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Sumário 
SUMÁRIO 2 
POLÍTICAS PÚBLICAS 3 
APRESENTAÇÃO 4 
1. DIREÇÃO INICIAL 6 
2. POLICY, POLITICS E POLITY 6 
3. O PAPEL DAS INSTITUIÇÕES NAS POLÍTICAS PÚBLICAS 14 
3.1. AS TRÊS VERSÕES DO NEO-INSTITUCIONALISMO 20 
3.2. NEOINSTITUCIONALISMO E A CRISE DO ESTADO 30 
4. QUESTÕES COMENTADAS 33 
5. QUESTÕES COM GABARITO 42 
6. GABARITO 45 
7. RESUMO DIRECIONADO 46 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Nesta aula você terá: 
Curso completo escrito 
teoria e exercícios resolvidos sobre os seguintes pontos: 
1 Papel das instituições nas políticas públicas. 
 
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Apresentação 
Antes de iniciarmos nossa jornada de sucesso, permita-me uma 
breve apresentação. Meu nome é Gilson Maciel, servidor público desde 2005, 
professor e escritor, natural de Brasília/DF. Atualmente sou servidor na 
Procuradoria-Geral do Distrito Federal, em exercício no cargo de Diretor de Apoio 
Operacional e Científico - DIOPE, unidade responsável pelos setores de perícias, 
pesquisas, cálculos, precatórios e apoio científico à atividade finalística da 
Advocatícia Pública do Distrito Federal. 
Fui aprovado em diversos concursos, dentre eles: Polícia Federal, 
Procuradoria-Geral do Distrito Federal, Ibama, TRF 1, MPU, Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal 
(Professor – Filosofia). 
Dentre minhas formações, destaco: Doutorando em Ciência Política. Graduação e Mestrado em 
Filosofia pela Universidade de Brasília. Área de Pesquisa: Ética, Filosofia do Direito e Antropologia Filosófica, 
dialogando com as ciências humanas e sociais. MBA em Planejamento, Orçamento e Gestão Pública pela 
Fundação Getúlio Vargas - FGV. Especialista em Perícia Judicial. 
O interesse pelo exercício da docência me atrai desde o início de minha formação acadêmica e sinto-
me extremamente motivado a ajudar-lhe a conquistar sua vaga. Possuo experiência na docência do Ensino 
Superior e na formação de professores, além de ser concurseiro de carteirinha. Há 19 anos estou envolvido no 
universo dos concursos públicos e julgo ter adquirido a experiência necessária para auxiliá-lo a descobrir os 
melhores caminhos para sua aprovação. Como professor aqui no Direção Concursos ministro as disciplinas 
relacionadas à “Legislação”, Políticas Públicas, além de disciplinas afetas às ciências humanas e sociais. Desde já, 
iremos trabalhar intensamente para sua aprovação neste certame. Vamos alinhar a experiência, estrutura e 
profissionalismo do Direção Concursos, com minha experiência enquanto servidor público, professor e 
concurseiro, à sua vontade de conquistar uma vaga. Será uma tríplice aliança de sucesso. Com muita motivação e 
com as técnicas corretas, buscaremos aquele 100% de aproveitamento nesta disciplina. 
É como diz o ditado: a fé remove montanhas, mas não flutua afogado. Estamos empenhados em te 
ajudar, mas você também precisa fazer a sua parte, combinados? Missão dada é missão cumprida. Avante! 
 
 
 
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Metodologia 
Seu edital já foi publicado e sua banca é a Fundação Getúlio Vargas - FGV. Logo, a preparação que 
você precisa realizar é diferente daquela realizada em pré-edital. Você já tem a data da prova marcada. Nosso 
objetivo é então, evoluir dia após dia para que você chegue 100% preparado. 
Nos termos do item 10.2 do seu edital, a Prova Objetiva, de caráter eliminatório e classificatório, para 
o cargo de Auditor Federal de Finanças e Controle (AFFC) será composta por 110 (cento e dez) questões, valendo 
1 (um) ponto cada questão, totalizando 110 (cento e dez) pontos, as quais serão assim distribuídas: 
a) 30 (trinta) questões de conhecimentos básicos; 
b) 40 (quarenta) questões de conhecimentos específicos; e 
c) 40 (quarenta) questões de conhecimentos especializados. 
Vejamos a tabela abaixo que possui a distribuição das disciplinas: 
 
 
Notem que Políticas Públicas encontra-se junto com Administração Pública e teremos 10 questões. 
Ou seja, você não pode pensar em vacilar com tantos pontos em disputa. 
A FGV propõe questões de múltipla escolha, com cinco opções (A, B, C, D e E), sendo uma única 
resposta correta, de acordo com o comando da questão. Ou seja, há um modo bastante específico para resolver 
questões de múltipla escolha e quero desde já, que você se atente para a forma como resolveremos cada uma das 
questões deste curso, na expectativa de contribuir para que você fique plenamente apto a resolver questões deste 
tipo. 
Quero já alertá-lo de que não há fórmula mágica para aprovação em concurso público, o que há é 
muito trabalho, foco e disciplina, bem como buscar a melhor direção para, desde o início, acelerar o aumento de 
produtividade, alcançando alto rendimento. Não perderemos tempo com o que não for relevante. Foco na 
produtividade, para que você obtenha o máximo resultado em sua prova objetiva. 
 
 
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1. Direção Inicial 
Caro aluno, nesta aula iremos tratar dos seguintes temas: 
1. Papel das instituições nas políticas públicas; 
 
Entendo que a temática é bastante relevante, mas que deveremos ter uma incidência MÉDIA de questões. 
 
Avante! 
 
2. Policy, politics e polity 
Tradicionalmente, podemos encontrar na ciência política alguns conceitos que são imprescindíveis 
para compreendermos o papel das instituições nas políticas públicas, estou falando dos conceitos de 
policy, politics e polity. 
Em países de língua inglesa, a palavra política e seus distintos usos, possui termos também distintos. 
Em língua portuguesa usamos o termo política de modo geral, com múltiplos sentidos. Quando falamos em 
política podemos estar nos referindo tanto à capacidade de influenciar outras pessoas, quanto da disputa política 
em si. Podemos usar o termo política também para as questões relacionadas à problemas específicos, como 
geração de renda, habitação, segurança pública e outros. Nestes últimos, estamos nos referindo à políticas 
públicas. Mas em países de língua inglesa e na tradição da ciência política não é assim. Para início de conversa, 
vejam só o quadro abaixo, que apresenta a semântica dos conceitos e algumas definições apresentadas por Frey1, 
que destaco em preto. É uma distinção inicial dos termos usados em língua inglesa, vejamos: 
 
 
 
1 Frey, Klaus. Políticas Públicas: Um debate conceitual e reflexões referentes à prática da análise de políticas públicas no 
brasil. Planejamento e Políticas Públicas. Nº 21 – Jun de 2000, p. 216-217. 
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Policy – Política 
(conteúdo político) 
Politics – Política 
(processos políticos) 
polity - Política 
(instituições políticas). 
Dimensãodo conteúdo da 
política. 
Principais aspectos: 
Programas e resultados políticos 
em campos e visões políticas. 
Objetivos dos atores sobre 
problemas diversos. 
 
a dimensão material “policy” 
refere-se aos conteúdos concretos, 
isto é, à configuração dos 
programas políticos, aos 
problemas técnicos e ao conteúdo 
material das decisões políticas. 
Processos e dinâmicas políticas: 
Temos aqui os interesses dos 
atores, a aparência e os meios de 
fazer valer tais interesses - conflitos 
e processos de fiscalização, poder e 
relações de poder. 
Processos de formação de vontade, 
tomada de decisão e 
implementação. 
no quadro da dimensão processual 
“politics” tem-se em vista o 
processo político, frequentemente 
de caráter conflituoso, no que diz 
respeito à imposição de objetivos, 
aos conteúdos e às decisões de 
distribuição. 
Organizações e instituições 
(governos, parlamento, 
ministérios, partidos, 
associações, etc.) 
Sistema jurídico e normas 
processuais (constituições, regras, 
estatutos e leis não escritas). 
Cultura política (atitudes, valores, 
comportamentos de atores 
políticos e cidadãos) 
a dimensão institucional “polity” se 
refere à ordem do sistema político, 
delineada pelo sistema jurídico, e à 
estrutura institucional do sistema 
político-administrativo. 
 
 
ATENÇÃO! 
A policy, pode ser vista então como o resultado das dinâmicas de 
enfrentamento, disputas pelo poder e ainda da resolução de conflitos nos 
interesses entre os atores, que são os politics, em um determinado ambiente 
institucional, a polity. 
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Essa diferenciação teórica de aspectos peculiares da política fornece categorias que podem se evidenciar 
proveitosas na estruturação de projetos de pesquisa. Todavia, não se deve deixar de reparar que na realidade 
política essas dimensões são entrelaçadas e se influenciam mutuamente2. 
 
Para Saraiva3, uma política pública é um fluxo de decisões públicas, orientado a manter o equilíbrio 
social ou a introduzir desequilíbrios destinados a modificar uma determinada realidade. 
Nesta linha de pensamento, uma política pública é uma orientação que busca resolver problemas que 
são tidos como problemas públicos. 
Mas o que é exatamente um problema público professor? 
Certo, ótima pergunta. Um problema público é assim considerado, quando um determinado 
problema afeta a coletividade de modo relevante. Segundo Sjoblom4, um problema público é 
 
 
 
2 Klaus, 2000, p.217. 
3 Saraiva, Enrique. Introdução à teoria da política pública. In: Saraiva, E.; Ferrarezi, E. (Orgs.). Políticas públicas: coletânea. 
Brasília: ENAP, 2006, p. 19. 
4 Sjoblom, 1984 apud Secchi, 2010. 
ATENÇÃO! 
O conceito de políticas públicas está relacionado ao sentido de policy, ou 
seja, o conteúdo material das decisões políticas. 
Em outros termos, o sentido de policy é usado para designar as políticas 
públicas (public policy). 
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a diferença entre a situação atual e uma situação ideal possível. Um problema existe quando o status quo é 
considerado inadequado e quando existe a expectativa do alcance de uma situação melhor. 
 
Vamos pensar um exemplo: 
Imaginem que em um dia de chuvas muito intensas, o muro de uma casa caia. Teremos a tendência 
em dizer que não há um problema público aí. O muro pode ter sido mal construído, ou a pressão da água sobre 
aquele ponto específico da rua foi a responsável por derrubar o muro. Muito bem! Neste caso, o dono do muro que 
se vire para levantar novamente seu muro. 
Agora imaginem, que ainda mais tragicamente, todos os muros da rua sejam derrubados pelas fortes 
chuvas, que inclusive invadam as casas, danificando todos os bens dessas desafortunadas pessoas. Bem! Talvez 
muitas pessoas tendam a dizer que trata-se sim de um problema público. 
Muito cuidado aqui heim! pois um problema público, para que precise de políticas públicas, não 
precisa necessariamente ser uma política governamental. Por quê? Simplesmente porque o Estado não detém o 
monopólio das políticas públicas. 
 
 
 
Problema 
público
Situação 
desejada
Situação 
atual
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1) CESPE/CEBRASPE - Analista (EBC)/Ciências Sociais/2011 
 
Julgue os itens seguintes, relativos a conceitos de políticas públicas e sua relação com a política em geral. 
 
Em inglês, usam-se os termos polity, politics e policy para caracterizar as três dimensões da política. Eles se 
referem, respectivamente, às instituições políticas, aos processos políticos e aos conteúdos da política. Policy 
é adotado para designar as políticas públicas (public policy). 
 
 
Comentário: 
 
Gabarito: Certo 
 
O conceito de políticas públicas está relacionado ao sentido de policy, ou seja, o conteúdo material 
das decisões políticas. 
Conforme Frey (2000), a dimensão material “policy” refere-se aos conteúdos concretos, isto é, à 
configuração dos programas políticos, aos problemas técnicos e ao conteúdo material das decisões políticas. O 
sentido de policy é usado para designar as políticas públicas (public policy). Vejamos no quadro abaixo: 
Policy – Política 
(conteúdo político) 
Politics – Política 
(processos políticos) 
polity - Política 
(instituições políticas). 
 
Logo, gabarito CERTO. 
 
2) FMP - Auditor Público Externo (TCE-RS)/Administração Pública ou de Empresas/2011 
 
A literatura sobre análise de políticas públicas diferencia três dimensões da política. Sobre essas dimensões, avalie 
as afirmativas. 
 
I. A dimensão institucional (polity) cuida dos conteúdos materiais concretos, da configuração dos programas 
políticos, dos problemas técnicos e do conteúdo material das decisões políticas. 
 
II. A dimensão processual (politics) concentra-se no processo político, frequentemente de caráter conflituoso, no 
que diz respeito à imposição de objetivos, aos conteúdos e às decisões de distribuição. 
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III. A dimensão material (policy) diz respeito à ordem do sistema político, delineada pelo sistema jurídico, e à 
estrutura institucional do sistema político-administrativo. 
 
As afirmações I, II e III são: 
 
A - verdadeira, verdadeira, verdadeira. 
B - falsa, falsa, falsa. 
C - falsa, verdadeira, verdadeira. 
D - verdadeira, falsa, falsa. 
E - falsa, verdadeira, falsa. 
 
Comentário: 
 
Gabarito: Alternativa E 
 
Vamos analisar cada uma das assertivas: 
I. A dimensão institucional (polity) cuida dos conteúdos materiais concretos, da configuração dos programas 
políticos, dos problemas técnicos e do conteúdo material das decisões políticas. ERRADA. A dimensão 
institucional de fato é a polity, entretanto, a dimensão institucional “polity” se refere à ordem do sistema político, 
delineada pelo sistema jurídico, e à estrutura institucional do sistema político-administrativo. A alternativa apresenta 
a ideia de policy. A questão é uma exata do texto de Frey (2000). 
 
II. A dimensão processual (politics) concentra-se no processo político, frequentemente de caráter conflituoso, no 
que diz respeito à imposição de objetivos, aos conteúdos e às decisões de distribuição. CERTO. No quadro da 
dimensão processual “politics” tem-se em vista o processo político, frequentemente de caráter conflituoso, no que diz 
respeito à imposição de objetivos, aos conteúdos e às decisões de distribuição. Novamente uma cópia do texto de 
Frey (2000). 
 
III. A dimensão material (policy) diz respeito à ordem do sistema político, delineada pelo sistema jurídico, e à 
estrutura institucional do sistema político-administrativo. ERRADA. A dimensão material “policy” refere-seaos 
conteúdos concretos, isto é, à configuração dos programas políticos, aos problemas técnicos e ao conteúdo material 
das decisões políticas. A alternativa apresenta a ideia de polity. Cópia do texto de Frey (2000). 
 
Logo, gabarito alternativa é a letra E. 
 
 
 
 
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Vamos avançar nos tópicos. Quando verificamos a literatura mais especializada sobre governança, 
podemos ali observar a ideia de meta-estrutura. A meta-estrutura fornece uma espécie de lente explicativa, 
através da qual práticas de governança mais complexas, podem ser entendidas de forma estruturada. 
O esquema abaixo é bastante interessante para o entendimento das formas, dimensões e recursos 
necessários à compreensão de modelos de governança. 
Esquematizando fica mais fácil compreender e memorizar, não é mesmo? Então vamos lá. 
Formas de realização de objetivos 
coletivos, através de ação 
coletiva. 
 
 
Dimensões interdependentes que 
constituem a ação coletiva. 
 
 
Principais recursos dentro das 
dimensões. 
 
 
 
Essa meta-estrutura, a qual nos referimos, é composta por três dimensões, como já expliquei: polity, 
politics, e policy. No topo do esquema, temos a polity, que serve como o cenário institucional, as estruturas da 
politics e a dimensão onde a policy ocorrem. 
Deste modo, conseguimos enxergar o lado estrutural da governança, ou ainda, as regras institucionais 
do jogo que modelam a interação dos atores e os instrumentos da política. 
 
 
Modelos de 
Governança 
Polity 
Policy Politics 
Características: 
(como atores e 
recursos) 
Características: 
(como instrumentos e 
objetivos políticos) 
Características: 
(como instituições e 
normas) 
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Regras institucionais do jogo professor? 
Sim! São os regulamentos ou as regras formais e informais estabelecidas ao longo do tempo. 
Já a dimensão política refere-se aos atores e processos de interação inerentes a um modo específico 
de governança, ou seja, são os atores envolvidos e sua influência no processo de formulação de políticas públicas. 
De outro turno, a dimensão da policy é identificada como sendo as ferramentas ou o conteúdo de 
orientação política moldadas pelos atores. As formas de instrumentos de política e abordagens adotadas no 
processo de formulação e implementação de políticas públicas, são um exemplo. 
Eu realmente preciso que você compreenda muito bem esses assuntos, pois eles são a estrutura, a 
base, o alicerce de tópicos que estudaremos adiante, nesta e em outras aulas. Por tal razão, vou ainda lhe mostrar 
uma outra forma de visualização de todo esse processo. 
 
Mais um aspecto que merece ser mencionado, é o seguinte. Pensemos da relação de causa e efeito 
entre política (politics) e as políticas públicas (public policies). Theodore J. Lowi, importante cientista político norte 
americano, afirmou que as políticas públicas determinam a dinâmica política. Oque isso quer efetivamente dizer? 
Quer dizer que, a depender do tipo de política pública que esteja na cena do jogo, as coalizações, a estruturação 
dos conflitos e o equilíbrio das relações de poder, podem se modificar. 
Dimensões da política
Polity
(estruturas)
Politics
(processos)
Policy
(conteúdo)
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Com isso, também chegamos a conclusão, à partir desta ideia, que o conteúdo de uma política pública 
pode determinar o processo político. Nesta aula não analisaremos os tipos de políticas públicas, faremos isso em 
outra aula, mas tais conhecimentos servirão para nos auxiliar no próximo tópico. 
Avante! 
 
 
 
3. O Papel das instituições nas políticas públicas 
Compreender o lugar onde a política acontece é requisito fundamental para o entendimento da 
dinâmica política, para a descoberta dos atores e ainda para vislumbrar os efeitos das políticas públicas. 
 
 
Podemos entender instituições a partir de diversas perspectivas. Podemos estar nos referindo a 
organizações, entidades, instituição cultural, instituição de ensino, e diversas outras. Mas esse é o sentido estrito 
da palavra “instituição”, que corriqueiramente é utilizado na literatura sobre ciências sociais, mas, que também 
recebe um outro sentido, mais amplo. A escola institucionalista afirma que “instituições” são regras formais, que 
de algum modo condicionam o comportamento dos indivíduos. 
Muito bem! Vamos então aplicar esse conceito à área de políticas públicas. Desta forma, as 
“instituições” seriam as regras constitucionais, as normas, os códigos, as leis, os regimentos das arenas onde as 
políticas públicas são construídas. 
ATENÇÃO! 
Quando estudamos políticas públicas, o lugar, ou lócus, onde ocorrem as 
políticas é o contexto institucional. O conjunto das instituições, formais e não 
formais, é justamente o cenário político onde se desenvolvem as políticas 
públicas. 
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Em outros termos, instituições seriam, nestes termos: 
 
Particularmente gosto muito do comparativo que o Secchi faz, sobre processo político e jogo de 
futebol. É uma metáfora muito ilustrativa e que quero reproduzir para você. 
“Se compararmos o processo político ao jogo de futebol, as instituições são as regras formais desse esporte: 
onze jogadores para cada time, um jogador com possibilidade de usar as mãos dentro da grande área, dois 
tempos de 45 minutos, o objetivo de fazer gols, a regra do impedimento, dois cartões amarelos resultam em 
expulsão etc.” 
Os institucionalistas tradicionais afirmam que as regras do jogo são variáveis independentes e 
condicionantes do jogo político e das estratégias dos atores políticos. Olhando novamente a metáfora, as regras 
do jogo de futebol são regras formais do jogo e condicionam a disposição dos times em campo, os esquemas 
táticos, os critérios de substituição e demais aspectos do jogo. 
Trouxe esses aspectos, justamente, para falar do neoinstitucionalismo, teoria surgida nos anos 1980, 
como reação às escolas do pensamento comportamentalistas e institucionalistas clássicos, trazendo outra 
perspectiva para as ciências sociais, com foco no papel desempenhado pelas instituições na determinação dos 
resultados sociais e políticos. Deste modo, na influência que as instituições exercem sobre o comportamento dos 
atores sociais e na adoção de determinadas políticas. Vejamos algumas de suas contribuições: 
 
Instituições
Leis
(jurisdições)
Competências
(funções)
delimitações 
territoriais
o comportamento dos atores não é totalmente moldado pelas instituições, mas depende do grau de consolidação do aparato 
institucional.
as regras informais também são instituições, e são essenciais para entender a dinâmica política.
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Ok professor, mas o que são as regras informais? 
Ótima pergunta. As regras informais são os hábitos, as crenças, as rotinas, as convenções, os valores, 
os esquemas cognitivos. 
 
Para os neoinstitucionalistas, todas essas variáveis impactadas pela cultura, tem uma alta influência 
sobre o modo como se desenvolvem as relações sociais e, por conseguinte, as dinâmicas políticas. 
Ao contrário do que defendem os pluralistas e marxistas, o Estado não se submete tão somente a 
interesses localizados na sociedade, sejam de grupos de interesses ou de classes sociais. Neste sentido, as ações 
do Estado, implementadas por seu corpo de funcionários, obedeceriam à lógica de reprodução do controle de suas 
instituições sobre a sociedade em geral. Tal ação reforça a autoridadedo Estado, reforça seu poder político e sua 
capacidade de ação e controle sobre os diversos cenários. 
Muito bem! A generalização foi apenas para que pudéssemos especificar, detalhar melhor as ideias 
dos neoinstitucionalistas. 
Vejamos o que diz March e Olsen, dois expoentes do neoinstitucionalismo: 
“atores políticos agem e se organizam de acordo com regras e práticas que são socialmente construídas, 
publicamente conhecidas, previstas e aceitas. A ação de indivíduos e grupos acontece dentro desses 
significados e práticas compartilhadas, os quais podem ser chamados instituições e identidades”. 
Em outro trecho, continuam o pensamento. 
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“Pessoas agem, pensam, sentem e se organizam com base em exemplos e regras oficiais (às vezes, com base 
em competição ou em conflito) derivados de identidades, pertencimentos e papéis socialmente construídos. 
As instituições organizam as esperanças, os sonhos, os medos, bem como as ações intencionais.” 
Muito bem, precisamos ir encaminhando todos esses conceitos. Podemos dizer então, conforme nos 
ensina Ferreira (1998, p. 10), “que as “instituições” são um conjunto de práticas sociais, que continuamente, moldam 
e constroem as interações entre os indivíduos e a coletividade. Essas práticas sociais são tipicamente disciplinadas por 
organizações e regras formais (constituições, leis e regulamentos), mas sempre se apoiam sobre específicos 
pressupostos cognitivos e normativos”. 
As instituições são então esse conjunto de regras e práticas, e é justamente nesses cenários que são 
elaboradas as políticas públicas. As instituições então, com forte capacidade para influenciar as ações dos atores 
políticos, influenciam diretamente o processo político. Nessa influência, determinam quem pode ou não participar 
da tomada de decisão, mudando as percepções dos atores até mesmo sobre seus próprios interesses. Por certo, 
que essas ações impactam as possibilidades de pressão, enfrentamentos, coalizões e de algum modo, 
condicionam o acesso a novos paradigmas para a resolução dos conflitos públicos, que também podemos chamar 
de problemas públicos. 
Tudo isso para dizer que o neoinstitucionalismo surgiu como uma outra perspectiva no processo de 
tomada de decisão política. Esta corrente de pensamento tenta demonstrar que nem todas as decisões são fruto 
das demandas sociais. 
Em um primeiro momento, os neoinstitucionalistas afirmam que o Estado é um importante ator e 
possui certa autonomia em relação às forças da sociedade. Chama-se esse primeiro momento de state-centered, 
ou centrado no Estado. 
Dito de outro modo, o Estado não se submeteria aos desígnios sociais, antes, por seus próprios meios, 
buscaria manter o domínio de suas “instituições” sobre a sociedade, de modo geral. Como o Estado faria isso? 
Através de seus mecanismos e controle. 
O ponto de crítica aqui, reside no aspecto de o Estado estabelecer políticas públicas de forma 
autônoma, à partir de seus conhecimentos prévios sobre as demandas sociais, sem necessariamente, ouvir a 
sociedade sobre suas demandas. De modo que, a própria burocracia estatal, se encarregaria de organizar as 
políticas públicas. 
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Perceba aqui uma assimetria de informações5, causado pelo controle estatal sobre a sociedade. A esse 
fenômeno damos o nome de “insulamento burocrático”. 
Vejamos como nos explica Rocha6: 
“Nessa perspectiva, as decisões públicas trazem, portanto, a marca dos interesses e das percepções que a 
burocracia tem da realidade. O Estado aparece como variável independente, dotado de autonomia de ação, 
expressão do “insulamento” da burocracia”. 
 
O que temos aqui é um Estado controlador, que determina as normas e regras do jogo. Deste modo, 
podemos afirmar que o poder político dos diversos grupos de interesse, seriam condicionados pelas instituições 
políticas. 
Notem como temos uma visão que apresenta muitos problemas, de tal forma que, enquanto a 
perspectiva do “state-centered” foi perdendo espaço, surgia uma nova perspectiva, chamada “polity-centered 
analysis”, que se propunha mais equilibrada na correlação de forças. 
Na perspectiva do “polity-centered”, o Estado não seria capaz de definir as políticas públicas de forma 
isolada, antes, seria condicionado pela sociedade, que o influenciaria. 
 Novamente Rocha nos explica: 
“a perspectiva de análise polity-centered busca equilibrar o papel do Estado e da sociedade nos estudos de 
caso, concebendo que o Estado é parte da sociedade e pode portanto, em certos casos, ser influenciado por ela 
em maior grau do que a influencia”.7 
 
 
 
 
5 A assimetria de informação ocorre quando uma das partes possui mais informações acerca de um produto, item ou serviço 
do que a outra parte. No contexto da economia, se considerar uma falha de mercado, a assimetria pode ocasionar 
desequilíbrios no mercado. 
6 Skocpol, 1985 apud Rocha, 2005. 
7 Rocha, 2005. 
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Alguns princípios são identificados nesta perspectiva e vale muito a pena serem mencionados, 
vejamos8: 
 
Podemos ver assim que há certos padrões que nos ajudam a compreender como as políticas públicas 
são definidas. 
Para facilitar nossa memorização e ainda para nos dar uma visão mais ampla, vejamos as duas 
perspectivas esquematicamente: 
 
 
 
 
8 Ibidem. 
A efetividade do Estado não depende apenas de seu “insulamento”, mas de como se dá sua inserção na 
sociedade;
A necessidade de enfocar não apenas governos centrais, mas também os níveis de governo periféricos
A força do Estado e dos agentes sociais são contingentes a situações históricas concretas
A relação Estado/sociedade não compõe um jogo de soma zero, implicando a possibilidade de que compartilhem 
os mesmos objetivos
• O Estado teria certa autonomia em relação à sociedade;
• OEstado buscaria manter e ampliar seus instrumentos de controle, reforçando seu 
poder político e suas capacidades de ação.
State-Centered
• O Estado não seria capaz de “sozinho” definir as políticas públicas.
• O Estado é formado por membros da sociedade e por eles, seria condicionado.
Polity-centered
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3.1. As três versões do Neo-Institucionalismo 
Os autores Peter Hall e Rosemary Taylor9, buscando respostas acerca do neo-institucionalismo, por 
não encontrarem um pensamento unificado sobre tal assunto, examinaram trabalhos relevantes entre os anos 
1980 e 1990, e encontraram diferentes métodos de análise que se enquadravam no neo-institucionalismo, o qual 
resumiremos aqui. 
Os métodos encontrados pelos autores foram os seguintes: 
 
 
Ainda segundo os autores, o métodos surgem como uma reação às perspectivas behavioristas, do 
comportamento, buscando apresentar o papel das instituições nos resultados políticos e sociais. 
 
Há uma questão comum a todos os métodos? A resposta a essa pergunta é sim. 
Ok, mas como as instituições afetam o comportamento dos indivíduos? 
As respostas dos neo-institucionalistas são em duas perspectivas, vejamos: 
 
1. Na perspectiva calculadora e na perspectiva cultural, temos diálogos sobre três tópicos centrais: 
 
 
 
9 O texto foi apresentado em 1994 no Congresso da American Political Science Association. HALL, Peter A.; TAYLOR, 
Rosemary C. R. As Três Versões do Neo-Institucionalismo. Lua Nova, nº58, 2003. 
institucionalismo 
histórico
institucionalismo da 
escolha racional
institucionalismo 
sociológico
perspectiva 
calculadora
perspectiva
cultural
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a. como os atores se comportam? 
b. o que fazem as instituições? 
c. por que as instituições se mantêm? 
2. Na perspectiva calculadora, há uma tendência em responder com destaques ao comportamento 
humano, como instrumento para um cálculo estratégico. 
3. Na perspectiva cultural o comportamento humano não é inteiramente estratégico e é limitado à 
visão de mundo daquele próprio indivíduo. 
 
Vejamos cada um dos três métodos. 
O Institucionalismo Histórico surgiu como uma reação à teoria estrutural-funcionalista, que 
explica o funcionamento de uma sociedade a partir de ações sociais e a análise da vida política em termos de grupo. 
Buscou-se analisar as situações políticas nacionais, bem como da desigual distribuição do poder e dos recursos. 
Para essa questão a resposta dada foi no sentido de como a comunidade política se organiza, de modo que 
determinados interesses são privilegiados em detrimento de outros. Os teóricos desta corrente consideravam que 
a organização política ou a economia política realizavam o papel central em moldar o comportamento coletivo. A 
perspectiva do institucionalismo histórico prega que o comportamento não é somente estratégico, antes é 
limitado pela visão de mundo de cada indivíduo. Nesta perspectiva, a escolha de uma linha de ação dependerá da 
interpretação de uma situação mais do que um cálculo preventivo das ações. Assim, acabaram por definir as 
instituições como os procedimentos, protocolos, normas e convenções oficiais e oficiosas10 característicos à 
estrutura organizacional da comunidade política ou economia política. Os pesquisadores do institucionalismo 
histórico recorrem tanto à perspectiva calculadora quando à cultural, e são defensores do que chamam de “path 
dependent”11. De modo mais geral, é certo dizer que os adeptos desta corrente de pensamento buscam posicionar 
as instituições em uma cadeia, entretanto, deixando espaço para que outros fatores sejam capazes de moldar o 
comportamento, indicando a relação entre as instituições, as ideias e as crenças. 
 
 
 
 
10 Oficiosa significa que não possui caráter oficial, embora emane de fontes oficiais. 
11 Dependência de caminhos percorridos, dependendo de decisões ou experiências anteriores. 
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O Institucionalismo da Escolha Racional surgiu na análise de comportamento realizada 
no interior do Congresso dos Estados Unidos. As instituições influenciaram o cálculo estratégico individual. Os 
pesquisadores desta linha informam que toda vez que a maioria do Congresso fosse mudada, tornar-se-ia mais 
difícil alcançar a estabilidade para uma votação de leis. Isso porque as preferências dos legisladores são alteradas 
quando se mudam os ciclos. Entretanto, frise-se que isso não se comprovou necessariamente verdadeiro. Por quê? 
Porque as decisões apresentavam uma certa constância. No institucionalismo da escolha racional, a visão de 
mundo político é concebida como conjunto de dilemas de ação coletiva em que os indivíduos agem 
estrategicamente de modo a maximizar a satisfação de seus próprios interesses correndo o risco de produzir 
resultados sub ótimos para a coletividade. Assim, os teóricos dessa linha de pensamento passaram a se questionar 
se isso não se constituiria enquanto um paradoxo, e para tal, buscaram uma resposta através das instituições. 
Assim como as demais linhas de pensamento, esta também apresenta debates internos, que neste caso estavam 
ligados a algumas prioridades, quais sejam: a) o emprego de certos pressupostos comportamentais; b) a definição 
da vida política como uma série de dilemas de ação coletiva; c) o papel da interação estratégica na determinação 
das situações políticas; d) um enfoque na explicação do surgimento das instituições. 
 
O Institucionalismo Sociológico se desenvolveu na Sociologia, em paralelo à Ciência 
Política, dentro do quadro da teoria das organizações. As instituições, não apenas influenciaram o cálculo 
estratégico individual, como afirma a escolha racional, mas as próprias preferencias dos autores. Segundo os 
pesquisadores desta linha de pensamento, muitas formas e procedimentos institucionais eram práticas culturais, 
comparáveis a mitos e cerimônias, que seriam incorporadas às instituições, mesmo que estas não fossem as mais 
eficazes. Deste modo, havia uma busca por explicar por que determinadas organizações escolhem determinado 
conjunto de formas, procedimentos ou símbolos institucionais e, de modo especial, se preocupavam em como se 
dava esse processo de adesão. Assim, existem três características específicas do Institucionalismo Sociológico, 
vejamos: a) uma definição do que é uma instituição mais globalizada, indo além das regras, normas e 
procedimentos formais; b) o modo de encarar as relações entre as instituições e as ações individuais, visto que 
acreditam que os indivíduos são levados a desempenhar papeis específicos de acordo com sua socialização; c) por 
sua maneira diferente de lidar com a explicação do surgimento e da modificação das práticas institucionais, dando 
ênfase ao que legitima tal processo. 
 
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Hall e Taylor afirmam que todos os métodos contribuem para nossa compreensão sobre o mundo 
político. Importante também esclarecer, a par da separação das correntes de pensamento, que atualmente há uma 
grande mescla das características das diferentes correntes apresentadas, sendo difícil a separação fiel de cada uma 
delas. Desse modo, o que se observa, é uma constante troca de conhecimentos entre cada uma das correntes. 
 
 
 
 
3) ESAF - Analista de Finanças e Controle (CGU)/Auditoria e Fiscalização/Geral/2012 (Adaptada) 
 
Na abordagem tradicional das políticas públicas, as ações do governo seriam produzidas por formuladores 
benévolos. Com base nessa perspectiva, as políticas públicas seriam determinadas exogenamente ao sistema 
político e concebidas e implementadas de forma predominantemente tecnocrática. Em grande medida, é a partir 
da perspectiva crítica sobre a abordagem tradicional das políticas públicas que evolui o debate contemporâneo 
sobre a importância das instituições nas políticas públicas. Essa nova abordagem tem sido cognominada de 
neoinstitucionalismo. 
 
A afirmativa abaixo caracteriza as contribuições dos neoinstitucionalistas para o debate recente sobre políticas 
públicas. 
 
A proposição de que as diferenças nas bases institucionais que fundamentam as transações políticas 
intertemporais explicam muitas das diferenças no desempenho econômico entre nações. 
 
 
Comentário: 
 
Gabarito: Certo 
 
Podemos entender instituições a partir de diversas perspectivas. Podemos estar nos referindo a 
organizações, entidades, instituição cultural, instituição de ensino, e diversas outras. Mas esse é o sentido estrito 
da palavra “instituição”, que corriqueiramente é utilizado na literatura sobre ciências sociais, mas, que também 
recebe um outro sentido, mais amplo. A escola institucionalista afirma que “instituições” são regras formais, que 
de algum modo condicionam o comportamento dos indivíduos. 
Agora vejam, se instituições são regras formais, que moldam e condicionam o comportamento dos 
indivíduos, então essas diferenças explicam em grande parte muitas das diferenças no desempenho econômico 
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entre nações? Por certo que sim! Afinal, as bases institucionais que fundamentam as transações políticas são direta 
e indiretamente afetadas pelas diferenças em tais bases. Essas diferenças acabarão por moldar o grau de 
efetividade de políticas públicas e por conseguinte, o desempenho econômico. 
 
Logo, gabarito CERTO. 
 
4) QUADRIX - Executivo Público(IAMSPE)/2017 
 
O neoinstitucionalismo desdobra-se em pelo menos três métodos de análise diferentes. No que se refere a 
esse assunto, assinale a alternativa correta. 
 
A - O neoinstitucionalismo focaliza a influência do comportamento dos atores sociais no papel desempenhado 
pelas instituições. 
 
B - O institucionalismo histórico considera como residual a importância das instituições políticas oficiais. 
 
C - No institucionalismo da escolha racional, a visão do mundo político é concebida como o conjunto de dilemas 
de ação individual em que os indivíduos ajam estrategicamente para maximizar a satisfação coletiva. 
 
D - No institucionalismo sociológico, as instituições influenciam o cálculo estratégico individual e as próprias 
preferências dos autores. 
 
E - Na vertente histórica, a perspectiva cultural enfatiza mais a escolha de uma linha de ação do cálculo preventivo 
de ações que a interpretação de uma situação. 
 
 
Comentário: 
 
Gabarito: Alternativa D 
 
O Institucionalismo Sociológico se desenvolveu na Sociologia, em paralelo à Ciência Política, dentro 
do quadro da teoria das organizações. As instituições, não apenas influenciaram o cálculo estratégico 
individual, como afirma a escolha racional, mas as próprias preferencias dos autores. Segundo os 
pesquisadores desta linha de pensamento, muitas formas e procedimentos institucionais eram práticas culturais, 
comparáveis a mitos e cerimônias, que seriam incorporadas às instituições, mesmo que estas não fossem as mais 
eficazes. Deste modo, havia uma busca por explicar por que determinadas organizações escolhem determinado 
conjunto de formas, procedimentos ou símbolos institucionais e, de modo especial, se preocupavam em como se 
dava esse processo de adesão. 
Vejamos as demais alternativas: 
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A - O neoinstitucionalismo focaliza a influência do comportamento dos atores sociais no papel desempenhado 
pelas instituições. ERRADO. O neoinstitucionalismo, teoria surgida nos anos 1980, como reação às escolas do 
pensamento comportamentalistas e institucionalistas clássicos, trazendo outra perspectiva para as ciências 
sociais, com foco no papel desempenhado pelas instituições na determinação dos resultados sociais e 
políticos. Deste modo, na influência que as instituições exercem sobre o comportamento dos atores sociais e na 
adoção de determinadas políticas. 
 
B - O institucionalismo histórico considera como residual a importância das instituições políticas oficiais. ERRADO. 
Os teóricos desta corrente consideravam que a organização política ou a economia política realizavam o papel 
central em moldar o comportamento coletivo. 
 
C - No institucionalismo da escolha racional, a visão do mundo político é concebida como o conjunto de dilemas 
de ação individual em que os indivíduos ajam estrategicamente para maximizar a satisfação coletiva. ERRADO. 
No institucionalismo da escolha racional, a visão de mundo político é concebida como conjunto de dilemas de ação 
coletiva em que os indivíduos agem estrategicamente de modo a maximizar a satisfação de seus próprios 
interesses correndo o risco de produzir resultados sub ótimos para a coletividade. Assim, os teóricos dessa linha 
de pensamento passaram a se questionar se isso não se constituiria enquanto um paradoxo, e para tal, buscaram 
uma resposta através das instituições. Assim como as demais linhas de pensamento, esta também apresenta 
debates internos, que neste caso estavam ligados a algumas prioridades, quais sejam: a) o emprego de certos 
pressupostos comportamentais; b) a definição da vida política como uma série de dilemas de ação coletiva; c) o 
papel da interação estratégica na determinação das situações políticas; d) um enfoque na explicação do 
surgimento das instituições. 
 
E - Na vertente histórica, a perspectiva cultural enfatiza mais a escolha de uma linha de ação do cálculo preventivo 
de ações que a interpretação de uma situação. ERRADO. Os teóricos desta corrente consideravam que a 
organização política ou a economia política realizavam o papel central em moldar o comportamento coletivo. A 
perspectiva do institucionalismo histórico prega que o comportamento não é somente estratégico, antes é 
limitado pela visão de mundo de cada indivíduo. Nesta perspectiva, a escolha de uma linha de ação dependerá da 
interpretação de uma situação mais do que um cálculo preventivo das ações. 
 
Logo, gabarito D. 
 
5) ESAF - Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental/Políticas Públicas/2008 
 
O neo-institucionalismo tem se revelado uma profícua abordagem na análise das estratégias e resultados das 
políticas públicas. Examine os enunciados abaixo sobre o neo-institucionalismo e marque a opção correta. 
 
1 - Uma decisão é o resultado das regras de decisão específicas em jogo, bem como dos esforços dos atores 
relevantes do processo em tirar vantagem dessas regras. 
 
2 - Os indivíduos tomam decisões com base na sua confiança em padrões operacionais de procedimentos, e usam 
o tempo e as informações disponíveis para avaliar todas as alternativas e suas consequências. 
 
3 - As economias e os sistemas políticos são estruturados por profundas interações entre os diversos atores, que 
carregam traços de suas próprias histórias e operam segundo lógicas e em contextos diferenciados. 
 
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4 - As estratégias para a definição, organização e mobilização de interesses são afetadas decisivamente pela 
estrutura de oportunidades, mas só tangencialmente pelas autoridades e pela cultura política. 
 
A - Todos os enunciados estão corretos. 
 
B - Os enunciados números 1 e 2 estão corretos. 
 
C - Os enunciados números 1 e 3 estão corretos. 
 
D - Os enunciados números 3 e 4 estão corretos. 
 
E - Os enunciados números 2 e 3 estão corretos. 
 
 
Comentário: 
 
Gabarito: Alternativa C 
 
Vejamos cada um dos enunciados: 
1 - Uma decisão é o resultado das regras de decisão específicas em jogo, bem como dos esforços dos atores 
relevantes do processo em tirar vantagem dessas regras. CERTO. No institucionalismo da escolha racional, a visão 
de mundo político é concebida como conjunto de dilemas de ação coletiva em que os indivíduos agem 
estrategicamente de modo a maximizar a satisfação de seus próprios interesses, ou seja, tirar vantagem de certas 
regras. A decisão é a escolha, dentro de um universo de regras específicas. 
 
 
2 - Os indivíduos tomam decisões com base na sua confiança em padrões operacionais de procedimentos, e usam 
o tempo e as informações disponíveis para avaliar todas as alternativas e suas consequências. ERRADO. Padrões 
operacionais podem ter sido definidos pelo Estado, que é sua natureza é controlador, tendente a querer 
determinar as normas e regras do jogo. Deste modo, os indivíduos não depositam sua confiança em padrões 
operacionais de procedimentos, mesmo que possamos dizer que eles sejam condicionados pelas instituições 
políticas, ainda assim, suas decisões estariam baseadas mais em interesses, do que em padrões operacionais de 
procedimentos. 
 
 
3 - As economias e os sistemas políticos são estruturados por profundas interações entre os diversos atores, que 
carregam traços de suas próprias histórias e operam segundo lógicas e em contextos diferenciados. CERTO. Esta 
alternativa é exatamente o contrário da anterior. Se pensarmos por exemplo no Institucionalismo Histórico, 
veremos que este surge como uma reação à teoria estrutural-funcionalista, que explica o funcionamento de uma 
sociedade a partir de ações sociais e a análise da vida política em termos de grupo. Buscou-se analisar as situações 
políticas nacionais, bem como da desigual distribuição do poder e dos recursos. Assim, tanto as economias quanto 
os sistemas políticos são estruturados por profundas interações entres os diversos atoresque compõe a cena 
política, com costumes, crenças, pensamentos distintos. 
 
 
4 - As estratégias para a definição, organização e mobilização de interesses são afetadas decisivamente pela 
estrutura de oportunidades, mas só tangencialmente pelas autoridades e pela cultura política. ERRADO. O erro 
está em afirmar que as estratégias para a definição, organização e mobilização de interesses são afetadas penas 
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tangencialmente pelas autoridades e pela cultura política. As autoridades e cultura política interferem direta e 
profundamente em nas estruturas, e não apenas tangencialmente. 
 
 
Logo, o gabarito é a alternativa C. 
 
6) FGV - Analista (DPE MT)/Administrador/2015 
 
As ciências políticas construíram, historicamente, alguns paradigmas. 
 
A esse respeito, analise os três tipos descritos a seguir. 
 
I. Institucionalismo, que preocupava-se apenas em analisar as instituições políticas. 
 
II. Comportamentalismo, que traçava suas análises em função do comportamento dos atores políticos. 
 
III. Neoinstitucionalismo, cuja centralidade estudava as influências bilaterais entre instituições e atores políticos. 
 
Assinale: 
 
A - se somente o tipo I estiver correto. 
 
B - se somente o tipo II estiver correto. 
 
C - se somente o tipo III estiver correto. 
 
D - se somente os tipos I e II estiverem corretos. 
 
E - se todos os tipos estiverem corretos. 
 
 
Comentário: 
 
Gabarito: Alternativa E 
 
Vejamos cada um dos enunciados: 
I. Institucionalismo, que preocupava-se apenas em analisar as instituições políticas. CERTO. No institucionalismo 
temos um enfoque para explicação da sociedade através de suas instituições. 
 
 
II. Comportamentalismo, que traçava suas análises em função do comportamento dos atores políticos. CERTO. 
Também conhecido como behaviorismo, é uma teoria que estuda o comportamento como fruto de necessidades 
específicas. Na ciência política, realiza análises em função de comportamento de seus atores. 
 
 
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III. Neoinstitucionalismo, cuja centralidade estudava as influências bilaterais entre instituições e 
atores políticos. CERTO. O neoinstitucionalismo foi uma teoria surgida nos anos 1980, como reação às escolas 
do pensamento comportamentalistas e institucionalistas clássicos, trazendo outra perspectiva para as ciências 
sociais, com foco no papel desempenhado pelas instituições na determinação dos resultados sociais e políticos. 
Deste modo, na influência que as instituições exercem sobre o comportamento dos atores sociais e na adoção de 
determinadas políticas. Vejamos algumas de suas contribuições: 
 
Logo, o gabarito é a alternativa E. 
 
7) ESAF - Analista de Finanças e Controle (CGU)/2002 (adaptada) 
 
O neo-institucionalismo é uma vertente do pensamento político que ganhou expressão ao longo da década 
de 80. Considerando a referida corrente de pensamento, julgue. 
 
As instituições são importantes elementos na compreensão do comportamento individual e da ordem social 
na medida em que afetam as expectativas que os atores têm sobre o curso de ação que os demais 
possivelmente escolherão em reação às suas próprias ações. 
 
 
Comentário: 
 
Gabarito: Certo 
 
O neoinstitucionalismo é uma teoria surgida nos anos 1980, como reação às escolas do pensamento 
comportamentalistas e institucionalistas clássicos, trazendo outra perspectiva para as ciências sociais, com foco 
no papel desempenhado pelas instituições na determinação dos resultados sociais e políticos. Deste modo, na 
influência que as instituições exercem sobre o comportamento dos atores sociais e na adoção de determinadas 
políticas. Vejamos algumas de suas contribuições: 
o comportamento dos atores não é totalmente moldado pelas instituições, mas depende do grau de consolidação do aparato 
institucional.
as regras informais também são instituições, e são essenciais para entender a dinâmica política.
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As regras informais são os hábitos, as crenças, as rotinas, as convenções, os valores, os esquemas 
cognitivos. 
 
Para os neoinstitucionalistas, todas essas variáveis impactadas pela cultura, tem uma alta influência 
sobre o modo como se desenvolvem as relações sociais e, por conseguinte, as dinâmicas políticas. 
Ao contrário do que defendem os pluralistas e marxistas, o Estado não se submete tão somente a 
interesses localizados na sociedade, sejam de grupos de interesses ou de classes sociais. Neste sentido, as ações 
do Estado, implementadas por seu corpo de funcionários, obedeceriam à lógica de reprodução do controle de suas 
instituições sobre a sociedade em geral. Tal ação reforça a autoridade do Estado, reforça seu poder político e sua 
capacidade de ação e controle sobre os diversos cenários. 
Logo, o gabarito é Certo. 
 
 
o comportamento dos atores não é totalmente moldado pelas instituições, mas depende do grau de consolidação do aparato 
institucional.
as regras informais também são instituições, e são essenciais para entender a dinâmica política.
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3.2. Neoinstitucionalismo e a crise do Estado 
A teoria do Neoinstitucionalismo surgiu com bastante vigor com a crise do Estado, bem como da 
Teoria Keynesiana12. Tendo o Estado reduzido sua capacidade de atuação, devido a recessão econômica, com 
aspectos que impactaram diretamente, como por exemplo, o alto endividamento público, o campo para novas 
teorias fica sempre mais fértil. 
No liberalismo temos a perspectiva de governos menores, com menor oferta de serviços públicos. 
Nesse cenário, o neoinstitucionalismo apresenta críticas à atuação estatal, vejamos: 
Embora os neoinstitucionalistas reconheçam a importância do Estado para o desenvolvimento social, 
sobretudo em função das falhas de mercado (externalidades, assimetria de informações, bens públicos, etc., 
também entendem que esse mesmo Estado afeta negativamente as iniciativas individuais. 
Neste sentido, também vislumbra-se em tal teoria, uma vontade de redução das ações do Estado, 
dando lugar à iniciativa privada, sempre que possível, tendo em vista que tais instituições são mais eficazes. Dito 
de outro modo, o Estado só deveria efetivamente atuar onde fosse imprescindível, mantendo sua atuação “second 
best”. Seria uma espécie de segundo plano de atuação. 
Neste sentido, o mercado seria mais eficiente na oferta de serviços, dadas maior flexibilidade e 
agilidade das corporações, em relação às organizações públicas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
12 Também conhecida por “revisão da teoria liberal. 
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FIM 
Chegamos aqui ao fim da nossa aula. Por questões didáticas e para que a aula não fique excessivamente 
extensa, trataremos o tópico “Corrupção e políticas públicas: fatores que influenciam a incidência de 
corrupção e fatores que promovem a qualidade das políticas públicas” em aula extra, logo após esta aula. 
Espero que que você tenha aproveitado ao máximo. 
Teremos ainda os Testes de direção para aprofundar seus conhecimentos e facilitar suas revisões. 
Mantenha seu foco e disciplina que a aprovação virá! 
Qualquer dúvida que tiver, não hesite em me procurar no fórum de dúvidas ou em minhas redes sociais. 
Conte comigo. Muito obrigado. Um forte abraço. 
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4. Questões comentadas 
 
1) CESPE/CEBRASPE - Analista (EBC)/Ciências Sociais/2011 
 
Julgue os itens seguintes, relativos a conceitos de políticas públicas e sua relação com a política em geral. 
 
Em inglês, usam-se os termos polity, politics e policy para caracterizar as três dimensões da política. Eles se 
referem, respectivamente, às instituições políticas, aos processos políticos e aos conteúdos da política. Policy 
é adotado para designar as políticas públicas (public policy). 
 
 
Comentário: 
 
Gabarito: Certo 
 
O conceito de políticas públicas está relacionado ao sentido de policy, ou seja, o conteúdo material 
das decisões políticas. 
Conforme Frey (2000), a dimensão material “policy” refere-se aos conteúdos concretos, isto é, à 
configuração dos programas políticos, aos problemas técnicos e ao conteúdo material das decisões políticas. O 
sentido de policy é usado para designar as políticas públicas (public policy). Vejamos no quadro abaixo: 
Policy – Política 
(conteúdo político) 
Politics – Política 
(processos políticos) 
polity - Política 
(instituições políticas). 
 
Logo, gabarito CERTO. 
 
2) FMP - Auditor Público Externo (TCE-RS)/Administração Pública ou de Empresas/2011 
 
A literatura sobre análise de políticas públicas diferencia três dimensões da política. Sobre essas dimensões, avalie 
as afirmativas. 
 
I. A dimensão institucional (polity) cuida dos conteúdos materiais concretos, da configuração dos programas 
políticos, dos problemas técnicos e do conteúdo material das decisões políticas. 
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II. A dimensão processual (politics) concentra-se no processo político, frequentemente de caráter conflituoso, no 
que diz respeito à imposição de objetivos, aos conteúdos e às decisões de distribuição. 
 
III. A dimensão material (policy) diz respeito à ordem do sistema político, delineada pelo sistema jurídico, e à 
estrutura institucional do sistema político-administrativo. 
 
As afirmações I, II e III são: 
 
A - verdadeira, verdadeira, verdadeira. 
B - falsa, falsa, falsa. 
C - falsa, verdadeira, verdadeira. 
D - verdadeira, falsa, falsa. 
E - falsa, verdadeira, falsa. 
 
Comentário: 
 
Gabarito: Alternativa E 
 
Vamos analisar cada uma das assertivas: 
I. A dimensão institucional (polity) cuida dos conteúdos materiais concretos, da configuração dos programas 
políticos, dos problemas técnicos e do conteúdo material das decisões políticas. ERRADA. A dimensão 
institucional de fato é a polity, entretanto, a dimensão institucional “polity” se refere à ordem do sistema político, 
delineada pelo sistema jurídico, e à estrutura institucional do sistema político-administrativo. A alternativa apresenta 
a ideia de policy. A questão é uma exata do texto de Frey (2000). 
 
II. A dimensão processual (politics) concentra-se no processo político, frequentemente de caráter conflituoso, no 
que diz respeito à imposição de objetivos, aos conteúdos e às decisões de distribuição. CERTO. No quadro da 
dimensão processual “politics” tem-se em vista o processo político, frequentemente de caráter conflituoso, no que diz 
respeito à imposição de objetivos, aos conteúdos e às decisões de distribuição. Novamente uma cópia do texto de 
Frey (2000). 
 
III. A dimensão material (policy) diz respeito à ordem do sistema político, delineada pelo sistema jurídico, e à 
estrutura institucional do sistema político-administrativo. ERRADA. A dimensão material “policy” refere-se aos 
conteúdos concretos, isto é, à configuração dos programas políticos, aos problemas técnicos e ao conteúdo material 
das decisões políticas. A alternativa apresenta a ideia de polity. Cópia do texto de Frey (2000). 
 
Logo, gabarito alternativa é a letra E. 
 
3) ESAF - Analista de Finanças e Controle (CGU)/Auditoria e Fiscalização/Geral/2012 (Adaptada) 
 
Na abordagem tradicional das políticas públicas, as ações do governo seriam produzidas por formuladores 
benévolos. Com base nessa perspectiva, as políticas públicas seriam determinadas exogenamente ao sistema 
político e concebidas e implementadas de forma predominantemente tecnocrática. Em grande medida, é a partir 
da perspectiva crítica sobre a abordagem tradicional das políticas públicas que evolui o debate contemporâneo 
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sobre a importância das instituições nas políticas públicas. Essa nova abordagem tem sido cognominada de 
neoinstitucionalismo. 
 
A afirmativa abaixo caracteriza as contribuições dos neoinstitucionalistas para o debate recente sobre políticas 
públicas. 
 
A proposição de que as diferenças nas bases institucionais que fundamentam as transações políticas 
intertemporais explicam muitas das diferenças no desempenho econômico entre nações. 
 
 
Comentário: 
 
Gabarito: Certo 
 
Podemos entender instituições a partir de diversas perspectivas. Podemos estar nos referindo a 
organizações, entidades, instituição cultural, instituição de ensino, e diversas outras. Mas esse é o sentido estrito 
da palavra “instituição”, que corriqueiramente é utilizado na literatura sobre ciências sociais, mas, que também 
recebe um outro sentido, mais amplo. A escola institucionalista afirma que “instituições” são regras formais, que 
de algum modo condicionam o comportamento dos indivíduos. 
Agora vejam, se instituições são regras formais, que moldam e condicionam o comportamento dos 
indivíduos, então essas diferenças explicam em grande parte muitas das diferenças no desempenho econômico 
entre nações? Por certo que sim! Afinal, as bases institucionais que fundamentam as transações políticas são direta 
e indiretamente afetadas pelas diferenças em tais bases. Essas diferenças acabarão por moldar o grau de 
efetividade de políticas públicas e por conseguinte, o desempenho econômico. 
 
Logo, gabarito CERTO. 
 
4) QUADRIX - Executivo Público (IAMSPE)/2017 
 
O neoinstitucionalismo desdobra-se em pelo menos três métodos de análise diferentes. No que se refere a 
esse assunto, assinale a alternativa correta. 
 
A - O neoinstitucionalismo focaliza a influência do comportamento dos atores sociais no papel desempenhado 
pelas instituições. 
 
B - O institucionalismo histórico considera como residual a importância das instituições políticas oficiais. 
 
C - No institucionalismo da escolha racional, a visão do mundo político é concebida como o conjunto de dilemas 
de ação individual em que os indivíduos ajam estrategicamente para maximizar a satisfação coletiva. 
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D - No institucionalismo sociológico, as instituições influenciam o cálculo estratégico individual e as próprias 
preferências dos autores. 
 
E - Na vertente histórica, a perspectiva cultural enfatiza mais a escolha de uma linha de ação do cálculo preventivo 
de ações que a interpretação de uma situação. 
 
 
Comentário: 
 
Gabarito: Alternativa D 
 
O Institucionalismo Sociológico se desenvolveu na Sociologia, em paralelo à Ciência Política, dentro 
do quadro da teoria das organizações. As instituições, não apenas influenciaram o cálculo estratégico 
individual, como afirma a escolha racional, mas as próprias preferencias dos autores. Segundo os 
pesquisadores desta linhade pensamento, muitas formas e procedimentos institucionais eram práticas culturais, 
comparáveis a mitos e cerimônias, que seriam incorporadas às instituições, mesmo que estas não fossem as mais 
eficazes. Deste modo, havia uma busca por explicar por que determinadas organizações escolhem determinado 
conjunto de formas, procedimentos ou símbolos institucionais e, de modo especial, se preocupavam em como se 
dava esse processo de adesão. 
Vejamos as demais alternativas: 
A - O neoinstitucionalismo focaliza a influência do comportamento dos atores sociais no papel desempenhado 
pelas instituições. ERRADO. O neoinstitucionalismo, teoria surgida nos anos 1980, como reação às escolas do 
pensamento comportamentalistas e institucionalistas clássicos, trazendo outra perspectiva para as ciências 
sociais, com foco no papel desempenhado pelas instituições na determinação dos resultados sociais e 
políticos. Deste modo, na influência que as instituições exercem sobre o comportamento dos atores sociais e na 
adoção de determinadas políticas. 
 
B - O institucionalismo histórico considera como residual a importância das instituições políticas oficiais. ERRADO. 
Os teóricos desta corrente consideravam que a organização política ou a economia política realizavam o papel 
central em moldar o comportamento coletivo. 
 
C - No institucionalismo da escolha racional, a visão do mundo político é concebida como o conjunto de dilemas 
de ação individual em que os indivíduos ajam estrategicamente para maximizar a satisfação coletiva. ERRADO. 
No institucionalismo da escolha racional, a visão de mundo político é concebida como conjunto de dilemas de ação 
coletiva em que os indivíduos agem estrategicamente de modo a maximizar a satisfação de seus próprios 
interesses correndo o risco de produzir resultados sub ótimos para a coletividade. Assim, os teóricos dessa linha 
de pensamento passaram a se questionar se isso não se constituiria enquanto um paradoxo, e para tal, buscaram 
uma resposta através das instituições. Assim como as demais linhas de pensamento, esta também apresenta 
debates internos, que neste caso estavam ligados a algumas prioridades, quais sejam: a) o emprego de certos 
pressupostos comportamentais; b) a definição da vida política como uma série de dilemas de ação coletiva; c) o 
papel da interação estratégica na determinação das situações políticas; d) um enfoque na explicação do 
surgimento das instituições. 
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E - Na vertente histórica, a perspectiva cultural enfatiza mais a escolha de uma linha de ação do cálculo preventivo 
de ações que a interpretação de uma situação. ERRADO. Os teóricos desta corrente consideravam que a 
organização política ou a economia política realizavam o papel central em moldar o comportamento coletivo. A 
perspectiva do institucionalismo histórico prega que o comportamento não é somente estratégico, antes é 
limitado pela visão de mundo de cada indivíduo. Nesta perspectiva, a escolha de uma linha de ação dependerá da 
interpretação de uma situação mais do que um cálculo preventivo das ações. 
 
Logo, gabarito CERTO. 
 
5) ESAF - Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental/Políticas Públicas/2008 
 
O neo-institucionalismo tem se revelado uma profícua abordagem na análise das estratégias e resultados das 
políticas públicas. Examine os enunciados abaixo sobre o neo-institucionalismo e marque a opção correta. 
 
1 - Uma decisão é o resultado das regras de decisão específicas em jogo, bem como dos esforços dos atores 
relevantes do processo em tirar vantagem dessas regras. 
 
2 - Os indivíduos tomam decisões com base na sua confiança em padrões operacionais de procedimentos, e usam 
o tempo e as informações disponíveis para avaliar todas as alternativas e suas consequências. 
 
3 - As economias e os sistemas políticos são estruturados por profundas interações entre os diversos atores, que 
carregam traços de suas próprias histórias e operam segundo lógicas e em contextos diferenciados. 
 
4 - As estratégias para a definição, organização e mobilização de interesses são afetadas decisivamente pela 
estrutura de oportunidades, mas só tangencialmente pelas autoridades e pela cultura política. 
 
A - Todos os enunciados estão corretos. 
 
B - Os enunciados números 1 e 2 estão corretos. 
 
C - Os enunciados números 1 e 3 estão corretos. 
 
D - Os enunciados números 3 e 4 estão corretos. 
 
E - Os enunciados números 2 e 3 estão corretos. 
 
 
Comentário: 
 
Gabarito: Alternativa C 
 
Vejamos cada um dos enunciados: 
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1 - Uma decisão é o resultado das regras de decisão específicas em jogo, bem como dos esforços dos atores 
relevantes do processo em tirar vantagem dessas regras. CERTO. No institucionalismo da escolha racional, a visão 
de mundo político é concebida como conjunto de dilemas de ação coletiva em que os indivíduos agem 
estrategicamente de modo a maximizar a satisfação de seus próprios interesses, ou seja, tirar vantagem de certas 
regras. A decisão é a escolha, dentro de um universo de regras específicas. 
 
 
2 - Os indivíduos tomam decisões com base na sua confiança em padrões operacionais de procedimentos, e usam 
o tempo e as informações disponíveis para avaliar todas as alternativas e suas consequências. ERRADO. Padrões 
operacionais podem ter sido definidos pelo Estado, que é sua natureza é controlador, tendente a querer 
determinar as normas e regras do jogo. Deste modo, os indivíduos não depositam sua confiança em padrões 
operacionais de procedimentos, mesmo que possamos dizer que eles sejam condicionados pelas instituições 
políticas, ainda assim, suas decisões estariam baseadas mais em interesses, do que em padrões operacionais de 
procedimentos. 
 
 
3 - As economias e os sistemas políticos são estruturados por profundas interações entre os diversos atores, que 
carregam traços de suas próprias histórias e operam segundo lógicas e em contextos diferenciados. CERTO. Esta 
alternativa é exatamente o contrário da anterior. Se pensarmos por exemplo no Institucionalismo Histórico, 
veremos que este surge como uma reação à teoria estrutural-funcionalista, que explica o funcionamento de uma 
sociedade a partir de ações sociais e a análise da vida política em termos de grupo. Buscou-se analisar as situações 
políticas nacionais, bem como da desigual distribuição do poder e dos recursos. Assim, tanto as economias quanto 
os sistemas políticos são estruturados por profundas interações entres os diversos atores que compõe a cena 
política, com costumes, crenças, pensamentos distintos. 
 
 
4 - As estratégias para a definição, organização e mobilização de interesses são afetadas decisivamente pela 
estrutura de oportunidades, mas só tangencialmente pelas autoridades e pela cultura política. ERRADO. O erro 
está em afirmar que as estratégias para a definição, organização e mobilização de interesses são afetadas penas 
tangencialmente pelas autoridades e pela cultura política. As autoridades e cultura política interferem direta e 
profundamente em nas estruturas, e não apenas tangencialmente. 
 
 
Logo, o gabarito é a alternativa C. 
 
6) FGV - Analista (DPE MT)/Administrador/2015 
 
As ciências políticas construíram, historicamente, alguns paradigmas. 
 
A esse respeito, analise os três tipos descritos a seguir. 
 
I. Institucionalismo, que preocupava-se apenas em analisar as instituições políticas. 
 
II. Comportamentalismo, que traçava suas análises em função do comportamento dos atores políticos. 
 
III. Neoinstitucionalismo, cuja centralidade estudava as influências bilaterais entre instituições e atores políticos. 
 
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Assinale: 
 
A - se somente o tipo I estivercorreto. 
 
B - se somente o tipo II estiver correto. 
 
C - se somente o tipo III estiver correto. 
 
D - se somente os tipos I e II estiverem corretos. 
 
E - se todos os tipos estiverem corretos. 
 
 
Comentário: 
 
Gabarito: Alternativa E 
 
Vejamos cada um dos enunciados: 
I. Institucionalismo, que preocupava-se apenas em analisar as instituições políticas. CERTO. No institucionalismo 
temos um enfoque para explicação da sociedade através de suas instituições. 
 
 
II. Comportamentalismo, que traçava suas análises em função do comportamento dos atores políticos. CERTO. 
Também conhecido como behaviorismo, é uma teoria que estuda o comportamento como fruto de necessidades 
específicas. Na ciência política, realiza análises em função de comportamento de seus atores. 
 
 
III. Neoinstitucionalismo, cuja centralidade estudava as influências bilaterais entre instituições e 
atores políticos. CERTO. O neoinstitucionalismo foi uma teoria surgida nos anos 1980, como reação às escolas 
do pensamento comportamentalistas e institucionalistas clássicos, trazendo outra perspectiva para as ciências 
sociais, com foco no papel desempenhado pelas instituições na determinação dos resultados sociais e políticos. 
Deste modo, na influência que as instituições exercem sobre o comportamento dos atores sociais e na adoção de 
determinadas políticas. Vejamos algumas de suas contribuições: 
 
Logo, o gabarito é a alternativa E. 
o comportamento dos atores não é totalmente moldado pelas instituições, mas depende do grau de consolidação do aparato 
institucional.
as regras informais também são instituições, e são essenciais para entender a dinâmica política.
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7) ESAF - Analista de Finanças e Controle (CGU)/2002 (adaptada) 
 
O neo-institucionalismo é uma vertente do pensamento político que ganhou expressão ao longo da década 
de 80. Considerando a referida corrente de pensamento, julgue. 
 
As instituições são importantes elementos na compreensão do comportamento individual e da ordem social 
na medida em que afetam as expectativas que os atores têm sobre o curso de ação que os demais 
possivelmente escolherão em reação às suas próprias ações. 
 
 
Comentário: 
 
Gabarito: Certo 
 
O neoinstitucionalismo é uma teoria surgida nos anos 1980, como reação às escolas do pensamento 
comportamentalistas e institucionalistas clássicos, trazendo outra perspectiva para as ciências sociais, com foco 
no papel desempenhado pelas instituições na determinação dos resultados sociais e políticos. Deste modo, na 
influência que as instituições exercem sobre o comportamento dos atores sociais e na adoção de determinadas 
políticas. Vejamos algumas de suas contribuições: 
 
o comportamento dos atores não é totalmente moldado pelas instituições, mas depende do grau de consolidação do aparato 
institucional.
as regras informais também são instituições, e são essenciais para entender a dinâmica política.
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As regras informais são os hábitos, as crenças, as rotinas, as convenções, os valores, os esquemas 
cognitivos. 
 
Para os neoinstitucionalistas, todas essas variáveis impactadas pela cultura, tem uma alta influência 
sobre o modo como se desenvolvem as relações sociais e, por conseguinte, as dinâmicas políticas. 
Ao contrário do que defendem os pluralistas e marxistas, o Estado não se submete tão somente a 
interesses localizados na sociedade, sejam de grupos de interesses ou de classes sociais. Neste sentido, as ações 
do Estado, implementadas por seu corpo de funcionários, obedeceriam à lógica de reprodução do controle de suas 
instituições sobre a sociedade em geral. Tal ação reforça a autoridade do Estado, reforça seu poder político e sua 
capacidade de ação e controle sobre os diversos cenários. 
Logo, o gabarito é Certo. 
 
 
 
 
 
 
 
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5. Questões com Gabarito 
 
1) CESPE/CEBRASPE - Analista (EBC)/Ciências Sociais/2011 
 
Julgue os itens seguintes, relativos a conceitos de políticas públicas e sua relação com a política em geral. 
 
Em inglês, usam-se os termos polity, politics e policy para caracterizar as três dimensões da política. Eles se 
referem, respectivamente, às instituições políticas, aos processos políticos e aos conteúdos da política. Policy 
é adotado para designar as políticas públicas (public policy). 
 
 
 
2) FMP - Auditor Público Externo (TCE-RS)/Administração Pública ou de Empresas/2011 
 
A literatura sobre análise de políticas públicas diferencia três dimensões da política. Sobre essas dimensões, avalie 
as afirmativas. 
 
I. A dimensão institucional (polity) cuida dos conteúdos materiais concretos, da configuração dos programas 
políticos, dos problemas técnicos e do conteúdo material das decisões políticas. 
 
II. A dimensão processual (politics) concentra-se no processo político, frequentemente de caráter conflituoso, no 
que diz respeito à imposição de objetivos, aos conteúdos e às decisões de distribuição. 
 
III. A dimensão material (policy) diz respeito à ordem do sistema político, delineada pelo sistema jurídico, e à 
estrutura institucional do sistema político-administrativo. 
 
As afirmações I, II e III são: 
 
A - verdadeira, verdadeira, verdadeira. 
B - falsa, falsa, falsa. 
C - falsa, verdadeira, verdadeira. 
D - verdadeira, falsa, falsa. 
E - falsa, verdadeira, falsa. 
 
 
3) ESAF - Analista de Finanças e Controle (CGU)/Auditoria e Fiscalização/Geral/2012 (Adaptada) 
 
Na abordagem tradicional das políticas públicas, as ações do governo seriam produzidas por formuladores 
benévolos. Com base nessa perspectiva, as políticas públicas seriam determinadas exogenamente ao sistema 
político e concebidas e implementadas de forma predominantemente tecnocrática. Em grande medida, é a partir 
da perspectiva crítica sobre a abordagem tradicional das políticas públicas que evolui o debate contemporâneo 
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sobre a importância das instituições nas políticas públicas. Essa nova abordagem tem sido cognominada de 
neoinstitucionalismo. 
 
A afirmativa abaixo caracteriza as contribuições dos neoinstitucionalistas para o debate recente sobre políticas 
públicas. 
 
A proposição de que as diferenças nas bases institucionais que fundamentam as transações políticas 
intertemporais explicam muitas das diferenças no desempenho econômico entre nações. 
 
 
 
4) QUADRIX - Executivo Público (IAMSPE)/2017 
 
O neoinstitucionalismo desdobra-se em pelo menos três métodos de análise diferentes. No que se refere a 
esse assunto, assinale a alternativa correta. 
 
A - O neoinstitucionalismo focaliza a influência do comportamento dos atores sociais no papel desempenhado 
pelas instituições. 
 
B - O institucionalismo histórico considera como residual a importância das instituições políticas oficiais. 
 
C - No institucionalismo da escolha racional, a visão do mundo político é concebida como o conjunto de dilemas 
de ação individual em que os indivíduos ajam estrategicamente para maximizar a satisfação coletiva. 
 
D - No institucionalismo sociológico, as instituições influenciam o cálculo estratégico individual e as próprias 
preferências dos autores. 
 
E - Na vertente histórica, a perspectiva cultural enfatiza mais a escolha de uma linha de ação do cálculo preventivo 
de ações que a interpretação de uma situação. 
 
 
 
5) ESAF - Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental/Políticas Públicas/2008 
 
O neo-institucionalismo tem se revelado uma profícua abordagem na análise das estratégias e resultados das 
políticas públicas. Examine os enunciados abaixo sobre o neo-institucionalismo

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