse papo, Mari? Explico:
21. desenvolver confiança no meio é bastante difícil. Saímos de um ambiente de
22. aparente fraternidade para um ambiente tóxico de medo e de desconfiança. E se
23. não criamos a confiança nas pessoas que são nossas aliadas, é difícil criar uma
24. rede de apoio consistente para nos fortalecer nesse ambiente.
25. Na semana passada, falei sobre amizade, e amizade também pressupõe
26. confiança, pois é essa credibilidade que vai fazer com que as pessoas sejam
27. nossas amigas ou não, e assim, todos ficam mais fortes para enfrentar a
28. hostilidade dentro e fora do nosso lugar.
Disponível em https: //marirodrigues.blogosfera.uol.com.br/2020/02/29/vamos-falar-sobre-
credibilidade-e-confianca/
Acessado em 1/03/2020
Texto adaptado
30. FADESP - Câmara de Marabá - Agente Administrativo - 2021 - De acordo com o
texto, nós
A)devemos confiar em todas as pessoas com as quais convivemos.
b)nos abrimos apenas com as pessoas nas quais confiamos.
c)só expressamos nossos sentimentos a quem tem interesse neles.
d)conversamos mais abertamente com quem nos parece previsível.
e)jamais nos enganamos ao julgar alguém confiável ou não.
GABARITO LETRA B
nos abrimos apenas com as pessoas nas quais confiamos.
31. FADESP - Câmara de Marabá - Agente Administrativo - 2021 - Termos foram
empregados em sentido conotativo em
a)Conversando com um amigo, fiquei pensando sobre algumas coisas que parecem
básicas mas não são tanto assim (linhas 1 e 2).
b)É a credibilidade que botamos na pessoa que vai nos ouvir que define o quanto
vamos nos abrir na conversa (linhas 4 e 5).
c)Isso nos ajuda a filtrar melhor o que estamos falando e para quem, e nos freia de
falar qualquer coisa a qualquer pessoa, indiscriminadamente (linhas 8 a 10).
d)Cada pessoa tem seu referencial de confiança e cada pessoa sabe o que espera do
outro (linhas 13 e 14).
e)Golpistas sabem muito bem como abusar da confiança dos outros e espero que
paguem por isso (linhas 18 e 19).
GABARITO LETRA C
O sentido conotativo, também chamado de sentido figurado, está presente no uso do verbo "filtrar"
não com o sentido de "remover impurezas", mas, sim, com o sentido de "moderar", "ponderar"; e no
uso do verbo "frear", que não indica a pausa de um veículo, mas, sim, a interrupção da fala de uma
pessoa. É importante lembrar que seres humanos não têm em si os objetos filtro e freio, como um carro
tem, por exemplo.
As demais opções estão incorretas porque contêm termos em sentido denotativo, ou seja, no sentido
real das palavras:
Na opção A, os verbos "conversar" e "pensar" designam, respectivamente, o ato de falar com alguém
e o ato de refletir sobre algo.
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Na opção B, o verbo "botar" foi usado como sinônimo de "atribuir". O primeiro é mais comum na
linguagem coloquial, porém ele foi usado em seu sentido real, de "colocar".
Na opção D, os verbos "ter" e "saber" indicam, respectivamente, o sentido de posse e de ter ciência de
algo.
Na opção E, o verbo "pagar" foi usado no sentido de "cumprir uma penalidade", um sentido real desse
verbo.
Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 32 a 34.
Morte de indígenas na América teria causado pequena era do gelo
A colonização europeia por aqui fez com que 56 milhões de hectares voltassem a virar
vegetação, diminuindo o CO2 na atmosfera e deixando a Terra mais gelada
Por Rafael Battaglia
01 ___Alterações climáticas acontecem, em geral, por conta de grandes
02 fenômenos naturais, como erupções vulcânicas ou o movimento de massas de ar.
03 Mas a ciência descobriu que uma das maiores mudanças da história aconteceu,
04 em parte, por conta da ação humana – e não estamos falando do aquecimento
05 global.
06 ___Um estudo da University College London, no Reino Unido, relaciona a
07 ação dos colonizadores europeus na América durante o século 16 com um
08 período conhecido como “Pequena Era do Gelo”. De acordo com os
09 pesquisadores, o extermínio de indígenas afetou o clima da Terra, diminuindo a
10 temperatura média do planeta no século seguinte.
11 ___A pesquisa, publicada na revista Quaternary Science Reviews, mostra que
12 as mortes fizeram com que uma vasta área ficasse inativa e, naturalmente, fosse
13 reflorestada. O crescimento de vegetação em lugares antes usados pelos nativos
14 para moradia e agricultura elevaram os níveis de dióxido de carbono na
15 atmosfera, causando uma queda de 0,15o C nos termômetros da Terra.
16
17 Como o estudo foi feito?
18 ___Para chegar a uma estimativa da área ocupada pelos indígenas, os
19 pesquisadores foram atrás de dados populacionais da época. De acordo com
20 eles, havia na América em torno de 60,5 milhões de habitantes até 1492, quando
21 o explorador Cristóvão Colombo chegou por aqui.
22 ___Depois, os experts britânicos foram atrás do número de nativos mortos
23 daquele ano em diante e calcularam que, entre assassinatos e epidemias de
24 doenças (trazidas pelos europeus), a colonização eliminou 90% da população
25 indígena – 54,5 milhões de pessoas. O número não é consenso: há autores que
26 defendem que os europeus mataram 15 milhões. Um valor mais modesto, mas
27 não menos significativo.
28 ___Seja como for, o estudo estimou que a área desprotegida de tratamento foi
29 de 56 milhões de hectares, que éaproximadamente o território da França. Todo
30 esse espaço, sem a manutenção dos indígenas, foi “invadida” pela vegetação
31 natural. Essa renovação do solo, de acordo com os pesquisadores, absorveu uma
32 boa quantidade de CO2 (necessário para a fotossíntese), causando uma queda
33 na sua concentração na atmosfera.
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34 ___A taxa de diminuição foi de 7-10 ppm (ou seja, de 7 a 10 partículas de
35 dióxido de carbono para cada um milhão de moléculas no ar). Para se ter uma
36 ideia, atualmente se produz 3 ppm por ano na queima de combustíveis fósseis.
Disponível em https://super.abril.com.br/ciencia/morte-de-indigenas-na-america-teria-
causado-uma-pequena-era-do-gelo/ Acessado em 9/02/2019
32. FADESP - Prefeitura de Marabá - Almoxarife - 2019 - Sem alterar o sentido do
enunciado, a palavra grifada poderia ser suprimida em
a)Alterações climáticas acontecem, em geral, por conta de grandes fenômenos
naturais, como erupções vulcânicas ou o movimento de massas de ar (linhas 1 e 2).
b)O crescimento de vegetação em lugares antes usados pelos nativos para moradia e
agricultura elevaram os níveis de dióxido de carbono na atmosfera, causando uma
queda de 0,15oC nos termômetros da Terra (linhas 13 a 15).
c)Essa renovação do solo, de acordo com os pesquisadores, absorveu
uma boa quantidade de CO2 (necessário para a fotossíntese), causando uma queda
na sua concentração na atmosfera (linhas 31 a 33).
d)A taxa de diminuição foi de 7-10 ppm (ou seja, de 7 a 10 partículas de dióxido de
carbono para cada um milhão de moléculas no ar) (linhas 34 e 35).
GABARITO LETRA D
Os termos “um milhão” e “milhão” são sinônimos, pois ambos designam a quantidade de apenas um
milhão. É por isso que a supressão do numeral “um” não altera o sentido do trecho apresentado.
A opção A está incorreta porque a supressão do termo em destaque muda o sentido do trecho em
questão. Sem a palavra “como” o termo “erupções vulcânicas ou o movimento de massas de ar” deixa
de representar exemplos de fenômenos naturais, passando a ser indicado como uma coisa diferente
desses fenômenos.
A opção B está incorreta porque a supressão do termo em destaque muda o sentido do trecho em
questão. Sem a palavra “antes”, o trecho indicaria que os lugares são habitados pelos nativos no tempo
presente, e não no passado.
A opção C está incorreta porque a supressão do termo em destaque muda o sentido do trecho em
questão. Sem a palavra “boa”, a quantidade absorvida de CO2 não parece ser grande o suficiente.
33. FADESP - Prefeitura de Marabá - Almoxarife - 2019 - A concordância não foi
observada em
a)Alterações climáticas acontecem, em geral, por conta de grandes fenômenos
naturais, como erupções vulcânicas ou o movimento de massas de ar (linhas 1 e 2).
b)Para chegar a uma estimativa da área ocupada pelos indígenas, os pesquisadores
foram atrás de dados populacionais da época (linhas 18 e 19).
c)O número não é consenso: há autores que defendem que os europeus mataram 15
milhões (linhas 25 e 26).
d)Todo esse espaço, sem a manutenção dos indígenas, foi “invadida” pela
vegetação natural (linhas 29 a 31).
GABARITO LETRA D
A concordância não foi observada em:
d. Todo esse espaço, sem a manutenção dos indígenas, foi “invadidO" pela vegetação natural (linhas
29 a 31).
34. FADESP - Prefeitura de Marabá - Técnico Previdenciário - 2019 - O trecho em que
uma expressão foi empregada em sentido conotativo é
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https://questoes.grancursosonline.com.br/prova/prefeitura-de-maraba-pa-2019-fadesp-tecnico-area-previdenciaria-3
a)De acordo com os pesquisadores, o extermínio de indígenas afetou o clima da
Terra, diminuindo a temperatura média do planeta no século seguinte (linhas 8 a 10).
b)Para chegar a uma estimativa da área ocupada pelos indígenas, os pesquisadores
foram atrás de dados populacionais da época (linhas 18 e 19).
c)Um valor mais modesto, mas não menos significativo (linhas 26 e 27).
d)A taxa de diminuição foi de 7-10 ppm (ou seja, de 7 a 10 partículas de dióxido de
carbono para cada um milhão de moléculas no ar) (linhas 34 e 35).
Responder
GABARITO LETRA D
O sentido conotativo é o sentido figurado, o sentido em que as palavras ganham significados diferentes
daqueles que possuem originalmente, esse novo significado vai depender do contexto, já o sentido
denotativo é o sentido literal, o sentido real das palavras, o sentido dicionarizado.
Alternativa (a). Essa não é a nossa alternativa correta, pois encontramos somente palavras e expressões
em seu sentido denotativo, no seu sentido literal, as palavras carregam o seu sentido original, não
dependem do contexto para que identifiquemos um novo significado.
Alternativa (b). Essa é a nossa alternativa correta, pois há uma expressão no sentido conotativo, no
sentido figurado, é a expressão "os pesquisadores foram atrás de dados populacionais", ir atrás de algo
indica a ação de movimento, como quando vamos atrás de outro carro no trânsito, na realidade, os
pesquisadores fizeram algum tipo de pesquisa para coletar os referidos dados.
Alternativa (c). Essa não é a nossa alternativa correta, pois encontramos somente palavras e expressões
em seu sentido denotativo, no seu sentido literal, as palavras carregam o seu sentido original, não
dependem do contexto para que identifiquemos um novo significado.
Alternativa (d). Essa não é a nossa alternativa correta, pois encontramos somente palavras e expressões
em seu sentido denotativo, no seu sentido literal, as palavras carregam o seu sentido original, não
dependem do contexto para que identifiquemos um novo significado.
35. FADESP - Câmara de Capanema - Auxiliar Administrativo - 2017 - A expressão
gramaticalmente correta é
a)Existe muitas esperanças de que nosso deputado se reeleja.
b)Nós, munícipes, não somos cidadões de segunda classe.
c)Houve muitos acidentes naquela rodovia recém asfaltada pelo prefeito.
d)Aquela lei foi aprovada na última seção da Câmara Municipal.
GABARITO LETRA C
O verbo "haver" está conjugado na terceira pessoa do singular porque é impessoal, ou seja, não tem
sujeito. Isso acontece porque ele foi usado no sentido de "ocorrer". A palavra "recém" aparece não
isolada por hífen porque não é prefixo, mas, sim, um advérbio, que modifica o adjetivo "asfaltada".
As demais opções opções estão incorretas:
Na opção A, o verbo "existir" deve ser conjugado no plural para concordar com o sujeito "muitas
esperanças": Existem muitas esperanças.
Na opção B, o plural da palavra "cidadão" foi feito de forma errada. A forma correta é "cidadãos".
Na opção D, foi usada a palavra "seção" (= divisão, repartição) no lugar de "sessão" (= intervalo de
tempo, evento).
Texto associado
Se eu pudesse, hoje, varria, isto mesmo, varria as pessoas todas com vassouras,
como se fossem cisco. Limpava o chão, passava pano molhado para refrescar, ia chorar
e dormir. Meu coração agora faz diferença nenhuma de coração de galinha ou barata
que galinha come. Não tem amor nele, nem de mãe, nem de esposa, nem de nada. Tá
seco, raivoso e antipático, quer é sossego, quer é lembrar o morto horas a fio, espernear
em cima de vida tão sem graça e cinzenta. Gosto de ir até no fundo da cisterna e revirar
o lodo, tirar ele com a mão, me emporcalhar bastante, só pra depois ver água minando
clarinha de novo. Gosto da cesta sobre a mesa com mamões e bananas, gosto de lavar
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https://questoes.grancursosonline.com.br/prova/camara-de-capanema-pr-2017-fadesp-auxiliar-administrativoo filtro todo o sábado, encher as talhas com água nova, gosto. Gosto, mas exaspero-
me esquecida dos dons, e parto, como hoje, o pão sem reparti-lo.
(PRADO, Adélia. Solte os cachorros. Rio de Janeiro/São
Paulo. Editora Record, 2006. p.71)
36. IBFC - SEAP PR - Agente de Execução - Técnico de Enfermagem - 2021 -
Para tornar mais expressiva a noção de falta, na passagem “Não tem amor
nele, nem de mãe, nem de esposa, nem de nada.”, reitera-se a conjunção
“nem” que tem valor semântico:
a)concessivo.
b)aditivo.
c)adversativo.
d)alternativo.
e)consecutivo.
GABARITO LETRA B
A. Incorreta. A conjunção ''nem'' não tem valor concessivo, pois não introduz segmento que contém
ideia de ressalva em relação ao que foi apresentado anteriormente.
B. Correta. A conjunção ''nem'' tem valor aditivo, pois tem a função de introduzir segmento que contém
ideia de adição em relação ao anterior. Assim, os segmentos podem ser compreendidos da seguinte
forma: o coração do emissor da linguagem não tem mais o amor de uma mãe, de uma esposa e etc.
C. Incorreta. A conjunção ''nem'' não tem valor adversativo, pois não introduz segmento que contém
ideia de oposição ao que foi apresentado anteriormente.
D. Incorreta. A conjunção ''nem'' não tem valor alternativo, pois não introduz segmento que contém
uma opção em relação ao segmento anterior.
E. Incorreta. A conjunção ''nem'' não tem valor consecutivo, pois não introduz segmento que contém
a conclusão de uma situação apresentada anteriormente.
Leia o texto abaixo para responder às questões de 37 a 41.
Texto I
Naquele tempo o mundo era ruim. Mas depois se consertara, para bem dizer as coisas
ruins não tinham existido. No jirau da cozinha arrumavam-se mantas de carne-seca e
pedaços de toicinho. A sede não atormentava as pessoas, e à tarde, aberta a porteira,
o gado miúdo corria para o bebedouro. Ossos e seixos transformavam-se às vezes nos
entes que povoavam as moitas, o morro, a serra distante e os bancos de macambira.
Como não sabia falar direito, o menino balbuciava expressões complicadas, repetia
as sílabas, imitava os berros dos animais, o barulho do vento, o som dos galhos que
rangiam na catinga, roçando-se. Agora tinha tido a ideia de aprender uma palavra, com
certeza importante porque figurava na conversa de sinha Terta. Ia decorá-la e transmiti-
la ao irmão e à cachorra. Baleia permaneceria indiferente, mas o irmão se admiraria,
invejoso.
- Inferno, inferno.
Não acreditava que um nome tão bonito servisse para designar coisa ruim. E
resolvera discutir com sinha Vitória. Se ela houvesse dito que tinha ido ao inferno, bem.
Sinha Vitória impunha-se, autoridade visível e poderosa. Se houvesse feito menção de
qualquer autoridade invisível e mais poderosa, muito bem. Mas tentara convencê-lo
dando-lhe um cocorote, e isto lhe parecia absurdo. Achava as pancadas naturais
quando as pessoas grandes se zangavam, pensava até que a zanga delas era a causa
única dos cascudos e puxavantes de orelhas. Esta convicção tornava-o desconfiado,
fazia-o observar os pais antes de se dirigir a eles. Animara-se a interrogar sinha Vitória
porque ela estava bem-disposta. Explicou isto à cachorrinha com abundância de gritos
e gestos.
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(RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. Rio de Janeiro/São Paulo: Record, 2009, p. 59-
60)
37. IBFC - Prefeitura de Vinhedo - Guarda Municipal - 2020 - Considere a estrutura
do seguinte fragmento retirado do texto: “Se ela houvesse dito que tinha ido ao
inferno, bem.” (4º§). Em seguida, assinale a alternativa que traz a análise
correta:
a)Trata-se de um período composto por duas orações.
b)Trata-se de um período composto por três orações.
c)Trata-se de um período composto por quatro orações.
d)Trata-se de um período simples.
GABARITO LETRA A
Para saber o número de oração, ,basta identificar a quantidade de verbos:
Se ela houvesse dito que tinha ido ao inferno, bem.
Note que há duas locuções verbais, o que aponta para a ocorrência de um período composto por duas
orações. Vale acrescentar que a oração é iniciada pela conjunção "Se" e indica valor condicional. No
meio da oração condicional, há uma oração substantiva, pois o termo "que" integra uma oração com
valor de objeto direto.
38. IBFC - Prefeitura de Vinhedo - Guarda Municipal - 2020 - A partir de um
entendimento global do texto, nota-se que a relação entre pais e filhos era
marcada por:
A)admiração recíproca.
B)violência revidada.
C)agressões naturalizadas.
D)afetos silenciados.
GABARITO LETRA C
O texto indica que a relação entre pais e filhos é marcada por agressões naturalizadas porque mostra
o filho já ressabiado ao se dirigir aos seus responsáveis, com medo de levar alguma pancada. Isso está
expresso neste trecho do último parágrafo: "Se houvesse feito menção de qualquer autoridade invisível
e mais poderosa, muito bem. Mas tentara convencê-lo dando-lhe um cocorote, e isto lhe parecia
absurdo. Achava as pancadas naturais quando as pessoas grandes se zangavam, pensava até que a
zanga delas era a causa única dos cascudos e puxavantes de orelhas. Esta convicção tornava-o
desconfiado, fazia-o observar os pais antes de se dirigir a eles".
As demais opções estão incorretas porque o filho não parece sentir admiração no fato de os pais lhe
darem pancadas agressivas; o menino não agride os pais, ou seja, não houve violência revidada; e o
texto não mostra que os responsáveis ou o menino estão silenciando os afetos que sentem entre si.
39. IBFC - Prefeitura de Vinhedo - Guarda Municipal - 2020 - Em “No jirau da
cozinha arrumavam-se mantas de carne-seca e pedaços de toicinho.” (1º§), ao
analisar sintaticamente a oração, deve-se classificar seu sujeito como:
a)simples.
b)indeterminado.
c)oculto/ desinencial.
d)composto.
GABARITO LETRA D
A oração é formada por um sujeito que apresenta dois núcleos, isto é, ( o que se arrumavam?) mantas
e pedaços.
Quando um sujeito apresenta dois núcleos ele é denominado composto.
A) Sujeito simples= 1 núcleo
B) Indeterminado = Não é possível identificar o sujeito.
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Verbo na 3a pessoa do plural= Estão dizendo que o trabalho está ruim ou Disseram que o trabalho está
ruim.
Verbo ativo na 3a pessoa do singular+se= Precisa-se de vendedores.
Terminação verbal em infinitivo pessoal (ar, er, ir)= Apontar erros é complicado.
C) Oculto/desinencial= sujeito implícito no verbo ou no contexto da oração= Fizemos a tarefa.
D) Composto+2 núcleos ou mais = sujeito composto
Obs> Nesse caso, a oração é marcada por uma voz passiva sintética (verbo arrumar + se).
40. Prova: IBFC - Prefeitura de Vinhedo - Guarda Municipal - 2020 - Quanto à
tipologia, é correto afirmar que o texto é narrativo em função de todas as
características típicas dessa categoria listadas, exceto:
a) presença de personagens que agem ao longo do texto.
b) defesa de um ponto de vista construída por argumentos.
c) encadeamento de ações que conferem dinamismo ao texto.
d) sequência temporal constituída por expressões adverbiais e verbos.
GABARITO LETRA B
Em A, está correta a afirmação, personagens são elementos do texto narrativo.
Em B, a defesa de um ponto de vista construída por argumentos é característica do texto dissertativo-
argumentativo, por isso essa é a exceção.
Em C, está correta a afirmação, a forma como as ações são encadeadas mobiliza otexto.
Em D, está correta a afirmação sobre a sequência temporal: "Naquele tempo o mundo era ruim".
41. IBFC - Prefeitura de Vinhedo - Guarda Municipal - 2020 - De acordo com a
gramática tradicional, a vírgula, no interior de uma oração, deve ser usada, dentre
outros casos, para isolar o adjunto adverbial antecipado. Dentre os fragmentos
abaixo, retirados do texto, assinale aquele em que a vírgula deveria ser
empregada por essa razão.
a) “Ossos e seixos transformavam-se às vezes nos entes que povoavam as
moitas,” (1º§).
b) “Ia decorá-la e transmiti-la ao irmão e à cachorra.” (2º§).
c) “Não acreditava que um nome tão bonito servisse para designar coisa ruim.”
(4º§).
d) “Achava as pancadas naturais quando as pessoas grandes se zangavam,”
(4º§).
GABARITO LETRA A
Acredito que a Banca tenha considerado a possibilidade de haver a antecipação da locução adverbial
"às vezes", como em "Ossos e seixos, às vezes, transformavam-se nos entes [...]. Essa antecipação
justificaria o emprego das vírgulas.
Texto I
A gripe espanhola: uma doença com muitos nomes (fragmento)
Há quem diga que se pode avaliar a importância de uma doença pela quantidade
de nomes que ela recebe. É o caso da gripe espanhola, que impingiu um verdadeiro
flagelo mundial, de 1918 até o início de 1920. A moléstia foi chamada também de
“bailarina” – porque dançava e se disseminava em larga escala, e porque o vírus
deslizava com facilidade para o interior das células do hospedeiro e se alterava ao longo
do tempo e nos vários lugares em que incidia -, de “gripe pneumônica”, “peste
pneumônica”, “grande influenza”, ou, simplesmente, de “espanhola”. Foi ainda
alcunhada, mais popularmente, de “praga”, numa referência bíblica ao episódio em que
Moisés teria conjurado uma série de maldições contra os egípcios. E não faltou quem a
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denominasse apenas de “peste”, o nome que se dava desde a Antiguidade às doenças
epidêmicas de origem desconhecida no momento de sua eclosão e que, nesses
contextos dramáticos, viraram, de pronto, sinal de “fim de mundo”, uma resposta divina
aos descaminhos da humanidade.
(SCHWARCZ, Lilia Moritz. A bailarina da morte: a gripe
espanhola no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2020, p.25-6)
42. Considere a passagem abaixo para responder às questões 5 e 6 seguintes.
“nesses contextos dramáticos, viraram, de pronto, sinal de “fim de mundo”, uma
resposta divina aos descaminhos da humanidade.” O termo preposicionado
“aos descaminhos da humanidade” supre a exigência de regência do seguinte
termo:
a) “contextos”.
b) “resposta”.
c) “viraram”.
d) “fim”.
GABARITO LETRA B
A) Incorreta. Não poderia ser o termo contextos, pois o termo não se relaciona ao trecho analisado do
período.
B)Correta. O termo resposta não precisa ser colocado no plural porque se relaciona à preposição a de
aos.
C)Incorreta. Viraram é verbo e ele não é modificado por preposição.
D)Incorreta. Fim, na frase, está dentro de uma expressão, assim, não é necessário concordar com outros
termos da oração.
43. IBFC - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - Guarda Municipal - 2021 .
“nesses contextos dramáticos, viraram, de pronto, sinal de “fim de mundo”,
uma resposta divina aos descaminhos da humanidade.” A expressão
destacada no trecho encontra-se entre vírgulas e possui caráter:
a. adjetivo.
b. adverbial.
c. substantivo.
d. verbal.
A expressão "de pronto " equivale ao advérbio "prontamente".
GABARITO : ALTERNATIVA B.
44. IBFC - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - Guarda Municipal - 2021 -
Na relação de nomes encontrados no texto para a doença, nota-se uma certa
regularidade na posição das classes gramaticais que os constituem. Assinale
a alternativa cuja estrutura dos nomes diferencia-se da dos demais.
a. “peste pneumônica”.
b. “gripe pneumônica”.
c. “grande influenza”.
d. “gripe espanhola”.
GABARITO LETRA C
Alternativa (a). Sobre essa regularidade das classes gramaticais podemos perceber que na estrutura
"peste pneumônica" há, inicialmente, uma palavra que originalmente é um substantivo, logo após
temos uma palavra que está exercendo a função adjetiva.
Alternativa (b). Sobre essa regularidade das classes gramaticais podemos perceber que na estrutura
"gripe pneumônica" há, inicialmente, uma palavra que originalmente é um substantivo, logo após
temos uma palavra que está exercendo a função adjetiva.
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Alternativa (c). Sobre essa regularidade das classes gramaticais podemos perceber que na estrutura
"grande influenza" há uma palavra inicial que é originalmente um adjetivo, ao contrário das outras
alternativas, que se iniciam com um substantivo.
Alternativa (d). Sobre essa regularidade das classes gramaticais podemos perceber que na estrutura
"gripe espanhola" há, inicialmente, uma palavra que originalmente é um substantivo, logo após temos
uma palavra que está exercendo a função adjetiva.
Gabarito: letra C.
Texto II
“Morrer... Eu não tinha medo de morrer. Por minha juventude, talvez, ou algo
assim... Estávamos rodeados pela morte, a morte estava sempre por perto, porém eu
não pensava nela. Não falávamos a respeito. Ela nos rodeava e cercava bem de perto,
mas eu sempre passava batido. Uma noite, uma companhia inteira veio fazer
reconhecimento de combate na área do nosso regimento. Quando estava
amanhecendo, ela se retirou, e começamos a escutar gemidos vindos da faixa neutra.
Um ferido tinha ficado ali. ‘Não vá, vão matar você’, os soldados não me deixavam ir,
‘não vê que já está clareando?”
Não dei ouvidos e rastejei para lá. Achei o ferido e arrastei-o por oito horas, usando
um cinto que amarrei na mão. Trouxe-o com vida. O comandante ficou sabendo e, de
cabeça quente, me deu cinco dias de prisão pela ausência sem autorização. Mas o
comandante substituto do regimento reagiu de outra forma: ‘Merece uma medalha’.
Aos dezenove anos recebi a Medalha por Bravura. Aos dezenove anos meus
cabelos ficaram brancos. Aos dezenove anos, na última batalha, um tiro pegou meus
dois pulmões, a segunda bala passou no meio de duas vértebras. Minhas pernas
ficaram paralisadas... E fui dada como morta...
Aos dezenove anos... Minha neta tem essa idade agora. Olho para ela e não
acredito. É uma criança!
Cheguei do front em casa, minha irmã me mostrou a notificação de óbito... Tinham
me enterrado...”
(Nadiéjda Vassílievna Aníssimova, enfermeira-instrutora do batalhão de
metralhadoras, no livro A guerra não tem rosto de mulher, de Svetlana Aleksiévitch,
2016, p. 77-78)
45. As reações contrastantes dos comandantes apresentados no segundo parágrafo
são relacionadas, no texto, por meio de um conectivo:
a. aditivo.
b. concessivo.
c. adversativo.
d. explicativo.
GABARITO LETRA C
A resposta está no uso do termo "contrastantes". O conectivo que indica relação de contraste é a
conjunção adversativa (ver Cegalla, 2009, p. 290). Tal relação pode ser observada no uso do conectivo
adversativo "mas", conforme mostra o seguinte trecho do texto:
-> O comandante ficou sabendo e, de cabeça quente, me deu cinco dias de prisão pela ausência sem
autorização. Mas o comandante substituto do regimento reagiu de outra forma: ‘Merece uma medalha’.
Texto 01 - Amor, estranho amor
,,]
Saí atrasado do apartamento e, como na maioria das vezes¸ o elevador estavapreso no 5º andar. Ainda dava para ouvir a ______ (I-discussão-discursão) entre Sr.
João e D. Marta:
D. Marta- “Vai embora, já vai tarde!!!”
Sr. João- “Vou, e vou levar a televisão!”
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Desta vez a briga era por causa da televisão, ‘novela x futebol’; ontem foi por causa
do freezer, ‘comida x cerveja’; e o casamento se arrastando por décadas.
Por fim, o elevador chegou. Sr. João estava irritado e nem me (II- ______
cumprimentou/comprimentou)!
Fiquei calado. O elevador foi tomado por um silêncio oprimindo os espelhos... e o
térreo que não chegava!!!
Por fim, descemos, entrei no carro e fui trabalhar.
Mais à noite, parei no saguão para tomar um café, esquentar aquele frio de agosto.
Já no elevador, encontrei com o Sr. João, voltando, sorridente e meio sem graça. Não
compreendi nada, eis que vi, em uma das redes sociais, a foto do casal. Era a marca
congelada a ______ (III-selar/celar) aquele amor invisível, amor estranho que se esvai
na memória do tempo.
O casal completava bodas de ouro naquele dia.
..
(Texto produzido especificamente para este concurso)
46. Sobre o texto 1, encontre a estrutura oracional que condiz com a regência verbal
indicada pela norma culta da Língua Portuguesa:
I. Depois do que ocorreu, todos os dias eu assistia outras brigas a longa distância,
no alto da escada.
II. Devo confessar: sempre aspirei à mudança dos vizinhos.
III. Todas as noites, quando chego ao prédio, já espero por escândalos.
Estão corretas as afirmativas:
a. I apenas.
b. II apenas.
c. III apenas.
d. II e III apenas.
O verbo em destaque na frase I não está com a regência adequada. O verbo "assistir", quando usado
com o sentido de "ver", "presenciar", requer complemento iniciado pela preposição "a": assistia a
outras brigas.
O verbo em destaque na frase II está com a regência adequada. O verbo "aspirar", quando usado com
o sentido de "desejar", "almejar", requer complemento iniciado pela preposição "a", a qual se juntou
ao artigo definido "a" que precede o substantivo feminino singular "mudança" e ocasiona a crase:
aspirei a + a mudança = à mudança.
O verbo em destaque na frase III está com a regência adequada. O verbo "chegar" requer complemento
adverbial iniciado pela preposição "a": chego ao prédio.
A opção correta, portanto, é a letra D.
47. Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas. A
história do texto 01 poderia mostrar o Sr. João como um homem ______ (01),
pois veio ______ (02), bateu no meu ombro e nem ______ (03) me disse ‘olá’!
a. (01) malcriado / (02) de encontro a mim / (03) sequer.
b. (01) mal-criado / (02) de encontro a mim / (03) sequer.
c. (01) mau criado / (02) ao meu encontro / (03) se quer.
d. (01) mal criado / (02) ao meu encontro / (03) se quer
GABARITO LETRA A
Vejamos cada termo:
-> Com o advérbio "mal", só se usa hífen se o segundo elemento começar por vogal, "m", "n" ou "h"
(ver Cegalla, 2009, p. 82). Diante do termo "criado", não se usa hífen. O certo é: malcriado.
-> Não podemos confundir as expressões "de encontro a" e "em encontro de". A primeira significa
"encontrar ou bater de frente com algo ou alguém" e a segunda, "estar de acordo com" ou "favorável
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a". Veja que a frase do enunciado traz uma informação sobre dois homens que se encontram.
Portanto, a forma correta é: de encontro a mim.
-> Após o advérbio "nem", sempre se usa o advérbio "sequer" (escrito junto). Nesse contexto, a
expressão "nem sequer" significa "nem mesmo; nem ao menos". Vale destacar que a expressão "se
quer" é usada em oração condicional. O certo é: e nem sequer me disse "olá".
Rita
No meio da noite despertei sonhando com minha filha Rita. E a via nitidamente,
na graça de seus cinco anos.
Seus cabelos castanhos – a fita azul – o nariz reto, correto, os olhos de água, o
riso fino, engraçado, brusco...
Depois de um instante de seriedade; minha filha Rita encarando a vida sem medo,
mas séria, com dignidade.
Rita ouvindo música; vendo campos, mares, montanhas; ouvindo de seu pai o
pouco, o nada que ele sabe das coisas, mas pegando dele seu jeito de amar
– sério, quieto, devagar.
Eu lhe traria cajus amarelos e vermelhos, seus olhos brilhariam de prazer. Eu lhe
ensinaria a palavra cica, e também a amar os bichos tristes, a anta e a pequena cutia;
e o córrego; e a nuvem tangida pela viração.
Minha filha Rita em meu sonho me sorria – com pena deste seu pai, que nunca a
teve.
(BRAGA, Rubem. O verão e as mulheres. São Paulo: Editora
Record, 2008, p.108)
48. Considere o texto: “Depois de um instante de seriedade; minha filha Rita
encarando a vida sem medo, mas séria, com dignidade.” As duas expressões
destacadas caracterizam certo paralelismo na estrutura da frase, exercendo a
função sintática de:
a. adjunto adverbial.
b. complemento nominal.
c. adjunto adnominal.
d. predicativo do sujeito.
GABARITO LETRA A
“Depois de um instante de seriedade; minha filha Rita encarando a vida sem medo, mas séria, com
dignidade.”
A. adjunto adverbial
Correta. O adjunto adverbial é um elemento acessório da oração, com valor de advérbio no
enunciado. Assim, indica uma condição em relação a um verbo, adjetivo ou outro advérbio. Tem
com função indicar uma circunstância: lugar, tempo, modo, meio, causa, finalidade, intensidade,
frequência, companhia ... a vida é encarada sem medo; com dignidade = é modo como a vida é
encarada
B. complemento nominal
Errada. O complemento nominal é o termo da oração que, sempre precedido por uma preposição (de,
a, com, em, por,…), completa o sentido de um substantivo abstrato, de um adjetivo ou de um
advérbio que, sozinhos, têm significado incompleto, necessitando do complemento nominal para
completar o seu sentido.
C. adjunto adnominal
Errada. O adjunto adnominal é o termo da oração que acompanha e modifica um substantivo,
conferindo-lhe características e atributos.
D. predicativo do sujeito
Errada. O predicativo do sujeito é o termo da oração que complementa e caracteriza o sujeito,
atribuindo-lhe uma qualidade, juntamente com um verbo de ligação.
49. Considere a próclise na passagem “que nunca a teve” (6º§). Assinale a alternativa
em que o pronome, de acordo com a Norma Padrão, não deveria estar proclítico.
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a. Sempre fico feliz quando o vejo.
b. Os alunos se ajudaram durante a aula.
c. Deus o abençoe sempre!
d. Tudo se fez como você solicitou.
A opção a ser marcada é a letra B.
A questão pede para marcar qual das opções não deveria ter o pronome pessoal oblíquo em posição
proclítica.
O uso da próclise e da ênclise é facultativo desde que não haja uma regra que imponha o uso de uma
posição específica. A mesóclise só é utilizada em verbos no futuro do presente ou futuro do pretérito
em discursos cultos ou formais, caso não haja situação que justifique o uso de próclise ou ênclise.
O pronome 'se', na frase da letra B, deve ser colocado em posição enclítica pois "sendo o pronome
átono objeto direto ou indireto do verbo, a sua posição lógica, normal, é a ênclise." CUNHA, Celso.
NOVA GRAMÁTICA, 2013, pág. 323.
A frase correta fica: "Os alunos ajudaram-se durante a aula.".
A) "Sempre que fico feliz quando o vejo." A próclise foi empregada de forma correta. Aqui, o
pronome oblíquo o é utilizado porque vem precedido de advérbio quando.
C) "Deus o abençoe sempre!" Em orações iniciadas por palavra exclamativa, bem como nas orações
que exprimem desejo, o pronome é colocado em posição proclítica.
D) "Tudo se fez como você solicitou." Está correta a utilização do se antes do verbo fez, em posição
proclítica, pois ele é precedido da palavra atrativa tudo.Os conceitos apresentados sobre colocação pronominal foram elaborados a partir dos conhecimentos
de formação da professora comentarista que elaborou essa resposta. O tópico é relativo à gramática
normativa e não possui diferentes abordagens. Os principais gramáticos consultados pela professora
são: CUNHA, Celso; AZEREDO, José Carlos; e BECHARA, Evanildo.
50. No último parágrafo, em “Minha filha Rita em meu sonho me sorria”, o pronome
destacado revela:
a. o destinatário da ação.
b. uma noção de posse.
c. o realizador do sonho.
d. uma ação reflexiva.
GABARITO LETRA A
A.o destinatário da ação.
A quem se destina a ação de sorrir, ou seja, Rita sorria para o próprio pai.
B.uma noção de posse.
Posse está relacionada a objetos.
C.o realizador do sonho.
Realizar é sinônimo de fazer acontecer algo. No texto, o sonho é fenômeno que acontece
naturalmente.
D.uma ação reflexiva.
O pai não sorri para ele mesma (ação reflexiva).
Segurança
O ponto de venda mais forte do condomínio era a sua segurança. Havia as mais belas
casas, os jardins, os playgrounds, as piscinas, mas havia, acima de tudo, segurança.
Toda a área era cercada por um muro alto. Havia um portão principal com muitos
guardas que controlavam tudo por um circuito fechado de TV. Só entravam no
condomínio os proprietários e visitantes devidamente identificados e crachados. Mas os
assaltos começaram assim mesmo. Os ladrões pulavam os muros. Os condôminos
decidiram colocar torres com guardas ao longo do muro alto. Nos quatro lados. [...]
Agora não só os visitantes eram obrigados a usar crachá. Os proprietários e seus
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familiares também. Não passava ninguém pelo portão sem se identificar para a guarda.
Nem as babás. Nem os bebês. Mas os assaltos continuaram. Decidiram eletrificar os
muros. Houve protestos, mas no fim todos concordaram. O mais importante era a
segurança. Quem tocasse no fio de alta tensão em cima do muro morreria eletrocutado.
Se não morresse, atrairia para o local um batalhão de guardas com ordens de atirar
para matar. Mas os assaltos continuaram.
Grades nas janelas de todas as casas. Era o jeito. Mesmo se os ladrões ultrapassassem
os altos muros, [...] não conseguiriam entrar nas casas. Todas as janelas foram
engradadas. Mas os assaltos continuaram. Foi feito um apelo para que as pessoas
saíssem de casa o mínimo possível. Dois assaltantes tinham entrado no condomínio no
banco de trás do carro de um proprietário, com um revólver apontado para a sua nuca.
Assaltaram a casa, depois saíram no carro roubado, com crachás roubados. [...]
Foi reforçada a guarda. Construíram uma terceira cerca. As famílias de mais posses,
com mais coisas para serem roubadas, mudaram-se para uma chamada área de
segurança máxima. E foi tomada uma medida extrema. Ninguém pode entrar no
condomínio. Ninguém. Visitas, só num local predeterminado pela guarda, sob sua
severa vigilância e por curtos períodos. E ninguém pode sair. Agora, a segurança é
completa. Não tem havido mais assaltos. Ninguém precisa temer pelo seu patrimônio.
Os ladrões que passam pela calçada só conseguem espiar através do grande portão de
ferro e talvez avistar um ou outro condômino agarrado às grades da sua casa, olhando
melancolicamente para a rua. [...]
Luis Fernando Veríssimo
51. Observe o enunciado extraído do texto: “Nem as babás. Nem os bebês”. Assinale
a alternativa que apresenta a correta classificação da conjunção em destaque.
a. coordenativa negativa.
b. coordenativa explicativa.
c. coordenativa conclusiva.
d. coordenativa aditiva.
e. coordenativa causal.
GABARITO LETRA D
A-ERRADO, não existem conjunções coordenativas negativas.
B-ERRADO, as conjunções explicativas exprimem ideia de explicação, como as conjunções:
porque, que, etc..
C-ERRADO, exprimem ideia de conclusão: pois, logo, portanto, por isso, etc.;
D-GABARITO
As conjunções aditivas são palavras que ligam dois termos ou duas orações de mesma função,
estabelecendo relação de adição entre elas, as conjunções coordenativas aditivas para expressar
relação de soma, adição, entre duas orações (ou mesmo entre dois termos que exerçam a mesma
função na sentença). No caso do enunciado as conjunções nem..nem são aditivas com valor de
exclusão.
E-ERRADO, causal são conjunções subordinativas adverbiais e não coordenadas.
52. IBFC - SAEB - Soldado da Polícia Militar - 2020 - Analise as afirmativas
abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) O texto possui narrador onisciente em 1ª pessoa.
( ) “Toda a área era cercada por um muro alto.” O enunciado anterior está escrito
na voz passiva.
( ) O título do texto sugere proteção e isto é refutado ao longo da obra.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
a. F, F, V.
b. V, F, F.
c. F, V, F.
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d. V, V, F.
e. F, V, V.
GABARITO LETRA E
Flexão em pessoa:
1.ª pessoa (quem fala: eu e nós);
2.ª pessoa (com quem se fala: tu e vós);
3.ª pessoa (de quem se fala: ele e eles).
Fonte: normaculta.
Narrador onisciente
É um narrador em terceira pessoa e tem total conhecimento dos fatos e dos personagens.
53. IBFC - PM BA - Soldado da Polícia Militar - 2020 - A tipologia textual se
relaciona com a estrutura e aspectos linguísticos de como um texto se
apresenta; já os gêneros textuais são formações advindas de contextos
culturais e históricos e possuem função social específica. Quanto ao gênero
do texto “Segurança”, assinale a alternativa correta.
a. Narração.
b. Crônica.
c. Anedota.
d. Relato.
e. Fábula.
GABARITO LETRA B
Na análise da alternativa A, trata-se de um tipo textual: o narrativo, que conta uma sequência de
fatos, sejam eles reais ou imaginários, em que os personagens atuam em um determinado espaço e
durante um determinado tempo, ao qual inclusive pertence o gênero textual "Segurança". É
importante ressaltar que os tipos textuais, somente se realizam por meio dos gêneros, por isso é
comum que nos gêneros se identifique mais de um tipo textual.
Na alternativa B, apresenta-se a classificação correta do gênero do texto. O gênero crônica relata
fatos cotidianos de um determinado local, sob a perspectiva do autor, destaca-se pela linguagem
simples, objetiva e o texto curto, com abordagem de temas mais contemporâneos, transitando entre o
jornalístico e o literário.
Quanto à classificação em C, o gênero anedota é mais um texto narrativo, humorístico e que
pretende provocar riso, geralmente, o ambiente é mais informal, assim como a linguagem
empregada.
Na alternativa D, o gênero relato é também narrativo e pode se apresentar com maior ou menor grau
de informalidade, porém, diferentemente da crônica, que explora um fato cotidiano, contemporâneo,
geralmente do meio urbano, o relato narra um fato marcante na vida de uma pessoa.
Sobre a fábula, na alternativa E, é um texto alegórico, em que as personagens são animais com
comportamentos típicos dos humanos e que pretende transmitir um ensinamento, uma lição moral.
54. Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação - IBFC - IBFC - SAEB - Soldado
da Polícia Militar - 2020 - Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa
correta.
I. O vocábulo “condomínio” recebe acento agudo porque é uma oxítona
terminada em ditongo.
II. Já o vocábulo “condômino” recebe acento circunflexo porque todas as
proparoxítonas devem receber este acento.
III. O vocábulo “possível” recebe acento agudo porque é uma paroxítona
terminada em “l”.
a. Apenas a afirmativa III está correta.
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b. Apenas as afirmativas I e III estão corretas.
c. Apenas a afirmativa I está correta.
d. Apenas as afirmativas II e III estão corretas.
e. Apenas a afirmativa II está correta.
GABARITO LETRA A
I. "Condomínio" é uma palavra paroxítona que recebe acento por ser terminada em ditongo
crescente. Portanto, não se trata de palavra oxítona. [ASSERTIVA INCORRETA];
II. Já o termo "condômino" é uma palavra proparoxítona e recebe acento circunflexo na vogal tônica
"o" por ser uma vogal fechada. Entretanto, quando o acento recai em vogal tônica aberta, o acento
deve ser agudo. Exemplos: médico, lágrima etc. É importante destacar que todas as palavras
proparoxítonas devem receber o acento gráfico adequado, que pode ser agudo ou circunflexo.
[ASSERTIVA INCORRETA];
III. "Possível" é uma palavra paroxítona e recebem acento todas as que terminem em -L. Exemplos:
possível, fácil, útil etc. [ASSERTIVA CORRETA].
Portanto, apenas a assertiva III está correta.
Texto associado
Se eu pudesse, hoje, varria, isto mesmo, varria as pessoas todas com vassouras,
como se fossem cisco. Limpava o chão, passava pano molhado para refrescar, ia chorar
e dormir. Meu coração agora faz diferença nenhuma de coração de galinha ou barata
que galinha come. Não tem amor nele, nem de mãe, nem de esposa, nem de nada. Tá
seco, raivoso e antipático, quer é sossego, quer é lembrar o morto horas a fio, espernear
em cima de vida tão sem graça e cinzenta. Gosto de ir até no fundo da cisterna e revirar
o lodo, tirar ele com a mão, me emporcalhar bastante, só pra depois ver água minando
clarinha de novo. Gosto da cesta sobre a mesa com mamões e bananas, gosto de lavar
o filtro todo o sábado, encher as talhas com água nova, gosto. Gosto, mas exaspero-
me esquecida dos dons, e parto, como hoje, o pão sem reparti-lo.
(PRADO, Adélia. Solte os cachorros. Rio de Janeiro/São
Paulo. Editora Record, 2006. p.71)
55. Além da conjunção de valor condicional, na oração “Se eu pudesse”, a ideia de
impossibilidade está também marcada pelo verbo flexionado no:
a. pretérito mais-que-perfeito do indicativo.
b. pretérito imperfeito do indicativo.
c. pretérito imperfeito do subjuntivo.
d. futuro do pretérito do subjuntivo.
e. futuro do subjuntivo.
GABARITO LETRA C
Alternativa (a). Essa não é a nossa alternativa correta, pois o pretérito mais-que-perfeito do
indicativo não indica uma impossibilidade, indica uma ação ocorrida no passado que é anterior a
outra ação também ocorrida no passado.
Alternativa (b). Essa não é a nossa alternativa correta, pois o pretérito imperfeito do indicativo não
indica uma impossibilidade, indica uma ação ocorrida no passado, mas que não se completou
totalmente, que não foi completamente terminado.
Alternativa (c). Essa é a nossa alternativa correta, a ideia de impossibilidade também é expressa pela
forma verbal (pudesse) presente na frase analisada, o pretérito imperfeito do subjuntivo se refere a
um fato que pode ter ocorrido ou não, vejamos esse verbo conjugado nesse tempo e modo: se eu
pudesse - se tu pudesses - se ele pudesse - se nós pudéssemos - se vós pudésseis - se eles pudessem.
Alternativa (d). Essa não é a nossa alternativa correta, pois futuro do pretérito é um tempo do
indicativo, não do subjuntivo.
Alternativa (e). Essa não é a nossa alternativa correta, pois o futuro do subjuntivo indica uma ação que
ainda não aconteceu no futuro, mas que poderá acontecer.
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Gabarito: letra C
56. As locuções adverbiais cumprem papel acessório no texto modificando,
geralmente, um verbo. Assinale a opção cujo termo destacado é um exemplo
desse tipo de expressão.
a. “varria as pessoas todas com vassouras”.
b. “passava pano molhado para refrescar”.
c. “ver água minando clarinha de novo”.
d. “Gosto da cesta sobre a mesa com mamões e bananas”.
e. “mas exaspero-me esquecida dos dons”.onder
GABARITO LETRA A
As locuções adverbiais, assim como os advérbios, modificam o sentido de um verbo (ou
de um adjetivo ou outro advérbio). As circunstâncias podem ser das mais diversas, entre
elas: indicar valor de modo, tal como no trecho "com vassouras". Observe que o modo
ou o instrumento utilizado para varrer as pessoas foi "com vassouras".
-> Em B, o trecho sublinhado tem a função sintática de objeto direto do verbo "passar".
-> Em C, o termo "clarinha" atribui uma característica ao substantivo "água". Nesse
caso, esse termo foi usado como adjetivo.
-> Em D, o trecho sublinhado tem a função de adjunto adnominal do substantivo "mesa".
-> Em E, o termo "dos dons" é complemento nominal do vocábulo "esquecida".
57. IBFC - SEAP PR - Agente de Execução - Técnico de Enfermagem - 2021 - A
primeira frase do texto, estruturada em linguagem simbólica, revela, por parte do
enunciador, um desejo de:
a. tentar ser compreendida pelas pessoas.
b. se arrepender de coisas ruins que fizera.
c. afastar as pessoas de si, buscando estar só.
d. se distrair com as tarefas de casa para não sofrer.
e. encontrar ânimo para se divertir na vida.
GABARITO LETRA C
A. Incorreta. O enunciador não revela que foi incompreendido pelas pessoas, por isso
não se pode dizer que ele está em busca desse entendimento.
B. Incorreta. O enunciador não menciona nenhuma atitude por ele realizada, logo não
se pode dizer que ele está arrependido.
C. Correta. No caso analisado, é possível notar que a palavra ''varrer'' foi utilizada em
seu sentido figurado, por isso significa ''afastar'', ''jogar para longe''. Assim, conclui-se
que o desejo do enunciador é estar longe de todas as pessoas.
D. Incorreta. No caso analisado, é possível notar que a palavra ''varrer'' não foi utilizada
em seu sentido literal, o qual significa ''limpar''. Assim, não é possível dizer que se trata
de uma tarefa doméstica utilizada como distração.
E. Incorreta. O enunciador não indica que está em busca de diversão.
58. IBFC - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - Agente Administrativo - 2021 -
Analise os enunciados abaixo e assinale a alternativa incorreta quanto ao uso da
vírgula.
a. “Ao longo dos anos, Juninho participou de inúmeras feiras de adoção, mas
sem sucesso. A boa notícia só veio no começo de 2020 quando uma
família entrou em contato ao ver a foto do pequeno, no site da ONG”.
b. “A jovem de 25 anos, da Florida, Estados Unidos, deu à luz aos gêmeos
Kaylen e Kayleb em 27 de dezembro de 2019, aproximadamente 10
meses depois que os outros filhos, Malakhi e Mark, vieram ao mundo, em
13 de março”.
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c. “Passear por um mercado municipal não custa nada, além de ser
delicioso! Por lá você, pode degustar frutas, provar iguarias e fazer um
lanche investindo pouco”.
d. “Para ela, que também é mãe de uma menina de 2 anos, não foi surpresa
alguma quando os batimentos cardíacos dos filhos surgiram no
ultrassom”.
GABARITO LETRA D
Alternativa A: correta.
A primeira vírgula foi usada corretamente para isolar adjunto adverbial deslocado.
A segunda vírgula separa a oração coordenada adversativa.
O ponto final encerra um período completo e dá início a um novo período.
Alternativa B: correta.
As três primeiras vírgulas separam corretamente termos usados como aposto.
A quarta vírgula separa oração adverbial.
A quinta e sexta vírgulas isolam aposto.E a última vírgula separa data.
ALTERNATIVA D: INCORRETA (GABARITO).
A primeira vírgula separa corretamente uma oração coordenada aditiva.
Entretanto, a segunda vírgula foi usada incorretamente para separar o sujeito do verbo.
Alternativa E: correta. As vírgulas foram usadas corretamente para isolar oração
adjetiva explicativa.
59. IBFC - MGS - Monitor Educacional - 2022 - Analise atentamente a seguinte
estrutura: “Todos se esforçaram para passar no concurso”. Considerando-se os
conceitos de regência, assinale a alternativa incorreta.
a. A regência verbal é caracterizada pela relação de subordinação entre um
verbo e um outro termo.
b. No exemplo acima, o verbo é regido por uma preposição, a qual o liga ao
complemento.
c. O verbo “se esforçaram” é intransitivo.
d. Pode-se afirmar que: “esforçaram” é o verbo, “para” é a preposição e
“passar no concurso” é o complemento.
GABARITO LETRA C
A opção que deve ser marcada é a letra C. O verbo "esforçar-se" não é intransitivo, ou
seja, ele não é um verbo que não requer complemento do tipo objeto, um complemento
necessário ao sentido dele. Trata-se, na verdade, de um verbo transitivo indireto, pois
requer um complemento iniciado pela preposição "para". O objeto indireto desse verbo,
portanto, é o termo "para passar no concurso".
As demais opções não devem ser marcadas porque estão corretas:
Opção A: a regência verbal é caracterizada pela relação entre um termo regente, o qual
requer um complemento, e o termo regido, o qual funciona como complemento do termo
regente, ou seja, subordina-se ao termo regente.
Opção B: o verbo "esforçar-se" é regido pela preposição "para", a qual introduz o objeto
indireto "para passar no concurso".
Opção D: a forma verbal "se esforçaram" é transitiva indireta e tem como complemento
o objeto indireto "para passar no concurso", que é introduzido pela preposição "para".
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60. IBFC - MGS - Cargos de Nível Médio - 2021 - Assinale a alternativa em que a
crase foi empregada de maneira INCORRETA:
a. Ele foi embora às pressas.
b. Viramos repentinamente à esquerda.
c. Cheguei àquele município.
d. Sempre comprou à prazo.
GABARITO LETRA A
pois usamos temos crase em locução adverbial feminina = "às pressas" = modo.
A letra B está CORRETA, pois usamos temos crase em locução adverbial feminina = "à
esquerda" = lugar.
A letra C está CORRETA, pois o verbo "chegar" pede regência "a" e o outro "a" é do
pronome demostrativo "aquele", pois isso a crase.
A letra D está INCORRETA, pois não se usa crase diante de palavras masculinas =
prazo.
61. IBFC - PM BA - Soldado da Polícia Militar - 2020 - Analise as afirmativas abaixo
e assinale a alternativa correta.
I. O vocábulo “condomínio” recebe acento agudo porque é uma oxítona
terminada em ditongo.
II. Já o vocábulo “condômino” recebe acento circunflexo porque todas as
proparoxítonas devem receber este acento.
III. O vocábulo “possível” recebe acento agudo porque é uma paroxítona
terminada em “l”.
a. Apenas a afirmativa III está correta.
b. Apenas as afirmativas I e III estão corretas.
c. Apenas a afirmativa I está correta.
d. Apenas as afirmativas II e III estão corretas.
e. Apenas a afirmativa II está correta.
GABARITO LETRA A
Oxítona: a sílaba tônica é a última.
Paroxítona: a sílaba tônica é a penúltima.
Proparoxítona: a sílaba tônica é a antepenúltima.
Afirmativa I: incorreta. A palavra condomínio é uma paroxítona, visto que sua sílaba
tônica é a penúltima.
Afirmativa II: incorreta. O acento circunflexo indica que a sílaba tônica de uma
determinada palavra é pronunciada com som fechado. De acordo com as regras de
acentuação, devem ser acentuadas todas as proparoxítonas, independente se o acento
é agudo (som aberto) ou circunflexo (som fechado).
Afirmativa III: correta. Como já descrito, são classificadas como paroxítonas as palavras
em que a sílaba tônica é a penúltima. Segundo as normas de acentuação, as
paroxítonas terminadas em l devem ser acentuadas.
Portanto, está correta apenas a afirmativa III.
62. IBFC - PM BA - Soldado da Polícia Militar - 2020 - Observe o enunciado extraído
do texto: “Nem as babás. Nem os bebês”. Assinale a alternativa que apresenta a
correta classificação da conjunção em destaque.
a. coordenativa negativa.
b. coordenativa explicativa.
c. coordenativa conclusiva.
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d. coordenativa aditiva.
e. coordenativa causal.
GABARITO LETRA D
coordenada aditiva. Coordenadas, porque são orações independentes. Além
disso, a conjunção "nem" indica adição, ou seja, soma de ideias. *As principais
conjunções aditivas são: e, nem, não só ... mas também, não só ... como
também, além de (disso, disto), bem como...
*As demais alternativas estão incorretas, vejamos:
LETRA A - coordenativa negativa- esse termo não existe.
LETRA B - coordenativa explicativa não pode ser a resposta, porque não está
explicando sobre as babás ou bebês. Não há nenhum termo explicativo. *As
principais conjunções explicativas são: porque, pois (antes do verbo), porquanto,
que..
LETRA C - coordenativa conclusiva não pode ser a resposta, porque não está
concluindo nada, não há termos conclusivos. *As principais conjunções
conclusivas são: portanto, por isso, assim, então, logo, pois (depois do verbo), por
conseguinte.
LETRA E - coordenativa causal, não pode ser a resposta, porque não existe este
termo. Só existe subordinada causal. Além disso, orações subordinadas são
orações dependentes. Neste sentido, para estabelecer causa você deve perguntar POR
QUAL MOTIVO, POR QUAL RAZÃO. Exemplo: O rio transbordou porque a chuva foi
muito forte (o fato de chuva ter sido intensa foi a causa, o motivo, a razão do rio ter
transbordado). E, no contexto, não há relação de causa entre babás e bebês. *As
principais conjunções causais são: pois que, já que, uma vez que, visto que,
como (sempre introduzido na oração anteposta à oração principal)...
63. IBFC - MGS - Auxiliar de Apoio à Educação - 2022 - No texto “Já pensou em
conhecer a biodiversidade da Amazônia? Parece inusitado, não é? Mas o estado
é riquíssimo em todos os sentidos”. Em referência às classes de palavras,
assinale a alternativa incorreta.
a. riquíssimo – adjetivo.
b. pensou – verbo.
c. da – preposição “de” com artigo “a”.
d. inusitado – advérbio.
GABARITO LETRA D
O termo "inusitado" é um adjetivo. Adjetivos são termos variáveis em gênero e
número e possuem função de modificar ou caracterizar um substantivo.
O advérbio é um termo invariável e acompanha sempre o sentido de um verbo,
adjetivo ou outro advérbio.
A) O termo "riquíssimo" é um adjetivo que acompanha o sentido do substantivo
"estado".
B) O termo "pensou" é um verbo, palavras que possuem função de exprimir ação,
mudança de estado, fenômenos da natureza.
C) O termo "da" é uma contração de uma preposição DE e de um artigo feminino
A.
Preposição é uma classe de palavras invariável que possui função de ligar termos.
O artigo é uma classe de palavras com função determinante, que acompanham
termos nominais.
64. FCC - CBM BA - Soldado do Corpo de Bombeiros - 2023- Está
gramaticalmente correta a redação da seguinte frase:
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a. Minha irmã, sempre muito animada queria eu que tivesseessa nova
experiência.
b. Foi assim que percebi: o chicle a que mascava perdia o gosto pouco-a-
pouco.
c. Todo mundo gostavam de chicles, mesmo ele sendo mais caro.
d. Vários amigos, cujos irmãos deixaram de comprar balas, passaram a
mascar chicles.
e. Eu queria experimentar os chicles, mesmo que o medo me domina-se.
GABARITO LETRA D
A opção correta é a letra D. A frase em questão está escrita adequadamente, com o
pronome relativo "cujos" no masculino plural, concordando com o substantivo que o
sucede, "irmãos", que é masculino plural.
A opção A está incorreta porque o termo intercalado "sempre muito animada" deve
aparecer entre vírgulas.
A opção B está incorreta porque o verbo "mascar" é transitivo direto, portanto requer
complemento não iniciado por preposição, o que torna incorreto o uso da primeira
preposição "a" contida na frase.
A opção C está incorreta porque o sujeito do verbo "gostar" é um termo com núcleo
singular, "Todo mundo", portanto a forma verbal deve ficar no singular, "gostava".
A opção E está incorreta porque o verbo "dominar" deve ficar conjugado no pretérito
imperfeito do subjuntivo, "me dominasse", com a desinência "-sse" e sem o pronome
oblíquo átono "se".
65. IDIB - Prefeitura de Trindade - Fiscal de Vigilância Sanitária - 2023 - Na oração
“Alguns dependentes químicos que vivem na Cracolândia, em São Paulo,
desejam largar o vício, mas reclamam que ninguém __________ a realizar o
tratamento médico necessário para que eles consigam se reerguer. O espaço
vazio no trecho acima é completado com correta colocação pronominal e
regência verbal em
I. lhe ajudam
II. os ajuda
III. lhes ajuda
IV. o ajuda
a. I e IV apenas
b. II apenas
c. I e II apenas
d. III e IV apenas
e. II e III apenas
GABARITO LETRA E
A lacuna pode ser preenchida com "os ajuda" ou "lhes ajuda", pois o verbo "ajudar" pode
ser usado tanto como transitivo direto (requerendo complemento não iniciado por
preposição, representado pelo pronome oblíquo átono "os"); ou como transitivo indireto,
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requerendo complemento iniciado por preposição ("a"), ou seja, requerendo objeto
indireto, representado pelo pronome oblíquo átono "lhes". Além disso, a forma verbal
singular "ajuda" concorda com o sujeito singular "ninguém". Dessa forma, os itens II e
III estão corretos.
O item I está incorreto porque a forma verbal está no plural, não concordando com o
sujeito singular "ninguém".
O item IV está incorreto porque o pronome oblíquo átono "o" está no singular. Ele precisa
estar no plural para substituir o termo plural "Alguns dependentes químicos".
66. Quadrix - Prefeitura de Alto Paraíso de Goiás - Fiscal Ambiental - 2023 - Assinale
a alternativa em que os pronomes pessoais foram empregados corretamente.
a. Houve uma discussão entre eu e ele, mas posteriormente resolvemos
tudo.
b. Frequentemente ele pede para mim convocar todos os que precisam
comparecer à reunião.
c. Você já os contou a verdade?
d. Meu colega apresentou um projeto interessante, mas nossa
coordenadora não o aprovou.
e. Soube que você me enviou o relatório, mas ainda não li ele.
GABARITO LETRA D
A frase que apresenta o uso correto do pronome pessoal é: "mas nossa coordenadora
não o aprovou.", o pronome pessoal obliquo O foi usado como complemento verbal
direto, acompanhado o verbo transitivo direto "aprovou".
A) Incorreto. Em "Houve uma discussão entre eu e ele", o pronome pessoal reto "eu"
está usado de forma incorreta, o pronome EU vai ser usado quando exercer função de
sujeito. Como no caso analisado, ele exerce função de objeto, o correto é usar o
pronome pessoal oblíquo MIM: Houve uma discussão entre mim e ele.
B) Incorreto. Em "Frequentemente ele pede para mim evocar...", como o pronome
pessoal oblíquo não exerce função de sujeito, por isso é indevido o uso do pronome
MIM, nesse contexto. A forma correta é EU, pronome pessoal reto: Frequentemente ele
pede para eu evocar...
C) Incorreto. Em "Você já os contou a verdade?", o pronome oblíquo OS foi usado de
maneira indevida. O verbo "contar" é transitivo indireto, pedindo como complemento um
objeto indireto. O pronome pessoal oblíquo referente a terceira pessoa do plural que
exerce função de objeto indireto é LHES: Você já lhes contou a verdade?.
E) Incorreto. Em "...mas ainda não li ele.", o pronome pessoal reto "ele" está usado de
forma incorreta. O pronome pessoal reto não exerce função de complemento nominal
sozinho. Para complemento verbal deve-se usar pronomes pessoais oblíquos, nesse
caso de terceira pessoa do singular, exercendo função de objeto direto, o pronome
correto é O: ...mas ainda não o li.
67. Quadrix - Prefeitura de Alto Paraíso de Goiás - Fiscal Ambiental - 2023 - Assinale
a alternativa que apresenta uma frase na qual o uso das preposições está correto
e as conjunções correspondem ao sentido indicado entre parênteses.
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a. Por mais que (concessão) eu não esteja convencido da perspectiva de
que você defendeu, acredito que tivemos uma boa discussão.
b. Os documentos que você mostrou são suficientes, por isso (finalidade)
podemos seguir adiante.
c. Caso (condição) haja algum item do qual você discorde, estou disposto a
discutir.
d. A obra que mais gosto é uma ótima referência para (finalidade) aprofundar
este assunto.
e. Os autores a cujos trabalhos nos referimos são sempre elogiados, já que
(adversidade) fizeram contribuições relevantes para a cultura.
GABARITO LETRA C
A opção correta é a letra C. A conjunção "caso" expressa valor de condição. Ela introduz
uma oração que indica uma condição para que aconteça o que a oração principal
expressa, ou seja, a discussão só vai acontecer se alguém, antes, discordar de algum
item.
A opção A está incorreta porque o verbo "defender" é transitivo direto, portanto requer
complemento não iniciado por preposição: convencido da perspectiva de que você defendeu.
A opção B está porque "por isso" expressa sentido de conclusão. Se expressasse
sentido de finalidade, seria equivalente ao conectivo "para que".
A opção D está incorreta porque o verbo "gostar" requer complemento iniciado pela
preposição "de": A obra de que mais gosto.
A opção E está incorreta porque o conectivo "já que" expressa sentido de causa. Se
expressasse sentido de adversidade, seria equivalente ao conectivo "entretanto".
68. IDIB - Prefeitura de Trindade - Fiscal de Tributos - 2023 - Trata-se de uma
fina membrana localizada pouco abaixo dos ossos do crânio que parece contribuir
para a defesa do cérebro. (linhas 2 a 3). No período acima, o SE classifica-se
como
a. partícula apassivadora.
b. pronome oblíquo reflexivo.
c. índice de indeterminação do sujeito.
d. pronome oblíquo recíproco.
e. parte integrante do verbo.
GABARITO LETRA C
Quando usado com a forma verbal "tratar de", normalmente a partícula "se" funciona
como índice de indeterminação do sujeito.
Nesse caso, esse verbo deve concordar sempre na 3ª pessoa do singular (ver Cegalla,
2009, 469)
69. FCC - PM BA - Soldado da Polícia Militar - 2023 - É invariável quanto a gênero e
a número o termo sublinhado em:
a. É muita responsabilidade.
b. Na hora da batalha, formamos uma frente única.
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https://questoes.grancursosonline.com.br/prova/pm-ba-ba-2023-fcc-soldado-da-policia-militarc. Mas prometeram que meu papel ficaria pronto hoje sem falta.
d. Que negócio é esse?
e. Eu aliás não forço opinião de ninguém.
GABARITO LETRA E
A. Correta. De acordo com o posicionamento desta professora, o pronome indefinido
''muita'' é variável em gênero e número.
B. Correta. De acordo com o posicionamento desta professora, o substantivo ''frente'' é
variável em número.
C. Correta. De acordo com o posicionamento desta professora, o adjetivo ''pronto'' é
variável em gênero e número.
D. Correta. De acordo com o posicionamento desta professora, o pronome
demonstrativo ''esse'' é variável em gênero e número.
E. Incorreta. De acordo com o posicionamento desta professora, o advérbio ''aliás'' não
é variável. Todos os advérbios são invariáveis.
70. FCC - Copergás - Técnico Operacional - Área: Mecânico - 2023 - Poucos
segundos depois, sai de dentro do hospital uma mulher, que julgo ser sua irmã.
O mesmo tipo de figura de linguagem presente no trecho destacado ocorre em:
a. Preferia os caminhos difíceis aos fáceis.
b. Ele era o principal protagonista da história.
c. Aquela atriz não sei de quem você está falando.
d. A gente ficou chocado com o que aconteceu ontem.
e. Muito valorizadas são as manifestações culturais brasileiras no exterior.
GABARITO LETRA B
Na passagem "Poucos segundos depois, sai de dentro do hospital uma mulher, que julgo
ser sua irmã." vemos que a oração "sai de dentro do hospital uma mulher" representa uma
figura de linguagem chamada de pleonasmo, pois há a repetição de uma informação,
Cegalla nos ensina que "Pleonasmo: É o emprego de palavras redundantes, com o fim
de reforçar ou enfatizar a expressão".
Devemos encontrar uma alternativa que também contenha uma informação com pleonasmo.
Alternativa (a). Essa não é a nossa alternativa correta, porque não vemos pleonasmo
na informação da frase "Preferia os caminhos difíceis aos fáceis".
Alternativa (b). Essa é a nossa alternativa correta, pois vemos pleonasmo na frase "Ele
era o principal protagonista da história", haja vista que a palavra "principal" e a palavra
"protagonista expressam o mesmo sentido.
Alternativa (c). Essa não é a nossa alternativa correta, porque não vemos pleonasmo
na informação da frase "Aquela atriz não sei de quem você está falando".
Alternativa (d). Essa não é a nossa alternativa correta, porque não vemos pleonasmo
na informação da frase "A gente ficou chocado com o que aconteceu ontem".
Alternativa (e). Essa não é a nossa alternativa correta, porque não vemos pleonasmo
na informação da frase "Muito valorizadas são as manifestações culturais brasileiras no
exterior".
71. FCC - PM BA - Soldado da Polícia Militar - 2023 - Observa-se o emprego de voz
passiva em:
a. Se vieram trabalhar, por que não trabalham? (10o parágrafo)
b. O senhor acha bem o 4-2-4 ou prefere o 4-3-3? (14o parágrafo)
c. Ninguém me atende? (1o parágrafo)
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d. E os senhores por acaso foram escalados para jogar? (3o parágrafo)
e. É meio-dia, e já estão torcendo? (8o parágrafo)
GABARITO LETRA D
"A voz passiva, mais frequentemente, é formada pelo verbo auxiliar ser seguido do
particípio do verbo principal" (Cegalla, 2009, p. 220). Aqui, o verbo pode vir
acompanhado de um agente que pode ser ocultado.
A VOZ PASSIVA ANALÍTICA é constituída por:
-> sujeito paciente: os senhores
-> verbo auxiliar conjugado: foram
-> verbo principal no particípio: escalados
-> agente da passiva: [ocultado].
GABARITO: ALTERNATIVA D.
As demais opções apresentam frases na voz ativa.
72. Quadrix - Prefeitura de Alto Paraíso de Goiás - Técnico de Segurança do
Trabalho - 2023 - Assinale a alternativa na qual a concordância verbal e nominal
está correta.
a. Alugam-se roupas e sapatos novos.
b. Interessam-nos o argumento defendido por eles.
c. Não cabia mais utensílios naquele armário, pois estava lotado.
d. Não havia bastante razões para que acreditássemos no que ele disse.
e. Fazem vários anos que nós nos conhecemos.
GABARITO LETRA A
ALTERNATIVA A: CORRETA (GABARITO). Quando apassivado pelo pronome apassivador
"se", o verbo concordará normalmente com o sujeito: roupas e sapatos novos são alugados.
Alternativa B: incorreta. A forma verbal "interessam" deve concordar no singular com o
termo "argumento".
Alternativa C: incorreta. A forma verbal "cabia" deve concordar no plural com o termo
"utensílios".
Alternativa D: incorreta. O termo "bastante", quando usado como adjetivo com o sentido
de "suficiente", concorda com o substantivo a que se refere. No caso, esse termo deve
ir para o plural para concordar com "razões".
Alternativa E: incorreta. O verbo "fazer", indicando tempo decorrido, é um verbo
impessoal e, por isso, deve concordar obrigatoriamente na 3ª pessoa do singular.
73. FCC - 2023 -Um vocábulo também pode ser formado quando passa de uma
classe gramatical a outra, sem a modificação de sua forma. É o que se denomina
derivação imprópria. Constitui exemplo de derivação imprópria o termo
sublinhado em:
a. “andorinha que se dispersava num farfalhar calado de gestos”.
b. “a ponto de lhe fazerem esquecer o pedido de Natividade”.
c. “Considerou que não perdia muito em estudar os rapazes”.
d. “Chegou a apanhar uma hipótese”.
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e. “A alma do velho entrou a ramalhar não sei que desejos retrospectivos”.
GABARITO LETRA A
ALTERNATIVA A: CORRETA (GABARITO). O verbo "farfalhar" foi usado como substantivo
[um farfalhar].
Nas demais opções, os verbos destacados foram utilizados como verbos.
74. FCC - Copergás - Técnico Operacional - Área: Mecânico - 2023 - O termo “que”
está empregado como “conjunção” em:
a. Mas o que me chamou a atenção foi um homem.
b. lamentando as apostas que fizeram pela internet.
c. Fazia tempo que não via um homem chorar.
d. para ver o que estava acontecendo.
e. sai de dentro do hospital uma mulher, que julgo ser sua irmã.
GABARITO LETRA C
. O "que" presente nela é uma conjunção porque é invariável (não se flexiona em gênero
nem número) e liga orações ("Fazia tempo " e "não via um homem chorar").
As demais opções estão incorretas porque apresentam o "que" como pronome relativo,
ou seja, pode ser trocado por um termo variável ("o qual" e suas flexões):
Opção A: Mas aquilo o qual me chamou a atenção foi um homem.
Opção B: lamentando as apostas as quais fizeram pela internet.
Opção D: para ver aquilo o qual estava acontecendo.
Opção E: sai de dentro do hospital uma mulher, a qual julgo ser sua irmã.
Para tornar a frase mais coerente, trocou-se o pronome demonstrativo "o" por seu
equivalente "aquilo". Os pronomes relativos em destaque retomam os termos que os
antecedem e concorda com eles.
75. FCC - Copergás - Técnico Operacional - Área: Mecânico - 2023 - Substituindo-se
o segmento grifado pelo que se encontra entre parênteses, o verbo que deverá
passar para o plural está em:
a. Ainda estamos resolvendo isso, respondeu o gerente (os gerentes).
b. Compras feitas, botei a mão no bolso, o cartão ficou em casa (as mãos
no bolso).
c. Imediatamente reduzi o passo, andei uns três metros e parei (os passos).
d. para ir a um supermercado mais distante, mas só havia uma
bicicleta (duas bicicletas).
e. Fui tomado por uma emoção profunda, também comecei a chorar
(emoções profundas).
GABARITO LETRA A
O verbo vai para o plural se o termo sublinhado for o sujeito desse verbo, como no trecho
da alternativa A.
-> Quem responde alguma coisa? O gerente respondeu.
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Portanto, o verbo vai para o plural com a forma "os gerentes": responderam os gerentes.
GABARITO: ALTERNATIVA A.
Nas demais opções (B, C, D e E), os termos sublinhados exercem a função de
complemento do verbo.
76. Quadrix - Prefeitura de Alto Paraíso de Goiás - Técnico de Segurança do
Trabalho - 2023 - Assinale a alternativa em que todos os vocábulos estão
corretamente grafados.
a. chícara, xerife, xará
b. enxaqueca, enchente, mexer
c. enxofre, deboche, mecherico
d. encharcar, enxurrada, chará
e. puxar, mochila, xuxu
GABARITO LETRA B
Alternativa A: incorreta. Vejamos apenas o vocábulo grafado incorretamente.
-> "chícara": essa palavra é grafada com "x". O certo é: xícara.
ALTERNATIVA B: CORRETA (GABARITO).
Alternativa C: incorreta.
-> "mecherico": essa palavra é derivada do termo "mexer" mais o sufixo "-icar". O certo
é: mexericar.
Alternativa D: incorreta.
-> "chará": palavras de origem indígena são grafadas com "x" (ver Cegalla, 2009, p. 63).
O certo é: xará.
Alternativa E: incorreta. Derivada do francês "chou-chou", essa palavra é grafada com
"ch". O certo é: chuchu.
77. Quadrix - Prefeitura de Alto Paraíso de Goiás - Técnico de Segurança do
Trabalho - 2023 - Acreditamos que algumas pessoas tenham sido omissas com
seu trabalho. Costuma-se dizer que elas procrastinam com frequência.
Considerando as orações acima, é correto afirmar que os sinônimos de “omissas”
e “procrastinam” são, respectivamente:
a. meticulosas e acautelam-se.
b. relapsas e esquecem-se.
c. improvidentes e antecipam-se.
d. negligentes e postergam.
e. zelosas e protelam.
GABARITO LETRA D
A. Incorreta. De acordo com o posicionamento desta professora, a palavra
''meticulosas'', que significa ''detalhada'', não tem relação de sentido com ''omissas'', que
significa ''desleixadas''. Além disso, a palavra ''acautelam-se'', que significa ''defender-
se'', não tem relação de sentido com ''procrastinam'', que significa ''adiar''.
B. Incorreta. De acordo com o posicionamento desta professora, a palavra ''relapsa''
pode ser considerada um sinônimo de ''omissas'', pois ambas significam ''desleixadas''.
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No entanto, a palavra ''esquecem-se'', que significa ''olvidar'', não tem relação de sentido
com ''procrastinam'', que significa ''adiar''.
C. Incorreta. De acordo com o posicionamento desta professora, a palavra
''improvidente'', que significa ''imprudente'', não tem relação de sentido com ''omissas'',
que significa ''desleixadas''. Além disso, a palavra ''antecipar-se'' pode ser considerada
um antônimo de ''procrastinam'', a qual significa ''adiar''.
D. Correta. De acordo com o posicionamento desta professora, as palavras
''negligentes'' e ''omissas'' podem ser consideradas sinônimas, pois ambas significam
''desleixadas''. Além disso, as palavras ''postergam'' e ''procrastinam'' também podem
ser consideradas sinônimas, pois ambas significam ''adiar''.
E. Incorreta. De acordo com o posicionamento desta professora, a palavra ''zelosas'',
que significa ''cuidadosas'', não tem relação de sentido com ''omissas'', que significa
''desleixadas''. Contudo, as palavras ''protelam'' e ''procrastinam'', pois ambas significam
''adiar''.
78. IDIB - Prefeitura de Trindade - Fiscal de Vigilância Sanitária - 2023 - Na oração
“O ________ de drogas e diversas outras graves ___________ às leis brasileiras
são ___________ na Cracolândia, a qualquer hora do dia ou da noite” as formas
que completam adequadamente os espaços em branco são:
a. Tráfico, inflações, flagrantes
b. Tráfico, infrações, flagrantes
c. Tráfego, inflações, fragrantes
d. Tráfico, infrações, fragrantes
e. Tráfego, inflações, flagrantes
GABARITO LETRA B
A primeira lacuna deve ser preenchida com "tráfico", que diz respeito ao comércio de
elementos ilegais. Já a palavra "tráfego" dá nome à circulação de coisas ou pessoas.
A segunda lacuna deve ser preenchida com "infrações", que são os desrespeitos a leis
e regras. Já a palavra "inflações" dá nome a algo inchado ou ao aumento dos preços.
A terceira lacuna deve ser preenchida com "flagrantes", que significa "evidente",
"notório". Já a palavra "fragrante" indica que algo tem o cheiro bom e marcante, algo
cheiroso.
A opção correta, portanto, é a letra B.
79. FCC - CBM BA - Soldado do Corpo de Bombeiros - 2023 - Considere os
pronomes grifados e o que se afirma sobre eles.
I. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo
prazer. (6o parágrafo). O pronome que recupera a expressão a pequena pastilha
cor-de-rosa, evitando sua repetição.
II. A menos que você perca, eu já perdi vários. (9o parágrafo). O
pronome vários substitui a palavra chicles, que está subentendida.
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III. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola. (11o parágrafo). O
pronome nos retoma os colegas, que está subentendido.
É correto o que se afirma APENAS em:
a. I e III.
b. I.
c. II.
d. II e III.
e. I e II.
GABARITO LETRA E
A afirmativa I está correta. O pronome relativo "que" em destaque retoma e substitui o
termo anterior "a pequena pastilha cor-de-rosa", evitando a repetição deste. Isso fica
evidente se substituirmos o pronome pelo termo retomado e separarmos as
orações: Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa. / A pequena pastilha cor-de-rosa representava
o elixir do longo prazer.
A afirmativa II está correta. O pronome indefinido "vários" diz respeito ao termo "chicles",
que foi mencionado anteriormente e que está subentendido.
A afirmativa III está incorreta porque o pronome oblíquo átono "-nos" diz respeito
também à narradora do texto, não só aos colegas.
A opção correta, portanto, é a letra E.
80. IDIB - Prefeitura de Trindade - Fiscal de Vigilância Sanitária - 2023 - Na oração
“O problema da Cracolândia em São Paulo é _____________ difícil de resolver.
Há ____________ medidas difíceis de serem tomadas, porém é ____________
que todas sejam implementadas o quanto antes.” Os espaços vazios são
completados com correta concordância nominal apenas em
a. bastante, bastantes, necessário
b. bastante, bastante, necessário
c. bastante, bastantes, necessárias
d. bastantes, bastantes, necessário
e. bastantes, bastante, necessárias
GABARITO LETRA A
A primeira lacuna deve ser preenchida com "bastante". Trata-se de um advérbio, uma
palavra invariável (não se flexiona em gênero nem número), modificando o sentido de
um adjetivo, "difícil". Os advérbios modificam o sentido de verbos, adjetivos, outros
advérbios e até de orações inteiras.
A segunda lacuna deve ser preenchida com "bastantes". Trata-se de um pronome
indefinido, uma palavra variável (flexiona-se em gênero e/ou número), acompanhando
um substantivo, "medidas", e concordando com este (ambos estão no plural).
A terceira lacuna deve ser preenchida com "necessário", pois esse adjetivo caracteriza
uma oração inteira, "que todas sejam implementadas o quanto antes". Observe que, se
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a lacuna fosse ser preenchida com "necessárias", a forma verbal "é" que aparece antes
da lacuna deveria assumir o plural ("são")
A opção correta, portanto, é a letra A.
81. IDIB - Prefeitura de Trindade - Fiscal de Tributos - 2023 - O primeiro autor, Kjeld
Møllgård, professorde neuroanatomia na Universidade de Copenhague, levantou
a seguinte questão: o sistema nervoso central possui mesotélio (camada que
reveste internamente o tórax, abdômen e o espaço em torno do coração,
protegendo os órgãos)? (linhas 7 a 10) O segmento sublinhado no período acima,
em relação ao segmento anterior, desempenha papel de
a. especificação.
b. explicação.
c. explicitação.
d. enumeração.
e. exemplificação.
GABARITO LETRA A
O trecho sublinhado vai exercer função de aposto com sentido de especificação em
relação ao termo nominal "questão".
O aposto é um termo acessório que pode possuir função de especificar, explicar,
explicitar, enumerar ou exemplificar.
Nesse caso é uma especificação já que limita, determina o que é a questão levantada
pelo professor.
82. IDIB - Prefeitura de Trindade - Fiscal de Vigilância Sanitária - 2023 - Sobre o
emprego das classes de palavras no trecho “o usuário concorda em ir para uma
instituição com a finalidade de ser tratado e largar definitivamente o uso nocivo e
abusivo.” (linha 12 e 13) é correto afirmar que
I. O termo “finalidade” é um substantivo feminino.
II. Os termos “nocivo” e “abusivo” são adjetivos e modificam o substantivo “uso”.
III. O termo “usuário” está empregado como adjetivo.
Está correto o que se afirma:
a. em I, II e III
b. em I apenas
c. em I e II apenas
d. em I e III apenas
e. em II e III apenas
GABARITO LETRA C
I. Veja que o substantivo "finalidade" vem antecedido do artigo definido "a". Portanto,
indica gênero feminino. [AFIRMATIVA CORRETA]
II. No trecho "o uso nocivo e abusivo", temos aí o substantivo "uso" sendo caracterizado
pelos adjetivos "nocivo" e "abusivo". [AFIRMATIVA CORRETA]
III. "Usuário" é um substantivo. [AFIRMATIVA INCORRETA]
Veja que apenas as afirmativas I e II estão corretas.
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83. IDIB - Prefeitura de Trindade - Fiscal de Vigilância Sanitária - 2023 - Na oração
“Alguns dependentes químicos que vivem na Cracolândia, em São Paulo,
desejam largar o vício, mas reclamam que ninguém __________ a realizar o
tratamento médico necessário para que eles consigam se reerguer. O espaço
vazio no trecho acima é completado com correta colocação pronominal e
regência verbal em
I. lhe ajudam
II. os ajuda
III. lhes ajuda
IV. o ajuda
a. I e IV apenas
b. II apenas
c. I e II apenas
d. III e IV apenas
e. II e III apenas
GABARITO LETRA E
A lacuna pode ser preenchida com "os ajuda" ou "lhes ajuda", pois o verbo "ajudar" pode
ser usado tanto como transitivo direto (requerendo complemento não iniciado por
preposição, representado pelo pronome oblíquo átono "os"); ou como transitivo indireto,
requerendo complemento iniciado por preposição ("a"), ou seja, requerendo objeto
indireto, representado pelo pronome oblíquo átono "lhes". Além disso, a forma verbal
singular "ajuda" concorda com o sujeito singular "ninguém". Dessa forma, os itens II e
III estão corretos.
O item I está incorreto porque a forma verbal está no plural, não concordando com o
sujeito singular "ninguém".
O item IV está incorreto porque o pronome oblíquo átono "o" está no singular. Ele precisa
estar no plural para substituir o termo plural "Alguns dependentes químicos".
84. IDIB - Prefeitura de Trindade - Fiscal de Tributos - 2023 - Trata-se de uma fina
membrana localizada pouco abaixo dos ossos do crânio que parece contribuir
para a defesa do cérebro. (linhas 2 a 3). No período acima, o SE classifica-se
como
a. partícula apassivadora.
b. pronome oblíquo reflexivo.
c. índice de indeterminação do sujeito.
d. pronome oblíquo recíproco.
e. parte integrante do verbo.
GABARITO LETRA C
Quando usado com a forma verbal "tratar de", normalmente a partícula "se" funciona
como índice de indeterminação do sujeito.
Nesse caso, esse verbo deve concordar sempre na 3ª pessoa do singular (ver Cegalla,
2009, 469)
85. IDIB - Prefeitura de Trindade - Fiscal de Vigilância Sanitária - 2023 - Na oração
“O ________ de drogas e diversas outras graves ___________ às leis brasileiras
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são ___________ na Cracolândia, a qualquer hora do dia ou da noite” as formas
que completam adequadamente os espaços em branco são:
a. Tráfico, inflações, flagrantes
b. Tráfico, infrações, flagrantes
c. Tráfego, inflações, fragrantes
d. Tráfico, infrações, fragrantes
e. Tráfego, inflações, flagrantes
GABARITO LETRA B
A primeira lacuna deve ser preenchida com "tráfico", que diz respeito ao comércio de
elementos ilegais. Já a palavra "tráfego" dá nome à circulação de coisas ou pessoas.
A segunda lacuna deve ser preenchida com "infrações", que são os desrespeitos a leis
e regras. Já a palavra "inflações" dá nome a algo inchado ou ao aumento dos preços.
A terceira lacuna deve ser preenchida com "flagrantes", que significa "evidente",
"notório". Já a palavra "fragrante" indica que algo tem o cheiro bom e marcante, algo
cheiroso.
86. IDIB - Câmara de Planaltina - Técnico Legislativo - Área: Técnico Administrativo
- 2021 -Em “Larga de ser mentiroso muleque!”, o ponto de exclamação expressa
um sentimento de
a. compaixão.
b. repreensão.
c. advertência.
d. desconfiança.
GABARITO LETRA B
A expressão "Larga de ser..." equivale a "Deixa de ser". Essa expressão é usada
normalmente para se fazer uma repreensão ou "chamar a atenção de alguém". Observe
que o verbo "largar" está na forma do imperativo afirmativo. Isso porque a mãe está
repreendendo o menino. O ponto de exclamação serve também para indicar o clamor
da mãe.
É claro que o sentido da informação é outro. Por se tratar de uma Charge, obviamente
há uma crítica do autor sobre a questão da fome no sertão.
87. IDIB - Câmara de Planaltina - Técnico Legislativo - Área: Informática - 2021 - No
período “Embora eu não soubesse exatamente qual o trajeto a seguir, sabia que
aquele caminho que ele fazia era estupidamente mais longo e complexo”, a
conjunção destacada está ligando duas orações, estabelecendo entre elas o sentido
de
a. consequência.
b. concessão.
c. proporção.
d. condição.
GABARITO LETRA B
No período “Embora eu não soubesse exatamente qual o trajeto a seguir, sabia que
aquele caminho que ele fazia era estupidamente mais longo e complexo”, a conjunção
destacada está ligando duas orações, estabelecendo entre elas o sentido de
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A palavra "embora" estabelece o sentido de concessão. Essas conjunções indicam uma
oração em que se admite um fato contrário à ação principal, mas incapaz de impedi-la.
Outros exemplos são: Embora, conquanto, ainda que, mesmo que, posto que, bem que,
se bem que , apesar de que, nem que, que...
88. IDIB - Prefeitura de Mari - Digitador - 2022 - As palavras jogo (substantivo) e jogo
(verbo); senso (juízo) e censo (recenseamento); livre (adjetivo) e livre (verbo) são
classificadas, respectivamente, como
a. Homônimas Homógrafas; Homônimas Homógrafas e HomônimasPerfeitas.
b. Homônimas Perfeitas; Homônimas Homógrafas e Homônimas
Homófonas.
c. Homônimas Perfeitas; Homônimas Homógrafas e Homônimas Perfeitas.
d. Homônimas Homógrafas; Homônimas Homófonas; e Homônimas
Perfeitas.
GABARITO LETRA D
As palavras que têm a mesma escrita e têm sentidos diferentes, como "jogo" ("ó", um
verbo) e "jogo" ("ô", um substantivo), são homônimas homógrafas.
Os homônimos homófonos são palavras com grafias diferentes, mas com o mesmo
som, como "senso" (juízo) e "censo" (recenseamento).
Os homônimos perfeitos ocorrem quando duas palavras apresentam a mesma escrita e
a mesma pronúncia, porém contam com significados diferentes. É o que acontece com
"livre" (adjetivo que caracteriza algo como livre) e "livre" (o verbo "livrar" na primeira ou
terceira pessoa do singular do presente do subjuntivo).
89. IADES - BRB - Escriturário - 2022 - No trecho “Não deixe seu dinheiro
parado, coloque seu FGTS em movimento!”, as palavras sublinhadas
correspondem ao modo
a. indicativo.
b. imperativo.
c. subjuntivo.
d. optativo.
e. infinitivo.
GABARITO LETRA B
As formas verbais sublinhadas no enunciado correspondem ao modo verbal conhecido
como infinitivo, que é empregado para dar ordens e conselhos, apresentando uma voz
de autoridade. É um modo muito utilizado em propagandas, como é o caso do texto
destacado.
A alternativa A está incorreta, pois o modo verbal indicativo é utilizado para exprimir
ideia de certeza, seja no passado, no presente ou no futuro.
A alternativa C está incorreta, pois o modo verbal subjuntivo é utilizado quando a
intenção é exprimir uma dúvida ou possibilidade em relação ao presente, ao futuro ou
ao passado.
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A alternativa D está incorreta, pois o modo objetivo é utilizado para exprimir desejos, porém
não ocorre na Língua Portuguesa, visto que esse papel é do modo subjuntivo.
A alternativa E está incorreta, pois o infinitivo é uma das formas nominais do verbo, e não um
modo verbal.
90. IDIB - Prefeitura de Mari - Digitador - 2022 - No TEXTO I encontramos as
seguintes construções: “- Me chame de você” e “- Me enganei, ou eram cascas
de camarão?”. Em relação ao uso correto da colocação pronominal, podemos
afirmar que o pronome ME corresponde
a. corresponde à próclise, pois o pronome surge anterior ao verbo.
b. corresponde à mesóclise, o pronome surge no meio do verbo.
c. corresponde à ênclise, o pronome surge posterior ao verbo.
d. não corresponde a nenhuma das questões anteriores, pois pronomes
pessoais oblíquos átonos não iniciam orações.
GABARITO LETRA D
Não se deve iniciar período (que é um conjunto de orações) com pronome oblíquo átono. Os
períodos geralmente se iniciam com letra maiúscula e terminam em ponto-final, ponto de
interrogação, ponto de exclamação ou reticências.
As demais opções estão incorretas porque não oferecem regras adequadas que expliquem por
que o pronome oblíquo átono está iniciando um período.
91. IDIB - Prefeitura de Mari - Digitador - 2022 - Assinale a alternativa cujas grafias
das palavras estão corretas.
a. gesto – gelo – ajitar – viajar
b. maciez – ocioso – açoite – Iguaçu
c. analizar – catequizar – pesquisa – certeza
d. assoite – missanga – ricaço – imersão
GABARITO LETRA B
A . gesto – gelo – ajitar – viajar
Agitar - Verbo
B . maciez – ocioso – açoite – Iguaçu
Alternativa correta.
C . analizar – catequizar – pesquisa – certeza
Analisar, com "s".
D . assoite – missanga – ricaço – imersão
Açoite, com "ç".
92. IDIB - Prefeitura de Mari - Digitador - 2022 - Assinale a alternativa que apresenta
uma correta regência nominal.
a. Agradeço os convidados.
b. Ele é perito com armas.
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c. Ela tem horror a cobras.
d. Tenho grande admiração em você.
GABARITO LETRA C
A regência nominal é a relação que há entre um nome e um outro termo, que pode ocorrer
com o sem o uso de preposição entre eles. Na oração apresentada na alternativa, essa relação
ocorre adequadamente entre os termos "horror" e "cabras", com o intermédio da preposição
"a", exigida pelo nome que a antecede: quem tem horror, tem horror a alguma coisa ou
alguém.
A alternativa A está incorreta, pois o termo "agradecer" é um verbo, e a regência verbal está
inadequada, visto que, quando se refere a pessoas, o verbo é transitivo indireto: Agradeço aos
convidados.
A alternativa B está incorreta, pois o termo "perito" é regido pela preposição "em": Ele é
perito em armas.
A alternativa D está incorreta, pois o nome "admiração" é regido pela preposição "por": Tenho
grande admiração por você.
93. IDIB - Prefeitura de Verdejante - Agente Administrativo - 2021 - Sobre o trecho “E
todos vivem essas bem-aventuranças circundados de amigos maravilhosos...”,
assinale a alternativa que apresenta termo em destaque com o mesmo processo
de formação de palavras.
a. Há muito tempo presenciamos o amanhecer diariamente.
b. Levava horas a maldizer seus infortúnios.
c. Verifiquei atentamente o prefácio deste livro.
d. Vamos providenciar a compra de um novo notebook.
GABARITO LETRA B
“E todos vivem essas bem-aventuranças circundados de amigos maravilhosos...”
A) Formação por sufixação: amanh+ecer
B) Formação por composição.
bem-aventuranças = tem dois radicais
Maldizer = em dois radicais
C) Formação por derivação: Pré+fácio
D) Palavra primitiva: compra
94. IDIB - Prefeitura de Verdejante - Agente Administrativo - 2021 - O verbo
destacado no trecho “Houve um tempo em que a minha janela dava para um
canal.” está conjugado no pretérito imperfeito, no modo indicativo. Assinale a
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alternativa em que o verbo destacado está conjugado nesse mesmo tempo
verbal, no modo indicativo.
a. “Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor”.
b. “...diante de quem brilhariam, na sua breve existência?”
c. “Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino”.
d. “Era uma época de estiagem, de terra esfarelada”.
GABARITO LETRA D
A) Abro = presente do indicativo
B) brilhariam = futuro de pretério
C) está = presente do indicativo
D) era = pretérito perfeito, modo indicativo.
95. IDIB - Prefeitura de Verdejante - Agente Administrativo - 2021 - Em “Depois de um dia de
trabalho”, a expressão destacada tem a função de
a. especificar o ser.
b. apresentar uma ação.
c. nomear o ser.
d. relacionar termos.
GABARITO LETRA A
a) Correto. de trabalho especifica um dia.
b) Incorreto. Não apresenta ação, não é verbo.
c) Incorreto. Não nomeia, especficia.
d) Incorreto. Não faz relação entre termos.
96. IDIB - Prefeitura de Verdejante - Agente Administrativo - 2021 - “Uma amiga
inventou um jeito de curtir a fossa”. O uso do artigo indefinido em destaque tem
a função de
a. exprimir um tom de familiaridade e precisão.
b. determina o substantivo “amiga”, enfatizando seu valor
c.indicar que o termo “amiga” foi citado anteriormente.
d. introduz um termo ainda não conhecido do leitor.
GABARITO LETRA D
A) Incorreto. O artigo indefinido tem por função determinar de maneira vaga, indeterminada ou
imprecisa, uma pessoa, objeto ou lugar ao qual não se fez menção anterior no texto.
B) Incorreto. Não determina o substantivo "amiga", não podendo supor, o leitor, de qual amiga
se tratava.
C) Incorreto. O emprego do artigo indefinido ocorre para aplicar um termo indefinido que ainda
não foi citado no texto, sendo a sua primeira aparição.
D) Correto. O artigo definido introduz um termo ainda não definido. Após o emprego, os
artigos definidos retomam o termo já conhecido do leitor.
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97. IDIB - Câmara de Planaltina - Técnico Legislativo - Área: Técnico Administrativo
- 2021 - As preposições ligam termos em uma oração e podem apresentar
sentidos diferentes no texto. No trecho “A maior parte desse desperdício,
segundo o relatório, tem origem em residências – 11% do total de alimentos
disponíveis para consumo são descartados nos lares”, a preposição “para” está
indicando
a. Origem.
b. assunto.
c. finalidade.
d. instrumento.
GABARITO LETRA C
No exemplo a circunstância atribuída pela preposição "para" é de finalidade, então está correta
a resposta em C. a preposição "para" apresenta também sentido de orientação/direção;
momento oportuno; apropriado a; instrumento; estar apto, entre outros.
98. IDIB - Prefeitura de Verdejante - Agente Administrativo - 2021 - Em “Por isso, os
sinais aparentes de felicidade podem ser mais relevantes do que a íntima
sensação de bem-estar;”, o vocábulo em destaque atende à regra do uso do
hífen, segundo o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Assinale a alternativa
em que o uso do hífen, nas palavras destacadas, também atende a essa norma.
a. Os médicos receitaram um bom anti-séptico.
b. Algumas pessoas são classificadas como auto-didatas.
c. Alguns acreditam que essa bactéria é super-resistente.
d. Os pacientes tiveram que marcar o ultra-som em outra clínica.
GABARITO LETRA C. Nos vocábulos com os advérbios bem e mal se usa o hífen quando esses
forem seguidos de palavras que começam por h ou vogal.
O prefixo super- é seguido de hífen se a segunda palavra começar com -r
99. IDIB - Prefeitura de Ipojuca - Agente de Combate a Endemias - 2021 - Em “O
que podemos fazer, nos dias de hoje, é responder à globalização
desumanizante...”, ocorreu o fenômeno da crase porque
a. o verbo responder exige a preposição A e o substantivo “globalização”
aceita o artigo feminino A.
b. o verbo responder exige a preposição A e o substantivo “desumanizante”
aceita o artigo feminino A.
c. o nome “globalização” pede a preposição A e o adjetivo “desumanizante”
aceita o artigo A.
d. é uma locução adverbial feminina que sempre vem acompanhada de
crase.
GABARITO LETRA A.
O verbo "responder", quando busca indicar quem ou o quê recebeu a resposta, exige
complemento iniciado pela preposição "a", a qual se juntou ao artigo definido "a" que
acompanha o substantivo feminino singular "globalização", resultando na
crase: responder a + a globalização = à globalização. A crase é um fenômeno caracterizado pela
junção de duas letras "a", sendo que a primeira é sempre uma preposição. As demais opções
estão incorretas porque não reconhecem que o segundo "a" é o artigo que acompanha
"globalização".
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100. IDIB - Câmara de Planaltina - Técnico Legislativo - Área: Técnico
Administrativo - 2021 - A fala da mãe – “Larga de ser mentiroso muleque!”, em
relação à realidade apresentada na charge, pode ser classificada como
a. utópica.
b. positivista.
c. paradoxal.
d. descontraída.
GABARITO LETRA C
Alternativa (a). Essa não é a nossa alternativa correta, pois utopia pode ser definida como uma
situação idealizada em que tudo acontece de maneira perfeita.
Alternativa (b). Essa não é a nossa alternativa correta, pois positivismo é uma corrente filosófica
ou também estado ou qualidade do que é positivo.
Alternativa (c). Essa é a nossa alternativa correta, pois a fala da mão representa um paradoxo,
que significa uma contradição, uma falta de lógica, uma ausência de nexo, porque conseguimos
interpretar a partir da imagem e do texto que o menino realmente está como fome, portanto o
que ele fala não é mentira.
Alternativa (d). Essa não é a nossa alternativa correta, descontraído é relacionado a algo que
não tem timidez, algo alegre, alguém que se expressa de forma espontânea.
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