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Apostila - Módulo 02

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PORTUGUÊS MÓDULO 02 SOLDADO COMBATENTE 
 
1 
Todas os exercícios da apostila que tiverem essa câmera , estão 
gravados em vídeo para você. Nossos professores resolveram as 
questões, comentando cada detalhe para te ajudar na hora de estudar. 
Muitas questões trazem dicas preciosas. Não deixe de assistir aos 
vídeos dentro da plataforma on-line do Perspectiva e bons estudos! 
 
AVISO: Alguns textos não foram colocados nesta apostila, por não serem 
obrigatórios para resolver os exercícios. Você vai conseguir responder 
essas questões lendo, com atenção, cada enunciado! 
 
Compreensão, organização e interpretação de texto 
 
Você sabe organizar um texto? 
 
Organizar um texto é um processo mais simples do que a maioria das 
pessoas pensam, afinal, organizamos textos a todo tempo em nossas 
vidas. O uso efetivo da língua se dá por meio de textos orais ou escritos. 
Quando contamos algo a um amigo, respondemos a uma dúvida ou até 
mesmo pedimos algo no mercado, estamos organizando textos em 
nossas falas! Podemos apontar um conjunto de fatores para a existência 
de um texto; dentre tais fatores destacam-se: 
 
a) caráter comunicativo: atividade; 
b) caráter pragmático (referente ao uso): intenção do locutor, situação 
comunicativa; 
c) caráter estruturado: existência de regras próprias relativas ao nível 
textual (de organização linguística do texto). 
 
No processo de construção do texto, o locutor (falante/escritor) precisa 
ter cuidado para conseguir transmitir ideias e criar um material coeso e 
coerente. Para tanto, utiliza-se determinados elementos linguísticos a 
fim de orientar seu interlocutor (ouvinte/leitor) num determinado sentido. 
A eficácia dessa atividade comunicativa depende da seleção e 
organização dos conteúdos que se pretende transmitir. É imprescindível 
considerar não só a quantidade e a qualidade da informação, como 
também o modo pelo qual ela é veiculada. 
 
É a partir da adequação de suas partes, bem como da utilização do 
princípio da não contradição, que o conjunto de enunciados é tecido e 
entrelaçado por um fio inteligível, constituindo-se em um bloco 
organizado, ou seja, transformando-se em texto. 
 
Observe o trecho abaixo: 
 
Depois do almoço, fui estudar um pouco mais o conteúdo dado em sala de 
aula. Acordei cedo e me preparei para um longo dia. Fui ao laboratório 
para assistir a última aula do semestre. Não consegui me concentrar bem 
nos estudos. 
 
Perceba como as informações foram apresentadas de forma solta e 
desconexa. É preciso que haja um encaixe entre as ideias para que a 
coerência não seja afetada. Veja abaixo a diferença: 
 
Acordei cedo e me preparei para um longo dia. Em seguida, fui ao 
laboratório para assistir a última aula do semestre. Depois do almoço, fui 
estudar um pouco mais o conteúdo dado em sala de aula. Entretanto, não 
consegui me concentrar bem nos estudos. 
 
As ideias agora foram apresentadas na sequência cronológica em que 
aconteceram. Além disso, o uso dos conectivos auxiliou no processo 
coesão. O texto agora pode ser claramente compreendido e também não 
gera nenhum tipo de ambuiguidade. 
Alguns grandes autores, como Machado de Assis em “Memória 
Póstumas de Brás Cubas", podem apresentar obras com ausência de 
cronologia. Essa estratégia pode ser reconhecida como uma marca 
estilística própria. 
 
 
Compreensão x Interpretação de texto 
É muito comum confundir compreensão com interpretação de texto. 
Contudo, essas são formas distintas de ver um texto. A seguir, você irá 
estudar essas diferenças. 
 
A compreensão de texto consiste na análise do que está escrito no texto, 
ou seja, as frases e ideias trabalhadas. Por isso, quando falamos em 
compreensão, estamos também falando em objetividade. A análise será 
mais objetiva, voltada para a assimilação das palavras e do conteúdo. 
 
Já a interpretação vai além de compreender um texto. A interpretação 
não se limita apenas ao entendimento superficial e dos elementos que 
estão explícitos, mas busca a compreensão também do que está 
implícito, nas entrelinhas: "o que o autor quis dizer nesse ponto?”. Assim, 
a interpretação tem traços mais subjetivos, já que as pessoas partem de 
pressupostos e vivências distintas. Mas, não apenas os ideais dos 
leitores serão importantes, o contexto no qual o texto está inserido é 
primordial. O período em que a obra foi produzida pode alterar a 
interpretação, pois os pensamentos de cada momento histórico variam. 
Veja abaixo conhecimentos que fazem toda a diferença na hora da 
interpretação de um texto: 
 
Conhecimento Linguístico 
É preciso domínio da língua e conhecimentos gramaticais para 
compreender o significado das palavras. 
 
Conhecimento de Mundo 
Toda a experiência de vida do leitor contribui e dialoga diretamente com 
a forma como o texto será interpretado. 
 
Conhecimento Interacional 
O autor, muitas vezes, ao produzir o texto dialoga com o leitor. É preciso 
que haja uma partilha de conhecimento entre ambos. 
 
Semântica 
 
A semântica trata da relação de sentido entre as palavras. Uma palavra 
ou uma expressão pode adquirir diferentes significados de acordo com 
o contexto no qual está inserida. A diferença semântica pode estar 
relacionada ao campo sintático, como apresentado no caso abaixo: 
 
Observe a diferença semântica entre a mesma expressão, “a noite” e “à 
noite”, nos exemplos abaixo: 
 
Ela, a noite, chegou. 
 
A expressão “a noite” se relaciona com a palavra “ela”, explicando quem 
seria esse sujeito da frase. Sendo assim: 
 
Valor sintático de “a noite”: aposto 
Valor semântico de “a noite”: anoiteceu 
 
Ela, à noite, chegou. 
 
A preposição “à” indica que o termo “à noite” está se relacionando com 
o verbo “chegou”. É uma informação extra na frase. 
 
Valor sintático de “à noite”: adjunto adverbial de tempo 
Valor semântico de “à noite”: alguém chegou no período da noite 
 
Observe esse outro exemplo: 
O menino derrubou a rede quando estava saindo. 
Não consegui trabalhar pela manhã, pois estava sem acesso à rede. 
O jogador balançou a rede pela terceira vez no mesmo jogo. 
José lançou a sua rede ao mar como sempre fazia aos domingos. 
 
Repare que a palavra "rede" possui diversos sentidos e varia de acordo 
com o contexto e a ideia que cada frase deseja transmitir ao leitor. 
PORTUGUÊS MÓDULO 02 SOLDADO COMBATENTE 
 
 
2 
Sinonímia x Antônímia 
 
A sinonímia é um fenômeno originada do sinônimo. Portanto, ocorre 
quando palavras diferentes possuem o mesmo, ou muito próximo, 
significado. Exemplo: 
 
É preciso que esse cenário seja alterado/transformado/modificado. 
 
Essas três palavras são consideradas sinonímias, pois tem o mesmo 
significado, mas possuem grafias completamente diferentes. 
 
Já o processo de antonímia é justamente o contrário! Antônimas são 
duas palavras que apresentam significados totalmente opostos – 
palavras antônimas. Exemplos: 
 
“bem” X “mal” 
"viver" X “morrer" 
 
É importante lembrar que o contexto será muito importante nesses 
fenômenos, pois o autor pode criar essas relações entre as palavras 
dentro do texto ou da frase! 
 
Paronímias 
As paronímias são aqueles pares de palavras que possuem grafia muito 
parecida, mas significados diferentes. As palavras, muitas vezes, 
diferem-se apenas por uma letra, o que pode facilmente confundir nossa 
compreensão e gerar erros, se a leitura estiver sendo feita rapidamente 
e de modo desatento. Veja um exemplo abaixo: 
 
É preciso retificar (corrigir) esse documento. Já foi ratificado 
(confirmado) que ele possui graves falhas. 
 
Homonímia 
Trata de palavras iguais na pronúncia e/ou na grafia, mas com 
significados diferentes, ou seja, homônimos. Veja: 
 
São Jorge já foi cantado por muitos artistas. 
Os alunos daqui são estudiosos. 
Finalmente o garoto ficou são. 
 
Existem três tipos de vocábulos homônimos: homófonos, homógrafos e 
perfeitos. 
 
Homófonos: apresentam pronúncia igual e grafia diferente. 
Ex: Acender (iluminar, pôr fogo em) / Ascender (subir, elevar) 
 
Homógrafos: apresentam grafia igual e pronúnciadiferente. 
Ex: Almoço (timbre fechado: refeição) / Almoço (timbre aberto: forma do 
verbo almoçar) 
 
Perfeitos: apresentam grafia e pronúncia iguais. 
Casa (lar, moradia) / Casa (forma do verbo casar) 
 
Polissemia 
A polissemia ocorre quando uma palavra apresenta diferentes 
significados. Dependendo do contexto, as palavras podem ser 
interpretadas de forma diferente. 
 
Por exemplo: a palavra “banco” pode descrever inúmeros significados 
(banco = assento de uma praça, banco = assento de madeira/tamborete, 
banco = instituição financeira, banco = verbo bancar: eu banco). 
 
Homônimos perfeitos x vocábulos polissêmicos 
 
É muito comum que se faça uma confusão entre esses dois fenômenos. 
Uma boa maneira de resolver a situação, normalmente, é perceber se há 
mudança na classe gramatical do vocábulo; se houver, a palavra não é 
polissêmica! 
Às vezes, é preciso analisar a homonímia e a polissemia partindo de uma 
descrição semântica mais profunda, pois há uma questão histórica nos 
significados das palavras. Por exemplo, manga (fruta) e manga (parte da 
camisa) não têm a mesma origem (o mesmo radical) e não pertencem ao 
mesmo campo de sentido, por isso são homônimas perfeitas. 
 
Veja estas frases: 
O peso está muito leve para mim. (adjetivo) 
Bateram leve à porta. (advérbio) 
Por favor, leve isso para ela. (verbo) 
 
Nestes casos, portanto, constatamos que “leve” não é vocábulo 
polissêmico, mas sim homônimos perfeitos (mesma grafia e pronúncia, 
mas classes gramaticais diferentes). 
 
Agora veja estes exemplos: 
 
Desculpe o bolo que te dei ontem. 
Comemos um bolo delicioso na casa da Jéssica. 
Tenho um bolo de revistas lá em casa. 
 
Perceba nos exemplos do “‘bolo” que a classe gramatical não mudou, ou 
seja, "bolo" é substantivo em todos os casos, o que muda é só o sentido. 
Mesma classe gramatical, diferente contexto, diferente sentido: 
polissemia. 
 
Exercícios 
 
1. 
 
PORTUGUÊS MÓDULO 02 SOLDADO COMBATENTE 
 
3 
A alternativa que mais se aproxima do ponto de vista defendido pelo 
autor é 
 
Opção 1) A família deve, na educação do filho, sempre atualizar as 
ferramentas que vão se desgastando no tempo. 
Opção 2) A inteligência humana reduz a sua capacidade de construir 
objetos que lhe permitem alimentar-se, se locomover e viver no dia a dia. 
Opção 3) O mais importante na educação das crianças é o domínio 
mínimo de um conjunto de ferramentas conhecidas, capazes de dar 
autonomia a ela. 
Opção 4) A escola deve, na formação da criança, desenvolver as 
habilidades fundamentais para que elas venham a ser pessoas 
autônomas e inventivas. 
 
2. Assinale o item que apresenta o sentido em que a palavra "rede" 
foi empregado no texto: 
 
 
 
Opção 1) Aparelho de pesca tecido com fio que forma malhas, de largura 
variada, que deixam passar a água e retêm os peixes. 
Opção 2) Conjunto de computadores e outros equipamentos conectados 
que partilham informações, notícias, soluções e serviços. 
Opção 3) Grande malha que cerca a parte posterior do gol, para deter a 
bola quando esta ali é colocada pelo artilheiro. 
Opção 4) Tecido fino de malha, com que se envolvem os cabelos quando 
se deseja mantê-los penteados. 
Opção 5) Artefato de tecido ou malha resistente, pendurado pelas duas 
extremidades, onde se dorme ou repousa. 
 
3. Leia a frase abaixo. 
O assento é reservado para idosos, pessoas com criança de colo, 
gestantes e deficientes físicos. 
 
Sobre a palavra “assento”, é correto afirmar que 
Opção 1) está grafada corretamente. 
Opção 2) está grafada de forma incorreta; o correto seria “acento”. 
Opção 3) assim como “assento” (gráfico) é grafada com “ss”. 
Opção 4) “assento” e “acento” possuem o mesmo significado. 
 
4. Leia as assertivas abaixo: 
 
I. O documento foi deferido pela magistrada, depois de verificarem que 
não diferia do original. 
II. Depois de analisar o vultuoso rosto do paciente, o médico viu a vultosa 
quantia que ele levava no bolso. 
III. Apesar da sede, os alunos não cederam ao cansaço. 
IV. Após prescrever o medicamento, a médica viu que a portaria tinha 
como objetivo proscrevê-lo do programa. 
 
Usando o conceito de paronímia, assinale a alternativa correta: 
Opção 1) Somente as assertivas III e IV estão corretas. 
Opção 2) Somente as assertivas I, II e III estão corretas. 
Opção 3) Somente as assertivas I, III e IV estão corretas. 
Opção 4) As assertivas I, II, III e IV estão corretas. 
 
5. A respeito do verso 5 (Dessa vida cumprida a sol), julgue as 
afirmações a seguir: 
 
I - Se a palavra “cumprida” fosse substituída por “comprida”, haveria 
alterações de caráter semântico; 
II - O vocábulo “cumprida” em relação a “comprida” constitui exemplo de 
paronímia; 
III - Se a palavra “cumprida” fosse substituída por “comprida”, o texto 
continuaria a ter sentido, embora a interpretação do trecho fosse 
alterada. 
 
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s): 
Opção 1) I, lI e III. 
Opção 2) Apenas I e II. 
Opção 3) Apenas I e III. 
Opção 4) Apenas II e III. 
Opção 5) Apenas I. 
 
6. Pode-se dizer que entre a palavra destacada em “Soa o apito do 
fechamento das portas” e o adjetivo apto há uma relação semântica de: 
 
Opção 1) Sinonímia. 
Opção 2) Antonímia. 
Opção 3) Homonímia. 
Opção 4) Paronímia. 
 
7. Em: “... é uma cena interativa que necessita estar imbuída de 
significação.”, sobre a palavra sublinhada é correto afirmar: 
 
Opção 1) é uma homonímia de entusiasmar; 
Opção 2) é uma antonímia de desimpregnar-se; 
Opção 3) é uma paronímia de incutir; 
Opção 4) é uma sinonímia de imbricar; 
Opção 5) é uma homógrafa de cair. 
 
8. Leia os fragmentos de textos a seguir. 
‘’Tornamo-nos personagens de uma estória inventada, “atores” de teatro. 
“Não é incrível que um ator, por uma simples ficção, um sonho 
apaixonado, amolde tanto sua alma à imaginação, que todo se 
lhe transforme o semblante, por completo o rosto lhe empalideça, 
lágrimas vertam dos seus olhos, suas palavras tremam e, inteiro seu 
organismo se acomode à essa mera ficção?’’ 
‘’Tornamo-nos personagens de uma estória inventada, “atores” de teatro. 
“Não é incrível que um ator, por uma simples ficção, um sonho 
apaixonado, amolde de tanto sua alma à imaginação, que todo se 
lhe altere o semblante, por completo o rosto lhe empalideça, lágrimas 
vertam dos seus olhos, suas palavras tremam e, inteiro seu organismo 
se acomode à essa mera ficção?” 
Fonte: <http://www.rubemalves.com.br/cronicasfolha.htm>. 
 
As palavras destacadas neles são um caso de: 
 
Opção 1) homonímia. 
Opção 2) antonímia. 
Opção 3) gíria. 
Opção 4) sinonímia. 
 
9. Na frase “ o docente entregou o teste antes da hora” a palavra 
docente foi trocada pela palavra discente, que é sinônimo de aluno. Esse 
é um erro comum na língua portuguesa, visto que muitas palavras tem 
uma estrutura fonológica parecida. Sabendo disso, esse fenômeno pode 
ser denominado: 
 
Opção 1) Homonímia. 
Opção 2) Sinonímia. 
Opção 3) Paronímia. 
Opção 4) Nenhuma das alternativas. 
Opção 5) Todas as alternativas. 
 
 
 
 
 
 
PORTUGUÊS MÓDULO 02 SOLDADO COMBATENTE 
 
 
4 
10. As pessoas paravam para olhar os belos frutos da mangueira que 
crescia no jardim, descansando um pouco sob sua frondosa copa. Leia 
as assertivas: 
 
I. A semântica define termo polissêmico como aquele que tem um 
significante unitário – uma só forma - com mais de um significado em 
campos semânticos diferentes. 
 
II. “Copa” é um termo que se encaixa na definição de termo polissêmico. 
 
III. Se pensarmos na frase: “O jardineiro já havia preparado a mangueira 
para regar as plantas”, e compararmos com o trecho acima, “As pessoas 
paravam para olhar os belos frutos da mangueira que crescia no jardim”, 
poderemos ver que a palavra “mangueira” é um termo que se encaixa na 
definição de termos parônimos, ou seja, palavras que são parecidas na 
forma, mas diferentes em seu significado. 
 
Assinale a alternativa correta: 
 
Opção 1) Somente as assertivas II e III estão corretas. 
Opção 2) Somente a assertiva I está correta. 
Opção 3) Apenas as assertivas I e II estão corretase III está incorreta. 
Opção 4) Somente a assertiva II está correta. 
 
11. Acerca da imagem, assinale a alternativa CORRETA. 
Particularmente, considerando apenas o título da reportagem: 
 
 
 
Opção 1) É possível identificar que o “francês” a que o texto se refere é 
Claude Troisgros. 
Opção 2) Não é possível determinar a que “francês” o texto se refere, 
devido à paronímia dessa palavra. 
Opção 3) Não é possível determinar a que “francês” o texto se refere, 
devido à sinonímia dessa palavra. 
Opção 4) Não é possível determinar a que “francês” o texto se refere, 
devido à antonímia dessa palavra 
Opção 5) Não é possível determinar a que “francês” o texto se refere, 
devido à polissemia dessa palavra. 
 
12. Indique a opção que identifica a relação entre as palavras 
destacadas nas duas frases: “Antes de fechar esta página...” e “Antes 
de fechar-se para a vida, Emília lutou bravamente.” 
 
Opção 1) Hiponímia. 
Opção 2) Polissemia. 
Opção 3) Hiperonímia. 
Opção 4) Paronímia. 
 
13. 
 
 
A última fala da tirinha causa um estranhamento, porque assinala a 
ausência de um elemento fundamental para a instalação de um tribunal: 
a existência de alguém que esteja sendo acusado. 
Essa fala sugere o seguinte ponto de vista do autor em relação aos 
usuários da internet: 
 
Opção 1) proferem vereditos fictícios sem que haja legitimidade do 
processo 
Opção 2) configuram julgamentos vazios ainda que existam crimes 
comprovados 
Opção 3) emitem juízos sobre os outros mas não se veem na posição de 
acusados 
Opção 4) apressam-se em opiniões superficiais mesmo que possuam 
dados concretos 
 
14. A essência da teoria democrática é a supressão de qualquer 
imposição de classe, fundada no postulado ou na crença de que os 
conflitos e problemas humanos – econômicos, políticos, ou sociais – são 
solucionáveis pela educação, isto é, pela cooperação voluntária, 
mobilizada pela opinião pública esclarecida. Está claro que essa opinião 
pública terá de ser formada à luz dos melhores conhecimentos 
existentes e, assim, a pesquisa científica nos campos das ciências 
naturais e das chamadas ciências sociais deverá se fazer a mais ampla, 
a mais vigorosa, a mais livre, e a difusão desses conhecimentos, a mais 
completa, a mais imparcial e em termos que os tornem acessíveis a 
todos. 
 (Anísio Teixeira, Educação é um direito. Adaptado.) 
 
No trecho “chamadas ciências sociais”, o emprego do termo “chamadas” 
indica que o autor 
 
Opção 1) vê, nas “ciências sociais”, uma panaceia, não uma análise 
crítica da sociedade. 
Opção 2) considera utópicos os objetivos dessas ciências. 
Opção 3) prefere a denominação “teoria social” à denominação 
“ciências sociais”. 
Opção 4) discorda dos pressupostos teóricos dessas ciências. 
Opção 5) utiliza com reserva a denominação “ciências sociais”. 
 
15. 
 
PORTUGUÊS MÓDULO 02 SOLDADO COMBATENTE 
 
5 
A matéria saiu no New York Times, foi publicada na Folha de São Paulo; 
deveria ser bibliografia obrigatória do ensino fundamental à pós-
graduação, deveria ser colada aos postes, lançada de aviões, viralizada 
nas redes sociais, impressa em santinhos, (l. 1-3). 
 
Com base no trecho acima, é possível reconhecer que, para o autor, o 
conteúdo da notícia comentada se caracteriza por: 
 
Opção 1) interessar a diferentes espaços sociais 
Opção 2) remeter a diversos recortes temporais 
Opção 3) possuir variados significados alegóricos 
Opção 4) permitir múltiplas interpretações pessoais 
 
16. O texto abaixo, uma transcrição da fala em vídeo do youtuber Felipe 
Castanhari, é referência para a questão. 
 
Olá, meus queridos amigos. Tudo bem com vocês? Eu sou Felipe 
Castanhari. E vocês devem ouvir falar muito sobre a tal guerra na Síria. 
Que estamos o tempo todo na tevê e na internet. E eu notei que a grande 
maioria das pessoas não fazem ideia do que tá rolando. Por que uma 
galera tá enchendo os barcos com risco de morrer só pra sair de um país? 
Mano, o que está acontecendo? Basicamente, o que tá rolando ali é uma 
guerra civil que está devastando o país. São centenas de milhares de 
pessoas mortas. E tem muita gente desesperada tentando sair desta M. 
Pessoas que perderam suas casas, perderam suas famílias estão 
tentando deixar o país a procura de uma vida decente. Mas como assim, 
a Síria chegou nessa situação de M.? Vamos imaginar que a Síria é um 
grande colégio, uma grande escola. E esse colégio é governado por um 
cara chamado Bashar al-Assad, que está comandando esse grande 
colégio desde 2000. Antes disso, quem comandava esse grande colégio 
era seu pai, um rapaz chamado Hafez alAssad. Digamos que a 
democracia não é um conceito muito cultuado nesse colégio, porque é a 
mesma família que manda naquela P. há 40 anos. Só que aconteceu uma 
grande M. em 2011 e tudo mudou. Lembra que estamos fazendo de conta 
que a Síria é um grande colégio, certo? Então temos várias turmas no 
ensino médio. Cada uma delas com 30 alunos mais ou menos. Ninguém 
gostava do diretor, do dono da escola. Só que mesmo assim o pessoal 
ficava meio de boa. Ficava todo mundo meio que passando de ano, sabe? 
[...] Só que em 2011 a galera de uma das salas resolveu descer pro pátio 
e protestar contra o diretor. Porque ele dava meio que uns privilégios só 
pra umas turmas. E o resto do colégio meio que se F., meio que se F. 
legalmentis. Então, tinha uma galera que tava meio cansada disso e foi 
lá pro pátio protestar. Eles foram lá e fizeram um protesto pacífico. Ele 
chegou lá e viu aquela confusão no pátio e resolveu expulsar todo mundo 
que tava ali protestando. [...] Meteu bala geral. [...] Só que foi aí que 
começou a virar uma loucura, porque as próprias salas começaram a se 
dividir. Então ao invés do colégio inteiro partir pra cima do diretor, eles 
começaram meio que formar panelinhas. E quando as panelinhas se 
encontravam no pátio, elas começavam a brigar entre elas. [...] Véio, isso 
é um P. absurdo [...]. Pessoal, vamo entender isso. As pessoas preferem 
arriscar suas vidas e morrer afogado no mar do que ficar lá na Síria. Olha 
a M. que tá acontecendo. [...] Além de ter bombardeio, as pessoas de 
Alepo, a principal cidade do conflito da Síria, elas estão sem água, sem 
comida, remédios, energia elétrica. Alepo virou um verdadeiro inferno. E 
a gente pode fazer um pouquinho mais do que ficar indignado. Talvez 
isso esteja muito longe da gente. Mas a gente aqui no Brasil tem como 
ajudar. Existem várias entidades como a Unicef que estão fazendo um 
trabalho de socorro aos civis na Síria, especialmente as crianças, galera. 
A gente pode fazer doações para essas entidades. E às vezes uma 
pequena quantia pra você pode fazer uma P. diferença pruma criança lá 
na guerra. 
 
A fala do youtuber Felipe Castanhari tem características fortes da 
oralidade, que são diferentes das características da variante escrita da 
língua. Assinale a alternativa que apresenta uma comparação correta. 
 
Opção 1) As repetições “porque no meio disso tudo...” e “porque no meio 
de todo esse sofrimento...” são características da escrita e são usadas 
pelo youtuber para ajudar o leitor a guardar as ideias em sua memória. 
Opção 2) Na fala, precisamos nos direcionar ao ouvinte com expressões 
do tipo “Mano” e “Véio”, ao passo que a escrita não dispõe de recursos 
para abordagem direta do leitor. 
Opção 3) As frases curtas, como “Meteu bala geral”, são típicas da 
oralidade, e a escrita é o lugar preferencial das frases longas, em 
períodos complexos 
Opção 4) Os verbos no imperativo, tais como “Lembra que estamos 
fazendo de conta...” e “vamos entender isso...”, revelam o tratamento 
que o texto oral dispensa ao ouvinte, enquanto na escrita os imperativos 
restringem-se à fala de personagens 
Opção 5) Diferentemente da escrita, na fala, o uso do ‘que’ como 
articulador abre um leque variado de interpretações a ser resolvido pelo 
ouvinte, como em “E vocês devem ouvir falar muito sobre a tal guerra na 
Síria. Que estamos o tempo todo na tevê e na internet”. 
 
Texto para as questões 17, 18, 19 
 
Porque arealidade é inverossímel 
Escusando-me1 por repetir truísmo2 tão martelado, mas movido pelo 
conhecimento de que os truísmos são parte inseparável da boa retórica 
narrativa, até porque a maior parte das pessoas não sabe ler e é no fundo 
muito ignorante, rol no qual incluo arbitrariamente você, repito o que 
tantos já dizem e vivem repetindo, como quem usa chupetas: a realidade 
é, sim, muitíssimo mais inacreditável do que qualquer ficção, pois esta 
requer uma certa arrumação falaciosa3, a que a maioria dá o nome de 
verossimilhança. Mas ocorre precisamente o oposto. Lê-se ficção para 
fortalecer a noção estúpida de que há sentido, lógica, causa e efeito 
lineares e outros adereços que integrariam a vida. Lê-se ficção, ou 
mesmo livros de historiadores ou jornalistas, por insegurança, porque o 
absurdo da vida é insuportável para a vastidão dos desvalidos que povoa 
a Terra. 
João Ubaldo Ribeiro 
Diário do Farol. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2002 
 
1 escusando-me − desculpando-me 
2 truísmo − verdade trivial, lugar comum 
3 falaciosa − enganosa, ilusória 
 
17. O título do texto soa contraditório, se a verossimilhança for tomada 
como uma semelhança com o mundo real, com aquilo que se conhece e 
se compreende. Essa contradição se desfaz porque, na interpretação do 
autor, a ficção organiza elementos da vida, enquanto a realidade é 
considerada como: 
 
Opção 1) linear 
Opção 2) absurda 
Opção 3) estúpida 
Opção 4) falaciosa 
 
18. Para justificar a repetição de algo já conhecido, o autor se baseia na 
relação que mantém com os leitores. Com base no texto, é possível 
perceber que essa relação se caracteriza genericamente pela: 
 
Opção 1) insegurança do autor 
Opção 2) imparcialidade do autor 
Opção 3) intolerância dos leitores 
Opção 4) inferioridade dos leitores 
 
19. Os truísmos são parte inseparável da boa retórica narrativa, até 
porque a maior parte das pessoas não sabe ler (l. 1-3) 
 
O narrador justifica a necessidade de truísmos pela dificuldade de leitura 
da maior parte das pessoas. Encontra-se implícita no argumento a noção 
de que o leitor iniciante lê melhor se: 
 
Opção 1) estuda autores clássicos 
Opção 2) conhece técnicas literárias 
Opção 3) identifica ideias conhecidas 
Opção 4) procura textos recomendados 
PORTUGUÊS MÓDULO 02 SOLDADO COMBATENTE 
 
 
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20. A namorada 
 
Havia um muro alto entre nossas casas. 
1Difícil de mandar recado para ela. 
Não havia e-mail. 
2O pai era uma onça. 
A gente amarrava o bilhete numa pedra presa por 
um cordão 
E pinchava a pedra no quintal da casa dela. 
Se a namorada respondesse pela mesma pedra 
Era uma glória! 
Mas por vezes o bilhete enganchava nos galhos da 
goiabeira 
E então era agonia. 
No tempo do onça era assim. 
(Manoel de Barros. Poesia completa. São Paulo: Leya, 2010.) 
O pai era uma onça (ref. 2). 
 
Nesse verso, a palavra onça está empregada em um sentido que se 
define como: 
Opção 1) enfático 
Opção 2) antitético 
Opção 3) metafórico 
Opção 4) metonímico 
 
21. Ausente para os outros, continuava docemente presente para si 
mesmo. (l. 7) 
 
Uma reformulação que mantém sentido equivalente ao da frase acima é: 
Opção 1) Continuava docemente presente para si mesmo, porque 
ausente para os outros. 
Opção 2) Continuava docemente presente para si mesmo, quando 
ausente para os outros. 
Opção 3) Continuava docemente presente para si mesmo, embora 
ausente para os outros. 
Opção 4) Continuava docemente presente para si mesmo, portanto 
ausente para os outros. 
 
22. 
 
O sentido da charge se constrói a partir da ambiguidade de determinado 
termo. 
 
O termo em questão é: 
Opção 1) fora 
Opção 2) agora 
Opção 3) sistema 
Opção 4) protestar 
 
23. Algumas preposições podem expressar sentidos variados e introduzir 
termos com funções sintáticas diversas. No exemplo “Pequeno deu a 
quantia determinada pela esposa de Zé Gordo”, a preposição por tem 
características semânticas e sintáticas idênticas às da seguinte 
alternativa: 
 
Opção 1) “caibros cobertos, em geral, por telhas de zinco” 
Opção 2) “num desespero absoluto e que por ser absoluto é calado.” 
Opção 3) “que se estendia por caminhos muitas vezes sem sentido 
algum” 
Opção 4) “becos que, por terem só uma entrada, se tornam becos sem 
saídas,” 
24. Das opções abaixo, a que NÃO apresenta par de parônimos é: 
 
Opção 1) degredado / degradado. 
Opção 2) flagrante / fragrante. 
Opção 3) descargo / desencargo. 
Opção 4) conjetura / conjuntura. 
Opção 5) estático / extático. 
 
25. Nada superará a beleza, nem todos os ângulos retos da razão. Assim 
pensava o maior arquiteto e mais invocado sonhador do Brasil. Morto em 
5 de dezembro de insuficiência respiratória, a dez dias de completar com 
uma festa, no Rio de Janeiro onde morava, 105 anos de idade, Oscar 
Niemeyer propusera sua própria revolução arquitetônica baseado em uma 
interpretação do corpo da mulher. Filho de fazendeiros, fora o único ateu 
e comunista da família, tendo ingressado no partido por inspiração de Luiz 
Carlos Prestes, em 1945. Como a agremiação partidária não 
correspondera a seu sonho, descolara-se dela, na companhia de seu líder, 
em 1990. “O comunismo resolve o problema da vida”, acreditou até o fim. 
“Ele faz com que a vida seja mais justa. E isso é fundamental. Mas o ser 
humano, este continua desprotegido, entregue à sorte que o destino lhe 
impõe.” E desprotegido talvez pudesse se sentir um observador diante da 
monumentalidade que ele próprio idealizara para Brasília a partir do plano-
piloto de Lucio Costa. Quem sabe seus museus, prédios governamentais 
e catedrais não tivessem mesmo sido construídos para ilustrar essa 
perplexidade? Ele acreditava incutir o ardor em quem experimentava suas 
construções. Bem disse Le Corbusier que Niemeyer tinha “as montanhas 
do Rio dentro dos olhos”, aquelas que um observador pode vislumbrar a 
partir do Museu de Arte Contemporânea de 
Niterói, um entre cerca de 500 projetos seus. Brasília, em que pese o sonho 
necessário, resultara em alguma decepção. Niemeyer vira a possibilidade 
de construir ali a imagem moderna do País. E como dizer que a cidade, ao 
fim, deixara de corresponder à modernidade empenhada? Houve um sonho 
monumental, e ele foi devidamente traduzido por Niemeyer. No Planalto 
Central, construíra a identidade escultural do Brasil. 
 (Adaptado de Rosane Pavam. CartaCapital, 
07/12/2012, www.cartacapital.com.br/sociedade/a-visao-monumental-2/) 
 
Quem sabe seus museus, prédios governamentais e catedrais não 
tivessem mesmo sido construídos para ilustrar essa perplexidade? (3º 
parágrafo) 
 
De acordo com o contexto, o sentido do elemento grifado acima pode ser 
adequadamente reproduzido por: 
Opção 1) descompasso. 
Opção 2) problemática. 
Opção 3) melancolia. 
Opção 4) estupefação. 
Opção 5) animosidade. 
 
26. Um dos assuntos da semana foi o rostinho 100% natural da atriz Cate 
Blanchett na capa da “Intelligent Life”, título de estilo e comportamento 
da revista “The Economist”. A foto foi publicada sem nenhuma correção 
feita com o Photoshop. As revistas femininas, que usam o recurso de 
correção de imagens em níveis extremos, comemoram a iniciativa alheia. 
Cate, 42, exibe suas rugas discretas e está, obviamente, linda. De fato, o 
rosto da atriz é um alívio estético diante de olhos tão acostumados a 
peles com textura de borracha. 
Mas o discurso que legitima esse tipo de opção como tendência traz com 
ele uma justificativa mercadológica. Vejamos. Os corpos 100% perfeitos, 
sem nenhuma marca de expressão, são irreais. Correto. Funcionam 
como fantasias inalcançáveis, por mais que as mais afoitas tentem 
consegui-los com a ajuda de cirurgias, implantes e outras alterações 
físicas. Mas, até mesmo para as marias-bisturi, os resultados têm 
limites. Seja a permanência de algumas rugas, seja a transformação das 
pacientes em seres humanos artificiais. E, mesmo com todos os 
recursos disponíveis, as consumidoras começaram a relatar seu 
descontentamento diante do espelho. 
Ironicamente, campanhas por imagens mais reais têmcomo principais 
interessados os fabricantes de cosméticos. Cate Blanchett sem 
PORTUGUÊS MÓDULO 02 SOLDADO COMBATENTE 
 
7 
Photoshop é uma bela mulher com rugas. Mas com ótima pele. Ultra bem 
tratada. Sem manchas. Coisas que uma série de tratamentos estéticos 
não invasivos podem fazer por qualquer mulher. Pelo menos por qualquer 
uma com recursos suficientes para pagar por eles. 
Cremes anti-idade, maquiagem de alta definição, produtos de múltipla 
ação, tudo isso andava escondido sob muitas camadas de maquiagem 
digital. E a indústria da beleza, grande anunciante das revistas e 
suplementos de estilo e comportamento, começou a perceber que estava 
marcando gols contra. 
Será bom, é claro, ver mais mulheres verdadeiras em capas mundo afora. 
Há muita beleza viva a ser mostrada. Mesmo assim, para grande parte 
da humanidade, o acesso a um arsenal que permita chegar aos 40 ou aos 
50 com “cara de Cate” (e isso inclui, além de cosméticos, alimentação, 
exercícios e genética) é quase tão irreal quanto um par de seios 
absurdamente redondos e com design não compatível com a lei da 
gravidade. 
(Vivian Whiteman, Serafina, abril de 2012. Adaptado) 
 
Assinale a alternativa que apresenta expressões com sentidos que se 
opõem, no texto. 
 
Opção 1) rugas discretas – alívio estético (2.º parágrafo). 
Opção 2) corpos 100% perfeitos – fantasias inalcançáveis (4.º 
parágrafo). 
Opção 3) marias-bisturi – seres humanos artificiais (5.º parágrafo). 
Opção 4) imagens mais reais (6.º parágrafo) – mulheres verdadeiras (9.º 
parágrafo). 
Opção 5) maquiagem digital (8.º parágrafo) – beleza viva (9.º 
parágrafo). 
 
27. Goze tanto as suas realizações quanto os seus sonhos. 
Mantenha-se interessado naquilo que você faz, por humilde que seja. 
Aquilo que você faz é algo que você realmente possui, num tempo em 
que tudo muda sem parar. 
(Rubem Alves, Desiderata, http://www.rubemalves.com.br. Adaptado) 
 
Dentre as opções, encontre uma sinonímia para a expressão sem parar, 
ao final do texto: 
 
Opção 1) incontinuamente. 
Opção 2) incessantemente. 
Opção 3) imparcialmente. 
Opção 4) incomparavelmente. 
Opção 5) imperceptivelmente. 
 
28. Considere o trecho: "As previsões são sombrias quanto ao clima, e 
não muito animadoras quanto a atitude e providências imediatas que 
precisam ser tomadas, superando divergências, egoísmos, ..." 
 
A palavra em destaque tem, respectivamente, como melhores sinônimo 
e antônimo: 
 
Opção 1) desacordos / desarmonias. 
Opção 2) concordâncias / competências. 
Opção 3) discrepâncias / discordâncias. 
Opção 4) harmonias / discrepâncias. 
Opção 5) discordâncias / concordâncias. 
 
29. As palavras fera e fada, que qualificam a natureza, têm sentido 
contrário, assim como o par de expressões: 
 
Opção 1) contrastes / terremoto. 
Opção 2) paraíso / reis. 
Opção 3) pobres desamparados / horrores. 
Opção 4) vida / destruição. 
Opção 5) cumpriu / prometeu. 
 
 
30. Em – Procurar um médico, para atestar que ele bebeu? – o 
verbo atestar tem o sentido de: 
 
Opção 1) consultar. 
Opção 2) comprovar. 
Opção 3) autorizar. 
Opção 4) impedir. 
Opção 5) incitar. 
 
Gabarito 
 
1. Opção 4 
2. Opção 2 
3. Opção 1 
4. Opção 4 
5. Opção 1 
6. Opção 4 
7. Opção 2 
8. Opção 4 
9. Opção 3 
10. Opção 3 
11. Opção 5 
12. Opção 2 
13. Opção 3 
14. Opção 3 
15. Opção 1 
16. Opção 5 
17. Opção 2 
18. Opção 4 
19. Opção 3 
20. Opção 3 
21. Opção 3 
22. Opção 3 
23. Opção 1 
24. Opção 5 
25. Opção 4 
26. Opção 5 
27. Opção 2 
28. Opção 5 
29. Opção 4 
30. Opção 2

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