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1/2 O universo das expressões idiomáticas brasileiras “Às vezes eu sinto vontade de chutar o balde!”. Você já ouviu algum amigo ou familiar se expressar assim? A frase entre aspas contém uma expressão idiomática, que existe em todas as línguas e que varia de país para país, de cultura para cultura. As expressões idiomáticas, também chamadas de idiotismos, são os conjuntos de palavras que não apresentam o seu significado por meio do sentido literal dos termos que formam a expressão. Cada idioma possui as suas expressões idiomáticas e a sua tradução literal não faz sentido em outra língua. Não raro, as expressões idiomáticas são relacionadas com gírias, jargões ou contextos culturais específicos. Foto: depositphotos As expressões idiomáticas brasileiras Como você sabe, a língua portuguesa é muito rica e contém muitas expressões idiomáticas interessantes. Com certeza você utiliza várias delas no seu dia a dia! Confira a seguir algumas expressões idiomáticas brasileiras: Abotoar o paletó – Morrer. Abrir o coração – Desabafar; declarar-se sinceramente. Abrir o jogo – Revelar detalhes. Abrir os olhos a alguém – Alertar. Acertar na mosca – Acertar com precisão. Arregaçar as mangas – Iniciar algo. Bater as botas – Morrer. Bater na mesma tecla – Insistir. Baixar a bola – Acalmar-se. Comprar gato por lebre – Ser enganado. 2/2 Chutar o balde – Agir irresponsavelmente em relação a um problema, Dar com o nariz na porta – Decepcionar-se, procurar e não encontrar. Dar o braço a torcer – Voltar atrás em uma decisão. Dar com a língua nos dentes – Contar um segredo. Dar uma mão – Ajudar. Engolir sapos – Fazer algo contrariado; acumulando ressentimento. Estar de mãos abanando – Não conseguir o que pretendia. Estar com a cabeça nas nuvens – Estar distraído. Estar com a corda no pescoço – Estar ameaçado, sob pressão ou com problemas financeiros. Estar com a faca e o queijo na mão – Estar com condições para resolver algo. Estar com a pulga atrás da orelha – Estar desconfiado. Estar com aperto no coração – Estar angustiado. Fazer tempestade em copo d’água – Transformar banalidade em tragédia. Fazer vista grossa – Fingir que não viu, relevar, negligenciar. Lavar roupa suja – Discutir assunto particular. Meter os pés pelas mãos – Agir desajeitadamente ou com pressa; confundir-se no raciocínio. Meter o rabo entre as pernas – Submeter-se. Onde Judas perdeu as botas – Lugar remoto. O gato comeu a língua – Diz-se de pessoa calada. Pendurar as chuteiras – Aposentar-se, desistir. Ir pentear macacos – Ir chatear outra pessoa. Pensar na morte da bezerra – Estar distraído/a. Pôr mãos à obra – Trabalhar com afinco. Tirar o cavalo (ou cavalinho) da chuva – Desistir com relutância por motivo de força maior. *Débora Silva é graduada em Letras (Licenciatura em Língua Portuguesa e suas Literaturas). Veja também!