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PATOLOGIAS DAPATOLOGIAS DA
LARINGELARINGE
LARINGITES AGUDAS
Causas:
Quadros obstrutivos, principalmente em crianças
IVAS
Uso excessivo da voz
Refluxo faringolaríngeo
INFECCIOSAS E INFLAMATÓRIAS
Inflamação da supraglote causada por infecção
bacteriana (Haemophilus influenzae);
Ocorre principalmente em crianças até 5-10 anos de idade;
Quadro clínico:
Dor intensa à deglutição;
Pode evoluir para obstrução respiratória aguda em
poucas horas; - edema
Prostração;
Febre;
Estridor inspiratório;
Retração intercostal e supraesternal;
Disfonia (voz abafada);
Tosse improdutiva.
Diagnóstico:
Radiografia de perfil da laringe (penetração para
partes moles);
Nasofibroscopia.
Tratamento:
Garantir a via aérea e diminuir o edema
O2 úmido;
Corticoide sistêmico (reduzir edema);
Antibioticoterapia: Betalactâmico - Amoxicilina;
Intubação orotraqueal - gravidade
Traqueostomia - gravidade
EPIGLOTITE AGUDA
Crupe
Doença viral com predomínio em crianças até 3 anos de
idade (lactentes) 
Atinge brônquios, traqueia e laringe
Quadro clínico:
Rouquidão (atinge a glote);
Tosse;
Estridor inspiratório.
Radiologia:
Estreitamento da traqueia proximal e subglote
Tratamento:
Corticoides;
Nebulização;
Antibioticoterapia profilática 
LARINGOTRAQUEOBRONQUITE AGUDA
Laringite infecciosa que ocorre em crianças com quadro
discreto de IVAS, respiradoras bucais, atópicas e
possíveis fatores psicológicos associados.
Quadro clínico:
Despertar repentino na madrugada;
Agitação e angústia;
Tosse;
Choro rouco;
Sinais de sufocação;
Inspiração estridulosa;
Tiragem supraesternal;
Sudorese.
Tudo se normaliza em alguns minutos, exceto a tosse.
LARINGITE ESTRIDULOSA (FALSO CRUPE)
Doença rara devido à vacinação.
Quadro clínico:
Dor de garganta;
Disfagia;
Estridor inspiratório;
Tosse improdutiva;
Presença de membranas diftéricas.
CRUPE DIFTÉRICO
PATOLOGIAS DAPATOLOGIAS DA
LARINGELARINGE
Diagnóstico:
Identificação do Corynebacterium diphtheriae no
raspado das lesões.
Tratamento:
Injeção de antitoxina diftérica!;
Antibioticoterapia auxiliar:
Eritromicina;
Penicilina G Cristalina ou Procaína.
Manutenção da via respiratória.
ESPESSAMENTOS BILATERAIS E SIMÉTRICOS;
Localizados mais frequentemente na transição dos
terços anterior e médio da corda vocal (glote fonatória);
Têm causa traumática (mal uso vocal);
Associados à fenda glótica, causando voz soprosa;
Quadro clínico:
Disfonia (não se consegue fechar a corda vocal);
Rouquidão.
Epidemiologia:
Mulheres (corda vocal menor);
Pessoas que usam a voz excessivamente de forma
errada.
Estroboscopia:
Onda mucosa preservada.
Tratamento:
Fonoterapia - 1ª escolha de tto
Distribuir a tensão por toda a prega vocal;
Resolutiva em 96% dos casos.
Tratamento cirúrgico
Nódulos fibrosados;
Refratários à fonoterapia.
NÓDULOS DE PREGAS VOCAIS
Laringite decorrente de resfriado comum;
Pode ser viral ou bacteriana;
Quadro clínico:
Constrição dolorosa;
Disfonia ou afonia;
Tosse;
Expectoração mucocatarral.
Diagnóstico:
Clínico;
Laringoscópico.
Tratamento:
Alívio sintomático;
Antibioticoterapia para infecção bacteriana
LARINGITE CATARRAL AGUDA
Espessamento geralmente unilateral;
Etiologia inflamatória de caráter benigno;
Pode ser traumática ou não;
Mais prevalente no sexo masculino;
Sintomas semelhantes aos nódulos;
Tratamento:
Cirúrgico;
Fonoterapia para alívio dos sintomas
PÓLIPO DE PREGA VOCAL
PATOLOGIAS DAPATOLOGIAS DA
LARINGELARINGE
Cavidade fechada delimitada por uma cápsula revestida
de tecido epitelial;
Localiza-se no plano subepitelial (entre o epitélio e o
ligamento vocal);
Geralmente é unilateral, podendo causar reação
contralateral de contato;
Cistos bilaterais: diagnóstico diferencial com nódulos
vocais;
Tipos:
Cisto epidermoide: formado por queratina, mais
rígido.
Cisto de retenção mucóide: formado por muco, mais
flácido.
Quadro clínico: disfonia.
Estroboscopia - avalia a movimentação das pregas vocais
Onda mucosa reduzida/ausente.
Tratamento:
Excisão com preservação da mucosa;
Fonoterapia adjuvante.
CISTO DE PREGA VOCAL
Presença de líquido edematoso no espaço de Reinke
(camada superficial da lâmina própria), tornando-o
espesso;
Mais comum em mulheres e em tabagistas.
Quadro clínico:
Disfonia persistente;
Voz grave.
CONSIDERADA UMA LESÃO PRÉ-MALIGNA.
Laringoscopia:
Edema assimétrico difuso de toda prega vocal,
recoberto por tecido epitelial fino e translúcido.
EDEMA DE REINKE
Tratamento:
CESSAR O TABAGISMO;
CIRÚRGICO.
Metaplasia do tecido epitelial (substituição do epitélio
colunar para epitélio epidermoide/ escamoso) causada
por agentes irritantes (refluxo, cigarro, etc);
Menor vibração
Quadro clínico:
Tosse seca (perda do muco);
Disfonia.
Laringoscopia:
Congestão da laringe;
Espessamento das pregas vocais.
Tratamento:
Remoção do agente irritante;
Corticoide inalatório.
LARINGITE CRÔNICA
PATOLOGIAS DAPATOLOGIAS DA
LARINGELARINGE
Tumor benigno causado pelo HPV tipos 6 e 11;
Forma juvenil: mais agressiva e recidivante;
Forma adulta: lesões isoladas de evolução lenta e
progressiva, menos recidivante;
Não há diferença histológica entre as formas adulta e
juvenil;
Quadro clínico:
Disfonia;
Obstrução respiratória alta de intensidade variável.
Laringoscopia:
Lesões em “cachos de uvas”.
Tratamento:
Cirurgia;
Infiltração de Cidofovir durante a cirurgia
PAPILOMATOSE LARÍNGEA
Lesões ulceradas ou granulomatosas no processo vocal
das aritenoides (glote respiratória);
Etiologia: fonação intensa com trauma fonatório
associado a irritantes crônicos;
Quadro clínico: desconforto na garganta; Não causa
disfonia, pois não localizam-se nas pregas vocais
Tratamento: Fonoterapia; Corticoides inalatórios, Remoção
dos fatores desencadeantes (tratamento do refluxo é
mandatório em todos os casos); Cirurgia.
ÚLCERAS E GRANULOMAS DE CONTATO
Granuloma causado principalmente por IOT prolongada;
Mais frequentemente localizado na comissura posterior
da glote (glote respiratória);
Pode evoluir para estenose laríngea com perda das
funções;
Rouquidão é o sintoma mais comum
GRANULOMAS LARÍNGEOS TRAUMÁTICOS
Tuberculose laríngea; Sífilis laríngea; 
Doenças granulomatosas: Sarcoidose; Escleroma;
Hanseníase.
Micoses laríngeas: Blastomicose - raras
LARINGITES ESPECÍFICAS
Anomalia congênita mais comum
Flacidez da supraglote por retardo na calcificação da
cartilagem;
Até 1 ano de idade, espera-se que ocorra calcificação,
revertendo o quadro naturalmente;
Quadro clínico:
Estridor inspiratório intenso;
Dispneia;
Cianose;
Cansaço durante amamentação.
Diagnóstico: Nasofibrolaringoscopia.
Tratamento:
Orientação sobre o aleitamento:
Manter criança sentada;
LARINGOMALÁCIA
PATOLOGIAS DAPATOLOGIAS DA
LARINGELARINGE
Fracionar aleitamento - cansaço
Diminuir acidez gástrica: tratar refluxo
gastroesofágico com IBP (omeprazol);
Cirurgia (ganho de peso inadequado):
Corte das pregas epiglóticas;
Corte da epiglote na base da língua.
Decorre de lesões periféricas ao longo do curso do
nervo laríngeo recorrente ou lesão central.
Causas traumáticas:
Trauma direto no pescoço ou na laringe;
Trauma cranioencefálico:
Lesão central causa afasia;
Lesão no tronco causa paralisia.
Causas iatrogênicas:
Lesão do nervo laríngeo recorrente
Cirurgia da tireoide
Cirurgia cardíaca
Cirurgia de vértebra cervical por via anterior
IOT:
Estiramento do nervo laríngeo recorrente
Outra causas:
Tumores 
Laringe;
Esôfago;
Traqueia;
Tireoide;
Lobo superior do pulmão esquerdo.
Doenças inflamatórias, principalmente virais;
Tóxicas (quimioterapia);
Hidrocefalia;
Meningocele;
Lesões intracranianas (acompanhadas de outros
sintomas neurológicos associados);
Idiopáticas.
Quadro clínico:
Disfonia;
Obstrução laríngea (paralisia bilateral ou esforço
intenso em paralisia unilateral;
Aspiração.
Tratamento:
Fonoterapia (paralisia unilateral);
Cirurgia (casos refratários ou paralisia bilateral).
Diagnóstico diferencial:
DISFONIA HISTÉRICA
Se o paciente consegue tossir não há paralisia.
 Disfonia senil.
Obs.: importante a realização de TC da base do crânio
até crosta da aorta para avaliar o trajeto do n. laríngeo
recorrente.
PARALISIASLARÍNGEAS
Tumores Glóticos
Costumam ter melhor prognóstico, pois causam
disfonia precocemente, sendo logo detectados;
Metástases são menos frequentes. 
Tumores Supraglóticos e Subglóticos
São detectados tardiamente, pois só causam
sintomas quando atingem a glote;
Têm mais chances de metástase.
O sintoma principal é a disfonia!
DISFONIA QUE PERSISTE POR MAIS DE 15 DIAS É
INDICAÇÃO DE LARINGOSCOPIA.
TUMORES DA LARINGE