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Instrumentos Básicos de Enfermagem ↣ É o primeiro passo para a execução dos cuidados de enfermagem. É a ação ou efeito de observar com atenção para examinar com minúcia o que se dá certas coisas. Tipos de observação Meios Utilizados Assistemática Pode ser chamada de não estruturadas. São observações realizadas espontaneamente, sem utilização de meios técnicos especiais, roteiros ou perguntas especificas. Sistemática Pode ser chamada de estruturada ou planejada. É a observação feita para responder propósitos preestabelecidos, ou seja, sabemos de antemão o que, como e quando vamos observar. Participação do Observador Participante É quando o observador se integra ao grupo ou contexto que está observando, de modo a vivenciar o que o grupo ou contexto vivencia. O observador convive com o observado. Não participante É quando o observador é um expectador que tem contato com a realidade, mas não se entrega a ela. Número de Observadores Individual É feita somente por uma pessoa, a coleta de dados decorre da personalidade do observador sobre o observado. Há risco de distorção e interferência pessoais. Equipe É feita por diversas pessoas e cada uma observa um aspecto da mesma situação. Lugar onde se realiza Vida real É quando a observação é feita e registrada no momento em que ocorre. Laboratório É realizada dentro de condições estabelecidas, onde fatores podem interferir na ocorrência de um fato controlado. ↣ Constitui um procedimento geral, sistemático e baseado em princípios lógicos. Implica usar de forma adequada os processos mentais de indução e dedução, análise e síntese, servindo de instrumento para alcançar objetivos na investigação científica. Processo do Método Científico Compreensão do problema Que se trata do reconhecimento, definição e delimitação do problema, reconhecido geralmente, quando se vê uma contradição entre o conhecimento prévio e as situações observadas. Encontrar o problema significa encontrar o que está impedindo que se alcance determinado objetivo. Coleta de dados Após a definição do problema, deve- se observar as informações e decidir se são relevantes, os dados que não são devem ser descartadas. Formulação de hipóteses Inicia o levantamento de hipóteses, gerando o máximo de respostas possíveis para o problema, pois quanto maiores as tentativas, maiores as chances de encontrar a solução. Nesta etapa o domínio das teorias relacionadas ao problema, a criatividade e a competência do investigador são essenciais. Elaboração de um plano para testagem da hipótese Define-se um plano para testar a hipótese, de acordo com a natureza do problema, os conhecimentos e experiências do investigador. E mesmo que a hipótese seja julgada falsa, ainda pode ser cientifica. E deve-se ainda, esclarecer os possíveis resultados relacionados a hipótese. Testagem da hipótese O plano definido na etapa anterior é posto em prática, e o período do teste pode ser variável. No fim do teste, deve-se confirmar ou não a rejeição da hipótese. Interpretação e avaliação de resultados Toma-se uma decisão de acordo com a eficácia do plano na resolução do problema, podendo realizar a avaliação diariamente ou periodicamente. Júlia Cruz ↣ Na concepção da prática de enfermagem, tendo como essência o cuidado, a aplicação dos princípios científicos não se restringe a procedimentos técnicos, mas abrange outras esferas do processo de cuidar. Assim, pode-se afirmar que os princípios científicos constituem um instrumento básico de enfermagem, pois caracteriza-se por ser o fio condutor da ação de enfermagem. ↣ A utilização do processo criativo e/ou do método de resolução de problemas favorece a formulação, análise, compreensão e aplicação de princípios, permitindo ao enfermeiro deliberar sobre a melhor alternativa das intervenções de enfermagem para o atendimento individualizado dessas necessidades. ↣ Capacidade intelectual encontrada em todas as atividades humanas e que ocorre de forma ininterrupta, devido à natureza inconstante do ser humano que se reinventa a cada momento. ↣ O potencial criativo varia de pessoa para pessoa, podendo ser maior ou menor. Desta forma, é essencial que os profissionais da enfermagem estimulem tal capacidade, por meio da reflexão dos seus próprios atos, associações de ideias e ampliação do campo de conhecimento, otimizando suas atividades laborais e se autorrealizando como pessoas e profissionais. ↣ A criatividade no profissional enfermeiro possui alta relevância na resolução de problemas, no planejamento, execução e prática dos cuidados. Assim o enfermeiro deve utilizar de seus conhecimentos prévios, intuição e ser ousado em novas ideias com intuito de promover melhorias no cuidado ao paciente e em sua rotina de trabalho. Analisando a importância desta habilidade ao profissional de enfermagem, é importante identificar meios para se expandir tal destreza, como por meio de roda de conversas frente a problemas rotineiros e inesperados no cuidado, enxergar o paciente de maneira completa e holística, manter a mente aberta e ser ousado em suas decisões. ↣ A comunicação é dividida em três tipos: verbal, não verbal e paraverbal. ↣ Verbal: mais utilizada e mais conhecida, pois trata-se da comunicação falada e/ou escrita. ↣ Não verbal: não possui fala ou escrita, apenas expressões faciais ou corporais. ↣ Paraverbal: é encontrada no tom de voz, suspiro, pausas ou entonação. ↣ É uma necessidade humana básica e deve ser desenvolvida pelo enfermeiro. Barreiras e Funções ↣ Barreiras: incapacidade de concentração, não entendimento, intervenção de mecanismos inconscientes, ausência de significado comum, limitações e problemas no emissor ou receptor, dificuldade em ouvir, ver e entender, etc. ↣ Função: informar, trocas de experiencias, ensinar e discutir. ↣ O trabalho em equipe associou-se do vínculo estabelecido, do objetivo em comum para o resultado a ser alcançado. Desse modo, o homem não consegue trabalhar só, e o trabalho em equipe é um instrumento básico, necessário para que o enfermeiro resgate a sua especificidade, enquanto profissão. ↣ A sociedade é a interação de grupos de famílias que necessitam de meios de subsistência e de conforto para o desenvolvimento de funções, realizado pelo desenvolvimento de funções e a divisão do trabalho entre os diversos componentes da família. Grupos Cooperação temporária Indivíduos se reúnem para realizar uma atividade durante curto período de tempo, por exemplo, a mudança de decúbito de um paciente. Cooperação continua Necessidade da fixação de pessoas num determinado local para a manutenção de um serviço; por exemplo: grupo de enfermeiros e auxiliares de uma unidade de internação. Cooperação direta Pessoas ou grupos que realizam em conjunto atividades semelhantes, exemplo: grupo de auxiliares de enfermagem de determinado setor. Cooperação indireta Realização de trabalho em colaboração, voltado para o mesmo objetivo, exemplo: técnica de aspiração traqueal, realizada pelo fisioterapeuta e enfermeiro. Competição É um tipo de luta universal. O enfermeiro ou auxiliar de enfermagem que foi aprovado em concurso público em uma instituição, está impedindo inconsciente e deliberadamente a entrada de outro, este pode ser um exemplo de competição. A competição é um processo de evolução de um grupo, resultando em maior desempenho dos seus membros. Conflito É outra forma de luta entre indivíduos ou grupos. Esta difere da competição, porque envolve contato, acontece em nível consciente, é pessoal, implica ameaça ou violência e é intermitente. Níveis de atuação do individuo Biológico e Psicomotor O corpoe as atitudes dos indivíduos sofrem uma socialização ao seu ambiente sociocultural. Afetivo Modificação de sentimentos. O cuidar continuamente de pessoas faz com que os sentimentos afetivos sejam mais exacerbados no grupo de enfermagem. Pensamento Quando a intelectualidade se desenvolve através da incorporação de elementos culturais. Assimilação A assimilação é uma mudança cultural, onde as pessoas e grupos adquirem maneiras de outros grupos, compartilhando sua experiência e história, incorporando numa vida cultural comum. ↣ Na enfermagem, o enfermeiro chefia delegando funções a técnicos, auxiliares de enfermagem, o que não o coloca em uma posição de líder, mas frequentemente a de um cumpridor de funções burocráticas. ↣ Portanto, para que o enfermeiro resgate seu papel de liderança é necessário estar apoiado numa filosofia, cuja crença tenha a centralização na assistência. ↣ Processo intelectual que determina ações baseadas em objetivos, fatos e estimativas submetidas á analise. ↣ É uma especificação dos resultados desejados, determinações das ações a serem tomadas e avaliação do sucesso alcançado. ↣ Auxilia o enfermeiro a organizar, executar e avaliar as ações de enfermagem. Níveis de Planejamento Estratégico É o planejamento de forma global e institucional. São planos de longo alcance que possui grau de incerteza maior e permite o surgimento de imprevistos. Corresponde as decisões tomadas por enfermeiros no nível administrativo, determinando o método de assistência. Tático É o planejamento de médio alcance e intermediário. São decisões relativas à adaptação da assistência na unidade de serviço. Operacional Planejamento de curto alcance e possui um grau de incerteza menor. Existe um planejamento de assistência individualizado. Características do Planejamento Unidade Existência de um objetivo a conquistar. Continuidade Fases sequenciais, coerentes e interruptas. Flexibilidade Reparar situações, corrigindo problemas ou redirecionando o curso planejado. Clareza e Precisão Deve-se basear em objetivos claros e definidos. Exequibilidade O planejamento deve ser realista com relação aos recursos necessários. Passos do Planejamento Levantamento de dados e conhecimento do sistema como um todo Esse passo contem a obtenção e analise de informações. (Histórico de Enf. e Diagnóstico de Enf.) Estabelecimento de objetivos e seleção de recursos disponíveis Os objetivos são resultados que o planejador pretende atingir e pra isso deve-se estabelecer prioridades e coerência com outros passos. Organização da implantação e execução do plano É o proposito do procedimento da tomada de decisões e a forma de organização para que o plano possa ser executado. (Prescrição de Enf.) Avaliação e Replanejamento A avalição deve ser permanente e continua. O replanejamento acontece quando não são atingidos os objetivos, buscando soluções. (Evolução de Enf.) ↣ É um processo que determina qualitativamente e quantitativamente o valor de algo ou acontecimento, mediante métodos que tem como base padrões e critérios predeterminados. Aspectos Processo social Ideia de transformação social. Julgamento moral Identificação de crenças e valores que constituem um sistema de referências que orienta a tomada de decisões. Aspecto técnico Campos da assistência, ensino e pesquisa. Critérios Objetivos Baseado em evidências observáveis e objetivos Mensuráveis. Subjetivos Dependentes dos julgamentos e atitudes diante aos fatos Observados. Inferenciais Baseado na suposição de que uma ação específica, com uma finalidade específica, permite esperar um resultado específico. ↣ Para a Enfermagem, sugere-se como critério de avaliação: a. comparar condições atuais e antecedentes do paciente/cliente, família e comunidade; b. comparar dois pacientes/clientes e/ou coletividades; c. comparar os dados de uma coletividade com padrões preestabelecidos. ↣ Trata-se da capacidade do profissional a realizar suas atividades manualmente e o conjunto de movimentos coordenados que formam a habilidade psicomotora. Ensino ↣ O comportamento humano referente a aprendizagem depende de três fatores: ↣ Domínio cognitivo: refere-se a operações mentais. ↣ Domínio afetivo: refere-se aos sentimentos. ↣ Domínio psicomotor: compreendido pelo movimento. ↣ A aprendizagem de uma habilidade acontece em três etapas: ↣ Estágio cognitivo: estagio que ocorre erros, sendo necessário orientação e correção. ↣ Estágio associativo: fase dos erros menos frequentes e perceptíveis. Ocorre um refinamento dos movimentos aprendidos. ↣ Estágio autônomo: a habilidade se torna automática devido a um treinamento especifico e intensivo. Habilidade Psicomotora Coordenação multimembro Capacidade de movimentar diferentes membros simultaneamente. Precisão de controle Realizar movimentos precisos. Orientação da resposta Seleção rápida de uma resposta correta. Tempo de reação Tomada de decisão e resposta rápida. Velocidade do movimento do braço Capacidade de executar movimento rápido com o braço Controle de graduação Mudar a velocidade e direção das respostas. Destreza manual Movimentos hábeis de mãos e braços. Destreza dos dedos Manipulação controladas de movimentos pequenos. Estabilidade braço-mão Movimento e posicionamento preciso dos braços e das mãos. Velocidade punho-dedos Mover rapidamente punhos e dedos. Pontaria Apontar precisamente para um objeto pequeno.