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a Mãe: IAi rh rh
Pai: IBi Rh rh
1o bebê: IAIB Rh rh
2o bebê: IBi Rh rh
b Mãe: IAIA Rh rh
Pai: IBIB rh rh
1o bebê: IAIB Rh rh
2o bebê: IAIB rh rh
c Mãe: ii rh rh
Pai: ii rh rh
1o bebê: ii rh rh
2o bebê: ii rh rh
d Mãe: ii Rh rh
Pai: IBi Rh rh
1o bebê: IBi Rh rh
2o bebê: ii Rh rh
e Mãe: IAi rh rh
Pai: ii Rh rh
1o bebê: IAi rh rh
2o bebê: ii rh rh
26 PUC-Minas Indivíduos sem antígeno Rh nas hemácias
são considerados recessivos. Carlos, que tem Rh+ e é
homozigoto, casou-se com Elaine, que tem Rh . Am-
bos possuem o mesmo grupo sanguíneo. Fazendo
um exame pré-natal e relatando esse fato ao médico,
este ficou:
a despreocupado e não fez qualquer recomendação
relativa ao fato
b despreocupado, não fez qualquer recomendação,
apenas solicitando ao casal que o procurasse no
momento da segunda gestação.
c preocupado, recomendando que, logo após o par-
to, a mãe recebesse soro anti-Rh. Numa segunda
gravidez, entretanto, disse que esse procedimento
não seria mais necessário.
d bastante preocupado, inclusive pela informação de
compatibilidade de grupo sanguíneo, recomendan
do bastante atenção em cada gravidez, de maneira
que, após cada parto, a mãe receba o soro anti Rh
e bastante preocupado, dizendo ao casal que a gra
videz era de altíssimo risco e eles não poderiam
mais ter outro filho.
27 A afirmação que uma mulher Rh não deve casar-se
com um homem Rh+:
a é correta, pois todos os filhos desse casal serão
abortados.
b é correta, pois todos os filhos desse casal terão
uma doença grave fetal caracterizada por uma ane-
mia profunda (eritroblastose fetal).
c é incorreta, pois o primeiro filho em geral não tem
a anemia, mesmo sendo Rh+, bem como todos os
filhos Rh não serão atingidos pela doença e esta
só atinge uma pequena fração de casos em outras
gestações de filhos Rh+
d é incorreta, pois filhos Rh+, mesmo no caso de gló-
bulos vermelhos atingirem a circulação materna em
sucessivas gestações, não serão atingidos pela eri-
troblastose fetal
e é incorreta, pois não existe influência do fator Rh po-
sitivo ou negativo nos casos de eritroblastose fetal
28 Ufes A incompatibilidade materno fetal ao antígeno Rh
pode determinar uma doença denominada eritroblas-
tose fetal Se uma mulher foi orientada a usar a vacina
anti-Rh logo após o nascimento do primeiro filho, po-
demos dizer que seu fator Rh, o do seu marido e o da
criança são, respectivamente:
a negativo; negativo; negativo
b negativo; negativo; positivo.
c negativo; positivo; positivo
d positivo; negativo; positivo
e positivo; positivo; negativo
29 UFPE A eritroblastose fetal é uma doença hemolítica
adquirida e apresentada por alguns recém-nascidos,
sendo observado, além da anemia, icterícia e aumen-
to do baço e fígado. Essa condição é provocada por
incompatibilidade sanguínea do fator Rh, exclusiva-
mente:
a quando a mãe é Rh+ e o filho Rh .
b quando a mãe é Rh e o filho Rh+.
c quando a mãe é Rh e o pai Rh+.
d quando a mãe é Rh+ e o pai Rh .
e independente do Rh materno, o filho é Rh .
30 Fatec Quanto ao surgimento da eritroblastose fetal,
ou doença hemolítica do recém-nascido, podemos
afirmar que ela ocorre quando o pai e a mãe, respec-
tivamente, apresentam:
a Rh positivo e Rh negativo.
b Rh negativo e Rh positivo.
c Rh positivo e Rh positivo.
d Rh negativo e Rh negativo.
e Rh positivo e Rh neutro.
31 Cesgranrio Uma mulher Rh casou-se e teve um filho.
Em uma segunda gestação, a criança apresentou um
quadro de eritroblastose fetal. Com estes dados, in-
dique qual a opção que apresenta o fenótipo para o
fator Rh da mãe, do pai e da criança, respectivamente.
a Mãe Rh negativo, pai Rh positivo e criança Rh
positivo.
b Mãe Rh positivo, pai Rh positivo e criança Rh
negativo.
c Mãe Rh positiva, pai Rh negativo e criança Rh
negativa.
d Mãe Rh positivo, pai Rh negativo e criança Rh
positivo.
e Mãe Rh negativo, pai Rh positivo e criança Rh
negativo.
bIOLOGIa Capítulo 15 Alelos múltiplos58
Nova luz no sistema ABO
Após realizar estudos sorológicos e moleculares em pacientes com leucemia, pesquisadores da Faculdade de Medicina
da Universidade de São Paulo (FMUSP) conseguiram identificar novas variantes dos alelos do sistema ABO.
De acordo com a coordenadora do estudo, Marcia Zago Novaretti, professora do Departamento de Hematologia, a
descoberta ajuda a compreender o sistema ABO, que é o mais importante grupo sanguíneo da medicina para transfusões e
transplantes. Os resultados foram publicados na revista Genetics and Molecular Research.
Segundo a professora, a literatura internacional já registrava que pacientes com leucemia podem ter enfraquecimento
dos antígenos ABO, ou seja, mostrar uma reatividade mais fraca na tipagem ABO.
“Com os recursos atuais e com a clonagem do gene ABO, estudamos molecularmente pacientes com leucemia para
verificar se essa diferenciação se dava em nível molecular ou era apenas um achado sorológico”, disse Marcia à Agência
Fapesp. O artigo é um desdobramento de um projeto de Auxílio à Pesquisa que teve apoio da Fapesp e foi encerrado em 2004.
Ao estudar, sob o ponto de vista sorológico e molecular, 108 pacientes com diferentes tipos de leucemia, os pesquisado-
res encontraram 22 novas variantes de ABO, além das 116 conhecidas. A maior das novas variações se localiza no alelo O.
Participaram do estudo, realizado no Hospital das Clínicas da USP, 51 homens e 57 mulheres, com idade média de 43,4
anos, portadores de leucemia mieloide ou linfoide, crônica ou aguda.
“O estudo pode ajudar a compreender um pouco melhor as leucemias. Não sabemos se essa descoberta será de alguma
utilidade em termos de prognósticos, mas ela pode indicar o caminho para estudos que verifiquem se a doença evolui de
forma diferente nesses pacientes com essas mutações”, afirmou Marcia.
O estudo é o primeiro relato de um grande número de amostras de pacientes com leucemia genotipados para ABO. “Os
resultados mostraram um alto nível de atividade recombinante no gene ABO nos pacientes com leucemia”, disse.
De acordo com a professora da FMUSP, o sistema ABO, localizado no braço longo do cromossomo nove, tem mais
de 160 alelos e não está presente apenas na linhagem de células que compõem os elementos do sangue, mas também no
endotélio (parte interior dos vasos sanguíneos), em outros tipos de células e até mesmo em secreções. “A complexidade do
sistema exigia que realizássemos estudos moleculares”, explicou.
Associação com doenças
Como o sistema ABO persistiu ao longo da evolução da espécie, os cientistas estimam que ele tenha alguma função
específica, que, no entanto, ainda não foi esclarecida. Ao entender melhor o funcionamento do sistema, poderão surgir pistas
de quais seriam as variantes ou mutações críticas para especificidade e atividade dos antígenos ABO
“Sabemos que há associação do sistema ABO com algumas doenças. Indivíduos de grupo O, por exemplo, têm úlceras
duodenais com mais frequência Além disso, o sistema pode ter uma expressão aberrante em algumas células malignas – isto
é, a distribuição do grupo sanguíneo pode ser desigual entre indivíduos com uma determinada doença”, destacou Marcia.
Segundo ela, depois da classificação sorológica, com a realização da tipagem testada para antígenos, todas as amostras
tiveram o DNA extraído. Em seguida, passou-se ao estudo molecular com o PCR alelo-específico – técnica usada para detectar
mutações específicas – seguida pelo sequenciamento do gene ABO
A autora afirma que estudos moleculares sistemáticos do gene ABO em grupos diferentes de pacientes possivelmente
deverão levar ainda à descoberta de novas variantes ABO.
Fábio de Castro. Agência FAPESP, 26 fev. 2008. Disponível em: <http://agencia.fapesp.br/8466>.
A descoberta do sistema Rh
Desde o início do século XX, experiências eram feitas para entender o porquê de as transfusões sanguíneas serem bem-sucedidas em alguns casos e
em outros não. O médico Karl Landsteiner percebeu que, ao misturar sangue de diferentes pessoas, em algunscasos ocorria a formação de grumos
grosseiros e, em outros casos, não. O médico chamou tais reações de aglutinação.
Na década de 1940, Landsteiner e seu colega Wiener descobriram o sistema Rh. Injetaram hemácias do macaco reso em um coelho, que passou a
produzir anticorpos contra as hemácias do macaco. Foi retirado então o plasma do coelho, que continha anticorpos anti-reso (anti-Rh). Esse produto
constituiu um soro, que foi empregado na elaboração de testes com sangue de pessoas. Indivíduos cujo sangue aglutinava em presença do soro foram
classificados como tendo sangue Rh positivo (reso positivo) e os que apresentavam sangue sem essa aglutinação foram classificados como tendo
sangue Rh negativo (reso negativo).
A descoberta desse novo sistema sanguíneo, batizado de sistema Rh em função do macaco que foi usado no experimento, possibilitou compreender
por que havia problemas em algumas transfusões, mesmo quando o teste para o sistema ABO tinha sido realizado corretamente.
Textos complementares
F
R
E
N
T
E
 1
59
Assim, em uma transfusão sanguínea, ambos os sistemas devem ser testados para averiguar a compatibilidade entre doador e receptor. O quadro a
seguir indica as transfusões que podem ser realizadas, de acordo com o sistema ABO e Rh combinados.
Com aglutinação
Sangue Rh+
Sem aglutinação
Sangue Rh
Soro anti-Rh
Macaco reso
Retirada de plasma
Sangue
Amostras de
sangue humano
Tempo
Aplicação de sangue no coelho
Esquema simplificado do processo de produção de soro anti-Rh e de tipagem sanguínea.
O portador de sangue O– é considerado como doador universal, pois pode doar para portadores de todos os outros tipos. Já
os portadores de sangue AB+ são considerados receptores universais, pois podem receber sangue de qualquer outro tipo.
BIOLOGIA Capítulo 15 Alelos múltiplos60

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