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Prévia do material em texto

LÍNGUA PORTUGUESA
CONCURSO PÚBLICO DA PREFEITURA DE JATAÍ - 2018
Leia o texto 1 para responder às questões de 01 a 03. 
Texto 1 
O que é qualidade de vida? 
Qualidade de vida é o jeito que cada um escolhe para viver bem. 
Qualidade de vida é uma opção pessoal. Só que, para tomar uma decisão consciente, as pessoas precisam de informações. É por isso que qualidade de vida tem a ver com escolhas de bem estar – claro que elas estão limitadas pelos padrões de convivência social. A ideia de associar exercícios físicos à qualidade de vida, por exemplo, nasceu nos Estados Unidos, na década de 70. Para algumas pessoas, realmente funciona assim, mas tem gente que simplesmente abomina fazer ginástica. Essas pessoas podem optar por levar uma vida sedentária, mesmo sabendo dos prejuízos que isso acarreta para a saúde. Por mais estranho que possa parecer, tal atitude não deixa de ser uma escolha de bem-estar, uma vez que essas pessoas têm consciência da decisão que tomaram e não estão prejudicando ninguém. Embora haja algumas linhas mestras, não dá para padronizar a qualidade de vida. Senão, cairemos numa ditadura — exatamente como aquela que impera no campo da estética corporal. 
A maioria das empresas tem adotado programas de qualidade de vida, mas pode ser momentâneo apenas ou será que é uma proposta que veio para ficar? Para implantar um programa de qualidade de vida, é preciso levar em conta o que os funcionários querem e o que a empresa deseja ou pode oferecer. A ação tem que ter as pessoas como foco. Também não adianta criar um modelo e nunca mais mexer nele. É por isso que qualidade de vida não deve ser encarada como uma ação global, mas como um conjunto de ações. A qualidade de vida dos funcionários é um novo paradigma da administração. Saber administrá-la faz parte das competências que todo gestor deve ter. Ele precisa ser capaz de gerar produtividade e, ao mesmo tempo, preservar a equipe. 
Muitas vezes o departamento de recursos humanos coordena o processo, mas um programa desses tem espaço para vários profissionais, do nutricionista ao psicólogo, passando pelo professor de educação física. Temos um ótimo nicho se formando no mercado. Tanto que já existem profissionais que mandam imprimir "especialista em qualidade de vida" em seu cartão de visitas. 
Disponível em: <http://bemstar.globo.com>. Acesso em: 3 jul. 2018. [Adaptado].
QUESTÃO 01 
Quais aspectos do conceito de qualidade de vida são tematizados no texto? 
(A) Tipos de exercícios físicos relevantes e modo de executá-los. 
(B) Alimentação saudável e relacionamento interpessoal. 
(C) Ações voltadas para o mundo profissional e espaço mercadológico. 
(D) Modos de conscientização e posturas pessoais reprováveis. 
QUESTÃO 02 
Considerando-se a voz enunciativa e o gênero textual, na frase “A ação tem que ter as pessoas como foco”, a construção “tem que” expressa 
(A) possibilidade. 
(B) necessidade. 
(C) obrigatoriedade. 
(D) capacidade. 
QUESTÃO 03 
Quanto à progressão das ideias no texto, na frase “Para algumas pessoas, realmente funciona assim”, o uso do termo “assim” recupera a informação de que 
(A) a qualidade de vida está atrelada a exercícios físicos. 
(B) a abominação a exercícios também é comum entre as pessoas. 
(C) o sedentário não está prejudicando ninguém. 
(D) o sedentarismo também é uma escolha de bem-estar.
Leia o texto 2 a seguir para responder à questão 04. 
Texto 2
Disponível em: https://br.pinterest.com/nosdiw/humor/
QUESTÃO 04 
O texto traz uma mensagem bem-humorada de otimismo e incentivo à melhoria da qualidade de vida. O principal recurso para promover esse efeito é a intertextualidade, promovida a partir da 
(A) apropriação de informações textuais geradas no cotidiano do leitor como consumidor. 
(B) paráfrase de texto de autoajuda e de forte conotação religiosa. 
(C) crítica a uma dieta com a presença exagerada de alimentos calóricos. 
(D) sinonímia entre palavras de valor positivo e o rótulo de alimentos. 
Releia os textos 1 e 2 para responder à questão 05.
QUESTÃO 05 
Em relação ao fator determinante da qualidade de vida, a frase “Experimente para preparar uma vida melhor” ratifica a seguinte afirmação do texto 1: 
(A) “Associar exercícios físicos à qualidade de vida nasceu nos Estados Unidos”. 
(B) “Cairemos numa ditadura como aquela que impera no campo da estética corporal”. 
(C) “A maioria das empresas tem adotado programas de qualidade de vida”. 
(D) “Qualidade de vida é uma opção pessoal”.
Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 5. 
QUESTÃO 01
O autor do texto defende a ideia de que 
a) é impossível atingir a felicidade e a realização humana, em sentido pleno, mas é possível, por meio da ação transformadora, encontrar momentos de satisfação e de felicidade momentâneas. 
b) o indivíduo tende a reiniciar seus projetos pessoais a partir do momento em que se depara com a impossibilidade de desdobramento de sua ação transformadora no mundo em que vive. 
c) a felicidade e a realização humana são metas que o indivíduo atinge plenamente em determinado momento da vida, mas isso exige dele um esforço constante de transformar a si e à natureza. 
d) devido à impossibilidade de o homem atingir a felicidade absoluta e a realização plena de seus anseios, ele vive em estado de infelicidade perene, cuja solução não encontra em momento algum de sua vida. 
e) a irrealização e a infelicidade constantes impedem o indivíduo de transformar seu meio natural e de fazer história, obrigando-o a satisfazer-se apenas na vida em sociedade, impedindo-o de realizações pessoais. 
Questão 2 
O termo “concomitantemente” (linha 13) pode ser substituído, sem prejuízo de sentido, por 
a) majoritariamente 
b) simultaneamente 
c) intuitivamente 
d) conceitualmente 
e) respectivamente 
Questão 3 
Nota-se no texto o predomínio da seguinte função de linguagem: 
a) fática 
b) poética 
c) emotiva 
d) conativa 
e) referencial 
Questão 4 
Na frase “O homem realizado, no sentido absoluto, não existe”, a expressão em destaque exerce a mesma função sintática que a expressão destacada em: 
a) “É na ação transformadora que o homem encontra momento de satisfação, de realização de seu plano de vida, mesmo que, concomitantemente, esteja gerando novas ansiedades”. 
b) “No momento em que ele completa um projeto qualquer [...], realiza uma vontade sua, e isso o faz feliz, despertando nele desejo de iniciar um novo projeto”. 
c) “Se por trabalho entendemos toda a atividade do homem transformando a natureza, a relação entre trabalho e realização humana parece evidente”. 
d) “A vida em sociedade, assim como o progresso tecnológico ou a guerra, é resultado dessa transformação que ele efetiva”. 
e) “É a busca incessante da realização que permite ao homem transformar o seu meio natural e fazer história.” 
Questão 5 
A frase “Isso significa que o homem é um eterno irrealizado?” é um exemplo de período 
a) composto por coordenação. 
b) composto por subordinação. 
c) simples, com oração reduzida. 
d) simples, com oração sem sujeito. 
e) simples, com orações intercaladas.
Leia o texto a seguir.
A professora de minha filha Joana pede a todos os alunos que escrevam um resumo de um livro que leram. Ela me pergunta para que escrever esse resumo. Tento dar alguma motivação para essa tarefa, e digo-lhe que a professora pode não ter lido o livro e lendo o resumo que ela faria poderia ficar interessada ou não em ler todo o livro. Recebi como resposta: – Mas que professora mais indecisa! Precisa ler 25 resumos para saber se quer ler o livro?
Fonte: GERALDI, João Wanderley. O ensino de língua portuguesa e a Base Nacional Comum Curricular. Revista Retratos da Escola, Brasília, v. 9, n. 17, p. 381- 396, jul./dez. 2015.
A resposta de Joana permite afirmar que a produção textual na escola deve considerar 
a) as características pragmático-discursivas dos gêneros textuais.
b) os aspectos estruturais de composição nos gêneros textuais.
c) os múltiplos usos da língua nos gêneros textuais.
d) as possibilidades de revisão e reescrita dos gêneros textuais. 
Leia o TextoI, a seguir para responder às questões de 01 a 08. 
Texto I 
A espiritualidade das pedras 
Meu Deus, como ter um "eu" cansa! Os místicos têm razão. Não é necessário ser um "crente" para ver isso, basta ter algum senso de ridículo para ver o quão cansativo é satisfazer o "eu". E a modernidade é toda uma sinfonia (ou melhor, uma "diafonia", contrário da sinfonia) para este pequeno "eu" infantil. Outro dia, contemplava pessoas num aeroporto embarcando para os EUA com malas vazias para poder comprar um monte de coisas lá. Que vergonha. É o tal do "eu" que faz isso. Ele precisa comprar, adquirir, sentir-se tendo vantagem em tudo. O "eu" sente um "frisson" num outlet baratinho em Miami. [...] 
A filosofia inglesa tem uma expressão muito boa que é "wants", para se referir a nossas necessidades a serem satisfeitas. Poderíamos traduzir de modo livre por "quereres". O "eu" é um poço sem fundo de "wants". Isso me deprime um tanto. 
Como dizia acima, a modernidade é toda feita para servir ao pequeno autoritário, o "eu": ele exige mais sucesso, mais autoestima, mais saúde, mais dinheiro, mais beleza, mais celulares, mais viagens, mais consumo, mais direitos, mais rapidez, mais eficiência, mais atenção, mais reconhecimento, mais equilíbrio, melhor alimentação, mais espiritualidade para que ele não se sinta um materialista grosseiro. [...] 
Outra armadilha típica do mundinho do "eu" é a idolatria do desejo. A filosofia sempre problematizou o desejo como modo de escravidão, e isso nada tem a ver com a dita repressão cristã (que nem foi o cristianismo que inventou) do desejo. [...] 
O "eu" falante inunda o mundo com seu ruído. O "eu" mais discreto tece um silêncio que desperta o interesse em conhecê-lo. Mas hoje vivemos num mundo da falação de si, como numa espécie de contínuo striptease da alma. O corpo nu é mais interessante do que a alma que se oferece. Por isso toda poesia sincera é ruim (Oscar Wilde). O "eu" deve agir como as mulheres quando fecham as pernas em sinal de pudor e vergonha. 
A alta literatura espiritual, oriental ou ocidental, há muito compreende o ridículo do culto ao "eu". Uma leveza peculiar está presente em narrativas gregas (neoplatonismo), budistas (o "eu" como prisão) ou místicas (cristã, judaica ou islâmica). 
Conceitos como "aniquilamento" (anéantissement, comum em textos franceses entre os séculos 14 e 17), "desprendimento" (abegescheidenheit, em alemão medieval) e "aphalé panta" (grego antigo) descrevem exatamente esse processo de superação da obsessão do "eu" por si mesmo. 
A leveza nasce da sensação de que atender ao "eu" é uma prisão maior do que atender ao mundo, porque do "eu" nunca nos libertamos quando queremos servi-lo. Ele está em toda parte como um deus ressentido. 
Por isso, um autor como Nikos Kazantzakis, em seu primoroso "Ascese", diz que apenas quando não queremos nada, quando não desejamos nada é que somos livres. Muito próximo dele, o filósofo epicurista André Comte-Sponville, no seu maior livro, "Tratado do Desespero e da Beatitude", defende o "des-espero" como superação de uma vida pautada por expectativas.
Entre as piores expectativas está a da vida eterna. Espero que ao final o descanso das pedras nos espere. Amém.
PONDÉ, Luiz Felipe. A espiritualidade das pedras. Folha de S. Paulo, São Paulo, 29 de julho de 2013
QUESTÃO 01 
Um artigo de opinião se caracteriza pela defesa de um ponto de vista. No texto, predomina a defesa da ideia de que (
A) os impulsos consumistas desencadeiam vários conflitos de ordem social e espiritual. 
(B) a liberdade plena consiste na conciliação entre o desejo individual e o coletivo. 
(C) a vida eterna deve integrar o conjunto de expectativas da existência humana. 
(D) os desejos individuais necessitam ser superados como forma de libertação da alma. 
QUESTÃO 02 
O trecho “o ‘eu’ deve agir como as mulheres quando fecham as pernas em sinal de pudor e vergonha”, no contexto da discussão empreendida no texto, significa que 
(A) as manifestações de ordem individual devem ser discretas. 
(B) as subjetividades passam por um processo de dominação semelhante ao vivido pelas mulheres. 
(C) os hábitos culturais devem ser mantidos e preservados no domínio em que atuam. 
(D) os silenciamentos forçados afetam tanto o corpo quanto a alma. 
QUESTÃO 03 
A palavra “isso” em “É o tal ‘eu’ que faz isso” retoma especificamente o evento de 
(A) contemplação no aeroporto de pessoas que embarcam para os Estados Unidos. 
(B) viagem com malas vazias para comprar muitos produtos no exterior. 
(C) vergonha experienciada diante da cena observada. 
(D) existência de outlet baratinho na cidade de Miami
QUESTÃO 04 
Ao usar a frase “Por isso, toda poesia sincera é ruim”, de Oscar Wilde, o autor estabelece a seguinte relação implícita: 
(A) a discrição de uma pessoa ao falar de si mesma desperta o interesse de outras pessoas em conhecê-la, assim como a boa poesia deixa vazios de significado para ser bastante lida. 
(B) a alma que se mostra por inteiro é semelhante ao fazer poético, já que a poesia trata das questões mais profundas da alma humana. 
(C) o corpo nu é desprovido de segredos e mistérios, da mesma forma que a poesia sincera é desprovida de racionalidade, o que lhe confere dissemelhança com a realidade à qual ela faz referência. 
(D) o eu que fala inunda o mundo com o seu ruído, semelhantemente à poesia que trata de temas que incomodam a sociedade. 
QUESTÃO 05 
No contexto da discussão realizada no texto, a formação da palavra “des-espero” sugere 
(A) a separação das demandas do corpo e da alma. 
(B) a manifestação de conflitos profundos. 
(C) a negação da espera. 
(D) a desistência da vida. 
QUESTÃO 06 
No sexto parágrafo, a palavra “mas” estabelece uma oposição que pode ser depreendida lexicalmente por meio do par 
(A) vergonha x nudez. 
(B) silêncio x verbalização. 
(C) corpo x alma. 
(D) discrição x interesse. 
QUESTÃO 07 
No texto, as metáforas “poço sem fundo”, “pequeno autoritário” e “deus ressentido” contribuem para 
(A) mostrar a capacidade de transmutação do eu e provar sua ânsia por quereres. 
(B) criar um discurso bonito e, ao mesmo tempo, desprovido de conteúdo sistemático. 
(C) aproximar o gênero artigo de opinião do texto literário e para construir poeticidade. 
(D) esclarecer as ideias defendidas pelo autor e para demarcar o ponto de vista.
QUESTÃO 08 
No último parágrafo do texto, a natureza essencial da palavra “amém” é 
(A) ambígua, pois pode ser lida de duas formas. 
(B) irônica, pois critica o culto ao eu. 
(C) metafórica, pois se faz uso de um termo no lugar de outro. 
(D) polissêmica, pois apresenta sentidos compatíveis com a ideia de religião.
MORRINHOS
Leia o Texto 1 para responder às questões de 01 a 03.
Texto 1
Faces da escravidão contemporânea 
Mais de 57 mil brasileiros foram resgatados em condições análogas à escravidão desde 1995. Esse número é superior à população de 89% dos municípios brasileiros. Na média, desde que os números começaram a ser registrados, a cada ano 2.063 pessoas foram retiradas de trabalhos em condições degradantes.
Em 2022, 2,5 mil pessoas foram resgatadas de trabalhos com condições análogas à escravidão, o maior em dez anos. O aumento com relação a 2021, que teve 1930 resgatados, foi de 27%. Em 2013, houve 2,1 mil casos.
Desde 2012, o quadro de auditores fiscais do trabalho diminui continuamente. Em 2011, o Brasil tinha 3,1 mil profissionais responsáveis por fiscalizar as condições de trabalho; hoje, há 1,9 mil – uma redução de 37%.
Desde 2003, a pecuária deu espaço para o cultivo de cana de açúcar e para atividades de apoio à agricultura no ranking dos ramos com mais casos de trabalho escravo. No começo do período, 54% dos casos de trabalho análogo à escravidão aconteciam na pecuária; em 2022, foram apenas 4%.
Só no primeiro trimestre de 2023, o Rio Grande do Sul resgatou mais vítimas de trabalho análogo à escravidão do que em 2022 inteiro. Foram 294 trabalhadores entre janeiro e março, quase o dobro dos 156 casos registrados no ano passado.
Dos quase 44 mil brasileiros resgatados desde 2002, umquarto são homens de até 24 anos e apenas 7% eram mulheres. O Ministério Público do Trabalho compreende que há subnotificação dos casos de mulheres.
Dados mais recentes do Ministério do Trabalho e Previdência apontam que, das mulheres resgatadas de condições análogas à escravidão, 64% se declararam pretas ou pardas, 22% brancas, 11% de raça amarela e 3% indígenas.
GORZIZA, Amanda; MACHADO, Lara. Faces da escravidão contemporânea. Piauí. 20 mar. 2023. [Adaptado].
QUESTÃO 01
O projeto argumentativo do texto é desenvolvido a partir da
(A) desigualdade socioeconômica.
(B) exploração de mão-de-obra.
(C) manutenção de condições precárias.
(D) defesa dos direitos humanos.
QUESTÃO 02
Em relação às mulheres resgatadas do trabalho análogo à escravidão, os dados expõem a
(A) manutenção de estruturas sociais.
(B) necessidade de revisão dos índices.
(C) defasagem entre homens e mulheres.
(D) exploração racial e de classe.
QUESTÃO 03
Considerando a estrutura argumentativa e a linguagem empregada, o texto é projetado para a
(A) veiculação em suporte virtual.
(B) expressão de autoridade.
(C) divulgação científica.
(D) caracterização do estilo acadêmico.
Leia o Texto 2 para responder às questões de 04 a 06.
Texto 2
Fome estrutural: uma ameaça cada vez mais presente
Em 2019, 47,7 milhões de pessoas na América Latina e no Caribe viviam com fome, o equivalente a 7,4% da população. Até 2030, de acordo com a FAO, organização da ONU para a Alimentação e a Agricultura, a fome poderá afetar 67 milhões de pessoas em nosso continente. Com a
pandemia, a fome estrutural (ou fome crônica) aumentou 5 vezes em todo o mundo. [...].
Esse tipo de fome está conectada com a pobreza e a extrema pobreza, já que as pessoas simplesmente não têm dinheiro suficiente para comer, ter acesso a água potável ou cuidados com a saúde. [...].
No final de 2020, organizações alertaram que mais de 120 milhões de pessoas poderiam ser colocadas em situação de insegurança alimentar, consequência direta da conjuntura social e econômica causada pela pandemia. Dentre os países com maior índice de fome estão Brasil, Índia e África do Sul.[...].
A fome estrutural também pode ser chamada de insegurança alimentar grave. [...]. Mas também há preocupação com as inseguranças alimentares leves e moderadas, especialmente em momentos de maiores instabilidades econômicas e sociais – caso da pandemia.
A insegurança leve acontece quando a família não tem certeza se terá acesso a alimentos no futuro, e quando a qualidade da comida já é ruim. Nesses casos, os moradores precisam elencar estratégias para terem uma quantidade mínima de alimentos disponíveis, como por exemplo trocar um alimento por outro mais barato.
Já a insegurança moderada surge quando os moradores já têm uma quantidade restrita de alimentos, com menos comida armazenada do que o necessário.
De acordo com o IBGE, a insegurança alimentar grave no Brasil é registrada principalmente em áreas rurais: 23,3% da população urbana passa fome, enquanto 40,1% da população rural atravessa a mesma situação.
Os dados mostram que, em setembro de 2020, 10,3 milhões de brasileiros passavam fome, com um aumento de 3 milhões de pessoas sem acesso normal a refeições em 5 anos. [...].
Disponível em: <https://www.childfundbrasil.org.br/blog/fome-estruturalo-que-e>. Acesso em: 01 abr. 2023.
QUESTÃO 04
A insegurança alimentar grave resulta da
(A) subnutrição de longa duração.
(B) privação severa do consumo de alimentos.
(C) insuficiência de carboidratos nas refeições.
(D) manutenção de uma dieta pobre em minerais.
QUESTÃO 05
No texto, utiliza-se como estratégia de organização discursiva o predomínio do tipo textual
(A) argumentativo.
(B) injuntivo.
(C) descritivo.
(D) narrativo.
QUESTÃO 06
Os índices de fome estrutural no Brasil evidenciam
(A) os mecanismos de manutenção social.
(B) a marginalização de grupos sociais.
(C) as desigualdades socioeconômicas.
(D) as diferenças culturais e históricas.
Leia o Texto 3 para responder às questões de 07 a 10.
Texto 3
Papos
- Me disseram...
- Disseram-me.
- Hein?
- O correto é "disseram-me". Não "me disseram".
- Eu falo como quero. E te digo mais... Ou é "digo-te"?
- O quê?
[...]
- Dispenso as suas correções. Vê se esquece-me. Falo como
bem entender.
Mais uma correção e eu...
- O quê?
- O mato.
- Que mato?
- Mato-o. Mato-lhe. Mato você. Matar-lhe-ei-te. Ouviu bem?
- Pois esqueça-o e pára-te. Pronome no lugar certo é
elitismo!
- Se você prefere falar errado...
- Falo como todo mundo fala. O importante é me
entenderem. Ou
entenderem-me?
[...]
- Está bem, está bem. Desculpe. Fale como quiser.
[...].
VERÍSSIMO, Luís Fernando. Papos. Disponível em: <https://www.pensador.com/frase/NzIwMzEy/>. Acesso em: 01 abr. 2023.
QUESTÃO 07
A crônica acima se caracteriza como
(A) lírica.
(B) humorística.
(C) jornalística.
(D) narrativa.
QUESTÃO 08
A linguagem utilizada na crônica é do tipo
(A) verbal.
(B) formal.
(C) híbrida.
(D) oral.
QUESTÃO 09
No trecho “- Mato-o. Mato-lhe. Mato você. Matar-lhe-ei-te. Ouviu bem?”, o interlocutor faz uma crítica aos usos da colocação pronominal valendo-se do recurso da
(A) ironia.
(B) metáfora.
(C) comparação.
(D) paródia.
QUESTÃO 10
Considerando a linguagem utilizada na crônica, há a recorrência da variação linguística do tipo
(A) estilística ou diafásica.
(B) histórica ou diacrônica.
(C) geográfica ou diatópica.
(D) social ou diastrática.
SANTA HELENA
Leia o Texto 1 para responder às questões 01 e 02.
Texto 1
Café mais caro do mundo é feito com cocô de animal preso até a morte
O café mais caro do mundo pode ser vendido por cerca de R$ 14.700,00 o quilo. Seu nome é Kopi Luwak, porém, é mais conhecido como café de civeta. As civetas são mamíferos pequenos com hábitos noturnos que vivem na África e na Ásia, principalmente na Indonésia. Para a produção da bebida, os animais se alimentam com o fruto do café e liberam em suas fezes os grãos. O gosto gourmet vem das enzimas secretadas durante a digestão do pequeno animal. Além disso, presas, as civetas são alimentadas apenas com o fruto do café. Na natureza, no entanto, elas têm uma dieta diversa, comendo pequenos roedores, insetos e outras frutas.
Disponível em: <https://www.uol.com.br/ecoa/ultimasnoticias/2023/05/20/cafe-mais-caro-do-mundo-e-feito-com-coco-deanimal-preso-ate-a-morte.htm>. Acesso em: 20 mai. 2023. [Adaptado].
QUESTÃO 01
O caráter de denúncia do texto acima está marcado em sua progressão textual por meio de enunciados e vocábulos que associam
(A) domesticação e adaptação.
(B) escatologia e crueldade.
(C) sofisticação e produtividade.
(D) precificação e consumo.
QUESTÃO 02
A relação entre “cativeiro” e “natureza” produzida nas duas últimas frases do texto é ativada pelo advérbio “apenas” através do processo de
(A) referenciação lexical.
(B) conexão conjuntiva.
(C) coesão sequencial.
(D) remissão dêitica.
Leia o Texto 2 para responder às questões de 03 a 07.
Texto 2
Sem palavras
Má colocação em exame de leitura mostra atraso do Brasil em alfabetização.
O Brasil se saiu mal no Pirls, a prova internacional que avalia o desempenho da alfabetização em alunos do 4º ou do 5º ano do ensino fundamental [...], etapa em que a capacidade de leitura e interpretação de textos já deveria estar consolidada. [...] Com 419 pontos, ficamos à frente apenas de Irã, Jordânia, Egito, Marrocos e África do Sul [...].
Nossos alunos só foram capazes de compreender textos fáceis. Em questões mais sofisticadas, fracassaram. As desigualdades de sempre também se mostraram presentes. Crianças de famílias mais ricas se saem melhor do que as de estratos pobres, assim como meninas em relação a meninos, e brancos e amarelos ante negros e pardos.
Outra área que merece destaque é a dos métodos de alfabetização. Nos últimos 20 anos, houve uma pequena revolução na compreensão de como crianças aprendem a ler. A conclusão inequívoca é a de que é necessário ensinar explicitamente as correspondências entre grafemas (letras) e fonemas (sons). Os métodos usados aqui ainda não exploram como deveriam esse
achado da ciência.
Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2023/05/sempalavras.shtml>.Acesso em: 19 mai. 2023. [Adaptado].
QUESTÃO 03
O editorial acima é um gênero textual que se caracteriza por expressar a
(A) isenção da imprensa.
(B) opinião da empresa.
(C) visão da sociedade.
(D) anuência da governança.
QUESTÃO 04
Na diversidade tipológica textual do gênero editorial, predomina a
(A) exposição.
(B) narração.
(C) argumentação.
(D) injunção.
QUESTÃO 05
O título “Sem palavras” recorre ao mecanismo de produção de sentido da
(A) polissemia.
(B) ambiguidade.
(C) inferência.
(D) ironia.
QUESTÃO 06
Além da desigualdade social, o texto relaciona o fracasso avaliativo aos métodos de alfabetização por meio de
(A) afirmação categórica de uma metodologia.
(B) discussão indicativa das abordagens no ensino.
(C) referência ao debate acadêmico sobre o tema.
(D) abstenção em relação ao cerne do problema.
QUESTÃO 07
O trecho textual “Nossos alunos só foram capazes de compreender textos fáceis. Em questões mais sofisticadas, fracassaram”, dividido em duas frases, poderia ser integrado por meio do seguinte processo sintático de subordinação:
(A) Nossos alunos só foram capazes de compreender textos mais fáceis e fracassaram em questões mais sofisticadas.
(B) Nossos alunos só foram capazes de compreender textos mais fáceis, mas fracassaram em questões mais sofisticadas.
(C) Nossos alunos só foram capazes de compreender textos mais fáceis, porque fracassaram em questões mais sofisticadas.
(D) Nossos alunos só foram capazes de compreender textos mais fáceis, fracassando em questões mais sofisticadas.
Leia o Texto 3 para responder às questões de 08 a 10.
Texto 3
O Real Madrid e os limites físicos e mentais
Não se deve mudar conceitos e estabelecer novas referências por causa de uma partida, embora alguns jogos sejam explosivos e marcantes, como a magistral atuação do Manchester City na goleada sobre o Real Madrid por 4 a 0, pelas semifinais da Liga dos Campeões. Parecia um time grande contra um pequeno.
O técnico Ancelotti, a direção do Real, os analistas e o mundo do futebol estão se perguntando se a partida representa o fim de uma era de protagonismo mundial de três veteranos e grandes craques, Modric, Benzema e Kroos, articuladores e maestros da equipe durante muitos anos. Penso que sim.
A idade mais avançada não é sinônimo de decadência, pois na maioria das profissões se pode aprender e evoluir com o tempo, mas no esporte o limite físico é implacável. Em alguns atletas o limite mental é ainda maior.
Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/colunas/tostao/2023/05/o-realmadrid-e-os-limites-fisicos-e-mentais.shtml>. Acesso em: 21 mai. 2023.[Adaptado].
QUESTÃO 08
No segmento textual “Não se deve mudar conceitos e estabelecer novas referências” da crônica esportiva lida, o verbo auxiliar é determinante para o ponto de vista do autor por sua função
(A) modal.
(B) aspectual.
(C) temporal.
(D) vocal.
QUESTÃO 09
O segundo parágrafo da crônica começa com a suposição de uma pergunta e termina com uma afirmação responsiva. A coerência da estrutura coesiva desse bloco textual é semanticamente
(A) descritiva.
(B) narrativa.
(C) injuntiva.
(D) expositiva.
QUESTÃO 10
A separação da última frase em cada um dos três parágrafos do texto por ponto final em relação às anteriores promove um efeito de sentido
(A) enfático.
(B) interpelativo.
(C) questionador.
(D) metafórico.
IFG – CONTADOR 
Leia o Texto 1 para responder às questões 01 e 02.
Texto 1 
Rio de Janeiro, 28 de maio de 1948. 
Excelentíssima Sra. Margarida Goulart, Saúdo-vos afetuosa e respeitosamente. 
Rogo-vos, ao lerdes esta carta, perdoar minha ousadia, pois fatigado de guardar comigo o segredo do meu coração, traindo-me embora a cada momento, venho oferecer-vos o que de mais puro tenho na alma: o meu amor. Ambos moços, ambos pobres, eu muito mais pobre do que vós, pois suplico a esmola do vosso olhar e do vosso perdão e vós bem mais rica pela beleza e pelos dotes da alma, poderíamos, se assim o quisésseis, ser um dia felizes à face de Deus e da sociedade. 
Ponho, nas vossas dedicadas mãos, que respeitosamente beijo, todo o meu futuro. Rogando-vos que respondais, tenho a honra de ser admirador e apaixonado escravo. F. de B. 
J. Queiroz. O secretário moderno [Edições do Povo, 1948]. In: Rodolfo Ilari. Introdução à Semântica: brincando com a gramática. São Paulo: Contexto, 2004. p. 45
QUESTÃO 01 
Considerando o gênero textual a que pertence o texto e a teoria da variação linguística, é possível afirmar que 
(A) a linguagem empregada no texto é inadequada, uma vez que se trata de uma carta pessoal, em que um enunciador se dirige à sua possível sogra. 
(B) a linguagem empregada no texto explicita a variação geográfica, podendo o enunciador ser caracterizado como um homem sem instrução formal. 
(C) a linguagem empregada no texto evidencia um tratamento informal do enunciador em relação à interlocutora a quem propõe casamento. 
(D) a linguagem e a atitude do enunciador são condizentes com a situação comunicativa, pois o texto é uma carta de 1948.
QUESTÃO 02
No período “Rogo-vos, ao lerdes esta carta, perdoar minha ousadia, pois fatigado de guardar comigo o segredo do meu coração, traindo-me embora a cada momento, venho oferecer-vos o que de mais puro tenho na alma: o meu amor”, a oração subordinada adverbial reduzida “ao lerdes esta carta” expressa uma ideia de 
(A) tempo. 
(B) consequência. 
(C) concessão. 
(D) finalidade.
QUESTÃO 03 
Leia a tirinha a seguir.
A quebra de expectativa que sustenta o sentido geral dessa tirinha constrói-se com base 
(A) no emprego do pronome “você” como forma de tratamento da mãe para o filho. 
(B) no sentido negativo da palavra “não”, empregada várias vezes no texto. 
(C) no aspecto polissêmico da forma verbal “arruma”. 
(D) no pressuposto de que o menino é desorganizado.
QUESTÃO 06 
Leia o texto a seguir. 
O caminho da sustentabilidade é mais desejado que o do consumismo. 
Disponível em: . Acesso em: 25 abr. 2020. 
Em vez de focar na questão da sustentabilidade, suponha que o objetivo da sentença seja, agora, o de evidenciar o quão nocivo é o consumismo. Cumprindo esse novo propósito comunicativo, a frase que apresenta esse contexto semântico, de acordo com a norma-padrão, é 
(A) “O consumismo é nocivo pelo meio ambiente”. 
(B) “O consumismo é nocivo com o meio ambiente”. 
(C) “O consumismo é nocivo para o meio ambiente”. 
(D) “O consumismo é nocivo diante do meio ambiente”.
QUESTÃO 07 
Leia o texto a seguir. 
Se eu conseguir voltar do reino da vida tornarei a pegar a tua mão, e a beijarei grata porque ela me esperou, e esperou que meu caminho passasse, e que eu voltasse magra, faminta e humilde: com fome apenas do pouco, com fome apenas do menos. 
LISPECTOR, Clarice. A Paixão Segundo GH. Rio de Janeiro: Rocco, 2009. p. 84.
Com base nos aspectos morfossintáticos e semânticos do texto, é possível afirmar que o conectivo “se” poderia ser substituído por 
(A) “embora”, sem alteração de sentido. 
(B) “desde que”, sem alteração de sentido. 
(C) “entretanto”, sem alteração de sentido. 
(D) “quando”, sem alteração de sentido.
Questão 8
Leia o texto a seguir.
A morte do jovem Nahel na França se somou a outros acontecimentos que entraram para história e mostraram como as sociedades estão mudando. No dia 27 de junho, Nahel, de 17 anos, foi morto por um policial francês. O caso gerou uma onda de manifestações pelo país que acabou com 3,5 mil detidos. No ano passado, a morte de Mahsa Amini, no Irã, que foi dada como morta após ser levada sob custódia pela polícia da moral por estar utilizando o véu da maneira incorreta, também desencadeou em uma série de protesto por justiça e pelos direitos das mulheres e demais minorias. Vários homens deram força ao movimento. O caso chegou até mesmo à Copa do Mundo do Qatar, com protestos da torcida iraniana e até mesmo dos jogadores, que se recusaram a cantar o hino no jogo de abertura.
AMÉRICO, Sara. Nahel, Mahsa Amini e George Floyd: protestos pelo mundo evidenciam força da era digital e perda de poder do Estado. Joven Pan, São Paulo, 09 de julho de 2023. Disponível em: <https://jovempan.com.br/noticias/mundo/nahel-mahsa-amini-e-george-floyd-protestos-pelo-mundo-evidenciam-forca-da-era-digital-e-perda-de-poder-do-estado.html>.Acesso em: 10 jul. 2023. [Adaptado]. 
Os casos apresentados no texto se associam com o movimento “vidas negras importam” devido à
(A)participação dos grupos terroristas.
(B)proteção de criminosos perigosos.
(C)rejeição às práticas machistas.
(D)oposição aos abusos policiais.
Questão 09
Leia o texto a seguir.
Goiânia – convite e roteiro
vem a goiânia em outubro pois goiânia é flor cidade onde existe uma alameda cujo nome é feito a fogo mas de fogo não tem nada pelos cantos da alameda as florzinhas amarelas dão bons dias pra cidade pelos cantos da cidade nas tardinhas coloridas os pardais fazem congressos em dó ré fá sustenido vem a goiânia em outubro nos caminhos pra Goiânia há coqueiros serelepes os cajus andam caindo de maduros nas estradas pelo lado que chegares seja do sul ou do norte uma serpente te espreita: é o rio meia ponte
SCHMALTZ, Yêda. Caminhos de mim. Goiânia: Editora IFG; Aracaju: Editora IFS, 2021. p. 49. [Adaptado].
O texto exalta qual característica do projeto urbano de Goiânia?
(A)A exclusividade para o turismo.
(B)A proximidade com a natureza.
(C)A racionalização falha do projeto.
(D)A padronização verde dos setores. 
Leia o Texto 3 para responder à questão.
Texto 3
Em cinco anos, garimpo faz a qualidade da água cair
Italo Wolff para Jornal Opção
    A qualidade da água em algumas regiões da bacia do rio Itacaiúnas, afluente do Rio Tocantins, variou de boa para muito ruim em apenas cinco anos devido ao aumento do garimpo na Província Mineral de Carajás, no Pará. A constatação é de estudo feito por pesquisadores do Instituto Tecnológico do Vale (ITV), Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Federal da Amazônia (UFAM) e Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM) em parceria com cientistas da Universidade Central de Punjab, na Índia, e publicado na terça-feira, 25, na revista “Environmental Pollution”.
     A pesquisa analisou e comparou os componentes físico-químicos e biológicos das águas em 42 pontos de coleta na bacia do rio Itacaiúnas entre os anos de 2017 e 2022. Na comparação, foram registradas concentrações de elementos potencialmente tóxicos acima dos limites regulatórios para uso de água doce delimitados pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e para consumo humano, de acordo com diretrizes do Ministério da Saúde. Entre os elementos químicos registrados acima dos limites aceitáveis estão manganês, alumínio, bário, chumbo, ferro, cobre, cobalto, cromo, níquel, vanádio e zinco.
    De acordo com a pesquisa, a principal causa para esse impacto na qualidade da água é o crescimento do garimpo na região. Com o auxílio de imagens de satélite, os pesquisadores constataram entre 2017 e 2021 o crescimento de 1500 hectares (2883%) de cicatrizes deixadas pelo garimpo, área equivalente a 2100 campos de futebol. “Observamos um elevado crescimento de garimpos de ouro, ao longo do curso dos rios, e de manganês na Serra do Sereno”, afirma Gabriel Salomão, pesquisador adjunto no grupo de Geologia Ambiental e Recursos Hídricos do ITV e autor principal do estudo.
Disponível em: <https://www.jornalopcao.com.br/colunas-eblogs/ciencia/em-cinco-anos-garimpo-faz-a-qualidade-da-agua-ir-deboa-para-muito-ruim-em-afluente-do-rio-tocantins-485683/>. Acesso em: 10 mai. 2023.
Questão 10
No período “A qualidade da água em algumas regiões da bacia do rio Itacaiúnas, afluente do Rio Tocantins, variou de boa para muito ruim em apenas cinco anos devido ao aumento do garimpo na Província Mineral de Carajás, no Pará”, a expressão sublinhada classifica-se como
(A)locução prepositiva de causa.
(B)oração coordenada explicativa.  
(C)oração subordinada adverbial.  
(D)adjunto adnominal adjetiva. 
Questão 11
No período, “os pesquisadores constataram entre 2017 e 2021 o crescimento de 1500 hectares (2883%) de cicatrizes deixadas pelo garimpo, área equivalente a 2100 campos de futebol”, a palavra “cicatrizes” funciona como
(A)eufemismo.  
(B)silepse.  
(C)metáfora.  
(D)antítese. 
Questão 12
No texto de Italo Wolff, predominam as sequências tipológicas
(A)argumentativas e dialogais.
(B)narrativas e injuntivas.
(C)injuntivas e argumentativas.
(D)descritivas e expositivas.
Questão 13
O texto escrito para o Jornal Opção é baseado em um estudo feito por pesquisadores de diferentes institutos nacionais e internacionais; o trabalho do autor do texto foi resumir os resultados do estudo. Por isso, esse texto é classificado como
(A)relatório científico.
(B)texto de divulgação científica.
(C)dissertação argumentativa-científica.
(D)parecer técnico-científico.
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PREFEITURA DE GOIANIA 2022
Leia o Texto II a seguir para responder às questões de 08 a 10. 
Texto II 
Disponível em:< http://dragoesdegaragem.com/cientirinhas/cientirinhas-50/>. Acesso em: 20 abr. 2020. 
QUESTÃO 08 
A constituição geral do humor no Texto II é estabelecida a partir da contraposição entre 
(A) definições biológicas e interpretações populares sobre espécies da fauna brasileira. 
(B) significados do mundo socio-físico e representações metafóricas deles derivadas. 
(C) conceitos científicos e conversão em discurso de divulgação científica para um público leigo. 
(D) construções lexicais especializadas e paráfrases explicativas de seu conteúdo. 
QUESTÃO 09 
No Texto II, constitui uma marca intersubjetiva da expressão do grau: 
(A) “EHR”. 
(B) “HEIN”. 
(C) “HEHEHE”. 
(D) “CHEEEIA”.
QUESTÃO 10 
Qual padrão discursivo é reproduzido no Texto II e qual enunciado ratifica esse padrão? 
(A) Diálogo de conotação científica. “É da família dos viperídeos”. 
(B) Roda de conversa de valor cultural. “Como é falsa essa coral”. 
(C) Narrativa tradicional oral. “Tava aqui contando que sua família é VIP”. 
(D) Especulação sobre a vida alheia. “Tavam falando de mim??”.
LÍNGUA PORTUGUESA UFG/CS CONCURSO PÚBLICO PREFEITURA DE GOIÂNIA/2022 
Leia o Texto I a seguir para responder às questões de 01 a 07. 
Texto I 
Notícias falsas: os “novos vetores” A proliferação de notícias falsas (“fake news”) está contribuindo tanto quanto os insetos para o retrocesso no combate a velhas e novas epidemias. Segundo uma pesquisa realizada este ano pelo Ibope, sob encomenda da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), em parceria com a rede de mobilização social Avaaz, dois terços dos brasileiros acreditam em ao menos uma afirmação imprecisa sobre vacinação. Intitulado “As Fake News estão nos deixando doentes?”, o estudo teve como objetivo investigar a associação entre a desinformação e a queda nas coberturas vacinais verificadas nos últimos anos. O Ibope entrevistou cerca de duas mil pessoas acima de 16 anos, em todos os estados e no Distrito Federal e revelou o peso da ignorância e de informações falsas para o avanço de novas e antigas epidemias. “Esse é de fato um fenômeno novo com o qual temos que aprender a lidar”, constata a professora Celina Turchi. Apesar disso, a pesquisadora da Fiocruz-PE acredita na efetividade da divulgação constante de informações sobre as formas de prevenção e controle das doenças infecciosas transmitidas por vetores, como parte das estratégias de controle de criadouros de mosquitos. “Creio que a população, em geral, compreende mensagens como a importância da manutenção de vasos sem água, tampar vasilhames, colocar garrafas e pneus em posição que não possibilite o acúmulo de água, e tenta manter esse tipo de proteção, particularmente durante as epidemias”. “É um fato complicado, talvez estejamos chegando próximos ao Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley”, comentou a professora Selma Jeronimo sobre as notícias falsas que têm levado pessoas a desacreditarem a ciência e medidas como a vacinação. No entanto, ela que é também presidente da Sociedade Brasileira de Bioquímica (SBBq) se diz otimista e pontua que as pessoas que não acreditam na ciência, na verdade, são minoria. “A ciência está para ficar, nunca tivemos tanta sobrevida para cânceres como hoje”. Jeronimo disse que tem esperança porque há hoje, no mundo, inteligência suficiente para identificar os problemas. “A gente só escuta quem grita. Essa ondade ‘fake news’ é porque uma minoria está gritando mais”. “As fake news confundem a sociedade, prejudicando a tomada de decisão no nível individual e mesmo no coletivo”, diz o professor Wilson Savino. Para combater as notícias falsas, afirma o pesquisador da Fiocruz, é preciso “um ministério de ciência e tecnologia forte, com recursos muito mais importantes que os atuais, que permitam avanços importantes, de base científica e tecnológica, que serão entregues à sociedade, visando à melhoria de vida das pessoas”. Além disso, a longo prazo, políticas de ciência e tecnologia precisam estar associadas a uma educação forte nos seus diversos níveis, com a formação de pensamento crítico, tão importante no desenvolvimento de qualquer sociedade. “Os custos gerados por tais políticas são mínimos comparados aos benefícios para a sociedade”, conclui Savino. 
Disponível em: . Acesso em: 23 mar. 2020. (Adaptado). 
QUESTÃO 01 
O caráter inusitado da tese defendida no texto está no fato de que 
(A) reconhece uma porção majoritária da população como principal responsável pela falta de cumprimento de recomendações sanitárias oficiais. 
(B) reforça a necessidade de substituição de hábitos sanitários tradicionais por outros veiculados em redes sociais mais atualizadas. 
(C) atribui a uma prática de comunicação contemporânea força disseminadora de doenças equivalente aos mecanismos biológicos. 
(D) requer dos cientistas uma atitude mais incisiva no combate às novas epidemias com base na opinião da sociedade civil compartilhada em plataformas virtuais. 
QUESTÃO 02 
Uma estratégia enunciativa recorrente nesse artigo de opinião e que auxilia na validação da tese defendida nesse artigo envolve 
(A) a referência a uma pesquisa realizada pelo Ibope, um importante centro de investigação brasileiro. 
(B) a utilização de estrangeirismos relativos ao mundo virtual, como “fake news”. 
(C) a veiculação da voz de grandes cientistas organizada em discurso direto. 
(D) a necessidade de explicação das siglas mais relevantes, como em “Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm)”.
QUESTÃO 03 
A obra “Admirável Mundo Novo” apresenta um mundo onde o controle social não dá espaços ao acaso. Por isso, ao dizer que talvez estejamos próximos desse mundo, a professora Selma Jeronimo constrói o pressuposto de que 
(A) a pessoa não vacinada é um potencial paciente dos hospitais públicos. 
(B) os brasileiros devem repudiar e eliminar os boatos. 
(C) os resultados das pesquisas científicas são inquestionáveis. 
(D) a onda de notícias falsas é orquestrada e consciente. 
QUESTÃO 04 
Em qual trecho há uma relação de subordinação entre uma oração que representa uma avaliação subjetiva a respeito de um evento e uma oração que expressa esse evento? 
(A) “No entanto, ela que é também presidente da Sociedade Brasileira de Bioquímica (SBBq) se diz otimista”. 
(B) “Creio que a população, em geral, compreende mensagens como a importância da manutenção de vasos sem água, tampar vasilhames”. 
(C) “Essa onda de ‘fake news’ é porque uma minoria está gritando mais”. 
(D) “As fake news confundem a sociedade, prejudicando a tomada de decisão”.
QUESTÃO 05 
Segundo o texto, de maneira mais imediata, o combate às “fake news” na área da ciência passa 
(A) pelo fortalecimento dos órgãos oficiais de gestão da área a fim de favorecer o seu crescimento e o consequente retorno à sociedade civil através do oferecimento de serviço de pesquisa e saúde de qualidade. 
(B) pela punição daqueles que divulgam notícias sem fundamentação científica a respeito de questões envolvendo a saúde da população. 
(C) por um acordo de cooperação entre os órgãos envolvidos na produção científica e as empresas gestoras dos ambientes virtuais. 
(D) pela associação entre políticas de ciência e tecnologia, e educação de qualidade com vias à promoção de um pensamento crítico, questionador, fundamental para o desenvolvimento de qualquer sociedade. 
QUESTÃO 06 
O significado contextual da palavra “vetor” está relacionado a 
(A) um elemento a serviço das ciências em geral. 
(B) uma estrutura de dados computacionais científicos. 
(C) um canal de propagação de agentes contagiosos. 
(D) uma molécula associada à multiplicação de seres vivos.
QUESTÃO 07 
Na progressão temática do texto, qual trecho apresenta um processo de referenciação catafórica a partir do qual se acrescenta um atributo a um referente humano? 
(A) “Esse é de fato um fenômeno novo com o qual temos que aprender a lidar”, constata a professora Celina Turchi. Apesar disso, a pesquisadora da Fiocruz-PE acredita na efetividade da divulgação constante de informações”. 
(B) “É um fato complicado, talvez estejamos chegando próximos ao Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley”, comentou a professora Selma Jeronimo sobre as notícias falsas”. 
(C) “As fake news confundem a sociedade, prejudicando a tomada de decisão no nível individual e mesmo no coletivo”, diz o professor Wilson Savino”. 
(D) “Os custos gerados por tais políticas são mínimos comparados aos benefícios para a sociedade”, conclui Savino.
SANEAGO 2018
Leia o texto que segue para responder às questões de 01 a 03. 
Texto 1 
História da criação Os nossos sábios disseram: “No começo não existia o mundo. Existia o ƗMƗKOHO ÑEKƗ, (O Avô do Mundo), ou seja, o Criador do Universo. Existia a ƗMƗKOHO ÑEKO, a Irmã do Criador do Universo, Avó do Mundo. Existia o YE’PA ÕAKƗHƗ (O Guia Revelador, que poderia ser traduzido como Deus na nação Tukana). 
O Criador do Universo perguntou à sua irmã: 
– O que faremos desse imenso universo... Temos mundo, e como faremos para criar os primeiros homens na terra? 
– Desde o princípio eu sou o ser feminino. Respondeu a irmã. 
– É isso mesmo! Eu sou homem e sei disso. Disse o Criador do Universo, depois de refletir bastante.” 
TUKANO, Álvaro. O mundo Tukano antes dos brancos – um mestre Tukano. V. 1. Brasília-DF: INCTI/UnB/CNPq, 2017. p. 44. 
QUESTÃO 01 
Do enunciado “No começo não existia o mundo. Existia o ƗMƗKOHO ÑEKƗ, (O Avô do Mundo)”, infere-se que, para o povo Tukano,
 (A) o universo é resultado de invenção mitológica.
 (B) existiu um plano superior de seres não humanos.
 (C) o mundo é a representação do universo não indígena. 
(D) existiu um tempo-lugar anterior ao do mundo atual habitado. 
QUESTÃO 02 
O texto apresenta a narração da criação do mundo em uma perspectiva 
(A) dialógica, promovida pela interação entre homem e mulher.
 (B) divinatória, em que seres fantásticos são os protagonistas. 
(C) enigmática, envolvida nos mistérios e segredos dos autores. 
(D) conspiratória, em que duas figuras mitológicas compõem a trama. 
QUESTÃO 03 
A autoria da narrativa sobre a criação do mundo é informada no texto 
(A) pela nomeação dos narradores e pelo destaque da forma cultural de tratamento. 
(B) pelo uso de marcadores discursivos e pela maneira social de reverência aos anciãos. 
(C) pela indicação dêitica dos autores e pela ênfase nos discursos diretos. 
(D) pelo emprego de aspas duplas e pela citação da voz narrativa seguida de dois pontos.
Leia o Texto 3 para responder às questões de 7 a 10. 
Texto 3 
LIMA, Ana Chrisitna da Rocha. Nádia Köller – memórias e receitas de Goyaz. Goiânia: Eclea, 2017. p. 13. 
QUESTÃO 07 
Predominam no texto as características da composição literária, e os sentidos, em todo o texto, são produzidos por meio do mecanismo da 
(A) pressuposição. 
(B) sinestesia. 
(C) comparação. 
(D) sinédoque. 
QUESTÃO 08 
O enunciado “É evocar frases e sons retidos na argamassa das paredes de taipas” (linha 5), situado no contexto geral do texto, tem o sentido de 
A) evocação de lembranças. 
(B) expressão de angústias. 
(C) intensificação de desejos. 
(D) ensejo de esperanças. 
QUESTÃO 09 
No enunciado “Uma fatia de bolo pode sim, como diz Proust, conter toda uma infância, uma cidade, um estado e um país” (linha 20) “uma fatia de bolo”, por metonímia, é o mesmo que 
(A) repositório. 
(B) depósito. 
(C) estoque. 
(D) memória. 
QUESTÃO 10 
Em “as frestas dos muros desgastados de adobe” (linha 2), há um mecanismo de construção de sentidoque dificulta o entendimento da sequência destacada, porque 
A) gera redundância. 
(B) produz ambiguidade. 
(C) cria pressuposição. 
(D) permite inferência.
Leia o Texto 6 para responder à questão 09. 
Texto 6 
Relíquia íntima 
(Machado de Assis, 1885) 
Ilustríssimo, caro e velho amigo, 
Saberás que, por um motivo urgente, 
Na quinta-feira, nove do corrente, 
Preciso muito de falar contigo. 
E aproveitando o portador te digo, 
Que nessa ocasião terás presente, 
A esperada gravura de patente 
Em que o Dante regressa do Inimigo. 
Manda-me pois dizer pelo bombeiro 
Se às três e meia te acharás postado 
Junto à porta do Garnier livreiro: 
Senão, escolhe outro lugar azado; 
Mas dá logo a resposta ao mensageiro, 
E continua a crer no teu Machado. 
QUESTÃO 09 
No poema de Machado de Assis transcrito acima, há uma quebra do horizonte de expectativa do leitor de sonetos porque 
(A) na primeira estrofe, o desenvolvimento do tema dispensa apresentação e se faz por períodos que permanecem dentro de cada verso. 
(B) a forma fixa de dois quartetos e dois tercetos é absorvida pelas características do gênero carta, contendo vocativo, assunto a ser tratado e despedida. 
(C) a última estrofe constrói-se por um encadeamento sintático em que a última palavra do verso se liga à primeira palavra do seguinte. 
(D) no primeiro terceto, há um emprego imprevisto de palavras cotidianas, como bombeiro, livreiro e mensageiro.
CONCURSO CALDAS NOVAS 2016
Leia o Texto 1 para responder às questões de 01 a 05.
Texto 1
1 Eram cinco horas da manhã e o cortiço acordava, abrindo, não os olhos, mas a sua infinidade de portas e janelas alinhadas. Um acordar alegre e farto de quem dormiu de uma assentada sete horas de chumbo. Como que se sentiam ainda na indolência de neblina as derradeiras notas da última guitarra da noite antecedente, dissolvendo-se à luz loura e tenra da aurora, que nem um suspiro de saudade perdido em terra alheia. 
[...]
2 Entretanto, das portas surgiam cabeças congestionadas de sono; ouviam-se amplos bocejos, fortes como marulhar das ondas; pigarreava-se grosso por toda a parte; começavam as xícaras a tilintar; o cheiro quente do café aquecia, suplantando todos os outros; trocavam-se de janela para janela as primeiras palavras, os bons-dias; reatavam-se conversas interrompidas à noite; a pequenada cá fora traquinava já, e lá de dentro das casas vinham choros abafados de crianças que ainda não andam. No confuso rumor que se formava, destacavam-se risos, sons de vozes que altercavam, sem se saber onde, grasnar de marrecos, cantar de galos, cacarejar de galinhas. De alguns quartos saíam mulheres que vinham pendurar cá fora, na parede, a gaiola do papagaio, e os louros, à semelhança dos donos, cumprimentavam-se ruidosamente, espanejando-se à luz nova do dia.
AZEVEDO, Aluísio. O cortiço. 3. ed. São Paulo: Scipione, 2004. p. 55. (Fragmento).
QUESTÃO 01
No primeiro parágrafo do texto, a cena narrada mostra que os moradores do cortiço tiveram um sono pesado depois
de uma noite agitada. As ocorrências discursivas do texto que permitem essa inferência são, respectivamente:
(A) “Eram cinco horas da manhã” e “suspiro de saudade”.
(B) “uma assentada sete horas” e “Um acordar alegre e farto”.
(C) “sentiam ainda na indolência” e “à luz loura e tenra da aurora”.
(D) “horas de chumbo” e “notas da última guitarra da noite antecedente”.
QUESTÃO 02
O acordar dos moradores é descrito de forma oposta ao acordar do cortiço. O trecho do texto que demonstra essa
oposição, centrada nos moradores, é:
(A) “a pequenada cá fora traquinava já”.
(B) “pigarreava-se grosso por toda a parte”.
(C) “das portas surgiam cabeças congestionadas de sono”.
(D) “trocavam-se de janela para janela as primeiras palavras”.
QUESTÃO 03
Os principais recursos de sequencialidade textual empregados no fragmento são:
(A) dialogal-injuntivo.
(B) narrativo-descritivo.
(C) discursivo-imperativo.
(D) dissertativo-argumentativo.
QUESTÃO 04
Os recursos que fazem progredir o tema do texto são as
(A) retomadas de personagens.
(B) expressões catafóricas.
(C) enumerações de fatos e ideias.
(D) correlações aspectuais.
QUESTÃO 05
Expressões como “o cortiço acordava” e “começavam as xícaras a tilintar” conferem vida própria a seres inanimados.
Trata-se de um recurso empregado no gênero literário, denominado de:
(A) prosopopeia.
(B) sinestesia.
(C) onomatopeia.
(D) alegoria.
Leia o Texto 2 para responder às questões de 06 a 09.
Texto 2
1 Com três voltas, destranco a fechadura de quatro faces. Destravo o pino superior de correntinha e o inferior de tramela metálica. Abro a porta e brado com os cães, para não me sujarem. Sigo pelo corredor com a pasta usual do trabalho, sem me atentar para o sol matutino. Paro no primeiro portão procurando a chave do outro, separada. Passo pelo segundo portão, este de ferro, caminhando até a garagem. Desligo o alarme sonoro do carro, depois destranco a porta. Abro o capô e reponho o cabo da bobina. Entro no carro para retirar as travas, primeiro a do câmbio depois a do volante. A chave da ignição por si mesma anula a trava do volante que vem de fábrica. Puxo o afogador e dou partida para esquentar o motor, enquanto desço para abrir o portão da garagem. Trava dupla na vertical, cadeado do meio e a corrente de meia polegada... pronto! Entro no carro, engreno a ré, saio devagar levantando os vidros e travando a porta. Deixo à minha esposa a tarefa de retrancar tudo.
2 No engarrafamento provocado pelo semáforo, vejo, pelo retrovisor externo, alguns garotos de rua se aproximarem.
Checo as travas da porta, ok. Um deles olha para mim, através do vidro. Mostra-me um bilhetinho. Balanço a cabeça em sinal negativo. Segue. O tráfego não demora. Agora vem um homem, com alguma coisa na mão sob um jornal. Não. São dois homens. O carro à minha frente começa a se deslocar lentamente. Acelero o meu, fazendo escândalo. Sobe o RPM no painel. Saio tão lentamente quanto o carro da frente. Logo para de novo. Maldito trânsito. Não tem guardas. Meia hora depois avisto o prédio do escritório.
3 Na entrada da garagem do prédio o segurança confere minha credencial de estacionamento. “Pode seguir,” me diz. Estaciono na minha vaga e fecho o carro, confiando no seguro do “Park way”. Entro no elevador e me dou com o décimo terceiro andar. Toco a campainha eletrônica e a secretária pergunta quem é. “Sou eu”, respondo. Um sibilo metálico destrava a porta de vidro e outro a de madeira. Eu entro, falo um bom-dia mecânico, destranco minha sala, sento-me e respiro. “Ufa! Cheguei.”
4 Deschaveio minhas gavetas. “Não acredito! Esqueci a senha do meu programa em casa.”
CASTRO, Cláudio de. O pão de cada dia. Goiânia: Grupo Educart, 2012. p. 79-80.
QUESTÃO 06
O tema central do Texto 2 é a
(A) distração do personagem principal.
(B) preocupação com a segurança.
(C) observação do cenário local.
(D) obsessão pelo trabalho.
QUESTÃO 07
A progressão do Texto 2 é garantida pelo emprego reiterado de
(A) verbos na primeira pessoa do singular.
(B) operadores argumentativos.
(C) marcadores discursivos.
(D) elementos dêiticos.
QUESTÃO 08
Ao longo do texto, a palavra “trava” adquire duplo sentido. Esses sentidos estão relacionados aos travamentos que
indicam, ao mesmo tempo,
(A) trancas de móveis e fechaduras de portas.
(B) equipamentos de trabalhos e transeuntes nas ruas.
(C) utensílios domésticos e aparelhamento de portarias.
(D) segurança e dificuldade de deslocamento no trânsito.
QUESTÃO 09
A palavra “deschaveio”, no último parágrafo do texto, é um uso incomum para significar “abrir gaveta”, embora apresente um processo produtivo de formação de palavras da língua portuguesa. Nesse caso, trata-se de
(A) neologismo.
(B) derivação imprópria.
(C) aglutinação.
(D) composição por justaposição.
QUESTÃO 10
Releia o Texto 2 e leia o Texto 3 a seguir para responder à questão.
Texto 3
Engarrafamento
Disponível em: <http://blogs.diariodepernambuco.com.br/mobilidadeurbana/tag/engarrafamento/page/2/>. Acesso em: 14 maio 2016.
O tema secundário do Texto 2 é a condiçãodo trânsito nas grandes cidades. Nesse sentido, o recurso linguístico
e a função considerados na composição do Texto 3 são, respectivamente:
(A) eufemismo e paráfrase.
(B) aliteração e sinonímia.
(C) sinédoque e paródia.
(D) metáfora e síntese.
CONCURSO ITAPURANGA EDUCADOR FÍSICO
Leia o Texto 1 para responder às questões de 01 a 03.
Texto 1
Situação dos indígenas no Brasil
De acordo com o último censo demográfico, que é um estudo feito para entender mais sobre a população no Brasil (quantidade, idade, condições de vida etc.), há menos de 900 mil indígenas no país. Esse número é de 2010, mas está sendo atualizado atualmente e o novo resultado deve sair no mês de abril.
De início, os indígenas são responsáveis por eles mesmos: cuidam de seu povo e de sua terra. Mas uma situação como a [da saúde] dos yanomamis mostra para a sociedade que ela também tem responsabilidade por manter os indígenas saudáveis, seguros e íntegros, e que será sempre cobrada por isso.
FRANCO, Marcela. Folha de S. Paulo. 03 fev. 2023. Acesso em: 28 fev. 2023.[Adaptado].
QUESTÃO 01
O texto defende a ideia de que
(A) a responsabilidade da sociedade em relação aos indígenas é restrita à situação dos yanomamis.
(B) a tarefa do Estado é cobrar a saúde indígena da sociedade na forma de diferentes impostos.
(C) a sociedade é co-partícipe pela manutenção da saúde dos indígenas de modo geral.
(D) a saúde é bem de todos e responsabilidade do Estado brasileiro.
QUESTÃO 02
No texto, o trecho “que é um estudo feito para entender mais sobre a população no Brasil (quantidade, idade, condições de vida etc.)” tem a função de
(A) explicar para leitores leigos o significado de censo demográfico.
(B) restringir a ideia de censo demográfico a casos específicos como o dos indígenas.
(C) fazer uma avaliação subjetiva das instituições responsáveis pelos números censitários.
(D) criticar a demora na divulgação do novo censo que acarreta a desatualização dos dados.
QUESTÃO 03
No texto, ao dizer que há menos de 900 mil indígenas no Brasil no censo de 2010, a autora intenta mostrar que esse número é
(A) baixo e, portanto, preocupante do ponto de vista de preservação desses povos e de suas culturas.
(B) suficiente para solicitar atendimento diferenciado do Ministério da Saúde.
(C) elevado e, portanto, de difícil controle da integridade da saúde dos povos originários.
(D) proporcional ao restante da população brasileira do século XXI.
Leia o Texto 2 para responder às questões 04 e 05.
Texto 2
Foto: Leandro de Santana. Indígenas venezuelanos pedem ajuda nas ruas do Recife. Jornal Diário de Pernambuco. Disponível em:
<https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/vidaurbana/2019/11/in digenas-venezuelanos-pedem-ajuda-nas-ruas-do-recife.html>. Acesso em:
28 fev. 2023.
QUESTÃO 04
Os enunciadores do texto, ao se autodeclararem como sendo da Venezuela, intentam ativar de imediato, no interlocutor, a seguinte interpretação:
(A) a população venezuelana domina pouco o português escrito e, por isso, precisa justificar que o português é segunda língua para tal povo.
(B) a Venezuela representa um risco para a América Latina e para o mundo ao deixar seus filhos à mercê da própria sorte.
(C) o sentimento de patriotismo é preservado, mesmo quando a situação social requer cuidado e atenção.
(D) o país de acolhimento de imigrantes em situação de vulnerabilidade social pode ser solidário com o grupo.
QUESTÃO 05
No cartaz, uma característica linguística implicada na concordância verbal que entra em desalinho com o português escrito padrão é
(A) a anteposição da palavra “me” no início de sentença.
(B) a realização do plural dos verbos sem a presença do “-s”.
(C) o emprego da forma verbal “ajuda” para concordar com “me”.
(D) o uso da preposição “de” depois de um verbo e antes de um nome próprio relativo a país.
Leia o Texto 3 para responder às questões de 06 a 08.
Texto 3
Um breve histórico da saúde indígena no Brasil
Objetivo: traçar um breve histórico das lutas pelos direitos indígenas, cujo ápice foi nos anos 1970, até o estabelecimento do Subsistema de Atenção aos Povos Indígenas em 1999. Método: revisão a partir de levantamento bibliográfico nos bancos de dados BIREME e Scielo, em documentos e publicações da FUNASA e da FUNAI, e na legislação brasileira indigenista, dos anos 1970 até 2000 com a utilização do descritor: saúde indígena. Resultados: após uma série de movimentos que lutavam pelo reconhecimento dos direitos indígenas, foi sancionado o Estatuto do Índio em 1973, que regulamentava a questão indígena no Brasil. Após Constituição do Brasil de 1988, houve um novo redirecionamento, reconhecendo o direito à diversidade cultural e social, entre outros. Conclusão: a integração dos povos indígenas aos sistemas de saúde aconteceu e está acontecendo conforme o propósito do SUS de redução das desigualdades em saúde na população como um todo.
Descritores: enfermagem; saúde indígena; Brasil.
FERNANES, Maria Neyrian de Fátima; NÓBREGA, Arieli Rodrigues;
MARQUES, Rosinaldo Santos Marques; CABRAL, Ana Michele de Farias;
SIMPSON, Clélia Albino. Um breve histórico da saúde indígena no Brasil.
Revista de Enfermagem, UFPE Online. 2010 nov./dez.; 4(spe). p. 1951-1960.
QUESTÃO 06
As características composicionais, linguísticas e discursivas do texto conduzem à consideração de que ele se trata do gênero:
(A) diário de pesquisa.
(B) artigo jornalístico de divulgação científica.
(C) resumo de artigo científico.
(D) resenha acadêmica.
QUESTÃO 07
Conforme informações do texto, o Estatuto do Índio e o reconhecimento do direito à diversidade cultural e social, previsto na Constituição de 1988, são resultantes
(A) dos propósitos do SUS.
(B) da redução das desigualdades.
(C) da vontade dos governos.
(D) dos movimentos de luta.
QUESTÃO 08
Na conclusão do texto, o sujeito gramatical das formas verbais “aconteceu” e “está acontecendo” é:
(A) “redução das desigualdades em saúde na população como um todo”.
(B) “a integração dos povos indígenas aos sistemas de saúde”.
(C) “sistemas de saúde”.
(D) “saúde na população”.
Leia o Texto 4 para responder às questões 09 e 10.
Texto 4
Permitam-me voltar a um passado recente de minha história para compartilhar uma memória com vocês. Quando eu tinha 17 anos, fui chamada por minha tia Maria Santana para conversar. Tia Maria é parteira e uma respeitada liderança espiritual. Como não foi um convite qualquer, eu pensei: “O que será que a tia Maria quer?”. Subi na garupa de uma moto e fui até a Aldeia Lagoa Quieta, no território indígena Araribóia, para encontrar com ela.
Chegando, vi Tia Maria me esperando com dois presentes, um colar e um maracá. Ela então me olhou e disse com aquela voz serena: Ô fia, quero te entregar esses presentes que são símbolos de liderança. E eu passo a você, o poder da palavra. Você vai ter o dom da comunicação, todo mundo vai te ouvir. Você vai crescer e tudo que você tiver para falar vão te escutar. Esse maracá vai ecoar e você será a porta voz do nosso povo”.
Discurso de posse de Sônia Guajajara como Ministra dos Povos Originários. Disponível em: <https://apiboficial.org/2023/01/11/nunca-mais-umgoverno-sem-nos/>. Acesso em: 28 fev. 2023.
QUESTÃO 09
O maracá é um chocalho indígena que ecoa. Levando em consideração essa informação, que elemento “maracá” e “palavra” têm em comum que permitiu associá-los de modo figurativo no texto?
(A) O significado das pinturas e dos signos verbais.
(B) A junção de elementos constitutivos.
(C) A estrutura física.
(D) O som.
QUESTÃO 10
No trecho “Como não foi um convite qualquer, eu pensei”, a palavra “como” constitui um operador coesivo
(A) conformativo.
(B) comparativo.
(C) causal.
(D) explicativo.
Língua Portuguesa
Goiânia 2022 Cronograma A
Leia o Texto I para responder às questões de 01 a 05.
Texto I
No aniversário de 130 anos de Cora Coralina, museu revela poemas inéditos
Em 20 de agosto de 2019, a escritora Cora Coralina teria completado 130 anos. Em Goiás, o museu dedicado a ela revelou dezenas de poemas inéditos.
Fátima é a guardiã de um tesouro escondido em caixas. As folhasamareladas são do final da década de 1950, de quando Cora Coralina voltou de São Paulo para viver em Goiás.
“Preservar é estar guardando para as gerações futuras”, disse a historiadora Fátima Cançado.
Cora só lançou o primeiro livro aos 76 anos. O reconhecimento veio quando Carlos Drummond de Andrade recebeu um livro de presente e escreveu um artigo enaltecendo a obra da poetisa goiana.
Os funcionários do museu acreditam que menos de 40% dos contos e dos poemas escritos por Cora Coralina já tenham sido publicados. O material inédito encontrado pela equipe está guardado numa sala do museu.
É um acervo riquíssimo, repleto de anotações feitas à mão pela poetisa em cadernos. São relatos do dia a dia, receitas e poemas.
“Segue-me! Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Segue-me e eu darei paz, repouso”.
Tia Tó, amiga da poetisa, muitas vezes teve o privilégio de ouvir Cora recitando.
“Às vezes ela escrevia um poema e eu passava a tarde e ela falava: ‘Vem cá, minha filha. Eu vou ler o que eu escrevi para você’”.
“Eu deixo um grande exemplo de uma mulher que lutou e trabalhou, e trabalhou com êxito, o que é muito importante. Deixo os meus livros, que aí estão para a posteridade”, disse Cora.
Disponível em: <https://g1.globo.com/jornalnacional/
noticia/2019/08/20/no-aniversario-de-130-anos-de-cora-coralinamuseu-
revela-poemas-ineditos.ghtml.>. Acesso em: 16 mar. 2020.
(Adaptado)
▬ QUESTÃO 01 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
A informação principal dessa notícia sobre Cora Coralina diz respeito à
(A) publicação de um livro para comemorar os 130 anos da poetisa.
(B) importância da escritora nascida na Cidade de Goiás.
(C) descoberta recente de textos originais.
(D) existência de um museu dedicado a ela.
▬ QUESTÃO 02 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
Há uma voz poética intertextual com o discurso religioso em:
(A) “Eu deixo um grande exemplo de uma mulher que lutou e trabalhou”.
(B) “Deixo os meus livros, que aí estão para a posteridade”.
(C) “Vem cá, minha filha. Eu vou ler o que eu escrevi para você”.
(D) “Segue-me! Eu sou o caminho, a verdade e a vida”.
▬ QUESTÃO 03 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
No texto, a palavra “guardiã” significa
(A) protetora.
(B) segurança.
(C) proprietária.
(D) chefe.
▬ QUESTÃO 04 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
O trecho que apresenta um fato contínuo é:
(A) “teria completado 130 anos”.
(B) “recebeu um livro de presente”.
(C) “escreveu um artigo”.
(D) “está guardado numa sala”.
▬ QUESTÃO 05 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
Há um esquema retórico metonímico em:
(A) “o museu dedicado a ela revelou dezenas de poemas inéditos”.
(B) “Fátima é a guardiã de um tesouro escondido em caixas. As folhas amareladas são do final da década de 1950”.
(C) “Os funcionários do museu acreditam que menos de 40% dos contos e dos poemas escritos por Cora Coralina já tenham sido publicados”.
(D) “O material inédito encontrado pela equipe está
guardado numa sala do museu”.
Leia o Texto II para responder às questões de 06 a 10.
Texto II
Disponível em: <https://oescriba.org/2014/08/21/telegrama-de-cora-coralina-para-carlos-drummond-de-andrade/>. Acesso em: 16 mar. 2020
 QUESTÃO 06▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
O conteúdo do telegrama tem um tom:
(A) dramático.
(B) singelo.
(C) formal.
(D) confessional.
QUESTÃO 07 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
No corpo da mensagem, o remetente e o destinatário do telegrama são identificados por
(A) 1889 / 1902.
(B) Menina / Menino.
(C) Distância / Poesia.
(D) Drummond / Coralina.
▬ QUESTÃO 08 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
Na constituição semântica da frase “A distância nos separa a poesia nos aproxima” há
(A) comparação.
(B) negação.
(C) oposição.
(D) adição.
▬ QUESTÃO 09 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
O valor histórico-cultural do Texto II está relacionado principalmente
(A) à importância da obra literária dos interlocutores.
(B) ao fato de o telegrama ser um meio de comunicação em desuso.
(C) à ideia de crianças se comunicarem por um meio de um telegrama.
(D) ao fato de os interlocutores serem idosos.
▬ QUESTÃO 10 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
Por economia, o telegrama segue normas próprias, mas a pontuação adequada das seguintes frases às normas da escrita padrão formal é:
(A) “A distância, nos separa, a poesia nos aproxima.”
(B) “A distância nos separa. A poesia nos aproxima.”
(C) “A distância, nos separa, a poesia, nos aproxima.”
(D) “A distância; nos separa a poesia; nos aproxima.”
Goiânia 2022 Cronograma B
Leia ao Texto I a seguir para responder às questões de 01 a 06.
Texto I
Filha mostra pai triste por fracasso em vendas e imagem gera solidariedade
No último dia 5 de março, N. C. S., de 16 anos, usou as redes sociais para fazer um desabafo. A garota lamentou a frustração do pai, A. S., de 51 anos, que não teve sucesso em seu primeiro dia de negócio: venda de salgados e bolos na Praça do Sossego, no bairro Pantanal, em Duque de Caxias.
Além da foto compartilhada por N., ela também escreveu: “Esse homem da foto é meu pai, homem simples que já tentou de tudo nessa vida. Já foi pedreiro, já tentou ser vereador kkk, já tentou ser famoso, já foi manteiro e até cobrador de ônibus. Infelizmente, nesse último emprego dele, ele foi despedido”.
“E o último salário dele, ele investiu em máquinas pra fazer lanches pra vender na rua, temos de TUDO!!! Hoje foi nosso primeiro dia na pracinha perto da nossa casa vendendo, e na foto de cima, é ele pensativo por não ter vendido nada hoje”, continuou. “Acredito que tudo tem um propósito, e que nada é em vão”.
A imagem viralizou nas redes sociais, tendo mais de 92 mil compartilhamentos, além de 203 mil curtidas. Poucos dias depois, o negócio engrenou, com direito até a filas para comprar salgado.
Disponível em: <https://istoe.com.br/>. Acesso em: 13 mar. 2020. (Adaptado)
▬ QUESTÃO 01 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
Considerando o efeito do desabafo da filha, um título adequado para essa notícia é:
(A) A solidariedade provocada por uma postagem.
(B) Uma garota amorosa com sua família.
(C) Um pai cuidadoso com o sustento dos seus filhos.
(D) O aumento do trabalho informal entre os chefes de famílias.
▬ QUESTÃO 02 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
O desabafo da garota foi motivado
(A) pela certeza da fama repentina.
(B) pelo insucesso comercial de seu pai.
(C) pela qualidade do produto vendido.
(D) pelo desejo de criar um grupo de compras na internet.
▬ QUESTÃO 03 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
Qual trecho indica que a garota utilizou diferentes recursos para sensibilizar seu leitor?
(A) “usou as redes sociais para fazer um desabafo”.
(B) “Já foi pedreiro, já tentou ser vereador kkk”.
(C) “Infelizmente, nesse último emprego dele, ele foi despedido”.
(D) “Além da foto compartilhada por N., ela também escreveu”.
▬ QUESTÃO 04 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
O emprego de letra maiúscula tem função enfática em:
(A) “Praça do Sossego”.
(B) “no bairro Pantanal”.
(C) “temos de TUDO!!!”.
(D) “A garota lamentou”.
▬ QUESTÃO 05 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
Em qual trecho a garota se coloca como participante efetiva dos negócios do pai?
(A) “Esse homem da foto é meu pai”.
(B) “Acredito que tudo tem um propósito”.
(C) “homem simples que já tentou de tudo”.
(D) “Hoje foi nosso primeiro dia na pracinha”.
▬ QUESTÃO 06 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
Na frase “A imagem viralizou nas redes sociais”, a palavra sublinhada significa:
(A) Ser vista e compartilhada por muitas pessoas.
(B) Ter efeito negativo entre os internautas.
(C) Ser comparada a muitas outras postadas na Internet.
(D) Ter sido alterada e usada indevidamente em propagandas.
Leia o Texto II para responder às questões de 07 a 10.
Texto II
Disponível em: <www.http://midiamax.com.br>. Acesso em: 17 mar. 2020.
QUESTÃO 07 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
Essa charge cumpre uma função social de natureza
(A) publicitária.
(B) educativa.
(C) humorística.
(D) comercial.
▬ QUESTÃO 08 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
A mensagem da charge representa
(A) uma forte crítica ao sistema brasileiro de saúde pública.
(B) uma orientação sobre os novos meios de acabar com a dengue.
(C) um alerta sobre a manutenção de práticas preventivas já conhecidas em tempos de novas ameaças à saúde da população.
(D) um reconhecimento de que o mosquito da dengue é a principal ameaça à saúde da sociedade brasileira naatualidade.
▬ QUESTÃO 09 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
Na fala do homem, está implícito o verbo:
(A) Lavar.
(B) Comprar.
(C) Fazer.
(D) Usar.
▬ QUESTÃO 10 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
Na charge, constitui uma marca típica da oralidade:
(A) a dupla negação “não esqueci nada”.
(B) o emprego do infinitivo no início de frase.
(C) o uso da enumeração “máscaras, álcool gel”.
(D) a repetição do verbo pela personagem morte.
Goiânia 2022 Cronograma D
Leia o Texto I para responder as questões de 1 a 5.
Texto I
Um passo além
Formada em relações internacionais pela ESPM, a paulistana Luiza Laloni trabalhava em uma consultoria quando decidiu largar tudo para entender o que queria fazer de verdade. Já que ia começar um plano do zero aproveitou para realizar um sonho antigo: estudar música. Aos 25 anos, desembarcou em Madri. “Queria ampliar minha visão de mundo”, lembra.
Dois meses depois de chegar, saiu à noite com alguns amigos e acabou conhecendo Ramon Bernat, presidente da Specialisterne, iniciativa que contribui para a inserção de pessoas com autismo no mercado de trabalho. Aquele encontro seria o ponto-chave para seu tão sonhado
processo de autoconhecimento. Luiza já não estava tão satisfeita com a música e, quando começou a ouvir Ramon falar, seus olhos brilharam.
O empresário abriu seu negócio por conta de seu filho autista e, com a Specialisterne, conheceu empresas que trabalham com a neurodiversidade – o conceito se refere a pessoas que possuem algum tipo de deficiência intelectual, como autismo, esquizofrenia, síndrome de Asperger e dislexia. Naquela noite, ele falou sobre uma agência de design de um amigo em Barcelona, La Casa de Carlota & Friends, que tinha funcionários com essas condições. Luiza foi se encantando por aquele universo. “Já no nosso primeiro papo, eu me desinteressei totalmente pela música. Queria aprender algo novo, como design, ainda mais em uma agência neurodiversa”, lembra-se.
Vendo o entusiasmo da jovem, Ramon a chamou para conhecer a empresa do colega. “Queria descobrir o quanto era verdadeiro aquele discurso, como era trabalhar com aquelas pessoas, que, até então, para mim, eram tão diferentes, e como isso iria impactar meu trabalho”, diz Luiza, hoje com 27 anos.
O termo “neurodiversidade” foi criado por Judy Singer, socióloga australiana que tem síndrome de Asperger. A pesquisadora defende que esses estados não são anormalidades, mas, sim, condições que devem ser consideradas. No entanto, por vivermos em uma sociedade neurotípica – em que o “normal” é quem não tem nenhuma limitação intelectual –, criamos padrões comportamentais que não deixam que esses indivíduos tenham oportunidades.
Aquele encontro entre Luiza e Ramon deu tão certo que ela foi contratada pela Casa de Carlota. Mudou de cidade e, no novo trabalho, conheceu o Barcelona Outsider Art Lab (Beau), projeto da agência que cataloga 1,5 mil obras de artes feitas pelos funcionários e as exibe ao público. O objetivo é mostrar o poder transformador da arte e da tecnologia como ferramentas para melhorar a
vida dessas pessoas. “Achei incrível e comecei a pensar em trazer isso para o Brasil”, conta.
Foram seis meses para que Luiza conseguisse negociar esse sonho, realizado em agosto do ano passado, quando foi aberta a filial da agência em São Paulo – além de Brasil e Espanha, a agência está em outros dois países. Hoje, Luiza é diretora de operações da Casa de Carlota paulistana, que conta com oito funcionários – há seis designers e um artista plástico com condições como síndrome de Down e autismo, além de uma arquiteta.
“Pensando que não temos nenhum funcionário negro, e eles são maioria no Brasil, o próximo passo é essa contratação”, diz ela. “Busco, claro, negros neurodiversos, mas a diversidade racial e de gênero é uma ponta para que as pessoas comecem a enxergar outros tipos de diversidade ainda pouco observadas por gestores no mundo todo.”
“Hoje, quando saio na rua, penso: ‘Por que não tem alguém com síndrome de Down trabalhando nessa função?’”
ABREU, Amanda. Revista da GOL. São Paulo: Trip propaganda e publicidade,
n. 2016, 2020, p. 88-94. (adaptado)
▬ QUESTÃO 01 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
A “neurodiversidade” é definida no texto a partir da concepção de que a deficiência intelectual é
(A) uma doença que deve ser tratada com exercícios voltados para a arte e o trabalho em grupo.
(B) um aspecto da genética humana para a qual faltam metodologias de diagnóstico e tratamentos adequados.
(C) uma alteração de personalidade que deve ser observada com rigor e cientificidade.
(D) um traço natural que deve ser considerado como qualquer outra qualidade humana.
▬ QUESTÃO 02 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
A ampliação dos ideais de diversidade que sustentam as práticas de Luíza Laloni é pressuposta na seguinte frase:
(A) “Foram seis meses para que Luiza conseguisse negociar esse sonho”.
(B) “Aquele encontro entre Luiza e Ramon deu tão certo que ela foi contratada pela Casa de Carlota”.
(C) “além de Brasil e Espanha, a agência está em outros dois países”.
(D) “não temos nenhum funcionário negro, e eles são maioria no Brasil, o próximo passo é essa contratação”.
▬ QUESTÃO 03 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
Depreende-se do texto que a agência dirigida por Luiza Laloni exerce atividades de natureza
(A) didática.
(B) comercial.
(C) filantrópica.
(D) terapêutica.
QUESTÃO 04 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
Em qual frase o emprego das aspas indica que o significado deve ser relativizado?
(A) por vivermos em uma sociedade neurotípica – em que o “normal” é quem não tem nenhuma limitação intelectual –, criamos padrões comportamentais.
(B) “Já no nosso primeiro papo, eu me desinteressei totalmente pela música. Queria aprender algo novo, como design, ainda mais em uma agência neurodiversa”.
(C) “Achei incrível e comecei a pensar em trazer isso para o Brasil”.
(D) O termo “neurodiversidade” foi criado por Judy Singer.
▬ QUESTÃO 05 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
Na combinação entre as orações em “Vendo o entusiasmo da jovem, Ramon a chamou para conhecer a empresa do colega”, há uma relação semântica de
(A) tempo e condição.
(B) causa e consequência.
(C) gradação.
(D) comparação.
Leia os Textos II, III e IV a seguir para responder às
questões de 6 a 10.
Texto II
Aqui está algo que acho interessante: essas imagens malucas, e algumas outras, foram criadas pelo artista francês Jean-Marc Cote entre os anos de 1899 e 1910.
A questão é que … bem, basicamente, artistas foram convidados a imaginar como seria a vida no ano 2000. Segundo a Evolution-Collective, essas obras de arte eram originalmente na forma de cartões postais ou cartões de papel colocados em caixas de cigarros e charutos.
Algumas dessas ilustrações únicas são, na verdade, uma visão bastante precisa da era atual, incluindo máquinas agrícolas, equipamentos robóticos e máquinas voadoras.
Disponível em;<https://www.pensarcontemporaneo.com>. Acesso em: 02
mai. 2020.
Texto III
Texto IV
▬ QUESTÃO 06 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
No Texto II, há marcas de oralidade em:
(A) “uma visão bastante precisa da era atual”.
(B) “bem, basicamente, foram convidados”.
(C) “essas imagens malucas, e algumas outras,”.
(D) “algumas dessas ilustrações únicas”.
▬ QUESTÃO 07 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
Na constituição textual, o termo destacado em “Aqui está algo que acho interessante” (Texto II)
(A) indica o lugar físico onde se passam os eventos narrados.
(B) destaca um lugar previamente mencionado no texto.
(C) faz avançar o texto, prevendo uma informação nova.
(D) restringe a circulação das ideais, apontando o canal de comunicação.
▬ QUESTÃO 08 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
No Texto III, os avanços previstos para os anos 2000 estão relacionados a ferramentas tecnológicas que permitem ao homem
(A) dominar seus semelhantes.
(B) prever catástrofes naturais.
(C) agregar competências restritas a certos animais.
(D) compartilhar habilidades individuais em ambiente coletivo.
▬ QUESTÃO 09 ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
No Texto IV, chama a atenção como uma visão bastante precisa da era atual as conquistas relativas
(A) às tecnologias da comunicação audiovisual.
(B) ao serviço de alimentação fora de casa.
(C) à divisão igualitária de

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