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NARIZ E SEIOS
PARANASAIS
SEPTO NASAL
SEPTO NASAL (PARTE MEDIAL DA CAVIDADE NASAL)
O QUE É? Região que separa duas cavidades nasais
(narinas) direita e esquerda
FORMAÇÃO: Formado por parte cartilaginosa e parte
óssea, ambas expostas ao retirar a mucosa nasal da
frente
PARTE CARTILAGINOSA: Quadrangular septal
(anterior e longa)
PARTE ÓSSEA (POSTERIOR): Vômer e lâmina
perpendicular do osso etmoide;
CORNETOS NASAIS
PARTE LATERAL DA CAVIDADE NASAL
CORNETO INFERIOR
Existe o ducto nasolacrimal (as lágrimas) que vai
desembocar no meato inferior
CORNETO MÉDIO
CORNETO SUPERIOR: Menor de todos
ATENÇÃO! Algumas pessoas podem ter um quarto corneto
chamado de CORNETO SUPREMO
FUNÇÃO
AUMENTA A AREA DE CONTATO DO AR COM O
NARIZ
CRIAR REENTRANCIAS CHAMADAS DE MEATOS:
Superior (O meato superior localiza-se abaixo da
concha nasal superior), médio (O meato nasal médio
encontra-se localizado acima da concha nasal inferior e
abaixo da concha nasal média) e inferior (entre o
corneto inferior e assoalho nasal)
O corneto inferior é sempre visto e o médio, na rinoscopia
anterior, as vezes pode ser visualizado
COMPLEXO ÓSTIO-MEATAL: Localizado no meato médio
SEIOS PARANASAIS
Histologia: epitélio respiratório (epitélio colunar ciliado
pseudoestratificado);
DIVISÃO: São oito (dois de cada), sendo o SEIOS
FRONTAIS, SEIOS ESFENOIDAIS, SEIOS MAXILARES E
SEIOS ETMOIDAIS
FUNÇÃO: Produção de secreção para lubrificar o nariz >
desemboca nos óstios nasais (se esses estiverem
obstruídos, pode acumular secreção e causar sinusite)
SEIOS FRONTAIS: 
Inervação sensitiva pelos ramos do nervo trigêmeo,
suprimento sanguíneo pelas artérias etmoidais
anteriores, drenagem pelo ducto frontonasal para o
meato médio (abaixo do corneto médio);
SEIOS ETMOIDAIS: 
Inervação sensitiva pelos ramos do nervo trigêmeo,
suprimento sanguíneo pelas artérias etmoidais
anteriores e posteriores, drenagem do seio etmoidal
anterior e médio para o meato médio e do seio
etmoidal posterior para o meato superior; O corneto
médio separa o etmoide anterior do posterior
 NARIZ E SEIOS
PARANASAIS
SEIO ESFENOIDAL: 
Inervação sensitiva pelo nervo trigêmeo. Os seios
esfenoidais recebem seu suprimento arterial da artéria
etmoidal posterior, ramo da artéria oftálmica, e das
artérias nasais posteriores laterais, ramos das artérias
esfenopalatinas, drenagem para o recesso
esfenoetmoidal (acima da concha nasal superior);
Seio mais posterior e acima dele fica a GLANDULA
HIPÓFISE, na sela túrcica. ACESSO CIRURGICO
PARA HIPÓFISE: Retira a parte óssea do septo nasal > a
parte anterior do osso esfenoide > retira a parte óssea
posterior para acessar a hipófise.
SEIO MAXILAR: 
Inervação sensitiva pelo nervo trigêmeo, suprimento
sanguíneo pelas artérias infraorbitária e alveolar,
drenagem para o meato médio (complexo óstio
meatal) no hiato semilunar que fica no processo
uncinado/unciforme (lâmina óssea que cobre parte do
óstio maxilar)
ESSA DRENAGEM É CONTRA A GRAVIDADE
PODE TER UM ÓSTIO ACESSORIO DO SEIO
MAXILAR: Acontece por infecção, abrindo-o. Mas não
serve para drenagem.
VÁLVULA NASAL
Área delimitada pelo septo nasal e a pela cartilagem alar
lateral, formando um ângulo de cerca de 15º; 
A redução do ângulo pela metade aumenta a resistência
do ar em cerca de 16x, gerando quadros obstrutivos
importantes; 
Na inspiração, há um aumento do ângulo de forma ativa
para facilitar a entrada e passagem do ar, enquanto que
na expiração ocorre um movimento passivo; 
Desvios de septo caudal, mesmo quando pequenos, causam
grande obstrução; 
Corresponde a maior área de resistência ao fluxo aéreo.
ÓSTIO DA TUBA AUDITIVA E ADENOIDE
ÓSTIO FARINGEO DA TUBA AUDITIVA (PARTE LATERAL
DA CAVIDADE NASAL)
O QUE É? Ponto de comunicação entre a tuba
auditiva e a faringe, de modo que se conecta com a
parte nasal da faringe com a cavidade média
timpânica do ouvido. O qual é circundado por 2
musculos que imprimem pregação um as - prega
salpingopalatina e salpingofaringea.
ADENOIDE:
O QUE É? Tecido linfoide que fica atrás das
cavidades nasais e acima do palato mole
SITUAÇÃO DE CRESCIMENTO DO TECIDO
ADENOIDEANO: Oclui porção posterior da fossa
nasal, dificultando respiração e drenagem de
secreção, além de obstruir a tuba auditiva e
favorece o acometimento de OTITE.
 NARIZ E SEIOS
PARANASAIS
MUCOSA NASAL
CAMADA EPITELIAL: Camada cilíndrica e vibrátil. Estão
apoiados numa membrana basal e em uma cama
SUBEPITELIAL (estroma) onde encontramos os vasos
arteriovenosos ERETIL (local onde atuam os
vasoconstrictores) que ao serem irrigados puxam a região
dos cornetos nasais de modo a contrair ou dilatar facilmente
CILIOS (PARTE SUPERIOR DA MUCOSA)
CAMADA PROFUNDA: Pode ser pericondral ou periosteal,
dependendo se estiver em contato com cartilagem ou osso
VASCULARIZAÇÃO E INERVAÇÃO NASAL
Área de Kiesselbach: anastomose integral de ramos que
convergem para o quadrante anterior e inferior do septo
nasal, sobre a cartilagem septal ⇒ responsável pela
maior parte dos casos de epistaxe anterior
Irrigação arterial: é feita por ramos das artérias oftálmica,
maxilar e facial; 
SAINDO DA CARÓTIDA EXTERNA (PORÇÃO
POSTERIOR): Emite a MAXILAR INTERNA > se
transforma na ESFENOPALATINA > essa que forma o
RAMO SEPTAL POSTERIOR E RAMO LATERAL NASAL
POSTERIOR > vão se anastomosar com etmoidal
anterior e palatina maior e labial superior 
Na rinoscopia já se procura imediatamente esse
plexo, a fim de identificar dilatações, varizes e etc
que possam causar sangramento. 
Pacientes hipertensos podem ter epistaxe em
regiões mais posteriores ao plexo, de maior
intensidade e de mais difícil controle - fazer tampão
contraposterior (na maioria dos casos comuns, um
tampão anterior já resolve)
Drenagem venosa: é feita para o plexo venoso
pterigoideo, e também há contribuição das veias facial e
oftálmica; 
Inervação: é feita pelos nervos olfatório, oftálmico,
maxilar, além de nervos simpáticos e parassimpáticos.
FISIOLOGIA
QUAIS FUNÇÕES?
FILTRAGEM E PURIFICAÇÃO DO AR
AQUECIMENTO
UMIDIFICAÇÃO
FILTRAGEM E PURIFICAÇÃO DO AR: As vibrissas só
filtram partículas grandes e, posteriormente, os
cornetos com reentrâncias gera um turbilhonamento do
ar que faz com que as partículas grudem no muco
espesso dessa região. A partir disso, o epitélio ciliar vai
bater numa frequência rápida (160-250bpm) levando as
impurezas para porção posterior para serem deglutidas.
TEMPERATURA E PH:
ALTERAM A FUNÇÃO DOS CILIOS:
POR PH/QUIMICA: Os vasoconstrictores alteram
esse funcionamento
POR TEMPERATURA: A partir de 18 graus já
começa a ficar lento | Abaixo de 7 graus e acima
de 43 inativam 
POR ISSO QUE EM LOCAIS MAIS FRIOS TEM
MAIOR PREDISPOSIÇÃO A DOENÇAS DE
VIAS AEREAS
UMIDIFICAÇÃO
BATIMENTOS CILIARES E CADA SEIO
SEIO MAXILAR: Vimos que esse seio drena contra a
gravidade, de modo que os cílios encaminham para
o óstio principal. Caso tenha óstios acessórios, a
drenagem continua seguindo para o óstio principal.
Essa informação é importante em cirurgias que desejava
resolver problemas de drenagem e faziam, antigamente,
óstios artificiais acessórios que não resolviam a
situação, mas caso AUMENTASSE o óstio principal o
problema era solucionado. 
SEIO FRONTAL: Os batimentos ciliares fazem um
movimento circular (puxa do etmoide anterior > teto >
volta) entrando na área etmoidal. Desse modo, é comum
uma RINOSSINUSITE ETMOIDAL acabar
contaminando a parte frontal por esse processo de
recirculação
CORRENTES AEREAS:
PRINCIPAL: Passa pelo meato médio
ACESSÓRIAS (MAIS FRACA)
MEATO INFERIOR
MEATO SUPERIOR: Local mais próximo do bulbo
olfatório (órgão sensorial), de modo que quando
queremos sentir melhor um cheiro, precisamos
fungar/inspirar com força para aumentar essa
corrente que é mais fraca e estimular essas células
HIPOSMIA/ANOSMIA: Bloqueio das correntes áreas OU
destruição/mal função dos neurônios 
 NARIZ E SEIOS
PARANASAIS
EXEMPLO DE BLOQUEIO: Polipos nasais | Rinites
intensas com cornetos hipertrofiados | Sinusite com
edema dos cornetos | Desvio de septo que pode
diminuir a sensação de olfato
EXEMPLO DE DESTRUIÇÃO/MAL FUNÇÃO: COVID-19
(pode ser tambémpor necrose do bulbo olfatório,
sendo permanente, mas pelos outros motivos pode
retornar) | Quadros gripais (invasão e danificação do
epitélio olfatório)
REFLEXO NASOPULMONAR: Respirar pela boca seria mais
fácil por ser maior, mas cansa mais rápido. Isso ocorre por
que ao respirar pelo nariz > ocorre o aumento dos
brônquios mais fácil > expansão pulmonar, sendo algo
que não ocorre com a respiração bucal
OBSERVANDO ESSE EFEITO AO CONTRÁRIO: Ao
deitar-se de lado e pressionar o pulmão, a narina
desse lado vai ocluir
OBSERVANDO EM ASMÁTICOS: Esses pacientes ao
operar o septo também podem melhorar a respiração
melhorando a asma por conta desse reflexo. 
CICLO FISIOLOGICO NASAL: Alternância de hipertrofia de
corneto, de modo que as narinas não estão abertas ao
mesmo tempo, havendo mudança de um lado estar melhor
que o outro em certo momento. 
VARIA DE 02 A 04 HORAS DE PESSOA A PESSOA
SÓ NÃO É NORMAL SE UMA ESTIVER SEMPRE
FECHADA (PÓLIPO, DESVIO DE SEPTO,
TUMORAÇÃO) OU AS DUAS SEMPRE FECHADAS
PROPEDÊUTICA
INSPEÇÃO E PALPAÇÃO:
SE O PACIENTE RELATAR QUEDA E PERCEBE EDEMA:
Antes da rinoscopia fazer a palpação para observar
se tem crepitação, indicando fratura
RINOSCOPIA ANTERIOR (EM TODO MUNDO): Com
um especulo observa
SEPTO NASAL: Observar desvios
CORNETO INFERIOR: Edemaciado, pálido (rinite
alérgica), hiperemiado (rinite viral)
CORNETO MÉDIO: Em alguns casos consegue
observar
ASSOALHO NASAL/MEATO MÉDIO: Observa
secreção (hialina, espessa e purulenta)
RINOSCOPIA POSTERIOR (POUCO USO): Com
espelho de Garcia/bucal colocava na região posterior
para visualizar secreção purulenta, mas foi substituído
pela nasofibroscopia
RINOMETRIA E RINOMONOMETRIA (POUCO USO):
Com espelho de Glatzel/Graduado pedia para o
paciente soltar o ar para poder analisar a respiração
AVALIA SÓ EXPIRAÇÃO
RINOMONOMETRIA (POUCO USO, MAIS USADO EM
PESQUISAS): Avalia a pressão do ar da fossa nasal
IMAGENS
QUAIS? RX | TC | RNM (apenas em complicações) | USG
(essa tem pouco uso, apenas para ver SINUSITE MAXILAR
ou em pacientes grávidas para evitar radiação)
RX SIMPLES DOS SEIOS PARANASAIS
PRESTA? Bastante questionável pelos falsos
positivo/negativos, como um paciente criança que
chora na hora do exame > lágrima corre para dentro
do seio > RX vem com nível líquido que não é
rinossinusite mas pode ser laudado assim
PORÉM, TEM VANTAGEM: Raio-X é mais barato e
mais acessível, tendo seu valor, mas tem que
correlacionar com a clínica
ATENÇÃO! Não dá para usar como
acompanhamento, por que demora os seios para
desinchar (demorando 2-4 semanas para
desaparecer) e acaba que se for levar em
consideração vai acabar pensando que não foi bem
tratado.
INCIDÊNCIAS
FRONTONASAL OU CALDWELL: O rochedo do
etmoide aparece bem no meio do maxilar,
dificultando visualizar o maxilar | Ver bem frontal
e etmoide
MENTONASO OU WATERS: Ver maxilar
perfeitamente, mas não enxerga frontal
SUBMENTOVÉTICE OU AXIAL DE HIRTX: Ver
bem esfenoide, etmoide posterior
PERFIL: Visão em perfil de todos os seios
CAVUM: RX EM PERFIL COM PENETRAÇÃO
EM PARTES MOLES - pesquisar patologias do
anel linfático de Waldeyer
Só vê o septo nasal ósseo!
 NARIZ E SEIOS
PARANASAIS
TOMOGRAFIA (PADRÃO OURO PARA SEIOS
PARANASAIS)
VANTAGEM: Observar detalhes anatômicos
IMAGENS ABAIXO:
IMAGEM DA ESQUERDA (CORTE CORONAL): Corneto
inferior compacto e corneto médio com bolha (corneto
médio bolhoso – uma célula etmoidal migrou para esse
corneto) e ele pode crescer muito e dificultar drenagem
para seio maxilar, obstruindo o complexo óstiomeatal
gerando sinusite de repetição. Quando isso ocorre tem
que tirar a parte lateral do corneto
IMAGEM DA DIREITA (CORTE AXIAL): Desvio de septo
com esporão (esporão bloqueia a passagem das vias
aéreas) | Observa-se seios etmoidais e trabeculado
etmoidal > septo no meio > nas laterais tem a órbita e
nervo optico | Observa-se o ducto nasolacrimal que
desemboca no MEATO INFERIOR
IMPORTANTE SABER O LOCAL DO DUCTO
NASOLACRIMAL: Em dactocistite tem lacrimejamento
pode ser preciso desobstruir com uma fístula para o
saco lacrimal (anterior ao meato médio) para drenar
melhor
IMAGENS ABAIXO:
IMAGEM 01: Algo no nariz velando toda a parte
esquerda, podendo ser pólipo, sinusite. Porém, observa
uma erosão óssea, de modo a pedir uma RNM
IMAGEM 02 (RNM): Indicação de
MENINGOMIELOCELE e se você não souber e quiser
tirar o pólipo vai ficar causando Líquor pelo nariz
NASOFIBROSCOPIA (ENDOSCOPIA DO NARIZ): Serve
para observar a cavidade nasal e identificar pólipos
(amarelado – primeira imagem), sinusite, desvio de
septo e esporão (terceira imagem), hipertrofia de
adenoide (quarta imagem)
SINUSOSCOPIA: Pega um trocater na altura do segundo
canino > fura > acesso ao maxilar. Mais em pesquisas para
colher material exclusivo do seio (sem contaminar com
material nasal) e descobrir origem etiológica (bac) de uma
sinusite

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