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2º Bimestre - 2026 
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Ciências Humanas
Revisa Goiás
Secretaria de Estado
da Educação
SEDUC
2
Prezados estudantes do 9º Ano, 
No primeiro bimestre, você estudou 
as transformações urbanas, sociais e no 
campo durante a Primeira República. 
Também refletiu sobre conflitos impor-
tantes, que ajudaram a desenvolver me-
lhor as habilidades trabalhadas no 9º ano.
Agora, neste bimestre, vamos avançar um pouco 
mais! Vamos conhecer a chamada Era Vargas, que co-
meça com a Revolução de 1930, e entender as principais 
mudanças sociais, econômicas e políticas desse perío-
do. Além disso, vamos observar como essas transfor-
mações impactaram o estado de Goiás.
Também vamos estudar como surgiram os ideais 
imperialistas e nacionalistas no início do século XX e 
de que forma eles contribuíram para grandes conflitos 
mundiais, que mudaram a organização política e territo-
rial, principalmente na Europa.
E não se esqueça: retomar o material do 1º bimestre 
é muito importante! Isso vai te ajudar a compreender me-
lhor os novos conteúdos e fortalecer sua aprendizagem.
CIÊNCIAS HUMANAS
Leia o texto.
Texto I
Era Vargas (1930-1945)
Os quinze anos consecutivos da presidência de Getú-
lio Vargas constituem o período intitulado “Era Vargas”, 
e não correspondem à totalidade do período de governo 
varguista. Poucos anos depois, em 1951, Getúlio retornou 
à Presidência por mais três anos, até que, em 1954, “saiu da 
vida para entrar na história”.
Em toda a história política brasileira,  Getúlio Var-
gas talvez seja o personagem mais emblemático. Nos qua-
se vinte anos em que governou o país, a ambiguidade da 
política de Vargas o tornou uma imagem cultuada tanto 
pela direita quanto pela esquerda. Por um lado, Getúlio foi 
responsável por importantes direitos sociais, como o voto 
feminino e os direitos trabalhistas; por outro, governou o 
país de forma autoritária durante o período ditatorial co-
nhecido como “Estado Novo”.
Revolução de 30
A chegada de Getúlio Vargas ao poder se deu por meio 
da Revolução de 1930, que pôs fim ao domínio político das 
elites paulista e mineira. Durante anos, esses dois esta-
dos dominaram a política brasileira por meio de um siste-
ma de alternância de poder na Presidência da República. 
Essa aliança ficou conhecida como “República do Café 
com Leite”, em alusão à produção de café e leite que era 
base econômica desses dois estados, respectivamente. A 
partir dessa aliança, as elites oligárquicas garantiam seus 
interesses econômicos por meio de uma política externa 
agroexportadora.
Em 1930, no entanto, o então presidente Washington 
Luís (paulista) rompeu com a aliança que sustentava a Re-
pública do Café com Leite, ao nomear outro paulista para a 
presidência. Em represália, o governador de Minas Gerais, 
juntamente com os estados da Paraíba e do Rio Grande do 
Sul, formou a Aliança Libertadora (AL), com o objetivo de 
derrubar o governo de Washington Luís e impedir a posse 
de seu sucessor. Faziam parte dessa aliança as oligarquias 
desses estados e militares.
Assim, o gaúcho Getúlio Vargas chegou ao poder por 
meio do Golpe de Estado organizado pela Aliança Liberta-
dora, comumente chamado de Revolução de 30. A partir 
de então, inicia-se o Governo Provisório de Getúlio Vargas 
– intitulado dessa maneira por haver expectativa de que 
novas eleições fossem convocadas.
Governo Provisório (1930-1934)
Logo no início de seu governo, Vargas buscou romper 
os laços entre o Estado e as elites tradicionais que gover-
navam até então. Para fazer isso, ele adotou políticas de 
centralização do poder, como o fechamento do Congres-
so, e a abolição da Constituição de 1891. A ideia do novo 
presidente era de reestruturar o Estado, para romper 
completamente com os antigos grupos poderosos que o 
controlavam. 
Também com esse intuito, Vargas adotou medidas de 
substituição dos antigos cargos políticos, vinculados às 
elites tradicionais. Os governadores dos estados foram 
substituídos por pessoas nomeadas pelo novo Presiden-
te, os chamados interventores. Em geral, eram nomeados 
para esse cargo tenentes que participaram da Revolução 
de 30, como forma de compensá-los por sua participação 
no movimento. Com essa substituição, pretendia-se ani-
quilar o poder local dos coronéis (que até então governa-
vam através da chamada “política dos governadores”). 
Como o nome desse período indica, a expectativa era 
de que o governo fosse apenas transitório e convocasse 
novas eleições rapidamente. O descumprimento dessa 
expectativa, juntamente com as ousadas transformações 
implementadas por Vargas, provocou reações das oli-
garquias locais. Em São Paulo, as elites tradicionais con-
vocaram a população para um levante contra o governo, 
pedindo a realização de novas eleições e a convocação de 
uma Constituinte. Esse movimento ficou conhecido como 
“Revolução Constitucionalista de 32”.
O levante paulista foi suprimido pelo Governo, mas 
suas demandas foram parcialmente atendidas. Pressio-
nado pelo movimento paulista, Vargas convocou uma 
Assembleia Constituinte para a elaboração de uma nova 
carta Constitucional, promulgada em 1934. 
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A Constituição de 1934 foi inovadora em seu caráter 
liberal e progressista, que pretendia uma expansão dos 
direitos sociais para população. Uma das principais novi-
dades dessa Constituição foi a Garantia de direitos tra-
balhistas, com o estabelecimento da jornada de trabalho 
de 8 horas, das férias e da previdência social. Destaca-se 
também a mudança na legislação eleitoral, com o estabe-
lecimento do voto secreto e a ampliação da participação 
política, através da implementação do voto feminino. Por 
fim, também é evidente o caráter nacionalista da Consti-
tuição, com políticas de defesa de riquezas naturais.
Governo Constitucional (1934-1937) 
A nova Constituição elaborada por Getúlio foi bem re-
cebida pela população, que teve seus direitos ampliados a 
partir da nova carta. Esse sucesso costuma ser apontado 
como a principal razão para sua permanência na Presidên-
cia em 1934.
O segundo governo varguista é considerado a segun-
da fase da Era Vargas, período conhecido como Governo 
Constitucional, em referência à recém-promulgada Cons-
tituição. 
Internacionalmente, os anos de 1930 foram marcados 
pelo crescimento das hostilidades no continente Europeu, 
onde se traçava o caminho para a Segunda Guerra Mun-
dial. Na Itália, Benito Mussolini governava sob um regime 
fascista desde 1925. Na Alemanha, Hitler ascendia ao po-
der e instaurava o nazismo. A União Soviética, por sua vez, 
era liderada por Josef Stalin. Dessa forma, a Europa vivia 
um momento em que as hostilidades entre o fascismo e o 
comunismo estavam prestes a desencadear o maior con-
flito da história.
Fascismo e comunismo à moda brasileira
No Brasil, a influência dessas duas ideologias se fez 
sentir. Inspirada pelo fascismo italiano, surgia aqui a Ação 
Integralista Brasileira (AIB), um movimento político de 
extrema-direita liderado por Plínio Salgado. Sob o lema 
“Deus, pátria e família”, o integralismo brasileiro defendia 
um governo forte e centralizado, o fim das liberdades de-
mocráticas e a perseguição ao comunismo. A inspiração 
fascista era bastante visível: os integralistas utilizavam 
uniformes de aparência militar com o símbolo ∑ nos om-
bros, e faziam cumprimentos com os braços estendidos, 
em referência ao nazismo.
O comunismo, por sua vez, também inspirou a emer-
gência de um movimento político no Brasil. Denominado 
Aliança Nacional Libertadora (ANL), o movimento comu-
nista brasileiro caracterizava-se por sua defesa da reforma 
agrária, pelo anti-imperialismo (ou seja, contra o domínio 
dos Estados Unidos e das potências europeias sobre o Bra-
sil), e pelo desejo de uma revolução proletária. A ANL era 
liderada por Luís Carlos Prestes, que em 1920 comandou 
a Coluna Prestes (movimento que, junto aode consumo e entretenimento.
Fonte: Equipe NUREDI
38. A crise de 1929 nos Estados Unidos foi um abalo gi-
gantesco em todo o sistema capitalista. Dentre os princi-
pais motivos, destacam-se:
(A) O protecionismo em excesso, a falta de crédito bancá-
rio e a alta produção.
(B) A falta de mercado, a crise na pecuária e o crash da Bol-
sa de Nova York.
(C) A superprodução, a saturação do mercado e a expan-
são desmedida do crédito bancário.
(D) A adoção de programas sociais financiados pelo Esta-
do para diminuir o desemprego.
39. Roosevelt implementou um plano de recuperação da 
economia chamado New Deal, elaborado pelo economis-
ta John Maynard Keynes, que consistia em:
(A) Uma maior presença do Estado, intervindo na econo-
mia para evitar uma nova crise.
(B) Socializar progressivamente a economia norte-america-
na, por meio de mecanismos nitidamente estatizantes. 
(C) Emprego de mão de obra pelo governo, tanto na indús-
tria quanto na agricultura.
(D) Abertura da economia ao capital estrangeiro.
Disponível em: https://abre.ai/oYhe. Acesso em 12 de mar. 2026.
Disponível em: https://abre.ai/oYhe. Acesso em 12 de mar. 2026.
SUGESTÕES DE FILMES PARA CONTEXTUALIZAÇÃO COM O 
PERÍODO ESTUDADO E PARA CONTRIBUIR COM O TEMA:
1. A GRANDE APOSTA
SINOPSE:
Classificação: Não recomen-
dado para menores de 14
anos.
O filme apresenta per-
sonagens que percebem, 
antes da maioria, que o sis-
tema imobiliário dos Estados 
Unidos está prestes a entrar 
em colapso. Michael Burry, 
um investidor atento, decide 
apostar contra o mercado 
imobiliário, algo nunca feito antes. A história ajuda a 
entender como o excesso de confiança no mercado, a 
falta de fiscalização e a ganância contribuíram para a 
crise financeira de 2008, mostrando o impacto de de-
cisões econômicas irresponsáveis sobre a sociedade.
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GEOGRAFIA
Leia o texto.
Texto I
As Guerras Mundiais e a Reconfiguração da Ordem 
Mundial
A Ordem Mundial corresponde à forma como o poder 
político, econômico e militar se organiza entre os países 
em determinado período histórico, definindo relações de 
influência, alianças e conflitos. Ao longo do século XX, essa 
ordem passou por profundas transformações, principal-
mente em razão das Guerras Mundiais, que alteraram o 
equilíbrio de poder no planeta.
A Primeira Guerra Mundial, ocorrida entre 1914 e 
1918, foi resultado de um conjunto de tensões acumuladas 
na Europa, como o nacionalismo exacerbado, a disputa im-
perialista por colônias, a corrida armamentista e a forma-
ção de alianças militares rígidas. 
Tanque inglês da Primeira Guerra em exposição
Disponível em: https://static.historiadomundo.com.br/2023/08/tanque-ingles-da-primeira-guerra-mundial.jpg. Acesso em: 
09 jan. 2026. Adaptado.
No início do conflito, as tensões envolveram alianças 
militares já existentes: a Tríplice Aliança (Alemanha, Áus-
tria-Hungria e Itália) e a Tríplice Entente (França, Reino 
Unido e Rússia). Ao longo da guerra, a Itália rompeu com a 
aliança inicial e passou a combater ao lado da Entente, evi-
denciando a instabilidade dessas coalizões. O assassinato 
do arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do Império 
Austro-Húngaro, foi o estopim para o início da guerra.
As consequências foram devastadoras: milhões de 
mortos, destruição de cidades e o fim de grandes impérios, 
como o Austro-Húngaro, o Otomano, o Alemão e o Russo. 
O Tratado de Versalhes, assinado em 1919, redesenhou o 
mapa europeu e impôs duras punições à Alemanha, crian-
do um clima de revolta e instabilidade política. Apesar da 
criação da Liga das Nações, com o objetivo de evitar novos 
conflitos, a paz não foi duradoura.
Ilustração do contexto europeu antes e depois da Primeira Guerra Mundial
Disponível em: https://f.i.uol.com.br/folha/mundo/images/08315304.gif. Acesso em: 09 jan. 2026. Adaptado.
Essas tensões contribuíram diretamente para a Se-
gunda Guerra Mundial, ocorrida entre 1939 e 1945, consi-
derada o conflito mais destrutivo da história. 
Soldados durante a Segunda Guerra Mundial
Disponível em: https://static.historiadomundo.com.br/2020/03/soldados-nazistas.jpg. Acesso em: 09 jan. 2026. Adaptado.
Iniciada pela expansão territorial da Alemanha nazis-
ta, aliada à Itália fascista e ao Japão imperialista, a guerra 
colocou em confronto o Eixo, formado por Alemanha, Itá-
lia e Japão, e os Aliados, liderados por Reino Unido, Fran-
ça, União Soviética e Estados Unidos. Durante o conflito, 
ocorreu o Holocausto, genocídio que resultou na morte 
de cerca de seis milhões de judeus, além de outros grupos 
perseguidos.
O lançamento das bombas atômicas sobre Hiroshima 
e Nagasaki, em 1945, contribuiu decisivamente para a ren-
dição do Japão e inaugurou a era nuclear, evidenciando o 
enorme poder destrutivo alcançado pela humanidade.
Nuvem em “cogumelo” após a bomba atômica (Nagasaki, 1945)
Disponível em: https://s1.static.brasilescola.uol.com.br/be/conteudo/images/cogumelo-formado-pela-bomba-lancada-em-
-nagasaki-no-dia-9-agosto-1945-58ff6bc016f69.jpg. Acesso em: 09 jan. 2026. Adaptado.
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Ao final do conflito, o mundo passou a ser liderado por 
duas grandes potências com modelos econômicos e ide-
ológicos distintos: os Estados Unidos, representantes do 
capitalismo, e a União Soviética, defensora do socialismo.
EUA e URSS como polos de poder no pós-Segunda Guerra
Disponível em: https://dhg1h5j42swfq.cloudfront.net/2020/03/06152613/Guerra-Fria-1.jpg. Acesso em: 09 jan. 2026. 
Adaptado.
Assim, após 1945, consolidou-se uma Ordem Mundial 
bipolar (com dois polos de poder), marcada pela rivalidade 
entre Estados Unidos e União Soviética.
 Disponível em: https://acervodigital.unesp.br/bitstream/123456789/38244/7/geo_m4d7_tm03.pdf. Acesso em: 09 jan. 2026. 
Adaptado.
1. A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS (2013)
SINOPSE: 
Classifi cação: 10 anos.
Durante a Segunda Guer-
ra Mundial, na Alemanha na-
zista, uma menina encontra 
nos livros uma forma de resis-
tência e esperança em meio 
à censura, à propaganda e à 
perseguição a grupos consi-
derados “inimigos” do regime. 
O filme ajuda a compreender 
como guerras e regimes autoritários afetam a vida co-
tidiana, a cultura e os direitos humanos.
SUGESTÕES DE FILMES PARA CONTEXTUALIZAÇÃO E EX-
PLORAÇÃO DO TEMA:
ATIVIDADES
1. Como pode ser entendido o conceito de "Ordem 
Mundial"?
2. Após a Segunda Guerra Mundial, o mundo passou a ser 
liderado por duas potências (EUA e URSS) com modelos 
econômicos distintos. Como essa configuração inicia a 
Ordem Mundial Bipolar?
3. O que o Tratado de Versalhes, assinado em 1919, impôs 
à Alemanha e como isso afetou a Ordem Mundial?
(A) Impôs penas econômicas suaves, permitindo que a 
Alemanha se reerguesse rapidamente.
(B) Impôs punições severas, afetando sua economia e 
política, o que gerou instabilidade e contribuiu para o 
surgimento de tensões que levariam à Segunda Guer-
ra Mundial.
(C) Redesenhou o mapa político da Ásia, criando novas 
colônias.
(D) Garantiu a independência da Alemanha e ajudou-a a 
se tornar uma potência econômica.
4. De acordo com o texto, qual acontecimento contribuiu 
decisivamente para a rendição do Japão, inaugurou a era 
nuclear e passou a influenciar a nova configuração do po-
der mundial no pós-guerra?
(A) A criação da Liga das Nações. 
(B) A assinatura de tratados de paz entre os países.
(C) O lançamento das bombas atômicas sobre Hiroshima 
e Nagasaki.
(D) O surgimento de uma nova potência, a União Soviéti-
ca, com o apoio da China.
5. A formação de alianças como a "Tríplice Entente" e a 
"Tríplice Aliança" demonstra uma estratégia geopolítica 
importante. O que essas alianças representavam na orga-
nização do espaço mundial da época?
(A) A união de todos os países do hemisfério norte contra 
os países do hemisfério sul.
(B) A divisão do mundo em blocos de poder opostos para 
defesa mútua e projeção de força militar.
(C) A eliminação das forçasarmadas nacionais em favor 
de uma polícia global única.
(D) Acordos puramente comerciais sem qualquer implica-
ção militar ou territorial.
Leia o texto.
Texto II
Da Ordem Bipolar à Ordem Multipolar
Após a Segunda Guerra Mundial, o mundo passou a 
viver sob a chamada Ordem Bipolar, período conhecido 
como Guerra Fria, que se estendeu de 1947 a 1991. Nesse 
contexto, duas superpotências, Estados Unidos e União 
Soviética, disputavam a liderança mundial, defendendo 
modelos opostos de organização econômica, política e so-
cial, sem entrar em guerra direta entre si.
De um lado, os Estados Unidos lideravam o bloco capi-
talista, baseado na economia de mercado e na propriedade 
privada, com aliados na Europa Ocidental, posteriormente 
organizados na OTAN. Do outro, a União Soviética lidera-
va o bloco socialista, marcado pela economia planificada 
pelo Estado, reunindo parte de seus aliados, mais tarde, no 
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Pacto de Varsóvia. Durante a Guerra Fria, essa rivalidade 
dividiu o mundo em dois grandes blocos e, na Europa, essa 
separação político-ideológica ficou conhecida como Cor-
tina de Ferro.
Disponível em: https://abre.ai/o7RB. Acesso em: 09 jan. 2026. Adaptado.
A Guerra Fria foi um período de constante tensão in-
ternacional entre o bloco capitalista, liderado pelos Es-
tados Unidos, e o bloco socialista, liderado pela União 
Soviética. Essa rivalidade se manifestou de várias formas, 
como a corrida armamentista e nuclear, a corrida espacial, 
a propaganda ideológica e a espionagem.
Além disso, muitos conflitos não ocorreram direta-
mente entre as duas potências, mas por meio de guerras 
indiretas, chamadas de guerras por procuração. Esses 
conflitos aconteceram principalmente em países do cha-
mado Terceiro Mundo, como Coreia, Vietnã e Afeganistão.
Um dos maiores símbolos dessa divisão foi o Muro de 
Berlim, construído em 1961 para separar Berlim Ocidental 
de Berlim Oriental. A queda do muro, em 1989, represen-
tou o enfraquecimento do bloco socialista. Em 1991, com 
a dissolução da União Soviética, chegou ao fim a Ordem 
Bipolar, isto é, a divisão do mundo em dois grandes polos 
de poder. Em um primeiro momento, após o fim da Guer-
ra Fria, passou-se a falar em um mundo unipolar, marcado 
pela forte hegemonia dos Estados Unidos. Depois disso, 
iniciou-se um novo período, frequentemente chamado de 
Nova Ordem Mundial, marcado pela reorganização do po-
der internacional após 1991. Com o tempo, fortaleceu-se a 
tendência à multipolaridade, com o aumento da influência 
de novos centros de poder, como China, União Europeia 
e Rússia, além da maior articulação de grupos internacio-
nais como o BRICS.
O mundo multipolar é marcado por relações interna-
cionais mais complexas, com alianças flexíveis, conflitos 
regionais e desafios globais, como a globalização econô-
mica, o avanço tecnológico, as questões ambientais, as 
crises migratórias e as disputas territoriais. Por isso, com-
preender a transição da ordem bipolar para a multipolar 
é essencial para analisar os acontecimentos e conflitos do 
mundo contemporâneo.
Disponível em: https://abre.ai/oTzR. Acesso em: 09 jan. 2026. Adaptado.
O Muro de Berlim: símbolo da divisão do mundo
A partir de 1961, foi implantado um sistema de bar-
reiras conhecido como Muro de Berlim, com cerca de
155 quilômetros de extensão, que permaneceu em vi-
gor até 1989. Ele cercava Berlim Ocidental, separava 
Berlim Ocidental de Berlim Oriental e simbolizava a 
divisão entre os blocos capitalista e socialista durante 
a Guerra Fria.
Muro de Berlim é erguido na rua Bernauer Strasse
O muro foi erguido pelo governo da Alemanha 
Oriental para impedir que as pessoas fugissem para o 
lado ocidental, onde buscavam melhores condições de 
vida e maior liberdade. Estima-se que pelo menos 140
pessoas morreram tentando atravessar a fronteira de 
Berlim durante o período em que o muro e as barreiras 
estiveram em vigor.
Disponível em: https://www.dw.com/pt-br/o-muro-de-berlim-s%C3%ADmbolo-da-guerra-fria/a-58834070. Acesso 
em: 09 jan. 2026. Adaptado.
A Cortina de Ferro e a divisão da Europa na Guerra Fria
SUGESTÕES DE FILMES PARA CONTEXTUALIZAÇÃO E EX-
PLORAÇÃO DO TEMA:
1. TREZE DIAS QUE ABALARAM O MUNDO (2000)
SINOPSE: 
Classifi cação: 12 anos.
O filme retrata a Crise dos 
Mísseis em Cuba (1962), um 
dos momentos mais tensos 
da Guerra Fria, quando Esta-
dos Unidos e União Soviética 
quase entraram em conflito 
direto por causa da instalação 
de armas nucleares. A narra-
tiva permite discutir a lógica 
da ordem bipolar, a corrida armamentista e o risco de 
escalada nuclear na geopolítica do século XX.
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ATIVIDADES
6. O texto menciona a “corrida armamentista e nuclear” 
como uma das expressões da tensão da Guerra Fria. Ex-
plique por que essa corrida não resultou em uma guerra 
direta entre EUA e URSS.
7. O fim da União Soviética, em 1991, marcou a transi-
ção para uma nova configuração geopolítica. Diferencie 
o conceito de "Mundo Unipolar" do "Mundo Multipolar" 
mencionado no texto.
8. De acordo com a seção "Para saber mais!" sobre o 
Muro de Berlim, qual era o objetivo principal desse muro, 
do ponto de vista do governo socialista?
(A) Proteger Berlim Ocidental de ataques externos.
(B) Impedir a fuga de cidadãos para o lado capitalista, 
onde buscavam melhores condições de vida.
(C) Estabelecer um símbolo de progresso tecnológico 
soviético.
(D) Facilitar o comércio entre os dois lados da cidade.
9. A OTAN e o Pacto de Varsóvia foram as duas principais 
alianças militares da Guerra Fria. Qual foi a principal dife-
rença entre esses dois blocos?
(A) A OTAN era liderada pela União Soviética, enquanto o 
Pacto de Varsóvia era liderado pelos Estados Unidos.
(B) A OTAN foi liderada pelos Estados Unidos e agrupou 
os países ocidentais capitalistas, enquanto o Pacto de 
Varsóvia foi liderado pela União Soviética e agrupou os 
países socialistas.
(C) Ambos os blocos compartilhavam os mesmos objeti-
vos econômicos, diferenciando-se apenas em sua base 
militar.
(D) A OTAN se baseava na economia planificada, enquan-
to o Pacto de Varsóvia se baseava na economia de 
mercado.
10. O Muro de Berlim foi o símbolo máximo da Guerra Fria. 
Qual evento marcou simbolicamente o início do colapso do 
bloco socialista e o fim da divisão bipolar do mundo?
(A) O lançamento das bombas atômicas em Hiroshima.
(B) A criação da Organização das Nações Unidas (ONU).
(C) A queda do Muro de Berlim em 1989.
(D) A assinatura do Tratado de Versalhes.
Leia o texto.
Texto III
A ONU e as Organizações Internacionais: Construindo 
um Mundo Cooperativo
Após as duas Guerras Mundiais e os horrores do sé-
culo XX, a humanidade percebeu que era necessário criar 
mecanismos de cooperação entre os países para evitar 
novos conflitos devastadores e promover a paz, os direitos 
humanos e o desenvolvimento global. Dessa necessidade 
nasceram as organizações internacionais, instituições for-
madas por diversos países com objetivos comuns.
A Organização das Nações Unidas (ONU) é a mais im-
portante e abrangente dessas organizações. Criada em 24 
de outubro de 1945, poucos meses após o fim da Segunda 
Guerra Mundial, a ONU substituiu a Liga das Nações, que 
não conseguiu evitar novos conflitos de grande escala, e 
nasceu com a missão de:
• Manter a paz e a segurança internacionais;
• Promover os direitos humanos;
• Estimular o desenvolvimento sustentável;
• Fornecer ajuda humanitária em situações de 
emergência.
Atualmente, a ONU possui 193 países-membros, prati-
camente todas as nações reconhecidas internacionalmen-
te, e sua sede principal fica em Nova York, Estados Unidos. 
Sua estrutura é composta por diversos órgãos, sendo os 
principais:
• Assembleia Geral: todos os países-membros têm 
voz e voto, discutindo temas globais e aprovando 
resoluções (embora não obrigatórias).
• Conselhode Segurança: órgão mais poderoso, res-
ponsável por decisões sobre paz e segurança. Pos-
sui 15 membros, sendo 5 permanentes com poder 
de veto (Estados Unidos, Rússia, China, Reino Uni-
do e França) e 10 rotativos, eleitos para mandatos 
de dois anos.
• Secretariado: liderado pelo Secretário-Geral (atu-
almente António Guterres, de Portugal), responsá-
vel pela administração e implementação das deci-
sões da ONU.
• Corte Internacional de Justiça: tribunal que julga 
disputas entre países, com sede em Haia, nos Países 
Baixos.
Salão da Assembleia Geral das Nações Unidas durante a abertura da Cúpula do 
Futuro
Além desses órgãos, a ONU atua por meio de agências 
especializadas, fundos e programas, que impactam direta-
mente a vida das pessoas em todo o mundo:
• UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infân-
cia): protege os direitos das crianças, fornece va-
cinas, educação e nutrição em países pobres e em 
situações de emergência.
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A UNESCO em Goiás
Você sabia que o estado de Goiás possui um re-
conhecimento internacional importante associado 
à UNESCO? O Centro Histórico da Cidade de Goiás 
(Goiás Velho) foi inscrito na Lista do Patrimônio Mun-
dial em 2001, o que significa que sua arquitetura, his-
tória e cultura são consideradas relevantes para toda 
a humanidade. Esse reconhecimento fortalece ações 
de preservação, valoriza a cultura local e pode estimu-
lar o turismo e atividades econômicas na região, mos-
trando como uma organização internacional impacta 
a cultura e o cotidiano em escala local.
• OMS (Organização Mundial da Saúde): coordena 
ações globais de saúde pública, combate pande-
mias, promove campanhas de vacinação e pesquisa 
doenças.
• UNESCO (Organização das Nações Unidas para a 
Educação, a Ciência e a Cultura): promove a edu-
cação, protege patrimônios culturais e históricos 
da humanidade e incentiva a cooperação científica 
internacional.
• FAO (Organização das Nações Unidas para Ali-
mentação e Agricultura): trabalha para erradicar a 
fome, melhorar a nutrição e promover a agricultura 
sustentável.
• ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas 
para Refugiados): protege e assiste refugiados e 
deslocados internos que fogem de guerras, perse-
guições ou desastres.
Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/362/. Acesso em: 09 jan. 2026. Adaptado.
A atuação da ONU afeta diretamente a vida da po-
pulação mundial em diferentes aspectos:
• Direitos Humanos: a ONU adotou a Declara-
ção Universal dos Direitos Humanos, estabele-
cendo direitos básicos como liberdade, igualda-
de, educação e saúde. A organização monitora 
violações e pressiona governos a respeitá-los.
• Mobilidade: por meio do ACNUR, a ONU prote-
ge refugiados, solicitantes de refúgio, apátridas 
e, em muitos contextos, populações deslocadas 
à força. Fornece abrigo, alimentos, assistência 
jurídica e apoio humanitário.
• Consumo e Cultura: agências como a UNES-
CO preservam a diversidade cultural, prote-
gendo sítios arqueológicos e tradições. A OMS 
influencia hábitos de consumo ao recomendar 
políticas de saúde pública, como regulamenta-
ção de alimentos ultraprocessados, combate ao 
tabagismo e incentivo a hábitos saudáveis.
Apesar de seus esforços, a ONU enfrenta limi-
tações:
• O poder de veto dos cinco membros permanen-
tes do Conselho de Segurança pode paralisar 
decisões importantes;
• Depende da boa vontade dos países-membros 
para implementar resoluções;
• Questões financeiras e disputas políticas difi-
cultam ações mais efetivas.
Ainda assim, a ONU permanece como o principal 
fórum de diálogo internacional e símbolo da coope-
ração global necessária para enfrentar os desafios do 
século XXI.
Disponível em: https://brasil.un.org/pt-br/279573-sobre-onu. Acesso em: 09 jan. 2026. Adaptado.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos
Em 10 de dezembro de 1948, a Assembleia Geral 
da ONU proclamou a Declaração Universal dos Direi-
tos Humanos, um marco histórico que estabeleceu, 
pela primeira vez, um conjunto de direitos fundamen-
tais a serem protegidos de forma universal.
Emblema da ONU e Declaração Universal dos Direitos Humanos
O documento é composto por 30 artigos que 
abrangem direitos civis, políticos, econômicos, sociais 
e culturais.
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SUGESTÕES DE FILMES PARA CONTEXTUALIZAÇÃO E EX-
PLORAÇÃO DO TEMA:
1. MALALA (2015)
SINOPSE: 
Classifi cação: 10 anos.
Documentário sobre Malala 
Yousafzai, jovem paquistanesa 
que defende o direito à educa-
ção e se torna símbolo interna-
cional dos direitos humanos. O 
filme ajuda a discutir como orga-
nismos internacionais e agendas 
globais influenciam direitos e po-
líticas públicas.
Entre os direitos proclamados, destacam-se: o di-
reito à vida, à liberdade e à segurança pessoal; a proi-
bição da escravidão e da tortura; o direito à igualdade 
perante a lei; a liberdade de pensamento, consciência 
e religião; e o direito à educação e ao trabalho.
A Declaração foi traduzida para mais de 500 idio-
mas e continua a servir como base para a criação e a 
aplicação de legislações de direitos humanos em todo 
o mundo.
Disponível em: https://desinstitute.org.br/noticias/declaracao-universal-dos-direitos-humanos-como-surgiu-e-o-
-que-defende/. Acesso em: 09 jan. 2026. Adaptado.
ATIVIDADES
11. A Organização das Nações Unidas (ONU) se define no 
contexto das relações internacionais como:
(A) Uma corporação internacional que controla cadeias 
globais de produção e impõe padrões de consumo.
(B) Uma organização internacional criada para promover 
cooperação entre países, mediar conflitos e defender 
direitos, incluindo ações humanitárias.
(C) Um bloco econômico regional com moeda única e con-
trole direto das economias nacionais.
(D) Um órgão responsável por privatizar serviços públicos 
em países em desenvolvimento.
12. Com base no texto "Para saber mais!", explique por 
que a Declaração Universal dos Direitos Humanos é con-
siderada um marco histórico.
13. O Conselho de Segurança é o órgão da ONU respon-
sável por zelar pela paz e pela segurança internacional. 
Sobre sua estrutura e funcionamento, assinale a alterna-
tiva correta: 
(A) Todos os 193 países-membros da ONU possuem po-
der de veto sobre as decisões militares do Conselho. 
(B) O Conselho é formado apenas por países da América 
Latina e da África, visando equilibrar o poder mundial. 
(C) Possui cinco membros permanentes (EUA, Rússia, Chi-
na, Reino Unido e França) que detêm o poder de veto, 
podendo impedir a aprovação de resoluções mesmo 
que a maioria concorde. 
(D) Suas decisões são apenas sugestões e não precisam 
ser seguidas pelos países envolvidos em conflitos.
14. As organizações internacionais influenciam não ape-
nas a economia, mas também a cultura e os direitos huma-
nos. No caso da UNESCO, ao declarar um local como Pa-
trimônio da Humanidade (como a Cidade de Goiás), qual é 
o principal impacto esperado para a região?
(A) A proibição total da entrada de turistas para não des-
gastar o local. 
(B) A valorização da cultura local, preservação histórica e 
incentivo ao turismo. 
(C) A demolição de prédios antigos para a construção de 
indústrias modernas. 
(D) A transferência da administração da cidade para um 
organismo internacional.
15. A ONU atua por meio de diversas agências, fundos e 
programas que contribuem para a melhoria da qualidade 
de vida das populações. Cite um desses organismos e ex-
plique qual é a sua principal função.
Leia o texto.
Texto IV
Organizações Econômicas Mundiais: FMI, Banco 
Mundial e OMC
Em um mundo globalizado, corporações internacionais 
e organizações econômicas mundiais influenciam direta-
mente a vida das pessoas. As grandes empresas ajudam 
a formar padrões de consumo ao ampliar a circulação de 
produtos e marcas em vários países, enquanto instituições 
como FMI, Banco Mundial e OMC criam regrase políticas 
que afetam preços, acesso a mercadorias, investimentos 
e condições de vida. Por isso, entender esses atores é es-
sencial para analisar como a economia global impacta o 
cotidiano da população.
Além da ONU, que tem um foco político e humanitá-
rio, existem outras organizações internacionais voltadas 
especificamente para questões econômicas e comerciais. 
Essas instituições foram criadas para regular a economia 
mundial, promover o desenvolvimento e facilitar o comér-
cio entre países. As três principais organizações econômi-
cas globais são o Fundo Monetário Internacional (FMI), 
o Banco Mundial e a Organização Mundial do Comércio 
(OMC).
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Fundo Monetário Internacional (FMI)
Criado em 1944, durante a Conferência de Bretton 
Woods, nos Estados Unidos, o FMI tem como missão ga-
rantir a estabilidade do sistema monetário internacional. 
Isso envolve assegurar que as moedas dos países man-
tenham valores relativamente estáveis e que o comércio 
internacional flua sem grandes crises financeiras. Para 
isso, o FMI oferece empréstimos a países que enfrentam 
dificuldades econômicas, como déficits na balança de pa-
gamentos ou crises cambiais.
Entrada do prédio do FMI em Washington, D.C
Disponível em: https://files.cursoenemgratuito.com.br/uploads/2019/09/pr%C3%A9dio_do_fmi-768x432.jpg. Acesso em: 09 
jan. 2026. Adaptado.
Em geral, esses empréstimos vêm acompanhados 
de condicionalidades, isto é, compromissos de ajuste fis-
cal e reformas econômicas, que podem incluir redução 
de gastos públicos, mudanças tributárias, privatizações 
e abertura ao investimento estrangeiro. Essas medidas 
frequentemente afetam a população, reduzindo investi-
mentos em áreas essenciais como saúde, educação e pro-
gramas sociais. Isso gera críticas de que o FMI prioriza os 
interesses dos credores internacionais em detrimento do 
bem-estar social dos países endividados.
Banco Mundial
Também criado em 1944, o Banco Mundial teve como 
objetivo inicial financiar a reconstrução da Europa após 
a Segunda Guerra Mundial. Atualmente, sua missão é 
erradicar a pobreza extrema e promover uma prosperi-
dade compartilhada. A instituição oferece empréstimos 
de longo prazo, assistência técnica e conhecimento para 
projetos de infraestrutura, educação, saúde, saneamento 
básico e agricultura.
A sede do Banco Mundial está localizada em Washington, D.C
Disponível em: https://static.mundoeducacao.uol.com.br/mundoeducacao/2022/07/sede-banco-mundial.jpg. Acesso em: 09 
jan. 2026. Adaptado.
Embora o Banco Mundial tenha contribuído para o de-
senvolvimento de diversos países, também enfrenta crí-
ticas: alguns projetos podem gerar impactos ambientais 
e sociais, como desmatamento, poluição e deslocamento 
de populações. Além disso, os empréstimos aumentam a 
dívida externa dos países em desenvolvimento, criando 
dependência financeira em relação às nações mais ricas, 
que são as principais acionistas do banco.
Organização Mundial do Comércio (OMC)
Criada em 1995, a OMC substituiu o antigo GATT 
(Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio) e tem como ob-
jetivo principal promover o livre comércio entre os países. 
Para isso, a OMC busca reduzir barreiras tarifárias (im-
postos sobre produtos importados), eliminar subsídios 
que distorcem a concorrência e estabelecer regras co-
merciais justas. A organização também atua como árbitro 
em disputas comerciais entre países-membros.
Disponível em: https://s5.static.brasilescola.uol.com.br/be/2021/07/sede-omc.jpg. Acesso em: 09 jan. 2026. Adaptado.
A OMC influencia diretamente o consumo das popu-
lações, pois a redução de tarifas torna os produtos impor-
tados mais baratos e acessíveis, ampliando as opções para 
os consumidores. No entanto, a abertura comercial pode 
prejudicar produtores locais, especialmente pequenos 
agricultores e indústrias nacionais, que não conseguem 
competir com grandes corporações multinacionais. 
Em termos culturais, as regras da OMC podem afetar 
a diversidade cultural ao facilitar a entrada de produtos 
culturais padronizados, como filmes, músicas e programas 
de TV, produzidos por grandes empresas de países desen-
volvidos, principalmente dos Estados Unidos. Isso pode 
ameaçar produções culturais locais e contribuir para a ho-
mogeneização cultural. 
No que diz respeito à mobilidade, a OMC regula o co-
mércio de bens e serviços, mas não tem como foco princi-
pal a circulação de pessoas. No entanto, as transformações 
econômicas decorrentes da liberalização comercial po-
dem gerar desemprego em setores não competitivos, im-
pulsionando migrações de trabalhadores em busca de 
melhores oportunidades em outras regiões ou países. 
Consequências das Políticas Econômicas Globais
Essas organizações (FMI, Banco Mundial e OMC) de-
sempenham papéis fundamentais na economia globaliza-
da, mas suas políticas e decisões geram debates intensos. 
Sede da OMC em Genebra, na Suíça
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Defensores argumentam que elas promovem crescimento 
econômico, estabilidade financeira e cooperação interna-
cional. Por outro lado, críticos apontam que elas perpe-
tuam desigualdades entre países ricos e pobres, impõem 
modelos econômicos neoliberais que prejudicam políticas 
sociais e favorecem grandes corporações em detrimento 
de pequenos produtores e trabalhadores. 
Compreender como essas organizações funcionam 
e como suas decisões afetam a vida cotidiana é essencial 
para desenvolver uma visão crítica sobre a economia glo-
bal e sobre o papel que cada cidadão pode desempenhar 
na construção de um sistema internacional mais justo e 
equitativo.
Disponível em: https://www.scielo.br/j/cint/a/fqmY53m7qRQCQYV6vhpWdNH/?format=html&lang=pt. Acesso em: 09 jan. 
2026. Adaptado.
O Brasil e o FMI
Ao longo de sua história, o Brasil recorreu ao 
Fundo Monetário Internacional (FMI) em diferentes 
momentos, principalmente quando enfrentou crises 
econômicas e dificuldades nas contas externas. Na 
década de 1980, durante a crise da dívida externa, e 
no final dos anos 1990 e início dos anos 2000, o país 
firmou acordos com o FMI, que normalmente envol-
viam metas e medidas de ajuste fiscal. Em 2005, o Bra-
sil realizou um pagamento antecipado ao FMI (cerca 
de US$ 15,46 bilhões), quitando compromissos ligados 
a acordos anteriores. Depois disso, o país não firmou 
novos acordos formais de empréstimo com o Fundo 
naquele período. Em 2010, o Brasil registrou um “em-
préstimo ao FMI” de US$ 10 bilhões, colocando recur-
sos à disposição da instituição. Esses fatos mostram 
uma mudança de posição do país em relação ao Fundo 
ao longo do tempo.
Disponível em: https://www.scielo.br/j/rdgv/a/WVZH8Rs6wJWshpGfrTLtM8F/?format=html&lang=pt. Acesso em: 
09 jan. 2026. Adaptado.
ATIVIDADES
16. As corporações internacionais influenciam direta-
mente os padrões de consumo da população mundial. 
Como essa influência ocorre?
(A) Produzindo apenas bens de luxo para países desen-
volvidos. 
(B) Padronizando produtos e difundindo marcas em dife-
rentes países, ampliando sua circulação no mercado 
global. 
(C) Restringindo a venda de mercadorias para manter a 
exclusividade. 
(D) Incentivando o consumo de produtos tradicionais e 
locais.
17. Sobre a atuação da Organização Mundial do Comér-
cio (OMC), seu principal objetivo é:
(A) Financiar a construção de escolas e hospitais em paí-
ses pobres. 
(B) Enviar tropas de paz para regiões em conflito armado. 
(C) Definir as regras do comércio global e resolver dispu-
tas comerciais entre países. 
(D) Monitorar pandemias e distribuir vacinas mundial-
mente.
18. O Fundo Monetário Internacional (FMI) oferece em-
préstimos a países em crise. No entanto, essa ajuda finan-
ceira geralmente vem acompanhada de certas exigências. 
Explique que tipo de contrapartida o FMI costuma exigir 
dos países que solicitam empréstimos e como isso pode 
afetar apopulação.
19. De acordo com o texto "O Brasil e o FMI", que mudan-
ça ocorreu na relação do Brasil com o FMI ao longo do 
tempo?
(A) O Brasil deixou de participar do FMI após 2005 e pas-
sou a atuar apenas em organismos regionais.
(B) O Brasil passou de país que recorreu a acordos e em-
préstimos em períodos de crise para, em 2010, colocar 
recursos à disposição do FMI.
(C) O Brasil firmou novos acordos formais de empréstimo 
com o FMI após 2005 para financiar políticas sociais.
(D) O Brasil utilizou o FMI apenas na década de 1980 e 
nunca mais teve relação com a instituição.
20. De acordo com o texto, qual é a missão atual do Banco 
Mundial e cite uma das críticas que a instituição enfrenta.
Leia o texto.
Texto V
Diversidade Cultural: As Minorias Étnicas na Europa
O mundo é um mosaico de culturas, línguas, tradições 
e identidades. Essa diversidade é um patrimônio da huma-
nidade que deve ser conhecido, respeitado e valorizado. 
Compreender as diferentes manifestações culturais, es-
pecialmente de grupos minoritários, é fundamental para 
construir uma sociedade mais justa, tolerante e inclusiva.
Uma minoria étnica é um grupo que compartilha iden-
tidade cultural e histórica própria (como língua, tradições 
e formas de organização social) e que, em determinado 
território, encontra-se em posição minoritária principal-
mente em termos de poder político e social (muitas vezes 
também numérica). Por isso, essas minorias podem en-
frentar discriminação, exclusão social e dificuldades para 
preservar suas tradições em contextos dominados por 
grupos majoritários. 
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Representação visual de minorias étnicas
Disponível em: https://static.mundoeducacao.uol.com.br/mundoeducacao/2020/03/minorias.jpg. Acesso em: 09 jan. 2026.
Na Europa, a diversidade étnica é resultado de pro-
cessos históricos complexos, incluindo migrações antigas, 
formação de impérios, colonização e, mais recentemente, 
fluxos migratórios contemporâneos. O continente abriga 
diversas minorias étnicas que mantêm vivas suas tradi-
ções culturais.
Mapa do continente europeu
Disponível em: https://sme.goiania.go.gov.br/conexaoescola/wp-content/uploads/2024/06/mapa-continent-europeu-
-e1718888115443.png. Acesso em: 09 jan. 2026.
Os Bascos são um dos povos mais antigos da Europa, 
habitando uma região que se estende entre o norte da Es-
panha e o sudoeste da França, conhecida como País Basco.
Mapa da Europa destacando a região do País Basco
Disponível em: https://www.listenandlearn.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/05/Euskal_Herria_Europa.png. Acesso 
em: 09 jan. 2026.
Sua língua, o euskera, é única e não possui relação 
comprovada com nenhuma outra língua conhecida, sendo 
considerada um isolado linguístico. 
Placa bilíngue com euskera e espanhol
Disponível em: https://www.listenandlearn.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/05/Euskara-san-millan-yuso-1024x692.
jpg. Acesso em: 09 jan. 2026.
Eles possuem manifestações culturais muito caracte-
rísticas, como o pelota basca (esporte tradicional jogado 
contra uma parede), danças folclóricas com trajes típicos 
coloridos e festivais que celebram sua identidade. His-
toricamente, os bascos atuaram na preservação de sua 
identidade cultural e na defesa de formas de autonomia 
regional, enfrentando períodos de repressão, especial-
mente durante a ditadura de Francisco Franco na Espanha 
(1939-1975), quando o uso do euskera foi proibido.
Os Sami são um povo indígena que habita a região ár-
tica da Europa setentrional, conhecida como Lapônia, que 
se estende pela Noruega, Suécia, Finlândia e Rússia. His-
toricamente, eram conhecidos como Lapps, embora este 
termo seja hoje considerado pejorativo. As estimativas 
populacionais variam, em geral entre cerca de 60 mil e 100 
mil Samis vivendo nesses quatro países, com grande con-
centração na Noruega.
Esse povo tem língua própria, identidade cultural, 
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costumes e tradições, com modo de vida historicamente 
ligado ao ambiente ártico. Antigamente, viviam da caça, 
pesca, criação de renas, agricultura e artesanato, manten-
do um jeito de viver muito ligado à natureza.
Traje tradicional e cultura Sami na Lapônia
Disponível em: https://pagina22.com.br/wp-content/uploads/2022/07/Sami-nikola-johnny-mirkovic-vfaD7bscm7I-unsplash-
-1-1024x728.jpeg. Acesso em: 09 jan. 2026.
O artesanato tradicional destaca-se como expressão 
cultural importante, refletindo profunda conexão com a 
natureza e preservação identitária.
Artesanato/adorno tradicional do povo Sami
Disponível em: https://cdn.prod.website-files.com/562e25d8b7e76f0371f0595b/6429d8c8e727416f8e-
43b288_576453656899046e3e0218eb_foto-Tea%2520Karvinen%2520ARQFACE.jpeg. Acesso em: 09 jan. 2026.
Nas últimas décadas, os Sami conquistaram maior re-
conhecimento e direitos. Atualmente, há um Parlamento 
Sami na Noruega, na Suécia e na Finlândia, e os governos 
reconhecem seu direito à educação em sua própria língua 
e direitos sobre suas terras.
O povo Roma (romani), também conhecido como 
“cigano”, constitui uma das maiores minorias étnicas da 
Europa, com população estimada entre 8 e 10 milhões 
de pessoas. Uma grande parte dessa população vive nos 
Bálcãs e em outras áreas da Europa Central e Oriental, 
mas há também ciganos espalhados pela Europa Ociden-
tal, Oriente Médio, África Setentrional, Américas e antiga 
URSS. Historicamente, os ciganos são originários do norte 
da Índia e migraram para a Europa há mais de mil anos, es-
tabelecendo-se em diversos países. Eles têm sua própria 
língua, chamada romani, músicas e tradições culturais pró-
prias. 
Apresentação musical tradicional de povos Roma
Disponível em: https://www.todamateria.com.br/ciganos/. Acesso em: 12 jan. 2026.
Existem casos envolvendo diversas formas de discri-
minação contra os ciganos, como maus-tratos por parte 
da polícia, recusa das autoridades em fornecer documen-
tos de identidade, e a negativa de restaurantes e hotéis em 
aceitá-los, entre outros.
A preservação das culturas dessas e de outras mino-
rias étnicas europeias é fundamental para manter a rique-
za da diversidade cultural do continente. Reconhecer a 
importância histórica dessas minorias, valorizar suas tra-
dições e combater todas as formas de discriminação são 
responsabilidades de toda a sociedade. Compreender e 
respeitar essas manifestações culturais é essencial para 
construir um mundo mais justo e inclusivo.
Disponível em: https://www.dhnet.org.br/direitos/sip/regionais/santilli_minorias_sist_regionais_dh.pdf. Acesso em: 09 jan. 
2026. Adaptado.
Línguas que mantêm culturas vivas
De acordo com a UNESCO, as línguas são elemen-
tos centrais da identidade cultural dos povos, pois 
nelas estão presentes conhecimentos acumulados ao 
longo de gerações, formas específicas de organização 
social, valores, crenças e maneiras próprias de com-
preender o mundo. Cada língua expressa uma relação 
particular entre as pessoas, a natureza e o território 
em que vivem.
Quando uma língua deixa de ser falada, não se per-
de apenas um conjunto de palavras ou regras gramat-
icais, mas também saberes tradicionais, histórias, 
memórias coletivas e modos únicos de pensar e in-
terpretar a realidade. Por esse motivo, a extinção de 
uma língua representa uma perda irreparável para 
toda a humanidade, e não apenas para o grupo que 
a utilizava.
Nesse contexto, a preservação de línguas como 
o euskera (dos bascos), o romani (do povo Roma) e as 
línguas sami é fundamental para a manutenção da di-
versidade cultural mundial. 
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Placa bilíngue com euskera e espanhol
Disponível em: https://anaviaja.blogspot.com/2010/04/as-placas-do-pais-basco.html. Acesso em: 12 jan. 2026.
Proteger essas línguas significa garantir o direito 
desses povos à sua identidadecultural, fortalecer a 
diversidade sociocultural e promover uma sociedade 
mais plural, respeitosa e inclusiva.
Disponível em: https://www.unesco.org/en/articles/cutting-edge-indigenous-languages-gateways-worlds-cultural-
-diversity. Acesso em: 09 jan. 2026. Adaptado.
ATIVIDADES
21. O que são minorias étnicas e por que é importante co-
nhecer suas manifestações culturais?
22. O povo basco possui um forte sentimento nacionalis-
ta e histórico de luta por autonomia. Uma característica 
única que fundamenta a identidade cultural desse povo 
na Europa é:
(A) O uso do idioma euskera, que é considerado um iso-
lado linguístico, sem parentesco com outras línguas 
conhecidas.
(B) A completa assimilação da cultura francesa, abando-
nando suas tradições ancestrais.
(C) A ausência de qualquer vínculo territorial com a região 
onde vivem.
(D) A adoção do budismo como religião oficial de todo o 
grupo étnico.
23. Qual situação representa uma prática de respeito à 
diversidade sociocultural de minorias étnicas?
(A) Proibir o uso de línguas minoritárias na escola para 
“unificar” o país.
(B) Usar símbolos culturais de um povo em propaganda 
sem consultar o grupo e sem reconhecer sua origem.
(C) Garantir espaço para a comunidade apresentar sua 
cultura, com participação nas decisões e reconheci-
mento de direitos.
(D) Tratar todas as manifestações culturais como folclore 
sem importância social.
24. Do ponto de vista geográfico e histórico, quem são os 
povos Sami:
(A) Trata-se de um povo originário do extremo sul da Eu-
ropa, com tradição ligada principalmente ao pastoreio 
de ovelhas em áreas mediterrâneas.
(B) É um povo indígena do extremo norte da Europa, as-
sociado à região da Lapônia, que abrange o norte da 
Noruega, Suécia, Finlândia e Rússia.
(C) Constitui um povo asiático do Sudeste Asiático, cuja 
identidade se organiza sobretudo em torno de planta-
tions tropicais.
(D) É um povo majoritário na Nova Zelândia, responsável 
pela principal língua nacional do país.
25. Segundo o texto "Para saber mais!", por que a preser-
vação de línguas minoritárias (como euskera, romani e lín-
guas sami) é importante?
Leia o texto.
Texto VI
Diversidade Cultural: Minorias Étnicas na Ásia e 
Oceania
A Ásia e a Oceania são continentes marcados por ex-
traordinária diversidade cultural, abrigando centenas de 
grupos étnicos com línguas, religiões, tradições e modos 
de vida distintos. Compreender essa multiplicidade é es-
sencial para valorizar a riqueza das identidades humanas 
e promover o respeito às diferenças em escala global.
Na Ásia, a diversidade étnica é ainda mais complexa 
devido à vasta extensão territorial e aos milhares de anos 
de história de migrações, conquistas e trocas culturais. O 
continente abriga milhares de línguas faladas e reúne des-
de grandes civilizações milenares até pequenos grupos 
tradicionais com modos de vida próprios.
Rohingya são uma minoria étnica muçulmana origi-
nária principalmente de Mianmar, com língua própria e 
práticas islâmicas. Além disso, preservam costumes comu-
nitários, tradições familiares e práticas culturais ligadas às 
celebrações religiosas, que fazem parte de sua identidade 
coletiva. Uma grande parte da população, estimada em 
cerca de 1 milhão de pessoas, vive como refugiada em 
Bangladesh, em situação de extrema vulnerabilidade. Am-
plamente considerados um dos povos mais perseguidos 
do mundo, os rohingya têm sido alvo de violência sistemá-
tica, discriminação e negação de cidadania por parte do 
governo de Mianmar, o que na prática lhes retira direitos 
básicos, incluindo acesso adequado à educação, saúde, 
trabalho e liberdade de movimento.
Refugiados rohingyas em Bangladesh
Disponível em: https://ichef.bbci.co.uk/ace/ws/800/cpsprodpb/2B8D/production/_97794111_hi041677796.jpg.webp. 
Acesso em: 12 jan. 2026.
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Localização de Xinjiang no noroeste da China
Disponível em: https://www.bbc.com/news/world-asia-china-22278037. Acesso em: 12 jan. 2026.
Com população estimada em cerca de 12 milhões de 
pessoas, os uigures possuem língua própria, escrita em 
alfabeto árabe, e cultura rica que combina elementos da 
Ásia Central, incluindo música tradicional, danças, culiná-
ria específica e artesanato em carpetes. 
Dança tradicional uigur
Disponível em: https://static.poder360.com.br/2025/06/danca-uigures-848x477.jpeg. Acesso em: 12 jan. 2026.
Curdos somam mais de 25 milhões de pessoas e são 
frequentemente descritos como uma das maiores nações 
sem Estado do mundo. Eles habitam uma região mon-
tanhosa dividida entre as fronteiras da Turquia, Iraque, 
Irã e Síria. Apesar de terem uma cultura própria, língua 
e tradições milenares, incluindo o Newroz, comemorado 
como o Ano Novo curdo, eles não possuem um Estado in-
dependente.
Celebração do Ano Novo curdo (Newroz)
Disponível em: https://abre.ai/ovJe. Acesso em: 12 jan. 2026.
Historicamente, os curdos lutam por autonomia e 
reconhecimento de seus direitos culturais e políticos, en-
frentando repressão em diversos países. 
A Oceania, composta pela Austrália, Nova Zelândia e 
milhares de ilhas espalhadas pelo Oceano Pacífico, é lar de 
alguns dos povos indígenas mais antigos do mundo. Os ha-
bitantes originais desses territórios possuem uma riqueza 
extraordinária de manifestações culturais, práticas espiri-
tuais e sistemas de conhecimento desenvolvidos ao longo 
de dezenas de milhares de anos. Apesar da história trau-
mática de colonização que afetou profundamente essas 
populações, suas culturas persistem e vivenciam proces-
sos de revitalização e reconhecimento crescentes.
Aborígenes australianos são os habitantes originais da 
Austrália, com evidências arqueológicas de ocupação hu-
mana no continente há pelo menos 65 mil anos. Possuem 
centenas de grupos culturais diferentes, com mais de 250 
línguas e dialetos, cada um associado a tradições e terri-
tórios específicos. Suas manifestações culturais incluem 
o Dreamtime (Tempo do Sonho), um sistema complexo de 
crenças espirituais que explica a criação do mundo, as leis 
da vida e a relação espiritual com a terra; a arte rupestre, 
gravuras e outras expressões artísticas tradicionais; ins-
trumentos musicais tradicionais, como o didgeridoo; além 
de práticas de profundo conhecimento ecológico sobre a 
fauna e a flora australianas.
Manifestação cultural de povos aborígenes australianos
Disponível em: https://www.megacurioso.com.br/ciencia/como-os-aborigenes-australianos-surgiram-e-se-adaptaram-ao-
-continente. Acesso em: 12 jan. 2026.
Maori, povo polinésio da Nova Zelândia, destacam-se 
pela haka (dança cerimonial tradicional), pelas tatuagens 
ta moko (marcas identitárias ligadas à linhagem e ao status 
social), pelas esculturas em madeira (whakairo), entalhes 
cerimoniais e canções tradicionais. A língua maori (Te Reo 
Maori) e o conceito de whãnau (família estendida) são pila-
res culturais. Desde o Tratado de Waitangi (1840), enfren-
taram os impactos da colonização e, sobretudo a partir do 
século XX, intensificaram a luta por direitos territoriais e 
revitalização cultural.
Uigures são um povo de origem turca e maioria muçul-
mana que habita a região autônoma de Xinjiang, no noro-
este da China. 
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ATIVIDADES
Arte Maori e esculturas em madeira (whakairo)
Disponível em: https://abre.ai/oJx3. Acesso em: 12 jan. 2026. 
A preservação das culturas dessas minorias étnicas é 
fundamental para a manutenção da diversidade cultural 
mundial. Cada povo contribui com conhecimentos únicos, 
visões de mundo diferentes e manifestações artísticas que 
enriquecem a humanidade. Respeitar, valorizar e proteger 
essas culturas não é apenas uma questão de justiça, mas 
também de reconhecimento de que a diversidade é uma 
força que nos torna mais ricos como espécie.
Fonte: Equipe NUREDI.
Referências:
MUNDO EDUCAÇÃO. Povo curdo. Disponívelem: https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/povo-curdo.htm. Acesso 
em: 12 jan. 2026.
NOTÍCIAS DA ONU. Rohingya. Disponível em: https://news.un.org/pt/story/2025/09/1851123. Acesso em: 12 jan. 2026.
BBC. Uigures. Disponível em: https://www.bbc.com/news/world-asia-china-22278037. Acesso em: 12 jan. 2026.
MEGA CURIOSO. Aborígenes australianos. Disponível em: https://www.megacurioso.com.br/ciencia/como-os-aborigenes-
-australianos-surgiram-e-se-adaptaram-ao-continente. Acesso em: 12 jan. 2026.
SABER MUNDO. Cultura maori na Nova Zelândia. Disponível em: https://sabermundo.com/cultura-maori-nova-zelandia/. 
Acesso em: 12 jan. 2026.
O Haka: da tradição maori aos campos de rugby
O haka é uma dança tradicional maori que com-
bina movimentos corporais vigorosos, expressões 
faciais intensas, batidas de pés e cantos ritmados. Ori-
ginalmente, era realizado antes de batalhas para inti-
midar inimigos e demonstrar força, mas também em 
celebrações, funerais e cerimônias de boas-vindas. A 
seleção de rugby da Nova Zelândia, os All Blacks, tor-
nou o haka mundialmente famoso ao realizá-lo antes 
de cada partida.
Execução do haka antes de partida de rugby
Disponível em: https://blog.esportudo.com/nao-e-so-uma-intimidacao-conheca-o-haka-danca-dos-all-blacks-no-ru-
gby. Acesso em: 12 jan. 2026.
Entre as variações do haka, o Ka Mate (canto guer-
reiro) é o mais conhecido, composto pelo chefe maori 
Te Rauparaha no século XIX. Esse haka ganhou des-
taque mundial principalmente pela execução consis-
tente dos All Blacks, tornando-se um símbolo icônico 
do rugby neozelandês. Através do Ka Mate e de ou-
tras variações do haka, a prática não apenas preserva 
uma tradição ancestral, mas também afirma o orgulho 
cultural maori e demonstra como manifestações tra-
dicionais podem ser valorizadas e integradas à identi-
dade nacional contemporânea.
Disponível em: https://www.allblacks.com/the-haka. Acesso em: 09 jan. 2026. Adaptado.
SUGESTÕES DE FILMES PARA CONTEXTUALIZAÇÃO E EX-
PLORAÇÃO DO TEMA:
1. ENCANTADORA DE BALEIAS (2002)
SINOPSE: 
Classifi cação: 12 anos.
Em uma comunidade Maori 
no litoral da Nova Zelândia, Pai, 
uma menina de 11 anos e neta 
do líder Koro, desafia a tradição 
de que apenas homens podem 
assumir a liderança. Entre con-
flitos familiares e aprendizados 
culturais, ela luta para afirmar 
sua identidade e manter viva a herança de seu povo.
2. GERAÇÃO ROUBADA (2002)
SINOPSE: 
Classifi cação: 12 anos.
Baseado em fatos reais, 
acompanha crianças indígenas 
australianas retiradas de suas 
famílias durante políticas de assi-
milação cultural. O filme permite 
discutir colonialismo, violações 
de direitos, apagamento cultural 
e a importância da proteção da 
identidade sociocultural de povos minoritários.
26. Quais são os principais desafios enfrentados pelo 
povo curdo?
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27. Explique a importância da preservação da cultura 
Maori na Nova Zelândia, considerando os impactos histó-
ricos da colonização e o processo de revitalização cultural.
28. O Haka é uma dança tradicional do povo Maori que 
ganhou visibilidade mundial, especialmente através do 
time de rugby All Blacks. Essa manifestação representa:
(A) Uma dança criada recentemente para entretenimento 
comercial, sem ligação com tradições anteriores.
(B) Um exemplo de como uma manifestação cultural pode 
afirmar identidade e orgulho de um povo, permanece 
viva e ressignificada no presente.
(C) Uma prova de que as culturas indígenas foram total-
mente substituídas após a colonização.
(D) Um ritual praticado apenas em guerras atuais e proibi-
do em eventos esportivos.
29. As manifestações culturais dos povos aborígenes aus-
tralianos incluem várias expressões artísticas e foram im-
pactadas historicamente pela colonização. Qual alternativa 
descreve uma manifestação cultural tradicional desse povo?
(A) O uso de máscaras e pinturas faciais para a realização 
de rituais de cura e morte.
(B) A arte rupestre, o Dreamtime, e o uso do didgeridoo 
como instrumentos tradicionais de música.
(C) A realização de rituais de dança e cantos em festivais 
anuais, mas sem envolvimento com a natureza.
(D) A criação de esculturas em madeira, como o haka mao-
ri, para comemorar vitórias em batalhas.
30. Qual é a importância de organismos internacionais e 
da sociedade global defenderem os direitos dos Rohin-
gya, garantindo proteção e respeito à sua identidade so-
ciocultural?
(A) Para justificar políticas de homogeneização cultural e 
religiosa, negando a pluralidade étnica.
(B) Para proteger um grupo em situação de extrema vul-
nerabilidade contra a violência e garantir o direito hu-
mano fundamental de preservar sua identidade e vida. 
(C) Para incentivar que esses povos abandonem suas tra-
dições e sejam assimilados pela cultura ocidental. 
(D) Para facilitar a exploração de mão de obra barata em 
países desenvolvidos.
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Expediente
Governador do Estado de Goiás
Ronaldo Ramos Caiado
Vice–Governador do Estado de Goiás
Daniel Vilela
Secretária de Estado da Educação
Aparecida de Fátima Gavioli Soares Pereira
Secretária–Adjunta
Helena Da Costa Bezerra
Diretora Pedagógica
Alessandra Oliveira de Almeida
Superintendente de Educação Infantil e Ensino 
Fundamental
Fátima Garcia Santana Rossi
Superintendente de Ensino Médio
Osvany Da Costa Gundim Cardoso
Superintendente de Segurança Escolar e Colégio 
Militar
Cel Mauro Ferreira Vilela
Superintendente de Desporto Educacional, Arte 
e Educação
Elaine Machado Silveira 
Superintendente de Atenção Especializada
Rupert Nickerson Sobrinho
Diretor Administrativo e Financeiro
Andros Roberto Barbosa
Superintendente de Gestão Administrativa
Leonardo de Lima Santos
Superintendente de Gestão e Desenvolvimento 
de Pessoas
Hudson Amarau de Oliveira
Superintendente de Infraestrutura
Gustavo de Morais Veiga Jardim
Superintendente de Planejamento e Finanças
Taís Gomes Manvailer
Superintendente de Tecnologia
Bruno Marques Correia
Diretora de Política Educacional
Vanessa de Almeida Carvalho
Superintendente de Gestão Estratégica e 
Avaliação de Resultados
Márcia Maria de Carvalho Pereira
Superintendente do Programa Bolsa Educação
Márcio Roberto Ribeiro Capitelli
Superintendente de Apoio ao Desenvolvimento 
Curricular
Nayra Claudinne Guedes Menezes Colombo
Chefe do Núcleo de Recursos Didáticos
Evandro de Moura Rios
Coordenador de Recursos Didáticos para o Ensino 
Fundamental
Alexsander Costa Sampaio
Coordenadora de Recursos Didáticos para o 
Ensino Médio
Edinalva Soares de Carvalho Oliveira
Professores elaboradores de Língua Portuguesa
Bianca Felipe Ferreira
Edinalva Filha de Lima Ramos 
Katiuscia Neves Almeida
Maria Aparecida Oliveira Paula
Norma Célia Junqueira de Amorim
Professores elaboradores de Matemática
Basilirio Alves da Costa Neto
Cleo Augusto dos Santos
Tayssa Tieni Vieira de Souza
Thiago Felipe de Rezende Moura
Tyago Cavalcante Bilio
Professores elaboradores de Ciências da Natureza
Leonora Aparecida dos Santos
Sandra Márcia de Oliveira Silva
Sílvio Coelho da Silva
Professores elaboradores de Ciências Humanas e 
Sociais Aplicadas
Eila da Rocha dos Santos
Geraldo Avelino Gomes Filho
Revisão
Cristiane Gonzaga Carneiro Silva
Diagramação
Adriani Grün
Alisse Theodora Ribeiro Silvatenentismo, 
do qual Vargas fez parte, combatia as oligarquias tradicio-
nais). Sob o comando de Luís Carlos Prestes, a ANL organi-
zou a chamada Intentona Comunista, em 1935, um levante 
comunista contra o governo de Getúlio Vargas.
O governo varguista dá seus primeiros sinais de 
autoritarismo
Com a emergência desses movimentos políticos, Ge-
túlio Vargas vê seu governo ameaçado. Embora as ten-
tativas de levantes tenham sido facilmente contidas pelo 
governo, Vargas as utiliza como justificativa para decretar 
um estado de Sítio no país.
Sob a justificativa de uma “ameaça comunista”, a elei-
ção presidencial de 1937 é cancelada. Um suposto plano 
comunista para a derrubada do governo, intitulado nPla-
no Cohen, é divulgado (hoje sabe-se que o plano foi in-
ventado pelo próprio governo para justificar medidas de 
exceção). Em resposta a essa suposta tentativa de golpe, 
Vargas dissolve o Legislativo e anula a Constituição de 
1934. Inicia-se, então, a terceira fase da Era Vargas, deno-
minada Estado Novo. 
Estado Novo (1937-1945)
O Estado Novo consiste no período da  ditadura var-
guista, que teve início com o cancelamento da eleição presi-
dencial de 1937 e a instauração de um governo de exceção. 
Para dar respaldo ao autoritarismo desse período, foi ela-
borada uma nova Constituição, a Constituição de 1937, co-
nhecida como “Polaca” por sua inspiração polonesa.
A nova carta constitucional favoreceu a concentração 
do poder no Executivo, com a abolição das demais insti-
tuições democráticas. Os partidos políticos, como a AIB e 
a ANL, foram colocados na ilegalidade, e a perseguição à 
oposição foi institucionalizada, inclusive com a permissão 
da prática de tortura. 
Um dos casos mais emblemáticos da violência do Es-
tado Novo foi a extradição de Olga Benário Prestes para 
a Alemanha. Olga era alemã e judia, enviada ao Brasil pela 
Internacional Comunista para ajudar Luís Carlos Prestes a 
liderar o movimento comunista no país, mais tarde os dois 
viriam a se casar. Capturada pelo governo varguista quan-
do estava grávida, Olga Benário foi entregue à Alemanha 
nazista, e morreu em um campo de concentração.
Como é de praxe em governos autoritários, Vargas 
criou o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), 
para controlar a imagem do governo perante os olhos da 
população. Encarregado de fazer propaganda do gover-
no, o DIP era responsável pelo programa “Hora do Bra-
sil”, que passava diariamente nas rádios. Além disso, esse 
Departamento também era responsável por censurar as 
artes e a imprensa.
O Estado Novo, no entanto, manteve (e fortaleceu) os 
principais traços de Getúlio Vargas: seu caráter trabalhis-
ta e nacional-desenvolvimentista.
Foi durante esse período de exceção que Getúlio criou 
a Justiça do Trabalho (1939) e a Consolidação das Leis de 
Trabalho (CLT), em 1943. A CLT unificou as leis trabalhis-
tas existentes e estabeleceu novos direitos trabalhistas, 
como o salário mínimo, o descanso semanal remunerado, 
e condições de segurança no trabalho. Essas políticas, que 
beneficiaram a vida da classe trabalhadora, concederam a 
Vargas o apelido de “pai dos pobres”.
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ATIVIDADES
O nacional-desenvolvimento, principal característica 
do governo varguista, foi bastante forte nesse período, 
com a criação de diversas companhias nacionais, como a 
Companhia Siderúrgica Nacional (1941); a  Companhia 
Vale do Rio Doce (1942) e a Companhia Hidrelétrica do 
São Francisco (1945).
Durante o Estado Novo, as hostilidades que vinham 
se formando (ou que nunca cessaram) desde a Primeira 
Guerra resultaram em um novo conflito de escala mundial. 
Em 1944, o Brasil une-se aos Aliados, para lutar ao lado 
dos Estados Unidos e da União Soviética contra os regi-
mes fascistas da Itália e da Alemanha. O fato de Vargas, 
que governava sob um regime autoritário, ter participa-
do na Guerra contra o fascismo é considerado um pouco 
controverso. Essa escolha se deu pelo fato de o Brasil ter 
fortes relações econômicas com os Estados Unidos, que 
naquele momento prometiam financiamento para a indús-
tria brasileira. 
A participação brasileira na Segunda Guerra expôs as 
contradições do governo varguista, por mandar seus ho-
mens para morrer lutando contra o autoritarismo na Eu-
ropa, enquanto o autoritarismo era também a realidade 
nacional. Em outubro de 1945 Vargas foi deposto por meio 
um golpe de Estado organizado pela União Democrática 
Nacional (UDN) e pelos militares. Mas esse ainda não se-
ria o fim de Getúlio Vargas na Presidência, pois ele retorna 
por eleições diretas em 1951.
Texto de Isabela Moraes. Adaptado.
Disponível em: https://www.politize.com.br/era-vargas/Acesso em: 10 fev. 2026.
1. Com base nas informações apresentadas no texto, ana-
lise o papel da Revolução de 30 na chegada de Getúlio 
Vargas ao poder.
2. Explique o que foram os interventores e qual era sua 
função dentro do projeto de Vargas?
3. A Constituição de 1934 é considerada liberal e progres-
sista. Justifique essa afirmação com base em suas princi-
pais inovações.
4. A partir do texto, compare os principais objetivos e 
características da Ação Integralista Brasileira (AIB) e da 
Aliança Nacional Libertadora (ANL).
5. Quais foram os principais traços políticos e institucio-
nais do Estado Novo (1937-1945).
6. Apesar do autoritarismo do Estado Novo, Vargas im-
plementou importantes medidas trabalhistas e econômi-
cas. Cite e explique algumas dessas medidas.
7. (UPE – Adaptado) Construído a partir de um golpe po-
lítico-militar e, portanto, carente de legitimidade, o regi-
me inaugurado por Vargas em 1930 disseminou, por toda 
a sociedade, uma produção de cunho político e cultural, 
que afirmava a necessidade histórica no novo governo. 
Para os trabalhadores, em particular, o Estado, nos anos 
30 e 40, tornou-se produtor de bens materiais e simbóli-
cos, a fim de obter deles a aceitação e o consentimento ao 
regime político.
FERREIRA, Jorge Luiz. A cultura política dos trabalhadores no Primeiro Governo Vargas. Rio de Janeiro: Revista Estudos 
Históricos, col. 3, n. 6, 1990, p. 180.
As duas principais características político-econômicas do 
regime citado foram respectivamente
(A) protecionismo e privatismo.
(B) populismo e desenvolvimentismo.
(C) nacional-estatismo e parlamentarismo.
(D) industrialismo e não intervenção do Estado.
8. (ACAFE- Adaptado) O período conhecido como Esta-
do Novo (1937-1945) foi uma das fases em que Getúlio 
Vargas exerceu o poder executivo no Brasil. Esse período 
teve como característica a
(A) Revolução Constitucionalista Iniciada em São Paulo.
(B) criação da Petrobrás e o atentado contra Carlos Lacerda.
(C) tentativa da ANL de promover um levante armado, co-
nhecido como Intentona Comunista.
(D) censura aos meios de comunicação e atividades cul-
turais, a cargo do DIP (Departamento de Imprensa e 
Propaganda).
Prof. Fernando Dominience
Colégio Estadual Pol. Profº Goiany Prates.
Leia o texto. 
Texto II
A Revolução de 1930 e a construção de Goiânia: 
disputas regionais e política nacional
A construção de Goiânia, na década de 1930, ocor-
reu em um contexto de profundas transformações 
políticas e econômicas em Goiás e no Brasil. A nova 
capital resultou das disputas internas no estado e da 
reorganização do poder promovida após a Revolução 
de 1930, que levou Getúlio Vargas ao governo federal. 
Para compreender esse processo, é necessário obser-
var tanto o que ocorria em Goiás quanto as mudanças 
em curso no país.
No início do século XX, Goiás ainda enfrentava di-
ficuldades de integração econômica e de transporte. A 
antiga capital, a Cidade de Goiás, havia sido importan-
te no período da mineração, mas já não acompanhava 
as transformações que começavam a ocorrer em ou-
tras regiões do estado. Nesse contexto, o sul goiano 
passou a ganhar importância. A expansão da agricultu-
ra e da pecuária, além da chegada da estrada de ferro, 
aproximou essa região do Sudestedo Brasil e facilitou 
o comércio. Essas mudanças alteraram o equilíbrio 
econômico no interior do próprio estado.
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A política goiana organizava-se por meio de alian-
ças entre lideranças regionais. Na Primeira República, 
grandes proprietários rurais, conhecidos como coro-
néis, exerciam forte influência econômica e política em 
suas regiões. Controlavam redes de apoio, influencia-
vam eleições e a ocupação de cargos públicos, esta-
belecendo relações de dependência com a população 
local. Esse sistema ficou conhecido como coronelismo. 
Com o crescimento econômico do sul do estado, novas 
lideranças passaram a disputar espaço com os grupos 
tradicionais ligados à então capital.
É nesse cenário de transformações econômicas e 
disputas regionais que se destaca a liderança de Pe-
dro Ludovico Teixeira. Médico de formação, ele atuava 
politicamente em cidades do sul de Goiás que vinham 
ganhando relevância com a expansão agrícola e a che-
gada da estrada de ferro. Municípios como Rio Verde 
e outras áreas do sul tornavam-se polos de dinamismo 
econômico, fortalecendo grupos políticos locais que 
buscavam maior influência nas decisões estaduais. De 
outro lado, estavam setores tradicionais ligados à anti-
ga capital, a Cidade de Goiás, onde famílias influentes, 
como os Caiado, mantinham vínculos históricos com o 
centro do poder político estadual.
A Revolução de 1930 constituiu o momento deci-
sivo dessa disputa. No plano nacional, o movimento 
liderado por Getúlio Vargas questionava o sistema 
político da Primeira República. Em Goiás, os grupos 
rivais assumiram posições distintas: enquanto setores 
tradicionais apoiaram o governo federal então vigente, 
Pedro Ludovico alinhou-se ao movimento liderado por 
Vargas. Houve confrontos, e ele chegou a ser preso 
durante o conflito. Com a vitória da Revolução em ní-
vel nacional, o equilíbrio político em Goiás foi alterado. 
Pedro Ludovico foi libertado e assumiu o governo es-
tadual como interventor nomeado por Vargas.
Essa mudança foi fundamental. A partir de 1930, o 
governo federal passou a exercer maior controle so-
bre os estados, substituindo governadores eleitos por 
interventores indicados pelo presidente. Essa reorga-
nização fortaleceu o poder central e criou condições 
para a realização de projetos de grande impacto. Em 
Goiás, significou a consolidação do novo grupo diri-
gente e a possibilidade de colocar em prática a propos-
ta de transferir a capital.
A ideia de transferir a sede administrativa não era 
nova. No entanto, apenas na década de 1930 as condi-
ções políticas permitiram sua execução. A mudança da 
capital tinha um sentido político relevante: ao deslocar 
o centro administrativo da Cidade de Goiás, o novo 
governo reduzia a influência das antigas forças políti-
cas ligadas à capital e fortalecia sua posição no esta-
do. Além disso, a construção de uma cidade planejada, 
em área considerada mais estratégica, simbolizava 
uma nova etapa para Goiás. Goiânia foi projetada com 
avenidas largas, prédios públicos modernos e traços 
arquitetônicos inspirados no estilo Art Déco, então as-
sociado às ideias de progresso e modernidade.
O projeto da nova capital também dialogava com 
a política nacional do período. Durante o governo 
Vargas, especialmente no Estado Novo (1937–1945), 
ganhou força a ideia de integrar o interior do país ao 
restante do território nacional. Essa política ficou co-
nhecida como “Marcha para o Oeste”. A proposta de-
fendia a ocupação e o desenvolvimento das regiões 
interiores como parte da construção de um Brasil mais 
integrado. Nesse contexto, Goiânia passou a ser vista 
também como símbolo de progresso e integração.
Assim, a construção de Goiânia expressa a articu-
lação entre disputas regionais e transformações nacio-
nais. As rivalidades internas e as mudanças econômicas 
em Goiás impulsionaram a proposta de mudança da 
capital. A Revolução de 1930 alterou o equilíbrio de 
poder no estado, e o novo governo federal ofereceu 
respaldo político e administrativo para que o projeto 
fosse concretizado.
Texto de Prof. Me. Fernando Dominience.
Fonte: CHAUL, Nasr Fayad. Caminhos de Goiás: da construção da decadência aos limites da modernidade. Goiânia: 
Editora da UFG, 2022. CAMPOS, Francisco Itami. Coronelismo em Goiás. Goiânia: Editora Vieira, 2003. FAUSTO, 
Boris. A Revolução de 1930: historiografia e história. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
Disponível em: https://abre.ai/oJtR. Acesso em: 12 fev. 2026.
Disponível em: https://abre.ai/oJtT. Acesso em: 12 fev. 2026. 
ATIVIDADES
9. Ao analisar o contexto da construção de Goiânia, po-
demos dizer que ela é resultado apenas de uma decisão 
administrativa?
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Durante o Estado Novo, Getúlio Vargas imple-
mentou uma política de “alienação patriótica” nas es-
colas, visando formar uma geração mais alinhada aos 
ideais do governo. Essa política buscava introduzir 
valores nacionalistas e patrióticos nas crianças desde 
cedo, utilizando o sistema educacional como meio de 
propaganda e de legitimação do regime.
Fonte: Equipe NUREDI
Disponível em: https://abre.ai/muRI. Acesso em: 06 mar 2026.
O trabalhismo de Vargas refere-se ao conjunto de 
políticas e medidas trabalhistas implementadas duran-
te o governo de Getúlio Vargas no Brasil, centradas na 
valorização e no controle da classe trabalhadora, que 
se destacou especialmente durante a fase do Estado 
Novo (1937-1945).
Vargas buscou estabelecer uma relação mais equi-
librada entre trabalhadores e empregadores, introdu-
zindo leis que garantiam direitos trabalhistas, como 
a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), em 1943. 
Além disso, o trabalhismo varguista promoveu a cria-
ção de sindicatos, instituiu o salário-mínimo e estabe-
leceu a jornada de trabalho de 8 horas diárias.
Fonte: Equipe NUREDI
Disponível em: https://abre.ai/oXU0. Acesso em: 12 mar. 2026.
14. O trabalhismo na Era Vargas pode ser visto como uma 
tentativa de equilibrar as relações de trabalho e promo-
ver transformações sociais significativas no Brasil. Con-
siderando esse contexto, informe como as políticas tra-
balhistas implementadas por Vargas, durante o Estado 
Novo, refletiram os desafios e as aspirações da sociedade 
brasileira da época. Quais foram os principais avanços e 
contradições do trabalhismo varguista?
SUGESTÕES DE FILMES PARA CONTEXTUALIZAÇÃO COM O 
PERÍODO ESTUDADO E PARA CONTRIBUIR COM O TEMA:
1. REVOLUÇÃO DE 30
SINOPSE 
Classificação: não recomenda-
do para menores 12 anos.
Uma reconstituição dos fa-
tos que antecederam a Revo-
lução de 30 em São Paulo e os 
acontecimentos durante o mo-
vimento através da montagem 
de imagens de arquivo da época 
e outros recursos audiovisuais, 
como cinejornais, filmes do período, cações, além de 
comentários de alguns historiadores.
10. O texto destaca a importância do sul de Goiás no início 
do século XX. De que maneira a expansão da agricultura, 
da pecuária e a chegada da estrada de ferro alteraram o 
equilíbrio econômico e político do estado?
11. A Revolução de 1930 é um momento de ruptura. De 
que forma esse evento nacional interferiu diretamente na 
política de Goiás?
12. Goiânia foi planejada com avenidas largas e arquitetu-
ra inspirada no Art Déco. Como a ideia de modernidade 
se relacionava com o novo grupo político no poder?
13. Como a construção de Goiânia dialogava com essa 
proposta nacional da “Marcha para o Oeste”?
2. CONHECENDO OS PRESIDENTES
SINOPSE 
Classificação: livre.
A série traz os perfis de todos 
os ex-presidentes do Brasil, des-
de Deodoro da Fonseca até Lula, 
retratando os acontecimentos 
marcantes do período do gover-
no em questão.
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3. NOSSA HISTÓRIA DARIA UM FILME
SINOPSE
Classificação: livre.
A série documentalé resul-
tado de um projeto de extensão 
da UFG, que faz um resgate da 
história das comunidades goia-
nienses por meio do olhar de 
seus moradores, revelando tan-
tos problemas sociais quanto o 
sentimento de quem tem a sua 
existência tocada por Goiânia.
Leia o texto
Texto III
Imperialismo: o que é, causas e características
O imperialismo é fenômeno político e histórico que 
contribuiu para moldar o mundo moderno e contempo-
râneo, nos âmbitos econômico, social, político e cultural. 
Isso porque o conjunto de ações imperialistas realizadas 
ao longo de séculos impactou profundamente a formação 
e o desenvolvimento de diversos países.
O que é exatamente o imperialismo?
O imperialismo pode ser definido como uma política 
de expansão e dominação de um Estado ou nação sobre 
outro, geralmente com o objetivo de controle econômico, 
político e cultural. Nesse sentido, o imperialismo está dire-
tamente ligado com à exploração de um Estado sobre um 
território, com a intenção de obter vantagens.
A dominação imperialista envolve diversos fatores e 
pode ocorrer por meio da força militar, pressão política, 
exploração econômica ou influência cultural. Ao longo da 
história, o imperialismo foi responsável pela formação de 
grandes impérios, que dominavam vastas extensões ter-
ritoriais.
Uma das suas características é a expansão de nações 
poderosas sobre territórios e nações mais fracas, de ma-
neira a ter o controle dos recursos, mercados e popula-
ções para ganhos econômicos.
Muitas vezes, o conceito de imperialismo é confundi-
do com o colonialismo. Apesar de estarem relacionados, 
há diferenças importantes: o imperialismo não é simples-
mente a ocupação territorial e à implementação de uma 
administração para povoamento e exploração. Ele tam-
bém pode ser exercido de maneira indireta, por meio de 
mecanismos de controle comercial e financeiro, influência 
cultural e dependência política. Por isso, muitos autores 
também chamam o imperialismo de neocolonialismo.
Para o teórico e economista político Samir Amin, o im-
perialismo está vinculado com à expansão do capitalismo 
como um sistema econômico global. Segundo o autor, o ca-
pitalismo se baseia na expansão e integração de mercados 
para o seu funcionamento. Assim, as grandes potências, 
em busca de novos mercados e maior acesso a recursos, 
implementaram ações imperialistas de expansão para 
sustentar o seu modelo econômico.
Foi com a Segunda Revolução Industrial, ocorrida no 
século XIX, que o imperialismo tomou forma e ganhou for-
ça. O surgimento da indústria, o desenvolvimento tecno-
lógico e a produção em massa pelas potências europeias 
da época, especialmente a Inglaterra, impulsionaram a 
busca de novos mercados consumidores, recursos e ma-
térias-primas por esses países. 
Essa expansão era vista como necessária pelas po-
tências para sustentar as suas economias e manter o 
crescimento e o desenvolvimento das suas indústrias e 
do comércio. Como consequência, no fim do século XIX 
e início do século XX, houve uma frenética corrida pela 
conquista e dominação de territórios, principalmente na 
África e na Ásia.
Com isso, essa busca desenfreada passou a abranger 
todo o globo terrestre, envolvendo também mecanismos 
indiretos como processos financeiros, por meio de gran-
des bancos e instalação de empresas multinacionais nos 
países dominados. Assim, para Samir Amin, nesse momen-
to da história, o imperialismo se consolidou e estabeleceu 
suas principais características: o controle e expansão de 
mercados, a pilhagem de recursos naturais e a superex-
ploração de mão de obra nos países periféricos.
Fatores motivadores
O imperialismo foi impulsionado por uma série de fa-
tores, muitas vezes interligados, com objetivo principal de 
acumular poder e capitais pelas nações mais poderosas. 
Entre os fatores, destacam-se:
• Interesses Econômicos: a Revolução Industrial 
criou uma demanda por matérias-primas, como 
carvão, ferro e borracha, além de mercados con-
sumidores para os produtos industrializados. As 
potências europeias viram nas ações imperialistas 
e coloniais uma forma de garantir o acesso a esses 
recursos e mercados.
• Rivalidades Geopolíticas: a competição entre 
as nações europeias por poder e crescimento 
econômico levou à corrida por territórios para a ex-
ploração. Ter o domínio e o controle sobre recursos, 
mercados e mão de obra contribuía para influência 
política global das potências imperialistas.
• Culturais e ideológicas: Muitas potências imperi-
alistas justificavam suas ações com o argumento de 
que estavam levando “civilização” e “progresso” aos 
povos considerados “atrasados”. Essa ideia, além 
de ser racista por considerar a existência de raças 
superiores e inferiores, era frequentemente usada 
para mascarar os verdadeiros interesses econômi-
cos e políticos.
O imperialismo nos Séculos XIX e XX
A segunda metade do século XIX e o início do século 
XX foram marcadas pelo auge do imperialismo, com a par-
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tilha da África e o controle europeu sobre grandes por-
ções da Ásia. As potências imperialistas justificavam suas 
ações por meio da retórica do progresso e da civilização.
Nesse período, por exemplo, foi realizada a Conferên-
cia de Berlim, entre os anos de 1884 e 1885, para debater 
e organizar a divisão do continente africano pelas potên-
cias europeias. A conferência foi liderada pelo chanceler 
alemão Otto von Bismarck e tinha como objetivo organi-
zar a disputa imperialista por terras na África de modo a 
evitar conflitos.
Com isso, as reuniões determinaram questões como as 
fronteiras entre colônias e quais países europeus teriam os 
seus controles, os direitos de navegação e comércio, as re-
gras para a ocupação do continente africano, entre outras. 
Tudo isso foi feito sem nenhum representante africano nas 
negociações. Assim, a corrida imperialista intensificou dis-
putas e alianças, contribuindo para o clima de tensão que 
culminaria na Primeira Guerra Mundial. Isso ocorreu espe-
cialmente em vista da ascensão e fortalecimento do Impé-
rio Alemão, que desinteressava e prejudicava os objetivos 
do Império Britânico e do Império Francês.
Nesse cenário, o nacionalismo ganhou força como ide-
ologia que exaltava a nação, sua cultura e sua suposta su-
perioridade. O imperialismo foi justificado por discursos 
nacionalistas que defendiam a “missão civilizadora” euro-
peia, baseada em ideias racistas e no darwinismo social. A 
crença de que alguns povos eram mais “evoluídos” serviu 
para legitimar a dominação sobre africanos e asiáticos. Ao 
mesmo tempo, a expansão colonial alimentava o orgulho 
nacional das populações europeias, que viam no império 
um símbolo de grandeza e progresso.
O imperialismo do final do século XIX não foi apenas 
um processo de dominação econômica e territorial, mas 
também um fenômeno profundamente ligado ao fortale-
cimento do nacionalismo. A busca por colônias reforçou 
rivalidades entre as potências e contribuiu para a constru-
ção de identidades nacionais baseadas na ideia de supe-
rioridade e poder, preparando o terreno para os grandes 
conflitos do século XX.
Texto de Eduardo de Rê. Adaptado.
Disponível em: https://www.politize.com.br/imperialismo/. Acesso em: 12 fev. 2026. 
ATIVIDADES
15. A partir do texto, explique como o imperialismo pode 
influenciar os aspectos econômicos, sociais, políticos e 
culturais dos territórios dominados.
16. O texto afirma que o imperialismo pode ocorrer de 
forma direta, por meio da força militar e da ocupação ter-
ritorial, ou de maneira indireta, através de mecanismos 
econômicos e culturais. Com base nessa ideia, discuta 
como formas indiretas de dominação podem ocorrer no 
mundo contemporâneo.
17. A Segunda Revolução Industrial é apontada no texto 
como um momento decisivo para a intensificação do im-
Leia o texto.
Texto III
A Primeira Guerra Mundial
A Primeira Guerra Mundial foi fruto de numerosas 
tensões europeiasherdadas do século XIX. Para com-
preender o conflito, alguns pontos que foram anteced-
entes cruciais precisam ser destacados.
A Segunda Revolução Industrial, gerou uma corrida im-
perialista, pois essa corrida conferiu uma nova importân-
cia aos antigos territórios europeus na África e na Ásia, já 
ocupados séculos antes. A partir de então, ter colônias era 
essencial para alimentar a Segunda Revolução Industrial.
Com as colônias se tornando mais essenciais aos eu-
ropeus no fim século XIX, alguns países passaram a ques-
tionar a forma que esses territórios foram divididos entre 
as potências. Aqui destaca-se a Alemanha, que havia se 
unificado tardiamente (1871) e ficado de fora da partilha 
das colônias. Como forma de “acalmar os ânimos”, a Con-
ferência de Berlim foi essencial para essa divisão.
A disputa entre os países não ficou apenas no setor 
econômico. Com o crescimento de um Estado gerava de-
sconfiança em seus vizinhos, que temiam perder seus ter-
ritórios para a expansão imperialista do outro, os países 
passaram a fortalecer seu estoque de armas. Foi a Se-
gunda Revolução Industrial, com suas máquinas elétricas 
e motores a combustão, que permitiu o crescimento da 
produção bélica em uma escala inédita.
Isso culminou em um fenômeno conhecido como “paz 
armada”, que durou de 1871 até o início da Primeira Guer-
ra Mundial, em 1914. Ou seja, conforme a Alemanha cres-
cia, por exemplo, a desconfiança por parte da Inglaterra 
aumentava. Buscando garantir sua segurança, os ingleses 
fortaleciam suas Forças Armadas para estarem prepara-
dos caso os alemães agissem de forma prejudicial a seus 
interesses. Consequentemente, a Alemanha também se 
sentia ameaçada e acabava fortalecendo seu arsenal béli-
co. A lógica da paz armada é bem representada pela frase 
“se queres a paz, prepare-se para a guerra”.
Assim, com os Estados cada vez mais armados, as 
relações internacionais na Europa mantiveram-se consid-
eravelmente estáveis. Contudo, mesmo sem esses países 
entrarem em guerra, diversos ressentimentos foram acu-
mulados e, eventualmente, culminaram na Primeira Guer-
ra Mundial.
perialismo. De que maneira essas mudanças ajudaram as 
potências europeias a expandirem seus domínios sobre 
outros territórios no mundo?
18. O texto destaca alguns dos fatores que impulsionou o 
imperialismo. Quais eram eles?
19. O texto afirma que o nacionalismo e ideias como o 
darwinismo social foram usados para justificar o imperia-
lismo. Explique como essas ideias ajudaram a legitimar a 
dominação europeia sobre povos da África e da Ásia.
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O fato de a Alemanha ir pouco a pouco colecionando 
inimigos, foi crucial apara a formação das alianças. Esse 
processo ficou conhecido como antigermanismo. Em 
outras palavras, muita gente não estava gostando da as-
censão política e econômica que a Alemanha vinha con-
quistando desde sua unificação em 1871. 
A França, que perdeu a Guerra Franco-Prussiana 
(1870-71) e teve que entregar a região da Alsácia-Lore-
na – rica em minério de ferro – aos alemães, cultivava um 
sentimento de revanche.
Por sua vez, os russos não reagiram bem à tentativa 
alemã de construir uma estrada de ferro ligando Berlim 
a Bagdá, capital do Iraque. A insatisfação era justificada 
pelo fato de a estrada cortar regiões ricas em petróleo, 
sobre as quais a Rússia pretendia estender sua influência.
Já os ingleses não estavam contentes com a concor-
rência industrial alemã, que ameaçava o monopólio da 
Inglaterra em diversos mercados. Os Estados Unidos tam-
bém compartilhavam dessa visão, pois viam a influência 
política e econômica da Alemanha se espalhar por impor-
tantes países da América, como o Brasil.
Outro ponto importante para a eclosão da Primei-
ra Guerra Mundial, foram as tensões no Império Aus-
tro-Húngaro. A Áustria-Hungria, fundada em 1867, era 
um império multinacional que sofria para manter-se uni-
ficado. Por ser composto por muitas nações, o Império 
Austro-Húngaro lidava constantemente com movimen-
tos separatistas. Mesmo já passando sufoco com nacio-
nalismos exaltados, os austro-húngaros não deixavam de 
anexar novos territórios.
Foi o caso da Bósnia, ocupada desde 1878 e definitiv-
amente anexada ao Império em 1908. Essa anexação, no 
entanto, desagradou aos sérvios e russos, que também 
tinham interesses na região. Assim, a inimizade entre a 
Áustria-Hungria e a Sérvia aprofundou-se significativa-
mente. A partir daí, diversas guerras internas esquen-
taram os ânimos na região. 
Em meio a tantas tensões, as potências europeias 
firmaram alianças políticas e militares  para garantir sua 
segurança mútua. Em 1882, a Itália, o Império Austro-Hún-
garo e a Alemanha formaram a Tríplice Aliança. Posterior-
mente, em 1907, foi a vez de França, Rússia e Reino Unido 
juntarem-se na Tríplice Entente. Ambas as coalizões se 
comprometiam a apoiar seus aliados em caso de ataque, 
tendo, assim, caráter de tratados de defesa. A essa altura, 
uma Guerra já era quase que inevitável. 
TRÍPLICE ALIANÇA X TRÍPLICE ENTENTE
Alemanha Inglaterra
Império Austro-Húngaro França
Império Otomano Sérvia
Itália (mudou de lado em 1915)
Rússia (se retira da Guerra em 
1917)
EUA (entra na Guerra em 1917)
Os bósnios não gostaram muito de serem anexados 
ao Império Austro-Húngaro e, buscando apaziguar a situ-
ação, o herdeiro do trono austríaco – Francisco Ferdinan-
do – e sua esposa fizeram uma visita à região. Nessa visita, 
em 28 de junho de 1914, houve um passeio em carro ab-
erto que não acabou bem: Ferdinando e sua esposa, So-
fia, foram assassinados. O culpado? Um estudante bósnio 
conectado a uma organização nacionalista sérvia chama-
da de Mão negra. 
O que poderia ter sido apenas mais uma das muitas 
guerras europeias toma proporções gigantescas. A  Rús-
sia, que tinha tratados de amizade e defesa com a Sérvia e 
cultivava inimizades com o Império Austro-Húngaro, par-
tiu em socorro de seu aliado. Assim, iniciou-se um efeito 
dominó que acionou as principais alianças militares  do 
continente: Tríplice Entente e Tríplice Aliança. 
Dessa forma, o assassinato de Francisco Ferdinando é 
considerado a “gota d’água” que fez as inúmeras tensões 
acumuladas entre as potências europeias transbordarem 
na Primeira Guerra Mundial.
Pouco mais de um mês depois do assassinato de 
Ferdinando, no dia 3 de agosto de 1914, França, Rússia, 
Áustria-Hungria e Alemanha já estavam em guerra. De-
pois que a Alemanha marchou sobre a Bélgica – desre-
speitando a neutralidade do país – o Reino Unido, que 
também estava neutro até então, entrou no conflito. A 
Turquia aliou-se à Tríplice Aliança e o Japão, interessado 
em domínios germânicos no Extremo Oriente, juntou-se 
à Entente.
Quando a guerra começou, nenhuma das potências 
envolvidas imaginava que ela se prolongaria por tanto 
tempo. A chamada "paz armada" sugeria que um conflito 
não era esperado, mas a realidade foi diferente. Todas as 
potências estavam bem equipadas militarmente, o que 
contribuiu para que a guerra durasse muito mais do que 
o previsto.
A Primeira Guerra Mundial, então, desenrolou-se em 
dois grandes momentos: a guerra de movimento e a guer-
ra de trincheiras.
Na guerra de movimento, os países mobilizavam seus 
exércitos em direção às fronteiras. Esse momento da Pri-
meira Guerra Mundial durou até a Batalha de Marne, em 
setembro de 1914, confronto no qual tropas alemãs, que 
buscavam continuar avançando sobre a França, foram in-
terrompidas pelos franceses. Quatro dias depois do início 
da batalha, ajuda britânica chegou, reforçando a resistên-
cia ao avanço alemão. Acuada, as tropas da Alemanha 
buscaram saída em direção ao Oceano Atlântico, próxi-
mo ao Reino Unido, mas foram novamente impedidos de 
avançar, dessa vez pela Bélgica. Essa e outras batalhas da 
guerra de movimento também foram caracterizadas pe-
los altos custos materiais e muitas mortes. Como a ten-
tativa de avanço das tropasera – além de cara – inútil, os 
países mudaram a estratégia.
Como havia um equilíbrio de força entre as Tríplices 
Entente e Aliança no início da Primeira Guerra Mundial, os 
exércitos cavaram trincheiras de forma a manter terreno 
e aguardar a chance de atacar para conseguir avançar. O 
espaço entre as duas trincheiras inimigas era conhecido 
como “terra de ninguém” e qualquer um que pisasse ali 
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Disponível em: https://abre.ai/o9EV. Acesso em: 31 mar. 2025.
A entrada dos Estados Unidos na Guerra.
Como a Primeira Guerra Mundial durou muito mais 
tempo do que o esperado pelos países envolvidos, diver-
sos Estados abandonaram o conflito. Alguns não tinham 
mais condições sociais e econômicas de permanecerem na 
guerra devido aos altos custos e inúmeras perdas.
Outra alteração nas alianças deveu-se ao fato de a 
Itália mudar de lado em 1915 e passar a combater a Ale-
manha. A Rússia, importante membro da Tríplice Entente, 
após ser derrotada pelos alemães no  front oriental, assi-
nou um tratado de paz com a Alemanha em março de 1918 
e se retirou do conflito, devido às pressões da Revolução 
Russa.
Com os russos fora da Primeira Guerra Mundial e o 
risco de a Alemanha conseguir avançar para o Ocidente, 
já que não precisava mais dividir seu exército para travar 
batalhas no Oriente, os Estados Unidos ficaram preocupa-
dos. Não era do interesse dos norte-americanos que a Ale-
manha saísse vitoriosa do conflito, já que os países eram 
ferrenhos concorrentes comerciais. Além disso, os Esta-
dos Unidos forneciam armas aos países da Entente em um 
sistema de crédito, que permitia aos países compradores 
pagar suas dívidas após a guerra. Caso esses Estados fos-
sem derrotados, os norte-americanos teriam prejuízo.
Juntando a este contexto, alguns navios estaduniden-
ses foram atacados pelos alemães, o que fez com que os 
norte-americanos finalmente entrassem na guerra pela 
Tríplice Entente.
Fim da Primeira Guerra Mundial. 
Em julho de 1918, tropas britânicas, francesas e nor-
te-americanas mobilizaram-se para o que seria o ataque 
definitivo, conhecido como Ofensiva dos Cem Dias. Com 
uma série de ataques rápidos e eficientes, os Aliados leva-
ram Bulgária, Turquia e Áustria-Hungria à rendição. Mes-
mo assim, os alemães não se rendiam.
A fome e as condições sociais precárias na Alemanha 
levaram o país à beira de uma revolução. Os soldados ale-
mães também ameaçavam realizar motins contra a recusa 
dos seus líderes de assinar a rendição, mesmo após as se-
guidas derrotas e inúmeras mortes. O kaiser (imperador) 
alemão se viu forçado a renunciar e um governo provisó-
rio foi responsável por se render. No dia 11 de novembro 
de 1918 acabava a Primeira Guerra Mundial.
Em janeiro de 1919, os países envolvidos na Primeira 
Guerra Mundial (1914-1918) reuniram-se na Conferência 
de Paris para assinar os tratados de paz. As decisões do 
pós-guerra foram tomadas pelos países vencedores. 
O Tratado de Versalhes responsabilizou a Alema-
nha  pela Primeira Guerra Mundial e estabeleceu uma 
série de punições ao Estado. Além de ter que pagar indeni-
zações aos vencedores, os países da Tríplice Entente – que 
foram quitadas apenas em 2010 –, a Alemanha foi proibida 
de ter um exército grande e ainda perdeu colônias e terri-
tórios – como a Alsácia-Lorena, cedida à França.
Outra consequência importante ao fim da Segunda 
Guerra Mundial, foi a ascensão do Estados Unidos en-
quanto maior potência mundial. Além de não terem sofri-
do muitas perdas por terem entrado na Primeira Guerra 
Mundial apenas no fim do conflito, os Estados Unidos 
se  beneficiaram de três anos iniciais da guerra, onde es-
tabeleceram comércio com os Aliados. Como não tiveram 
seu território invadido, os norte-americanos não precisa-
ram arcar com despesas de reconstrução e puderam se 
tornar credores da Europa. Isto é, os Estados Unidos em-
prestavam dinheiro para a reconstrução do Velho Mundo, 
que fora devastado pela guerra.
Com a economia a todo vapor e sem a concorrência 
dos países europeus, o grande vencedor desse conflito foi 
os Estados Unidos, que a partir de então se tornariam uma 
potência econômica e política global.
Texto de Pâmela Morais. Adaptado.
Disponível em: https://abre.ai/oXyJ. Acesso em: 11 mar. 2025.
tornava-se alvo de disparos de todos os lados.
Essas valas tinham cerca de dois metros de profun-
didade e tornaram-se complexos onde soldados podiam 
descansar e feridos podiam receber atendimento médico. 
Em locais chuvosos, como nos terrenos da França e da Bél-
gica, a água acumulada nas trincheiras facilitava a trans-
missão de doenças.
Além de ter que lidar com as  más condições físicas 
dessas valas, os soldados também se viam em meio a 
uma  guerra psicológica. Isso porque o combate não era 
constante. Na verdade, a maior parte da ação consistia em 
vigiar os movimentos inimigos.
Esse estágio da Primeira Guerra Mundial durou até 
1918. Estima-se que 400 km de trincheiras tenham sido 
cavados na frente de batalha ocidental. Esse front, que se 
estendia desde o Canal da Mancha (Bélgica) até a fronteira 
da Suíça tinha, ao todo, cerca de 645 km de extensão.
ATIVIDADES
20. (ENEM 2009 – Adaptada) A primeira metade do sé-
culo XX foi marcada por conflitos e processos que a ins-
creveram como um dos mais violentos períodos da histó-
ria humana.
Entre os principais fatores que estiveram na origem dos 
conflitos ocorridos durante a primeira metade do século 
XX estão
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11
Após a Primeira Guerra Mundial, o território eu-
ropeu passou por uma grande redefinição. Isso pode 
ser caracterizado como resultado dos tratados de paz 
impostos às potências derrotadas, principalmente o 
Tratado de Versalhes. 
A Alemanha perdeu territórios para a França (Alsá-
cia-Lorena), Polônia (corredor polonês) e Dinamarca. 
O Império Austro-Húngaro foi dissolvido, resultando 
na criação da Áustria, Hungria, Tchecoslováquia e Iu-
goslávia. O Império Otomano foi desmembrado, com 
parte de seus territórios sob controle britânico e fran-
cês no Oriente Médio. Já a Rússia, após a Revolução de 
1917, perdeu territórios que deram origem à Finlândia, 
Estônia, Letônia, Lituânia e Polônia.
Essa nova configuração do mapa europeu busca-
va enfraquecer os antigos impérios para evitar novos 
conflitos.
Fonte: Equipe NUREDI
Europa antes da Primeira Guerra Mundial (1914). 
Europa depois da Primeira Guerra Mundial (1919). 
Disponível em https://abre.ai/oXUn. Acesso em 12 mar. 2026. 
24. Quais foram as principais mudanças territoriais na Eu-
ropa após a Primeira Guerra Mundial, e como o Tratado 
de Versalhes influenciou essa redefinição?
25. De que maneira a fragmentação de impérios, como o 
Austro-Húngaro e o Otomano, contribuiu para a forma-
ção de novos países e para a instabilidade política na Eu-
ropa após a Primeira Guerra Mundial?
26. (FGV 2012 – Adaptado) A I Guerra Mundial provocou 
mudanças importantes no mapa político da Europa. 
Entre essas, é correto apontar a
(A) devolução da Alsácia-Lorena, então com a Alemanha, 
para a França e a concessão de uma saída para o mar 
para a Polônia, criando o chamado Corredor Polonês.
(B) perda, pela Itália, da região de Trieste para a Iugoslávia, 
e a cessão pela França, da região basca peara a Espanha.
(C) anexação do norte da Bélgica pela França e o reconhe-
cimento da independência da Grécia.
(D) incorporação de Montenegro ao território grego e a 
fragmentação do Reino Unido, com a independência 
do País de Gales.
(A) a crise do colonialismo, a ascensão do nacionalismo e 
do totalitarismo.
(B) o enfraquecimento do império britânico, a Grande De-
pressão e a corrida nuclear.
(C) o declínio britânico, o fracasso da Liga das nações e a 
Revolução cubana.
(D) a corrida armamentista, o terceiro-mundismo e o ex-
pansionismo soviético.
21. Oque foi a "paz armada" e como esse fenômeno con-
tribuiu para o aumento das tensões que levaram à eclosão 
da Primeira Guerra Mundial?
22. O que foi o antigermanismo e de que forma ele foi res-
ponsável pela formação das alianças?
23. Qual foi o principal fator que levou à entrada dos Esta-
dos Unidos na Primeira Guerra Mundial?
Uma das consequências diretas da Primeira Guer-
ra Mundial foi na conquista de direitos pelas mulheres, 
especialmente no que diz respeito à inserção no mer-
cado de trabalho e ao direito ao voto. Durante a guer-
ra, milhões de homens foram enviados para o conflito, 
o que gerou uma grande necessidade de mão de obra 
feminina para ocupar postos em fábricas, hospitais, 
entre outros. Com isso, as mulheres começaram a de-
sempenhar funções antes restritas aos homens.
Essa participação ativa na economia e na socieda-
de contribuiu para fortalecer as reivindicações femini-
nas por igualdade de direitos. Após a guerra, diversos 
países concederam o direito ao voto às mulheres. O 
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Disponível em: https://abre.ai/oXUD. Acesso em 12 mar. 2026.
Disponível em: https://abre.ai/oXUQ. Acesso em: 12 mar. 2026.
SUGESTÕES DE FILMES PARA CONTEXTUALIZAÇÃO COM O 
PERÍODO ESTUDADO E PARA CONTRIBUIR COM O TEMA:
1. NADA DE NOVO NO FRONT
SINOPSE:
Classificação: Não recomenda-
do para menores de 15 anos.
A história segue o ado-
lescente Paul Baumer e seus 
amigos Albert e Muller, que 
se alistam voluntariamente no 
exército alemão, movidos por 
uma onda de fervor patriótico. 
Mas isso é rapidamente dissi-
2. AS SUFRAGISTAS
SINOPSE:
Classificação: Não recomenda-
do para menores de 14 anos.
No início do século XX, após 
décadas de manifestações pa-
cíficas, as mulheres ainda não 
possuem o direito de voto no 
Reino Unido. Um grupo mili-
tante decide coordenar atos de 
insubordinação, quebrando vi-
draças e explodindo caixas de 
correio, para chamar a atenção dos políticos locais à 
causa. Elas enfrentam grande pressão da polícia e dos 
familiares para voltar ao lar e se sujeitar à opressão 
masculina, mas decide que o combate pela igualdade 
de direitos merece alguns sacrifícios.
3. SARAJEVO
SINOPSE:
Classificação: Não recomendado 
para menores de 14 anos.
O filme retrata os eventos 
que levaram ao assassinato do 
Arquiduque Francisco Ferdinan-
do em 28 de junho de 1914, even-
to que desencadeou a Primeira 
Guerra Mundial. A trama acom-
panha Leo Pfeffer, um magistra-
do encarregado de investigar o atentado. Conforme 
Pfeffer aprofunda suas investigações, ele se depara 
com inconsistências e pressões políticas, questionando 
a versão oficial dos acontecimentos e revelando uma 
complexa rede de intrigas e interesses geopolíticos.
Reino Unido aprovou, em 1918, uma lei que permitia 
o voto feminino para mulheres acima de 30 anos, e,, 
em 1928, estendeu-o a todas as mulheres adultas. Nos 
Estados Unidos, o sufrágio feminino foi garantido em
1920 com a 19ª Emenda à Constituição.
A Primeira Guerra Mundial acelerou a luta pelos 
direitos das mulheres, expandindo sua participação na 
sociedade. Esse movimento abriu caminhos para futu-
ras conquistas em termos de igualdade de gênero.
Fonte: Equipe NUREDI.
pado quando enfrentam a realidade brutal da vida no 
front. Os preconceitos de Paul sobre o inimigo e os 
acertos e erros do conflito logo os desequilibram. No 
entanto, em meio à contagem regressiva, Paul deve 
continuar lutando até o fim, com nenhum objetivo 
além de satisfazer o desejo do alto escalão de acabar 
com a guerra com uma ofensiva alemã.
Leia o texto.
Texto IV
Revolução Russa
A Revolução Russa foi o processo revolucionário por 
meio do qual a Rússia deixou de ser uma monarquia abso-
lutista, governada pelos czares Romanov, e se tornou uma 
república socialista: a União Soviética. Após movimentos 
operários revolucionários ocorridos no contexto da de-
sastrosa participação russa na Primeira Guerra Mundial, o 
governo czarista foi deposto e, em seu lugar, foi construída 
a União Soviética.
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Nicolau II o último czar da Rússia e sua família.
Disponível em: https://abre.ai/oXZD. Acesso em: 12 mar. 2026.
Mencheviques e bolcheviques
Diante do rápido desenvolvimento industrial, as ques-
tões sociais já vividas em outros países europeus também 
ocorreram em solo russo. Nesse contexto, organizou-se o 
Partido Operário Social-Democrata Russo (1898), reunin-
do grupos socialistas críticos às condições impostas pela 
industrialização. 
Dentro da teoria marxista, existem etapas revolucio-
nárias a serem cumpridas na construção do comunismo 
e a necessidade de definir em qual etapa a Rússia se en-
contrava, o que implicaria a organização de uma ou outra 
revolução. Essa análise dividiu o partido em dois grupos:
• Mencheviques: grupo liderado por Julius Martov, 
entendia que o socialismo deveria ser construído 
com base no controle das instituições por meio da 
política e do desenvolvimento econômico.
• Bolcheviques: por outro lado, liderados por Vladmir 
Lênin, defendiam uma revolução socialista imedia-
ta, fruto da aliança de operários e camponeses.
O líder bolchevique socialista, Vladimir Lênin.
Causas da Revolução Russa
A Revolução Russa teve como causas:
• A crise da monarquia absolutista czarista;
• A rápida industrialização, que aprofundou as desi-
gualdades políticas e sociais;
• A organização de um movimento socialista revolu-
cionário.
O início do século XX foi marcado por eventos que 
contestavam a ordem czarista, todos violentamente re-
primidos. Foi o caso do Domingo Sangrento e da Revolta 
do Encouraçado Potekim, ambos em 1905: no primeiro, 
uma manifestação pacífica de operários, reivindicando 
participação política e melhores condições de vida, foi 
duramente reprimida; o segundo, motivado pela prática 
de castigos físicos e más condições de alimentação, gerou 
uma violenta repressão.
Diante desse cenário, o governo do czar Nicolau II Ro-
manov, decidiu criar estruturas representativas em seu go-
verno. Foi organizada a Duma, uma Assembleia Legislativa 
formada por mencheviques, que deliberaria sobre direitos 
e liberdades civis quando convocada. Paralelamente, or-
ganizaram-se os sovietes, conselhos operários formados 
por trabalhadores e, em grande parte, de orientação bol-
chevique, críticos ao governo e às ações da Duma.
Todo esse cenário tenso piorou com o início da Pri-
meira Guerra Mundial (1914-1918): a participação russa 
desde o início do conflito foi desastrosa, agravando ainda 
mais as crises internas. 
Fases da Revolução Russa
• Revolução de Fevereiro de 1917
Em 1917, após diversas tensões políticas que se avolu-
mavam desde 1905, catalisadas pelo desempenho desas-
troso do país na guerra, a Rússia estava em uma situação 
política grave.
Como grande parte da população masculina servia ao 
exército na guerra, foi uma greve deflagrada por mulheres 
trabalhadoras das indústrias de Petrogrado (então capi-
tal) que iniciou a revolução. Motivadas pela fome e pelos 
baixos salários, as mulheres trabalhadoras tomaram as 
ruas e foram violentamente reprimidas. Esse episódio ge-
rou reações de outros setores, que também se revoltaram 
contra o governo.
Antecedentes históricos da Revolução Russa
A Revolução Russa foi a culminação de um processo 
histórico bastante longo, com raízes no século XIX. Para 
compreender seus antecedentes, é necessário ter em 
mente que a situação da Rússia, ao final do século XIX e in-
ício do XX, era bastante diferente do restante da Europa: 
o país não tinha passado pelos processos de revoluções 
liberais, que desmontaram as monarquias absolutistas, 
criando governos representativos, nem pela Revolução 
Industrial, que transformou a estrutura servil camponesa 
e criou o operariado urbano.
O panorama russo era bastante diferente daquele en-
contrado em outros países europeus na mesma época: 
seu governoera uma monarquia absolutista, liderada pela 
família Romanov, em um modelo chamado czarismo. A pop-
ulação era majoritariamente agrária e vivia no campo.
 A partir da década de 1860, teve início a Revolução In-
dustrial no país, por iniciativa do próprio czar, o que levaria 
ao rápido desenvolvimento de centros urbanos, como São 
Petersburgo (com indústrias siderúrgicas) e Moscou (com 
indústrias têxteis).
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Rapidamente,  a inconformidade se generalizou, ga-
nhando, inclusive, o apoio político da Duma, represen-
tada pelo jovem líder socialista e deputado Alexander 
Kerenski, e do Soviete de Petrogrado. Diante de tamanha 
comoção popular, o czar, temendo pela vida de sua família, 
renunciou, colocando fim na monarquia e iniciando a re-
pública na Rússia.
• Revolução de Outubro de 1917
O novo governo republicano não conseguiu sanar os 
anseios populares e os problemas políticos em tempo sa-
tisfatório. Em abril de 1917, o líder bolchevique Lênin, an-
teriormente preso e exilado na Suíça, retornou propondo, 
em um documento chamado Teses de Abril, que os sovie-
tes assumissem imediatamente o poder em uma revolu-
ção socialista.
Com o apoio bolchevique,  Lênin protagonizou um 
golpe de Estado em outubro de 1917, que destituiu o go-
verno republicano. Imediatamente, negociou a saída da 
Rússia da Primeira Guerra Mundial, nacionalizou terras e 
fábricas (uma pauta socialista) e iniciou reformas estrutu-
rais na economia e política russas.
Guerra Civil na Rússia (1918-1921)
Os mencheviques não ficaram satisfeitos em perder 
o comando da Rússia. Assim, apoiados pelo Reino Unido, 
França, Japão e Estados Unidos – países que tinham inves-
tido capital na Rússia e/ou temiam que uma onda socialista 
se espalhasse em direção ao Ocidente –, os mencheviques 
reagiram. O Exército Branco (mencheviques) então en-
trou em confronto direto com o Exército Vermelho (bol-
chevique – antiga Guarda Vermelha) e, em 1918, o país 
mergulhou em uma guerra civil.
Como não recebiam financiamento externo, os bol-
cheviques implantaram uma política econômica chamada 
de “comunismo de guerra” para conseguirem combater o 
Exército Branco. Assim, o governo confiscou toda a pro-
dução russa para destiná-la à guerra e perseguiu a oposi-
ção, considerada “antirrevolucionária”.
Em 1921 o Exército Vermelho derrotou seus inimigos 
e “salvou” a Revolução Russa, mas teve que pagar um alto 
preço: a paralisação quase completa da economia por con-
ta do comunismo de guerra. 
Para voltar a desenvolver a economia russa, Lenin 
criou a Nova Política Econômica (NEP). Uma política que 
se caracterizou pela nacionalização da economia e pela 
luta contra a desigualdade social, a miséria e a fome. Tam-
bém dentro dessas medidas, estava a criação da União das 
Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).
Mesmo conferindo algumas liberdades econômicas ao 
povo, o Estado mantinha-se extremamente presente. A 
NEP deu resultados, alimentando o crescimento industrial 
e agrícola na Rússia, mas também aprofundou a desigual-
dade social.
Consequências da Revolução Russa
Após a Revolução de Outubro, construiu-se o gover-
no socialista russo, que resultaria na formação da União 
das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), em 1922. O 
governo de Lênin foi responsável por implementar as pri-
meiras medidas socialistas e, mesmo após sua morte, seus 
sucessores mantiveram o alinhamento ideológico do país.
Após a morte de Lênin, em 1924, chegou ao poder Jo-
seph Stalin, que governaria a União Soviética durante todo 
período entre guerras (1918 – 1939), a Segunda Guerra 
Mundial (1939 – 1945) e até sua morte, em 1953, no início 
da Guerra Fria. 
Texto de Tiago Soares Campos. Adaptado.
Disponível em: https://abre.ai/oX8b. Acesso em:12 mar. 2026.
ATIVIDADES
27. Qual era o papel do czar no sistema político russo 
antes da Revolução e como era estabelecida as relações 
com as classes sociais?
28. Como a modernização tardia da Rússia, no final do sé-
culo XIX, afetou a população camponesa e operária?
29. A participação da Rússia na Primeira Guerra Mundial 
agravou as condições internas que levaram à Revolução 
de 1917. De que forma a guerra e a defesa dos aliados sér-
vios influenciaram a crise socioeconômica do país e a in-
satisfação popular?
30. No decorrer do processo de deposição de poder do 
czar, surgiram dois grupos com propostas diferentes a 
tomada de poder. Quais eram eles e qual era a diferença 
entre eles?
31. Como a intervenção internacional, apoiada por paí-
ses como Reino Unido, França, Japão e Estados Unidos, 
influenciou a Guerra Civil Russa, e quais medidas os bol-
cheviques adotaram para enfrentar o Exército Branco?
32. Explique o que foi a NEP e quais foram os resultados 
dessa política?
A criação da União das Repúblicas Socialistas So-
viéticas (URSS), em 1922, consolidou o poder dos bol-
cheviques após a Revolução Russa de 1917. A URSS 
surgiu como uma federação repúblicas soviéticas, 
unindo sobre o mesmo regime, diversas regiões que 
antes eram parte do Império Russo. 
A nova estrutura visava centralizar o controle 
político e econômico, promovendo a ideologia mar-
xista-leninista e buscando eliminar as disparidades 
sociais por meio da coletivização e da propriedade 
estatal dos meios de produção.
Após a morte de Lenin, em 1924, uma luta pelo 
poder se desenrolou entre os líderes bolcheviques, 
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33. Explique as consequências da criação da União Sovi-
ética e do governo Stalin para a sociedade soviética e o 
cenário geopolítico global.
SUGESTÕES DE FILMES PARA CONTEXTUALIZAÇÃO COM O 
PERÍODO ESTUDADO E PARA CONTRIBUIR COM O TEMA:
1. O CÍRCULO DO PODER
SINOPSE:
Classificação: Não recomenda-
do para menores de 14 anos.
Ivan Sanchin, um humilde 
projecionista do clube da KGB, 
é requisitado para projetar fil-
mes para Stalin, ocupando fun-
ção no período entre 1939 e a 
morte do ditador, em 1953. Fre-
quentando o círculo do poder, 
resultando na ascensão de Joseph Stalin. Sobre a li-
derança de Stalin, a União Soviética passou por uma 
rápida industrialização e coletivização de terras, 
principalmente durante os Planos Quinquenais, que 
tinha como propósito transformar a URSS de uma 
economia agrária em uma potência industrial. Esses 
planos resultaram em um crescimento econômico 
significativo, mas também em uma imensa perda de 
vidas e sofrimento humano, especialmente entre os 
camponeses, que resistiram à coletivização e foram 
duramente reprimidos.
A era stalinista é marcada pela criação de um Esta-
do totalitário, onde a propaganda e a repressão eram 
ferramentas essenciais para manter o controle. Stalin 
utilizou a ideologia comunista para justificar sua dita-
dura, promovendo a noção de que a construção do so-
cialismo exigia um poder central forte e incontestável.
Apesar das graves violações dos direitos humanos 
e do autoritarismo, a União Soviética, sob Stalin, emer-
giu como uma superpotência após a Segunda Guerra 
Mundial, estabelecendo uma esfera de influência na 
Europa Oriental e competindo com os Estados Unidos 
durante a Guerra Fria. A URSS também fez avanços 
significativos na ciência, tecnologia e exploração es-
pacial, mas o custo humano e a estagnação econômica 
que se seguiram às políticas de Stalin deixaram um le-
gado complexo e muitas vezes sombrio.
A morte de Stalin, em 1953, marcou o início de uma 
nova fase na história soviética, com a desestalinização 
e a tentativa de reformas internas, embora muitas de 
suas políticas tenham continuado a refletir até a disso-
lução da URSS, em 1991.
Fonte: Equipe NUREDI.
ele se torna ao mesmo tempo um privilegiado e uma 
marionete nas mãos de assessores do líder, arriscan-
do o futuro seu e de sua esposa. Baseado em história 
verídica.
2. ADEUS LENIN!
SINOPSE:
Em 1989, pouco antes da 
queda do Muro de Berlim, a 
Sra. Kerner passa mal,entra 
em coma e fica desacordada 
durante os dias que marcaram 
o triunfo do regime capitalista. 
Quando ela desperta, em mea-
dos de 1990, sua cidade, Berlim 
Oriental, está sensivelmente 
modificada. Seu filho Alexan-
der (Daniel Brühl), temendo que a excitação causada 
pelas drásticas mudanças possa lhe prejudicar a saú-
de, decide esconder-lhe os acontecimentos. Enquan-
to a Sra. Kerner permanece acamada, Alex não tem 
muitos problemas, mas quando ela deseja assistir à 
televisão, ele precisa contar com a ajuda de um amigo 
diretor de vídeos.
Leia o texto.
Texto VII
Crise de 1929: Como surgiu a Grande Depressão?
Um dos principais marcos da história contemporânea 
foi a crise de 1929. Esse evento é considerando um dos 
mais devastadores em termos de impacto econômico e 
social. A crise se desdobrou rapidamente, afetando pra-
ticamente todos os países industrializados e provocando 
um declínio acentuado na produção industrial. 
Vamos entender um pouco os processos que levaram 
o mundo a essa crise.
Antecedentes
Durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), 
enquanto os principais países da Europa estavam com-
pletamente envolvidos no processo da guerra, com suas 
indústrias e produções afetadas, os Estados Unidos pas-
sam a suprir a demanda da Europa de produtos como aço, 
comida, máquinas, carvão entre outros itens básicos para 
a manutenção da guerra. 
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Desde a Guerra de Secessão, os Estados Unidos pro-
duziam armas e munições em larga escala. Por estarem do 
outro lado do Oceano Atlânticco, beneficiavam-se geogra-
ficamente, produzindo para suprir a demanda da Guerra, 
praticamente sem sofrer ataques em seu território. 
Após o conflito, os Estados Unidos emergiram como 
uma das principais potências mundiais, tanto em termos 
econômicos quanto políticos. A guerra destruiu a capa-
cidade industrial de muitos países europeus, e os EUA se 
beneficiaram ao se tornarem os principais fornecedores 
de bens e alimentos para a Europa devastada. 
Isso resultou em um crescimento econômico conside-
rável, principalmente no início dos anos 1920, conhecido 
como os “Roaring Twenties” (anos vibrantes), caracteriza-
do por uma prosperidade econômica que elevou o padrão 
de vida de muitos americanos e consolidou a posição dos 
EUA como líder econômico mundial.
Além disso, após a Primeira Guerra, o presidente 
Woodrow Wilson teve um papel central na Conferência 
de Paz de Paris, apresentando seus "Quatorze Pontos" 
como uma visão para a nova ordem mundial, embora nem 
todos os pontos tenham sido implementados. Os Estados 
Unidos também se beneficiaram ao estabelecer institui-
ções financeiras como o Banco de Reconstrução e De-
senvolvimento Internacional, que ajudaram a estabilizar a 
economia europeia e a reforçar a influência americana no 
cenário internacional.
Grandes empresas passaram a investir em títulos na 
bolsa, e a economia demonstrava um mar infinito de pos-
sibilidades, acompanhado de um consumo exagerado de 
produtos. É nesse contexto que surge o modo americano 
de vida americano, “American Way of Life”, caracterizado 
por um conjunto de valores, como a liberdade individual, o 
consumismo, a prosperidade econômica, a mobilidade so-
cial e a crença no trabalho árduo como caminho para o su-
cesso pessoal. A produção em massa de bens de consumo, 
como automóveis e eletrodomésticos, tornou esses produ-
tos acessíveis a uma parcela significativa da população. O 
rádio e o cinema também se popularizaram, ajudando a es-
palhar a cultura americana e esse modo de vida não apenas 
dentro dos EUA, mas também em outras partes do mundo. 
Todos viviam o apogeu do capitalismo. No entanto, esse 
crescimento levou à crise de 1929, uma crise sistêmica em 
que o modelo capitalista, até então vitorioso, entrou em de-
composição. A economia, que em grande parte girava em 
torno da especulação na bolsa, encontrou seu limite com a 
“Quebra da Bolsa de Nova York”, em outubro de 1929.
Quebra da Bolsa de valores de Nova York
Os principais fatores que levaram ao caos america-
no foram os resultados da própria euforia econômica. O 
aumento no consumo fez com que indústrias também 
aumentassem suas produções, mas em determinado mo-
mento, já não havia mais mercado consumidor para uma 
produção tão extensa. A produção industrial entrou em 
declínio, o desemprego começou a subir e o setor agrícola 
enfrentou dificuldades. 
O crash da Bolsa iniciou-se em outubro de 1929, com 
uma queda abrupta e acentuada dos preços das ações. O 
pânico se instalou entre os investidores, levando a uma 
venda em massa de títulos e a uma perda significativa de 
valor no mercado de ações. Logo, as consequências devas-
tadoras começaram a aparecer. 
Bancos e empresas faliram, o desemprego disparou e 
a confiança no mercado financeiro foi abalada. A crise se 
espalhou pelo mundo, afetando países que dependiam do 
comércio e do investimento americano. A produção indus-
trial nos EUA caiu cerca de 50% e o desemprego atingiu 
aproximadamente 27% da força de trabalho, entre 1929 e 
1933, período mais crítico da crise.
A resposta governamental à crise veio com o New 
Deal, um conjunto de programas e reformas inventa-
das pelo presidente Franklin D. Roosevelt, que visavam 
recuperar a economia e reformar o sistema financeiro. 
Medidas como a criação de empregos públicos, a regu-
lamentação do mercado de ações e a introdução de um 
sistema de previdência social foram fundamentais para a 
recuperação gradual da economia dos EUA. 
A crise de 1929 transformou a economia global e levou 
a mudanças significativas na forma como os governos e as 
economias são geridos, destacando a necessidade de re-
gulação dos mercados financeiros e de redes de seguran-
ça social para proteger os cidadãos durante períodos de 
crise econômica.
Texto de Lucas Xavier. Adaptado.
Fonte: https://abre.ai/mwlH. Aceso em: 12 mar. 2026.
ATIVIDADES
34. Explique os principais fatores que permitiram aos Es-
tados Unidos emergirem como uma potência econômica 
após a Primeira Guerra Mundial?
35. Explique a relação entre a especulação da bolsa de 
valores e a “Quebra da Bolsa de Nova York”, ocorrida em 
outubro de 1929.
36. Quais foram as consequências globais imediatas da 
crise de 1929 e como ela afetou a produção industrial e o 
comércio internacional?
37. Explique quais foram as principais medidas do New 
Deal, implementadas para combater os efeitos da crise 
de 1929, e como essas medidas influenciaram as gestões 
econômicas futuras.
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O “American Way of Life” ou “Modo Americano 
de Vida” é uma expressão que associa um conjunto 
de valores e um modo de vida idealizado aos Estados 
Unidos, especialmente durante o período pós-Pri-
meira Guerra Mundial. Esse conceito foi amplamen-
te promovido e se tornou um símbolo de aspiração 
global, representando a prosperidade econômica, a 
liberdade individual, o consumismo e a crença no tra-
balho árduo como caminho para o sucesso pessoal. 
O “American Way of Life”, valorizava a competição e 
o sucesso material. O surgimento de ícones, como o 
cinema de Hollywood, e imagens de uma vida ame-
ricana glamorosa e próspera passaram a se espalhar 
por todo o mundo. O rádio também teve um papel 
importantíssimo na difusão dessa cultura. Contudo, 
esse estilo de vida também tinha um lado sombrio. A 
prosperidade era desigual, com disparidade de renda 
entre as classes sociais, e o entusiasmo consumista 
massacrava uma economia à beira do colapso.
Após a Grande Depressão, o conceito passou por 
uma reavaliação, mas continuou a influenciar a cultura 
americana e, por extensão, a mundial. No pós-Segun-
da Guerra Mundial, o “American Way of Life” ressurgiu 
com força, simbolizando a hegemonia econômica dos 
Estados Unidos e a disseminação de seus valores por 
meio do poderio econômico e cultural, especialmente 
na forma de produtos

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