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Apostila Banestes 2023 Técnico Bancário (1)

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BR CONCURSO APOSTILA DIGITAL 
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 BR CONCURSO APOSTILA DIGITAL 
Há 17 anos, o Curso BR é referência nacional 
na preparação para Concursos Públicos e 
Exames da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). 
 
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nova ferramenta de ensino, o Curso BR oferece um novo 
material em formato Digital.
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“Muito obrigado pela preferência e bons estudos.”
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editora, poderá ser reproduzida ou transmitida sejam quais forem os meios empregados: eletrônicos, mecânicos, fotográficos, gravação ou
quaisquer outros.
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SUMÁRIO
4 LÍNGUA PORTUGUESA
171 RACIOCÍNIO LÓGICO-MATEMÁTICO
225 INFORMÁTICA BÁSICA
358 CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
505 TÉCNICAS DE VENDAS E ATENDIMENTO
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LÍNGUA PORTUGUESA
Interpretação e Compreensão de texto. Organização estrutural dos textos.
O hábito da leitura é fundamental durante a preparação para qualquer concurso público. Mas para uma disciplina 
específica é ponto chave para que os candidatos consigam o maior número de acertos.
 
A interpretação de textos, tão comum em provas de Português, sempre foi um tópico de grande dificuldade para os 
candidatos a concursos públicos ou vestibulares.
As pessoas têm pouca disposição de mergulhar no texto, conseguem lê-lo, mas não aprofundam a leitura, não extraem
dele aquelas informações que uma leitura superficial, apressada, não permite.
Ao tentar resolver o problema, as pessoas buscam os materiais que julgam poder ajudá-las. 
Caem, então, no velho vício de ler teoria em excesso, estudar coisas que nem sempre dizem respeito à compreensão e 
interpretação dos textos e no final, cansadas, não fazem o essencial: ler uma grande quantidade de textos — e tentar 
interpretá-los.
Interpretar um texto é penetrá-lo em sua essência, observar qual é a ideia principal, quais os argumentos que 
comprovam a ideia, como o texto está escrito e outras nuanças. Em suma, procurar interpretar corretamente um texto 
é ampliar seus horizontes existenciais.
Compreensão
A base conceitual da interpretação de texto é a compreensão. A etimologia, ainda que não seja um recurso confiável 
para estabelecer o significado das palavras, pode ser útil aqui, para mostrar a diferença entre compreender e 
interpretar. “Compreender” vem de duas palavras latinas: “cum”, que significa “junto” e “prehendere” que significa 
“pegar”.
Compreender é, portanto, “pegar junto”. 
Essa ideia de juntar é óbvia em uma das principais acepções do verbo compreender: ser composto de dois ou mais 
elementos, ou seja, abarcar, envolver, abranger, incluir. 
Vejamos alguns exemplos para ilustrar essa acepção: 
• O ensino da língua compreende o estudo da fala e da escrita. 
• A gramática tradicional compreende o estudo da fonologia, da morfologia, da sintaxe e da semântica. 
• A leitura compreende o contato do leitor com vários textos. 
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Saber ler corretamente
Ler adequadamente é mais do que ser capaz de decodificar as palavras ou combinações linearmente ordenadas em 
sentenças. O interessado deve aprender a “enxergar” todo o contexto denotativo e conotativo. É preciso compreender 
o assunto principal, suas causas e consequências, críticas, argumentações, polissemias, ambiguidades, ironias, etc.
Ler adequadamente é sempre resultado da consideração de dois tipos de fatores: os propriamente linguísticos e os 
contextuais ou situacionais, que podem ser de natureza bastante variada. Bom leitor, portanto, é aquele capaz de 
integrar estes dois tipos de fatores.
Erros de Leitura
Extrapolar
Trata-se de um erro muito comum. Ocorre quando saímos do contexto, acrescentando-lhe ideias que não estão 
presentes no texto. A interpretação fica comprometida, pois passamos a criar sobre aquilo que foi lido. 
Frequentemente, relacionamos fatos que conhecemos, mas que eram realidade em outros contextos e não naquele 
que está sendo analisado.
Reduzir
Trata-se de um erro oposto à extrapolação. Ocorre quando damos atenção apenas a uma parte ou aspecto do texto, 
esquecendo a totalidade do contexto. Privilegiamos, desse modo, apenas um fato ou uma relação que podem ser 
verdadeiros, porém insuficientes se levarmos em consideração o conjunto das ideias.
Contradizer
É o mais comum dos erros. Ocorre quando chegamos a uma conclusão que se opõe ao texto. Associamos ideias que, 
embora no texto, não se relacionam entre si.
Nas provas de concursos públicos, o candidato deve ter o hábito de fazer leituras diárias, pois é através dela que o 
indivíduo terá um vocabulário mais amplo e um conhecimento aprimorado da língua portuguesa. Praticar a leitura, faz 
com que a interpretação seja mais aguçada e o concurseiro possa entender os enunciados de outras questões no 
decorrer de sua prova. Ao estudar, se houverem palavras não entendidas, procure no dicionário. Ele será seu 
companheiro na hora das dúvidas.
Em questões que cobram a interpretação de textos como, por exemplo, aquelas que existem textos de autores 
famosos ou de notícias, procure entender bem o enunciado e verificar o que está sendo cobrado, pois é preciso 
responder o que exatamente está sendo cobrado no texto e não aquilo que o candidato pensa.
Ao ler um texto procure atingir dois níveis de leitura: leitura informativa e de reconhecimento e leitura interpretativa. 
No primeiro caso, deve-se ter uma primeira noção do tema, extraindo informações importantes e verificando a 
mensagem do escritor. 
No segundo tipo de leitura, é aconselhável grifar trechos importantes, palavras-chaves e relacionar cada parágrafo 
com a ideia central do texto.
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Geralmente, um texto é organizado de acordo com seus parágrafos, cada um seguindo uma linha de raciocínio 
diferente e de acordo com os tipos de texto, que podem ser narrativo, descritivo e dissertativo. Cada tipo desses, 
possui uma forma diferente de organização do conteúdo.
Tipos de textos
A narração consiste em arranjar uma sequência de fatos na qual os personagens se movimentam num determinado 
espaço à medida que o tempo passa.
O texto narrativo é baseado na ação que envolve personagens, tempo, espaço e conflito. Seus elementos são: narrador,
enredo, personagens, espaço e tempo.
Dessa forma, o texto narrativo apresenta uma determinada estrutura:
Esquematizando temos:
– Apresentação;
– Complicação ou desenvolvimento;
– Clímax;
– Desfecho.
Protagonistas e Antagonistas: A narrativa é centrada num conflito vivido pelos personagens. Diante disso, a 
importância dos personagens na construção do texto é evidente.
Podemos dizer que existe um protagonista (personagem principal) e um antagonista (personagem que atua contra o 
protagonista, impedindo-o de alcançar seus objetivos). Há também os adjuvantes ou coadjuvantes, esses são 
personagens secundários que também exercem papéis fundamentais na história.
Narração e Narratividade: Em nosso cotidiano encontramos textos narrativos; contamos e/ou ouvimos histórias o 
tempo todo. Mas os textos que não pertencemao campo da ficção não são considerados narração, pois essas não têm
como objetivo envolver o leitor pela trama, pelo conflito. Podemos dizer que nesses relatos há narratividade, que quer 
dizer, o modo de ser da narração.
Os Elementos da Narrativa: Os elementos que compõem a narrativa são:
– Foco narrativo (1º e 3º pessoa);
– Personagens (protagonista, antagonista e coadjuvante);
– Narrador (narrador- personagem, narrador observador).
– Tempo (cronológico e psicológico);
– Espaço.
Exemplo de Texto Narrativo:
Conta à lenda que um velho funcionário público de Veneza noite e dia, dia e noite rezava e implorava para o seu Santo
que o fizesse ganhar sozinho na loteria cujo valor do premio o faria realizar todos seus desejos e vontades. Assim 
passavam os dias, as semanas, os meses e anos.E nada acontecia. Até que no dia do Santo, de tanto que seu fiel 
devoto chorava e implorava, o Santo surgiu do nada e numa voz de desespero e raiva gritou:
Pelo menos meu filho compra o bilhete!!!
Descritivo
“Descrição é a representação verbal de um objeto sensível (ser, coisa, paisagem), através da indicação dos seus 
aspectos mais característicos, dos pormenores que o individualizam, que o distinguem.”
Descrever não é enumerar o maior número possível de detalhes, mas assinalar os traços mais singulares, mais 
salientes; é fazer ressaltar do conjunto uma impressão dominante e singular. Dependendo da intenção do autor, varia o
grau de exatidão e minúcia na descrição.
Diferentemente da narração, que faz uma história progredir, a descrição faz interrupções na história, para apresentar 
melhor um personagem, um lugar, um objeto, enfim, o que o autor julgar necessário para dar mais consistência ao 
texto.
Texto descritivo é, então, desenhar, pintar, usando palavras em vez de tintas. Um bom exercício para levar a criança a 
vivenciar o texto descritivo e pedir que ela olhe em volta e escreva ou fale o que está vendo, descrever objetos como, 
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sua mochila, estojo, etc. Ou que ela conte como é o coleguinha ao lado, (nessa é bom ter cuidado, pois elas costumam
achar defeitos horrorosos).
Algumas das características que marcam o texto descritivo são:
•presença de substantivo, que identifica o que está sendo descrito.
•adjetivos e locuções adjetivas.
•presença de verbos de ligação.
•há predominância do predicado verbal, devido aos verbos de ligação e aos adjetivos.
•emprego de metáforas e comparações, para auxiliar na “visualização” das características que se deseja descrever.
Essa é a explicação básica e resumida de “como ensinar texto descritivo para crianças”. Lembrando que ao descrever 
seres vivos, as características psicológicas e comportamentais, também fazem parte da descrição.
Exemplo de texto descritivo:
“A árvore é grande, com tronco grosso e galhos longos”. É cheia de cores, pois tem o marrom, o verde, o vermelho das 
flores e até um ninho de passarinhos. O rio espesso com suas águas barrentas desliza lento por entre pedras polidas 
pelos ventos e gastas pelo tempo.
Dissertativo
Dissertar é o mesmo que desenvolver ou explicar um assunto, discorrer sobre ele. Assim, o texto dissertativo pertence 
ao grupo dos textos expositivos, juntamente ao texto de apresentação científica, o relatório, o texto didático, o artigo 
enciclopédico. Em princípio, o texto dissertativo não está preocupado com a persuasão e sim, com a transmissão de 
conhecimento, sendo, portanto, um texto informativo.
Os textos argumentativos, ao contrário, têm por finalidade principal persuadir o leitor sobre o ponto de vista do autor 
a respeito do assunto. Quando o texto, além de explicar, também persuade o interlocutor e modifica seu 
comportamento, temos um texto dissertativo-argumentativo. O texto dissertativo argumentativo tem uma estrutura 
convencional, formada por três partes essenciais.
Introdução (1o parágrafo): Apresenta a ideia principal da dissertação, podendo conter uma citação, uma ou mais 
perguntas (contanto que sejam respondidas durante o texto), comparação, pensamento filosófico, afirmação histórica, 
etc.
Desenvolvimento (2o aos penúltimos parágrafos): Argumentação e desenvolvimento do tema, na qual o autor dá a sua
opinião e tenta persuadir o leitor, sem nunca usar a primeira pessoa (invés de “eu sei”, use “nós sabemos” ou “se 
sabe”).
Conclusão (último parágrafo): Resumo do que foi dito no texto e/ou uma proposta de solução para os problemas nele 
tratados.
Exemplo de texto dissertativo:
Uma nova ordem
Nunca foi tão importante no País uma cruzada pela moralidade. As denúncias que se sucedem, os escândalos que se 
multiplicam, os casos ilícitos que ocorrem em diversos níveis da administração pública exibem, de forma veemente, a 
profunda crise moral por que passa o País.
O povo se afasta cada vez mais dos políticos, como se estes fossem símbolos de todos os males. As instituições 
normativas, que fundamentam o sistema democrático, caem em descrédito. Os governantes, eleitos pela expressão do 
voto, também engrossam a caldeira da descrença e, frágeis, acabam comprometendo seus programas de gestão.
Para complicar, ainda estamos no meio de uma recessão que tem jogado milhares de trabalhadores na rua, ampliando 
os bolsões de insatisfação e amargura.
Não é de estranhar que parcelas imensas do eleitorado, em protesto contra o que vêem e sentem, procurem 
manifestar sua posição com o voto nulo, a abstenção ou o voto em branco. Convenhamos, nenhuma democracia 
floresce dessa maneira.
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A atitude de inércia e apatia dos homens que têm responsabilidade pública os condenará ao castigo da história. É 
possível fazer-se algo, de imediato, que possa acender uma pequena chama de esperança.
O Brasil dos grandes valores, das grandes ideias, da fé e da crença, da esperança e do futuro necessita, urgentemente 
da ação solidária, tanto das autoridades quanto do cidadão comum, para instaurar uma nova ordem na ética e na 
moral.
Exposição
O texto expositivo é uma produção que tem como função principal sintetizar ou analisar alguma ideia, conceito, teoria 
ou fenômeno. Desse modo, esse tipo textual auxilia principalmente na identificação, instrução e informação de 
determinado assunto, sendo muito utilizado, por isso, em ambientes educativos (educação escolar, acadêmica, 
profissional etc.).
Além disso, é comum encontrarmos variações do texto expositivo, e cada subtipo refere-se a outras funções exigidas 
pelo texto. Para ampliar o conhecimento dessas categorias, segue-se a definição de dois tipos de textos expositivos.
Texto expositivo informativo
O texto expositivo informativo tem o objetivo de apresentar determinado tema, no intuito de informar o leitor a 
respeito de dados importantes sobre ele. Nesse sentido, esses textos apresentam caráter explicativo e, muitas vezes, 
descritivo, no intuito de instruir o leitor por meio da exposição e explicação de novas informações.
Texto expositivo argumentativo
O texto expositivo argumentativo possui como segunda característica predominante o traço argumentativo, desse 
modo, além de apresentar informações sobre determinado assunto, o autor também procura defender um 
posicionamento, ou seja, apresentar uma opinião embasada em argumentos sólidos. Por esses motivos, esse tipo de 
texto expositivo tem o intuito de informar e convencer o leitor.
Estrutura e características do texto expositivo
Os textos do tipo expositivo podem apresentar inúmeras variações em sua composição formal, a depender do gênero 
utilizado e das intenções comunicativas. Entretanto, alguns aspectos podem ser considerados essenciais a todos os 
textos expositivos. A seguir, algumas dessas características serão exploradas.
De início, os textos expositivos têm preferência pelo conteúdo, pela mensagem, dessemodo, a linguagem utilizada 
tenta ser acessível e, muitas vezes, impessoal, tentando garantir um teor de neutralidade. Além disso, eles podem ser 
divididos em duas categorias, que se referem ao método de exposição utilizado no texto:
Composição: é a estrutura que prioriza a identificação de fenômenos individuais, desse modo, são os textos que 
pretendem apresentar diversas informações a respeito de um único tema ou assunto. Essa estrutura é utilizada 
principalmente para informar o leitor a respeito de determinado conteúdo. Outra característica dela é a preferência 
pela estrutura sintática sujeito + predicado + complemento, utilizados no tempo presente.
Decomposição: processo em que o texto estrutura-se com o intuito de conectar fenômenos, desse modo, não se limita
a um único tema ou assunto, como no método anterior, mas estabelece relações entre diferentes tópicos, buscando 
decompor as partes do grande tema. Nesses textos, é comum a utilização do verbo ser com predicativo nominal ou 
outros verbos com complementos diretos.
Além desses aspectos, ainda é possível acrescentar-se outras características do tipo textual expositivo. A 
intertextualidade é uma ferramenta que pode ser muito utilizada nesses textos, principalmente quando o autor 
pretende aprofundar um assunto ou, além de expor, propor um ponto de vista. Nesses casos, o uso de informações e 
dados de outros textos pode potencializar a produção textual bem como fornecer subsídios para sustentação dos 
argumentos.
A descrição é um outro elemento que pode ser muito presente no texto expositivo. Quando o autor possuir intenção 
de instruir e informar o leitor a respeito dos detalhes de determinada questão, é possível que ele descreva aspectos 
visuais ou funcionais do fenômeno analisado, no intuito de qualificar o texto e auxiliar a compreensão do leitor.
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Argumentação 
Texto argumentativo é aquele que tem como principais características defender uma ideia, hipótese, teoria ou opinião 
e o objetivo de convencer o leitor para que acredite nela. Tem uma estrutura bem definida: apresenta sua tese e depois
utiliza justificativas e alegações com o propósito de persuadir a sua audiência.
A estrutura do texto dissertativo-argumentativo
O texto dissertativo-argumentativo é dividido em três partes: introdução, desenvolvimento e conclusão.
1. Introdução
Na introdução devem ser mencionado o tema central que será abordado no texto de modo a situar o interlocutor.
Esta parte deve compreender cerca de 25% da dimensão global do texto.
2. Desenvolvimento
Todas as ideias mencionadas na introdução devem ser desenvolvidas de forma opinativa e argumentativa nessa parte 
do texto, cuja dimensão deve compreender cerca de 50% do mesmo.
3. Conclusão
A conclusão deve ser uma síntese do problema abordado, mas com considerações que expressam o resultado do que 
foi pensado ao longo do texto.
A sua dimensão contempla cerca de 25% do texto.
Exemplos de textos dissertativo-argumentativos
Texto 1
Tema: violência nas escolas
É frequente ouvirmos falar sobre os atos violentos na escola. Não bastasse a sua presença nas ruas, os ambientes 
supostamente seguros - nomeadamente as escolas - são mais do que nunca alvo de ações de violência.
Os valores se perdem a ponto de não só entre alunos, mas entre alunos e professores, ou vice-versa, serem inúmeros 
os casos de agressões noticiados frequentemente.
A força é tomada em detrimento da razão e os conflitos são resolvidos de forma irracional desde a infância, cujas 
crianças absorvem cedo esse tipo de comportamento por influência da sociedade cada vez mais violenta em que 
vivemos.
A participação dos pais na vida escolar dos filhos é fundamental para estabelecer normas e restaurar valores que tem 
vindo a se perder. Por isso, pode-se concluir que a aproximação entre pais e escola é um dos principais propulsores 
para a mitigação desse problema.
Texto 2
Tema: Democratização do acesso ao cinema no Brasil
* Exemplo de texto dissertativo-argumentativo que alcançou nota 1000 no Enem 2019. Autora: Amanda Rocha, 21 
anos, Itaituba (PA)
A construção dos feudos, muros que delimitavam uma determinada área no período da Idade Média, segregou 
milhares de pessoas e impossibilitou o acesso a bens que somente a nobreza podia usufruir. Semelhante a essa época, 
no contexto brasileiro contemporâneo, o cinema é um dos inúmeros meios de democratizar a cultura, mas ainda é 
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"feudalizado", já que grande parte da população continua alheia a esse serviço. Então, tanto a concentração das salas 
de teledramaturgia em regiões mais desenvolvidas economicamente, quanto os exorbitantes preços dos ingressos e 
alimentos, vendidos com exclusividade pela empresa proprietária, mutilam a cidadania e consagram importantes 
simbologias de poder.
Nessa perspectiva, a cultura é imprescindível para a identidade de um povo e, indubitavelmente, o cinema é uma 
fundamental ferramenta de inclusão e de propagação de valores sociais. Entretanto, de acordo com o geógrafo Milton 
Santos, no texto "Cidadanias Mutiladas", a democracia, extremamente necessária para a fundamentação cultural do 
indivíduo, só é efetiva quando atinge a totalidade do corpo social, ou seja, na medida em que os direitos são 
universais e desfrutados por todos os cidadãos. Dessa maneira, a concentração das salas de cinemas em áreas com 
alto desenvolvimento econômico e o alheamento de milhares de pessoas a esse serviço provam que não há 
democratização do acesso à cultura cinematográfica no Brasil, marginalizando grande parcela da sociedade desprovida
de recursos financeiros.
Outrossim, os preços abusivos de ingressos, a divisão das salas em categorias de conforto e a proibição de entrada de 
bebidas e alimentos, que não sejam vendidos no estabelecimento, dividem, ainda mais, a sociedade. Isso pode ser 
explicado pelo teórico Pierre Bourdieu, o qual afirma que todas as minúcias de um indivíduo constituem simbologias 
que são constantemente analisadas pelo corpo social, isto é, o poder de compra, as características pessoais e o acesso 
a bens e serviços refletem quem é o homem para outrem. Dessa forma, o alto custo praticado pelas redes 
cinematográficas violenta simbolicamente aqueles que não conseguem contemplar as grandes telas e aumenta a 
desigualdade.
Portanto, cabe à iniciativa privada, em parceria com os estados e municípios, promover a interiorização das salas de 
teledramaturgia, por meio da construção de novos empreendimentos em áreas distantes dos pólos econômicos e da 
redução dos custos para o consumidor de baixa renda, incentivando, então, a cultura mais democrática. Além disso, é 
responsabilidade da Ancine, Agência Nacional de Cinema, estabelecer um canal de comunicação mais efetivo com o 
telespectador, por intermédio de aplicativos e das redes sociais interativas, para que denúncias e reclamações sobre 
preços abusivos possam ser realizadas. Como efeito social, a democratização do cinema no Brasil será uma realidade, 
destruindo, assim, barreiras e "feudos" sociais.
Injunção
O texto injuntivo ou instrucional está pautado na explicação e no método para a concretização de uma ação.
Ele indica o procedimento para realizar algo, por exemplo, uma receita de bolo, bula de remédio, manual de 
instruções, editais e propagandas.
Com isso, sua função é transmitir para o leitor mais do que simples informações, visa sobretudo, instruir, explicar, 
todavia, sem a finalidade de convencê-lo por meio de argumentos.
São textos o quais incitam a ação dos destinatários, controlando, assim, seu comportamento, ao fornecer instruções e 
indicações para a realização de um trabalho ou a utilização correta de instrumentos e/ou ferramentas.
Texto Injuntivo e PrescritivoHá quem estabeleça uma relação entre os textos injuntivos e prescritivos e, por outro lado, há os que defendem que 
são textos sinônimos e pertencem à mesma categoria, compartilhando funções e finalidades.
No entanto, os linguistas que preferem dividi-los em dois tipos de textos informam que o texto injuntivo, instrui sem 
uma atitude coercitiva, recurso marcante nos textos ditos prescritivos.
Para esse grupo de estudiosos, um texto injuntivo pode ser um manual de instruções ou uma receita, enquanto os 
textos prescritivos asseguram um tipo de atitude coercitiva, por exemplo, os editais dos concursos, contratos e leis.
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Recursos Linguísticos
A linguagem dos textos injuntivos é simples e objetiva. Um dos recursos linguísticos marcantes e recorrentes desse 
tipo de texto é a utilização dos verbos no imperativo, os quais indicam uma "ordem", por exemplo:
na receita de bolo: “misture todos os ingredientes”;
na bula de remédio: “tome duas cápsulas por dia”;
no manual de instruções: “aperte a tecla amarela”;
nas propagandas: “vista essa camisa”.
Exemplos
Segue alguns exemplos de textos injuntivos:
Manual de Instruções
Instalação: Prefira sempre os serviços da Rede de Assistência Técnica Brastemp para realizar desde a instalação até a 
manutenção de seus produtos com tranquilidade e segurança.
1° passo: Veja se a tomada onde o produto será instalado tem o novo padrão plugue, segundo o INMETRO.
2° passo: Verifique se a tensão da rede elétrica no local de instalação é a mesma indicada na etiqueta do plugue da sua
lavadora.
3° passo: Nunca altere ou use o cabo de força de maneira diferente da recomendada. Se o cabo de força estiver 
danificado, chame a Rede de Serviços Brastemp para substituí-lo.
4° passo: Verifique se o local de instalação possui as condições adequadas indicadas no Manual do Consumidor:-A 
pressão da água para abastecimento deve corresponder a um nível de 2 a 80 m acima do nível da torneira;
- Recomenda-se que haja uma torneira exclusiva para a correta instalação da mangueira de entrada;
- É obrigatória a utilização de uma torneira com rosca ¾ de polegada para a instalação da mangueira de entrada de 
água, a não utilização dela pode gerar vazamentos.
- A mangueira de saída deve ser instalada no tanque (utilizando a curva plástica) ou em um cano exclusivo para o 
escoamento, com diâmetro mínimo de 5 cm. O final da mangueira deve estar a uma altura de 0,85 a 1,20 m para o 
correto funcionamento da Lavadora.
Caso o local de instalação não tenha as condições adequadas, providencie as modificações, consultando um 
profissional de sua confiança.
(Manual de Instruções da Lavadora Brastemp Ative Automática 9 kg)
Bula de Remédio
Apresentação de Norfloxacino (Laboratório: Medley, Referência: Floxacin)
Comprimidos revestidos de 400 mg. Embalagens com 6 e 14 comprimidos revestidos. USO ADULTO - USO ORAL
COMPOSIÇÃO
Cada comprimido revestido contém:
Norfloxacino ................................................................................ 400 mg
excipientes q.s.p. ................................................................. 1 comprimido
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(celulose microcristalina, croscarmelose sódica, dióxido de silício, estearilfumarato de sódio, lactose monoidratada, 
laurilsulfato de sódio, talco, álcool polivinílico, dióxido de titânio, macrogol, corante laca amarelo crepúsculo).
Norfloxacino - Indicações
O Norfloxacino é indicado para tratamento das seguintes infecções:
- infecções do trato urinário;
- inflamação do estômago e intestino (gastrenterite) causada por alguns tipos de bactérias;
- gonorreia;
- febre tifoide;
O Norfloxacino pode também ser usado para a prevenção das infecções nos seguintes casos:
- contagem baixa de leucócitos: nestes casos, seu corpo fica mais sensível a infecções causadas por bactérias que 
fazem parte da flora intestinal;
- quando você visitar locais em que possa ficar exposto a bactérias que possam causar inflamação do estômago e 
intestinos (gastrenterite).
Contra-indicações de Norfloxacino
Você não deve tomar Norfloxacino se: apresentar hipersensibilidade a qualquer componente do produto ou a 
antibióticos quinolônicos.
Lembre-se 
Não existe texto difícil, existe texto mal interpretado.
O texto é como uma colcha de retalhos. O candidato deve dividi-lo em partes, ver as ideias mais importantes em cada 
uma e enxergar a coerência entre elas.
 
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Questões de Concursos
1 - FCC - 2015 - TCM-GO - Auditor Controle Externo
Prazer sem humilhação
 O poeta Ferreira Gullar disse há tempos uma frase que gosta de repetir: “A crase não existe para humilhar 
ninguém". Entenda-se: há normas gramaticais cuja razão de ser é emprestar clareza ao discurso escrito, valendo como 
ferramentas úteis e não como instrumentos de tortura ou depreciação de alguém. 
 Acho que o sentido dessa frase pode ampliar-se: “A arte não existe para humilhar ninguém", entendendo-se com 
isso que os artistas existem para estimular e desenvolver nossa sensibilidade e inteligência do mundo, e não para 
produzir obras que separem e hierarquizem as pessoas. Para ficarmos no terreno da música: penso que todos devem 
escolher ouvir o que gostam, não aquilo que alguém determina. Mas há aqui um ponto crucial, que vale a pena 
discutir: estamos mesmo em 
condições de escolher livremente as músicas de que gostamos? 
 Para haver escolha real, é preciso haver opções reais. Cada vez que um carro passa com o som altíssimo de graves
repetidos praticamente sem variação, num ritmo mecânico e hipnótico, é o caso de se perguntar: houve aí uma 
escolha? Quem alardeia os infernais decibéis de seu som motorizado 
pela cidade teve a chance de ouvir muitos outros gêneros musicais? Conhece muitos outros ritmos, as canções de 
outros países, os compositores de outras épocas, as tendências da música brasileira, os incontáveis estilos musicais já 
inventados e frequentados? Ou se limita a comprar no mercado o que está vendendo na prateleira dos sucessos, 
alimentando o círculo vicioso e enganoso do “vende porque é bom, é bom porque vende"? 
 Não digo que A é melhor que B, ou que X é superior a todas as letras do alfabeto; digo que é importante buscar 
conhecer todas as letras para escolher. Nada contra quem escolhe um “batidão" se já ouviu música clássica, desde que 
tenha tido realmente a oportunidade de ouvir e escolher compositores clássicos que lhe digam algo. Não acho que é 
preciso escolher, por exemplo, entre os grandes Pixinguinha e Bach, entre Tom Jobim e Beethoven, entre um forró e a 
música eletrônica das baladas, entre a música dançante e a que convida a uma audição mais serena; acho apenas que 
temos o direito de ouvir tudo isso antes de escolher. A boa música, a boa arte, esteja onde estiver, também não existe 
para humilhar ninguém. 
(João Cláudio Figueira, inédito)
A diversidade de épocas e de linguagens em que as artes se manifestam
• a) representa uma riqueza cultural para quem foi contemplado com uma inata e especial sensibilidade.
• b) obriga o público a confiar no mercado, cujos critérios costumam respeitar tal diversidade.
• c) não interessa ao gosto popular, que costuma cultivar as exigências artísticas mais revolucionárias.
• d) constitui uma vantagem para quem se habilita a escolher de acordo com o próprio gosto.
• e) cria uma impossibilidade de opções reais, razão pela qual cada um de nós aprimora seu gosto pessoal.2 - FCC - 2015 - TCM-GO - Auditor Controle Externo
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O autor da crônica se reporta ao emprego da crase, ao sentido da arte em geral e ao da música clássica em particular. 
A tese que articula esses três casos e justifica o título da crônica é a seguinte:
• a) É comum que nos sintamos humilhados quando não conseguimos extrair prazer de todos os níveis de 
cultura que se oferecem ao nosso desfrute.
• b) Costumamos ter vergonha daquilo que nos causa prazer, pois nossas escolhas culturais são feitas sem 
qualquer critério ou disciplina.
• c) A possibilidade de escolha entre os vários níveis de expressão da linguagem e das artes não deve 
constranger, mas estimular nosso prazer.
• d) Tanto o emprego da crase como a audição de música clássica são reveladores do mau gosto de quem 
desconsidera o prazer verdadeiro dos outros.
• e) Somente quem se mostra submisso e humilde diante da linguagem culta e da música clássica está em 
condições de sentir um verdadeiro prazer.
3 - FCC - 2015 - TCM-GO - Auditor Controle Externo 
Considere as seguintes afirmações: 
I. Têm significação equivalente, no 2° parágrafo, estes dois segmentos: estimular e desenvolver nossa sensibilidade e 
separem e hierarquizem as pessoas. 
II. O autor se refere ao som altíssimo do que toca num carro que passa para ilustrar o caso de quem, diante de tantas 
opções reais, fez uma escolha de gosto discutível. 
III. O que importa para a definição do nosso gosto é que se abram para nós todas as opções possíveis, para que a 
partir delas escolhamos a que de fato mais nos apraz. 
Em relação ao texto, está correto o que se afirma APENAS em
• a) II e III.
• b) III.
• c) II.
• d) I e III.
• e) I.
4 - FCC - 2015 - TCM-GO - Auditor Controle Externo 
Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento em:
• a) clássicos que lhe digam algo (4º parágrafo) = eruditos que lhe transmitam alguma coisa.
• b) instrumentos de tortura ou depreciação (1º parágrafo) = meios de aviltamento ou rejeição.
• c) ritmo mecânico e hipnótico (3º parágrafo) = toque automático e insone.
• d) alardeia os infernais decibéis (3º parágrafo) = propaga os pérfidos excessos.
 15 
 BR CONCURSO APOSTILA DIGITAL 
• e) alimentando o círculo vicioso (3º parágrafo) = nutrindo a esfera pecaminosa.
5 - FCC - 2015 - TCM-GO - Auditor Controle Externo 
Pátrio poder 
Pais que vivem em bairros violentos de São Paulo 
chegam a comprometer 20% de sua renda para manter seus 
filhos em escolas privadas. O investimento faz sentido? A 
questão, por envolver múltiplas variáveis, é complexa, mas, se 
fizermos questão de extrair uma resposta simples, ela é 
"provavelmente sim". Uma série de estudos sugere que a 
influência de pais sobre o comportamento dos filhos, ainda que 
não chegue a ser nula, é menor do que a imaginada e se dá por 
vias diferentes das esperadas. Quem primeiro levantou essa 
hipótese foi a psicóloga Judith Harris no final dos anos 90. 
Para Harris, os jovens vêm programados para ser 
socializados não pelos pais, como pregam nossas instituições e 
nossa cultura, mas pelos pares, isto é, pelas outras crianças 
com as quais convivem. Um dos muitos argumentos que ela usa 
para apoiar sua teoria é o fato de que filhos de imigrantes não 
terminam falando com a pronúncia dos genitores, mas sim com 
a dos jovens que os cercam. 
As grandes aglomerações urbanas, porém, introduziram 
um problema. Em nosso ambiente ancestral, formado por 
bandos de no máximo 200 pessoas, o "cantinho" das crianças 
era heterogêneo, reunindo meninos e meninas de várias idades. 
Hoje, com escolas que reúnem centenas de alunos, o(a) 
garoto(a) tende a socializar-se mais com coleguinhas do mesmo 
sexo, idade e interesses. O resultado é formação de nichos com 
a exacerbação de características mais marcantes. Meninas se 
tornam hiperfemininas, e meninos, hiperativos. O mau aluno 
encontra outros maus alunos, que constituirão uma subcultura 
onde rejeitar a escola é percebido como algo positivo. O mesmo 
vale para a violência e drogas. Na outra ponta, podem surgir 
meios que valorizem a leitura e a aplicação nos estudos. 
Nesse modelo, a melhor chance que os pais têm de 
influir é determinando a vizinhança em que seu filho vai viver e 
a escola que frequentará. 
(Adaptado de: SCHWARTSMAN, Hélio. Folha de São Paulo, 
7/12/2014) 
À pergunta O investimento faz sentido? o próprio autor responde: “provavelmente sim”. Essa resposta se justifica, 
porque
• a) as grandes concentrações humanas estimulam características típicas do que já foi nosso ambiente ancestral.
 16 
 BR CONCURSO APOSTILA DIGITAL 
• b) a escola particular, mesmo sendo cara, acaba por desenvolver nos alunos uma subcultura crítica em relação 
ao ensino.
• c) a escola, ao contrário do que se imagina, tem efeitos tão poderosos quanto os que decorrem da convivência
familiar.
• d) as influências dos pares de um educando numa escola pública são menos nocivas do que os exemplos de 
seus pais.
• e) a qualidade do convívio de um estudante com seus colegas de escola é um fator determinante para sua 
formação.
6 - FCC - 2015 - TCM-GO - Auditor Controle Externo
Com a frase O resultado é formação de nichos com a exacerbação de características mais marcantes (3º parágrafo) o 
autor está afirmando que a socialização nas escolas se dá de modo a
• a) criar grupos fortemente tipificados.
• b) dissolver os agrupamentos perniciosos.
• c) promover a competitividade entre os grupos.
• d) estabelecer uma hierarquia no interior dos grupos.
• e) incentivar o desempenho dos alunos mais habilitados.
7 - FCC - 2015 - TCM-GO - Auditor Controle Externo
Considere as seguintes afirmações: 
I. A hipótese levantada pela psicóloga Judith Harris é a de que os estudantes migrantes são menos sensíveis às 
influências dos pais que às de seus professores. 
II. O fato de um mau aluno se deixar atrair pela amizade de outro mau aluno prova que as deficiências da vida familiar 
antecedem e determinam o mau aproveitamento escolar. 
III. Do ponto de vista do desempenho escolar, podem ser positivos ou negativos os traços de afinidade que levam os 
estudantes a se agruparem. 
Em relação ao texto, está correto o que se afirma APENAS em
• a) I e III.
• b) I.
• c) III.
• d) II e III.
• e) I e II.
8 - FGV - 2015 - TJ-BA - Analista Judiciário
 17 
 BR CONCURSO APOSTILA DIGITAL 
Texto 1 – “A história está repleta de erros memoráveis. Muitos foram cometidos por pessoas bem-intencionadas que 
simplesmente tomaram decisões equivocadas e acabaram sendo responsáveis por grandes tragédias. Outros, gerados 
por indivíduos motivados por ganância e poder, resultaram de escolhas egoístas e provocaram catástrofes igualmente 
terríveis.” (As piores decisões da história, Stephen Weir) 
A primeira frase do texto 1, no desenvolvimento desse texto, desempenha o seguinte papel:
• a) aborda o tema de “erros memoráveis”, que são enumerados nos períodos seguintes;
• b) introduz um assunto, que é subdividido no restante do texto;
• c) mostra a causa de algo cujas consequências são indicadas a seguir;
• d) denuncia a história como uma sequência de erros cometidos por razões explicitadas a seguir;
• e) faz uma afirmação que é comprovada pelas exemplificações seguintes.
GABARITO
1 - D 2 - C 3 - B 4 - A 5 - E 6 - A 7 - C 8 - B 
Estruturação dos parágrafos
Esteticamente, o parágrafo se caracteriza como um sutil recuo em relação à margem esquerda da folha, atribuído por 
um conjunto de períodosque representam uma ideia central em consonância com outras secundárias, resultando num
efetivo entrelaçamento e formando um todo coeso. Quanto à extensão, é bom que se diga que não se trata de uma 
receita pronta e acabada, visto que a habilidade do emissor determinará o momento de realizar a transição entre um 
posicionamento e outro, permitindo que o discurso seja compreendido em sua totalidade. 
O parágrafo é organizado em torno de uma ideia núcleo, que é desenvolvida por ideias secundárias. O parágrafo 
pode ser formado por uma ou mais frases, sendo seu tamanho variável. No texto dissertativo-argumentativo, os 
parágrafos devem estar todos relacionados com a tese ou ideia principal do texto, geralmente apresentada na 
introdução.
Embora existam diferentes formas de organização de parágrafos, os textos dissertativo-argumentativos e alguns 
gêneros jornalísticos apresentam uma estrutura-padrão. Essa estrutura consiste em três partes: a ideia núcleo, as 
ideias secundárias (que desenvolvem a ideia núcleo) e a conclusão ( que reafirma a ideia básica). Em parágrafos 
curtos, é raro haver conclusão.
Conheça a estrutura-padrão a seguir, observando sua organização interna.
(ideia núcleo) A poluição que se verifica principalmente nas capitais do país é um problema relevante, para cuja 
solução é necessária uma ação conjunta de toda a sociedade.
(ideia secundária) O governo, por exemplo, deve rever sua legislação de proteção ao meio ambiente, ou fazer valer as
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 BR CONCURSO APOSTILA DIGITAL 
leis em vigor; o empresário pode dar sua contribuição, instalando filtro de controle dos gases e líquidos expelidos, e a 
população, utilizando menos o transporte individual e aderindo aos programas de rodízio de automóveis e caminhões,
como já ocorre em São Paulo.
(conclusão) Medidas que venham a excluir qualquer um desses três setores da sociedade tendem a ser inócuas no 
combate à poluição e apenas onerar as contas públicas.
Observe que a ideia núcleo apresentou palavras-chave ( poluição / solução / ação conjunta / sociedade) que vão 
nortear o restante do parágrafo. O período subsequente – ideia secundária – vai desenvolver o que foi citado 
anteriormente: ação conjunta – do governo, do empresário e da população. O último período retoma as ideias 
anteriores, posicionando-se frente ao tema.
Em suma, note que todo o parágrafo se organiza em torno do primeiro período, que expõe o ponto de vista do autor 
sobre como combater a poluição. O segundo período desenvolve e fundamenta a ideia núcleo, apontando como cada 
um dos setores envolvidos pode contribuir. O último período conclui o parágrafo, reforçando a ideia núcleo.
Outro aspecto que merece especial atenção são os elementos relacionadores, isto é, os conectores ou conetivos. Eles
são responsáveis pela coesão do texto e tornam a leitura mais fluente; visam a estabelecer um encadeamento lógico 
entre as ideias e servem de “elo” entre o parágrafo, ou no interior do período, e o tópico que o antecede. Saber usá-los
com precisão, tanto no interior da frase, quanto ao passar de um enunciado para outro, é uma exigência também para 
a clareza do texto. Sem esses conectores – pronomes relativos, conjunções, advérbios, preposições , palavras 
denotativas – as ideias não fluem, muitas vezes o pensamento não se completa, e o texto torna-se obscuro, sem 
coerência.
Os elementos relacionadores não são, todavia, obrigatórios; geralmente estão presentes a partir do segundo 
parágrafo. No exemplo a seguir, o parágrafo demonstrativo certamente não constitui o 1º parágrafo de uma redação.
Exemplo de um parágrafo e suas divisões
“Nesse contexto, é um grave erro a liberação da maconha. Provocará de imediato violenta elevação do consumo. O 
Estado perderá o precário controle que ainda exerce sobre as drogas psicotrópicas e nossas instituições de recuperação 
de viciados não terão estrutura suficiente para atender à demanda. Enfim, viveremos o caos.” 
(Alberto Corazza, Isto É, com adaptações)
Elemento relacionador : Nesse contexto.
Tópico frasal: é um grave erro a liberação da maconha.
Desenvolvimento: Provocará de imediato violenta elevação do consumo. O Estado perderá o precário controle que 
ainda exerce sobre as drogas psicotrópicas e nossas instituições de recuperação de viciados não terão estrutura 
suficiente para atender à demanda.
Conclusão: Enfim, viveremos o caos.
Marcas de textualidade: coesão, coerência e intertextualidade. 
A coesão textual está relacionada ao encadeamento das ideias dentro de texto e às referências que fazemos. É ideal 
que se siga um fluxo, facilitando a leitura. Quando há a sensação de fluidez, o texto não fica cansativo; afirmamos que 
ele é coeso.
 19 
 BR CONCURSO APOSTILA DIGITAL 
Dispomos de vários mecanismos para conectar e relacionar as partes de um texto. Abaixo, citamos os principais:
1. Coesão referencial
Alcançamos a coesão referencial utilizando expressões que retomam ou antecipam nossas ideias:
onde: indica a noção de "lugar" e pode substituir outras palavras.
São Paulo é uma cidade onde a poluição atinge níveis muito altos. [No caso, "onde" retoma a palavra "cidade".]
 
cujo: pode estabelecer uma relação de posse entre dois substantivos.
Raul Pompeia é um escritor cujas obras lemos com prazer.
 
que: pode substituir (e evitar a repetição de) palavras ou de uma oração inteira.
Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil, o que permitiu aos portugueses ampliarem seu império marítimo.
 
esse(a), isso: podem conectar duas frases, apontando para uma ideia que já foi mencionada no texto.
O presidente de uma ONG tem inúmeras funções a cumprir. Essas responsabilidades, no entanto, podem ser divididas 
com outros membros da diretoria.
 
este(a), isto: podem conectar duas frases, apontando para uma ideia que será mencionada no texto.
O que me fascina em Machado de Assis é isto: sua ironia.
2. Coesão lexical
Permite evitar a repetição de palavras e, também, unir partes de um texto. Pode ser alcançada utilizando-se:
 20 
 BR CONCURSO APOSTILA DIGITAL 
sinônimos: palavras semelhantes que podem ser usadas em diferentes contextos, mas sem alterar o que o texto 
pretende transmitir.
O presidente do Palmeiras, Silvano Eustáquio, afirmou que o time tem todas as condições para ganhar o campeonato. 
Segundo o dirigente, com Miudinho na zaga, o gol palmeirense será impenetrável. Na opinião do cartola, a torcida só 
terá motivos de alegria.
 
hiperônimos: vocábulo de sentido mais genérico em relação a outro.
Lucinha estava na poltrona do cinema, esperando o filme começar, quando, de repente, no assento ao lado, uma idosa 
desmaiou.
 
perífrases: construção mais complexa para caracterizar uma expressão mais simples.
A vigilância policial nos estádios de futebol é sempre necessária, pois as torcidas às vezes agem com violência. Na 
verdade, não é mais possível a realização de qualquer campeonato sem a presença de elementos treinados para 
garantir não só a ordem, mas também proteger a segurança dos cidadãos que desejam acompanhar o jogo em 
tranquilidade.
3. Coesão sequencial
Trata-se de estabelecer relações lógicas entre as ideias do texto. Para tanto, utilizamos os chamados conectivos 
(principalmente preposições e conjunções). Veja os principais:
 
Consequência (ou conclusão): por isso, logo, portanto, pois, de modo que, assim, então, por conseguinte, em vista 
disso.
Ela é muito competente, por isso conseguiu a vaga.
 
Causa: porque, pois, visto que, já que, dado que, como, uma vez que, porquanto, por, por causa de, em vista de, em 
virtude de, devido a, por motivo de, por razões de.
Ela conseguiu a vaga, já que é muito competente.21 
 BR CONCURSO APOSTILA DIGITAL 
Oposição: entretanto, mas, porém, no entanto, todavia, contudo.
Paulo tinha tudo para ganhar a corrida, no entanto, no dia da prova, sofreu um acidente de carro.
 
Condição: se, caso, desde que, contanto que.
Você pode ir brincar na rua, desde que faça todo o dever.
 
Finalidade: para que, a fim de que, com o objetivo de, com o intuito de.
Com o intuito de conseguir a vaga na faculdade, Sílvia estudava oito horas todos os dias.
A coerência textual é o instrumento que o autor vai usar para conseguir encaixar as “peças” do texto e dar um sentido
completo a ele.
Cada palavra tem seu sentido individual, quando elas se relacionam elas montam um outro sentido. O mesmo 
raciocínio vale para as frases, os parágrafos e até os textos. Cada um desses elementos tem um sentido individual e um
tipo de relacionamento com os demais. Caso estas relações sejam feitas da maneira correta, obtemos uma mensagem, 
um conteúdo semântico compreensível.
O texto é escrito com uma intencionalidade, de modo que ele tem uma repercussão sobre o leitor, muitas vezes 
proposital.
Em uma redação, para que a coerência ocorra, as ideias devem se completar. Uma deve ser a continuação da outra. 
Caso não ocorra uma concatenação de ideias entre as frases, elas acabarão por se contradizerem ou por quebrarem 
uma linha de raciocínio. Quando isso acontece, dizemos que houve um quebra de coerência textual.
A coerência é um resultado da não contradição entre as partes do texto e do texto com relação ao mundo. Ela é 
também auxiliada pela coesão textual, isto é, a compreensão de um texto é melhor capturada com o auxílio de 
conectivos, preposições, etc.
Vejamos alguns exemplos de falta de coerência textual:
"No verão passado, quando estivemos na capital do Ceará Fortaleza, não pudemos aproveitar a 
praia, pois o frio era tanto que chegou a nevar"
“Estão derrubando muitas árvores e por isso a floresta consegue sobreviver.”
“Todo mundo viu o mico-leão, mas eu não ouvi o sabiá cantar”
“Todo mundo destrói a natureza menos todo mundo”
 22 
 BR CONCURSO APOSTILA DIGITAL 
“Podemos notar claramente que a falta de recursos para a escola pública é um problema no país. O
governo prometeu e cumpriu: trouxe várias melhorias na educação e fez com que os alunos que 
estavam fora da escola voltassem a frequentá-la. Isso trouxe várias melhoras para o país.”
A falta de coerência em um texto é facilmente detectada por um falante da língua, mas não é tão simples notá-la 
quando é você quem escreve. A coerência é a correspondência entre as ideias do texto de forma lógica.
Quando o entendimento de determinado texto é comprometido, imediatamente alguém pode afirmar que ele está 
incoerente. Na maioria das vezes esta pessoa está certa ao fazer esta afirmação, mas não podemos achar que as 
dificuldades de organização das ideias se resumem à coerência ou a coesão. É certo que elas facilitam bastante esse 
processo, mas não são suficientes para resolver todos os problemas. O que nos resta é nos atualizarmos 
constantemente para podermos ter um maior domínio do processo de produção textual.
Intertextualidade
Intertextualidade acontece quando há uma referência explícita ou implícita de um texto em outro.
Apresenta-se explicitamente quando o autor informa o objeto de sua citação. Num texto científico, por exemplo, o 
autor do texto citado é indicado, já na forma implícita, a indicação é oculta. Por isso é importante para o leitor o 
conhecimento de mundo, um saber prévio, para reconhecer e identificar quando há um diálogo entre os textos. A 
intertextualidade pode ocorrer afirmando as mesmas ideias da obra citada ou contestando-as. Há duas formas: a 
Paráfrase e a Paródia.
Paráfrase
Na paráfrase as palavras são mudadas, porém a ideia do texto é confirmada pelo novo texto, a alusão ocorre para 
atualizar, reafirmar os sentidos ou alguns sentidos do texto citado. É dizer com outras palavras o que já foi dito. Temos 
um exemplo citado por Affonso Romano Sant'Anna em seu livro "Paródia, paráfrase & Cia" (p. 23):
Texto Original
Minha terra tem palmeiras
Onde canta o sabiá,
As aves que aqui gorjeiam
Não gorjeiam como lá.
(Gonçalves Dias, “Canção do exílio”).
Paráfrase
 23 
 BR CONCURSO APOSTILA DIGITAL 
Meus olhos brasileiros se fecham saudosos
Minha boca procura a ‘Canção do Exílio’.
Como era mesmo a ‘Canção do Exílio’?
Eu tão esquecido de minha terra...
Ai terra que tem palmeiras
Onde canta o sabiá!
(Carlos Drummond de Andrade, “Europa, França e Bahia”).
Este texto de Gonçalves Dias, “Canção do Exílio”, é muito utilizado como exemplo de paráfrase e de paródia, aqui o 
poeta Carlos Drummond de Andrade retoma o texto primitivo conservando suas ideias, não há mudança do sentido 
principal do texto que é a saudade da terra natal.
Paródia
A paródia é uma forma de contestar ou ridicularizar outros textos, há uma ruptura com as ideologias impostas e por 
isso é objeto de interesse para os estudiosos da língua e das artes. Ocorre, aqui, um choque de interpretação, a voz do 
texto original é retomada para transformar seu sentido, leva o leitor a uma reflexão crítica de suas verdades 
incontestadas anteriormente, com esse processo há uma indagação sobre os dogmas estabelecidos e uma busca pela 
verdade real, concebida através do raciocínio e da crítica. Os programas humorísticos fazem uso contínuo dessa arte, 
freqüentemente os discursos de políticos são abordados de maneira cômica e contestadora, provocando risos e 
também reflexão a respeito da demagogia praticada pela classe dominante. Com o mesmo texto utilizado 
anteriormente, teremos, agora, uma paródia.
Texto Original
Minha terra tem palmeiras
Onde canta o sabiá,
As aves que aqui gorjeiam
Não gorjeiam como lá.
(Gonçalves Dias, “Canção do exílio”).
Paródia
Minha terra tem palmares 
onde gorjeia o mar
os passarinhos daqui
não cantam como os de lá.
(Oswald de Andrade, “Canto de regresso à pátria”).
 24 
 BR CONCURSO APOSTILA DIGITAL 
O nome Palmares, escrito com letra minúscula, substitui a palavra palmeiras, há um contexto histórico, social e racial 
neste texto, Palmares é o quilombo liderado por Zumbi, foi dizimado em 1695, há uma inversão do sentido do texto 
primitivo que foi substituído pela crítica à escravidão existente no Brasil.
 
Tipos textuais: informativo, publicitário, propagandístico, normativo, didático e divinatório; características específicas 
de cada tipo. Textos literários e não literários. 
O texto informativo tem como função informar e ensinar. Visa transmitir conhecimentos e esclarecer dúvidas sobre um 
tema específico. São utilizados textos informativos em jornais, revistas, livros didáticos, enciclopédias, sites e artigos 
científicos, entre outros.
Características do texto informativo
O texto informativo:
É escrito em prosa, sendo utilizada a 3.ª pessoa do discurso.
Fornece informações verdadeiras e objetivas sobre um determinado tema.
Utiliza o sentido denotativo da linguagem, para informar o receptor da mensagem de forma clara e direta.
Não utiliza figuras de linguagem nem o sentido conotativo das palavras, de modo a evitar ambiguidade e diversidade 
de interpretações.
Não expressa opiniões pessoais nem reflete possíveis indagações do autor.
Assume um caráter prático e utilitário.
Apresenta citações, fontes, dados e pesquisas, de forma a provar a sua credibilidade.
Compreensão de textos informativos
Existem diversas estratégias de leitura de textos informativos, de modo a bem reter e compreender a maiorquantidade de informação possível.
Diversos autores defendem a necessidade de várias leituras, afirmando que apenas uma leitura nunca é suficiente. Nas 
diversas leituras, é importante:
identificar a ideia principal do texto;
identificar as ideias secundárias do texto;
identificar detalhes e curiosidades;
interpretar informação proveniente de diagramas, ilustrações, tabelas,...;
tomar notas, sublinhar conteúdos, realizar esquemas,...
Em alguns casos, é também essencial que antes da leitura se faça uma reflexão ou uma discussão sobre o tema, para 
averiguar os conhecimentos prévios existentes.
Estrutura do texto informativo
Embora alguns textos informativos apresentem uma estrutura de introdução, desenvolvimento e conclusão, nesse tipo 
de texto o conteúdo sobrepõe-se à forma.
Sendo a transmissão de conhecimentos sobre um tema o mais importante, o texto informativo pode apresentar 
diversas estruturas, de modo a melhor abordar o tema. Diversos textos informativos recorrem a imagens, ilustrações, 
esquemas, diagramas, tabelas e gráficos para complementar a informação e estruturar o conteúdo.
Publicitário propagandístico
Os textos publicitários são aqueles que têm o objetivo de anunciar alguma coisa, fazer com que uma informação 
torne-se pública, desde uma campanha de vacinação até os anúncios de produtos e/ou prestação de serviços. 
Podemos encontrar os textos publicitários circulando em diversos suportes de comunicação, como os midiáticos 
(televisão, internet e rádio) e jornalísticos (jornais, revistas), e espalhados pelas vias urbanas (outdoors, pontos de 
 25 
 BR CONCURSO APOSTILA DIGITAL 
ônibus, postes de iluminação pública etc.).
Linguagem
Podemos dizer que a linguagem, sobretudo no que se refere à sua função e ao tipo, é a característica mais relevante 
dos textos publicitários, já que se trata do principal recurso que o autor da peça (texto) publicitária tem para que os 
efeitos de sentido gerados sejam aqueles desejados pelo autor para alcançar os leitores.
Quanto à função da linguagem dos textos publicitários, ela pode ser abordada de várias formas: linguagem referencial 
(quando o texto tem o objetivo de divulgar uma informação real), linguagem emotiva (quando o texto pretende 
alcançar seu objetivo por meio da emotividade dos leitores) e linguagem apelativa ou conativa (quando o texto tem o 
objetivo de convencer alguém a fazer ou comprar alguma coisa, é conhecida como retórica).
Com relação ao tipo de linguagem, os textos publicitários podem ser criados a partir das linguagens verbal (oral ou 
escrita), não verbal (imagens, fotografias, desenhos) e mista (verbal e não verbal).
É relevante ressaltarmos também que a linguagem dos textos publicitários é pensada no sentido de atingir um grande 
número de interlocutores, ou seja, as massas, e, por essa razão, deve ser de fácil compreensão, objetiva, simples e 
acessível a interlocutores de todos as classes e faixas etárias.
Criatividade
De maneira geral, para conseguir causar efeitos de sentido e seduzir, chamar a atenção dos interlocutores, os autores 
das peças publicitárias fazem trocadilhos e trabalham as linguagens verbal e não verbal de maneira criativa.
Objetividade
Geralmente, os textos publicitários têm extensão bem reduzida, já que circulam em suportes cujo espaço também é 
reduzido e o valor de cada anúncio depende de seu tamanho. A seção dos classificados de jornal, que é um exemplo 
de texto publicitário, é um bom exemplar para que possamos observar essa característica. Outro exemplo que ilustra a 
objetividade dos textos publicitários é a criação de slogan (uma frase curta e de fácil memorização) ou manchetes, os 
quais resumem em um único enunciado as informações e os objetivos do texto.
Exemplos de slogan:
Cheetos, é impossível comer um só. (Elma Chips)
Vem pra Caixa você também. Vem! (Caixa Econômica Federal)
A rádio que toca notícias, só notícias. (Rádio CBN)
Publicidade e o público
Em virtude de seu caráter persuasivo e pelo fato de alcançar as grandes massas, o texto publicitário exerce grande 
influência e poder sobre o público. Esse texto promove o compartilhamento de ideias, produtos e serviços e, de certa 
forma, orientações ideológicas.
Devido ao seu papel importante na nossa cultura, existe uma autorregulamentação para a divulgação/publicação de 
textos publicitários, a qual define limites de atuação e aprovação (ou não) quanto à veiculação de alguns anúncios. 
Essa autorregulamentação é necessária porque, conforme o Código de Defesa do Consumidor (CDC), os textos 
publicitários respondem pela qualidade dos produtos e serviços que estão sendo oferecidos, portanto, não devem 
realizar propaganda enganosa, que é crime.
Ainda de acordo com o CDC, propaganda enganosa significa qualquer modalidade de informação falsa, capaz de 
 26 
 BR CONCURSO APOSTILA DIGITAL 
induzir o consumidor ao erro no que diz respeito à natureza, característica, qualidade, quantidade, propriedades, 
origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.
Estrutura do texto publicitário
O texto publicitário é composto, muitas vezes, por imagem, título, texto, assinatura e slogan. A assinatura é o nome do 
produto/serviço e do anunciante. Slogan, como já dissemos, é um enunciado conciso e de fácil associação ao produto 
e lembrança do leitor. O título/headline é um enunciado breve com o objetivo de captar a atenção do leitor, incitando 
sua curiosidade. O texto deve incitar no consumidor o interesse, o desejo por aquilo que está sendo 
oferecido/anunciado.
A extensão do texto publicitário depende da intencionalidade discursiva do autor/anunciante e do espaço 
disponível/sugerido pelo suporte de circulação no qual o texto será veiculado: jornal, revista, outdoors, jingles em 
rádio (aliado à musicalidade), redes sociais, sites etc.
Vertentes do texto publicitário
Existem duas vertentes filosóficas do texto publicitário, ambas com origens filosóficas: a apolínea e a dionisíaca.
Apolínea
A vertente apolínea visa ao desenvolvimento de textos que remetem à individualização, ou seja, descrevendo e/ou 
narrando, como ocorre com as artes plásticas, fotografia e narração de histórias.
Dionísica
A vertente dionisíaca busca despertar sentimentos diversos em seus leitores/interlocutores para que assim possa criar 
empatia, contradição, terror, carinho etc. Geralmente, para causar esses efeitos, a música, a dramatização e a 
expressividade corporal são utilizadas."
Normativo
Normativo = que estabelece regras ou normas.
Texto normativo é aquele que integra um conjunto de regras, normas e preceitos. Destina-se a reger o funcionamento 
de um grupo ou de uma determinada atividade. 
Exemplos de textos normativos e legais: Constituição da República Federativa do Brasil, Estatuto da Criança e do 
adolescente (ECA), Código Nacional de Trânsito, etc...
Os textos normativos e legais devem ser claros, de modo a não causar problemas de compreensão para o público a 
quem ele se destina. Deve ser objetivo, ou seja, deve concentrar-se na regulamentação do que está em questão, ou 
seja, um texto normativo voltado ao aluguel de um
espaço não pode legislar sobre as regras de convivência em uma escola.
Além disso, a linguagem do texto normativo deve ser simples, já que o objetivo de textos assim é estabelecer normas 
de conduta nos diversos campos da vida social, procurando evitar – ao máximo – a possibilidade de interpretações 
variadas quanto ao que o texto estabelece.
Os textos normativos e legais apresentam estruturas variadas, isto é, têm formas diferentes de organização. Eles 
podem ser organizados em artigos, capítulos e seções.
 27 
 BR CONCURSO APOSTILADIGITAL 
Ainda como exemplo bastante claro de um texto normativo, há o contrato de prestação de
serviços, Nele, você encontra todas as informações sobre o serviço, divididas por apresentação,
considerações de deveres e direitos, informações de pagamento e conclusão com as assinaturas das
partes envolvidas.
Outro exemplo mais elaborado é o Diário Oficial, que traz informações documentais e oficiais, divididas em parágrafos,
seções e artigos, entre outros adendos. 
Didático
O texto didático é um gênero textual com objetivos pedagógicos. É disposto de maneira que todos os leitores tenham 
a mesma conclusão. Por este motivo, é considerado um texto utilitário.
A construção de um texto didático é feita de maneira conceitual, primando pela necessidade do interlocutor de 
compreender o assunto exposto com base.
Esse é o tipo de texto utilizado em livros didáticos, por exemplo, artigos científicos e programas de educação.
Características do texto didático
Objetividade
Impessoalidade
Linguagem acessível ao nível de conhecimento do leitor
Abordagem que permite uma única e específica interpretação
Frequentemente usado em programas de ensino-aprendizagem
Adaptação dos sentidos para a mais clara compreensão da mensagem
Coesão
Na forma de apresentação das informações, o texto didático considera os conhecimentos prévios ou não do 
interlocutor.
Ou seja, quando o interlocutor não tem conhecimentos prévios sobre o assunto, o tema é apresentado e destrinchado 
de acordo com o nível de entendimento.
O mesmo ocorre quando já há algum tipo de conhecimento prévio. Nesse caso, a mensagem é adaptada ao nível das 
informações adquiridas previamente pelo leitor.
É preciso ter em mente que um texto didático não é figurativo e, por este motivo, os termos são empregados de 
maneira exata.
Exemplos de texto didático
Água
A água é um recurso natural abundante, porém finito. Isto quer dizer que pode acabar se não for bem cuidada e, por 
isso, devemos utilizá-la com responsabilidade. Nem toda a água do planeta pode ser usada para consumo humano. 
Somente 2% está disponível para este fim.
Segundo a ONU (Organização Mundial das Nações), o consumo da água aumentou muito no século XXI. Sem 
alternativa para aumentar a oferta de água disponível ao consumo, a melhor maneira de oferecer o recurso a todos é 
poupar.
Hoje, o Brasil detém 15% da água doce do Planeta. Entre as principais fontes de água potável no País está o Aquífero 
Guarani, que ocupa dois terços de todo o território nacional, dividido entre os estados de Goiás, Minas Gerais, Mato 
Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Saúde no Brasil
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A saúde é direito de todos e dever do Estado. É com base nesse princípio constitucional que foi elaborado o SUS 
(Sistema Único de Saúde), o programa federal brasileiro que concentra a prevenção, atenção e tratamento à saúde do 
brasileiro.
O programa é considerado um dos mais sofisticados do mundo em termos de garantia dos direitos do cidadão, 
contudo é penalizado pela administração deficitária, má distribuição de recursos e desvio das verbas que deveriam ser 
direcionadas ao programa.
Divinatório
Um texto divinatório tem a função de prever algo, sendo um bom exemplo os textos de horóscopo ou previsão de 
tempo.
A construção de um texto divinatório é feita de maneira conceitual, primando pela necessidade do interlocutor de 
compreender a previsão feita no texto.
Texto literário e não literário 
Partindo do conceito de texto como sendo um conjunto de palavras que formam um sentido relacionado a um 
contexto, podemos dividir os textos em dois grandes grupos: os textos literários e os textos não literários. 
Por que fazemos essa distinção? Para estudar os tipos de textos existentes em nossa sociedade, é importante 
compreender como podemos usá-los a fim de tornar nossa comunicação mais clara e aproveitarmos melhor a 
variedade de textos que temos a nosso dispor. 
Para isso, foi feita a distribuição dos textos por esses dois grupos. Isso equivale a dizer que a maioria dos textos que 
existem podem ser colocados em um desses grupos. 
Os textos literários são aqueles que possuem função estética, destinam-se ao entretenimento, ao belo, à arte, à ficção.
 
Já os não literários são os textos com função utilitária, pois servem para informar, convencer, explicar, ordenar. 
Observe os exemplos a seguir:
Textos literários e textos não literários 
(Texto 1) Descuidar do lixo é sujeira
Diariamente, duas horas antes da chegada do caminhão da prefeitura, a gerência de uma das filiais do McDonald’s 
deposita na calçada dezenas de sacos plásticos recheados de papelão, isopor, restos de sanduíches. Isso acaba 
propiciando um lamentável banquete de mendigos. Dezenas deles vão ali revirar o material e acabam deixando os 
restos espalhados pelo calçadão. (Veja São Paulo, 23-29/12/92)
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O primeiro texto – "Descuidar do lixo é sujeira" – se propõe a dar uma informação sobre o lixo despejado nas calçadas,
bem como o que acontece com ele antes de o caminhão do lixo passar para recolhê-lo. É um texto informativo e, 
portanto, não literário. 
O texto não literário apresenta linguagem objetiva, clara, concisa, e pretende informar o leitor de determinado assunto.
Para isso, quanto mais simples for o vocabulário e mais objetiva for a informação, mais fácil se dará a compreensão do 
conteúdo: foco do texto não literário. 
São exemplos de textos não literários: as notícias, os artigos jornalísticos, os textos didáticos, os verbetes de 
dicionários e enciclopédias, as propagandas publicitárias, os textos científicos, as receitas culinárias, os manuais, etc.
(Texto 2) O bicho 
Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos. 
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem. 
(Manuel Bandeira. Em Seleta em prosa e verso. Rio de Janeiro: J. Olympio/MEC, 1971, p.145)
O segundo texto – “O bicho” – é um poema. Sabemos disso principalmente por sua forma. O poema é construído em 
versos e estrofes e apresenta uma linguagem carregada de significados, ao que chamamos de plurissignificação. Cada 
palavra pode apresentar um sentido diferente daquele que lhe é comum. 
No texto literário, a expressividade é o mais importante. O conteúdo, nesse caso, fica em segundo plano. O 
vocabulário bem selecionado transmite sensibilidade ao leitor. O texto é rico de simbologia e de beleza artística. 
Podemos citar como exemplos de textos literários o conto, o poema, o romance, peças de teatro, novelas e crônicas.
Análise dos Textos
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Os dois textos apresentam temática semelhante: pessoas que reviram o lixo em busca de comida. No entanto, o 
primeiro texto procura ressaltar o transtorno que causam os mendigos por deixarem o lixo esparramado pelo chão. 
A notícia procura denunciar dois fatos: o restaurante que deixa seu lixo na calçada com antecedência de duas horas, e 
a sujeira espalhada nas calçadas pelos mendigos que reviram o lixo. 
A única palavra nesse texto que pode denotar algum tipo de sentimentalismo do autor é “lamentável”. No entanto, ela 
perde sua carga significativa ao acompanhar a palavra “banquete”, revelando que o autor da notícia, na verdade, não 
está preocupado com as pessoas que se alimentam do lixo, mas com a sujeira causada pelo tal banquete. 
O título do texto também nos faz pensar: “Descuidar do lixo é sujeira”. Sujeira, no sentido de os mendigos deixaremtudo espalhado pela calçada, dificultando a limpeza das ruas; sujeira, no sentido de não ser uma atitude correta a falta 
de preocupação com o tempo que o lixo ficará na rua à espera do caminhão que irá recolhê-lo. De qualquer forma, o 
autor só demonstra preocupação com o lixo e a sujeira e não com a fome dos mendigos. 
Já o segundo texto apresenta preocupação com a forma: é um poema. A escolha das palavras e o suspense que causa 
no leitor levam a uma progressão de sentido que culmina com a revelação de que o bicho é um homem. O poema 
retrata a condição degradante a que um homem pode chegar quando atinge o ápice da miséria. 
O poeta mostra sua indignação com o fato de um homem se assemelhar a um bicho por buscar comida no lixo. 
Compara-o aos animais que têm por hábito revirar latas de lixo: cachorro, gato e rato. No último verso, declara sua 
inconformidade com o vocativo “meu Deus”, demonstrando sua emoção com a revelação de que o bicho era um 
homem, ou seja, o poeta não admite que um homem possa se comportar como um bicho. 
Ao lermos o poema, a carga emotiva das palavras escolhidas pelo poeta é transmitida para nós. Aí está a diferença 
fundamental entre um texto literário e um texto não literário: a expressividade.
Responda
Sobre a linguagem não literária é correto afirmar, exceto:
a) É utilizada, sobretudo, em textos cujo caráter seja essencialmente informativo.
b) Sua principal característica é a objetividade.
c) Utiliza recursos como a conotação para conferir às palavras sentidos mais amplos do que elas realmente possuem.
d) Utiliza a linguagem denotativa para expressar o real significado das palavras, sem metáforas ou preocupações 
artísticas.
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Resposta: Letra C. Na linguagem não literária não há espaço para a linguagem figurada presente em metáforas, pois 
sua principal função é transmitir uma mensagem de maneira objetiva.
SOBRE A ORIGEM DA POESIA 
A origem da poesia se confunde com a origem da própria linguagem. 
Talvez fizesse mais sentido perguntar quando a linguagem verbal deixou de ser poesia. Ou: qual a origem do discurso 
não poético, já que, restituindo laços mais íntimos entre os signos e as coisas por eles designadas, a poesia aponta 
para um uso muito primário da linguagem, que parece anterior ao perfil de sua ocorrência nas conversas, nos jornais, 
nas aulas, conferências, discussões, discursos, ensaios ou telefonemas [...] 
No seu estado de língua, no dicionário, as palavras intermedeiam nossa relação com as coisas, impedindo nosso 
contato direto com elas. A linguagem poética inverte essa relação, pois, vindo a se tornar, ela em si, coisa, oferece uma
via de acesso sensível mais direto entre nós e o mundo [...] 
Já perdemos a inocência de uma linguagem plena assim. As palavras se desapegaram das coisas, assim como os olhos 
se desapegaram dos ouvidos, ou como a criação se dasapegou da vida. Mas temos esses pequenos oásis – os poemas 
– contaminando o deserto de referencialidade.
ARNALDO ANTUNES
A comparação entre a poesia e outros usos da linguagem põe em destaque a seguinte característica do discurso 
poético:
a) revela-se como expressão subjetiva
b) manifesta-se na referência ao tempo
c) afasta-se das praticidades cotidianas
d) conjuga-se com necessidades concretas
Resposta: Letra C. A poesia não tem compromisso com a objetividade, seu compromisso é com a poesia e com uma 
linguagem que nos afasta da realidade cotidiana.
 
Tipologia da frase portuguesa. Estrutura da frase portuguesa: operações de deslocamento, substituição, 
modificação e correção. Problemas estruturais das frases. Norma culta. Organização sintática das frases: 
termos e orações. Ordem direta e inversa. Tipos de discurso. 
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Frase é todo enunciado de sentido completo, podendo ser formada por uma só palavra ou por várias, podendo ter 
verbos ou não. A frase exprime, através da fala ou da escrita:
ideias emoções ordens apelos
 A frase se define pelo seu propósito comunicativo, ou seja, pela sua capacidade de, num intercâmbio linguístico, 
transmitir um conteúdo satisfatório para a situação em que é utilizada.
Exemplos:
O Brasil possui um grande potencial turístico.
Espantoso!
Não vá embora.
Silêncio!
O telefone está tocando.
Observação: a frase que não possui verbo denomina-se Frase Nominal.
Na língua falada, a frase é caracterizada pela entoação, que indica nitidamente seu início e seu fim. A entoação pode 
vir acompanhada por gestos, expressões do rosto, do olhar, além de ser complementada pela situação em que o 
falante se encontra. Esses fatos contribuem para que frequentemente surjam frases muito simples, formadas por 
apenas uma palavra. Observe:
Rua!
Ai!
Essas palavras, dotadas de entoação própria, e acompanhadas de gestos peculiares, são suficientes para satisfazer suas
necessidades expressivas.
Na língua escrita, a entoação é representada pelos sinais de pontuação, os quais procuram sugerir a melodia frasal. 
Desaparecendo a situação viva, o contexto é fornecido pelo próprio texto, o que acaba tornando necessário que as 
frases escritas sejam linguisticamente mais completas. Essa maior complexidade linguística leva a frase a obedecer as 
regras gerais da língua. Portanto, a organização e a ordenação dos elementos formadores da frase devem seguir os 
padrões da língua. Por isso é que:
As meninas estavam alegres.
constitui uma frase, enquanto:
Alegres meninas estavam as.
não é considerada uma frase da língua portuguesa.
Estrutura da Frase
As frases que possuem verbo são geralmente estruturadas a partir de dois elementos essenciais: sujeito e predicado. 
Isso não significa, no entanto, que tais frases devam ser formadas, no mínimo, por dois vocábulos. Na frase "Saímos", 
por exemplo, há um sujeito implícito na terminação do verbo: nós.
O sujeito é o termo da frase que concorda com o verbo em número e pessoa. É normalmente o "ser de quem se 
declara algo", "o tema do que se vai comunicar".
O predicado é a parte da frase que contém "a informação nova para o ouvinte". Normalmente, ele se refere ao sujeito,
constituindo a declaração do que se atribui ao sujeito. É sempre muito importante analisar qual é o núcleo significativo
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da declaração: se o núcleo da declaração estiver no verbo, teremos um predicado verbal(ocorre nas frases verbais); se 
o núcleo da declaração estiver em algum nome, teremos um predicado nominal(ocorre nas frases nominais que 
possuem verbo de ligação).
Observe:
O amor é eterno.
O tema, o ser de quem se declara algo, o sujeito, é "O amor". A declaração referente a "o amor", ou seja, o predicado, 
é "é eterno". É um predicado nominal, pois seu núcleo significativo é o nome "eterno". Já na frase:
Os rapazes jogam futebol.
O sujeito é "Os rapazes", que identificamos por ser o termo que concorda em número e pessoa com o verbo"jogam". 
O predicado é "jogam futebol", cujo núcleo significativo é o verbo "jogam". Temos, assim, um predicado verbal.
Oração
Uma frase verbal pode ser também uma oração. Para isso é necessário:
- que o enunciado tenha sentido completo;
- que o enunciado tenha verbo (ou locução verbal).
Por Exemplo:
Camila terminou a leitura do livro.
Período
Período é a frase constituída de uma ou mais orações, formando um todo, com sentido completo. O período pode 
ser simples ou composto.
Período Simples: é aquele constituído por apenas uma oração, que recebe o nome de oração absoluta.
Exemplos:
O amor é eterno.
As plantas necessitam de cuidados especiais.
Quero aquelas rosas.
O tempo é o melhor remédio.
Período Composto: é aquele constituído

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