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Percepção e Atenção
Por
Esther Larissa Silva De Lima
Maria Elisa Menezes Da Silva
Maria Gabriela Nascimento Santos
Maria Isabely Venancio Patriota
Mayara Rodrigues De Lima
Rebeca Vitória Melo Ribas Veríssimo Da Silva
1
FUNCIONAMENTO DA PERCEPÇÃO
A percepção é o conjunto de processos pelos quais é possível reconhecer, organizar e
entender as sensações provenientes dos estímulos ambientais.
Conceitos básicos da percepção
1. Objeto distal: é o objeto no mundo
externo. Evento que impõe padróes no
meio informacional (Ex: Som distante
de uma árvore que cai).
2. Meio informacional: O modo como a
informação chega (Ex: Ondas sonoras
provocadas pela árvore caindo).
3. Estímulo proximal: Quando a
informação entra em contato com os
receptores sensoriais apropriados,
ocorre a estimulação proximal (Ex:
Condução de ondas sonoras à membrana basila, superfície receptora dentro da cóclea do
ouvido interno).
4. Objeto perceptual: Objeto interno que reflete propriedades do mundo externo (Ex: A
árvore que cai)
NATUREZA DA PERCEPÇÃO
A percepção é um processo complexo que depende tanto do meio ambiente como do sujeito
que o percebe.
1. Contribuições do meio ambiente: Sem que a gente perceba, quando nos movimentamos
passamos a observar as mudanças de padrões no meio em que estamos ambientados.
Analisamos o que acontece com formas, texturas, cores e iluminação sob diferentes
condições. Observamos também os padrões fixos: se você observar um triângulo de
qualquer ângulo, verá três cantos, portanto, podem ser considerados um indício
identificador confiável de “triângulo”.Tais observações pessoais constroem nosso
conhecimento das propriedades reais do mundo.
2. Contribuições do sujeito: Como sujeitos da percepção conseguimos, a partir das
informações sensoriais, recuperar certas propriedades do mundo que nos rodeia. As
contribuições do sujeito são divididas em três partes: Habilidades construtivas, fisiologia
e experiências do sujeito.
2.1. Habilidades Contrutivas: Conhecimentos que vão sendo construídos ao longo da
vida, a medida que conseguimos mais conheciemntos, conseguimos também a
habilidade de usar esses conhecimentos para construir uma situação mais próxima da
realidade, testando hipóteses, amostragens e etc.
2
2.2. Fisiologia: O aparelho sensorial (equipamento fisiológico) possibilita também a
coleta de informações, por isso que animais diferentes vivem em mundos
completamente diferentes, seus aparelhos perceptivos variam muito.
2.3. Experiência:
 As experiências criam
expectativas e motivos. Exemplo:
Por termos a experiência de já ter
passado por dias chuvosos,
quando vemos as nuvens mais
escuras criamos uma expectativa
de que vai chover.
CONSTÂNCIAS PERCEPTUAIS E COMPREENSÃO DE PROFUNDIDADE
1. Constância perceptual (ou perceptiva): é o processo
pelo qual percebemos os objetos e conseguimos
reconhecer as mudanças na sua aparência ou no seu
meio físico.
2. Constância de tamanho: maneira como percebemos a
mudança de tamanho dos objetos.
3. Constância de forma: são mudanças na forma dos
objetos, porém, mantém a mesmo forma apesar das
mu-
danças na forma do estímulo
proximal.
Percepção de profundidade: é a
habilidade de perceber o mundo em três dimensões (altura, largura e profundidade).
PRINCÍPIOS DA GESTALT
Os psicólogos da Gestal elaborararam uma série de princípios que
descrevem como o sistema visual organiza uma cena.
1. Figura e Fundo: Quando se percebe um campo visual, alguns
objetos parecem destacar-se, enquanto outros aspectos do
campo se recuam no fundo.
3
2. Proximidade: Quando se percebe uma
variedade de objetos, tende-se a ver os que
estão próximos como um grupo.
3. Semelhança: Objetos semelhantes tendem
a permanecer juntos, seja nas cores, nas
texturas ou nas impressões de massa destes
elementos. Esta característica pode ser
usada como fator de harmonia ou de
desarmonia visual.
4. Continuidade: A tendência é perceber
formas que fluem de modo regular ou
contínuo ao invés de formas interrompidas ou
não contínuas.
5. Fechamento: Tende- se a fechar ou
completar objetos que, na realidade, não
são completos.
6. Simetria:
Tende-se a perceber como se formassem imagens de espelho
ao redor do próprio centro.
4
IMAGENS AMBÍGUAS
Trazem para o ser humano uma dimensão diferente de acordo
com algum ponto de atenção, fazendo com que as figuras e fotos
pintadas possuam um duplo sentido, dependendo de como o
cérebro da pessoa funciona, o que varia para cada ser humano,
você pode ter mais facilidade para ver um tipo de imagem do que
a outra, enquanto outras pessoas podem achar mais difícil ver o
mesmo que você observou.
AGNOSIA VISUAL
É uma perturbação perceptiva que faz com que algumas
pessoas não enxerguem rostos ou só consigam ver um
objeto de cada vez, como se o mundo ao redor não
existisse. Parece ficção mas ao ler a história do Homem
que Confundiu Sua Mulher com
um Chapéu, livro do neurologista
Oliver Sacks, entendemos melhor a
realidade de como é a vida dos
agnósticos visuais. Palavras somem ao serem lidas, objetos pulam
em direção ao olhos, não há diferença entre o rosto de Osama Bin
Laden e o de George Walker Bush. As coisas perdem o sentido.
A NATUREZA DA ATENÇÃO E DA CONSCIÊNCIA
A atenção é o meio pelo qual se processa ativamente uma quantidade limitada de informação
a partir da enorme quantidade de informação disponível por meio dos sentidos, da memória
armazenada e de outros processos cognitivos.
Processamento pré-consciente: as informações que, atualmente, estão fora da
consciência, mas que podem ser acessadas quando necessário.
TIPOLOGIA DA ATENÇÃO
1. Atenção alternada: é a habilidade de alternar o foco da
atenção. Perceba que falo de alterar e não perder o foco, por
exemplo, quando estamos no trânsito. Momento este em que
devemos estar atentos a direção do veículo que estamos
conduzindo e também de todos os outros estímulos ao redor,
como o semáforo, os outros carros, aos pedestres etc.
5
2. Atenção focada: é o tipo de atenção de
concentrar numa atividade e excluir outras. Por
exemplo, permanecer atento em palestras,
cursos, durante as aulas, e em seus momentos
de estudo, deixando de lado quaisquer tipos de
distrações.
3. Atenção seletiva: é a habilidade pra quem
consegue escolher qual será o foco da mente.
São pessoas que tem a habilidade de manter a
atenção em locais com barulho, por exemplo.
Um indivíduo com Atenção seletiva não se distrai quando determina para onde sua
atenção será direcionada e, por isso não se incomoda com barulhos e outros fatores que
possam distrair.
4. Atenção dividida: poderia ser definida
como capacidade de nosso cérebro para
prestar atenção simultânea, que nos
permite processar diferentes fontes de
informações, e realizar com sucesso
várias tarefas ao mesmo tempo. Por
exemplo, um garçom deve usar sua
atenção dividida ao servir a mesa. Ele
deve lembra o que o senhor da mesa ao
lado queria, escrever o pedido da mesa
etc.
FUNÇÕES DA ATENÇÃO
1. Detecção de sinal: detecta o surgimento de determinados estímulos novos. O indivíduo
tenta detectar um sinal por meio de vigilância.
2. Busca: realizar buscas ativas por determinados estímulos.
3. Atenção seletiva: Escolhe prestar atenção em alguns estímulos e ignorar outros.
4. Atenção dividida: Coordenar o desempenho em mais de um tarefa.
PROCESSOS CONTROLADOS E AUTOMÁTICOS
Muitos processos cognitivos podem ser diferenciados. Os
processos automáticos não requerem controle consciente. Em
sua maior parte, são realizados de forma inconsciente, mas é
possível estar consciente de que estão sendo feitos.
Demandam nenhum ou pouco esforço, ou mesmo intenção e
também podem ocorrer de maneira simultânea (quando isso
acontece são chamados de processos paralelos). Enquanto os processos controlados vão
precisar de um controle consciente total para que sejam realizados, e não é possível
6
acontecer de maneira simultânea, levando assim mais
tempo para serem executados (pelo menos em relação
aos processos automáticos), pois é realizado em série -
um passo por vez. No nosso dia a diaquando temos
prática suficiente os procedimentos de rotina podem se
tornar automatizados, como amarrar os sapatos por
exemplo, de maneira que os processos altamente
controlados podem se tornar parcial ou totalmente
automáticos; assim o total de prática necessária para a automatização aumenta muito para as
tarefas altamente complexas.
EQUÍVOCOS E LAPSOS
Equívocos compreendem erros em processos controlados intencionais, já lapsos
compreendem erros em processos automáticos.
Exemplos de lapso:
Erros de captura
Omissões
Perseverações
Erros De Descrição
Erros Causados Por Dados
Erros De Ativação Associativas
Erros De Perda De Ativação
DÉFICIT DE ATENÇÃO
É um distúrbio que começa na infância e pode persistir na
vida adulta que pode se manifestar de duas formas: no
primeiro caso, é chamado de distúrbio de déficit de atenção
(DDA) e no segundo, transtorno de déficit de atenção com
hiperatividade (TDAH)
Muita das vezes o portador de déficit de atenção seja criança
ou adulto é visto apenas
como uma pessoa
distraída ou até mesmo problemática e que não presta
atenção a sua volta por mero descuido, embora o DDA
apresentar essa característica da falta de foco e distração
as causas e consequências são bem mais graves pois o
quadro de DDA são ocasionados por uma disfunção
neurológica, que afeta o funcionamento do córtex pre-
frontal.
7
INDICAÇÕES
PERCEPÇÃO
Truques da Mente: Esta série usa jogos,
ilusões e experimentos para mostrar como o
cérebro interpreta a realidade e pode nos
enganar com frequência.
PRÍNCIPIOS DA GESTALT
Ponto de Vista: esse filme usa conceitos da gestalt,
principalmente proximidade e semelhança, para agrupar e ligar as
cenas do filme tornando-o uma única história.
AGNOSIA VISUAL
O Homem Que Confundiu Sua Mulher Com Um Chapéu: Esse conto
trás o caso de um homem que possui essa condição.
https://www.youtube.com/watch?v=smfS8zpLPpc
ATENÇÃO
PRA TER O QUE FAZER (versão 2020) - Clarice
Falcão, é uma música que brinca com a atenção do
ouvinte ao demorar a completar frases, fazendo com
que se o indíviduo não focar na letra as frases fiquem
sem sentido.
https://www.youtube.com/watch?v=smfS8zpLPpc
	Funcionamento da percepção
	NATUREZA da percepção
	Constâncias perceptuais e compreensão de profundidade
	Princípios da gestalt
	Imagens ambíguas
	Agnosia visual
	A natureza da atenção e da consciência
	Tipologia da atenção
	Funções da atenção
	Processos controlados e automáticos
	Equívocos e lapsos
	Déficit de atenção
	INDICAÇÕES