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Pitiríase versicolor (pano branco)
O que é pitiríase versicolor?
A pitiríase versicolor é uma micose de pele provocada provocada pelo fungo do gênero Malassezia
(antigamente chamado Pityrosporum ovale). A espécie mais comum é a Malassezia globosa, mas
muitos casos também são causados pela Malassezia furfur.
A pitiríase versicolor também é conhecida pelos nomes pano baco, micose de praia ou tínea versicolor.
O pano branco não é uma doença contagiosa, não havendo, portanto, risco de transmissão do fungo de
uma pessoa para outra. Também não há relação com falta de higiene ou contato com locais de uso
público, tais como piscinas, banheiros ou vestiários.
Apesar dos nomes semelhantes, a pitiríase versicolor é uma doença completamente diferente da
pitiríase rósea.
Se você procura informações sobre a pitiríase rósea, acesse o seguinte link: PITIRÍASE RÓSEA –
Sintomas e tratamento.
Como surge
As lesões da pitiríase versicolor costumam se apresentar como manchas hipopigmentadas (mais claras
que a pele), daí da doença também ser chamada de pano branco. 
https://www.mdsaude.com/dermatologia/pitiriase-rosea/
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O termo micose de praia surgiu pelo fato das lesões tornarem-se mais aparentes após a exposição solar.
Esse fato ocorre porque, ao contrário das lesões, a pele sadia ao seu redor consegue se bronzear
normalmente, aumentando o contraste entre as duas regiões.
Todavia, o termo micose de praia não é o mais adequado, pois pode levar à falsa impressão de que a
pitiríase versicolor possa ser adquirida na praia.
Na verdade, ninguém “pega” pano branco, uma vez que o fungo Malassezia costuma ser um germe da
flora microbiana natural da nossa pele. Só para se ter uma ideia, a Malassezia pode ser encontrada em
cerca de 20% das crianças e em mais de 90% dos adultos.
Por ser um fungo que depende de gordura para sobreviver, ele costuma ser facilmente encontrado em
áreas mais oleosas da pele, tais como o tronco, pescoço, face e couro cabeludo.
Portanto, o pano branco não é uma doença que se pegue de alguém ou de algum lugar. Não é a areia
da praia, a toalha que você usou ou o contato com a espreguiçadeira que lhe transmitiu o fungo. A
Malassezia já existia há anos na sua pele, ela apenas passou a se manifestar clinicamente.
Fatores de risco
Os sintomas da pitiríase versicolor surgem quando por algum motivo a população do fungo Malassezia
que sempre viveu pacificamente na sua pele passa a se proliferar exageradamente. Em geral, alguns
fatores estão associados a essa proliferação do fungo e ao surgimento dos sintomas. Os mais comuns
são:
Oleosidade excessiva da pele.
Viver em locais muito quentes e úmidos.
Sudorese excessiva.
Alterações hormonais, incluindo uso de pílula anticoncepcional.
Adolescência.
História familiar.
Fraqueza do sistema imunológico.
Apesar da fraqueza imunológico poder ser um gatilho para a proliferação da Malassezia, a grande
maioria dos pacientes com pano branco são jovens perfeitamente saudáveis.
Sintomas do pano branco
Apesar do sinal mais comum da pitiríase versicolor ser o aparecimento de manchas brancas na pele, a
verdade é que as manchas do pano branco podem ter mais de uma aparência diferente. Enquanto a
maioria das lesões são hipopigmentadas, isto é, mais claras que a pele, há casos também de manchas
hiperpigmentadas, ou seja, mais escuras que a pele.
As manchas do pano branco não costumam provocar sintomas, mas algumas pessoas se queixam de
coceira.
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As lesões da pitiríase versicolor podem ser brancas, cinzentas, cor de salmão, acastanhadas ou até
avermelhadas, daí o termo versicolor. As manchas costumam ser múltiplas e ovais, apresentando,
habitualmente, uma fina camada descamativa e se localizam preferencialmente na parte superior do
tronco e dos braços e no pescoço. Nas crianças a face é um local frequentemente acometido. As lesões,
em geral, são pequenas, mas se forem múltiplas podem se coalescer, formando uma ou mais grandes
manchas na pele.
Habitualmente, as lesões do pano branco são comuns no verão, pois nesta época a maior exposição
solar favorece o aumento do contraste entre as manchas e as áreas de pele sadia. Como já referido
anteriormente, ao contrário do que diz o senso comum, não é a praia ou a piscina que provocam o pano
branco, elas apenas intensificam o seus sinais.
A pitiríase versicolor é um problema basicamente estético. A infecção fúngica é muito superficial e não
costuma causar maiores problemas de saúde. Em geral, os pacientes só procuram o médico por conta
do incômodo estético.
Em alguns casos, as lesões podem desaparecer espontaneamente com tempo, mas muito pacientes
ficam com as manchas na pele de forma persistente caso não sejam tratados.
Diagnóstico
As lesões do pano branco costumam ser bem típicas, e o diagnóstico na maioria das vezes pode ser
feito clinicamente, sem necessidade de nenhum exame complementar. Se houver alguma dúvida, o
dermatologista pode fazer uma raspagem das lesões e levar o material para observação no microscópio,
o que facilmente identifica a presença do fungo.
Tratamento
Existe uma grande variedade de remédios disponíveis para o tratamento do pano branco. Como é uma
micose superficial, a maioria dos casos de pitiríase versicolor pode ser tratada com medicação de uso
tópico, como cremes, loções e shampoos. O uso de comprimidos fica geralmente restrito aos casos de
lesões muito extensas ou quando o tratamento tópico não funciona.
https://www.mdsaude.com/wp-content/uploads/pano-branco.jpg
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Entre as opções de tratamento tópico do pano branco, os mais utilizados são aqueles à base de:
Sulfeto de selênio em solução tópica ou shampoo.
Ciclopirox Olamina em creme, pomada ou solução tópica.
Cetoconazol em creme, pomada ou shampoo.
Terbinafina em creme.
Clotrimazol em creme.
Quando as manchas são tão extensas que tornam a aplicação tópica de medicamentos um trabalho
difícil, ou quando o tratamento tópico não é eficaz, o uso de antifúngicos em comprimidos costuma ser
indicado. As opções mais indicadas são itraconazol ou fluconazol.
O cetoconazol também é uma opção eficaz contra o pano branco, porém, ao contrário da formulação
para uso tópico, o cetoconazol em comprimidos pode ser tóxico ao fígado, motivo pelo qual atualmente
damos preferência ao fluconazol ou itraconazol quando optamos por antifúngicos por via oral.
A taxa de cura da pitiríase versicolor é de cerca de 80 a 90%. É importante destacar que, em alguns
casos, as lesões podem demorar meses para desaparecer, fazendo com que as manchas em si não
sirvam como parâmetro para cura a curto prazo. Nos casos em que as lesões demoram para
desaparecer, a eficácia do tratamento pode ser comprovada através da raspagem das lesões.
Em alguns indivíduos, a erradicação do fungo pode ser mais difícil, e o paciente pode precisar de
tratamento preventivo com antifúngicos tópicos um vez por mês, principalmente se o mesmo viver em
regiões tropicais. Este tratamento impede que a população de Malassezia torne-se excessivamente
grande durante o verão.
https://www.mdsaude.com/bulas/cetoconazol/
https://www.mdsaude.com/bulas/cloridrato-de-terbinafina/
https://www.mdsaude.com/bulas/clotrimazol-gino-canesten/
https://www.mdsaude.com/bulas/fluconazol/

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