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1- Semiologia do Aparelho Digestório 1
🫀
1- Semiologia do Aparelho 
Digestório
Mais comum encontrar aneurismas abdominais e sopros na geriatria devido ao 
tipo de paciente, com alto risco cardiovascular.
Mais difícil encontrar ascite e hepatoesplenomegalia, por exemplo.
Hérnias são comuns de serem encontradas nos idosos, pois, para além dos 
fatores congênitos, a fraqueza da parede abdominal associada com o aumento 
da pressão abdominal devido a DPOC, constipação, entre outros, são comuns.
Anamnese
Mais de 80% dos idosos possuem qualidade alimentar ruim.
Principais sintomas
Dispepsia: mal-estar, desconfortos, dores, etc. São manifestações 
caracterizadas de forma incompleta pelo paciente.
Dor torácica → Dores abdominais podem estar associadas a infarto inferior, 
de ramos inferiores de coronárias.
Em um paciente idoso ou de alto risco com dor abdominal e enjoo, não 
pode descartar infarto.
A dor torácica pode ser de origem digestória, como pirose, e a 
abdominal pode ser de origem cardíaca.
Historicamente mulheres são mais negligenciadas em relação a dor, 
então mulher infartando geralmente é mais negligenciada.
Soluço (ou singulto) → Associada a alimentação exacerbada, descompasso 
do diafragma.
Náuseas e vômitos → Podem estar associadas a doenças isquêmicas.
1- Semiologia do Aparelho Digestório 2
Quando começou, se é depois de alimentar, características do vômito, o 
que está saindo nesse vômito.
Gases abdominais → Causados pela alimentação. → Pessoa sedentária vai 
ter mais gases. 
Pirose → Queimação que sobe e tem regurgitação (queimação retroesternal 
é diferente de azia, que é igual a queimar o epigástrio.)
Distúrbios da deglutição, como odinofagia e disfagia → Disfagia = 
dificuldade na deglutição; Odinofagia = dor à deglutição.
Fonoaudiólogos estão aptos a tratarem disfagias.
Diarreias - Caracterizar essa diarreia, quando começou, e se tem presença 
de elementos anormais (sangue, pus, restos alimentares).
Constipação: tempo de duração, repercussão e complicações, como as 
diverticuloses (conhecida como apendicite do lado esquerdo)
Dor abdominal
Perda de peso: No idoso, por exemplo, falar que a roupa larga ou que está 
sem apetite como antes, é um dado sobre perda de peso. Tenho que 
quantificar essa perda de peso na balança e em quanto tempo.
Icterícia: Localizar (central ou periférica) e a intensidade (quantificada em 
cruzes, de 1 a 4). Pesquisar a causa, por exemplo com exame de bilirrubina.
Ficar amarelado devido a caroteno não é icterícia.
Sangramento vermelho vivo nas fezes - hematoquezia → Geralmente de 
locais mais baixos do intestino.
Enterorragia: maior volume
Hematoquezia: pequena quantidade - proctológico - Sangramento em 
locais mais baixos do intestino, como cólon, reto e ânus.
Sangue digerido: Melena. Geralmente sangramento de locais mais altos 
do intestino
Até 70% dos diagnósticos gastroenterológicos são feitos com a história clínica.
Até 90% associando-se anamnese e exame físico.
Pancreatite dos idosos pode ser causada por medicamentos, bebidas, cálculo 
biliar e câncer.
1- Semiologia do Aparelho Digestório 3
Problemas no intestino delgado estão muito associadas a intolerâncias.
Problemas comuns no Colón: Inflamações, tumores e diverticuloses
Exames subsidiários podem ser desnecessários ou confundidores, como os 
marcadores tumorais. Muitas vezes dá positivos sem significado clínico.
Dores abdominais em cada região:
Quadrante superior direito ou epigástrio → Vias biliares e fígado
Epigástrio → Estômago, duodeno e intestino
Periumbilical → intestino delgado, apêndice, parte proximal do cólon
Supra púbica ou sacra → reto 
Hipogástrica → cólon, bexiga, útero. Dor colônica pode ser bastante difusa.
Dor renal e dor ureteral → Cálculo renal → Nos homens irradia para escroto 
e nas mulheres para os grandes lábios.
1- Semiologia do Aparelho Digestório 4
Exame clínico
Ordem do exame clínico
Inspeção
Ausculta: Silêncio é grave, pois indica que o intestino está paralisado. → 
Processo obstrutivos tendem ao silêncio, processos inflamatórios causam 
aumento de ruído. 
Procurar sopros renais (próximo à região epigástrica), mesentéricos 
(periumbilical) e ilíacos (saída das ilíacas).
Aumento dos ruído pode ser indicativo de processo inflamatório, hemorragia 
e intoxicação alimentar e medicamentos que aumentam o peristaltismo.
Percussão: Detecta a presença de ar e líquidos.
Ascite deixa a percussão mais maciça.
Percussão submaciça: coração
Percussão timpânica: mesentéricas
Constipação leva à percussão mais timpânica.
Palpação: Vários tipos de palpação.
1- Semiologia do Aparelho Digestório 5
A ordem será distinta, principalmente em afecções agudas, pois a palpação pode 
alterar os ruídos. → A ordem convencional é inspeção, palpação, percussão e 
ausculta.
O exame deverá ser realizado à direita do paciente, apenas a palpação do baço 
pode ser realizada à esquerda do paciente.
Divisão do abdome em regiões
9 regiões
Divisão posterior do abdome
1- Semiologia do Aparelho Digestório 6
Atenção para litíase renal e inflamação na cápsula renal
Inspeção 
Olhar e descrever lesões, quanto à localização em quadrantes e hemiabdomes.
Não esquecer de avaliar a lombar.
Protuberâncias ou peristaltismo aparente na visão tangencial
Pulsação → Em pacientes muito magros podemos ver a pulsação da aorta 
abdominal.
Cicatriz cirúrgica
1- Semiologia do Aparelho Digestório 7
Importante caracterizar a cicatriz, dizer qual a extensão, se é normocrômmica ou 
hipocrômica, se é hipertrófica ou apresenta quelóide.
Cicatriz umbilical
Massa umbilical de natureza metastática.
1- Semiologia do Aparelho Digestório 8
Hérnias
Manobra de Valsava → Paciente sopra mão, aumentando a pressão intra-
abdominal para ver herniações. Recomenda-se fazer em pé.
Estrias → Gravidez, tumores abdominais, ascites volumosas, doença de 
Cushing.
Estria mais antiga = branca
1- Semiologia do Aparelho Digestório 9
Estria mais nova = violácea
Lesões dermatológicas
Aranhas vasculares: Problemas hepáticos, como cirrose hepática.
Manchas café com leite: Neurofibromatoses.
Veias ingurgitadas (VCI, VCS, Porta)
1- Semiologia do Aparelho Digestório 10
Movimentos e pulsações, massas visíveis.
Sufusões hemorrágicas (equimoses periumbilicais = sinal de Cullen, nos 
flancos=sinal de Grey-Turner) → Sinais comuns na pancreatite grave. Pacientes 
graves têm isso
Forma
É dada com o paciente em decúbito dorsal.
Definir de o abdome é simétrico
Globoso
Plano
1- Semiologia do Aparelho Digestório 11
Escavado 
Avental
Pendular ou Ptótico
1- Semiologia do Aparelho Digestório 12
Batráquio
É mais tenso devido a líquidos ou gordura do que o avental, que é mais 
flácido.
Ascite pode levar a batráquio, mais quando é ascite, tem mais alterações, 
como abaulamento.
1- Semiologia do Aparelho Digestório 13
Circulação colateral
Devido a uma obstrução, o sangue começa a passar por veias próximas.
1- Semiologia do Aparelho Digestório 14
Ausculta
Fazer com o diafragma do estetoscópio
Quatro quadrantes (iniciar na válvula íleo-cecal e fazer no sentido horário)
Grandes vasos → Em jovens, a maioria das hipertensões são secundárias, 
então é necessário valiar, por exemplo uma estenose.
Sobre fígado e baço
1- Semiologia do Aparelho Digestório 15
Borborigmos: som de fome e audíveis sem o estetoscópio
Sopros: passagem turbulenta do sangue por uma artéria dilatada, estenosada 
ou tortuosa.
Atritos hepáticos → raro (tumor hepático, peri-hepatite por Chlamydea ou 
gonorréia) e após biópsia recente.
Atrito esplênico → associado a infarto do baço → Geralmente em anemias 
falciformes.
Sinal do vascolejo → quando bebe muita água e faz barulho pelo deslocanto de 
líquido.
Ruídos hidroaéreos → Movimentos peristálticos
Intervalos de 5 a 10 seg.
Ausência de RH: 2 a 5 min
Podem ser inaudíveis no pneumoperitônio, mesmo com o peristaltismo.
Percussão abdominal
Objetivos:
Avaliar distensão 
Ascite 
1- Semiologia do Aparelho Digestório 16
Massas
Hepatimetria:6 a 12 na linha médio clavicular direita. Marcar os pontos onde 
há timpanismo.
Esplenomegalia
Qualidade do som:
Timpanismo: distensão gasosa ou funcional
Macicez: ascite (sinal do piparote), massas
Sinal de piparote
Quando positivo: ascite
watch?v=h67phHeaEqI&ab_channel=SemiologiaEmFoco
https://www.youtube.com/watch?v=h67phHeaEqI&ab_channel=SemiologiaEmFoco
1- Semiologia do Aparelho Digestório 17
Sinal da macicez móvel
O sinal da macicez móvel positivo indica que tem líquido no peritônio.
Quando positivo: ascite
Sinal de Jobert
1- Semiologia do Aparelho Digestório 18
Essa banana na imagem é o pneumoperitônio
Sinal de Traube
1- Semiologia do Aparelho Digestório 19
Para o baço ficar maciço, tem que aumentar pelo menos 3 vezes.
A principal causa de retirar o baço é a púrpura trombocitopenia idiopática, que é 
uma doença em que as plaquetas são destruídas 
O fígado deve estar sobre o rebordo costal ou até 2 cm a mais que isso
Palpação abdominal
1- Semiologia do Aparelho Digestório 20
Palpação superficial
É feita em formato de S
Detecta massas e tensões localizadas
Classificação das massas abdominais:
Fisiológicas: útero gravídico
Inflamatórias: diverticulite
Vasculares: AAA
Neoplásicas: Câncer de cólon
Obstrutivas: Bexiga urinária distendida ou alça intestinal dilatada.
Feita com o dedo indicador e médio da mão direita
A defesa involuntária sugere peritonite
Palpação profunda
Massas abdominais 
Em mulheres vou procurar câncer de ovário, miomas.
Em idoso vou procurar nefromas.
1- Semiologia do Aparelho Digestório 21
No homem vou procurar bexigoma e nefromas.
Vísceras abdominais 
Vários órgãos costumam ser palpáveis 
Exceção: estômago, grande parte do fígado e baço.
Fígado
1- Semiologia do Aparelho Digestório 22
Baço
1- Semiologia do Aparelho Digestório 23
1- Semiologia do Aparelho Digestório 24
Essa classificação de onde o baço foi palpado é a chamada classificação de 
Boyd. (RCE=rebordo costal esquerdo)
Rim
Geralmente o rim não é palpável, apenas em pessoas muito magras ou se 
ele estiver muito aumentado.
1- Semiologia do Aparelho Digestório 25
A movimentação da palpação é de acordo com a inspiração. Se o paciente 
inspira, o fígado desce e eu aprofundo a mão. Quando ele expira, ele sobe e 
eu levanto a mão. Marco onde o fígado está, por exemplo na fossa ilíaca, 
região umbilical ou rebordo costal esquerdo.
Sinal de irritação peritoneal - Achados e manobras
Formação de “plastrão” abdominal
1- Semiologia do Aparelho Digestório 26
Plastrão abdominal → Em pacientes com apendicite, o apêndice 
não rompe porque as alças do intestino se organizam para fechar 
aquela inflamação, ficando um lugar mais endurecido.
Sinal de Murphy
Indica vesícula inflamada → colescistite
Sinal de Blumberg
1- Semiologia do Aparelho Digestório 27
Nem sempre Blumberg negativo é sinal que não possui apendicite, 
ele refere-se à peritonite, até de outras doenças, sem ser 
apendicite.
Sinal de Cullen
1- Semiologia do Aparelho Digestório 28
Relacionada à pancreatite aguda, grave. Isso é um paciente de CTI.
Sinal de Grey-Turner
1- Semiologia do Aparelho Digestório 29
Sinal do obturador 
1- Semiologia do Aparelho Digestório 30
Quando há apendicite sem peritonite, esse sinal por dar positivo e o 
de Blumberg negativo.
Sinal de Rovsing
Também é um sinal para apendicite.
Sinal do psoas ou Lapinsky
1- Semiologia do Aparelho Digestório 31
É indicativo de irritação do músculo psoas, sendo um dos sinais de 
apendicite aguda.
Sinal de Lenander
Temperatura retal > Temperatura axilar → processo inflamatório 
pélvico.
Diferença normal entre a temperatura retal e axilar é de 0,5 a 0,8 
graus Celsius.
Diferença de > 0,8 graus Celsius sugere processo inflamatório 
pélvico.

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