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SEMIOLOGIA – 4º bimestre Luísa Lavall Dill – ATM 23 
Semiologia pediatrica 
1 
Exame fisico pediatrico 
® Primeiro contato do médico com 
a criança 
® Decisivo no relacionamento 
médico-paciente 
* Adesão e atitude da criança 
nas próximas consultas 
® Confere qualidade e 
quantidade nos achados 
clínicos 
® leva à suspeita clínica e 
tratamento adequados 
 
Exame físico no colo! 
 
 
 
 
 
 
® Instrumentos: 
® Estetoscópio 
® Otoscópio 
® Oftalmoscópio 
® Calculadora 
® Fita métrica 
® Abaixador de língua 
® Esfigmomanômetro 
 
 
Abordagem 
® Chegar com calma 
® Sem gesticular excessivamente 
® Não falar alto 
® Tirar o jaleco se for necessário 
® Estar por dentro das 
“atualidades infantis” 
* Peppa Pig... 
* Baby Shark... 
Roteiro 
® Primeiro: sinais vitais 
® Por último o que for examinado 
em decúbito 
 
® Ectoscopia 
® Região cefálica 
® Região cervical 
® Região clavicular 
® Tórax 
® Abdome 
® Genitália / região inguinal / 
períneo 
® Membros inferiores e superiores 
® Medias antropométricas 
 
Na prática o exame físico não segue ordem 
crânio-caudal, deve-se iniciar com a criança no 
colo, examinando o máximo de coisas possíveis, 
e depois colocar a criança na maca em 
decúbito dorsal 
Onde a criança se 
sentir mais à vontade 
SEMIOLOGIA – 4º bimestre Luísa Lavall Dill – ATM 23 
2 
 
Ectoscopia 
Estado geral: 
® Bom estado geral (BEG) 
* Sorridente 
* Colaborativo 
* Comunicativo 
* Brincando 
® Regular estado geral (REG) 
® Mau estado geral (MEG) 
Mucosas: 
® Hidratação 
® Sinais de desidratação: 
* Mucosas secas 
* Saliva espessa e pegajosa 
* Choro sem lágrima 
* Pedir para a criança “juntar o 
cuspe” (observação: crianças 
pequenas não sabem fazer isso) 
* Remover a chupeta passando o 
dedo pelos lábios do paciente, 
se a saliva formar um fio, ela 
está desidratada, se escorrer 
como água é sinal de 
hidratação 
® Coloração: normocoradas X 
hipocoradas 
 
 
 
AAA: 
® Febre: 
* Febre > 37,8°C 
* Termômetro: mercúrio foi 
proibido pela Associação 
Americana de Pediatria 
* Deve-se usar o termômetro 
digital axilar 
* Normal à afebril” anotar a 
temperatura 
 
® Cianose: 
* Normal: acianótico 
* Acrocianose 
* Cianose central 
 
® Causas fisiológicas: frio, após 
banho, choro, amamentação, febre, 
nascimento... 
® Causas patológicas: Tetralogia de 
Fallot (dextroposição da aorta, 
estenose da artéria pulmonar, 
defeitos no septo interventricular e 
hipertrofia do ventrículo direito), 
apneia, aspiração de mecônio 
(primeiras fezes da criança), hérnia 
diafragmática, convulsões, 
patologias pulmonares... 
 
Anormal 
SEMIOLOGIA – 4º bimestre Luísa Lavall Dill – ATM 23 
3 
® Circular de cordão à máscara 
cianótica por compressão da face, 
desaparece em 3 dias 
 
 
® Icterícia: 
 
® Normal à anictérico 
® Pode ser fisiológico (em 24h), pois 
o metabolismo do bebê é imaturo 
® Despir o paciente 
® Olhar na luz solar 
® Neonatal: progressão da icterícia 
é crânio-caudal, e a reversão do 
quadro é inversa 
® Sempre comparar com as mãos 
® Cuidar com bebês pletóricos (que 
tem pele avermelhada) 
® Comparação da icterícia se dá 
por regiões à zonas de Kramer 
 
Atividade: 
® Ativo x hipoativo 
® Reativo ao exame físico 
® Observar amamentação 
® Observar choro 
® Observar brincadeiras 
“Meu filho está diferente, não é o normal” 
 
 
Alto indício de ser sepse 
 
 
Avaliar minuciosamente a anamnese e exame 
físico para descartar possibilidade de sepse 
® Observação: não usar “LOC” 
quando a criança não for 
lúcida, orientada e coerente 
Regiao cefalica 
® Fontanelas 
® Medidas em polpas digitais e 
transformadas em centímetros 
® Normal: normotensas 
® Podem estar abauladas (choro, 
febre, hidrocefalias, meningite, 
tumor) 
® Podem estar deprimidas na 
desidratação 
® A fontanela posterior se fecha 
ao nascimento 
® A fontanela anterior se fecha 
aos 9 meses 
SEMIOLOGIA – 4º bimestre Luísa Lavall Dill – ATM 23 
4 
 
 
 
® Forma: 
 
® Perímetro cefálico: 
® Colocar a fita métrica na 
glabela e na protuberância 
occipital 
 
® Plagiocefalia: doutor, a cabeça 
do bebê está achatada!” 
* Depende da posição em que 
a criança fica deitada 
® Medir perímetro cefálico em 
todas as consultas 
® Tocotraumatismos: criança no 
canal de parto faz um trauma, 
totalmente benigno 
® Fáscies: 
® Observar fasicies de down, 
hipertelorismo (afastamento dos 
olhos), baixa implantação de 
orelhas... 
Regiao cervical 
® Torcicolo congênito: massa 
palpável no musculo 
esternocleidomastoideo 
* A cabeça fica virada para um 
lado, o queixo apontando para 
o lado da lesão 
 
® Observar adenomegalias na 
região cervical à pode ser 
neoplasia 
SEMIOLOGIA – 4º bimestre Luísa Lavall Dill – ATM 23 
5 
 
® Criança adoece de 6 a 8 vezes 
por ano, e se estiver na creche, 
esse número sobe para 12 a 16 
vezes 
® Resfriado comum, otite... 
Regiao da clavicula 
® Simetria 
® Crepitações 
® Edema 
® Trauma de parto 
 
Otoscopia 
® Apêndices auriculares cursam 
com malformações cardíacas e 
renais 
 
® Presença de mastoidite: 
indicativo de otite média 
aguda por Streptococcus 
pneumoniae 
 
 
® Palpação 
® Compressão do trago 
 
® Na otoscopia, se a criança não 
for colaborativa: 
* Examinar a criança deitada de 
lado, com o examinador na 
região da cabeça e o familiar 
deitado “por cima” do paciente, 
segurando seus braços 
* Usar o terceiro (médio), quarto 
(anelar) e quinto (mínimo) dedos 
para “empurrar” a cabeça do 
bebê contra a mesa, e o 
primeiro (polegar) e o segundo 
(indicador) para retificar o 
SEMIOLOGIA – 4º bimestre Luísa Lavall Dill – ATM 23 
6 
canal auditivo da criança, 
puxando o pavilhão auricular 
para trás e para cima com os 
dedos em pinça 
® Exame normal: membrana 
timpânica branco-perolada, 
translúcida, cabo do martelo 
visível, reflexo luminoso presente, 
sem abaulamento, sem retração 
e sem hiperemia 
 
 
 
 
® Exame alterado: membrana 
timpânica hiperemiada, 
abaulada e com reflexo 
luminoso ausente 
 
 
 
Oroscopia 
® Se a criança não for 
colaborativa: 
* Criança fica deitada, com o 
familiar posicionado na cabeça, 
segurando seus braços para 
cima (cotovelos encostando na 
latera do rosto) 
* Examinador segura o abaixador 
de língua no 1/3 médio 
* Nos “mordedores de palito” 
introduzir o abaixador de língua 
lateralmente até a base da 
língua (cuidado com o reflexo 
do vomito), ou aproveitar o 
choro 
® Oportunidade de examinar os 
dentes à cuidado com dente 
neonatal! 
® Placas esbranquiçadas que não 
somem ao passar o abaixador 
de língua à monilíase oral 
(sapinho), se removidas com o 
palito = leite 
 
 
 
SEMIOLOGIA – 4º bimestre Luísa Lavall Dill – ATM 23 
7 
 
Hiperemia importante em pilares 
anteriores e amigdalas, com 
petéquias em palato e 
exsudatos ausentes 
 
Hiperemia e exsudatos 
amigdaleanos 
Torax 
® Roteiro: 
1. Inspeção 
2. Palpação 
3. Percussão 
4. Ausculta 
5. Perímetro torácico 
 
® Inspeção 
® Observar mamilos extranuméricos 
e sinais de desnutrição 
® Sinais de esforço ventilatório 
 
 
 
 
* Tiragem: subcostal, fúrcula e 
intercostais 
* Batimento de asa de nariz 
(BAN) 
* Balanceio da cabeça 
* Gemência 
 
® Palpação 
® Ictus 
® Frêmito 
 
 
® Percussão 
® Macicez à líquido 
 
® Ausculta 
® Frequência respiratória 
* Contar em 60 segundos, bebês 
tem respiração periódica 
* Observar movimentos 
respiratórios 
® Frequência cardíaca 
* Contar em 60 segundos 
* Sopros cardíacos: cardiopatias 
congênitas, anemia 
 
SEMIOLOGIA – 4º bimestre Luísa Lavall Dill – ATM 23 
8 
® Deixar a criança no colo do 
pai/mãe, colocar alguma música 
para acalmá-lo (baby shark) 
® Paciente afebril 
® Não choroso 
® Tranquilo 
® Febre, calor, desidratação, 
amamentação, ansiedade e 
medo alteram os sinais vitais 
® Frequência cardíaca é o 
primeiro sinal vital que se altera 
no choque à taquicardia 
 
Frequência cardíacaIdade Variação 
Recém-nascido 120-160 
Lactente 90-140 
Pré-escolar 80-110 
Escolar 75-100 
Adolescente 60-90 
Frequência respiratória 
Idade Taquipneia acima de 
0-2 meses 60 irpm 
2-12 meses 50 irpm 
1-5 anos 40 irpm 
5-8 anos 30 irpm 
> 8 anos 20 irpm 
 
® Ausculta pulmonar 
* Normal: MV presentes, simétricos, 
bem distribuídos SRA 
® Ausculta cardíaca 
* Normal: RR2T, BNF, S/AS 
* Desdobramentos fisiológicos com 
a respiração 
® Esquentar a membrana do 
esteto!!! 
® Ruídos adventícios: 
* Roncos: Movimentação do muco 
nos brônquios, 
predominantemente inspiratório 
* Bolhosos: Abertura e fechamento 
de via aérea, contendo 
secreção em brônquios e 
bronquíolos + afrouxamento de 
estruturas de suporte da parede 
brônquica 
* Sibilos: Vibração das paredes 
bronquiolares e do conteúdo 
gasoso 
- Inspiratório e expiratório 
- Disseminados pelo tórax: 
comprometimento de toda 
árvore brônquica 
- Localizados → corpo estranho, 
neoplasia 
- Exemplo: “miado do gato”, som 
em silvo 
 
® Perímetro torácico 
® Medir a nível dos mamilos 
® Medir em todas as consultas 
 
 
 
 
SEMIOLOGIA – 4º bimestre Luísa Lavall Dill – ATM 23 
9 
Abdome 
® Roteiro 
1. Inspeção 
2. Ausculta 
3. Percussão 
4. Palpação 
 
® Inspeção 
® Abdome prune belly: sem 
musculatura abdominal, 
semelhante a uma ameixa seca 
 
 
 
® Abdome Kwashiorkor: 
desnutrição proteica, em 
parasitoses 
 
 
 
® Coto umbilical: 
* Gelatinoso 
* Mumificado 
* Onfalite: sempse gravíssima: 
hiperemia, calor, odor fétido, 
alterações da pele + quadro 
clínico 
 
® Gastrosquise: sem peritônio 
® Onfalocele: com peritônio 
 
 
Gastrosquise onfalocele 
 
® Percussão, palpação e 
ausculta: 
® Lembrar que os recém-nascidos 
e crianças menores ou 
desnutridas tem o fígado e o 
SEMIOLOGIA – 4º bimestre Luísa Lavall Dill – ATM 23 
10 
baço palpáveis em casos 
normais 
® Esquentar as mãos e o esteto 
® Ter delicadeza 
® Elevar os MMII 
® Deslizar as mãos sem tirá-las do 
abdome da criança, pois se 
não o abdome faz defesa 
Genitalia, regiao 
inguinal e perineo 
® Genitália 
® O familiar/criança retira a roupa 
® Deve ser descrita como 
tipicamente feminina ou 
tipicamente masculina 
® Testículos tópicos X ectópicos X 
ausentes X retráteis 
* “Oredenhar” o canal inguinal e 
palpar os testículos em pinça 
® Fimose: retrair o prepúcio 
delicadamente: avaliar a 
exposição da glande 
* Pacientes maiores podem fazer 
a retração 
 
 
 
* Balanopostite: inflamação da 
glande, fazendo com que o 
prepúcio não retraia 
® Sinéquia de pequenos lábios: 
fimose feminina, ocorre fusão dos 
lábios 
 
 
 
® Dermatite na área das fraldas: 
eritema que poupa as pregas 
(não acomete região inguinal) 
 
 
 
SEMIOLOGIA – 4º bimestre Luísa Lavall Dill – ATM 23 
11 
® Moniliase perineal: placas 
eritematosas, descamativas com 
lesões satélites (pustulosas) 
 
 
 
® Manchas mongólicas: ocorre em 
afrodescendentes, é normal 
 
 
 
Membros superiores e 
inferiores 
® Observar: 
* Simetria 
* Deformidades 
* Crepitações 
* Número 
 
Artrogripose congênita 
® Observar rigidez articular 
® Sempre numerar a quantidade 
de membros 
® Palpação dos pulsos periféricos 
e centrais 
® Sala de parto: pulsação na 
base do cordão 
® Tempo de encimento capilar 
(normal: até 3 segundos, maior 
que isso = choque) 
® Temperatura das extremidades 
® Aspecto “moteado” (rendilhado) 
da pele à evolução para 
sepse 
 
 
 
SEMIOLOGIA – 4º bimestre Luísa Lavall Dill – ATM 23 
12 
® Síndrome do bebê sacudido: 
hemorragia intraparenquimatosa 
grave 
 
 
 
® Parada cardiorrespiratória: 
avaliar o pulso braquial em 
crianças de até um ano, e 
crianças maiores avaliar o pulso 
femoral e/ou carotídeo 
Dorso 
® Meningomielocele e espinha 
bífida 
 
 
Medida da pressao 
arterial 
® Sentada 
® Pés e costas apoiados 
® Braço despido 
® Deve ser feito em todas as 
crianças > 3 anos em todas as 
consultas 
® Em crianças < 3 anos deve ser 
feito em cardiopatias 
congênitas, ITU de repetição, 
hematúria/proteinúria, mal 
formação urológica, doença 
renal, historia familiar de doença 
renal, prematuridade, displasia 
broncopulmonar 
® Avaliar percentis: PA x altura x 
sexo 
 
Estatura 
® Medir o comprimento até 100cm 
ou 2 anos 
® Medir altura acima de 2 anos 
ou acima de 100 cm 
 
Comprimento é diferente de altura! 
 
Peso 
® 12 a 15 kg à balança 
pediátrica 
® >15 kg / acima de 2 anos: 
balança normal

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