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1 ESTUDO DIRIGIDO #5 Curso: Enfermagem Período: 1º U Disciplina: Bioquímica Tema: Aminoácidos, peptídeos e proteínas. Professor: Nayara Braga Início: 25/10/2020 Final: 04/11/2020 Prova: AMINOÁCIDOS Aminoácidos são os monômeros que formam as proteínas. Especificamente, uma proteína é feita de uma ou mais cadeias lineares de aminoácidos, em que cada uma é chamada de polipeptídeo. Existem 20 tipos de aminoácidos comumente encontrados nas proteínas. Os aminoácidos compartilham uma estrutura básica que consiste em um átomo de carbono central, também conhecido como carbono alfa (α), ligado a um grupo amina, um grupo carboxila e um átomo de hidrogênio. Cada aminoácido tem ainda outro átomo ou grupo de átomos ligados ao átomo central, conhecido como grupo R, que determina a identidade do aminoácido. Os vinte aminoácidos comuns são mostrados no gráfico abaixo, com seus grupos R destacados em azul. 2 As propriedades da cadeia lateral determinam o comportamento químico do aminoácido (isto é, se ele é considerado ácido, básico, polar ou apolar). Por exemplo, aminoácidos como a valina e a leucina são apolares e hidrofóbicos, enquanto aminoácidos como a serina e a glutamina possuem cadeias laterais hidrofílicas e são polares. Alguns 3 aminoácidos como a lisina e a arginina, têm cadeias laterais positivamente carregadas em pH fisiológico e são considerados aminoácidos básicos. (Às vezes, a histidina também é colocada nesse grupo, embora ela seja desprotonada em pH fisiológico na maior parte do tempo.) Por outro lado, aspartato e glutamato são negativamente carregados em pH fisiológico e são considerados ácidos. LIGAÇÕES PEPTÍDICAS Cada proteína de nossas células consiste de uma ou mais cadeias de polipeptídeos. Cada uma dessas cadeias de polipeptídeos é formada por aminoácidos ligados em uma ordem específica. As propriedades químicas e a ordem dos aminoácidos são importantes na determinação da estrutura e função do polipeptídeo e da proteína da qual fazem parte. E como os aminoácidos são ligados em cadeias? Os aminoácidos de um polipeptídeo são ligados a seus vizinhos por ligações covalentes conhecidas como ligações peptídicas. Cada ligação forma-se numa reação de síntese de desidratação (condensação). Durante a síntese proteica, o grupo carboxila do aminoácido do final da cadeia crescente de polipeptídeos reage com o grupo amina do aminoácido que está entrando, liberando uma molécula de água. A ligação resultante entre os aminoácidos é uma ligação peptídica. Devido à estrutura dos aminoácidos, uma cadeia de polipeptídeos tem direcionalidade, isto é, tem duas pontas quimicamente distintas uma da outra. Numa ponta, o polipeptídeo tem um grupo amina livre, e esta ponta é chamada de terminal amina (ou N-terminal). A outra ponta, que tem um grupo carboxila livre, é conhecida como terminal carboxila (ou C-terminal). O N-terminal fica na esquerda e o C-terminal na direita no pequeno polipeptídeo mostrado acima. https://pt.khanacademy.org/science/biology/gene-expression-central-dogma/translation-polypeptides/a/translation-overview 4 PROTEÍNAS As proteínas são macromoléculas que possuem como unidade básica os aminoácidos. Elas atuam nas mais variadas funções do organismo, estando relacionadas, por exemplo, com a defesa, aceleração de reações químicas, transporte de substâncias e comunicação celular. As proteínas apresentam diferentes configurações tridimensionais, podendo apresentar estrutura primária, secundária, terciária e quaternária. No que diz respeito à composição, elas podem ser simples, conjugadas ou derivadas. Encontramos proteínas em diversos alimentos, sendo as carnes, leite e ovos os mais ricos nessas macromoléculas. As proteínas têm muitos tamanhos e formas diferentes. Algumas são globulares (quase esféricas) na forma, enquanto outras formam fibras longas e finas. Por exemplo, a proteína hemoglobina que carrega o oxigênio no sangue é uma proteína globular, enquanto o colágeno, encontrado em nossa pele, é uma proteína fibrosa. → Proteínas globulares e fibrosas As proteínas podem ser classificadas em globulares e fibrosas. As proteínas globulares são aquelas que possuem formas esféricas e são dobradas várias vezes. As proteínas fibrosas apresentam formato de fibra alongada. Quando comparamos as proteínas globulares com as fibrosas, percebemos que essas últimas são menos compactas. → Proteínas simples, conjugadas e derivadas As proteínas também podem ser classificadas em simples, conjugadas e derivadas. Proteínas simples: formadas apenas por aminoácidos. Proteínas conjugadas: quando sofrem hidrólise, liberam aminoácidos e um radical não peptídico. Esse radical é denominado de grupo prostético. Proteínas derivadas: não são encontradas na natureza e são obtidas pela degradação, por meio da ação de ácidos, bases ou enzimas, de proteínas simples ou conjugadas. 5 → Estrutura das proteínas A estrutura tridimensional de cada proteína é determinada pela sequência de aminoácidos que formam cada polipeptídeo. Veja a seguir os quatro níveis de estrutura das proteínas: Estrutura primária: nada mais é que a sequência de aminoácidos. Ela determina as estruturas secundária e terciária dessa proteína. Estrutura secundária: forma-se quando ocorre a ligação entre os elementos repetidos da cadeia principal polipeptídica. As junções desses elementos são por meio de ligações de hidrogênio. Nesse caso, observa-se que as cadeias estão torcidas, dobradas ou enroladas sobre elas mesmas. Estrutura terciária: corresponde à forma adquirida por um polipeptídeo depois da interação de suas cadeias laterais. Observamos, nesse caso, mais dobras e enrolamentos. Estrutura quaternária: há a associação de duas ou mais cadeias polipeptídicas. → Funções das proteínas As proteínas estão relacionadas com praticamente todas as funções de um organismo vivo. Veja algumas de suas funções: Funcionam como catalisadores de reações químicas. Atuam na defesa do organismo, uma vez que os anticorpos são proteínas. Atuam na comunicação celular. Garantem o transporte de substâncias, como é o caso da hemoglobina, que atua no transporte de oxigênio. Atuam no movimento e contração de certas estruturas, como as proteínas responsáveis pela movimentação de cílios e flagelos. Promovem sustentação, como o colágeno, que atua na sustentação da pele. Mudanças na temperatura e pH, assim como a presença de certos químicos, podem romper a proteína e fazer com que ela perca a funcionalidade, um processo conhecido como desnaturação. https://brasilescola.uol.com.br/biologia/aminoacidos.htm https://brasilescola.uol.com.br/quimica/estruturas-das-proteinas.htm https://brasilescola.uol.com.br/quimica/estruturas-das-proteinas.htm https://brasilescola.uol.com.br/quimica/funcao-das-proteinas-suas-fontes-na-alimentacao.htm 6 Você já se perguntou por que a clara do ovo muda de transparente para opaca quando você frita um ovo? Claras de ovo contêm grande quantidade de proteínas chamadas albuminas, e as albuminas normalmente têm um formato 3D específico, graças às ligações formadas entre os diferentes aminoácidos na proteína. O aquecimento provoca a quebra destas ligações e expõe aminoácidos hidrofóbicos (que repelem a água) que normalmente ficam dentro das proteínas. Os aminoácidos hidrofóbicos, tentando escapar da água em torno deles na clara do ovo, vão grudar, formando uma rede de proteína que dá à clara do ovo estrutura enquanto faz com que ela fique branca e opaca. Outro ovo cozido delicioso graças à desnaturação de proteínas. DESNATURAÇÃO E DOBRAMENTO DA PROTEÍNA Cada proteína tem sua própria forma. Se a temperatura ou o pH do ambiente de uma proteína são alterados, ou se ela é exposta a substâncias químicas, essas interações podemser interrompidas, fazendo com que a proteína perca sua estrutura tridimensional e torne-se uma seqüência de caracteres não-estruturada de aminoácidos. Quando uma proteína perde sua estrutura de ordem superior, mas não sua seqüência primária, é chamada de desnaturada. As proteínas desnaturadas são geralmente não-funcionais. Em algumas proteínas, a desnaturação pode ser revertida. Contanto que a estrutura primária do polipeptídeo ainda esteja intacta (os aminoácidos não se separaram), ela pode ser capaz de redobrar-se em sua forma funcional se for devolvida ao seu ambiente normal. Outras vezes, no entanto, a desnaturação é permanente. Um exemplo de desnaturação irreversível de proteína é quando um ovo é frito. A proteína albumina da clara do ovo torna- se opaca e sólida pela desnaturação provocada pelo calor do fogão e não retornará ao seu estado original de ovo cru, mesmo quando esfriar. Pesquisadores descobriram que algumas proteínas podem reenovelar após a desnaturação, mesmo quando estão isoladas num tubo de ensaio. Uma vez que essas proteínas podem, por si mesmas, ir de não-estruturadas a reenoveladas, suas sequências de aminoácidos devem conter toda a informação necessária para o seu reenovelamento. No entanto, nem todas as proteínas são capazes desse truque, e parece ser mais complicado entender o modo como as proteínas se enovelam normalmente numa célula. Muitas proteínas não se enovelam sozinhas, mas precisam da assistência de uma proteína chaperone (chaperoninas).