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3 Química Orgânica - 1 semestre-30

Trecho de apostila de estereoquímica que aborda atribuição R/S em projeções de Fischer, notações D/L (gliceraldeído/treose), estereoisomeria e quiralidade em ciclo‑hexanos 1,2/1,3/1,4‑dissubstituídos, compostos meso e quiralidade sem centros tetraédricos (alenos).

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5.13. Atribuindo Configurações R,S às Projeções de Fischer 
 
As projeções de Fischer podem ser utilizadas para especificar mais de um centro estereogênico em uma 
molécula, simplesmente “empilhando-se” os centros. A treose, por exemplo, um açúcar simples de quatro 
carbonos, tem a configuração 2S,3R: 
 
Se o grupo de menor prioridade estiver na vertical (para trás) a configuração obtida pela seta corresponde a 
configuração real da molécula; 
 
 
Se o grupo de menor prioridade estiver na posição horizontal (para frente), a resposta que você recebe da 
direção da seta será oposta à resposta correta; 
 
Você poderá desenhar a seta do grupo 1 para o grupo 2 passando pelo grupo de menor prioridade (4), mas 
nunca a desenhe passando pelo grupo 3. 
 
 
5.14. As notações D e L 
 
 A menor aldose (poli-hidróxialdeído) é o gliceraldeído; 
 O gliceraldeído existe na forma de um par de enantiômeros, pois possui um carbono assimétrico; 
 
 
 
 
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5.15. Estereoisomeria e Quiralidade nos Ciclo-hexanos Substituídos 
 
Vimos que os anéis nos ciclo-hexanos substituídos assumem a geometria tipo cadeira e que a conformação 
de um dado composto pode ser prevista pela observação das interações estéricas na molécula. Para completar o 
estudo da estereoquímica do ciclo-hexano precisamos, agora, observar o efeito da conformação sobre a 
estereoisomeria e sobre a quiralidade. 
 
Ciclo-hexanos 1,4-Dissubstituídos 
Os ciclo-hexanos 1,4-dissubstituídos têm um plano de simetria que contém os dois substituintes e os 
carbonos 1 e 4 do anel. Como resultado disso, os diastereoisômeros cis e trans são aquirais. Para o 1,4-dimetil-
ciclo-hexano. 
 
 
 
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O 1-bromo-4-metilciclo-hexano não possui nenhum carbono assimétrico. Este composto só possui 
dois estereoisômeros, o isômero cis e o isômero trans; Os isômeros cis e trans não possuem enantiômeros; 
 
Ciclo-hexanos 1,3-Dissubstituídos 
Os ciclos-hexanos 1,3-dissubstituídos têm dois centros estereogênicos logo são possíveis quatro 
estereoisômeros. O trans-1,3-dimetil-ciclo-hexano existe como um par de enantiômeros, mas o cis-1,3-dimetil-
ciclo-hexano tem um plano de simetria, logo é um composto meso. 
 
 
 
 
 
 
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O 1-bromo-3-metilciclobutano não possui nenhum carbono assimétrico. Este composto só possui dois 
estereoisômeros, o isômero cis e o isômero trans; Os isômeros cis e trans não possuem enantiômeros; 
 
 
O 1-bromo-3-metilciclo-hexano possui dois carbonos assimétricos, assim ele possui quatro 
estereoisômeros. O isômero cis existe como um par de estereoisômeros e o isômero trans ocorre como um par 
de estereosiômeros; 
 
 
 
Ciclo-hexanos 1,2-Dissubstituídos 
Os ciclo-hexanos 1,2-dissubstituídos têm dois centros estereogênicos, logo são possíveis quatro 
estereoisômeros. O trans-1,2-dimetil-ciclo-hexano não tem plano de simetria e existe como um par de 
enantiômeros. A situação do isômero cis é mais complicada. Visto na conformação em cadeira, o cis-1,2-dimetil-
ciclo-hexano parece existir como um par de enantiômeros oticamente ativos. Na realidade, entretanto, os dois 
enantiômeros não podem ser isolados porque se interconvertem rapidamente. Em função disto, o cis-1,2-dimetil-
ciclo-hexano existe como uma mistura racêmica. 
 
 
 
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O 1-bromo-2-metilciclopentano possui dois carbonos assimétricos e quatro estereoisômeros. O isômero cis 
existe como um par de estereoisômeros e o isômero trans ocorre como um par de estereosiômeros; 
 
 
5.16. Compostos Meso em substâncias cíclicas 
No caso de substâncias cíclicas, o isômero cis será a substância meso e o isômero trans existirá como 
enantiômeros; 
 
 
O cis-1,2-dibromociclo-hexano existe na forma de dois confôrmeros: cadeira e bote. A conformação 
cadeira não possui plano de simetria e a configuração bote possui. O composto é classificado como meso, pois 
um de seus confôrmeros possui um plano de simetria; 
 
 
 
 
 
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5.17. Moléculas Quirais que Não Possuem um Átomo Tetraédrico com Quatro 
Grupos Diferentes 
Uma molécula é quiral se não se superpõe com sua imagem especular. A presença de um átomo tetraédrico 
com quatro grupos diferentes é apenas um local que pode conferir quiralidade em uma molécula. A maioria das 
moléculas quirais que encontraremos terá estes estereocentros. Muitas moléculas quirais são conhecidas, 
entretanto, que não os possuem. Um exemplo é o 1,3-dicloroaleno. 
Alenos são compostos cujas moléculas contêm a seguinte sequência de ligação dupla: 
 
Os planos das ligações  dos alenos são perpendiculares entre si. 
 
Esta geometria das ligações  faz com que os grupos ligados aos átomos de carbono terminais fiquem nos 
planos perpendiculares, e, devido a isto, alenos com diferentes substituintes nos átomos de carbono das 
extremidades são quirais (Fig. 5.22). (Alenos não apresentam isomerismos cis-trans.) 
 
Formas enantioméricas de 1,3-dicloroaleno. Estas duas moléculas não se superpõem em suas imagens especulares e são 
portanto quirais. Elas não possuem um átomo tetraédrico com quatro grupos diferentes. 
 
Os compostos bifenílicos apresentam isomeria ótica se a seguinte condição for estabelecida: Os grupos 
da posição orto em cada anel deverão ser diferentes e volumosos, assim os anéis aromáticos ficam perpendiculares 
um em relação ao outro; A ≠ B.

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