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Instrumentos Básicos de Enfermagem

Resumo sobre observação e método científico na enfermagem. Define tipos de observação (assistemática, sistemática), participação, número de observadores e locais (vida real, laboratório); descreve etapas do método científico e discute princípios científicos e criatividade na prática de enfermagem.

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Julia Cruz

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Instrumentos Básicos de Enfermagem 
↣ É o primeiro passo para a execução dos cuidados de 
enfermagem. É a ação ou efeito de observar com 
atenção para examinar com minúcia o que se dá certas 
coisas. 
Tipos de observação 
Meios Utilizados 
Assistemática 
Pode ser chamada de não 
estruturadas. São observações 
realizadas espontaneamente, sem 
utilização de meios técnicos 
especiais, roteiros ou perguntas 
especificas. 
Sistemática 
Pode ser chamada de estruturada 
ou planejada. É a observação feita 
para responder propósitos 
preestabelecidos, ou seja, sabemos 
de antemão o que, como e quando 
vamos observar. 
Participação do Observador 
Participante 
É quando o observador se integra ao 
grupo ou contexto que está 
observando, de modo a vivenciar o 
que o grupo ou contexto vivencia. O 
observador convive com o 
observado. 
Não 
participante 
É quando o observador é um 
expectador que tem contato com a 
realidade, mas não se entrega a ela. 
Número de Observadores 
Individual 
É feita somente por uma pessoa, a 
coleta de dados decorre da 
personalidade do observador sobre 
o observado. Há risco de distorção e 
interferência pessoais. 
Equipe 
É feita por diversas pessoas e cada 
uma observa um aspecto da mesma 
situação. 
Lugar onde se realiza 
Vida real 
É quando a observação é feita e 
registrada no momento em que 
ocorre. 
Laboratório 
É realizada dentro de condições 
estabelecidas, onde fatores podem 
interferir na ocorrência de um fato 
controlado. 
↣ Constitui um procedimento geral, sistemático e 
baseado em princípios lógicos. Implica usar de forma 
adequada os processos mentais de indução e dedução, 
análise e síntese, servindo de instrumento para alcançar 
objetivos na investigação científica. 
 
Processo do Método Científico 
Compreensão 
do problema 
Que se trata do reconhecimento, 
definição e delimitação do problema, 
reconhecido geralmente, quando se 
vê uma contradição entre o 
conhecimento prévio e as situações 
observadas. Encontrar o problema 
significa encontrar o que está 
impedindo que se alcance 
determinado objetivo. 
Coleta de 
dados 
Após a definição do problema, deve-
se observar as informações e 
decidir se são 
relevantes, os dados que não são 
devem ser descartadas. 
Formulação 
de hipóteses 
Inicia o levantamento de hipóteses, 
gerando o máximo de respostas 
possíveis para o 
problema, pois quanto maiores as 
tentativas, maiores as chances de 
encontrar a solução. Nesta etapa o 
domínio das teorias relacionadas ao 
problema, a criatividade e a 
competência do investigador são 
essenciais. 
Elaboração 
de um plano 
para 
testagem da 
hipótese 
Define-se um plano para testar a 
hipótese, de acordo com a natureza 
do problema, os conhecimentos e 
experiências do investigador. E 
mesmo que a hipótese seja julgada 
falsa, ainda pode ser cientifica. E 
deve-se ainda, esclarecer os 
possíveis resultados relacionados a 
hipótese. 
Testagem da 
hipótese 
O plano definido na etapa anterior é 
posto em prática, e o período do 
teste pode ser 
variável. No fim do teste, deve-se 
confirmar ou não a rejeição da 
hipótese. 
Interpretação 
e avaliação 
de resultados 
Toma-se uma decisão de acordo 
com a eficácia do plano na 
resolução do problema, 
podendo realizar a avaliação 
diariamente ou periodicamente. 
Júlia Cruz 
↣ Na concepção da prática de enfermagem, tendo como 
essência o cuidado, a aplicação dos princípios científicos 
não se restringe a procedimentos técnicos, mas abrange 
outras esferas do processo de cuidar. Assim, pode-se 
afirmar que os princípios científicos constituem um 
instrumento básico de enfermagem, pois caracteriza-se 
por ser o fio condutor da ação de enfermagem. 
↣ A utilização do processo criativo e/ou do método de 
resolução de problemas favorece a formulação, análise, 
compreensão e aplicação de princípios, permitindo ao 
enfermeiro deliberar sobre a melhor alternativa das 
intervenções de enfermagem para o atendimento 
individualizado dessas necessidades. 
 
↣ Capacidade intelectual encontrada em todas as 
atividades humanas e que ocorre de forma ininterrupta, 
devido à natureza inconstante do ser humano que se 
reinventa a cada momento. 
↣ O potencial criativo varia de pessoa para pessoa, 
podendo ser maior ou menor. Desta forma, é essencial 
que os profissionais da enfermagem estimulem tal 
capacidade, por meio da reflexão dos seus próprios 
atos, associações de ideias e ampliação do campo de 
conhecimento, otimizando suas atividades laborais e se 
autorrealizando como pessoas e profissionais. 
↣ A criatividade no profissional enfermeiro possui alta 
relevância na resolução de problemas, no planejamento, 
execução e prática dos cuidados. Assim o enfermeiro 
deve utilizar de seus conhecimentos prévios, intuição e 
ser ousado em novas ideias com intuito de promover 
melhorias no cuidado ao paciente e em sua rotina de 
trabalho. Analisando a importância desta habilidade ao 
profissional de enfermagem, é importante identificar 
meios para se expandir tal destreza, como por meio de 
roda de conversas frente a problemas rotineiros e 
inesperados no cuidado, enxergar o paciente de maneira 
completa e holística, manter a mente aberta e ser 
ousado em suas decisões. 
↣ A comunicação é dividida em três tipos: verbal, não 
verbal e paraverbal. 
↣ Verbal: mais utilizada e mais conhecida, pois 
trata-se da comunicação falada e/ou escrita. 
↣ Não verbal: não possui fala ou escrita, apenas 
expressões faciais ou corporais. 
↣ Paraverbal: é encontrada no tom de voz, 
suspiro, pausas ou entonação. 
↣ É uma necessidade humana básica e deve ser 
desenvolvida pelo enfermeiro. 
 
Barreiras e Funções 
↣ Barreiras: incapacidade de concentração, não 
entendimento, intervenção de mecanismos 
inconscientes, ausência de significado comum, 
limitações e problemas no emissor ou receptor, 
dificuldade em ouvir, ver e entender, etc. 
↣ Função: informar, trocas de experiencias, ensinar e 
discutir. 
 
↣ O trabalho em equipe associou-se do vínculo 
estabelecido, do objetivo em comum para o resultado a 
ser alcançado. Desse modo, o homem não consegue 
trabalhar só, e o trabalho em equipe é um instrumento 
básico, necessário para que o enfermeiro resgate a sua 
especificidade, enquanto profissão. 
↣ A sociedade é a interação de grupos de famílias que 
necessitam de meios de subsistência e de conforto para 
o desenvolvimento de funções, realizado pelo 
desenvolvimento de funções e a divisão do trabalho 
entre os diversos componentes da família. 
Grupos 
Cooperação 
temporária 
Indivíduos se reúnem para realizar 
uma atividade durante curto período 
de tempo, por exemplo, a mudança de 
decúbito de um paciente. 
Cooperação 
continua 
Necessidade da fixação de pessoas 
num determinado local para a 
manutenção de um serviço; por 
exemplo: grupo de enfermeiros e 
auxiliares de uma unidade de 
internação. 
Cooperação 
direta 
Pessoas ou grupos que realizam em 
conjunto atividades semelhantes, 
exemplo: grupo de auxiliares de 
enfermagem de determinado setor. 
Cooperação 
indireta 
Realização de trabalho em 
colaboração, voltado para o mesmo 
objetivo, exemplo: técnica de 
aspiração traqueal, realizada pelo 
fisioterapeuta e enfermeiro. 
Competição 
É um tipo de luta universal. O 
enfermeiro ou auxiliar de enfermagem 
que foi aprovado em concurso público 
em uma instituição, está impedindo 
inconsciente e deliberadamente a 
entrada de outro, este pode ser um 
exemplo de competição. A competição 
é um processo de evolução de um 
grupo, resultando em maior 
desempenho dos seus membros. 
Conflito 
É outra forma de luta entre indivíduos 
ou grupos. Esta difere da competição, 
porque envolve contato, acontece em 
nível consciente, é pessoal, implica 
ameaça ou violência e é intermitente. 
 
Níveis de atuação do individuo 
Biológico e 
Psicomotor 
O corpoe as atitudes dos indivíduos 
sofrem uma socialização ao seu 
ambiente sociocultural. 
Afetivo 
Modificação de sentimentos. O cuidar 
continuamente de pessoas faz com 
que os sentimentos afetivos sejam 
mais exacerbados no grupo de 
enfermagem. 
Pensamento 
Quando a intelectualidade se 
desenvolve através da incorporação 
de elementos culturais. 
Assimilação 
A assimilação é uma mudança 
cultural, onde as pessoas e grupos 
adquirem maneiras de outros grupos, 
compartilhando sua experiência e 
história, incorporando numa vida 
cultural comum. 
 
↣ Na enfermagem, o enfermeiro chefia delegando 
funções a técnicos, auxiliares de enfermagem, o que 
não o coloca em uma posição de líder, mas 
frequentemente a de um cumpridor de funções 
burocráticas. 
↣ Portanto, para que o enfermeiro resgate seu papel de 
liderança é necessário estar apoiado numa filosofia, cuja 
crença tenha a centralização na assistência. 
↣ Processo intelectual que determina ações baseadas 
em objetivos, fatos e estimativas submetidas á analise. 
↣ É uma especificação dos resultados desejados, 
determinações das ações a serem tomadas e avaliação 
do sucesso alcançado. 
↣ Auxilia o enfermeiro a organizar, executar e avaliar as 
ações de enfermagem. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Níveis de Planejamento 
Estratégico 
É o planejamento de forma global e 
institucional. São planos de longo 
alcance que possui grau de incerteza 
maior e permite o surgimento de 
imprevistos. Corresponde as decisões 
tomadas por enfermeiros no nível 
administrativo, determinando o 
método de assistência. 
Tático 
É o planejamento de médio alcance e 
intermediário. São decisões relativas à 
adaptação da assistência na unidade 
de serviço. 
Operacional 
Planejamento de curto alcance e 
possui um grau de incerteza menor. 
Existe um planejamento de 
assistência individualizado. 
 
Características do Planejamento 
Unidade 
Existência de um objetivo a 
conquistar. 
Continuidade 
Fases sequenciais, coerentes e 
interruptas. 
Flexibilidade 
Reparar situações, corrigindo 
problemas ou redirecionando o 
curso planejado. 
Clareza e 
Precisão 
Deve-se basear em objetivos claros 
e definidos. 
Exequibilidade 
O planejamento deve ser realista 
com relação aos recursos 
necessários. 
 
Passos do Planejamento 
Levantamento 
de dados e 
conhecimento 
do sistema 
como um todo 
Esse passo contem a obtenção e 
analise de informações. (Histórico 
de Enf. e Diagnóstico de Enf.) 
Estabelecimento 
de objetivos e 
seleção de 
recursos 
disponíveis 
Os objetivos são resultados que o 
planejador pretende atingir e pra 
isso deve-se estabelecer 
prioridades e coerência com 
outros passos. 
Organização da 
implantação e 
execução do 
plano 
É o proposito do procedimento da 
tomada de decisões e a forma de 
organização para que o plano 
possa ser executado. (Prescrição 
de Enf.) 
Avaliação e 
Replanejamento 
A avalição deve ser permanente e 
continua. O replanejamento 
acontece quando não são 
atingidos os objetivos, buscando 
soluções. (Evolução de Enf.) 
 
↣ É um processo que determina qualitativamente e 
quantitativamente o valor de algo ou acontecimento, 
mediante métodos que tem como base padrões e 
critérios predeterminados. 
Aspectos 
Processo 
social 
Ideia de transformação social. 
Julgamento 
moral 
Identificação de crenças e valores que 
constituem um sistema de referências 
que orienta a tomada de decisões. 
Aspecto 
técnico 
Campos da assistência, ensino e 
pesquisa. 
 
Critérios 
Objetivos 
Baseado em evidências observáveis e 
objetivos 
Mensuráveis. 
Subjetivos 
Dependentes dos julgamentos e 
atitudes diante aos fatos 
Observados. 
Inferenciais 
Baseado na suposição de que uma 
ação específica, com 
uma finalidade específica, permite 
esperar um resultado específico. 
 
↣ Para a Enfermagem, sugere-se como critério de 
avaliação: 
a. comparar condições atuais e antecedentes do 
paciente/cliente, família e comunidade; 
b. comparar dois pacientes/clientes e/ou 
coletividades; 
c. comparar os dados de uma coletividade com 
padrões preestabelecidos. 
 
↣ Trata-se da capacidade do profissional a realizar suas 
atividades manualmente e o conjunto de movimentos 
coordenados que formam a habilidade psicomotora. 
Ensino 
↣ O comportamento humano referente a aprendizagem 
depende de três fatores: 
↣ Domínio cognitivo: refere-se a operações mentais. 
↣ Domínio afetivo: refere-se aos sentimentos. 
↣ Domínio psicomotor: compreendido pelo movimento. 
↣ A aprendizagem de uma habilidade acontece em três 
etapas: 
↣ Estágio cognitivo: estagio que ocorre erros, 
sendo necessário orientação e correção. 
↣ Estágio associativo: fase dos erros menos 
frequentes e perceptíveis. Ocorre um refinamento dos 
movimentos aprendidos. 
↣ Estágio autônomo: a habilidade se torna 
automática devido a um treinamento especifico e 
intensivo. 
Habilidade Psicomotora 
Coordenação 
multimembro 
Capacidade de movimentar 
diferentes membros 
simultaneamente. 
Precisão de 
controle 
Realizar movimentos precisos. 
Orientação 
da resposta 
Seleção rápida de uma resposta 
correta. 
Tempo de 
reação 
Tomada de decisão e resposta 
rápida. 
Velocidade 
do 
movimento 
do braço 
Capacidade de executar movimento 
rápido com o braço 
Controle de 
graduação 
Mudar a velocidade e direção das 
respostas. 
Destreza 
manual 
Movimentos hábeis de mãos e 
braços. 
Destreza dos 
dedos 
Manipulação controladas de 
movimentos pequenos. 
Estabilidade 
braço-mão 
Movimento e posicionamento 
preciso dos braços e das mãos. 
Velocidade 
punho-dedos 
Mover rapidamente punhos e dedos. 
Pontaria 
Apontar precisamente para um 
objeto pequeno.