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Aula 25 – Revolução Russa 
 
 
 
 
 
81 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 
 
Questão 01 
Os operários das fábricas e das usinas, assim como as tropas 
rebeldes, devem escolher sem demora seus representantes ao 
governo revolucionário provisório, que deve ser constituído sob a 
guarda do povo revolucionário amotinado e do exército. 
(Manifesto de 27 de fevereiro de 1917, In: FERRO, Marc. A Revolução Russa de 
1917, 1974.) 
 
O manifesto, lançado em meio às tensões de 1917 na Rússia, 
revela a posição dos 
a) czaristas, que buscavam organizar a luta pela retomada do 
poder. 
b) bolcheviques, que chamavam os operários a se mobilizarem nos 
sovietes. 
c) social-democratas, que pretendiam controlar o governo provisório. 
d) mencheviques, que defendiam o caráter democrático do novo 
governo. 
e) militares, que tentavam controlar a revolta popular. 
 
Questão 02 
A Revolução Russa, ocorrida em 1917, deixou o mundo abalado. 
Pela primeira vez, tentava-se estabelecer um tipo de governo no 
qual os trabalhadores teriam participação ativa. Os líderes do novo 
Estado tinham plena convicção de que estava nascendo a 
sociedade socialista, em que as diferenças entre as classes sociais 
deveriam desaparecer. Era o aparecimento de um novo modo de 
organizar a produção, que substituiria o capitalismo. 
Adaptado de: PEDRO, Antonio. História do Mundo Ocidental. São Paulo, 2005. 
p.379 
 
Assinale a alternativa correta. 
a) Quando os operários das fábricas e das fazendas da Rússia se 
mobilizaram para tomar o pode não encontraram resistência por 
parte do grupo que estava no poder. 
b) Após a Revolução Russa, o Estado desapareceu juntamente 
com o fim das classes sociais e os operários passaram a ser os 
donos das fábricas. 
c) A Revolução Russa causou uma Guerra Mundial envolvendo de 
um lado os países capitalistas e de outro lado, os socialistas. 
d) O sistema descrito no texto acima, baseou-se na teoria do 
filosofo Karl Marx que tinha como uma de suas características a 
propriedade coletiva dos bens de produção. 
e) O exemplo da Revolução Russa espalhou-se fazendo com que o 
sistema capitalista desaparecesse do mundo no século XX, dando 
lugar ao sistema comunista. 
 
Questão 03 
Interprete as imagens a seguir. 
 
Essas imagens apresentam um dos recursos utilizados pelo 
stalinismo para a anulação dos "inimigos" do regime soviético. 
A respeito do stalinismo na União Soviética, marque a alternativa 
correta. 
a) Stálin empreendeu um governo autoritário, com características 
totalitárias, espalhando o terror, massacrando grupos considerados 
oposicionistas, cujas práticas foram denunciadas e apuradas após 
sua morte, o que desencadeou uma grande crise do socialismo 
real e do marxismo ocidental. 
b) No plano econômico, foram estabelecidos os chamados Planos 
Quinquenais, responsáveis pela implementação da reforma agrária 
com distribuição de pequenas propriedades aos camponeses e 
incentivo ao consumo de bens domésticos que promoveu a 
melhoria do padrão de vida dos trabalhadores em relação ao 
mundo capitalista. 
c) A segunda fotografia, ao retirar a figura de Trotsky, demonstra a 
tentativa de eliminar não só a presença deste líder dos documentos 
oficiais, mas a sua própria memória em relação à Revolução 
Russa, quando defendia que a revolução socialista deveria ser 
limitada ao território russo para depois estendê-la a outros países, 
na chamada política do socialismo em um só país. 
d) A imagem de Stálin como o grande líder da revolução pode ser 
atestada pela sua postura diante dos trabalhadores na foto e pela 
técnica de adulteração de fotografias que retirou Trotsky da 
segunda imagem. Estas iniciativas foram também implementadas 
nos programas radiofônicos e na produção de filmes pelo governo 
de Stálin, a fim de justificar as suas medidas impopulares no 
chamado "comunismo de guerra". 
 
Questão 04 
Em 1921, o problema nacional central era o da recuperação 
econômica - o índice de desespero do país é eloquente: naquele 
ano, 36 milhões de pessoas não tinham o que comer. Nas novas e 
ruinosas condições da paz, o "comunismo de guerra" revelava-se 
insuficiente: era preciso estimular mais efetivamente os 
mecanismos econômicos da sociedade. Assim, ainda em 1921, no 
X Congresso do Partido, Lenin propõe um plano econômico de 
emergência: a Nova Política Econômica. 
NETO, J. P. "O que é Stalinismo". São Paulo: Brasiliense, 1981. 
 
Sobre a chamada Nova Política Econômica é correto afirmar que 
a) ela reintroduziu práticas de exploração econômica anteriores à 
Revolução Russa de 1917 que se traduziram num abandono 
temporário de todas as transformações socialistas já feitas e um 
retorno ao capitalismo. 
b) ela consistiu na manutenção de elementos econômicos 
socialistas, na organização da economia (como o planejamento) e 
na permissão para o estabelecimento de elementos capitalistas por 
meio da livre iniciativa em certos setores. 
c) ela significou fundamentalmente uma reforma agrária radical que 
promoveu a coletivização forçada das propriedades agrárias e a 
construção de fazendas coletiva, os Kolkhozes. 
d) seu resultado foi catastrófico, mesmo permitindo a volta 
controlada de relações capitalistas na economia, já que ela ampliou 
ainda mais o nível de desemprego e produziu fome em grande 
escala. 
e) ela significou, com a abertura para o capitalismo, um aumento 
substancial da produção industrial, mas, ao mesmo tempo, por ter 
retirado todos os incentivos anteriormente concedidos à produção 
agrícola, foi a razão da ruína do campo. 
 
Questão 05 
O retorno a uma semi-economia de mercado provocou o 
reaparecimento da moeda e, durante o ano de 1921, renasceu o 
mercado propriamente dito. A desnacionalização de empresas 
 
 
 
 
 82 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
CURSO ANUAL DE HISTÓRIA GERAL – Prof. Monteiro Jr. 
começou respectivamente pelo pequeno e grande comércio, 
atingindo, mais tarde, a indústria leve. As cooperativas foram 
devolvidas aos seus antigos acionistas e, no final do ano, 
permaneciam nas mãos do Estado apenas os setores 
economicamente estratégicos, o crédito e a indústria pesada. 
(Martin Malia. Entender a Revolução Russa.) 
 
O trecho apresentado refere-se a um momento da Revolução 
Russa, no qual 
a) o Estado soviético implementa a Nova Política Econômica, 
procurando superar as dificuldades econômicas e sociais advindas 
do Comunismo de Guerra. 
b) o partido bolchevista promove um processo de abertura política, 
instaurando um regime político democrático e pluripartidário. 
c) o governo leninista, enfraquecido pela guerra civil, é obrigado a 
fazer concessões à tradicional nobreza czarista. 
d) o Estado soviético aplica uma política de planificação econômica 
e de coletivização de terras denominada de Planos Quinquenais. 
e) o conflito entre facções dentro do Estado resulta na oposição do 
partido bolchevista ao ideário socialista. 
 
Questão 06 
 
 
http://www.apaginavermelha.hpg.ig.com.br 
 
Camaradas, a vida de nosso bem-amado Stalin pertence ao povo 
inteiro. Stalin é nosso guia, nosso sol. Morte a todos os restos do 
bando fascista. 
Sokorine, militante do Partido Comunista da URSS, 1936. 
Apud FERREIRA, Jorge. O socialismo soviético. In: REIS, Daniel Aarão Filho (org.) 
O século XX: o tempo das crises . Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000. 
 
O terror e a propaganda foram dois lados complementares do 
regime stalinista. Contudo, muitos historiadores afirmam que eles 
não são suficientes para explicar o grau de aprovação conseguido 
por este regime tanto dentro como fora da União Soviética. 
O apoio político dado a Stalin dentro da URSS também é explicado 
pela: 
a) eclosão da segunda revolução russa, que modificou as bases 
ideológicas do bolchevismo e excluiu lideranças como a de Trotski. 
b) manipulação estatal do nacionalismo, que possibilitou amobilização popular e revitalizou o caráter messiânico da cultura 
russa. 
c) entrada de capitais estrangeiros após a Segunda Guerra 
Mundial, que facilitou a retomada da industrialização e permitiu a 
diminuição do desemprego. 
d) introdução da Nova Política Econômica, que permitiu a 
manutenção da pequena propriedade privada e assegurou a 
permanência da aliança operário-camponesa. 
 
Questão 07 
"Levantou-se, então, um trabalhador, de aspecto rude, terrivelmente 
indignado, furibundo: - Falo em nome dos proletários de Petrogrado, 
disse brutalmente - Somos pela insurreição. Vocês façam o que o que 
bem entenderem. Mas eu os previno: se deixarem que os Sovietes 
sejam destruídos, vocês morrerão para nós." 
(John Reed) 
 
O texto anterior relaciona-se com: 
a) a atuação dos conselhos de representantes de trabalhadores, 
soldados e camponeses, na Revolução Russa de outubro de 1917. 
b) a resistência dos comunistas, integrantes do Congresso dos 
Sovietes da União, à eleição de Boris Yeltsin como presidente da 
URSS. 
c) a organização do Exército Vermelho por Stálin, durante a 
Revolução Russa de fevereiro de 1917. 
d) ao golpe político implementado por membros do Soviete 
Supremo, em agosto de 1991, contra as reformas de Michail 
Gorbatchev. 
e) a resistência do proletariado e militares ao programa intitulado 
Nova Política Econômica, defendida e posta em prática por Lenin. 
 
Questão 08 
A Revolução Russa, que iniciou o processo de construção do 
socialismo na antiga URSS, teve o seu desfecho, em 1917, 
marcado por dois momentos. O primeiro, em fevereiro, quando os 
mencheviques organizaram o governo provisório e o segundo, em 
outubro, quando os bolcheviques assumiram a condução da 
revolução e a tornaram vitoriosa. 
A respeito dos mencheviques e bolcheviques, afirma-se: 
I) Os mencheviques defendiam a construção do socialismo por 
meio de alianças com os burgueses ligados ao grande capital. 
II) Os bolcheviques consideravam o capitalismo consolidado na 
Rússia e pretendiam a mobilização das massas em direção ao 
socialismo, sem quaisquer alianças com os setores burgueses. 
III) Mencheviques e bolcheviques eram denominações decorrentes 
da origem geográfica dos revolucionários: os mencheviques tinham 
sua origem social nos núcleos urbanos e os bolcheviques estavam 
ligados a bases rurais. 
Com relação a estas afirmativas, conclui-se que: 
a) Apenas a I e a II são corretas. 
b) Apenas a I e a III são corretas. 
c) Apenas a II e a III são corretas. 
d) Apenas a II é correta. 
e) Apenas a III é correta. 
 
Questão 09 
Há controvérsias entre historiadores sobre o caráter das duas 
grandes revoluções do mundo contemporâneo, a Francesa de 
1789 e a Russa de 1917; no entanto, existe consenso sobre o fato 
de que ambas 
a) fracassaram, uma vez que, depois de Napoleão, a França voltou 
ao feudalismo com os Bourbons e a União Soviética, depois de 
Gorbatchev, ao capitalismo. 
b) geraram resultados diferentes as intenções revolucionárias, pois 
tanto a burguesia francesa quanto a russa eram contrárias a todo 
tipo de governo autoritário. 
Aula 25 – Revolução Russa 
 
 
 
 
 
83 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
 
c) puseram em prática os ideais que as inspiraram, de liberdade e 
igualdade e de abolição das classes e do Estado. 
d) efetivaram mudanças profundas que resultaram na superação 
do capitalismo na França e do feudalismo na Rússia. 
e) foram marcos políticos e ideológicos, inspirando, a primeira, as 
revoluções até 1917, e a segunda, os movimentos socialistas até a 
década de 1970. 
 
Questão 10 
A Revolução russa de 1917 estabeleceu uma nova ordem política, 
econômica e social. Para o triunfo da revolução contribuíra: 
a) a existência na Rússia de uma única classe social formada pelos 
camponeses. 
b) a incompetência do governo czarista, associada ao despotismo 
da aristocracia e à extrema miséria dos camponeses e das classes 
operárias. 
c) a distribuição de terras aos camponeses. 
d) a nacionalização dos meios de produção, promovida no governo 
de Nicolau II. 
e) a indiferença da Igreja Ortodoxa Russa. 
 
Questão 11 
A Revolução Socialista na Rússia, em 1917, foi um dos 
acontecimentos mais significativos do século XX, uma vez que 
colocou em xeque a ordem socioeconômica capitalista. Sobre o 
desencadeamento do processo revolucionário, é correto afirmar 
que: 
a) os mencheviques tiveram um papel fundamental no processo 
revolucionário por defenderem a implantação ditadura do 
proletariado. 
b) os bolcheviques representavam a ala mais conservadora dos 
socialistas, sendo derrotados, pelos mencheviques, nas jornadas 
de outubro. 
c) foi realimentado pela participação da Rússia na Primeira Guerra 
Mundial, o que desencadeou uma série de greves e revoltas 
populares em razão da crise de abastecimento de alimentos. 
d) foi liderada por Stalin, a partir de outubro, que estabeleceu a 
tese da necessidade da revolução em um só país, em oposição a 
Trotsky, líder do exército vermelho. 
e) o Partido Comunista conseguiu superar os conflitos que existiam 
no seu interior quando estabeleceu a Nova Política Econômica que 
representava os interesses dos setores mais conservadores. 
 
Questão 12 
"Desde os primeiros dias da Revolução, o nosso partido teve a 
convicção de que a lógica dos acontecimentos o levaria ao poder." 
(Leon Trotsky) 
 
Tal convicção foi posteriormente confirmada e a Revolução Russa 
de 1917 caracterizou-se como um dos mais importantes 
acontecimentos históricos da primeira metade do século XX, na 
medida em que significou a tentativa de se implantar o primeiro 
Estado socialista, experiência até então, sem precedentes. Dentre 
os fatores que favoreceram a eclosão dessa Revolução, 
identificamos corretamente o(a): 
a) acirramento da crise econômica e social decorrente da 
participação da Rússia na Primeira Guerra Mundial, que agravou a 
carestia generalizada de alimentos e as greves, e enfraqueceu a 
autoridade governamental do Czar. 
b) desenvolvimento tardio do capitalismo industrial na Rússia, que 
favoreceu o afastamento da aristocracia rural e do exército da base 
de poder da monarquia czarista, substituídos pela burguesia e o 
operariado. 
c) substituição da autocracia czarista por um governo 
fundamentado em uma monarquia parlamentar liberal, que ampliou 
os direitos políticos individuais fortalecendo os partidos políticos, 
inclusive os mencheviques revolucionários. 
d) Revolução burguesa de 1905, que concedeu autonomia política 
e administrativa às nacionalidades que formavam o Império Russo, 
implementando uma política de reforma agrária que extinguiu os 
privilégios da aristocracia fundiária e da Igreja Ortodoxa. 
e) vitória dos bolcheviques e mencheviques nas eleições da Duma 
legislativa (1906) convocada pelo Czar, após o "Domingo 
Sangrento", na qual obtiveram uma maioria parlamentar que 
possibilitou a implantação de diversas reformas econômicas 
socializantes. 
 
Questão 13 
Vladimir Ilitch Lênin justificou a Nova Política Econômica sob a 
alegação de que ia dar "um passo atrás, para dar dois passos à 
frente". 
A NEP (1921 - 1927) pretendia: 
a) a concessão de empréstimos aos fazendeiros arruinados e o 
desenvolvimento da previdência social. 
b) criar um estado corporativo organizado pelo povo e partido e 
encontrar a harmonização do capital e do trabalho. 
c) instaurar os planos quinquenais, estatizando toda a economia. 
d) manter a economia planejada, permitindo, entretanto, a 
existência de uma economia de mercado e livre iniciativa em certos 
setores. 
e) implantar as fazendas estatais (Sovkhozes) e as cooperativas 
(Kolkhozes). 
 
Questão 14 
"A sociedade burguesa moderna, que brotou das ruínas da 
sociedade feudal, não aboliu os antagonismos de classes. Não fez 
senão substituir novas classes, novas condições de opressão, 
novas formas de lutas às que existiam no passado." 
(MARX, K.e ENGELS, F. Manifesto do Partido Comunista "Obras Escolhidas". São 
Paulo, Alfa-Omega,1953. p.22. v.1.) 
 
O elemento presente na Revolução Russa de 1917 que caracteriza 
a luta de classes, apontada no Manifesto Comunista, publicado em 
1848, é 
a) a transformação profunda e permanente, conduzida pela 
burguesia através dos avanços tecnológicos. 
b) o apoio do czar russo à luta contra a exploração burguesa, 
promovido pelo proletariado, exemplificando a solidariedade entre 
as classes sociais. 
c) a liderança revolucionária, assumida pelos camponeses, 
confirmando a força de mobilização dos mais espoliados. 
d) o caráter transnacional do capitalismo, que permitiu a unidade 
do proletariado nos países vizinhos à Rússia e a posterior invasão 
e tomada do País. 
e) o confronto entre o proletariado e as forças dominantes (czar, 
exército e burguesia), indicando que a luta de classes está no 
centro da história de qualquer sociedade. 
 
Questão 15 
"O socialismo é a abolição das classes... Para abolir as classes 
devemos abolir as diferenças entre o operário e o camponês, 
devemos transformá-los todos em operários." 
(Lênin, 1918) 
 
 
 
 
 84 VestCursos – Especialista em Preparação para Vestibulares de Alta Concorrência 
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A Revolução Russa caracterizou-se como um importante 
movimento social, que marcou historicamente o século XX, em 
virtude das transformações estruturais que empreendeu. Sobre o 
processo de construção do socialismo na Rússia, assinale a 
afirmativa correta. 
a) As anexações territoriais conquistas pelo exército russo na 
Polônia e na Ucrânia, durante a Primeira Guerra Mundial (1914 - 
1918), fortaleceram política e economicamente a monarquia 
czarista. 
b) A revolta armada ocorrida na Guarda Vermelha possibilitou o 
lançamento do Manifesto de Outubro, com o qual foi deposto o 
Czar Nicolau II e instalada a República da Duma (1917), chefiada 
pelo líder comunista Trótski. 
c) A vitória dos extremistas revolucionários mencheviques, 
liderados por Alexandre Kerenski, foi acompanhada da criação da 
República Soviética Russa (1918). 
d) No governo de Lênin, instituiu-se a Nova Política Econômica 
(1921), NEP, que se caracterizou por estimular a produção em 
pequenas manufaturas e o comércio privado. 
e) A industrialização da Rússia socialista foi alcançada no início do 
governo de Stálin (1924), com a extinção dos planos quinquenais e 
a liberação de investimentos estrangeiros nas indústrias russas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CURSO ANUAL DE HISTÓRIA GERAL 
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A CRISE INTERNACIONAL DO CAPITALISMO 
INTRODUÇÃO 
Os feitos da Primeira Guerra Mundial se fizeram sentir na Europa 
por longos anos. Primeiro por suas cidades e campos terem 
servido de palco para as batalhas, além disso, o conflito 
desarticulou por completo a produção agrícola e industrial no Velho 
Continente, sobretudo nos países diretamente envolvidos no 
confronto, como Alemanha, Inglaterra e França. A crise pós-
Primeira Guerra se refletiu nas exportações dos países 
industrializados europeus (França, Inglaterra, Alemanha, Bélgica e 
Holanda) para suas áreas coloniais e para regiões que 
tradicionalmente dependiam dos seus investimentos e 
fornecimento de produtos industrializados, como as Américas 
Central e do Sul. Diante dessa nova realidade, verificou-se em 
países como o Brasil a chamada “substituição de importações”, 
que consistiu em um surto industrial, a fim de suprir a carência de 
produtos industrializados provocada pelas dificuldades europeias. 
É nesse vazio de produção industrial que países como os EUA e o 
Japão aproveitaram para tomar para si alguns dos tradicionais 
mercados consumidores de produtos europeus, ocasionando um 
grande crescimento econômico para ambos, embora tal fenômeno 
tenha sido mais notável nos EUA. 
A DÉCADA DE 1920 NOS EUA 
Os EUA haviam conseguido algo fantástico: passaram de grande 
devedor mundial, antes da Primeira Guerra Mundial, para outra 
ponta da tabela como maior credor do mundo. Em decorrência da 
Grande Guerra (1914-1918), os norte-americanos passaram a 
vender seus produtos industrializados para os europeus em conflito 
e os demais mercados continentais, dantes atendidos pelos países 
do Velho Mundo. Além disso, financiaram parte da guerra para 
ingleses e franceses. Os bancos da América alcançaram lucros 
absurdos. A prosperidade econômica era percebida nos lares 
norte-americanos: automóveis, relógios de pulso, geladeiras, 
aparelhos de barbear, enceradeiras, comida enlatada, máquinas de 
lavar e gramofones, passaram a ser comuns nas casas das 
classes médias e altas. O american way of life (modo de vida 
americano) que tem por principio básico o consumismo surgia e se 
espalhava pelo mundo como modelo de felicidade. As camadas 
populares norte-americanas e de todo o mundo queriam vivenciar 
essa nova realidade, que era divulgada pelas revistas e por uma 
arte e forma de comunicação que começavam a se popularizar. O 
cinema, o jazz, os carros Ford, a Aspirina, as frutas da United Fruit, 
as calças Lee, os aparelhos de barbear e as máquinas Singer 
apareciam nas telas de cinema e encantavam/iludiam o grande 
público. Nos EUA quem não tinha dinheiro para comprar, bastava ir 
a um banco e financiar os “desejos” de consumo. 
 
O Jazz saiu do gueto e virou sinônimo de sofisticação. 
 
Ford T − considerado o primeiro veículo "popular" devido o seu preço acessível para 
a classe média. 
A euforia atingiu a todos. O presidente Herbert Hoover afirmava 
que “com a ajuda de Deus, logo iremos alcançar o dia em que a 
pobreza será banida da nação”. John Raskob, líder do Partido 
Democrata, escreveu um artigo intitulado “Todos devem ser 
ricos”,onde explicava que cada cidadão que economizasse 60 
dólares por mês, ao final de 20 anos teria 80 mil dólares e poderia 
viver dos rendimentos mensais que alcançariam 400 dólares. 
No entanto, tal realidade iria se dissolver de forma brusca em 
outubro de 1929. Os sinais de problemas na economia surgiram 
antes do colapso da Bolsa de Valores. A taxa de desemprego 
crescia ano após ano, chegando a 15% em 1927. A lucratividade 
da produção agrícola não havia sequer se igualado aos números 
anteriores à Grande Guerra; a queda do poder aquisitivo do 
trabalhador rural e do pequeno proprietário era notória, apesar do 
aumento considerável da produção industrial; as máquinas mais 
avançadas haviam substituído ainda mais o trabalhador; como 
resultado temos o desemprego e a diminuição do poder de compra 
também nas cidades. 
A superprodução era notória: os estoques das indústrias 
aumentavam ano após ano, e só eram esvaziados devido à grande 
quantidade disponível de crédito para os compradores, em 
decorrência dos lucros que os bancos obtinham dos pagamentos 
realizados pelos países europeus que quitavam parte das suas 
dívidas. Mesmo assim, os industriais aumentavam ainda mais a 
produção para reduzirem seus custos e, dessa maneira, venderem 
seus produtos mais barato. A classe operária já encontrava 
dificuldades para usufruir das novidades tecnológicas que as 
fábricas lhes apresentavam diariamente, e passou a restringir seus 
gastos ao que era extremamente necessário (alimentação, moradia 
e transporte), gerando assim o subconsumo, resultante da perda 
do poder aquisitivo do proletariado. Tal fenômeno logo atingiu a 
classe média também, dessa maneira houve um encolhimento 
drástico do mercado consumidor norte-americano. 
A especulação financeira nas bolsas de valores foi sem dúvida o 
pior dos males do período de euforia econômica, pois a classe 
média e grandes investidores retiravam seu dinheiro do setor 
produtivo, não abriam novos negócios e não ampliavam os já 
existentes, uma vez que o lucro das ações era muito atraente; 
assim, postosde trabalho eram fechados, e consequentemente, o 
mercado consumidor diminuía ano após ano. 
A QUINTA FEIRA NEGRA, 24 DE OUTUBRO DE 1929 
Os discursos otimistas começaram a diminuir no início de 1929 
quando as primeiras falências viraram notícia nos principais jornais. 
Em setembro, batia-se o martelo: o auge econômico estava perto 
do fim. Diante desse quadro, os investidores começaram a correr 
para vender suas ações, o que culminou com a fatídica “Quinta-
 
 
 
 
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Feira Negra”, (24/10/1929), quando mais de 16 milhões de ações 
foram postas à venda de uma única vez, o que provocou forte 
desvalorização das mesmas. Fortunas inteiras se dissolveram, 
projetos de aposentadoria foram jogados fora, reservas financeiras 
deixaram de existir, o desespero tomou conta de todos. 
 
Bolsa de Vaores de Nova Iorque (24/10/1929, Quinta-feira Negra). 
O sistema bancário ianque mostrou as garras e as presas ao 
mesmo tempo: temendo não recuperar seus empréstimos, 
executou hipotecas de casas, lojas, fazendas e tudo mais que 
tivesse direito, pois precisava, também, devolver o dinheiro aos 
clientes que haviam lhes confiado suas reservas econômicas. 
Nesse momento, cria-se uma “bola de neve”: os devedores não 
honram seus compromissos, o banco não tem como pagar seus 
clientes/credores e muitas instituições financeiras acabaram 
falindo, entre 1929 e 1933. O número de bancos nos EUA passou 
de 25 mil para 15 mil. Os credores/investidores que não receberam 
seu dinheiro de volta dos bancos, acabaram falindo também. 
Apenas os donos das grandes fortunas conseguiram enfrentar a 
crise de frente pois, além de terem muito dinheiro, uma boa parte 
dos seus investimentos fora convertidos em ouro, antes do Crack 
da Bolsa. 
A sociedade de consumo vivia mais um momento de plena 
contradição, pois o ápice da sua produção acabou por gerar uma 
nova crise de superprodução. Essa nova crise liberal teve 
características únicas, até então, como: 
• sua amplitude e universalidade, atingindo direta ou indiretamente 
dezenas de países; 
• sua diversidade econômica por ter atingido, ao mesmo tempo, a 
agricultura, as finanças e a indústria; 
• sua longa duração, pois apesar da forte intervenção do Estado na 
economia, sua dissipação só ocorreu, de fato, a partir de 1939, 
com o início da Segunda Guerra Mundial. 
A CRISE SE ESPALHA 
A Europa foi atingida duramente pela crise. Desde o fim da 
Primeira Grande Guerra (1914-1918) sua economia passava por 
dificuldades para se recuperar: vultuosos empréstimos foram feitos 
a bancos norte-americanos e enquanto seu parque industrial ia 
sendo reerguido, os países europeus compravam de tudo aos 
EUA, tinham dificuldades de abastecer os mercados consumidores 
coloniais e foram perdendo espaço para Japão e EUA nas áreas 
periféricas do capitalismo (América Latina e alguns países 
independentes da África e Ásia). 
A Inglaterra havia restabelecido seu ritmo de produção industrial 
de antes da Primeira Guerra em 1928, para no ano seguinte ser 
atingida pela Crise de 1929. Houve forte deflação (queda brusca 
dos preços) - causando grade prejuízos aos empresários que 
utilizaram as tradicionais medidas liberais para solucionar o 
problema -, estoque da produção e demissão em massa. O Estado 
teve que abrir mão dos princípios liberais e passou a intervir na 
economia (promoveu a desvalorização da libra esterlina, para 
garantir seu poder de concorrência no mercado externo e adotou 
uma política de protecionismo alfandegário, prática abominada 
pelos britânicos há mais de um século). 
A França foi atingida pela Crise mundial de forma direta em 1931: 
os preços dos seus produtos eram mais altos do que da maioria 
dos demais países industrializados (dessa forma, os únicos 
mercados disponíveis de fato eram suas áreas coloniais que, no 
entanto, tinha sua capacidade de consumo reduzida), a renda 
nacional diminuía mês a mês, e o Estado permanecia inerte. No 
máximo promovia a desvalorização do franco, sua moeda nacional 
à época. 
A Alemanha foi o país europeu que mais sentiu o peso da Crise de 
1929. Derrotado na Grande Guerra, perdeu áreas coloniais, teve 
que pagar indenizações aos vencedores, foi proibido de reativar 
sua indústria bélica, um dos carros chefes de sua economia, e 
aumentou sua dívida externa, sobretudo com os EUA e a 
Inglaterra. Com o início da Crise em outubro de 1929, os capitais 
externos (empréstimos e empresas), decisivos na reconstrução do 
país, deixaram a Alemanha e, ao contrário de França e Inglaterra, 
ela não podia recorrer às áreas coloniais ou à sobras de capitais 
nos bancos públicos e privados. Tudo havia sido levado pela 
guerra. Em desespero, o governo alemão proibiu a retirada de 
capital estrangeiro do país e estabeleceu uma política de 
protecionismo alfandegário, mas já era impossível deter a recessão 
e a crise. O povo alemão se viu em desespero completo pela 
segunda vez em dez anos. 
Os países tradicionalmente exportadores de alimentos e 
matérias primas (Austrália, Nova Zelândia, Brasil e Argentina) se 
viram em apuros. Desde 1919, os produtos agrícolas sofriam com 
uma queda generalizada dos preços, em decorrência de uma crise 
de superprodução, o que havia reduzido drasticamente seus 
lucros, e agora eram atingidos por uma queda significativa do 
consumo por parte dos países ricos. O fundo do poço foi alcançado 
e todos tiveram que reinventar sua estrutura econômica. No caso 
do Brasil, o Estado varguista adotou uma política econômica 
industrialista, voltada para o mercado interno, sem abandonar por 
completo o agronegócio de exportação. 
O “NEW DEAL” (OU “NOVO ACORDO”) 
Desde 1926 governo dos EUA já havia percebido que a economia 
passava por sérios problemas. No entanto, o presidente Herbert 
Clark Hoover, do Partido Republicano, não tomou medidas efetivas 
para combater o agravamento dos problemas econômicos; 
restringiu-se às medidas clássicas do liberalismo econômico, como 
a leve desvalorização da moeda e a liberação de empréstimos para 
salvar algumas empresas, mas nada disso foi suficiente. O 
prestígio dos republicanos ficou em baixa, o desemprego atingiu 
mais de 15 milhões de pessoas em 1930 e milhares de empresas 
faliram. Era a vez dos Democratas tentarem solucionar a Crise de 
1929. Nas eleições de 1932 o democrata Franklin D. Roosevelt 
foi eleito com grande vantagem de votos. Em seus discursos, 
Roosevelt costumava passar mensagens de otimismo como: “A 
única coisa a temer é o próprio medo” e “Somente um otimista 
pode negar as realidades sombrias do momento”. 
Sem meias palavras e com ações incisivas, Roosevelt inverteu a 
lógica da economia norte-americana praticada até então. Se antes 
	SEMANA 26 - H GERAL - A Crise Internacional do Capitalismo - MONTEIRO JR

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