Prévia do material em texto
F R E N T E 3 319 20 UFSC 2016 Considere uma reação química na qual estão envolvidas três substâncias distintas, identi- ficadas como X1, X2 e X3. A reação tem início no instante t1 e é dada por completa quando o tempo t3 é atingido. O diagrama que representa a variação nas concentrações das substâncias envolvidas na reação é mostrado a seguir: C o n c e n tr a ç ã o ( m o l/ L ) t1 X3 t2 Tempo (s) t3 X1X2 Com base nesses dados, é correto armar que: 01 X1 e X2 são reagentes, ao passo que X3 é o produto da reação. 02 X3 é um catalisador para a reação. 04 X1 é produto da reação. 08 se fosse utilizado um catalisador para a reação, a concentração de X1 diminuiria com o tempo. 16 a reação em questão apresenta molecularidade um. 32 o uso de um catalisador reduziria a energia de ativação da reação entre X2 e X3, promovendo a formação mais rápida de X1. Soma:JJ 21 UEPG 2016 Nos tubos de ensaio A, B, C e D foram adi- cionados 2,0 g de zinco e 10 mL de ácido clorídrico 1,0 mol/L. A diferença entre os tubos é a granulometria do zinco e a temperatura. Observou-se o despren- dimento de gás nos 4 tubos. A partir do esquema a seguir, que representa o início do processo, assinale o que for correto. A 10 °C B 25 °C C 25 °C D 25 °C 01 A velocidade da reação é maior no tubo B do que no tubo A. 02 O tubo que apresenta a maior velocidade de rea- ção é o D. 04 A reação que ocorre é Zn(s) + 2 HCl(aq) → ZnCl2(aq) + H2(g). 08 O tubo C apresenta uma velocidade de reação maior que no tubo B porque a superfície de con- tato do zinco é maior no tubo C. 16 A velocidade de reação do Zn nos tubos obede- ce a seguinte ordem: A < B < C < D. Soma:JJ 22 Uerj 2012 As curvas que descrevem as velocidades de reação de muitas enzimas em função das variações das concentrações de seus substratos seguem a equação de Michaelis. Tal equação é representada por uma hipér- bole retangular cuja fórmula é: = ⋅ + v V S K S máx m v = velocidade de reação vmáx = velocidade máxima de reação Km = constante de Michaelis [S] = concentração de substrato A constante de Michaelis corresponde à concentra- ção de substrato na qual =v V 2 máx . Considere um experimento em que uma enzima, cuja constante de Michaelis é igual a 9 ⋅ 10−3 milimol/L, foi incubada em condições ideais, com concentração de substrato igual a 10−3 milimol/L. A velocidade de rea- ção medida correspondeu a 10 unidades. Em seguida, a concentração de substrato foi bastante elevada de modo a manter essa enzima completamente saturada. Neste caso, a velocidade de reação medida será, nas mesmas unidades, equivalente a: A 1 10 C 100 1 000 23 USCS 2016 Um estudo para verificar o efeito da cinética de degradação e o tempo de prateleira de um suco de man- ga analisou a velocidade de decomposição da vitamina C em três temperaturas diferentes: 25 ºC, 35 ºC e 45 ºC. O gráfico mostra o resultado da análise. 30 27 45 °C 25 °C 35 °C V it a m in a C ( m g ⋅ 1 0 0 m L – 1 ) 25 20 15 10 0 20 40 60 Tempo (dias) 80 100 120 5 (www.redalyc.org) QUÍMICA Capítulo 4 Cinética Química320 O estudo considerou o tempo de prateleira como sendo o tempo de meia-vida da concentração de vitamina C. a) Determine, utilizando o gráfico anterior, o tempo de prateleira aproximado para um suco de manga armazenado a uma temperatura de 35 ºC. b) Para o experimento cuja velocidade de degra- dação foi maior, calcule a velocidade média de degradação da vitamina C, em mg⋅L−1·dia−1 nos primeiros 60 dias. 24 Fac. Albert Einstein 2016 Um comprimido efervescente, de 4,0 g de massa, contém bicarbonato de sódio, car- bonato de sódio, ácido cítrico e ácido acetilsalicílico, todos sólidos brancos solúveis em água. Ao adicionar o comprimido à água, o ácido cítrico reage com o carbo- nato e o bicarbonato de sódio, gerando gás carbônico. Foram realizados 4 experimentos para estudar a ciné- tica da reação envolvendo os reagentes presentes no comprimido efervescente, sendo que a condição de cada experimento encontra-se descrita a seguir. Experimento 1. O comprimido inteiro foi dissolvido em 200 mL de água a 25 ºC. Experimento 2. Dois comprimidos inteiros foram dissolvi- dos em 200 mL de água a 25 ºC. Experimento 3. O comprimido triturado (4,0 g) foi dissol- vido em 200 mL de água a 25 ºC. Experimento 4. O comprimido inteiro foi dissolvido em 200 mL de água a 50 ºC. Em cada experimento recolheu-se gás carbônico produ- zido nas mesmas condições de temperatura e pressão, até se obter 100 mL de gás, registrando-se o tempo de- corrido (t). A alternativa que apresenta adequadamente a compara- ção entre esses tempos é A t1 < t2 t1 = t3 t1 > t4 t1 = t2 t1 > t3 t1 < t4 C t1 > t2 t1 > t3 t1 > t4 t1 > t2 t1 < t3 t1 = t4 25 UEM 2012 Sabe-se que mudanças de temperatura podem afetar diretamente a velocidade de reações químicas e a atividade de enzimas. A esse respeito e considerando o conhecimento sobre o assunto, assinale a(s) alternativa(s) correta(s). 01 Dentro de certos limites, a velocidade de uma reação enzimática aumenta com a elevação da temperatura. A partir de determinado ponto, porém, o aumento de temperatura faz com que a velocida- de da reação diminua bruscamente e cesse. 02 O aquecimento excessivo de uma enzima pro- voca modicações em sua estrutura e essas modicações são reversíveis. Esse processo é conhecido como desnaturação. 04 Em uma reação química a elevação da temperatura aumenta o número de colisões efetivas entre os reagentes, aumentando a velocidade da reação. 08 Reações químicas endotérmicas aumentam de ve- locidade com o aumento da temperatura da reação. 16 Reações químicas exotérmicas diminuem de velocidade com o aumento da temperatura da reação. Soma:JJ 26 IME 2014 Considere a reação catalisada descrita pelo mecanismo a seguir. Primeira etapa: A + BC → AC + B Segunda etapa: AC + D → A + CD O perl energético dessa reação segue a representa- ção do gráco a seguir. E n e rg ia p o te n c ia l Evolução da reação (1) (2) (3) (4) (5) Diante das informações apresentadas, é correto ar- mar que A os intermediários de reação são representados por (2) e (3) e equivalem, respectivamente, aos com- postos BC e AC. os reagentes, representados por (1), são os compos- tos A e D. C o complexo ativado representado por (4) tem estru- tura A C D. o produto, representado por (5), é único e equivale ao composto CD. a presença do catalisadora A torna a reação exo- térmica. 27 Fuvest 2016 A vitamina C, presente em sucos de frutas como a manga, pode sofrer processos de degrada- ção em certas condições. Um pesquisador fez um estudo sobre a degradação da vitamina C contida em sucos de manga comerciais, determinando a variação da concentração dessa vitamina com o tempo, em di- ferentes temperaturas. O gráco da gura 2 representa os dados de degra- dação da vitamina C em três diferentes temperaturas, 25 ºC, 35 ºC e 45 ºC, estando identicada a curva referente ao experimento realizado a 35 ºC. a) No estudo a 35 ºC a velocidade média de degra- dação da vitamina C é a mesma nos intervalos de tempo correspondentes aos 30 primeiros dias e aos 30 últimos dias do estudo? Explique, apresen- tando cálculos das velocidades (em mg·L−1·dia−1), para esses dois intervalos de tempo. O número de moléculas com uma determinada ener- gia cinética varia com a temperatura, conforme está F R E N T E 3 321 ilustrado na gura a seguir. Suponha que a gura se rera à energia das moléculas de vitamina C pre- sentes no suco, cujo processo de degradação está sendo estudado nas temperaturas de 35 ºC e de 45 ºC. Na gura 1, está representada, também, a energia de ativação desse processo de degradação. b) Identifique, no gráfico da figura 2, qual das curvas representa os dados da variação da concentração de vitamina C com o tempo, a 45 ºC. Justifique sua escolha, utilizando a figura 1 para fundamentar sua explicação. N ú m e ro d e m o lé c u la s Figura 1 Energia T 1 T 2 > T 1 T 2 E a Figura 2 300,0 250,0 200,0150,0 100,0 50,0 0,0 0 20 40 60 Tempo (dia) 80 100 120 140 C o n c e n tr a ç ã o d e v it a m in a C ( m g ⋅ L – 1 ) 28 Fuvest 2014 Investigou-se a velocidade de forma- ção de gás hidrogênio proveniente da reação de Mg metálico com solução aquosa de HCl. Uma solução aquosa de HCl foi adicionada em grande excesso, e de uma só vez, sobre uma pequena chapa de mag- nésio metálico, colocada no fundo de um erlenmeyer. Imediatamente após a adição, uma seringa, com êm- bolo móvel, livre de atrito, foi adaptada ao sistema para medir o volume de gás hidrogênio produzido, conforme mostra o esquema a seguir. Solução aquosa de HC Mg Os dados obtidos, sob temperatura e pressão cons- tantes, estão representados na tabela e no gráco seguintes. Tempo (min) 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Volume de H 2 acumulado (cm 3 ) 0 15 27 36 44 51 57 62 66 69 71 a) Analisando os dados da tabela, um estudante de Química afirmou que a velocidade de formação do gás H2 varia durante o experimento. Explique como ele chegou a essa conclusão. Em um novo experimento, a chapa de Mg foi subs- tituída por raspas do mesmo metal, mantendo-se iguais a massa da substância metálica e todas as demais condições experimentais. b) No gráfico a seguir, esboce a curva que seria obtida no experimento em que se utilizou raspas de Mg. 90 V o lu m e d e H 2 ( c m 3 ) 80 70 60 50 40 30 20 10 0 0 2 4 Tempo (min) 6 8 10 29 UFPB 2011 O aumento da frota de carros no Brasil tem, como consequência direta, o aumento da emissão de poluentes na atmosfera. A fim de minimizar essa problemática, os carros novos trazem um conversor catalítico, que é colocado no tubo de escapamento. O catalisador usado nesse conversor é formado de superfícies hexagonais com grande área, tipo col- meias, impregnadas com metais Pd, Rh e Mo, onde ocorrem as reações de conversão dos gases de es- capamento, conforme ilustrado a seguir. Catalisador cerâmico impregnado com metais preciosos Manta cerâmica para proteção do catalisador Gases de exaustão provenientes do motor (CO, NO e hidrocarbonetos) (CO 2 , N 2 e H 2 O) Saída de gases purificadosCarcaça metálica FELTRE, R. L. Físico-Química. 6. ed. São Paulo: Moderna, 2004. v. 3. p. 176. (Adapt.).